Educação Física Escolar: Prática Ou Teórica?

Publicado em: 26/12/2009 |Comentário: 0 | Acessos: 1,374 |

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) no seu Art. 26 $3º, coloca a Educação Física como componente curricular obrigatório da educação básica. Contudo, a Lei nº 10.793 de 1º de dezembro de 2003, elenca alguns incisos, que dispensam discentes de sua prática. Se há dispensas, fica evidenciado que as aulas de educação física seriam apenas práticas. Observa-se então, que há um paradoxo, porque os Parâmetros Curriculares Nacionais de Educação Física, trazem em seu bojo um elenco de conteúdos que devem ser ministrados pelos(as) docentes.

Diante de toda essa problemática, há escolas em que a educação física é eminentemente prática; outras não a incluem no currículo, o que pode ser visto em muitas escolas privadas e nas séries iniciais de algumas escolas públicas; enquanto outras reservam um horário para aula teórica e outro para prática.

Não se pode olvidar, que há conteúdos teóricos que devem ser ministrados em sala de aula e não nos momentos iniciais de uma aula prática. Todavia, há docentes, que dizem estar ministrando aula teórica, quando assim agem. Por outro lado, não há como negar, que existem docentes de educação física, que temem enfrentar as turmas em sala de aula, para ministrar os conteúdos.

É evidente, que no tocante aos desportos pode-se falar das regras no momento da atividade e haver assimilação por parte dos(as) discentes, porém, há conteúdos em que se faz necessário a presença  discente em sala de aula, para um melhor entendimento.

A escola que põe no seu Projeto Político Pedagógico e/ou na sua proposta curricular apenas uma aula teórica e uma prática, também incide em erro, em razão de que, a Fisiologia do Exercício nos mostra que o exercício deve ser feito pelo menos três vezes por semana. Ora, uma aula prática semanal não surtirá os efeitos esperados pela sua prática, podendo inclusive causar problemas, principalmente se o(a) docente ministrar aulas com objetivos de performance, além do que, as faltas a essas aulas em algumas escolas são constantes, notadamente nas que insistem em mantê-las no turno oposto.

Sabe-se que há discentes na escola pública que fazem cursos ou trabalham no turno oposto, além do que, há relatos de que muitos pais e/ou responsáveis não tem como arcar com despesa de transporte nos dois turnos.

Por outro lado, uma aula teórica semanal também deixa muito a desejar, pois pedagogicamente não traz benefícios aos discentes. Acrescente-se a isso, que não há livros para  discentes e docentes, sendo que esses devem buscar os conteúdos que serão ministrados. É fácil observar as dificuldades de entendimento e de aprendizagem nas matérias que têm um número maior de aulas, imagine-se então, uma matéria em que docentes e discentes só trocam idéias de oito em oito dias. Mais estarrecedor é saber que muitos(as) discentes vão para a recuperação de final de ano, porque não adquirem as habilidades necesárias para a aprovação direta. Os dirigentes dão como justificativa para apenas duas aulas semanais, a carga horária estipulada pelo sistema educacional de oitenta horas.

Faz-se necessário esclarecer que não se pode atribuir somente a(o) docente a culpa por esse fato. Questionários respondidos por discentes que fizeram recuperação de educação física em uma rede municipal que oferece uma aula teórica e outra prática, identificaram os motivos que os levaram à recuperação: não estudar, faltas às aulas, o pensar que educação física não levaria à recuperação, as brincadeiras e conversas paralelas durante as aulas e até a diminuta carga horária teórica. Ressaltamos, que em autoavaliação, discentes relataram desejos de ter uma carga horária maior de educação física.

