A Inclusão De Todos Na Escola

03/08/2009 • Por • 1,364 Acessos

 

 

 

 

 

GIOVANI TURELLA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A INCLUSÃO DE “TODOS” NA ESCOLA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Porto Alegre,

Julho 2009

 

 

 

 

 

 

 

 

RESUMO

 

 

A INCLUSÃO DE “TODOS” NA ESCOLA

 

O GOL CONTRA NA PRÁTICA

“Giovani Turella

 

O ensaio que vamos escrever tenta buscar elementos no cotidiano de escola e, na intervenção dos vários atores que estão nesse cenário, construindo a escola que temos para a escola que queremos.

Desenhar este cenário tornando-o viável para que, dessa forma, mais e mais alunos possam usufruir desse espaço (que também é seu) sentindo-se bem, sendo por conseguinte aceitas como sujeitos capazes de construir seu próprio conhecimento dentro de suas possibilidades e potencialidades dentro da escola, tornando-se seres autônomos, críticos e sobretudo desbravadores desta floresta fechada chamada preconceito. É preciso urgentemente começar nas escolas esse movimento par que, não apenas a escola e seu corpo docente e discente tenham noção da amplitude de seus compromissos e responsabilidades, mas principalmente a sociedade que deve integrar esses movimentos capazes e responsáveis também pelo progresso deste país.

Assim esse trabalho, visa identificar a partir dos cursos curriculares no Instituto de Educação Superior IES, como o corpo, através de suas diversas manifestações tem encontrado espaço com vistas à promoção da autonomia e socialização dos alunos(as).

 

PALAVRA CHAVE: FORMAÇÃO, INCLUSÃO E CORPO.

“Professor de Educação Física, Espec”. Em Educação Psicomotora e Ed. Inclusiva.

 

 

 

 

 

 

 

ABSTRACT

 

 

The essay I dar to write tries to find elements in He school daily routine and its intervention of the various actores of this scenary, building from the school we have to the school we want. Designing this scenary making it viable so that in this way, more and more etudents can enjoy this apace (wich is yours too),feeling well, and therefore being accepted as citizens Who are able to produce their own knowledge within their potentialities and possibilities in side school. Citizens Who are also able to become autonomous, critical and are able to fight in this closed Forest called prejudice. It is urgently necessary to start this movement i the schools so that, not only the school ans its staff realize the amplitude of their commitment and responsability but also the society should see these movements wich are responsible for the progresso f this country.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

APRESENTAÇÃO

 

 

Agregar, reunir, gestão, inclusão e cidadania, são alguns dos itens que caracterizam a inclusão, (muito ditas e difundidas nos últimos anos). Estas, muitas vezes, apesar e não dizer/falar da realidade, por vezes tem incorporado nos discursos de muitos professores, atribuindo e essas verdades como se fossem absolutas. Na verdade, para falar em inclusão, devemos nos remeter a idéia de como está o processo de inclusão na escola, e, por conseqüência os professores, os alunos, a escola..., para, a seguir, pensar/sonhar sobre o papel que a escola deve desempenhar na sociedade. Por outro lado oportunizarmos as próprias pessoas portadoras de deficiências especiais PPLNE´S sobre como a escola pode acolher esses alunos(as).

Além disso, para muito além da discussão da extinção ou não das escolas especiais. Faz-se necessário repensar uma estrutura no que tange aos aspectos físicos (para estrutura da escola) e aspectos dos Recursos Humanos (formação) para que ela (a escola) possa definitivamente acolher alunos ditos “especiais”.

Defendo esta idéia, uma vez que os meios de comunicação têm veiculado nos telejornais e novelas este tema, e que, por conseqüência, tem provocado uma forte discussão na sociedade. Entretanto não podemos ter uma visão ingênua do tema e acreditar que a escola está preparada para atuar nessa direção. Pois na prática existe ainda um grande hiato entre a realidade que se encontra e algumas exitosas que estão tendo resultado.

Assim, é necessário (todos nós professores, equipe diretiva, comunidade escolar) criarmos situações no seio da escola para que essa inclusão seja aprofundada, experimentada e compartilhada afim de que não se torne um gol contra na vida dessas pessoas, mas, sobretudo um serviço de qualidade do professor, que possa  auxiliar as pessoas que tanto necessitam.

 

REALIDADE DA ESCOLA E FORMAÇÃO

 

Escola da qual pensamos e acreditamos, com certeza não é a mesma se fizermos essa indagação para os seus atores (professores, alunos, funcionários, pais etc.), ao mesmo tempo em que  a estrutura física da escola e o seu pragmatismo pedagógico, sofreu e sofre influências da cultura ocidental. Desta forma varias são as tendências e vertentes implementadas na escola algumas com ênfase no aluno, outras no professor e aquelas que acreditam na interação de ambos, no entanto, é inegável conceber a escola como um local de produção no conhecimento (não o único) além de formação/preparação do cidadão para a vida.

