Formação Continuada

Publicado em: 18/07/2010 |Comentário: 1 | Acessos: 469 |

A formação continuada é necessária e de fundamental importância em todas as profissões e com a docência não deve ser diferente. Assim, é de fundamental importância que o(a) docente seja o(a) responsável pela sua formação contínua.

O avanço tecnológico vem fazendo com  que as novas gerações adquiram conhecimentos que grande parte dos(as) docentes não possuem. Apesar disso, há no seio do corpo docente quem espera o aperfeiçoamento via poder público. É evidente que não pode ser negada a responsabilidade do poder público na formação continuada, conforme preceitua o Art. 67 da Lei Nº 9.394/96, Lei de Diretrizes e Bases (LDB), assim expresso: "Os sistemas de ensino promoverão a valorização dos profissionais de educação, assegurando-lhes, inclusive nos termos dos estatutos e dos planos de carreira do magistério público:

I - ...

II - aperfeiçoamento profissional continuado, inclusive com licenciamento periódico, remunerado para esse fim;

III - ...

IV - progressão funcional baseada na titulação ou habilitação e na avaliação do desempenho;" (LDB, 1996).

É sabido que o poder público não mostra vontade e decisão de promover as necessárias capacitações para que haja o aperfeiçoamento docente. resta-nos então, sermos os(as) responsáveis pelo nosso aperfeiçoamento, pois se assim não o fizermos permaneceremos estagnados no tempo. Porém o que mais causa perplexidade, é observarmos que há docentes que zombam dos(as) que buscam o auto-aprefeiçoamento.

Perrenoud (2000) nos fala que o ofício de professor está em transformação. Ora, para que essa transformação realmente ocorra é necesário que novos conhecimentos sejam adquiridos, a fim de que se possa acompanhar a evolução constante da tecnologia.

De acordo com Perrenoud(2000) a autoformação é resultado de uma reflexão, devida a um projeto - pessoal ou coletivo - do que uma probabilidade clara da instituição(Perrenoud, 2000 p. 179). O que está explicitado, só reforça o nosso argumento de que deve o o(a) docente responsabilizar-se pelo seu aperfeiçoamento constante.

No início desse artigo fizemos alusão ao avanço tecnológico. Como então avançar no uso das novas tecnologias, sem capacitação para tal mister? Perrenoud(2000) cita duas declarações que são atribuídas a Patrick Mendelsohn, responsável pela unidade das Tecnologias da Formação na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Genebra: "As crianças nascem em uma cultura em que se clica, e o dever dos professores é inserir-se no universo de seus alunos"; "Se a escola ministra um ensino que aparentemente não é mais útil para uso externo, corre um risco de desqualificação. Então, como vocês querem que as crianças tenham confiança nela?"

Cremos que essa desqualificação já ocorre nos dias atuais. Não sei se podemos classificar de desqualificação, mas, observa-se que grande parte do corpo discente não se sente atraída pela escola.

Perrenoud nos mostra que a escola não pode ignorar o que se passa no mundo. Dessa forma, utilizar as Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação(NTCI) é de fundamental importância para uma nova maneira de pensar, de decidir e de trabalhar.

Tem-se observado a grande batalha travada entre direção, docentes e discentes a respeito do celular, sendo que há estados que já legislam com o fito de proibir o seu uso em sala de aula. Perguntamos: é essa a medida mais acertada ou deve-se aproveitar o celular como ferramenta de ensino e aprendizado na sala de aula? Há uma Operadora de Celular, que promove capacitação para que o aparelho seja utilizado como ferramenta para a produção de vídeos, fotos e textos. Relatam docentes que já passaram por essa capacitação, que os resultados tem sido satisfatórios e os(as) discentes aprovaram a idéia.

Observa-se então, que uma melhor qualificação profissional, poderá promover uma melhor educação, bem coomo servirá para a ascenção docente.

Encerraremos esse artigo com uma citação de Perrenoud: "O exercício e o treino poderiam bastar para manter competências essenciais se a escola fosse um mundo estável. Ora, exerce-se o ofício em contextos inéditos, diante de públicos que mudam, em referência a programas repensados, supostamente baseados em novas abordagens e novos paradigmas. Daí a necessidade de uma formação contínua, que em italiano se chama aggiornamento, o que ressalta o fato de que os recursos cognitivos mobilizados pelas competências devem ser atualizados, adaptados a condições de trabalho em evolução". (Perrenoud, 2000 p. 155/156)

Referências

PERRENOUD, Ph. 10 Novas Competências para Ensinar. Porto Alegre: ARTMED Editora, 2000.

