Ética E Ciência: Urgência Do Debate

Publicado em: 19/06/2009 | Comentário: 3 | Acessos: 5,764

ética e CIÊNCIA: URGÊNCIA do debate

Profº Raul Enrique Cuore Cuore

Resumo

Ética e ciência, esta discussão necessita previamente passar pela concepção filosófica de “ser humano”, ‘ética’ e ‘ciência’. Na perspectiva existencialista, o homem é um ser capaz de autodeterminação, ou seja, ser sujeito do conhecimento e da ação. Em conseqüência, no campo ético, tudo aquilo que tira ou diminui essa dimensão de sujeito é considerado violência. Por sua vez, a ciência moderna ocidental contém em si um amplo projeto de dominação: da natureza, de si mesmo e do outro. Portanto, uma ciência ética só é possível a partir de uma nova postura diante da própria ciência e dos valores da sociedade.

Palavras-chave: Debate; Ciência; Ética.

1         introdução

A relação ética e ciência é um dos debates que nos foram equacionados no século XXI. A partir do lançamento da bomba nuclear nas cidades de Hiroshima e Nagasaki no Japão no fim da II Guerra Mundial em 1945, e mais neste século com a degradação do meio ambiente, a ambigüidade do progresso científico e tecnológico passou do plano teórico para o existencial. Começamos a perceber na vida cotidiana a deterioração do ambiente físico e social ao lado do mundo maravilhoso da tecnologia. Isto cria um paradoxo entre a ciência e a ética.

As conquistas tecnológicas nos campos da comunicação, transporte, alimentação, moradia, saúde e lazer convivem ao lado do desequilíbrio ecológico, da miséria, da fome, o desemprego, os sem-terra, sem-teto, enfim ao lado de toda a violência que destrói dignidade humana.

Para falarmos da relação entre ciência e ética é preciso, ao principio buscarmos uma definição para a ética, e como esta vem a se contrapor a ciência.

2         como definirmos ética?

Poderíamos entender ética de várias formas. Uma delas poderia ser como a busca ou caminho para ou pela “verdade” que seria, talvez, e em algumas condições, subjetiva.

Se relembrarmos da origem da filosofia na Grécia, por exemplo, os sofistas, que através da retórica e do convencimento pelas palavras, da oratória, julgavam que “a verdade é resultado da persuasão e do consenso entre os homens”. Isso era combatido por Sócrates, Platão e Aristóteles que julgavam ser a essência da verdade através da razão e não do “simples” convencimento e consenso. Sócrates fazia isto através de perguntas básicas, feitas a diversos profissionais especialistas, tais como: ao “sapateiro” – o que é um sapato? Ao “juiz” - o que é a justiça? Ou o que é a verdade? E assim, a partir de um questionamento, buscava desvendar, através da razão e da lógica e não mais por um simples convencimento retórico, o que seria esta verdade.

Poderíamos dizer então que, de certa forma, Sócrates inaugura a ética dentro do discurso. Sócrates, como comenta MARCONDES (1998) seria:

“(...) um divisor de águas. É nesse momento que a problemática ético-política passa ao primeiro plano da discussão filosófica como questão urgente da sociedade grega superando a questão da natureza como temática central, pois a temática racionalista filosófica, inicialmente, era a natureza, iniciada por Tales de Mileto que buscava na própria natureza a explicação para ela própria, se afastando assim do mito em que tudo era explicado pelos deuses...”

Assim teríamos a questão da subjetividade na ética, e a formação da própria sociedade interagindo entre ela e os indivíduos. A ética ajudando-nos a refletir sobre os costumes, sobre as práticas da ciência, da religião, da família, da empresa, em fim, em todas as instituições da sociedade. A ética nos ajuda a pensar a subjetividade. Que sujeito é esse em tal momento da história? Que sujeito é este hoje? Que “conhecimento” é este que buscamos pela ciência?

Ainda MARCONDES (1998) nos define ética da seguinte forma: “A ética do grego “ethike”, diz respeito aos costumes e tem por objetivo elaborar uma reflexão sobre os problemas fundamentais da moral (finalidade e sentido da vida humana, os fundamentos da obrigação e do dever, natureza do bem e do mal, o valor da consciência moral.”

3         a ciência, a ética e a filosofia

Não existe um profissional ético, sem antes um homem ético. Portanto, a discussão sobre ética deve ser vista como uma situação-problema que provoca e estimula uma reflexão abrangente sobre a própria natureza da relação ética e ciência.

