A Tutoria Como Dipositivo De Auxílio Na Educação A Distância

Publicado em: 18/02/2010 |Comentário: 1 | Acessos: 2,041 |

RESUMO

O presente artigo é resultante de uma pesquisa bibliográfica acerca do papel da tutoria como dispositivo de auxílio na educação a distância, buscando analisar os fatores que ampliam a produção e divulgação de conhecimentos a partir desta modalidade de ensino. Para tanto, iniciou-se um processo de reflexão na tentativa de (des)construir a ideia de que a educação a distância é uma educação distante em que o aluno estará isolado nesse processo formativo (Tutores/professores/instituição). Foi realizado um diálogo com teóricos da educação a distância e de outras áreas afins, na tentativa de demonstrar que a tutoria na EAD com o surgimento das novas tecnologias da informação e da comunicação vem auxiliando na disseminação do conhecimento, superando a distância geográfica e temporal entre os envolvidos nesse processo educativo, assegurando assim o acesso aos Direitos e Garantias Fundamentais para o exercício da cidadania. Portanto, chega-se à conclusão de que as tutorias nos ambientes de EAD possibilitam o acesso a qualificação profissional nos lugares que ainda não disponibilizam da prestação deste serviço, oportunizando educação como solução para problemas locais e globais, individuais e coletivos para aqueles que não desfrutam desse benefício.

INTRODUÇÃO

O ensino a distância é uma realidade brasileira que não podemos negligenciar, muito embora esteja se apresentando lentamente, se comparado com a realidade de outros países.

Essa modalidade de ensino surge com o intuito de suprir necessidades de formação da população e, no bojo do seu aparecimento, traz o tutor como profissional qualificado para atender algumas especificidades deste tipo de formação.

Pensar uma proposta educacional que esteja coerente com a realidade da diversidade cultural, geográfica, econômica e profissional requer uma visão educativa que valorize a Educação a Distância – EAD e a interatividade aqui representada pelas mediações pedagógicas que se estabelecem entre os elementos desse processo educativo (alunos e material institucional, alunos e tutor/instituição, alunos entre si), que leve em consideração a presença das tecnologias e de outros caminhos que a comunicação tem possibilitado ser utilizados na busca da formação inicial ou continuada.

Diante das possibilidades de aprendizagem existentes na atualidade que rompem com os modelos tradicionais de formação, lançamos a seguinte problemática.

  • Quais as contribuições apontadas pelas teorias educacionais acerca da presença da tutoria na Educação a Distância?

Nossa hipótese com o intuito de nortear o percurso desta pesquisa, se assenta na seguinte afirmativa:

  • A Educação a Distância proporciona oportunidades para produção e divulgação de conhecimentos, assim como a valorização de práticas educacionais inovadoras que atendam as necessidades sociais de determinados contextos. 

Nosso trabalho busca responder aos seguintes objetivos de pesquisa:

Objetivo Geral:

  • Apontar as contribuições da tutoria para a Educação a Distância a partir das teorias educacionais.

Objetivos Específicos:

  • Apresentar a educação a distância como um mecanismo de aquisição e divulgação de conhecimentos.
  • Refletir teoricamente sobre o papel da tutoria como dispositivo de auxilio na educação a distancia.
  • Analisar as contribuições da educação a distância para a diminuição das desigualdades de oportunidade de formação profissional inicial e continuada.

Nosso desejo de trazer para o centro dessa discussão acadêmico-científica questões referentes a tutoria como dispositivo de auxilio na EAD por meio da valorização de práticas educativas inovadoras, assim como da dialogicidade e amorosidade na relação tutor/aluno/professor/instituição enquanto elementos do processo educativo, e ainda, o comprometimento ético do professor tutor e alunos do referido  processo é por reconhecermos nesses pontos uma fertilidade capaz de contribuir com nossa reflexão acerca do papel da tutoria em  ambientes de EAD.

De acordo com Correia apud Cuenca e Silva (2009, p.6):

 

A sociedade atual vive uma crise civilizatória, uma mudança de paradigma decorrente da internacionalização do mercado, do processo de globalização e do avanço das tecnologias de informação e comunicação. Essas transformações acarretam uma série de dilemas para os modelos educativos existente.

