Desenvolvimento, Capital Social, Educação E Populações Do Campo Na Amazônia Brasileira

Publicado em: 04/09/2009 |Comentário: 0 | Acessos: 2,342 |

DESENVOLVIMENTO, CAPITAL SOCIAL, EDUCAÇÃO E POPULAÇÕES DO CAMPO NA AMAZÔNIA BRASILEIRA.

José Bittencourt da silva

e-mail: jbsilva@ufpa.br

RESUMO: Historicamente, a concepção de desenvolvimento esteve ligada às ideologias dicotômicas do pós-Segunda Guerra Mundial. O presente artigo objetiva apresentar e debater outros aspectos da condição humana e social que vêm sendo colocados como imprescindíveis ao desenvolvimento, como a idéia de capital social, que tem sido posta como elemento capaz de produzir na sociedade a qualidade histórica indispensável ao seu auto-melhoramento. Neste contexto, a Educação é apresentada como a mais importante aliada na formação de sentimentos coletivos em detrimento de condutas individualistas e anti-éticas. Para tanto, buscou-se fundamentar o debate a partir de pesquisa bibliográfica, realizada em biblioteca virtual e física, assim como em acervo pessoal.

Palavras-chave: Desenvolvimento. Educação. Capital Social. Amazônia Brasileira. Populações do Campo.

ABSTRACT: Historically, the development conception was linked to the ideologies of Second World War. The present article looks for to present and to debate other aspects of the human and social condition that they have been placed as indispensable to the development, as the idea of social capital, that has been put as element capable to produce in the society the indispensable historical quality to your self- improvement. In this context, the Education is also placed as the most important allied in the formation of collective feelings in detriment individualistic conducts and anti-ethics. In the Amazonian Brazilian, those new inputs are made necessary to break the circle anything virtuoso of the individualism, of the violence, of the attachment to the patronage and of the self-esteem. Therefore, it was looked for to base the debate starting from bibliographical research, accomplished at virtual and physical library, as well as in personal collection.

key-words: Development. Education. Social capital. Amazonian Brazilian. Populations of the Field.

Belém-Pa

2008

INTRODUÇÃO

Vive-se nos dias atuais um momento de (re)construção dos paradigmas nos mais diferentes âmbitos da vida humana. Neste contexto, a compreensão e o sentido que os sujeitos sociais, políticos e econômicos vêm dando ao conceito de desenvolvimento também tem se modificando historicamente. Neste artigo, pretende discutir a importância da Educação e do capital social como novos inputs indispensáveis às melhorias sociais duradouras. Todavia, há de se ressalvar que existe uma disputa pela legitimidade desses conceitos entre os mais variados sujeitos políticos e econômicos, os quais buscam dar concretude e direcionamento conforme o lugar de onde falam.

Didaticamente (e correndo o risco de simplificar demais a dinâmica sócio-política), pode-se dizer que existem atualmente duas posturas bem definidas quando se trata da promoção do desenvolvimento de uma coletividade: uma que legitima o status quo vigente e que, dentre outras coisas, aposta na força do mercado, na competitividade, na capacidade inovadora dos indivíduos e no avanço técnico-científico como os principais agentes promotores do progresso humano. Nesta perspectiva, a Educação (formadora de capital humano) e o capital social (redes econômicas) são percebidos como componentes impulsionadores do desenvolvimento econômico e também social.

Segundo Almeida (2002) esta visão de desenvolvimento incorpora os processos sociais gerais e ambientais à cadeia de produção, ou seja, tudo passa a ser visto como um bem de capital, direta ou indiretamente. Em que pese a colocação de que aspectos sócio-culturais e ambientais são importantes, esta visão prima preferencialmente pelos condicionantes econômico da vida humana, balizada pela busca de novos mecanismos de mercado, como solução para os atuais problemas nas mais diferentes esferas da vida humanas. Em síntese, visa-se estender a regulação mercantil, em escala planetária, sobre as esferas política, social, cultural e ambiental das sociedades.