Em sua reflexão sobre o conceito de progresso MATOS (1993) conclui que: “como não há progresso que não seja também moral, a principal tarefa dos nossos dias é o combate pelo progresso dos direitos humanos.”

Referenciando a utopia que temos em comum: a humanidade com vida digna e feliz. Visto deste ponto, a reflexão filosófica não tem a utilidade imediata no sentido do senso comum. Sua contribuição à ciência e à técnica explicando os fundamentos epistemológicos e metodológicos e certamente, éticos. Citando CHAUÍ (1994): “Não se trata, pois, rigorosamente de uma ciência, mas de uma reflexão em busca de uma fundamentação teórica e crítica dos nossos conhecimentos e de nossas práticas”.

Segundo o existencialismo, o ser humano está em processo de autoconstrução. Em outras palavras, é um agente transformador da Natureza que, ao transformá-la, constrói sua própria essência. A natureza humana vem sendo construída pela própria humanidade no processo histórico atualizando sua potencialidade com agente transformador. Sobre este conceito MATOS (1993) nos expõe:

“Temos uma natureza em devir. O ser humano é, ao mesmo tempo, um ser atualmente advindo e um ser ainda a vir, apenas prometido a si mesmo. (...) É aqui que se manifesta a estrutura fundamental da ação: de um lado, ela é aquilo em que se tornou, aquilo que ela é agora: do outro, também é uma antecipação de seu ser realizado e, por ser ação de um agente autônomo, ela implica em si a responsabilidade daquilo que fazemos de nós mesmos. E veremos como a responsabilidade de cada ser humano para consigo mesmo constitui, ao mesmo tempo, um responsabilidade que ele tem com todos os homens”.

4         ciência e ética nos dias atuais

A ciência, traço que singulariza as sociedades modernas, vem sendo analisada sob os mais diversos ângulos. Desde o enfoque mais clássico da epistemologia ao olhar mais recente dos estudos culturais, multiplicam-se os estudos sobre a atividade científica. Entretanto, em nossos dias, uma perspectiva, a da ética, exerce particular interesse, associada ao desenvolvimento contemporâneo das ciências da vida.

Alternativas inéditas, antigamente nem sequer questionadas, fazem hoje, parte do cotidiano. Possibilidades como a preservação duradoura da vida em condições artificiais, a intervenção em fetos ou as que decorrem do amplo repertório de ações ligadas à clonagem evidenciam a expansão do nosso poderio científico-tecnológico. Poderio que nos inscreve, de imediato, no horizonte ético: podendo fazer, devemos fazer?

Os órgãos que regulam a ética nas pesquisas científicas que envolvam seres humanos, o crescente cuidado no trato dos animais associados à pesquisa científica, a atenção e a sensibilidade com que são vistas as questões relativas à intervenção no meio ambiente são indicadores de que estamos diante de um novo cenário. Mas, se, de um lado, devemos celebrar o reaparecimento da temática ética, na medida em que se localiza no campo da ação humana, por outro lado, cabe perguntar sob que condições é razoável esperar uma aproximação permanente entre a ciência e a ética.

Ética, entre outras coisas, significa restrição. O recurso a valores, constitutivos de qualquer agenda ética, implica aceitar proibições e limites. Caso existisse, uma sociedade inteiramente permissiva levaria à supressão da dimensão ética, que se tornaria supérflua num ambiente onde tudo fosse tolerado.

Se aceitarmos a associação entre a atitude ética e o estabelecimento de alguma espécie de limite, como poderíamos aproximar a ética e a ciência, entre os procedimentos éticos e a busca do conhecimento?

No contexto da sociedade atual, à que pertencemos, a criação dos campos científicos na modernidade ocidental é decorrência, entre outros fatores, da ideologia que preconiza a defesa da liberdade mais plena no que diz respeito ao conhecimento. A concepção moderna de ciência, a que estamos, ainda hoje, associados, é inseparável da progressiva reafirmação do princípio da autonomia da pesquisa e da rejeição, inegociável, da tutela, seja religiosa, seja política.

5         conclusão

Notamos que nos dias de hoje várias instituições se preocupam em elaborar um código de ética. Isso demonstra claramente a necessidade que a sociedade tem de “controlar” as medidas e atitudes das diversas profissões. Será que podemos permitir que a ciência, por exemplo, faça o que ela quiser? A ciência pode pesquisar o que ela quiser?

A ética seria desta maneira então, intermediária, buscaria a justiça, a harmonia e os caminhos para alcançá-las. Quando buscamos, a justiça, a verdade, o entendimento e o conhecimento, o buscamos para satisfazer uma necessidade do sujeito.

