Administração E Gestão: Sua Trajetória Na Educação

Publicado em: 16/11/2009 |Comentário: 1 | Acessos: 5,403 |

                                                                    

Administração e Gestão: sua trajetória na educação

 

                                                

                         Damião Almeida Leite

 

Resumo:

A administração escolar tradicional vem passando por diversas mudanças ao longo dos anos, tendo como principal metamorfose no bojo das vivências educacionais a gestão democrática que tem como pano de fundo a promoção do indíviduo rumo a cidadania, a autonomia e a criticidade por meio do envolvimento de todos os interessados na melhoria do ensino em sentidos múltiplos, construindo os afazeres pedagógicos com educandos, educadores, pais e a comunidade em geral praticando o trabalho coletivo.

 

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Palavras – Chave: administração escolar; gestão democrática; trabalho coletivo; inovadora; autonomia. 

 

 

Introdução

 

Todo sistema educacional (público ou privado) com o avançar dos anos, tem procurado colocar em prática ações e atos inovadores no que se refere a organização escolar a administração tradicional, fechada e centrada apenas no diretor é coisa do passado; todo o processo organizacional da escola a partir dos anos 90 passou ser comandado pela gestão democrática, onde toda e qualquer tomada de decisão é feita de maneira coletiva envolvendo pais, professores, alunos e comunidade como um todo.

Com a gestão democrática, quando esta ocorre realmente no interior da escola esta coloca em prática ativa, seus nuances de democracia na promoção do indivíduo rumo à cidadania e plenitude da vida moderna. A administração tradicional ficou no passado como uma roupa que não nos serve mais, outrora a direção escolar era opressora conduzindo o alunado para um horizonte cinzento e sem muita perspectiva de flores no jardim da liberdade, dos ideais de cada sujeito repleto de vida no universo de si mesmo.

Com a chegada da gestão democrática, a escola ficou mais bonita e o aluno passou a ser visto sob um outro prisma de humanismo e respeito como ser vivente e passível de transformação através de uma gestão mais próxima dos envolvidos no processo de construção de indivíduos livres e autônomos no vasto mundo do conhecimento. O papel fundamental da gestão democrática é estabelecer um paradoxo entre o seio familiar, alunos, professores e concomitantemente traçar um elo duradouro com a comunidade onde a escola se encontra inserida e assim, fazer nascer um projeto pedagógico audacioso, maduro, humano e acima de tudo contextualizado com a realidade da clientela atendida.

  1.  

 

Administração e Gestão: sua trajetória na educação

 

            A administração escolar tem suas raízes na administração geral difundida pelos teóricos Taylor e Fayol, segundo esses autores à administração é algo demasiadamente amplo no sentido administrativo. Taylor entendia a administração como um processo científico. Uma das primeiras abordagens de administração é a abordagem clássica, que inclui a Administração científica, idealizada pelo engenheiro TAYLOR (1914, p. 18)  “A administração é o pulso de uma organização” Para Taylor tudo era uma questão de tornar perfeita a execução de cada tarefa. As condições para isso incluiriam desde a absoluta separação das fases de planejamento, concepção e direção das tarefas de execução até o emprego de um determinado tipo de operário, neste sentido quase tudo é tido com administração, qualquer atividade que seja executada por duas ou mais pessoas é um fator administrativo.

            Já Henry Fayol é conhecido como o fundador da teoria clássica de administração ele pensava a administração como um corpo que precisava ser administrado de maneira global, assim sendo qualquer setor que necessite de administração deve ser tratado de maneira corpórea para alcançar os resultados e objetivos esperados. Segundo FAYOL (1966, p. 27) “A administração é uma função distinta das outras funções, como finanças, produção e distribuição, e o trabalho do gerente está distinto das operações técnicas das instituições.”

            A teoria geral da administração (TGA) é muito abrangente e dela nasceram outras muitas formas de pensar e administrar as mais diversas e complexas corporações, ainda nesta vertente o setor clássico administrativo deu asas e impulsos à administração escolar tradicional. A partir desses dois teóricos Taylor e Fayol a teoria e rotina administrativa tomaram rumo de transformação.

            A partir das décadas de 80 e 90 com a ploriferação do chamado mundo globalizado o conceito de administração tradicional começou a tomar uma outra dimensão tomando um sentido mais humanístico, nesta época em sentido universal os ícones econômicos, sociais e culturais sofreram grandes transformações em todos os sentidos levando o administrador a ter uma visão totalmente inovadora frente a sua área de atuação seja ela do seguimento que fosse (uma empresa, uma escola ou mesmo uma biblioteca). Segundo PARO (1993, p. 51) “Um artesão que executa todas as operações parciais de seu ofício tem de mudar ora de lugar, ora de ferramenta.”

            Os nuances de mudanças só cresceram com o decorrer do tempo á administração passou a ser configurada com toques de modernidade e se ajustando aos novos moldes da globalização que passou a ditar as regras em nível mundial, o profissional de administração foi naturalmente conduzido a ter uma outra ‘cara’ e suas reflexões em relação a todos os processos administrativos ganhou jeitos e formas de contemporaneidade, rumo ao desenvolvimento mutativo das esferas administrativas.