Essas idéias são propostas, principalmente, pelos chamados organismos de crédito internacional, como Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Também comungam dessa opinião organizações de auxílio ao desenvolvimento dos países pobres, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e suas afiliadas, a Organização das Nações Unidas para Alimentação (FAO), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) etc. Esse emaranhado de organizações, surgidas no contexto da Guerra Fria pós-Segunda Guerra Mundial, são detentoras de poder econômico e político em escala glonal.

O outro modo de percepção do sentido de desenvolvimento pressupõe que as melhorias sociais advêm de idéias e práticas assentadas, preferencialmente, em aspectos sociais e humanos, tais como: democracia, liberdade, participação, cidadania, sentimento comunitário, aceitação das diferenças com conduta ética que respeite as características étnico-raciais dos povos, seus saberes e modos de vida (SHIVA, 1993).

Essa visão social de mundo tem como principais formuladores pensadores ligados (ou não) a organizações da sociedade civil e política em países latino-americanos, africanos e orientais, principalmente indianos. Para esses sujeitos teórico-sociais a autodeterminação dos povos, essencial ao desenvolvimento, implicaria em um deslocamento da racionalidade econômica para o campo da conduta ética e, neste sentido, o fundamental passa a ser o debate sobre os valores que determinam as concepções do que sejam, dentre outras coisas, necessidades humanas.

De modo sumário pode-se dizer que o confronto atual entre o economicismo que privilegia os mercados e aqueles que postulam os aspectos sócio-humanos como fundamento do desenvolvimento, tem-se, por parte dos primeiros, uma visão de Educação voltada para a formação de competências, aproximando a escola da lógica do mercado. Nesta perspectiva, o conceito de capital social insere-se como mais um componente promotor das potencializador dos processos econômicos, ou seja, sua função e de melhorar economia e o funcionamento do aparelho estatal, diminuindo os custos governamentais em resolução às demandas sociais.

Do outro, busca-se uma formação geral, crítica e humanística (MAUÉS, 2005) indo para além da visão instrucional sobre conhecimento e competências, privilegiando aspecto da condição social e humana, valorizando os saberes locais, cidadania, sustentabilidade ambiental e sócio-econômica das mais diferentes comunidades amazônidas (CALDART; CERIOLI; KOLLING, 2002; ALLEGRETTI, 2002; SILVA, 2003; SIMONIAN, 2005). Em síntese, esta segunda visão de mundo procura por em evidência processos de auto-determinação dos povos, a partir de matrizes de conhecimento que privilegiem realidades locais, com visões regionais e globais, não necessariamente mercadológicas.

O presente artigo objetiva apresentar discussões acerca do desenvolvimento e os novos inputs a sua consecução, o papel do capital social nesse processo e da Educação como componente indispensável para a construção desse tipo de capital. Para tanto, realizou-se pesquisa bibliográfica (ALMEIDA JÚNIOR, 1991) em bibliotecas físicas de instituições acadêmicas do município de Belém, sites de busca como google, yahoo, uol e outros, bem como utilizou-se referências de acervo pessoal. Vale ressaltar que o trabalho não pretende fazer um estudo do tipo estado da arte acerca do tema proposto. Ele pode mesmo ser percebido como um mosaico relativamente sistematizado de abordagens de autores que, de algum modo, apresentam discussões acerca da relação entre desenvolvimento, capital social e Educação. Com certeza faltarão muitas peças para a composição deste mosaico.

1 O SENTIDO CONCEITUAL DE DESENVOLVIMENTO E SUAS SUBJETIVIDADES

Conta a mitologia grega que as sereias eram entidades não-humanas, belas, encantadoras, joviais e extremamente perigosas. Possuíam cabeça, troco e membros superiores femininos, mas na outra extremidade do corpo apresentavam uma longa cauda de peixe. Por estarem impedidas de amar, atraíam os homens com seu canto para o fundo do mar e depois os devoravam. Ao passar pela ilha de Antemoessa, entre a ilha de Capri e o litoral da Itália, ao retornar da Guerra de Tróia, Ulisses ordenou aos marinheiros que vedassem os ouvidos com cera para não ouvir o canto fatal dessas criaturas (MITOLOGIA, 2000).