O que é que distingue a ciência da não-ciência? Como podemos demarcar a fronteira entre elas? É importante mencionar que a ciência deve ser entendida de maneira diversa, conforme o tempo em que a estudamos. O que chamamos de “conhecimento científico”, também, pode variar conforme os diversos períodos da história. Na área médica, por exemplo, quando ouvimos uma voz científica dizendo: evite comer ou fazer tal coisa, que faz mal à saúde, e depois alguns anos mais tarde se contradizem dizendo que não é bem assim. Podemos citar o recente comunicado da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com respeito à gema do ovo mal cozida.

Concluiu-se que ciência é um conhecimento sistemático, dá-se pela leitura, reflexão, sistematização, conhecimento lógico, sendo quase impossível vivermos sem seus benefícios. A ciência tenta discernir com sabedoria ética o melhor para o ser humano. Sendo de muita importância este apelo ético na ciência, pois a sociedade depende das conseqüências.

A ética é uma característica própria a toda ação humana, tendo como objetivo facilitar a realização das pessoas. A ciência envolve investigação e busca pela verdade. Na ciência temos a ética como suporte para não haver erros, pois a responsabilidade faz parte da ética e é fundamental no meio cientifico. A produção cientifica não se realiza fora de um determinado contexto social e político.

6         referências

CHAUÍ, M. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 1994.

MATOS, O. C. F. A escola de Frankfurt: luzes e sombras do iluminismo. Coleção Logos. São Paulo: Editora Moderna, 1993.

MARCONDES, Danilo. Iniciação à História da Filosofia. São Paulo: JZE. 2º ed.1998.

(Artigonal SC #982236)

Avalie este artigo
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 5 Voto(s)
    Feedback
    RSS
    Imprimir
    Email
    Re-Publicar

    Fonte do artigo: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/etica-e-ciencia-urgencia-do-debate-982236.html

    Palavras-chave do artigo:

    debate; ciência; Ética.

    Suzana J. de Oliveira Carmo

    O artigo trata da ausência do comportamento ético em nossos dias, e observa da Ética do ponto de vista cultural. Defendendo a tese de que a eticidade pode ou não, existir no âmbito social, porque se correlaciona com a aceitação da comunidade como um todo. Além disto, aponta a Ética como um segmento da Lógica, mais especificamente da Estética, haja vista que a finalidade máxima do agir humano consiste na conduta de criar o "belo" universal, que de maneira clara é representação do bem comum.

    Por: Suzana J. de Oliveira Carmo l Direito > Doutrina l 06/08/2009 l Acessos: 2,496 l Comentário: 1
    carlos andre cursino roriz

    Em geral, Declarações e Códigos Universais sobre condutas humanas são abstrações internacionais, que envolvem a ciência tentando criar equidade metodológica entre povos Carlos André Cursino Roriz*

    Por: carlos andre cursino roriz l Notícias & Sociedade > Meio Ambiente l 14/03/2008 l Acessos: 1,175
    Francisco Matheus Guerreiro de Freitas

    O presente artigo tem como objetivo suscitar ao leitor uma reflexão acerca da proposta da “Ética da Alteridade” dada pelo filósofo Emmanuel Lévinas, analisando os aspectos nefastos do mundo contemporâneo e os acontecimentos trágicos ocorridos no último século, como fatores preponderantes para a ausência de valores e sentido na existência do ser humano contemporâneo. Por fim, buscaremos identificar a importância da proposta levinasiana para o desenvolvimento humano e social em nossa sociedade.

    Por: Francisco Matheus Guerreiro de Freitas l Notícias & Sociedade > Cotidiano l 29/11/2008 l Acessos: 1,954 l Comentário: 1

    As disciplinas da área de educação são essenciais à formação do docente além de obrigatórias nos cursos de licenciatura. A determinação do perfil do docente e a discussão dos aspectos didáticos e metodológicos do professor nas disciplinas específicas do curso de Ciências Biológicas são objetivos principais dessa pesquisa. O Projeto procura valorizar a formação dos professores/alunos,sob a visão de um professor reflexivo, em que deve ter competências mais amplas para lidar no processo educacional

    Por: Kelley Cristiny Pereira Pires l Educação > Ensino Superior l 16/03/2009 l Acessos: 604
    Antonio Paiva Rodrigues

    Nunca um arrendamento de uma emissora de rádio foi causa de tanta polêmica no meio radiofônico cearense. Estamos perdendo nossos valores e entregando de mãos beijadas a - estranhos no ninho. A - Ceará Rádio Clube (PRE-9) já era agora voltamos às cenas inusitadas que acontecem na radiofonia cearense para a Rádio Dragão do Mar de Fortaleza. Duas emissoras que fizeram história na radiodifusão cabeça-chata e que passam a integrar outros grupos, as

    Por: Antonio Paiva Rodrigues l Literatura > Crônicas l 27/10/2008 l Acessos: 341 l Comentário: 2
    Robson Stigar

    Os Direitos Humanos são frutos de conquistas da humanidade ao longo do tempo. Neste sentido, estes Direitos vinculam e protegem todo e qualquer ser humano independente de seu credo religioso, cultura, etnia e nacionalidade.