            Com todas  essas mudanças ocorridas em um contexto mundial, à administração escolar tradicional pelo que tenho estudado era muito centrada na figura do diretor de escola sendo ele o soberano da instituição, ele pensava, ele decidia e tomava as decisões de maneira solitária por opção. As relações de poder eram evidenciadas pelas ações do diretor que sempre decidia tudo por todos. A maneira de cunho autoritária e sua legitimidade advinham basicamente do vigoramento da política neoliberal que apregoava o direito de agir de forma não muito democrática no seio escolar.

            A administração escolar tradicional ainda tinha os olhos voltados para o passado vivenciando suas ações para o controle de alunos, professores e até do conteúdo pedagógico tendo em vista que tudo era centralizado no diretor escolar, sendo que este não levava muito em conta as opiniões do corpo docente e muito menos dos educandos e a comunidade era algo muito distante deste tipo de administração. Tendo Taylor e Fayol como precursores da administração geral (TGA) o administrador escolar de nuances tradicional tinha suas idéias muito próximas da administração empresarial esquecendo-se que dirigir uma instituição de ensino não pode e não deve ter as mesmas características de um setor industrial ou comercial, por exemplo. A postura administrativa do diretor escolar tradicional em linhas gerais era voltada quase que apenas para administração técnica, não prevalência as relações de diálogos significantes com todos os envolvidos no bojo do contexto educacional, de maneira direta ou indireta, principalmente nas escolas da esfera pública onde o diretor além de seguir as legislações em vigor, ainda precisava obedecer os mandos e desmandos dos governos centrais.

            Nos dias atuais ainda é comum embora mais discreto se perceber o controle aprisionado nas mãos e atos atitudinais do diretor. O administrador tradicional não tinha por meta convidar a comunidade onde a escola estava inserida para dentro dela e fazê-la parte do processo de construção dos projetos educativos que sem dúvida eram de interesse maior da sua clientela. Isso ocorria por ter o “poder” centralizado de forma exagerada em suas ações.

            A administração escolar tradicional ficou por longa data cuidando dos seus afazeres pedagógicos à sua maneira, perpetuando um ranço educativo em grande parte do modelo educacional.

            O diretor tradicional geralmente era aquela figura muito distante de todos os pares envolvido nos planos e projetos educativos implantados na escola, não tinha uma visão reflexiva do todo, centrando-se de maneira bastante burocrática no desempenho de suas atribuições de gabinete.

            Democracia é um conceito e como tal implica variadas interpretações que dependem da visão de sociedade que cada autor ou corrente teórica pressupõem. Uma definição mínima de democracia pode consistir, por exemplo, na idéia da democracia como governo do povo o que significa considerá-la como sinônimo de soberania popular.

            Com os novos rumos da gestão democrática o conhecimento do aluno é deveras valorizado, conduzindo o fortalecimento de uma democracia, que mesmo ainda em desenvolvimento no processo ensino-aprendizagem o aluno passou a ser cidadão de si mesmo; buscando seus horizontes e escrevendo suas linhas de liberdade. A democracia parece que finalmente chegou no ambiente escolar onde o espaço e as tomadas de decisões não são mais exclusivas do diretor, a esse compete expor suas idéias e ouvir sugestões dos seus pares que de uma maneira coletiva se tome as melhores decisões em prol da cidadania comunitária.

            A escola em uma gestão democrática deve ser antes de tudo um local para exercitar e aprofundar os mais diversos temas que elevem os participantes a uma visão ampla a vivenciarem a democracia no contexto educativo do aluno. Para se alcançar bons resultados com os parâmetros de gestão democrática se faz necessário que tal prática tenha início desde a mais tenra idade (educação infantil), por exemplo.

            A gestão democrática da escola pública pretende formar cidadãos livres, com autonomia, levando seus alunos a serem participativos, críticos e independentes com responsabilidade e respeito para consigo e principalmente ao outro tendo ele a consciência de pertencer a um universo que vive em coletividade. É de fundamental importância que no seio da gestão democrática esta preze pelas relações de democracia no cotidiano da sala de aula perfazendo assim um lócus onde impera a democracia e a cidadania entre alunos e professor-alunos.

            A visão de um gestor escolar democrático precisa além de tudo estar voltada para a universalização do ensino qualitativo para todos, buscando incansavelmente a promoção do indivíduo na sociedade em que vive. A gestão democrática, ao  promover o conhecimento de maneira expressiva, colabora decisivamente com a maioria dos estudantes na inserção destes no mundo letrado levando-os a percepção de novos horizontes.

            A escola é historicamente um lugar privilegiado de convivência mútua, socializadora buscando perpetuar sem deixar estático o pensar para libertar, isso se torna cada vez mais possível com as manifestações de democracia e o fator emancipador de cada sujeito em uma sociedade global e competitiva.

            Com a gestão democrática, a liberdade para se expressar e a deliberação das decisões de respeito é que toda a escola passou a ser vista como um espaço digno e humanitário potencializando ações inovadoras e para além de motivadoras minimizando a miséria contra a opulência existente no abismo social.