A partir dessa alegoria grega, pode-se dizer que a concepção de desenvolvimento pós-Segunda Guerra Mundial foi um grande “canto da sereia”, que arrastou Estados Nacionais e seus povos para as profundas águas da insensatez e desestruturação socioambiental. Postulava-se que certas estratégias governamentais, voltadas para determinados inputs econômicos, gerariam as condições sine qua non ao progresso material e/ou sócio-cultural nos países subdesenvolvidos . O modelo para consecução de tais avanços apontava para sociedades industriais européias ocidentais e os Estados Unidos da América. Autores como Hoselitz (1952), Nurkse (1953), Rostow (1960) dentre tantos outros buscaram apresentar, teoricamente, alternativas aos chamados pontos de estrangulamento que impediam o desenvolvimento das nações pobres.

É exatamente por isso que em muitos países latino-americanos e alhures, sobretudo nas décadas de 1950 e 1960, os Estados (ditatoriais ou não) soergueram parques industriais gigantescos, mormente naqueles lugares onde as condições infra-estruturais já estavam dadas. No caso brasileiro restringiu-se à região centro-sul e posteriormente espalhando-se para outras partes do território nacional. O objetivo era fazer crescer o produto interno bruto (PIB) e a renda per capita da população, o que promoveria benefícios sociais em cadeia. A inexorabilidade dos problemas sociais e econômicos, advindos do processo de implantação da modernização econômica, seria inescapável de acontecer, mas tenderia sempre ao desaparecimento.

Para Perrot (1994, p. 194) o desenvolvimento real é

[...] aquele que finalmente e de forma largamente dominante se manifesta pelas atividades e relações sociais concretas, caracteriza-se pela transformação das riquezas naturais, sociais e simbólicas em bens e em serviços mercantis para a demanda solvente, isto é, para aqueles, e somente eles, que podem exprimir uma demanda e, fato capital, que estão em posição de pagar os bens e os serviços atendidos. O desenvolvimento é, então, esse imenso movimento planetário de transformações das relações sociais, das reservas naturais, em capital financeiro pela via do mercado mundial. A fim de chegar-se a esse resultado, foi necessário expropriar inúmeras vezes grupos e indivíduos de suas relações sociais, de suas redes interpessoais, de suas reservas, de seu saber local. O desenvolvimento nesta ótica realista e não normativa, é antes de tudo uma relação social de dominação.

 Nesta perspectiva, Cardoso e Faletto (1993) deixam claro que o propalado desenvolvimento consistia em um discurso legitimador das relações de dependência, entre os países capitalistas centrais e os de capitalismo tardio, dentro de um sistema mundial de reprodução do capital. Com os movimentos ambientalistas dos anos 1970 e 1980 mostrou-se o lado catastrófico da proposta de modernização com sangue, suor e lágrimas (SEN, 2000).

A partir dessa percepção, outros aspectos da vida humana foram sendo levantados como imprescindíveis à noção de desenvolvimento, tais como: democracia, liberdade, participação e cidadania. Neste particular, a idéia de capital social vem sendo colocada como um dos fundamentos para os novos processos de desenvolvimento, capaz de produzir na sociedade a qualidade histórica indispensável ao seu auto-melhoramento. Como corolário desse processo, tem-se a Educação, também tida como a mais importante aliada na construção de novas mentalidades, ou mais precisamente na formação de sentimentos coletivos em detrimentos condutas individualistas e antiéticas.