    Por: Robson Stigar l Educação l 28/01/2010 l Acessos: 22
    José Bittencourt da Silva

    O presente artigo objetiva debater outros aspectos da condição humana e social imprescindíveis ao desenvolvimento, como a idéia de capital social, que tem sido posta como elemento capaz de produzir na sociedade a qualidade histórica indispensável ao seu auto-melhoramento. Neste contexto, a Educação é apresentada como a mais importante aliada na formação de sentimentos coletivos em detrimento de condutas individualistas e anti-éticas. Para tanto, fundamentou-se o artigo em pesquis bibliográfica.

    Por: José Bittencourt da Silva l Educação l 04/09/2009 l Acessos: 570
    Luiz Domingos de Luna

    Uma pequena reflexão sobre a brevidade da vida

    Por: Luiz Domingos de Luna l Educação l 15/03/2010 l Acessos: 10

    A TV Globo está errando demais, na tela. Agora, no site sobre artigos, está re-publique. Quem disse que tem hífen?

    Por: Euetu Nós l Educação l 11/03/2010 l Acessos: 17
    Carlos Henrique Araújo

    Escrito em 2008, em conjunto com o professor João Batista Araújo e Oliveira, mostra como é injustificável a celebração do Governo para os resultados da Prova Brasil e IDEB. Foi publicado no Blog do Noblat e do professor Simon Schwartzman

    Por: Carlos Henrique Araújo l Educação l 09/03/2010 l Acessos: 8
    Luiz Domingos de Luna

    Histórico da Escokla de Ensino Fundamental e Médio Mosenhor Vicente Bezerra

    Por: Luiz Domingos de Luna l Educação l 08/03/2010 l Acessos: 19
    Fabbio Cortez

    Como bons patriotas, é importante compreendermos corretamente a letra do hino de nosso país. O amor genuíno a nosso próprio país ajuda-nos em nossa autoestima.

    Por: Fabbio Cortez l Educação l 08/03/2010 l Acessos: 56
    Wanda Denise Calvente

    Saber o que é educação, de quem é a obrigação de educar, o que pensam os autores, o que fazer para melhorar a educação? São perguntas que todos fazem, mas as respostas nem sempre modificam o quadro atual.

    Por: Wanda Denise Calvente l Educação l 07/03/2010 l Acessos: 63

    Na contemporaneidade, as questões referentes a inclusão têm ocupado um lugar de destaque, principalmente no cenário educacional. Assim, pode-se pensar nas articulações da modernidade, que ao traçar a identidade do sujeito pedagógico como estável buscam a demarcação da diferença, de modo que esta possa ser capturada e pensada em relação a certos padrões de normalidade. Busca-se discutir o delineamento dos processos de inclusão e exclusão ao posicionarem a diferença no espaço da diversidade.

    Por: Juliane Marschall Morgenstern l Educação l 03/03/2010 l Acessos: 34

    Este trabalho tem por objetivo mostrar que a ética está no dia-a-dia das pessoas. Está inserida no cuidado com o material escolar; na atenção com os colegas;no respeito aos familiares e educadores;na valorização do patrimônio cultural e histórico;no cuidado com o ambiente.

    Por: DANIELY LOPES l Educação l 02/03/2010 l Acessos: 198
    Profº Raul Cuore

    A Vantagem do uso dos métodos computacionais em cálculo numérico é enorme. Com a popularização de computadores de baixo custo e de alta capacidade de processamento, praticamente todas as áreas de exatas tem feito uso cada vez mais intensivo dos métodos e técnicas computacionais na resolução de problemas, para os quais as soluções manuais são impraticáveis e/ou imprecisas. Este trabalho tenta dar uma visão geral sobre as vantagens dos softwares e simulações computacionais em relação ao cálculo numérico.

    Por: Profº Raul Cuore l Educação > Ciência l 29/07/2009 l Acessos: 1,888 l Comentário: 2
    Profº Raul Cuore

    Antes de nada devemos entender que inclusão é a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós. A educação inclusiva acolhe todas as pessoas, sem exceção. É para o estudante com deficiência física ou mental, para os superdotados, todas as minorias e para a criança que é discriminada por qualquer outro motivo.