Concluímos dizendo, que é importante para a seriedade que a disciplina requer, uma tomada de consciência por parte dos docentes que a lecionam e um reestudo da própria LDB pelo Ministério de Educação, para que haja uma concreta definição do número de aulas práticas e teóricas.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/educacao-fisica-escolar-pratica-ou-teorica-1628077.html

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    educacao fisica

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    parametros curriculares

    Comentar sobre o artigo

    Marcelo Gomes González

    O Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil é um documento que equivale aos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), já que foi criado pelo MEC em 1998. No entanto, há um debate ferrenho entre as grandes esferas da administração é o fato desse nível de ensino compor a Educação Básica, mas ser posta de forma facultada, fazendo com que, muita das vezes, não seja cursada pela criança, que fica com um ensino deficitário na base do conhecimento.

    Por: Marcelo Gomes Gonzálezl Educação> Educação Infantill 17/10/2012 lAcessos: 666
    Elias Ribeiro Tork Filho

    O presente artigo apresenta como objetivo investigar a práxis pedagógica da Educação Física na 1ª Etapa da Educação de Jovens e Adultos (EJA), especificamente as dificuldades do professor em ministrar aulas à clientela da EJA. Pois, sabe-se que a Educação Física Escolar a partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9.394/96, apresenta-se como componente curricular obrigatório da educação básica. Com isso, analisa-se que a EJA ao fazer parte da educação básica precisa que o prof

    Por: Elias Ribeiro Tork Filhol Educação> Ensino Superiorl 17/12/2013 lAcessos: 133
    Marcelo Gomes González

    Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), foi um documento criado em 1996 com o intuito de nortear a Educação Básica no Brasil. Nele ainda perduram alguns erros, mas ainda assim, esse documento foi uma evolução para educação nacional, principalmente para a Educação Física. No Ensino Fundamental I tem-se como objetivo a formação da identidade do cidadão, para saber seu lugar na sociedade. Apresentando-lhe várias culturas e reforçando as já existentes.

    Por: Marcelo Gomes Gonzálezl Educaçãol 17/10/2012 lAcessos: 148
    Marcelo Gomes González

    Como está expresso na fala de muitos autores, o Ensino Fundamental II é uma fase de transição, onde muitas culturas devem ser maturadas, e outras apresentadas. Nesse período o educando se encontra no momento da criação da sua identidade. Os PCNs defendem que a Educação Física deve utilizar, principalmente, da cultura corporal - a trazida pela criança e a apresentada para ela dentro do ambiente escolar - e da instigação à busca do conhecimento para que ela seja autônomo.

    Por: Marcelo Gomes Gonzálezl Educaçãol 17/10/2012 lAcessos: 403
    Jaguaracy Conceição

    O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) vem sendo usado como porta de entrada para o acesso à Universidade, oferecendo oportunidades para todas as pessoas. É de fundamental importância que a Educação seja vista nas escolas desde o ensino fundamental não somente como práticas corporais, para que os conhecimentos teóricos cobrados nas provas do ENEM possam ser assimilados pelos discentes.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 26/10/2011 lAcessos: 369
    Natália de Souza Cardoso

    O artigo abordou como tema "a inclusão de crianças com síndrome de Down na educação física, com o propósito de mostrar à sociedade de que essas crianças são capazes de participar das aulas de educação física, apesar de todos os problemas que enfrentam no decorrer de sua vida.

    Por: Natália de Souza Cardosol Educação> Educação Infantill 22/08/2011 lAcessos: 1,700
    Alinne do Rosário Brito

    o presente trabalho teve como objetivo a trajetória do currículo na educação física, afim de compreender e analisar as possíveis transformações através da história construída socialmente pela humanidade. agregando valores a práxis pedagógicas, na busca de dialogar com esses saberes que marcaram a vida da disciplina e que de alguma forma perpetuou entendimentos conturbados quanto a sua forma escolar.

    Por: Alinne do Rosário Britol Educaçãol 16/07/2012 lAcessos: 257
    William Pereira

    A insatisfação dos professores de Educação física é justificável, em parte. Um dos motivos é justamente as condições desfavoráveis em que foram lançados a assumir uma situação nova sem os recursos didáticos como livros de 6º ao 9º ano do fundamental e Ensino Médio seqüenciados como tem as outras disciplinas, em que os professores recebem livros das editoras com todo conteúdo pronto e vasto material didático, e os de Educação Física vão tirar conteúdos de onde?

