Falando Sobre Limites

09/04/2008 • Por • 11,109 Acessos

FALANDO SOBRE LIMITES

Por Sonia das Graças Oliveira Silva

Muitas vezes, impor limites é uma questão de bom senso. Na relação pais e filhos é vital que se tenha o diálogo, a compreensão e o amor. Por vezes, a indisciplina, o grito, o choro, são sinais, são pedidos de ajuda, são pedidos de limites por parte das crianças. Quando os pais cedem e não percebem, eles praticamente deixam as crianças sem parâmetros para a vida.
Existem famílias que dão tanta liberdade para os filhos que mais parece abandono. Não demonstram preocupação, nem tentam corrigi-los nos erros ou ajudá-los em seus problemas. Essa autonomia dada pelos pais aos filhos deve ser observada. A educação da atualidade fez com que pais se tornassem muito modernos e desaprendessem de dizer não. A liberdade excessiva produz adultos sem noção de limites e responsabilidades.
As noções de educação dos filhos passaram por grandes mudanças, desde quando o pai, senhor absoluto da casa fazia com que os filhos o respeitassem e obedecessem, não sendo possível por parte dele nenhum gesto de carinho aos filhos. Os anos 90 trouxeram pais que procuravam encontrar um ponto de equilíbrio entre aquela autoridade opressiva e a noção de liberdade sem fronteiras que a sucedeu.
Educar implica batalhas. E há que se pensar em para que e como se educar. É preciso ter clareza quando for dizer não. Os pais não podem abrir mão de sua autoridade de pais ao educar e nem devem ter medo ao enfrentar o filho em seus momentos de raiva.

A educação com baixos limites tem causado resultados desastrosos. Segundo o Psicólogo Armando Correa de Siqueira Neto, alguns pontos-chave são destacados no processo de educação como, o sacrifício. A tarefa da educação requer sacrifícios como o da paciência, perseverança e firmeza. No dia-a-dia é que se constrói a educação, portanto, a sua manutenção persistente é fundamental. A constância permite um resultado bem melhor.
Consciência e vontade na educação dos filhos são fundamentais. Atitudes como deixar que os filhos decidam sozinhos sobre suas vidas e seus afazeres é fugir das responsabilidades de pais e de educadores e não é educar. Educação envolve erros e acertos. Tão errado como abandonar os filhos é achar que eles devem seguir à risca tudo que foi idealizado pelos pais. Não existe uma receita infalível que transforma filhos em adultos felizes e bem sucedidos.
Educar envolve a consciência. O pais precisam se questionar se estão educando para a auto confiança e auto-estima dos filhos. Precisam ter clareza mental, ter equilíbrio, o que levará a harmonia, serenidade, flexibilidade e espontaneidade.

Perfil do Autor

SONIA OLIVEIRA SILVA

Empresária, Graduada em Ciências/matemática, Especialista em Educação Infantil pela FACED, Faculdade de Educação da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) e Especialista em Mídia e Deficiência, pela FACOM, Faculdade de Comunicação da UFJF.