Esse processo de descompasso na sociedade ligado tanto as questões sociais quanto econômicas gera as várias desigualdades que temos presenciado na atualidade, isso porque, enquanto seres humanos desprovidos não só do saber, mas também dos bens materiais, somos levados a assimilar e naturalizar “verdades” por não termos os instrumentos adequados para refletir criticamente o que nos é (im)posto. Lopes se valendo de Beluzzo corrobora nossas afirmativas quando afirma que:

Na chamada sociedade em rede, sendo uma situação emergente a mudança de postura no que diz respeito à migração da sua identidade como transmissora de informação e de cultura para uma condição de ensinar a aprender e a pensar, preparando pessoas para que prolonguem os benefícios da escola, além da escola mesma, tornando funcionais os conhecimentos adquiridos e, sobre tudo, para que saibam empregar o poder da inteligência na vida profissional e no seu cotidiano. Desse modo, enfatiza-se a importância da educação, sob enfoque de um novo paradigma conceitual e prático, voltada para a formação de cidadãos capazes de integrarem-se à era digital, cujo princípio fundamental acha-se embasado no desenvolvimento de competências para o uso da informação e na capacidade intelectual de transformá-la em conhecimento. (2009, p.10)

Por se tratar de uma pesquisa de cunho bibliográfico, nossa delimitação será definida tomando como referência as produções acadêmicas científicas mais próximas desta temática, e nesse sentido achamos por bem assumir dentro do contexto desse texto a abordagem qualitativa que para Severino:

Quaisquer que sejam as distinções que se possam fazer para caracterizar as várias formas de trabalhos científicos, é preciso afirmar preliminarmente que todos eles têm em comum a necessária procedência de um trabalho de pesquisa e de reflexão que seja pessoal, autônomo, criativo e rigoroso (2007, p. 214). 

 

Queremos dizer com isso que nossa responsabilidade de pesquisador não diminui por se tratar de uma pesquisa bibliográfica, mas tão somente que o caminho percorrido apresenta outro formato, outras características e necessidades.  Adotar abordagem qualitativa é reconhecer segundo Trivinos (1987) a importância do pesquisador no processo de produção do conhecimento cientifico.

No que Tange a analise dos dados, adotamos três momentos básicos. O primeiro destinado ao levantamento bibliográfico das obras relacionadas ao seu objeto de estudo; o segundo consiste na seleção do material correlacionado com outras produções mais abrangentes que reforcem as reflexões acerca da temática e o terceiro e último destina-se a categorização e análise do problema de pesquisa a partir da básica bibliográfica selecionada.

Desenvolvimento

  1. 1.      UMA QUESTÃO DE DIREITO: Algumas considerações

Considerando o que diz a CONSTITUIÇÃO FEDERAL no Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito a vida, a liberdade, a igualdade, a segurança e a propriedade.

Ter direitos, ser igual diante de todos, perpassa todas as imbricações da condição social. No que tange a necessidade e o direito de formação, desde a constituição Federal até a LDB 9394/96 perpassando por outros documentos mais recentes voltados, especificamente, para a educação a distância é previsto encaminhamentos e propostas de políticas públicas que atendam demandas de formação fora do molde da tradicionalidade de formação humana.

Esse novo retrato de propostas formativas representa para muitos de nós, brasileiros, não só direitos garantidos, mas também, a possibilidade de sonhos concretizados na direção da intelectualidade, da auto-valorização e da valorização profissional e de atuação eficiente e sintonizada com as demandas de educação contemporânea.    

 

1.1   Principais Leis e normas que regem a EAD no Brasil

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei 9394/96, permitiu avanços, admitindo que existisse, em todos os níveis, a EAD. O artigo mais expressivo é o de nº 80, quando afirma que “0 Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada”.

Esses programas tem como objetivo formar o maior numero de professores em curto espaço de tempo, afim de atender o que diz a referida Lei, no seu artigo 62 que estipula ser condição sine qua non para atuar na educação básica a formação a nível de licenciatura plena.