Nesta última década, muito tem se falado no sucateamento dessa instituição denominada escola ao mesmo tempo em que se percebe um certo esvaziamento nos cursos de formação dos professores, fruto também das políticas públicas aplicadas em nosso país. Assim temos uma grande desigualdade entre os vários estados que constituem a federação, tendo em alguns, um quadro desolador, desestímulo do professor na execução de suas funções, culminando com a diminuição de sua auto-estima. É importante que se diga de que os governos nas suas diversas esferas tem se esforçado para diminuir os problemas existentes (a criação e aprovação do FUNDEB e do piso nacional para o Magistério são provas disso), entretanto ainda muito há de se fazer.

A partir desse quadro real, desenhado, podemos ter a impressão de que tudo está “QUASE” perdido, principalmente quando o Governo Federal (afoitamente ao meu ver) tem veiculado em propagandas em rede nacional a inclusão de “todos” alunos portadores de necessidades especiais – PPNE´s – na escola pública.

Aí cabe uma indagação: – como podemos – implementar na escola a inclusão, gestão participativa com o atual cenário em que a escola e os professores vêm atravessando ? Como estes alunos serão inseridos ? E a qualidade do serviço prestado, como acontecerá ?

Não quero aqui afirmar de que o programa de Inclusão de Todos na Escola não seja bem vindo, mas desejo sim a declarar de que qualquer programa a ser implementado na educação desse país, deva passar pelo respeito à categoria de professores, respeito esse caracterizado pelos desníveis de aprendizado no ambiente da escola. Devemos também incentivar a formação dos professores, não apenas com cursos relâmpagos, mas principalmente no acesso gratuito dos professores a cursos específicos, financiamento a pesquisas transformando a escola que temos para aquela que queremos, para tanto, faz-se necessário reinventar a escola, as práticas os conceitos, despirmos do preconceito e acima de tudo respeito às diferenças.

 

EXPERIÊNCIAS EXITOSAS

 

No exato momento em que se discute via Conselho Nacional de Educação (CNE) a permanência ou não das Escolas Especiais, gostaria de apresentar algumas experiências exitosas que acontecem em nossa região metropolitana (para ser mais preciso) como forma de reconhecer e enaltecer o trabalho realizado por um conjunto de profissionais, pais,alunos entre outros. Não tenho aqui a pretensão de dar relatos de experiência de outros países por entender que estas não devem ser, parâmetro para o que vou descrever.

Tendo como parâmetro a região metropolitana do Estado do Rio Grande do Sul, sendo esses os municípios de Gravataí, Glorinha, Alvorada, Viamão e Porto Alegre, podemos observar que o coeficiente de escolas especiais para o atendimento às crianças e adolescentes com necessidades especiais diversas ainda é pequeno (para não dizer insuficiente), o mesmo podemos dizer das escolas que desenvolvem a inclusão desses alunos nas turmas regulares.

Desta forma, cabe a estes municípios, buscamos através de parcerias, convênios e intercâmbios de experiências, soluções para poder facilitar o acesso dessas crianças/adolescentes nas escolas públicas. É bem verdade (e esse e o motivo desses sub-item), faz-se necessário também avaliar as experiências exitosas de inclusão e acessibilidade dessas pessoas nas escolas da rede. Dentre estas cito o Centro Abrigado da Zona Norte (cazon) que tem desenvolvido belo trabalho de inclusão; além disso, firmou convênio com um grande hipermercado, para que alguns desses possam desenvolver lá suas habilidades, agora, de forma remunerada. Além disso, foi naquela instituição que surgiu a participação nos jogos municipais para excepcionais. O JOMEX - Jogos Municipais Para o Excepcional, surgiu porque os professores entenderam e acreditaram que a educação nasce pelo e através do corpo. Desta forma as atividades corporais puderam ter uma outra ressignificação.

Outro município que teve uma experiência exitosa foi Cachoeirinha, que através do Projeto Integrar (2002) atendia via Secretaria do Trabalho e Assistência Social, duas vezes por semana (2 x) crianças com necessidades especiais diversas, onde os(as) participantes realizavam atividades de educação física, tendo o acompanhamento de outros profissionais da saúde (psicólogos, assistentes sociais dentre outros). No período de vigência do projeto foram realizados uma série de ações que tiveram retorno significativo no campo social, afetivo, psicomotor, dentre outros.

É importante registrar de que outros municípios têm promovido alguns trabalhos nessa área, bem como buscando no intercâmbio de informações, melhorarem as ações desenvolvidas nessa área. Entretanto, não podemos dissociar estas ações que deverão crescer na qualidade e na quantidade da questão corporal “em uma avaliação de corpo in

Perfil do Autor

giovani turella