Abordagem Teorica Da Orientaçao Educacional

20/02/2010 • Por • 4,696 Acessos

    ABORDAGEM TEORICA DA ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL

 A orientação educacional tem como ferramenta primordial a observação, e a comunicação com o orientando, pois é a partir da comunicação que se tecem elos para a compreensão do problema apresentado, segundo Erasmo de Roterdã que defendeu o desenvolvimento do homem em todo o seu potencial, a linguagem é o começo de toda boa educação, já que é sinal da razão humana.

A formação do individuo deve, pois abranger princípios, éticos, estéticos e políticos formando um acorde entre o ser e o seu meio, para que possa interagir com o mesmo partindo de suas dificuldades e necessidades que devem ser vistas como fontes implícitas de potencialidades latentes, respeitando seus valores e seu meio social, o filosofo francês Michel de Montaigne acreditava que valores morais não podem ser objetivos e universais, mas dependem do sujeito e da situação em que se encontra, portanto o orientando deve ser visto sobre um prisma impar, graças à evolução dos estudos e pesquisas em diversas áreas a concepção das dificuldades das crianças estão mudando buscando um desenvolvimento integral do individuo.

 O comportamento um dos primeiros sintomas em uma dificuldade de aprendizagem, no que relatos de profissionais envolvidos com alunos afirmam que em grande parte alunos com dificuldades, apresentam comportamento “diferente” dos aceitáveis socialmente, Para Bandura que situa-se junto a outros clássicos como Freud, Skiner e Piaget, em suas obras resume seu prolongado esforço de investigação, como aprendizagem social e desenvolvimento de personalidade, que na perspectiva cognitivo social da aprendizagem, parte de um modelo de determinação recíproca entre o ambiente, a conduta e os fatores (pessoais, cognitivos, emocionais, etc), em que os comportamentos dependem dos ambientes e das condições pessoais. O mesmo teórico da ênfase a aprendizagem por observação, essa aprendizagem, no entanto não da-se só por meio formal, na escola, mas efetivamente e adquirida também em se ambiente não formal de aprendizagem, como a família, a comunidade em que vive o orientador em sua práxis e em sua pesquisa no estudo de caso, levando em consideração todos os aspectos que envolvem o aluno, norteando-se pelo meio onde está inserido seu atendido, de forma a basear-se na gênese do problema construindo de forma sistemática um plano de ação que antecede a solução do problema “o modo com que à ação é desempenhada resulta da consolidação, em que precem surgir a resolução do problema (Bruner, 1973).

  No entanto quando abordamos a orientação educacional diante de uma evolução teórico prática, ela acompanha o perfil que determinada época, muitas vezes deixando de se levar em consideração o intuito primordial de orientar e ser uma ação concientizadora, para atender apenas a anseios político-sociais, explicitando em algumas tendências o posicionamento do orientador educacional temos:

 

  • Na educação tradicional, características terapêuticas atendimento a alunos problemas.
  • Na educação renovada progressista auxilia no desenvolvimento cognitivo do aluno
  • Educação não-diretiva, é facilitador a de mudanças ,segundo a teoria de Rogers tinha atenção especial para a abordagem da não-diretividade do orientador
  • Educação tecnicista, seguia uma linha funcionalista, a orientação procurava, identificar aptidões nos alunos para determinado mercado de trabalho
  • .Na educação libertaria, assessor do professor, conselheiro
  • Na educação libertadora questionava-se concretamente a realidade das relações do homem com a natureza e com outros homens
  • Na educação cri tico dos conteúdos preparação do aluno para o mundo adulto, promover meios para a aquisição do conhecimento por parte dos alunos.

 A orientação educacional como um meios de assegurar o bom desenvolvimento da escola evolui de acordo com as necessidades da escola, chegando aos dias de hoje, com a função de auxiliar o educando de forma global transcendendo os muros da escola, abrangendo todos os aspectos do ser humano, em sua busca do conhecimento, buscando a solução de problemas e dificuldades encontrados pelo caminho através da observação e teoria segundo Paul Feyerabend:

     “Enfim descobrimos que o aprendizado novo desenvolve da observação para a teoria, mas sempre envolve ambos. A experiência aparece acompanhada de pressupostos teóricos e não antes dele; e a experiência sem teoria é tão incompreensível quanto (supostamente) a teoria sem experiência; eliminemos parte do conhecimento teórico de um ser ciente e teremos uma pessoa completamente desorientada”.

 Portanto o orientador educacional deve atrelar sua práxis com a fundamentação teórica para descobrir ferramentas para o desenvolvimento de seu trabalho.

 

Perfil do Autor

Tania Maria da Silva Nogueira

Natural de Brasilia - DF, Professora SEDF, atuação coordenação Educação Integral no CAIC Santa Maria, / DF formada em Pedagogia com...