Como A América Tornou-Se Européia
COMO A AMÉRICA TORNOU-SE EUROPÉIA
No dia 11 de novembro de 1620, o navio Mayfower ancorou em Cape Cod, atual Estado de Massachusetts, onde os colonizadores fundaram o povoado de Plymouth, dando origem, ao que seria a maior potência mundial quase quatro séculos depois, os Estados Unidos da América.O rigoroso inverno fez com que os primeiros colonizadores mantivessem o navio ancorado próximo a costa por quatro meses, para servi-lhes como abrigo. Com o retorno do navio à Inglaterra, os puritanos, que mais tarde seriam denominados “Pais Peregrinos”, entraram mata adentro em busca de um novo lar. A principal preocupação dos lideres era fazer uma reserva de alimento para enfrentar o próximo inverno. No entanto pouco adiantou,pois quase metade dos peregrinos pereceram de fome e frio, e a tragédia só não foi maior, porque receberam uma ajuda preciosa dos índios Wampanoag. Os Wampanoag ensinaram os peregrinos a pescar, a caçar e a cultivar o milho. Na primeira colheita, os colonizadores promoveram uma grande festa que durou três dias, e convidaram os Wampanoag para participar. Este evento deu origem ao dia Ação de Graças, data até hoje festejada anualmente pelos estado-unidenses.
Esse não tinha sido o primeiro encontro de ingleses com índios norte americanos, em 1607 foi fundado o povoado de Jamestow, no território dos índios Powhatan. A relação entre os dois povos não foi amistosa como seria com os peregrinos, a filha do chefe foi seqüestrada, para servir como moeda de troca pelos prisioneiros ingleses que estavam sob domínio dos índios. A filha do chefe nunca foi entregue, pois se casou com o cartográfico Inglês, Jhon Rolf. O casamento de Rolf com Pocahontas, a filha do Chefe índio, serviu paliativamente para unir os povos, no entanto mais tarde, os Powhatan foram exterminados pelos Ingleses.
A harmonia entre Puritanos e Índios, sinalizava uma nova tentativa, para a convivência de povos de culturas diferentes. Com o passar dos anos começaram a surgir os conflitos, e junto com estes conflitos surgem os pacificadores, como Boone, um lendário caçador e aventureiro de Kentuchy, atual fronteira americana no Mississipi. Daniel Boone, esposo de Rebeca e amigo do fiel Mingo, um índio Cherokee, resolvia os problemas entre índios e colonizadores, seu feito histórico foi ao lado de Richard Henderson, quando em 1775 firmou um Tratado com os Cherokees, permitindo a primeira expansão para o Oeste.
Por terem ficado ao lado dos Ingleses na guerra pela Independência, os estado-udinenses revogaram todos os acordos e privilégios concedidos aos índios, pela coroa Britânica. Sem a posse das terras os Índios assistiam perplexos, as caravanas seguindo em direção ao Oeste selvagem, território da nação dos Apaches.
Muitas vezes assistimos a filmes, onde os “inocentes colonizadores” colocavam suas carruagens em círculos, para se proteger dos “cruéis e sanguinários índios”, que atacavam crianças e mulheres sem piedade. Na verdade estavam defendendo as terras que herdaram de seus pais e que um dia passariam aos seus filhos. É neste contexto que surgem os Grandes heróis para os índios os grandes vilões para os estado-udinenses, como o grande chefe Apache Touro Sentado, que liderando três mil guerreiros Sioux e Cheyene, massacrou a sétima cavalaria do General Custer. Dos Chiricahua (Nação Apache), surge o grande chefe Cochise, amigo e companheiro de outro grande chefe, Colorado, que apesar de muitas lutas e prisões, não pereceu na mão de seus inimigos. Ainda, quem nunca ouviu falar do legendário Gerônimo, chefe dos Chiricaua, o ultimo resistente indígena contra a invasão americana, perito em fugas morreu ironicamente preso e doente em um Fort Americano. Outros, como Cavalo Doido e Nuvem Vermelha, chefes Sioux, resistiram e lutaram bravamente, porém as muitas Batalhas e doenças trazidas pelos colonizadores, reduziram uma população indígena de um milhão e meio ao número de trezentos e vinte mil, Em 1.920.