            O ápice da gestão democrática acontece quando o gestor descentraliza suas funções e essas passam a fazer parte de todos os envolvidos no plano pedagógico da instituição de ensino seja ela privada ou da esfera pública, claro que o gestor ainda continua sendo o profissional habilitado e responsável para responder pela escola de maneira geral, entretanto é inegável o processo de educação e mudança que ora ocorre no âmbito escolar.

            A gestão democrática garante o acesso e cria estratégia para a permanência do educando se tornar concluinte em todas as séries que venha a cursar, evitando a evasão e promovendo a autonomia participativa dos alunos na escola e na vida. O significado da gestão genuinamente democrática no espaço educacional é antes tudo o de perceber e reconhecer os educandos como seres emotivos, transformadores e ativos em seu processo constante de desenvolvimento intelectual.

            Há diferentes formas de colocar em prática o modelo de gestão democrática uma delas seria pensar a autonomia como prática social apesar de complexa nos dá a total idéia de independência que sem reserva faz parte das organizações educativas.

            Na escola pública a gestão democrática tem tido resultados bastante animadores uma vez que a comunidade entrou e passou a fazer parte integrante das decisões da escola, nas reuniões de pais e mestres, nos processos avaliativos e até nos momentos festivos. Uma outra maneira de promover a gestão democrática é demonstrar para a comunidade a importância da conservação do espaço físico da escola, cabe ao gestor e aos seus pares conscientizar a todos que o prédio escolar é o nosso abrigo do conhecimento formativo, e sempre que necessário convidar a família para um passeio pelos arredores da escola e convidá-la para um mutirão de reforma da estrutura da escola.

            O desafio do gestor democrático ainda é o de criar projetos para encantar a comunidade como um todo, tendo em vista que esta anda um tanto quanto desacreditada das reais funções da escola; isso por conta da onda de assistencialismo que tem tomado conta deste núcleo educativo. Apesar de tudo a escola vive um novo tempo, uma nova perspectiva de aprendizado, administrativo e avaliação dos processos educativos em vigência perante a gestão democrática visando sempre a integração e a promoção do educando em uma sociedade mais justa e igualitária.

            A escola pública vem sendo ao longo dos últimos anos, permeada pela força da gestão democrática, despida das sombras do passado, deixando explícito que no presente a cabeça e o corpo dos educadores e educandos evoluíram através dos tempos e os seus desejos e objetivos já não são mais os mesmos de outrora. Com a gestão democrática vivendo o seu auge, a tendência é que esta esteja cada vez mais próxima dos conceitos mundiais de democracia e cidadania apregoado e divulgado pela UNESCO.

            Espera-se, com a gestão democrática que todo o contexto educacional aos poucos faça uma revolução em si mesmo, para que a partir disto revolucione toda uma nação de crianças, jovens e adultos; pessoas simples de corpo e alma que ainda não encontraram sua identidade e seu posto na sociedade civilizada.

            A gestão escolar democrática acontece principalmente quando esta leva em consideração o conjunto de valores humanos presente nos atos e ações de todos os seres vivos pensantes e conscientes de seus múltiplos papéis em uma sociedade abastecida de variáveis lampejos culturais. Em um universo em que se valoriza o cidadão com diferentes formas de pensar e preservar o mundo em todos os sentidos, a escola com uma gestão voltada para o desenvolvimento humano tende a colaborar em grande parte com o aprimoramento social e cultural do indivíduo.

            Com a implantação da gestão democrática no universo da escola pública, esta procurou seguir a Constituição Federal, de 1988 que dispõe no artigo 205 que a educação, é um trabalho conjunto do estado e da família, que visará dentre outros aspectos o desenvolvimento da igualdade e da cidadania, pensando assim, escola, democracia e desenvolvimento pleno do sujeito, precisam e devem caminhar juntos para formar indivíduos livres, autônomos e solidários.

            A tendência da atual trajetória educacional, no que se refere à gestão democrática é fazer da escola um espaço aberto para discutir com todos os envolvidos em tom de igualdade todos os temas pertinentes a educação no constante processo de evolução do homem na aquisição do conhecimento para se posicionar com criticidade em todos os ramos da sociedade.

            A escola é um dos principais meios de colaborar com a construção da identidade social do educando, para isso, a gestão democrática tende a “facilitar” esta fase do sujeito posto na amplitude da vida, levando todos de maneira tridimensional a uma profunda reflexão e releitura dos objetivos almejado por gestor, docentes, discentes e comunidade em geral.

            O papel do gestor na administração democrática é de extrema importância, tendo em vista que é esse profissional o líder da escola, um agente mediador das relações humanas em todo o ambiente escolar, é o gestor com características próprias a função que exerce que dá alma a esse universo complexo e mágico chamado escola; fazendo com que todas as pessoas que estão envolvidas a sua volta sintam o desejo mutante de dar o melhor de si em busca da metamorfose do outro.

            O espaço da escola democrática é coletivo ficando claro nos atos e ações do gestor que tudo o que acontece no interior da escola é construído coletivamente pelos protagonistas da transformação cotidiana do trabalho pedagógico.Na gestão democrática busca-se antes de tudo a integração e humanização do homem conduzindo-o a sua forma livre de pensar e agir em uma sociedade libertária, partido desta premissa o conhecimento deixou de ser dicotomizado, e passou a ser socializado, contextualizado e parte integrante de todos os envolvidos no progresso e processo de escolarização do educando na constante tentativa de sanar as ideologias da dominação pelo mais forte.