2 O CAPITAL SOCIAL E DESENVOLVIMENTO: NOVOS INPUTS AO PROCESSO

O conceito de capital social pode ser buscado em pensadores que construíram a concepção moderna de sociedade civil e de Estado. Inclusos nesse rol estão teóricos liberais, democratas, socialistas e outros, cada um ressaltando aspectos importantes segundo seus paradigmas de análise. De fato, o debate sobre capital social tem seus pressupostos ligados a teóricos modernos como Thomas Hobbes, David Hüme, John Locke, Jean Jacques Rousseau e, principalmente, Hegel e Alexis Tocqueville. Aliás, este último vem sendo bastante citado em obras de autores contemporâneos como Abramovay (2000), Coleman (1990), Putnam (1996), Rattner (2002), Woolcock (1998) entre outros estudiosos do tema.

Tocqueville ([1835] 1987) colocou, de maneira bastante clara, a idéia paradigmática de que o associativismo nos Estados Unidos constituiu-se no pilar da democracia americana. E mais do que isso, as associações civis são apontadas por ele como fator essencial para a eficácia e a estabilidade do governo, bem como formaram nos cidadãos americanos hábitos de cooperação, solidariedade e espírito público. As associações também são tidas por ele como a condição da autonomia dos indivíduos, que “[...] somente recorrem ao poder estatal quando não podem passar sem ele” (TOCQUEVILLE, [1835] 1987, p. 146). Esta concepção tocquevilleana da relação entre sociedade civil e os indivíduos vai de encontro ao ideário hobbesiano, que propõe claramente um fortalecimento da ação do Estado frete aos problemas gerados entre particulares.

É bastante elucidativa a periodização feita por D’Araujo (2003) acerca da utilização conceitual de capital social. Para esta autora o termo, tal qual se conhece hoje, foi utilizado pela primeira vez em 1916 por Lyda Judson Hanifan que

[...] usou o conceito para descrever centros comunitários de escolas rurais, nas quais detectava que a pobreza crescente se fazia acompanhar pelo decréscimo da sociabilidade e das relações de vizinhança entre a população local (D’ARAUJO, 2003, 23-24).

A autora segue periodizando o conceito, mostrando sua utilização pelo canadense John Seeley, em 1950; na década seguinte pela norte-americana Jane Jacobs em sua obra The death and life of great american cities; nos anos de 1970 pelo economista Glenn Loury e o sociólogo Ivan Light e seus estudos sobre desenvolvimento econômico nos Estados Unidos; e chega à década de 1980 sendo bastante utilizado. Na França pelo sociólogo Pierre Bourdieu, na Alemanha pelo economista Ekehart Schlicht, na América pelo sociólogo James Coleman.

Portanto, é nos anos de 1980 que conceito entra definitivamente na agenda acadêmica. Talvez a obra mais importante neste sendo, a qual deu notoriedade ao conceito de capital social, tenha sido o livro de Robert Putnam “Making democracy work: civic traditions in Modern Italy”, que foi traduzido para o português com o título “comunidade e democracia: a experiência da Itália moderna”. Esta obra de Putnam já se tornou um clássico nas Ciências Sociais, o que não a exime de críticas, principalmente acerca de seu caráter determinista. Para Putnam (1996) capital social refere-se ao conjunto de normas de confiança mútua, às redes de cooperação, aos mecanismos de sanção e às regras de comportamento que podem melhorar a funcionamento da sociedade, na solução de problemas que exigem uma ação coletiva. Visto como um bem de todos, esse capital é gerado a partir das práticas cotidianas no bojo das organizações da sociedade civil, principalmente naquelas que possuem estruturas horizontais de comando, como cooperativas, clubes, grêmios, sindicatos, etc.