“Apaches, Comanches, Navajos, Dakota, Sioux, Soshones, Pawness, Hukpapa, Seminole, MIccosukee, e centenas de nações indígenas dominavam este território selvagem e inexplorado, vivendo como seus ancestrais milenares. Nos últimos 507 anos, [...] mais de 200 povos desapareceram. Na Califórnia poucos sobreviveram para contar a história. Foram mais de um milhão de índios mortos entre a Independência americana, em 1776, e o fim da Guerra da Secessão, em 1885. (MELANI, apud BRASILIENSE.p.33.).
Talvez, quando os peregrinos instituíram o dia de Ação de graças, tinha em mente, fazer os futuros estado-udinenses lembrarem uma vez por ano, que seus colonizadores foram salvos graças à atitude generosa e humana daqueles índios. Quando Daniel Boone ajudou a assinar um Tratado de paz, imaginou que um dia não só os estado-udinenses, mas todo o povo Americano pudessem viver amistosamente com os seus Índios, tanto quanto ele e seu amigo Mingo. Triste desilusão a deles, mas quem somos nós para julgá-los, pelo menos eles tem uma festa anual para refletir sobre o que fizeram, e nós que temos SEIS MILHÕES de motivos para refletir, o que temos? Ah sim, temos o dia do Índio.
REFERÊNCIAS
MELANI, Maria Raquel Apolinário.Projeot Araribá História. 7ª série. São Paulo: Moderna, 2006.
RODRIGUE, Joelza Ester. História em Documento. 7ª Série. São Paulo: Ftd, 2006.
(Artigonal SC #668924)
Uma pequena reflexão sobre a brevidade da vida
A TV Globo está errando demais, na tela. Agora, no site sobre artigos, está re-publique. Quem disse que tem hífen?
Escrito em 2008, em conjunto com o professor João Batista Araújo e Oliveira, mostra como é injustificável a celebração do Governo para os resultados da Prova Brasil e IDEB. Foi publicado no Blog do Noblat e do professor Simon Schwartzman
Histórico da Escokla de Ensino Fundamental e Médio Mosenhor Vicente Bezerra
Como bons patriotas, é importante compreendermos corretamente a letra do hino de nosso país. O amor genuíno a nosso próprio país ajuda-nos em nossa autoestima.
Saber o que é educação, de quem é a obrigação de educar, o que pensam os autores, o que fazer para melhorar a educação? São perguntas que todos fazem, mas as respostas nem sempre modificam o quadro atual.
Na contemporaneidade, as questões referentes a inclusão têm ocupado um lugar de destaque, principalmente no cenário educacional. Assim, pode-se pensar nas articulações da modernidade, que ao traçar a identidade do sujeito pedagógico como estável buscam a demarcação da diferença, de modo que esta possa ser capturada e pensada em relação a certos padrões de normalidade. Busca-se discutir o delineamento dos processos de inclusão e exclusão ao posicionarem a diferença no espaço da diversidade.
Este trabalho tem por objetivo mostrar que a ética está no dia-a-dia das pessoas. Está inserida no cuidado com o material escolar; na atenção com os colegas;no respeito aos familiares e educadores;na valorização do patrimônio cultural e histórico;no cuidado com o ambiente.