            O gestor democrático deve ser um profissional de grande flexibilidade em todas as situações que envolvem seu trabalho no setor escolar, eliminando o controle burocrático centralizado possibilitando a participação de toda a comunidade escolar para produzir as lâminas do conhecimento formal com maior eficiência, qualidade e liberdade de escolha. O desafio da gestão democrática no entorno do sistema educacional brasileiro ainda é um processo que está em pleno desenvolvimento, pois não é tarefa muito fácil para os diretores de outrora se transformarem em gestores democráticos, pois grande parte deles ainda carrega na espinha dorsal de suas atribuições o ranço da administração para além de tradicional;  entretanto devemos comemorar os lampejos de mudanças que vêem ocorrendo todo o processo de gestão da escola pública brasileira para o bem comum da sociedade.

            A gestão democrática quando ela de fato ocorre, visa antes de tudo promover a qualidade de ensino e de vida de todos os envolvidos no tecido social da escola, conduzindo a massa escolar para um mundo que respira conhecimento, miséria e opulência. Espera-se que com o surgimento da democrácia no contexto escolar, esta venha promover o homem em toda a sua plenitude e não a perpetuação do cidadão de papel que impera na sociedade destas terras morenas, onde tudo é muito belo na magnitude das leis brasileiras, porém na prática a constituição da cidadania desta nação parece não alçar grandes vôos em busca de si mesmo, como disse o pesquisador  DIMENSTEIN: (1984) P.85 “ A primeira grande regra de democrácia do indivíduo que preza sua liberdade é questionar tudo o que ouve e lê independentemente de quem fala ou escreve”.

            É da maior importância que a escola com os novos olhares de administração tenha seu foco voltado para a universalização do capital humano que sem dúvida está no interior de cada sujeito que nela se encontra inserido na condição de um ser plural em constante busca de evolução para melhor entender e usufruir a teia da sabedoria através das múltiplas leituras de mundo.

            Historicamente, a administração escolar tradicional ignorava a força de uma gestão democrática participativa e os potencias humanos presente em cada membro envolvido no seio da escola. Agora no cerne das relações humanas a gestão democrática tende a validar as relações de cunho afetivo e cognitivo de maneira aberta e dialética nas diferentes formas de perceber o olhar do outro nos múltiplos afazeres do cotidiano escolar.

            Na malha da gestão democrática do sistema público de ensino as decisões pertinentes ao crescimento e a melhoria da escola é tomada sempre no coletivo envolvendo a comunidade e promovendo a autonomia e a participação dos maiores interessados na qualidade de ensino da unidade escolar.

            A promoção da autonomia escolar através da gestão democrática tem sido nos últimos anos parte essencial para incluir todos os alunos, professores e comunidade em geral no contínuo processo de melhoria de cada unidade escolar em todos os estados da federação brasileira no quesito qualidade de ensino para elevar com responsabilidade pedagógica o crescimento gradativo do alunado e construindo um sujeito dotado de criticidade em relação a sociedade em que vive.

            O cotidiano de uma escola onde sua administração preza pela gestão democrática é pautado por inovações, construções coletivas, promoção contínua do respeito a cidadania e a liberdade de expressão da comunidade envolvida. O trabalho pedagógico no dia-a-dia de uma escola que adota a gestão democrática é feito por toda equipe técnica (professores, gestores, coordenadores) além do pessoal de apoio (serventes, merendeiras, auxiliares, secretaria etc.) e principalmente os alunos e comunidade que são os personagens reais da supremacia e democracia em busca da excelência na essência da vida escolar, como observou PARO (1997, p.10) “A transformação do esquema de autoridade no interior da escola agora pertence a todos”

A perspectiva de uma educação emancipadora e para além dos muros escolares o fator crucial para a transformação social do indivíduo é uma escola onde o educando seja sujeito de si mesmo, dono dos seus objetivos e responsável pelas suas práticas e ações na elaboração do seu conjunto de saberes necessária a sua liberdade na efetiva participação de uma sociedade como sujeito histórico e ativo perante a soberania do estado.

Nem tudo são flores na gestão democrática, pois há necessidade de um trabalho árduo por parte do gestor para conscientizar a comunidade da importância de sua participação viva nas decisões da unidade escolar, sendo que muitos pais alegam falta de tempo para fazer parte do processo de desenvolvimento e prática de todas as ações promovidas pela organização escolar; ter a comunidade como parceira ideal da gestão democrática é uma tarefa que se constrói ao longo dos anos com dedicação e trabalho consciente, é condição imprescindível para mostrar que a democracia e a cidadania andam de mãos dadas e todos devem fazer parte de alguma forma da execução dos muitos afazeres existente do lado de dentro da escola.