    Por: Profº Raul Cuore l Educação l 09/07/2009 l Acessos: 4,520
    Profº Raul Cuore

    A energia irradiada pelo sol se encaixa dentro das alternativas de fontes renováveis. O aumento das populações urbanas e a industrialização exigiram necessidades crescentes de energia. Aprimorar a eficiência dos aparelhos e a das técnicas para a obtenção de energia é o plano mais essencial para a criação de um sistema de energia seguro para o clima. É importante também mudar para combustíveis que poluam menos o meio ambiente, como é o caso da energia solar e eólica, ou ainda a combinação de produção de calor e energia, tudo isto tem um papel importante.

    Por: Profº Raul Cuore l Educação l 02/07/2009 l Acessos: 3,119
    Profº Raul Cuore

    Ética e ciência, esta discussão necessita previamente passar pela concepção filosófica de “ser humano”, ‘ética’ e ‘ciência’. Na perspectiva existencialista, o homem é um ser capaz de autodeterminação, ou seja, ser sujeito do conhecimento e da ação. Em conseqüência, no campo ético, tudo aquilo que tira ou diminui essa dimensão de sujeito é considerado violência. Por sua vez, a ciência moderna ocidental contém em si um amplo projeto de dominação: da natureza, de si mesmo e do outro. Portanto, uma ciência ética só é possível a partir de uma nova postura diante da própria ciência e dos valores da sociedade.

    Por: Profº Raul Cuore l Educação l 19/06/2009 l Acessos: 5,764 l Comentário: 3
    Profº Raul Cuore

    A possibilidade da Educação a Distância também criou novos universos para os Educadores que nela irão desenvolver o seu trabalho. O Educador tem consciência que além da plataforma virtual os momentos presenciais se tornam de suma importância, tanto que, as grades dos cursos oferecidos prevêem estes encontros.

    Por: Profº Raul Cuore l Educação l 14/06/2009 l Acessos: 218
    Profº Raul Cuore

    A violência e agressividade na juventude sempre existiram, mais atualmente estão tomando proporções incontroláveis. Existe uma necessidade urgente de retomar os valores morais e éticos que estão se tornando esquecidos pela juventude ou às vezes, tratados como obsoletos e fora da realidade. Este trabalho tem como objeto mostrar um pouco desta realidade que aflige a sociedade como um todo.

    Por: Profº Raul Cuore l Educação l 30/05/2009 l Acessos: 2,529 l Comentário: 2
    Profº Raul Cuore

    O processo de atenção na sala está intimamente ligado à forma com a qual o professor prepara e expõe suas aulas, sendo ele o responsável não só pelo cumprimento da grade curricular como intermediário entre o conhecimento e o aluno, procurando uma linguagem que se identifique com o dia-a-dia do mesmo. Deste modo, neste trabalho será analisado o desenvolvimento da atenção na aprendizagem escolar.

    Por: Profº Raul Cuore l Educação l 30/05/2009 l Acessos: 776 l Comentário: 1
    Profº Raul Cuore

    Para abordar as diferenças históricas entre a Probabilidade e a Estatística e importante compreender e relacionar o surgimento destas duas áreas da Matemática, assim como inseri-las no contexto do Ensino Superior na atualidade, no deixando de lado que com o advento da informática e o uso de planilhas eletrônicas, um novo ferramental é oferecido para a aplicação destas disciplinas.

    Por: Profº Raul Cuore l Educação l 30/05/2009 l Acessos: 1,955 l Comentário: 1

    Adicionar novo comentário

     
    * Campos obrigatoriós

    Comments on this article

    0
    1. thiago June 23, 2009
    achei muito bom esse texto me ajudou muito na escola
    0
    2. miller freitas June 25, 2009
    o artigo é sensacional me ajudou bastante, em minha pesquisa pois estava precisando de uma citação, para o meu trabalho de tecnicas e metodos educional, estou concluindo esse ano a faculdade estudo licenciatura em ciencias biologicas, parabens, e muito sucesso
    0
    3. Betânia Oliveira Porto Neves October 14, 2009
    Sou professora de filosofia e é exatamente sobre esse tema que estou trabalhando com as turmas de primeiro e segundo ano do ensino médio. Inclusive utilizo o livro de Marilena Chauí. Adorei o texto está excelente. Sucesso!
    Perfil do Autor
    Categorias de Artigos
    Todas as Categorias