BRASIL, Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases. Brasilia. 1996

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/formacao-continuada-2850605.html

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    novas tecnologias

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    Leudimila Parcianello

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    Por: Leudimila Parcianellol Educação> Ensino Superiorl 17/07/2011 lAcessos: 1,170
    shirleidy de sousa freire

    Este artigo enfoca informações referentes às práticas pedagógicas no âmbito da sociedade atual, a chamada sociedade da informação e do conhecimento, uma sociedade pautada no uso das novas tecnologias da informação. Faz referência ao papel do professor nesse contexto, como este profissional pode agir no sentido de aliar as novas tecnologias às metodologias utilizadas em sala de aula, como forma de melhorar os processos de ensino e de aprendizagem. Enfoca ainda o papel da família nesse contexto.

    Por: shirleidy de sousa freirel Educaçãol 16/06/2011 lAcessos: 2,640

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    Por: Rafhael Brum Werlangl Educaçãol 02/12/2008 lAcessos: 18,660 lComentário: 1
    Francisco Ivanilson da Costa

    A escola, sendo o âmago das tranformações sociais, deve estar "sintonizada" com as mudanças socioculturais da sociedade. Não pode parar no tempo e ignorar o surgimento de novas formas de ensinar e aprender na Era Digital.

    Por: Francisco Ivanilson da Costal Educação> Educação Onlinel 10/12/2011 lAcessos: 820
    Antonio Carlos Machado

    Neste artigo discutiremos a presença das Tecnologias Educacionais de Informação e Comunicação para o eficaz processo de ensino-aprendizagem para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) no caráter de inclusão digital, cujo objetivo investigar as ações desenvolvidas no cotidiano escolar, que visem à inserção dos alunos da EJA dentro desse novo contexto de mudanças sociais e do avanço da tecnologia, de forma a garanti-lo sua inclusão no mundo digital e no mercado de trabalho.

    Por: Antonio Carlos Machadol Educação> Educação Onlinel 03/12/2011 lAcessos: 1,027

    Este artigo constituiu-se a partir da necessidade de conhecer um pouco mais acerca do uso das novas tecnologias da informação e comunicação no ensino-aprendizagem em Nível Superior. A partir das percepções acerca dos modos como a criatividade se faz necessária a inserção de recursos computacionais que, atrelados às tecnologias tradicionais, possam potencializar os mecanismos de ensino-aprendizagem em diversos níveis de uso no ensino Superior.

    Por: moises lucasl Educação> Ensino Superiorl 14/07/2011 lAcessos: 659

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    Por: Adriana Spindola De Ataidesl Educação> Ensino Superiorl 13/09/2009 lAcessos: 1,697 lComentário: 1

    O presente trabalho tem como propósito apresentar um estudo através de uma análise bibliográfica sobre a incorporação das tecnologias da informação e da comunicação na educação básica. Apontando algumas reflexões e discussões acerca do uso das tecnologias no cotidiano e nas práticas pedagógicas dos professores de educação básica.

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    Daniel Motta

    A revista Nova Escola é uma publicação de periodicidade mensal, criada em 1986 pela Fundação Victor Cívita. A revista é voltada à comunidade de professores do ensino fundamental. Entre suas editorias, ela aborda diversos assuntos da área educacional, sob as mais variadas formas de textos jornalísticos: entrevistas com especialistas, artigos, relatos de experiências, idéias para sala de aula e seções destinadas a divulgação de trabalhos desenvolvidos em diferentes comunidades do país.

    Por: Daniel Mottal Educação> Ensino Superiorl 05/11/2010 lAcessos: 4,516 lComentário: 1

    O presente artigo é um estudo bibliográfico que tem como objetivo principal abordar conceitos educacionais e metodologias desenvolvidas em sala de aula usando o lúdico como alternativa de metodologia. O trabalho justifica-se pela necessidade de se entender e adequar a aprendizagem às atuais demandas da educação é necessário conhecer alguns caminhos já percorridos pelo ensino e que se levam a uma redefinição dos objetivos, conteúdo e metodológicos.

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    Alinne do Rosário Brito

    O artigo busca pesquisar e relatar o que é o Programa Mesa Brasil SESC e dialogar com as ações do Governo do Estado do Amapá para que a segurança alimentar seja implementada atendendo as leis nacionais e as respectivas atuações das politicas públicas que o regem quanto a tentativa de diminuição da miséria na cidade de Macapá.

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    Erineia nascimento da Silva

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    Por: Erineia nascimento da Silval Educaçãol 10/10/2014

    O SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) ajuda a milhões de brasileiros todos os anos através de seus Cursos Gratuitos oferecendo modalidades presenciais ou EAD (Ensino a Distância) para realização dos mesmos. Conheça alguns cursos grátis para 2015

    Por: sitesjoaoepaulol Educaçãol 09/10/2014

    A avaliação na Escola Ciclada já vem redefinida, ou seja, já está incorporada com novas idéias e nas aspirações, sua perspectiva está muito além de atribuir uma nota por simples burocracia institucional ou por simplesmente conferir o que foi "aprendido" ou não.

