Falando Sobre Limites

Publicado em: 09/04/2008 |Comentário: 0 | Acessos: 11,092 |

FALANDO SOBRE LIMITES

Por Sonia das Graças Oliveira Silva

Muitas vezes, impor limites é uma questão de bom senso. Na relação pais e filhos é vital que se tenha o diálogo, a compreensão e o amor. Por vezes, a indisciplina, o grito, o choro, são sinais, são pedidos de ajuda, são pedidos de limites por parte das crianças. Quando os pais cedem e não percebem, eles praticamente deixam as crianças sem parâmetros para a vida.
Existem famílias que dão tanta liberdade para os filhos que mais parece abandono. Não demonstram preocupação, nem tentam corrigi-los nos erros ou ajudá-los em seus problemas. Essa autonomia dada pelos pais aos filhos deve ser observada. A educação da atualidade fez com que pais se tornassem muito modernos e desaprendessem de dizer não. A liberdade excessiva produz adultos sem noção de limites e responsabilidades.
As noções de educação dos filhos passaram por grandes mudanças, desde quando o pai, senhor absoluto da casa fazia com que os filhos o respeitassem e obedecessem, não sendo possível por parte dele nenhum gesto de carinho aos filhos. Os anos 90 trouxeram pais que procuravam encontrar um ponto de equilíbrio entre aquela autoridade opressiva e a noção de liberdade sem fronteiras que a sucedeu.

Educar implica batalhas. E há que se pensar em para que e como se educar. É preciso ter clareza quando for dizer não. Os pais não podem abrir mão de sua autoridade de pais ao educar e nem devem ter medo ao enfrentar o filho em seus momentos de raiva.
A educação com baixos limites tem causado resultados desastrosos. Segundo o Psicólogo Armando Correa de Siqueira Neto, alguns pontos-chave são destacados no processo de educação como, o sacrifício. A tarefa da educação requer sacrifícios como o da paciência, perseverança e firmeza. No dia-a-dia é que se constrói a educação, portanto, a sua manutenção persistente é fundamental. A constância permite um resultado bem melhor.
Consciência e vontade na educação dos filhos são fundamentais. Atitudes como deixar que os filhos decidam sozinhos sobre suas vidas e seus afazeres é fugir das responsabilidades de pais e de educadores e não é educar. Educação envolve erros e acertos. Tão errado como abandonar os filhos é achar que eles devem seguir à risca tudo que foi idealizado pelos pais. Não existe uma receita infalível que transforma filhos em adultos felizes e bem sucedidos.
Educar envolve a consciência. O pais precisam se questionar se estão educando para a auto confiança e auto-estima dos filhos. Precisam ter clareza mental, ter equilíbrio, o que levará a harmonia, serenidade, flexibilidade e espontaneidade.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/falando-sobre-limites-382503.html

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    Por: EULER DE CASTRO SANTOSl Educaçãol 15/03/2015 lAcessos: 19
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    SONIA OLIVEIRA SILVA

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    SONIA OLIVEIRA SILVA

    O tema “Televisão e Criança” tem sido objeto de controvérsias e carência de solução, e através de reflexão e pesquisa, tento mostrar o quanto a criança, pequeno telespectador, está inserida no ambiente televisivo. Analisando se existe saída para pais e educadores diante de tanta informação boa e má, concluí que não há mal intrínseco à TV, mas sim no uso que se faz dela. O desafio é fazer a criança descobrir outros prazeres, além da televisão.

    Por: SONIA OLIVEIRA SILVAl Educação> Ciêncial 09/07/2008 lAcessos: 101,782 lComentário: 15
    SONIA OLIVEIRA SILVA

    De modo geral a família é o primeiro grupo de pessoas com quem a criança tem contato assim que nasce. Sabe-se que o bebê logo apresenta suas preferências, seus gostos e suas diferenças individuais, então ao se integrar na família que já tem os seus hábitos, regras e seu modo próprio de viver, a criança aprenderá a se comportar e a modificar suas preferências, comunicando-se então, com esta família.

    Por: SONIA OLIVEIRA SILVAl Educação> Ciêncial 09/07/2008 lAcessos: 1,744
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