O Decreto n.º 5622, de 19 de dezembro de 2005, que regulamenta o Art. 80 da Lei n.º 9394/96, diz que a EAD é uma “Modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos”.

Essa regulamentação traz um grande crescimento de cursos desenvolvidos nessa modalidade como podemos observar nos censos da educação superior. Em 2005 eram 217 e em 2006, 225, o que levou ao aumento de alunos freqüentando curso superior a distância – de 504.204 em 2005 para 778.458 em 2006. Se somarmos a este número, alunos de outros níveis e outros tipos de curso a distância (Sebrae,CIEE,Fundações, etc), temos um total de 2,3 milhões, o que significa que 1 em cada 80 brasileiros freqüentou algum curso por EAD no ano de 2006 (ABRAEAD, 2007).

 Apesar de reconhecermos que grandes são os avanços nessa direção, principalmente no Sul e Sudeste brasileiro é evidente lacunas bem mais acentuadas no Norte e Nordeste, fruto das políticas de desvalorização, da carência de profissionais qualificados, dentre outros fatores que conjugados sintetizam a realidade educacional brasileira. Nesse contexto de carências a EAD vem oferecer qualificação profissional para aqueles que não desfrutam dessa possibilidade.

 

2. O TUTOR NO PROCESSO FORMATVO DA EDUCAÇAO A DISTÂNCIA

Refletir o processo educativo dentro dos moldes da pós-modernidade requer antes de tudo reconhecer as fragilidades que acometem o campo educacional e que significativamente interferem no processo de ensino-aprendizagem. Diante desse panorama, aparece a tutoria em EAD como auxílio na produção e divulgação de conhecimentos proporcionando oportunidade para aqueles que não tiveram acesso a aprendizagem. Garantindo assim a efetivação do que diz a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9.394/96        que a educação é direito de todos e dever do estado e da família e deve primar pela qualidade de modo a garantir a inserção social aos educandos.

Nesse sentido, alguns teóricos tem mobilizado esforços para amadurecer uma epistemologia que possa contribuir com as discussões no campo educacional da educação a distância, e o tutor tem um papel importantíssimo nesse contexto. Segundo Gonzales:

No cenário da educação a distância, o papel do tutor extrapola os limites conceituais, imposto na sua nomenclatura, já que ele, em sua missão precípua, é educador como os demais envolvidos no processo de gestão, acompanhamento e avaliação dos programas. É o tutor, o tênue fio de ligação entre os extremos do sistema instituição-aluno. O contato a distância, impõe um aprimoramento e fortalecimento permanente desse elo, sem o que, perde-se o foco (2004, p, 01).

 

É notória a importância do trabalho do tutor, pois ele é alguém que está na linha de frente facilitando a comunicação e a interação dos envolvidos no processo político, metodológico e pedagógico. É um profissional que atende não só necessidades teóricas de seus orientandos como também psico-afetivas e tecnológicas. De acordo com Waisros:

[...] a educação a distância não prescinde de forma nenhuma do professor. O que ela propõe é a transformação da função docente. Na percepção de Lobo (2000,p.9), não se trata mais da presença do professor como indivíduo isolado, mas concebido como integrante do trabalho de uma equipe dentro da instituição, que desempenha múltiplas funções: produção e distribuição de cursos e materiais; acompanhamento do processo de aprendizagem, o que envolve tutoria, aconselhamento, monitoria de centro de apoio e recursos; e atividades relacionadas à avaliação.

O autor apresenta um posicionamento que não deixa dúvida quanto a necessidade do tutor no processo formativo de pessoas. Aprender a distância não pressupõe estar sozinho e sem direção, muito pelo contrário, a EAD apresenta uma organizacidade que reflete seu compromisso com propostas de formação qualificadas e capazes de tornar próximo o que se apresenta distante, para atender as necessidades que qualquer formação engendra em seu processo de concretude.  