A liderança do gestor escolar deve ter como princípio básico, criar estratégia para um processo contínuo, visando promover a autonomia da escola e atingir o ápice das metas objetivadas por todos da equipe escolar. A busca da  qualidade total da gestão democrática é papel de todos que fazem a escola parte integrante de si além do  seu processo de crescimento pessoal e intelectual; dentro de uma sociedade plural, o espaço escolar precisa adequar e transformar suas visões de futuro, levando em consideração o multiculturalismo existente entre os educandos, educadores e a comunidade em geral sobretudo no que se refere a escola pública que atende os rebentos da classe trabalhadora segundo o pesquisador e educador PARO (1997, p. 11) “ Conferir autonomia à escola deve consistir em conferir poder e condições concretas para que ela alcance objetivos educacionais articulados com os interesses das camadas trabalhadoras”

É no interior da escola que o sujeito tende a encontrar seu passaporte identidário para a cidadania, e assim, promover com plenitude e dignidade sua posição na sociedade em que vive. Mesmo com as muitas mudanças que tenho observado na administração escolar ainda existe um abismo entre o que se pretende que venha a ser e o que de fato, é, espera-se que a escola com essa atmosfera de gestão democrática busque promover a integração total entre educandos, educadores bem como toda a  comunidade e banir de vez a exclusão e incluir as camadas populares marginalizadas da  sociedade.

De uma maneira geral todo mundo espera que escola cumpra seu real papel de colaborar para fornecer instrução, parâmetros de cidadania e hombridade na constante busca dos quesitos éticos e morais, dentro dessa premissa o gestor educacional é o maestro na missão de líder educativo, um equilibrista na corda bamba da gestão de pessoas, no espaço da escola democrática o gestor tem a necessidade de saber lidar com as diversas emoções manifestadas por uma gama de diferentes pessoas; ele deve ter um “jogo de cintura” bastante apurado para contornar  os focos de atritos que venham surgir durante o processo do ano letivo.

A postura do gestor democrático imprime a constante marca de mediar as relações humanas interpessoais no ambiente escolar. Professores, pais e alunos durante todo tempo tem coisas interessantes para ensinar e aprender no contexto educacional desde que o diretor – gestor seja aberto as ações coletivas, para contextualizar e dividir as tarefas pedagógicas.

Na gestão democrática são todos pela qualidade geral da escola, isso se aplica desde o projeto político pedagógico a conservação e higiene da estrutura física do estabelecimento de ensino onde abriga educandos, educadores, funcionários e comunidade.

Em uma perspectiva democrática o gestor se torna o condutor responsável pela criação de um ambiente agradável e acolhedor, levando ares de respeito e segurança a todos que circulam no interior da escola, assim sendo este novo executivo da administração escolar tem o importante ofício de reger e fazer acontecer com atitude e sabedoria os processos educativos da escola, pois segundo SERGIOVANNI (1976, p.168) “O primeiro elemento explícito é que os executivos escolares são elos humanos na complexa corrente organizacional.”

Na interface da gestão democrática tudo acontece em espírito de equipe inclusive os processos pedagógicos que deve ser acompanhado pelos docentes e representantes da comunidade.  A escola é por natureza um espaço democrático e ponto de partida para as noções de direitos e deveres, assim ela é antes de tudo um espaço de direito onde há  diversos tipos de pessoas exercendo seus direitos e deveres, em especial a criança e o adolescente, o diretor – gestor deve estar atento se todas as normas legais estão sendo cumpridas com exatidão sem prejudicar o alunado.

Em uma gestão democrática é prática quase que natural a união de forças, a valorização de saberes, costumes e culturas locais para se encandear ações amplas para o desenvolvimento pleno das crianças, essa precisa ser a base entre escola e tudo o que existe no seu entorno. O olhar global do gestor para a comunidade é de grande relevância, pois é a partir de sua interpretação sensível e técnica que ele vai trazer a família para dentro da escola e mostrar a ela o importante papel que esta tem na constituição e formação humana do indivíduo, levando-o a uma reflexão de sua herança sócio – histórica na batucada da vida. Como nos ensina PARO (2007, p. 32) “A democracia como meio para a construção da liberdade em sua dimensão histórica, faz parte da herança cultural.”

O gestor democrático é movido por idéias e ideais que em linhas gerais vão para além do seu tempo, é um profissional da educação emancipado de si mesmo pensando genuinamente no coletivo, tendo em vista que o individualismo não faz parte do perfil libertário e amplo do pensamento pedagógico de uma gestão aberta. Um gestor com características demasiadamente democráticas é capaz de fazer do nada o tudo, problematizando todo o contexto educacional com uma visão real, humana e contextualizada de todo o universo complexo da instituição escolar.

Na gestão democrática deve haver abertura para o diálogo pluralizado, aceitação de pontos de vista diferentes além de ampla capacidade de negociação e mudança no formato de olhar o outro. O bom gestor é aquele que sai dos meios e se enganja nos fins em busca de qualidade total para a escola que administra. A desburocratização deveria libertar o gestor para as principais finalidades da escola que são sem dúvida o ensino de qualidade, a aprendizagem e a socialização universal do sujeito de todas as crenças, etnias, e todos os níveis econômicos e culturais e sendo assim, promover uma escola justa e com igualdade de diretos para todos, pois segundo PARO (2000, p. 293)

“Um dos problemas que se poderia apontar a respeito da participação comum de grupos com níveis sócio-econômicos diferenciados seria o da impossibilidade de participação igualitária devido à desigualdade social que acaba por impor a sujeição de uns sobre os outros.”