    Por: William Pereiral Educação> Educação Onlinel 20/03/2011 lAcessos: 598
    Luciano de Souza

    Este trabalho aborda aspectos do ensino de música na educação formal, como acontece a aquisição do conhecimento, o desenvolvimento de habilidades específicas levando em consideração o desenvolvimento psicológico da criança, através de pesquisa em políticas educacionais desenvolvidas no Brasil nos últimos 78 anos, tendo como objetivo pesquisa em materiais didáticos que atendam a nova LDB, e na elaboração de propostas pedagógicas para música.

    Por: Luciano de Souzal Educação> Ensino Superiorl 10/09/2009 lAcessos: 6,956 lComentário: 1

    Com o advento da globalização, a educação é tida como o maior recurso de que se dispõe para enfrentar essa nova estruturação mundial. Objetiva-se evidenciar a importância dos alunos encontrarem na escola não só evidências de seu próprio mundo, mas também aparato capaz de os "cunharem" para uma participação social plena e não "fatiada", como sugere o estudo por disciplinas. Jovens e adultos, público cada vez mais informatizado, exige que as disciplinas deixem de ser apresentadas de forma isolada.

    Por: KÁTIA CÉLIA FERREIRAl Educaçãol 18/12/2014

    A expressão artística faz parte da história humana desde os tempos mais remotos. Sendo assim, a Arte é um dos modos de conhecimento ao qual os estudantes devem também ter acesso, assumindo-se como sujeitos capazes de apreciação estética e criação artística, articuladas aos processos e mediações da cultura contemporânea. Diante das mudanças pelas quais o ensino-aprendizagem de Arte passou, vê-se a necessidade de discorrer a respeito da presença desta disciplina no currículo escolar, revendo sua i

    Por: KÁTIA CÉLIA FERREIRAl Educaçãol 18/12/2014

    Sabe-se que a educação é responsável pela formação do aluno enquanto cidadão, de maneira a prepará-lo para a vida em sociedade, para que saiba atuar criticamente nesse meio. Assim, a escola inclusiva busca complementar a formação do aluno por meio das relações de convivência, uma vez que conviver com o diferente é parte desse processo de formação, até porque, como já mencionamos, é na escola que o aluno desenvolve seus aspectos cognitivos, motores e psicológicos.

    Por: Rosely dos Santos Ferreiral Educaçãol 17/12/2014

    As revela à existência de ações políticas e sociais que possam concretizar e promover a efetividade da inclusão social da pessoa com necessidade educacional especial. Vejo que a sociedade deve compreender como se dá o processo de ensino-aprendizagem da criança com Síndrome de Down na Educação Básica, as dificuldades enfrentadas e as possibilidades e mecanismos de reconhecimento e aceitação dessas limitaçõ

    Por: Rosely dos Santos Ferreiral Educaçãol 17/12/2014

    No processo de inclusão a escola propõe a conviver com o "diferente", aceitá-lo, auxiliá-lo, e muitas vezes aprender algo com essas crianças. Entretanto para oferecer uma inclusão verdadeira é preciso entender as particularidades das crianças, mediar a socialização de forma que todos trabalham para o aprendizado de cada uma delas, em benefício de todos. Pretendo contribuir com as discussões éticas e educacionais que envolvem a formação da criança Down por meio da educação.

    Por: Rosely dos Santos Ferreiral Educaçãol 17/12/2014

    A educação escolar é um dos contextos em que a criança aprende e desenvolve-se nos aspectos cognitivos, emocional e social. Por isso a necessidade de incluir a criança com necessidades especiais na escola, pois atender a todos é parte do processo educativo, por isso a diversidade cultural e outras questões sociais precisam ser vivenciadas também em sala de aula.