2.1 Relação Tutoria/ Aluno/Professor/instituição

Partindo do pressuposto que as relações interativas agregam a condição social do ser humano e, que não se resumem às relações presenciais, refletimos a partir daqui acerca do “modelo” de relacionamento entre tutores, alunos, professores e instituição indagando algumas situações que consideramos relevante serem questionadas já que fazem parte do processo educativo, seja ele escolar ou não. Essa afirmativa revela que apesar de reconhecermos que não devemos nos subjugar as normas sociais, contudo, não podemos ignorá-las posto que estamos inseridos no meio social influenciando e sendo influenciado por ele. Para Gonzales (2004, p. 01):

A relação pedagógica conclama a uma construção cotidiana. Sozinho, o aprendiz caminha vacilante, perdendo o rumo desejado. Nisso o tutor pode ampará-lo, conduzi-lo e encaminhá-lo. À medida que o processo de aprendizagem se efetiva, a relação do aluno com o tutor, muda, se aprofunda, estreitando o laço afetivo, propiciando a permeabilidade educativa, uma vez que a educação deve ser vista sempre como uma prática social ligada à formação de valores e práticas do indivíduo para a vida social, com possibilidade de ir em direção a uma maior autonomia, liberdade e diferenciação [...] .

Diante do que diz o referido autor, fica evidente que a vida humana é atravessada por práticas escolares e não-escolares, onde os fios da amorosidade, da confiança, da relação mútua em prol de objetivos comuns se estabelecem.

Qualquer que seja o caminho educativo que se escolha, elementos constitutivos das relações pessoais sempre se farão presentes como necessidade de quem convive, como por exemplo o diálogo.

 

 

2.2 valorizando o diálogo.

A medida que, enquanto educadores, somos levados a adotar determinados posicionamentos no que tange o cotidiano da escola ou mais precisamente da sala de aula, isso significa que para tal é necessário uma certa dose de competência que envolvam tanto conhecimentos da nossa área de atuação, como de outras cuja importância auxiliam em nossas decisões assim como também de outras habilidades ligadas a própria especificidade de cada situação que somos levamos a decidir sobre elas. Gonzáles (2004, p. 04) se reportando a Freire afirma que:

Se a educação é dialógica, é obvio que o papel do professor, em qualquer situação, é importante. Na medida em que ele dialoga com os educandos, deve chamar a atenção deste para um outro ponto menos claro, mais ingênuo, problematizando-os sempre. O papel do educador não é o de encher o educando com conhecimento, de ordem técnica ou não, mas assim o de proporcionar, através da relação dialógica educador-educando, a organização do pensamento correto de ambos.

Isso implica dizer que não de corpo presente, mas por meio da mídia, tutores e estudantes estabelecem relações dialogais, resultante não só da responsabilidade de conduzirem o processo formativo, mas também como condição de qualquer processo de educação seja ele presencial ou não. Nesse sentido, podemos dizer que o papel do tutor difere daquele esperado na educação presencial em função das características já que precisa lidar com uma característica de temporalidade diferenciada, contudo no que diz respeito àqueles elementos como, planejamento, metodologia, avaliação não sucumbem a distância.

3. A DIVERSIDADE CULTURAL, GEOGRÁFICA, ECONÔMICA E PROFISSIONAL COMO CONTEXTUALIDADES DA TUTORIA DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Para discutir este ponto é preciso antes de tudo perguntar: Qual sujeito se beneficiará com a educação a distância?As falas de Moore e Kearsley nos ajudam a responder este questionamento quando afirmam que:

Nos sistemas em rede do futuro, podemos esperar que o fluxo de informações não será mais em direção única de um professor ou de uma organização de ensino para conjuntos de alunos limitados com interesses muito específicos, e nem exclusivamente de certos países, os países desenvolvidos para os subdesenvolvidos (2008, p.326).

Essa primeira argumentação dos autores nos ajudam a entender que por meio da EAD, a relação de passividade entre quem ensina e quem aprende, quem produz conhecimento e quem absorve, se modifica uma vez que o conhecimento se mostra disponível a todos e a qualquer momento. Diante do exposto é possível afirmar que “ quem transforma conteem aprende, quem prouz conhecimento e quem absorvea educação a distância possui os meios para facilitar esse intercâmbio de conhecimento em uma escala que nenhuma forma de educação anterior poderia igualar” (2008, p. 326).