A responsabilidade e o compromisso educacional em uma gestão democrática é parte integrante de cada um daqueles que buscam e acreditam no fio condutor da escola como meio transformador do ser em constante desenvolvimento posto em permanência dentro das instâncias sociais. Os conceitos técnicos essenciais para que tal premissa ocorra com sucesso são de maneira comum abordagens fixas, já os processos e as relações são responsáveis por expandir o acúmulo de conhecimentos novos levando o administrador a olhar seu cotidiano profissional com múltiplas diretrizes e horizontes diferenciados. Segundo ALONSO (1983, p. 161) “a direção se serve, pois de vários elementos ou recursos, tais como, o sistema de informação e a liderança”.

A administração no contexto capitalista visa mediar a exploração da força de trabalho através do capital sempre em benefício da classe interessada na perpetuação da ordem social em vigência, essa função é por demais conservadora e de certa forma opressora. Os condicionantes de cunho sociais e econômicos que configuram a administração tipicamente capitalista estão contemporaneamente em alta e cada vez mais recheados de ideologias. A administração escolar dentro do conceito democrático deve se apropriar do mais profundo embasamento teórico e comprometimento em busca da prática significativa.

A qualidade de ensino está intimamente ligada às relações democráticas do bojo educativo das instituições de ensino. A gestão quando prima pela democracia logo se busca paralelamente produções e promoção da qualidade de ensino prestada no ambiente escolar. Quando o gestor é centralizado na maioria das vezes a qualidade de ensino tende a ser deficiente e conseqüentemente o cidadão não aprende o suficiente para ler o mundo com criticidade. A educação como produto histórico na construção do sujeito social é de fundamental importância que esta seja adequada, democrática com acesso para todos e qualidade de aprendizado garantida.

A gestão democrática entendida com a efetiva participação de pais, educadores, alunos e funcionários existe como algo de valor e, desejável para solução de problemas da escola, porém a viabilidade de um projeto de democratização das relações no interior das instituições de ensino depende da consciência e envolvimento de todos unidos por um mesmo objetivo. A participação de todos os setores nas chamadas tomadas de decisões e funcionamento da escola e o aperfeiçoamento do conselho escolar representa um importante embrião de gestão democrática articulada com os interesses populares almejados pelo diretor-gestor.

Com a gestão democrática o setor escolar (em especial a escola pública) essa teve que ser praticamente reinventado e ainda está  em processo de transformação e adequação na abrangência dos projetos interculturais que integram a gestão participativa rumo a democratização plena do sistema escolar como um todo.

Um dos eixos norteadores da gestão democrática no interior das escolas vem sendo o multiculturalismo que em sua forma lógica e linear, coloca o indivíduo frente a frente às múltiplas formas culturais e a escola precisa se mostrar aberta em todos os sentidos para acolher as mais variadas vertentes de manifestações culturais e mais que isso, ela deve participar, promover e ampliar o legado cultural que envolve a sua clientela educacional.

Um dos referenciais na gestão democrática é a noção clara do tipo de homem que se pretende construir, levando em conta o atual contexto globalizado do mundo em que vivemos; é também igualmente marcante se questionar que tipo de educação e escola o gestor julga e busca construir em uma perspectiva libertadora do indivíduo em uma sociedade desigual e que diretrizes pedagógicas deve adotar para juntos contribuir na construção de novos e promissores horizontes em reflexão de trabalho coletivo, práticas e ações concretas fundamentadas na interação professor-aluno centrada em uma atmosfera participativa na construção e perpetuação do cidadão atuante, democrático e consciente do seu papel enquanto sujeito histórico, inacabado, permanente, inconstante, efêmero e  transitório.

Com a queda das barreiras da administração tradicional, a escola de posse da gestão democrática poderá ampliar seus referenciais em relação ao mundo e conduzir seus educandos simultaneamente a todas as linguagens possíveis permitidas no cotidiano pedagógico, talvez com o propósito da democracia escolar seja possível trazer os alunos e professores para uma conversa e uma profunda reflexão consigo mesmo e assim sendo, cada um de nós seremos protagonistas de nossa construção, nossos saberes, nossa liberdade na constante busca de possibilidades de plantar novas esperanças e novos horizontes democráticos em uma educação mais humana e promissora na civilidade de todos os envolvidos e comprometidos com uma educação democrática, justa e qualitativa, nesse sentido; segundo KORCZAK (1981, p.2) “ É preciso repensar o processo educacional. É preciso preparar a pessoa para a vida e não para o mero acúmulo de informações”.

Vale reiterar que a gestão democrática só faz sentido quando esta se torna parte integrante de todos os envolvidos no processo contínuo de aprendizagem e desenvolvimento humano, através do trabalho coletivo e progressivos esforços em busca da excelência educacional na essência intelectual do homem.

 

Considerações Finais

A gestão democrática no interior da escola acena com a bandeira da liberdade envolvendo alunos, professores e toda comunidade escolar para moldar e modificar o destino da educação nas relações humanas e juntos enveredarem rumo a um futuro promissor de igualdade e respeito mútuo, sempre consciente de sua capacidade ilimitada de expandir seus horizontes educacionais, através da ação e do ato distinto de pensar e refletir criticamente o mundo em que vive.

