Como A América Tornou-Se Européia

Publicado em: 03/12/2008 | Comentário: 0 | Acessos: 526

COMO A AMÉRICA TORNOU-SE EUROPÉIA



No dia 11 de novembro de 1620, o navio Mayfower ancorou em Cape Cod, atual Estado de Massachusetts, onde os colonizadores fundaram o povoado de Plymouth, dando origem, ao que seria a maior potência mundial quase quatro séculos depois, os Estados Unidos da América.O rigoroso inverno fez com que os primeiros colonizadores mantivessem o navio ancorado próximo a costa por quatro meses, para servi-lhes como abrigo. Com o retorno do navio à Inglaterra, os puritanos, que mais tarde seriam denominados “Pais Peregrinos”, entraram mata adentro em busca de um novo lar. A principal preocupação dos lideres era fazer uma reserva de alimento para enfrentar o próximo inverno. No entanto pouco adiantou,pois quase metade dos peregrinos pereceram de fome e frio, e a tragédia só não foi maior, porque receberam uma ajuda preciosa dos índios Wampanoag. Os Wampanoag ensinaram os peregrinos a pescar, a caçar e a cultivar o milho. Na primeira colheita, os colonizadores promoveram uma grande festa que durou três dias, e convidaram os Wampanoag para participar. Este evento deu origem ao dia Ação de Graças, data até hoje festejada anualmente pelos estado-unidenses.



           Esse não tinha sido o primeiro encontro de ingleses com índios norte americanos, em 1607 foi fundado o povoado de Jamestow, no território dos índios Powhatan. A relação entre os dois povos não foi amistosa como seria com os peregrinos, a filha do chefe foi seqüestrada, para servir como moeda de troca pelos prisioneiros ingleses que estavam sob domínio dos índios. A filha do chefe nunca foi entregue, pois se casou com o cartográfico Inglês, Jhon Rolf. O casamento de Rolf com Pocahontas, a filha do Chefe índio, serviu paliativamente para unir os povos, no entanto mais tarde, os Powhatan foram exterminados pelos Ingleses.



            A harmonia entre Puritanos e Índios, sinalizava uma nova tentativa, para a convivência de povos de culturas diferentes. Com o passar dos anos começaram a surgir os conflitos, e junto com estes conflitos surgem os pacificadores, como Boone, um lendário caçador e aventureiro de Kentuchy, atual fronteira americana no Mississipi. Daniel Boone, esposo de Rebeca e amigo do fiel Mingo, um índio Cherokee, resolvia os problemas entre índios e colonizadores, seu feito histórico foi ao lado de Richard Henderson, quando em 1775 firmou um Tratado com os Cherokees, permitindo a primeira expansão para o Oeste.



            Por terem ficado ao lado dos Ingleses na guerra pela Independência, os estado-udinenses revogaram todos os acordos e privilégios concedidos aos índios, pela coroa Britânica. Sem a posse das terras os Índios assistiam perplexos, as caravanas seguindo em direção ao Oeste selvagem, território da nação dos Apaches.



            Muitas vezes assistimos a filmes, onde os “inocentes colonizadores” colocavam suas carruagens em círculos, para se proteger dos “cruéis e sanguinários índios”, que atacavam crianças e mulheres sem piedade. Na verdade estavam defendendo as terras que herdaram de seus pais e que um dia passariam aos seus filhos. É neste contexto que surgem os Grandes heróis para os índios os grandes vilões para os estado-udinenses, como o grande chefe Apache Touro Sentado, que liderando três mil guerreiros Sioux e Cheyene, massacrou a sétima cavalaria do General Custer. Dos Chiricahua (Nação Apache), surge o grande chefe Cochise, amigo e companheiro de outro grande chefe, Colorado, que apesar de muitas lutas e prisões, não pereceu na mão de seus inimigos. Ainda, quem nunca ouviu falar do legendário Gerônimo, chefe dos Chiricaua, o ultimo resistente indígena contra a invasão americana, perito em fugas morreu ironicamente preso e doente em um Fort Americano. Outros, como Cavalo Doido e Nuvem Vermelha, chefes Sioux, resistiram e lutaram bravamente, porém as muitas Batalhas e doenças trazidas pelos colonizadores, reduziram uma população indígena de um milhão e meio ao número de trezentos e vinte mil, Em 1.920.







  • “Apaches, Comanches, Navajos, Dakota, Sioux, Soshones, Pawness, Hukpapa, Seminole, MIccosukee, e centenas de nações indígenas dominavam este território selvagem e inexplorado, vivendo como seus ancestrais milenares. Nos últimos 507 anos, [...] mais de 200 povos desapareceram. Na Califórnia poucos sobreviveram para contar a história. Foram mais de um milhão de índios mortos entre a Independência americana, em 1776, e o fim da Guerra da Secessão, em 1885. (MELANI, apud BRASILIENSE.p.33.).





            Talvez, quando os peregrinos instituíram o dia de Ação de graças, tinha em mente, fazer os futuros estado-udinenses lembrarem uma vez por ano, que seus colonizadores foram salvos graças à atitude generosa e humana daqueles índios. Quando Daniel Boone ajudou a assinar um Tratado de paz, imaginou que um dia não só os estado-udinenses, mas todo o povo Americano pudessem viver amistosamente com os seus Índios, tanto quanto ele e seu amigo Mingo. Triste desilusão a deles, mas quem somos nós para julgá-los, pelo menos eles tem uma festa anual para refletir sobre o que fizeram, e nós que temos SEIS MILHÕES de motivos para refletir, o que temos? Ah sim, temos o dia do Índio.



REFERÊNCIAS



MELANI, Maria Raquel Apolinário.Projeot Araribá História. 7ª série. São Paulo: Moderna, 2006.



RODRIGUE, Joelza Ester. História em Documento. 7ª  Série. São Paulo: Ftd, 2006.

(Artigonal SC #668924)

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