O posicionamento de Gonzales baseando-se em Paulo freire nos apresenta que:

Torna-se imperativo a todos os envolvidos na tutoria em EAD romper com o receio de se aproximar demais, de estreitar os laços de afeto e, sobretudo, sem o excessivo pudor de exercer por amor a sutil arte de seduzir pedagogicamente os que esperam com avidez pelo saber libertador. (GONZALES apud CUENCA e SILVA, 2009, p.43).

A valoração da afetividade na relação entre tutoria e educandos não perde a importância que faz diferença em qualquer processo de interação e, portanto, de educação, funcionando como um alimento que nutri e dá condições para que as buscas, os sonhos, o desejo de se encontrar no mundo seja possível. 

Conclusão

A Tutoria na Educação a Distância aparece como auxílio na produção e divulgação de conhecimentos, possibilitando o acesso a qualificação profissional nos lugares que ainda não disponibilizam da prestação deste serviço na modalidade presencial, oportunizando educação como solução para problemas individuais e coletivos para aqueles que não desfrutam desse benefício por serem afetados diretamente pela diversidade Cultural, Econômica, Geográfica, e Profissional. Os cursos de qualificação profissional na EAD possuem requisitos iguais aos cursos convencionais, exceto a obrigatoriedade de frequentar as aulas, e com um padrão de qualidade de ensino tão eficaz quanto o presencial. O tutor é o elo principal quanto ao apoio e a organização das estruturas colaborativas de aprendizagem, pois é ele quem está na linha de frente facilitando a comunicação e a interação dos envolvidos no processo político, metodológico e pedagógico. Segundo Gonzales:

A notável relevância e complexidade do papel do tutor nos programas de Educação a Distância, demonstra a necessidade de um perfil profissional com habilidades e competências paradigmáticas. Espera-se que o tutor, além de possuir domínio da política educativa da instituição onde está inserido e conhecimento atualizado das disciplinas sob sua responsabilidade, exerça uma sedução pedagógica adequada no processo educativo (GONZALES,2004).

Diante dos posicionamentos abordados alguns teóricos corroboraram que práticas educativas demandam um comprometimento ético e o amor à missão pedagógica e atingem o âmago daqueles que anseiam pelo direito de saber aprender e pensar, desprendendo-se de suas próprias limitações.

A EAD torna-se imprescindível em contextos como o da Amazônia que ainda revela-se carente de propostas formativas tanto para quem já atua como profissional como quem ainda busca o primeiro emprego e o tutor é esse animador, motivador, provocador da busca. Uma busca que é pautada no diálogo, na parceria por meios diferenciados, como é o caso da mídia eletrônica, mas que tem se mostrado tão competente quanto aqueles que já conhecemos e vivenciamos alguma experiência outrora.   

 

  Referências

ANUÁRIO BRASILEIRO ESTATÍSTICO DE EDUCAÇÃO ABERTA E A DISTÂNCIA (ABRAEAD), 3. Ed. São Paulo:Instituto Monitor, 2007.

BRASIL. Decreto n.º 5622\05. Regulamenta o artigo 80 da lei 9.394\96.publicado no Diário Oficial da União n.º 243, de 20/12/2005, seção 1, p. 01

CONSTITUIÇÃO FEDERAL de 1988.

CUENCA,G.; da SILVA,P.A.R. Práticas de Tutoria em Educação a Distância: Guia de Estudo – 03 – MÓDULO – II.Minas Gerais:Editora Prominas, 2009.

GONZALES, Matias. A Arte da sedução pedagógica na Tutoria em Educação a Distância. Ministério da Educação e Cultura – SEED – Proinfo Abril. 2004.

Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (Lei 9394/96), de 20 de dezembro de 1996.

LOPES,Náuphia Maria. Metodologia da Educação a Distância: Guia de Estudo – 02 – MÓDULO – II.Minas Gerais:Editora Prominas, 2009.