É importante não confundir o conceito de capital social com o de capital humano. Enquanto o conceito de capital humano volta-se à capacitação individual em busca de aprendizado e aperfeiçoamento (treinamento) (ABBAD; GAMA; ANDRADE, 2000), o capital social apresenta-se como fundamentado nas relações entre os sujeitos que estabelecem obrigações e expectativas mútuas, estimulam a confiabilidade nas relações sociais e agilizam o fluxo de informações internas e externas. Ao invés de controles e relações de dominação patrimonialistas, o capital social busca fomentar o funcionamento de normas e sanções consentidas, ressaltando os interesses públicos e coletivos. Sinteticamente, pode-se dizer que o capital social está relacionado muito mais com os aspectos coletivos ou comunitários da sociedade, enquanto que o capital humano pode ser visto muito mais a partir de uma visão empresarial para obtenção de estímulos individuais.

Precisamente pode-se dizer que o capital social é construído a partir do momento em que os indivíduos participantes de associações democráticas, criam redes de confiança e de compromisso e constroem vínculos de reciprocidade, cooperação e solidariedade. Essa rede estimula condutas, contatos sociais e iniciativas pessoais suscetíveis de aumentar o desenvolvimento social, político, cultural e econômico de uma dada coletividade. Desse modo, estas associações, muito mais do que uma maneira de garantir rendimentos materiais para seus membros, podem se constituir em organizações coletivas estruturantes de valores e normas de solidariedade e confiança entre seus membros participantes. Por conseguinte, essa realidade poderá ter rebatimentos positivos quando se trata de resolver problemas públicos mais gerais ou coletivamente.

Portanto, as relações estruturantes em escala micro-organizacional, ou face a face como quer Ostrom (1998), são formadoras de confiança recíproca e de sentimentos coletivos, os quais tornam a transgressão uma prática arriscada entre os indivíduos. Putnam (1996) dá um exemplo de membros participantes de associação de crédito rotativo, que chegam a prostituir suas filhas como alternativa para honrar seus compromissos, ou mesmo cometem suicídio em função do abalo moral que sofrerá caso não cumpra com sua obrigação. Nesta linha de raciocínio, quanto maiores os vínculos normativos entre os indivíduos, maior é o capital social e menores são as chances para a ocorrência da transgressão ou deserção. Criam-se, assim, mecanismos reais para resolução de problemas próprios da ação em organizações, como os chamados comportamentos oportunistas.

Se por um lado o capital social facilita as ações coordenadas através das redes de confiança e solidariedade, por outro, como mostram Putnam (1996) e Ostrom (1998), pode solucionar os dilemas da ação coletiva e do oportunismo contraproducente daí resultante. Deste modo, as discussões sobre capital social partem do pressuposto básico de que este tipo de capital é um componente necessário ao desenvolvimento, pois melhora as interações sociais e promove uma redução do individualismo no âmbito da conduta institucional, com rebatimentos diretos nos processos sociais mais gerais.

Enfim, as discussões sobre capital social vêm mostrando a complexidade analítico-científica e prático-doutrinária para se implementar melhorias de vida em dada coletividade. De fato, o que se pretende é sair do economicismo contraproducente nas análises sobre desenvolvimento e resgatar componentes fundamentais, como a Educação, informação, meio ambiente, cultura, participação cidadã, co-habitação, convivência, cidadania e outros. E mais, além de analítico, compreensivo e explicativo a idéia de capital social é em si propositiva, uma vez que relaciona claramente a ralação entre organização, redes de confiança e solidariedade com os processos de desenvolvimento.

3 EDUCAÇÃO DO CAMPO E CAPITAL SOCIAL NA AMAZÔNIA BRASILEIRO

Historicamente, a Amazônia brasileira já experimentou ações antrópicas diversas, mormente a partir dos anos de 1500 com a chegada dos colonizadores ibéricos. A se tomar a idéia de ciclo econômico como base de percepção desses processos, tem-se o período colonial, com as drogas do sertão e a expropriação (pela violência ou pela ideologia) do trabalho e das terras indígena; posteriormente implementou-se o ciclo da borracha e o sistema de aviamento, calcado na crueldade entre o dono do barracão e o extrativista nordestino desterritorializado. Mais recentemente, com a implementação dos chamados grandes projetos (FILOCREÃO, 2002; RABELO, 2000), tem-se processos industriais que acirraram ainda mais a formação de aglomerados humanos caóticos, associados a ilhas esparsas de crescimento com emprego e renda.