      Evidentemente que esse artigo não pretende esgotar as discussões a respeito da gestão democrática no entorno da educação brasileira, espera-se que os lampejos de democracia se tornem cada vez mais vivos e atuantes em toda atmosfera educacional promovendo a liberdade, a igualdade e a cidadania da comunidade escolar envolvida no contínuo processo de metamorfose do homem.

 

Referências Bibliográficas

 

ALONSO, MYRTES. O papel do diretor na administração escolar. São Pulo: Difel 1983.

 

BRASIL. Constituição Federal do Brasil. 1988   

 

BRASIL. Lei de diretrizes e bases da educação nacional. 9394/96   

 

DIMENSTEIN, GILBERTO. O cidadão de papel. São Paulo: Ática, 1984.

 

FREDERICK, TAYLOR, WINSLOW. Métodos de administração científica. Rio de Janeiro: Florence 1914.

 

HENRI, FAYOL, Administration industrielle et générale. Madri: Dunod 1966.

 

KORCZAK, JANUSZ. Quando eu voltar a ser criança. São Pulo: Summus 1981.

 

PARO, VITOR, HENRIQUE. Gestão democrática da escola pública. São Paulo: Ática, 1997.

_______________________.  Por dentro da escola Pública. São Paulo: Xamã 2000.

 

­­­­­­­­­­­­­­–––––––––––––––––––––––. Gestão escolar, democracia e qualidade do ensino. São Paulo: Ática 2007.

_______________________. Administração escolar. São Paulo: Ática 1993

 

SERGIOVANNI, THOMAS J. O novo executivo escolar. São Paulo: E.P.U. 1976.

 

 

 

 

   

 

 

 

 

 

 

 

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/administracao-e-gestao-sua-trajetoria-na-educacao-1464545.html

    Palavras-chave do artigo:

    administracao escolar

    ,

    trabalho coletivo

    ,

    gestao democratica

    Comentar sobre o artigo

    A aceleração dos avanços tecnológicos, a globalização do capital e as transformações nas relações de trabalho, trouxeram mudanças para as políticas de gestão e regulação na educação brasileira. Essas mudanças interferem na organização da escola e nos diversos papéis dos autores sociais que constroem seu dia-a-dia forçando-os a agir em outra direção. Nesse sentido a gestão escolar, envolve todos da comunidade local.

    Por: Roseli Pereira da Silval Educação> Educação Onlinel 21/11/2014
    Paulo marcos Ferreira Andrade

    O presente texto enfoca a temática: O coordenador pedagógico frente aos desafios da gestão democrática.

    Por: Paulo marcos Ferreira Andradel Educação> Ensino Superiorl 04/07/2012 lAcessos: 4,916
    marlucia pontes gomes de jesus

    O artigo faz um histórico do conceito da gestão democrática da educação enfatizanto as exigências legais e dos movimentos sociais. Nesse contexto, direciona o tema para uma análise da atuação e composição dos conselhos estaduais de educação no país e, em especial, no Estado do Espírito Santo.

    Por: marlucia pontes gomes de jesusl Educaçãol 29/04/2011 lAcessos: 1,980

    A administração escolar tem passado por muitas transformações, no intuito de deixar claro o conceito das instituições de ensino, bem como seu papel, tornar evidente sua autonomia; tem adotado modelo de gestão específico e adaptado ás situações de necessidades existentes.

    Por: Hamilton Hédi Furtadol Educação> Ensino Superiorl 16/09/2012 lAcessos: 218
    Regialice Moreira Correia

    O presente artigo tem como objetivo analisar o modelo de Gestão Democrática, advinda das tendências pedagógicas liberais do modelo de sociedade capitalista, paralelamente as concepções de educação bancária, observada na visão de Paulo Freire, a prática pedagógica vista como ferramenta para uma real democracia na perspectiva proposta por Luckesi, as relações entre a estrutura organizacional da escola e o modelo de gestão democrática. O foco da discussão é a formação de uma sociedade legitimamente

    Por: Regialice Moreira Correial Educaçãol 02/08/2013 lAcessos: 200
    keilla michelle Passos

    O presente artigo tem como tema, a questão relativa à importância da Gestão Democrática, ou Participativa, no desenvolvimento e fortalecimento dos processos educacionais, delimitado ao decênio 1995-2005.

    Por: keilla michelle Passosl Educação> Ensino Superiorl 02/05/2010 lAcessos: 2,869

    O artigo propõe discutir a efetivação da gestão democrática e participativa na Escola, a partir da efetivação de prática que possibilite a construção do processo de gestão democrática. O entedimento do autor a Escola deve estar no centro e ser referência nas transformações na gestão e promova a construção de um novo modelo.

    Por: Gilmar dos Santos Nascimentol Educação> Ensino Superiorl 24/10/2013 lAcessos: 48

    As atitudes, os conhecimentos, o desenvolvimento de habilidades e competências na formação do gestor da educação são tão importantes quanto a prática de ensino em sala de aula.