    Por: Rosely dos Santos Ferreiral Educaçãol 17/12/2014

    Apresento algumas características que identificam a criança Down, o conceito de Educação Inclusiva e Educação básica, e da diversidade na educação. Relacionam-se aspectos positivos da inclusão da criança Down na Educação Básica e como deve acontecer essa inclusão, enumerando as dificuldades no processo de inclusão da criança Down na Educação Básica. Conceitua-se a Síndrome de Down e sua identificação, bem como o tratamento e a motivação para inserir a criança com deficiência na Educação Básica.

    Por: Rosely dos Santos Ferreiral Educaçãol 17/12/2014

    O estudo realizado teve como foco principal compreender os avanços no processo de construção do conhecimento dos alunos de uma turma de 3º ano, através dos jogos matemáticos, priorizando, desse modo, a ludicidade no ensino. A pesquisa foi desenvolvida durante o estágio realizado pela acadêmica e pesquisadora junto a uma turma de 3º ano.

    Por: Luziane Da Silva Costal Educaçãol 15/12/2014 lAcessos: 11
    Jaguaracy Conceição

    O Art. 26 - A da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional foi acrescido pela Lei nº 10.639/03 e com redação da Lei nº 11.645/08. De acordo com esse artigo todos os estabelecimentos de ensino fundamental e médio, públicos e privados são obrigados a estudar a história e cultura afro-brasileira e indígena.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 23/11/2014 lAcessos: 28
    Jaguaracy Conceição

    A cada Avaliação de final de Unidade um "tsunami" de notas baixas devasta a caderneta de rendimentos das turmas. Emerge daí uma série de especulações. Para o(a) discente e sua família a culpa é do(a) docente que não sabe ensinar; para o(a) docente a culpa é do corpo discente e da família que não acompanha a aprendizagem dos filhos.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educação> Ciêncial 02/05/2014 lAcessos: 34
    Jaguaracy Conceição

    O objetivo deste texto é estimular a procura pela melhoria da Avaliação Integrada que vem sendo implantada em algumas escolas. Para tal partiu-se de um acompanhamento feito por um docente de Educação Física em relação à área de Linguagens (Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Arte e Educação Física).

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 23/12/2013 lAcessos: 78
    Jaguaracy Conceição

    O presente texto tem o intuito de incitar os docentes a uma reflexão sobre a prática avaliativa, vez que, tem sido constatado que o que estamos fazendo é Verificação e não Avaliação. Sabemos que avaliação faz parte do processo ensino-aprendizagem e não pode continuar legitimando o fracasso discente.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 27/06/2013 lAcessos: 60
    Jaguaracy Conceição

    Se a Educação fosse um ser humano poderia haver uma feijoada ou churrasco fazendo "link" com cervejas geladas para prestigiar a efeméride. Como a realidade da Educação em nosso país é bastante controversa, a data poderá passar em brancas nuvens e quiça, tenha algo a festejar. Deixemos de lado comemorações e tais e vamos falar sério sobre Educação, nos reportando ao que explicita a Constituição da República Federativa do Brasil.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 28/04/2013 lAcessos: 21
    Jaguaracy Conceição

    A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, no seu Capítulo III trata DA EDUCAÇÃO, CULTURA E DO DESPORTO e a Seção I Da Educação. É possível perceber que ela vem sendo constantemente desrespeitada inclusive pelas autoridades públicas que detém o poder de administrar.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 15/04/2013 lAcessos: 37
    Jaguaracy Conceição

    Cotidianamente lemos, assistimos, ouvimos críticas à Escola Pública. As pessoas que fazem as críticas não têm a mínima preocupação em buscar os fatores que fazem com que ela não funcione a contento. Esses fatores são os mais variados possíveis e englobam o Governo, o corpo docente e o discente e a família.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 09/03/2013 lAcessos: 51
    Jaguaracy Conceição

    O Art. 3º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional(LDBEN) estabelece os princípios que devem ser ministrados pelo ensino. O seu inciso I nos mostra o seguinte: "igualdade de condições para o acesso e permanência na escola".

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 03/02/2013 lAcessos: 57
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