Baseado nesse panorama demonstrativo dos momentos pelos quais a Região Amazônica atravessou, pode-se dizer que a materialização desses ciclos deixaram marcas indeléveis nas estruturas familiares e comunitárias locais e foram edificadoras de uma cultura , fortemente marcada pelo individualismo, desconfiança, clientelismo patronal e apego familiar contraproducente. Esses valores, que fomentam certa ética da convicção individualista, atravessam a conduta dos sujeitos sociais nas mais diversas esferas da condição humana amazônida, inclusos aí os processos associativos, as ações coletivas reivindicatórias, participação política, cooperativismo etc.

A despeito de todas as vicissitudes ou percalços enfrentados pelas populações do campo, advindas dessas estruturas valorativas e de conduta pretérita que, em alguma medida se repete no presente, tem-se ultimamente na Amazônia brasileira experiências de mobilização organizacional, que buscam implementar formas diferenciadas de desenvolvimento local. Esses movimentos pretendem construir padrões de produção de riquezas e bem estar social diferentes daqueles historicamente efetivados por grupos particulares e/ou elites estatais, assim como edificar sentimentos coletivos de cidadania e de pertencimento territorial, com auto-estima das pessoas em relação a sua própria condição sócio-cultural.

No que concerne à construção e estruturação de novas mentalidades na Amazônia brasileira, a Educação do Campo tem papel importe neste sentido. De fato, ela poderá ser um dos componentes fundamentais para a construção de um capital social, visto como uma rede de confiança e de compromisso mútuo, capaz de sedimentar vínculos de reciprocidade, cooperação, solidariedade e, acima de tudo, sentimento de pertencimento imprescindíveis no âmbito das lutas por um desenvolvimento peculiar à condição do campo, ou seja, como uma Educação construtora e (re)afirmadora da racionalidade específica das pessoas que moram, trabalham, produzem, brincam, estudam etc. no campo.

Ressalte-se que campo aqui deve visto a partir da noção de unidade da diversidade. Precisamente, é o lugar onde estão as terras indígenas e seus ocupantes autóctones, as populações tradicionais e suas unidades de conservação, os/as produtores/as agrícolas familiares assentados/as ou em luta pelo assentamento, os/as ribeirinhos/as, aqueles que vivem nas várzeas, manguezais ou nos lagos, enfim todos aqueles sujeitos históricos negligenciados por elites econômicas e políticas que sempre viram o campo como algo atrasado e necessitando de políticas compensatórias (FERNANDES, 2006; CALDART; CERIOLI; KOLLING, 2002).

É exatamente por isso que a Educação do Campo e o capital social estão sendo colocados aqui como instrumentos de emporamento desses sujeitos históricos negligenciados, uma vez que esses dois aspectos da condição humana poderão fortalecer os movimentos sociais, as ações coletivas e negar a ética do individualismo historicamente edificado na região. Ou seja, ajude a construir um desenvolvimento que mantenha tradições, cultura, sistemas produtivos que primem pela diversidade ecológica dos ecossistemas, pela heterogeneidade produtiva e enriquecimento/sustentabilidade do meio ambiente, assim como pela lógica de apropriação coletiva dos bens produzidos.

As experiências educacionais nesta direção são múltiplas e curricularmente variadas na Amazônia brasileira. São Casas Familiares Rurais, Escolas Técnicas Agrícolas, Escolas Famílias Agrícolas, Escolas em Assentamentos ou ligadas a movimentos sociais etc. Essas experiências em grande parte estão imbuídas de um espírito crítico e criativo que coloca em suspeição antinomias seculares, como tradicional e o moderno, evolução e retrocesso, progresso e atraso e tantas outras dicotomias que denotam uma visão etnocêntrica acerca dos povos do campo amazônida. Precisamente, esses novos inputs buscam um desenvolvimento real, não apenas para grupos econômicos específicos, mas que seja compartilhado coletivamente.