    Por: Delimar da S. F. Magalhãesl Educaçãol 02/10/2014

    A MATEMÁTICA E A MÚSICA POSSUEM LAÇOS MUITO FORTES DESDE A ANTIGUIDADE E O INTERESSANTE É QUE TEM MUITOS ALUNOS QUE GOSTAM DE MÚSICA E DIZEM QUE NÃO GOSTAM DE MATEMÁTICA. ENTÃO, SENDO ASSIM, É BEM INTERESSANTE MOSTRÁ-LOS A ELES ESTA FORTE RELAÇÃO.

    Por: Josimara L. Furtado dos Santosl Educaçãol 02/10/2014 lAcessos: 12
    Jaguaracy Conceição

    A cada Avaliação de final de Unidade um "tsunami" de notas baixas devasta a caderneta de rendimentos das turmas. Emerge daí uma série de especulações. Para o(a) discente e sua família a culpa é do(a) docente que não sabe ensinar; para o(a) docente a culpa é do corpo discente e da família que não acompanha a aprendizagem dos filhos.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educação> Ciêncial 02/05/2014 lAcessos: 29
    Jaguaracy Conceição

    O objetivo deste texto é estimular a procura pela melhoria da Avaliação Integrada que vem sendo implantada em algumas escolas. Para tal partiu-se de um acompanhamento feito por um docente de Educação Física em relação à área de Linguagens (Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Arte e Educação Física).

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 23/12/2013 lAcessos: 72
    Jaguaracy Conceição

    O presente texto tem o intuito de incitar os docentes a uma reflexão sobre a prática avaliativa, vez que, tem sido constatado que o que estamos fazendo é Verificação e não Avaliação. Sabemos que avaliação faz parte do processo ensino-aprendizagem e não pode continuar legitimando o fracasso discente.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 27/06/2013 lAcessos: 50
    Jaguaracy Conceição

    Se a Educação fosse um ser humano poderia haver uma feijoada ou churrasco fazendo "link" com cervejas geladas para prestigiar a efeméride. Como a realidade da Educação em nosso país é bastante controversa, a data poderá passar em brancas nuvens e quiça, tenha algo a festejar. Deixemos de lado comemorações e tais e vamos falar sério sobre Educação, nos reportando ao que explicita a Constituição da República Federativa do Brasil.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 28/04/2013 lAcessos: 17
    Jaguaracy Conceição

    A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, no seu Capítulo III trata DA EDUCAÇÃO, CULTURA E DO DESPORTO e a Seção I Da Educação. É possível perceber que ela vem sendo constantemente desrespeitada inclusive pelas autoridades públicas que detém o poder de administrar.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 15/04/2013 lAcessos: 30
    Jaguaracy Conceição

    Cotidianamente lemos, assistimos, ouvimos críticas à Escola Pública. As pessoas que fazem as críticas não têm a mínima preocupação em buscar os fatores que fazem com que ela não funcione a contento. Esses fatores são os mais variados possíveis e englobam o Governo, o corpo docente e o discente e a família.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 09/03/2013 lAcessos: 45
    Jaguaracy Conceição

    O Art. 3º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional(LDBEN) estabelece os princípios que devem ser ministrados pelo ensino. O seu inciso I nos mostra o seguinte: "igualdade de condições para o acesso e permanência na escola".

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 03/02/2013 lAcessos: 51
    Jaguaracy Conceição

    Não é preciso ser Especialista para observar que a Obesidade Infantil cresce vertiginosamente no Brasil. As escolas públicas e privadas não deixam dúvidas quanto ao que afirmamos. E então perguntamos: O que tem sido feito para frear esse crescimento?

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 24/01/2013 lAcessos: 42

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    Frances Reis 28/07/2010
    É BOM LER UM ARTIGO COMO ESSE, POIS EVIDENCIA A NECESSIDADE PARTICULAR DO PROFESSOR PARA COM SEU APERFEIÇOAMENTO, NÃO MINIMIZO A RESPONSABILIDADE GOVERNAMENTAL, MAS SALIENTANDO QUE O QUERER INDIVIDUAL É O PRIMEIRO PASSO E CADA EDUCADOR SABE E CONHECE SUAS REAIS NECESSSIDADES QUE POR MUITAS VEZES NADA INTERESSA AO ESTADO... NÃO NOS CABE ALMEJAR POR CONSCIÊNCIA DE NENHUM SISTEMA SE A NOSSA ESTÁ TÃO PEQUENA.
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