    Por: Leda Arminda Machado Barrosl Negócios> Administraçãol 02/02/2009 lAcessos: 102,185 lComentário: 12
    ARTHUR BRENO STÜRMER

    A construção de uma escola democrática depende da estrutura sua gestão, dos órgãos deliberativos e seus instrumentos de gestão democrática. A participação dos professores na gestão escolar, porém, é decisiva. Este artigo traz resultados parciais de pesquisa da realidade das escolas públicas catarinenses no quesito democratização da gestão escolar, concluindo que esta necessita da participação dos professores.

    Por: ARTHUR BRENO STÜRMERl Educaçãol 22/07/2009 lAcessos: 18,099

    Neste artigo, apresenta-se algumas relações entre a ditadura militar, as tendências pedagógicas e os reflexos do regime e das tendências na Educação contemporânea.

    Por: Gustavo H. de Toledo Ferreiral Educaçãol 17/11/2014

    Velocidade escalar média é a relação entre uma variação de espaço e o intervalo de tempo no qual ocorreu esta variação. Os alunos no inicio do estudo referente a velocidade média tendem a ter um bloqueio de conhecimento, pois se trata de algo novo para eles pois os mesmos acabaram de sair do ensino fundamental.

    Por: anacleil Educaçãol 17/11/2014

    Em 2014, dando continuidade ao projeto o tema escolhido foi cultura,que tem por objetivo resgatar as tradições artísticas, os costumes e a valorização do ser humano. Sendo assim foi proposta aos alunos dos primeiros e segundos anos do Ensino Médio uma pesquisa investigativa sobre o contexto histórico e cultural da cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade.

    Por: Lilian Fiirstl Educaçãol 14/11/2014
    Benedicto Ismael Camargo Dutra

    Enfrentamos a estagnação econômica que avança pelo mundo, e fica mais difícil sair do subdesenvolvimento. Faltam estadistas e melhor preparo. As novas gerações são impacientes, sem humildade, querem resultado imediato com mínimo esforço.

    Por: Benedicto Ismael Camargo Dutral Educaçãol 14/11/2014

    As atividades experimentais, quando bem planejadas, são recursos importantíssimos no ensino. As aulas práticas são mais um aprendizado na vida do estudante, pois além da teórica ele exercer o que lhe foi ensinado fará com que ele absorva melhor o conteúdo e leve adiante o conhecimento adquirido. (FALA et al 2010.) Para tanto, este trabalho visou analisar, pesquisar e apresentar a importância e tipos diferentes de aulas práticas em uma escola pública no município de Tangará da Serra.

    Por: Patrícia Maria Barros Piovezanl Educaçãol 14/11/2014

    O jornalismo investigativo tem várias áreas a serem desenvolvidas. A Reprodução Simulada dos Fatos, mais conhecida como Reconstituição é uma dessas vertentes, onde o jornalista se expõe, e muitas vezes coloca em risco a sua integridade física em detrimento da função. A abordagem da temática tem relevância para uma melhor entendimento da atuação da perícia técnica, delegados, testemunhas e indiciados que podem mentir e o jornalista, compreendendo um pouco do assunto, poderá ter ferrament

    Por: Vânia Santosl Educaçãol 13/11/2014

    O lixo eletrônico tem se tornado um problema bastante sério, pois cresce em ritmo acelerado devido aos avanços tecnológicos dos equipamentos tornando os mesmos ultrapassados em tão pouco tempo. Esses objetos têm sido descartados na maioria das vezes de forma incorreta, provocando contaminação e poluição ao meio ambiente e prejudicando a saúde das pessoas, já que possuem substâncias químicas (chumbo, cádmio, mercúrio, berílio, etc.).

    Por: Fernandal Educaçãol 13/11/2014

    O projeto "Conquistando um sorriso" está sendo desenvolvido no segundo semestre do ano de 2014 na Escola Estadual 29 de Novembro pelos professores e alunos do ensino médio, turno matutino, visando ampliá-lo para o ano de 2015. Ele tem a perspectiva de mostrar aos alunos a importância de doar um pouco de si em projetos sociais, e ainda percebendo que a escola assume hoje um papel importante na sociedade é que nós decidimos colocar em prática este projeto.

    Por: anacleil Educaçãol 13/11/2014
    Damião A. Leite

    Resumo: As questões relacionadas às mais diversas formas de preconceito sempre estiveram enraizadas no terreno hostil do cotidiano escolar, nestes tempos de modernidade os atos e atitudes preconceituosas são chamados de Bullying (palavra derivada do verbo inglês bully que significa usar a superioridade física ou verbal para intimidar alguém.) A violência pode se manifestar por desenhos, palavras, olhares, metáforas e símbolos além da força física.

    Por: Damião A. Leitel Educaçãol 01/12/2009 lAcessos: 6,207 lComentário: 3

    Comments on this article

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    Solange Cabral Alves 15/07/2010
    A Gestão Democrática,demanda uma organização estrutural e pessoal, de forma que todos sejam capazes de desempenhar suas funções em prol dos objetivos a serem alcançados.Dessa forma,resume-se em:UM POR TODOS E TODOS POR UM.
    A escola seria uma maravilha se todos tivessem a consciência da importância de suas ações para a educação.Todos são responsáveis pelo ônus ou pelo bônus!
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