NOTAS CONCLUSIVAS

O desenvolvimento não pode ser percebido unilateralmente a partir da produtividade, da capacidade de realização sistêmica dos produtos no âmbito dos mercados para a produção de riqueza. Neste sentido, observa-se hoje o necessário redimensionamento, ou mesmo inversão da equação crescimento-desenvolvimento, priorizando pressupostos sociais, humanos e ambientais e não apenas quantitativos e econômicos. Aspectos como liberdade, cidadania, erradicação das desigualdades, empoderamento comunitário, respeito às diferenças, capital social e tantos outros estão sendo colocados como condição sine qua non a um desenvolvimento socialmente justo e ambientalmente sustentável.

Assim, a Educação vêm sendo colocada como basilar neste contexto. Todavia, não se deve fomentar visões elitistas e preconceituosas sobre os vários níveis educacionais, nem tampouco negligenciar o conhecimento tácito daqueles envolvidos nas práticas cotidianas locais, como por exemplo, as populações tradicionais, indígenas, quilombolas, caboclas etc. De fato, a educação pode e deve ser implementada como um dos elementos essenciais para a promoção do desenvolvimento, principalmente no que concerne à construção de capital social (confiança, solidariedade, formação de redes, sentimento de pertença), indispensável à melhorias coletivas e duradouras.

Os diferentes sujeitos políticos, educacionais e/ou pesquisadores envolvidos nos processos de formação e qualificação da população amazônida, precisam encampar a ética da responsabilidade, com o idealismo de que o fim precípuo de suas ações deve ser o conjunto das comunidades locais ou seu empedramento . De fato, não se pode negligenciar o aspecto ético desse processo, no sentido de que a qualificação individual das pessoas, impulsionada pelo conhecimento elaborado academicamente e pelos saberes locais, precisa ter como fim: o coletivo ou mais precisamente os múltiplos grupos historicamente alijados dos benefícios produzidos socialmente, quer estejam no campo, na floresta, nas águas, nas praias ou alhures.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/desenvolvimento-capital-social-educacao-e-populacoes-do-campo-na-amazonia-brasileira-1197161.html

    Palavras-chave do artigo:

    desenvolvimento educacao capital social amazonia brasileira populacoes do campo

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    José Bittencourt da Silva

    As Unidades de Conservação (UC) são espaços formalmente criados e protegidos pelo Estado. As UCs podem ser de uso direto ou indireto. Atualmente essas áreas vêm sendo colocadas como componente importante ao processo de preservação ambiental e de desenvolvimento humano na Amazônia brasileira. O que segue são discussões teórico-conceituais baseadas em pesquisa bibliográfica e de campo acerca da viabiliade desses espaços para o processo de manutenção da biodiversidade natural e humana amazônida.

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    raphael de morais dias

    Janary Gentil Nunes Nasceu na cidade de Alenquer, município do para, em primeiro de junho de 1912. Veio ao Amapá em 1940, quando ainda era primeiro Tenente do exercito, na época, comandava o pelotão independente do Oiapoque, na fronteira do Brasil com a Guiana francesa (atualmente, colônia militar de clevelândia do norte) onde permaneceu ate o final de 1941. Em 1943 tornou-se oficial de ligação em general-comandante da 8° legião militar e comandante das forças norte-americanas, o que lhe valeu a

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    Nosso trabalho insere-se na área de Cooperativismo, e na subárea de Cooperativismo Urbano. Queremos abordar o contexto histórico das cooperativas em geral e cooperativas de saúde, como também, versar sobre o perfil de cooperativas de trabalho médico ou cooperativas de saúde, citando o caso da Cooperativa UNIMED e buscando o enfoque da importância de rede solidária, citando o caso da Organização Não Governamental- ONG Médicos Sem Fronteira.

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    José Bittencourt da Silva

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