Muitas vezes dizemos e fazemos coisas, que não sabemos ao certo o porquê as dissemos e fazemos!Isto é incrível, pois reproduzimos conceitos, comportamentos e posturas como se fossem verdades absolutas sem sequer refletir sobre elas. Quantas vezes ouvimos indagações como: “Isto é roupa de menino?”; “Jeito de menino?”; “Cor de menino?”, etc. Muitos creditam estas credencies aos livros didáticos, que insistem em demonstrar os meninos usando calça com boné azul, jogando bola na frente de casa, enquanto espera seu pai vir do trabalho. Na verdade estas distinções ilustrativas são mais remotas do que os tais livros, pois fazem parte de uma construção histórica “natural” da superioridade masculina contraposto à “natural” inferioridade feminina.
Atualmente quando ouvimos a música que diz: “Você não vale nada, mas eu gosto de você”, automaticamente vem à nossa memória o casal Norminha e Abel, personagens da novela global Caminho das Índias. Aproveitando à popularidade deste casal fictício, que conquistou o Brasil, mencionaremos seu relacionamento contraditório com a relação intensa e conflituosa entre História e Memória.
Alguns a definem como bi-sexual ousamos dizer que Frida estava, além disso, pois nem Ela própria sabia o que era e tão pouco queria saber, e quem disse que temos que ser Homem ou Mulher!A moral, os bons costumes?E quem diz que os costumes são bons ou ruins? Quem ousaria dizer a Frida o que fazer!Tudo isto ela retrata em sua obra, sentimentos conflituosos, desesperanças, saudades, frustrações, mas ainda assim ela deixa bem claro: “Frida está no domínio de tudo”.
O que fabrica um historiador? É a pergunta que norteia o trabalho do historiador Durval Muniz de Albuquerque Júnior. Quando Michel de Certeau fez o mesmo questionamento, obviamente estava tentando passar a visão de que o historiador é um construtor, alguém que cria a partir de algo, pois toda construção surgi a partir de algo, enquanto Marx diz que a própria História é a máquina de construção, ao historiador cabe apenas o papel de engrenagem.
Quem não desejou um dia atravessar a “Ponte para Terabítia” e viver as mais loucas aventuras em um mundo completamente imaginário. Quem quiser ousar, não precisa ir muito longe, pois este mundo pode estar a sua frente, talvez não tenha nem que atravessar o rio. Basta abrir um livro e viajar por reinos fantásticos, repleto das mais variadas culturas em qualquer tempo e espaço. Nesta viagem quem determina o tempo é o leitor.
Analisar o “Mito da Caverna” é sempre desafiador, pois força-nos a uma hermenêutica onde a matéria prima está entre a sensibilidade e o imaginário. Até mesmo o autor do Mito, o intelectual Platão, mergulhou neste dilema tentando racionalizar essa incrível viagem surreal de Sócrates, mas como racionalizar ou sistematizar o inatingível abstrato? Todo aquele que ousou e ousar, terá grande possibilidade de errar, mas todo erro aponta para um novo caminho onde possivelmente encontraremos o acerto. Nesta busca incansável pela verdade, alvo do “Mito”, muitos intelectuais contribuíram e contribui com seus erros e acertos, encaixando algumas peças deste intrigante quebra-cabeça.
A palavra Reforma, apesar de complexa, seus significados mais comuns são: melhoramento; conserto; reparação; restauração; modificação, ou seja, aprimorar, reparar, restaurar ou modificar o que já está feito. Porém quando observamos os fatos da Reforma Religiosa, a nomenclatura Reforma fica sem sentido, pois não foi isto que aconteceu.O que houve foi a contrução de novas religiões, novos dogmas, novas alternativas e ainda que todas tenha o mesmo fim, guiar o Homem ao reencontro com Deus, cada uma delas afirma ser o único e verdadeiro caminho.
Quando começamos a captar literaturas para a composição deste trabalho, a primeira obra que analisamos foi a história sobre a colonização de Joinville, do autor Carlos Ficker. Depois de ler as quatrocentas e quarenta e cinco páginas deste livro, encontramos apenas quatro linhas mencionando os escravos. Então indagamos em um diálogo imaginário com o autor, tentando compreender o porquê um historiador tão renomado deixou de mencionar a presença negra em Joinville detalhadamente.

