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Fazendo A Diferença
Por: NERI DE PAULA CARNEIRO  | Publicado em: 17-03-2008 | Comentários: 0 | Acessos: 183 | Avaliação: (129) (?)
Fazendo a Diferença
Naquilo que chamamos de psicologia das relações humanas ou das relações interpessoais, é comum encontrarmos pessoas que se sentem minimizadas, diminuídas em suas qualidades. Algumas se consideram insignificantes. Ou, o que é pior, por se acharam sem importância, consideram também sua atividade ou seu trabalho, como algo desprovido de valor.
O resultado desse tipo de pensamento ou do serviço realizado por pessoas com essa postura – que se menosprezam ou minimizam a importância de seu trabalho – é uma vida de amargura. E isso tem uma conseqüência nefasta: as pessoas amarguradas não vêm a importância dos seus atos nem a sua própria importância. Não sabem que são importantes para si e para os outros. Daí que suas realizações, serão só obrigações a cumprir e não edificações para o bem de outros. E se sabe que seus atos beneficiarão a outros, se desmancharão em lamentações e reclamações, dizendo que outros estão se aproveitando de sua boa vontade.
Na realidade o que podemos dizer é que se muitas pessoas pensam que não são importantes, é importante lhes mostrar que cada pessoa é essencial, indispensável. Cada um de nós, não só pode fazer a diferença, como ser a mão estendida para elevar um amigo, um colega de trabalho... cada um de nós pode, não só fazer a diferença, mas SER a diferença, simplesmente sendo diferente.
Fazer a diferença não é ser extraordinário, mas fazer bem feito aquilo que deve ser feito. A partir de uma perspectiva holística nenhuma atividade é desprovida de importância. Nada ocorre isoladamente; tudo está inter-relacionado; tudo que ocorre tem causa e conseqüência, mostrando que tudo está interligado. Cada pessoa ou ação tem seu espaço e dela dependem outras pessoas ou ações: que seria da árvore se não fosse a semente? Que seria da semente se não fosse o solo? Cada coisa que existe só tem sentido na relação com outras coisas ou realidades.
Em síntese, podemos dizer que tudo é relação e interdependência.
Vamos exemplificar isso com um pequeno texto, há tempo lido, mas que se perdeu nas curvas amareladas do tempo. Também não sabemos quem é seu autor, para lhe pagarmos o tributo da menção ao nome. O texto diz o seguinte:
Muitxs pessoxs reclxmxm que meu computxdor tem um defeito. Nxo vejo xssim, pxrx mim ele funcionx direitinho
Exceto por umx dxs teclxs, todxs xs outrxs funcionxm perfeitxmente. Entretxnto, xpenxs umx com problemx fxz x diferençx.
Xlgumxs vezes, tenho x impressxo de que xs empresxs, xs escolxs e xs pessoxs sxo txl quxl o teclxdo do meu computador: nxo sxo todxs xs pessoxs que trxbxlhxm xdequxdxmente. Você pode xte fxlxr: “Xh! Eu sou xpenxs umx pessox. Nxo fxço muitx diferençx”.
Mxs, vejx, só: quxlquer instituiçxo, pxrx ser eficxz, necessitx dx xtivx pxrticipxçxo de cxdx pessox.
Mxs como ser importxnte? O que fxzer pxrx fxzer x diferençx?
Percebeu o lance? E agora vem a questão: Você, com esse seu jeito especial, saberia como fazer/ser a diferença para alguém? Como fazer a diferença, principalmente para aqueles que estão ao nosso redor? Como fazer a diferença para aqueles que nos querem bem?
Veja que a mensagem, em que falta o A, permanece compreensível, mesmo sem o A. o mundo sem nós continuaria existindo. Mas é a nossa presença que dá um colorido especial ao mundo. O mundo existe independentemente de nós e tem sentido em si mesmo. Mas a nossa existência, no mundo é impar. Em razão disso podemos dizer que só nós podemos realizar a nossa missão. Aquilo que nos cabe realizar, pode até ser executado por outrem, mas nunca será a mesma coisa. O resultado não tem a mesma graciosidade.
Retomo a indagação final do texto do teclado defeituoso: Mxs como ser importxnte? O que fxzer pxrx fxzer x diferençx?
A melhor resposta para essa indagação é dizer que não existe resposta. Ou melhor: para ser importante é necessário SER. Para fazermos a diferença é necessário sermos capazes de fazer o que tem que ser feito; lembrando que ninguém pode executar por nós o que realizamos com a qualidade que fazemos.
Um médico, para ser bom, precisa Ser Médico e, para fazer a diferença precisa, entes de tudo, valorizar a vida, acima de seus lucros, dos bois, das fazendas.... Um advogado, para ser bom precisa Ser Advogado, mas para fazer a diferença tem que valorizar a justiça acima da lei; priorizar o ser humano antes das instituições, pois as instituições estão para o homem e não o contrário.
E se fossemos ampliar as reflexões chegaríamos a uma palavra, gasta pelo tempo e pelo uso: consciência. A pessoa consciente não se prende às autoridades; não se vincula às instituições; não se limita às convenções e conveniências.
Uma pessoa consciente simplesmente faz o que tem que ser feito por que sabe que isso produz um bem para si e para outros. Mesmo num oceano de má vontade e oportunistas a pessoa consciente de seu ser, de seu dever e de sua importância age de forma diferente. E chamará a atenção justamente por ser diferente.
Chama a atenção não por ser como a maioria que segue a moda do momento, que só sabe repetir, mas é alguém que se faz, sendo o que é...
E você, é diferente? O que faz para fazer a diferença?
Prof. Ms. Neri de Paula Carneiro
Filósofo, Teólogo, Historiador
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Fonte Artigos - Artigonal.com
Perfil o autor:Concluí mestrado em Educação (UFMS), especialização em Educação (UNESC-Cacoal-RO), especialização em Metodologia do Ensino Superior (UNIR-RO), especialização em Metodologia de Leitura Popular da Bíblia (CEBI-RS). Concluí os cursos de graduação em Filosofia, Teologia, História. Sou Professor de História e Filosofia pela rede pública estadual (R. Moura-RO); professor de Filosofia na Faculdade de Pimenta Bueno - FAP (Pimenta Bueno-RO), na Faculdade de Rolim de Moura - FAROL (R.Moura-RO), na UNESC (Cacoal-RO). Radialista e colaborador em jornais da região de Rolim de Moura – RO.
Publiquei alguns livros de circulação regional além de artigos em revistas científicas de Rondônia.
Meus textos são publicados regularmente no jornal Folha da Mata (Rolim de Moura-RO) nos blogs: http://falaescrita.blogspot.com e http://ideiasefatos.spaces.live.com e no site www.webartigos.com
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