Moore, Michael G. Educação a distância: uma visão integrada\Michael G. Moore, Greg Kearsley; (tradução Roberto Galman).—São Paulo: Cengage Learning, 2008.

Severino, Antônio Joaquim, 1941-Metodologia do trabalho científico\ Antônio Joaquim Severino.-23.ed.rev.e atual.- São Paulo : Cortez, 2007.

Triviños , Augusto Nibaldo Silva. Introdução a pesquisa em ciências sociais  a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.

 

Buscar enfocar as possibilidades de autonomia do cidadão consumidor é válido numa perspectiva de mudança, de educação para o exercício dessa autonomia. Essas possibilidades, porém, não são oferecidas pelas novas potencialidades técnicas, que a sociotécnica tende a enfatizar, mas situam-se na capacidade política de os grupos sociais se organizarem em projetos educativos de mudança, de modo a assegurar que os sistemas educacionais de todos os níveis e modalidades sejam capazes de oferecer oportunidades de acesso a estas tecnologias, a todas as crianças e jovens. Não é a natureza mais suave e mais amigável das máquinas que permitirá a apropriação criativa dessas tecnologias, muito antes pelo contrário, estas características técnicas aumentam seu poder de sedução ante o usuário desprevenido. (Belloni, 2001, p. 78)

 

BELLONI, M.L. O que é mídia-educação. Campinas: Autores Associados, 2001.

 

 

 

 

 

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    Palavras-chave do artigo:

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    educacao a distancia

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    producao e divulgacao de conhecimento

    Comentar sobre o artigo

    Professor Marcos Paulo

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    Mathias Gonzalez

    Para que você possa ter uma visão geral de como ocorre a gestão, estrutura e funcionamentos de cursos na modalidade de ensino a distância, torna-se necessário compreender os elementos que constituem um sistema educacional de EAD. Leve em conta que cada instituição possui o seu modelo. O que apresentarei aqui, é genérico e básico.

    Por: Mathias Gonzalezl Educação> Educação Onlinel 09/02/2009 lAcessos: 5,680 lComentário: 1

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    O SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) ajuda a milhões de brasileiros todos os anos através de seus Cursos Gratuitos oferecendo modalidades presenciais ou EAD (Ensino a Distância) para realização dos mesmos. Conheça alguns cursos grátis para 2015

    Por: sitesjoaoepaulol Educaçãol 09/10/2014

    A avaliação na Escola Ciclada já vem redefinida, ou seja, já está incorporada com novas idéias e nas aspirações, sua perspectiva está muito além de atribuir uma nota por simples burocracia institucional ou por simplesmente conferir o que foi "aprendido" ou não.

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    A MATEMÁTICA E A MÚSICA POSSUEM LAÇOS MUITO FORTES DESDE A ANTIGUIDADE E O INTERESSANTE É QUE TEM MUITOS ALUNOS QUE GOSTAM DE MÚSICA E DIZEM QUE NÃO GOSTAM DE MATEMÁTICA. ENTÃO, SENDO ASSIM, É BEM INTERESSANTE MOSTRÁ-LOS A ELES ESTA FORTE RELAÇÃO.

    Por: Josimara L. Furtado dos Santosl Educaçãol 02/10/2014 lAcessos: 11
    Jaime Teles dos Santos

    RESUMO O presente artigo é resultante de uma pesquisa de campo acerca dos limites e possibilidades do ensino da língua inglesa no primeiro ano do ensino médio em duas escolas públicas do município de Monte Alegre Pará, em que busca-se analisar os fatores que estão diretamente ligados tanto aos limites desse processo educativo quanto às suas possibilidades. Para tanto, inicia-se uma reflexão tomando a expectativa de uma educação com um padrão de qualidade real como ponto de partida.

    Por: Jaime Teles dos Santosl Educação> Línguasl 19/10/2009 lAcessos: 4,543

    Comments on this article

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    Adeilson Oliveira 28/02/2010
    Seu artigo está demais, concordo também que a EAD garante acesso a qualificação profissional para aqueles que foram afetados diretamente pela diversidade Geografica,Econômica, Cultural e Profissional. Parabens.
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