Formação Continuada

Publicado em: 18/07/2010 |Comentário: 1 | Acessos: 477 |

A formação continuada é necessária e de fundamental importância em todas as profissões e com a docência não deve ser diferente. Assim, é de fundamental importância que o(a) docente seja o(a) responsável pela sua formação contínua.

O avanço tecnológico vem fazendo com  que as novas gerações adquiram conhecimentos que grande parte dos(as) docentes não possuem. Apesar disso, há no seio do corpo docente quem espera o aperfeiçoamento via poder público. É evidente que não pode ser negada a responsabilidade do poder público na formação continuada, conforme preceitua o Art. 67 da Lei Nº 9.394/96, Lei de Diretrizes e Bases (LDB), assim expresso: "Os sistemas de ensino promoverão a valorização dos profissionais de educação, assegurando-lhes, inclusive nos termos dos estatutos e dos planos de carreira do magistério público:

I - ...

II - aperfeiçoamento profissional continuado, inclusive com licenciamento periódico, remunerado para esse fim;

III - ...

IV - progressão funcional baseada na titulação ou habilitação e na avaliação do desempenho;" (LDB, 1996).

É sabido que o poder público não mostra vontade e decisão de promover as necessárias capacitações para que haja o aperfeiçoamento docente. resta-nos então, sermos os(as) responsáveis pelo nosso aperfeiçoamento, pois se assim não o fizermos permaneceremos estagnados no tempo. Porém o que mais causa perplexidade, é observarmos que há docentes que zombam dos(as) que buscam o auto-aprefeiçoamento.

Perrenoud (2000) nos fala que o ofício de professor está em transformação. Ora, para que essa transformação realmente ocorra é necesário que novos conhecimentos sejam adquiridos, a fim de que se possa acompanhar a evolução constante da tecnologia.

De acordo com Perrenoud(2000) a autoformação é resultado de uma reflexão, devida a um projeto - pessoal ou coletivo - do que uma probabilidade clara da instituição(Perrenoud, 2000 p. 179). O que está explicitado, só reforça o nosso argumento de que deve o o(a) docente responsabilizar-se pelo seu aperfeiçoamento constante.

No início desse artigo fizemos alusão ao avanço tecnológico. Como então avançar no uso das novas tecnologias, sem capacitação para tal mister? Perrenoud(2000) cita duas declarações que são atribuídas a Patrick Mendelsohn, responsável pela unidade das Tecnologias da Formação na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Genebra: "As crianças nascem em uma cultura em que se clica, e o dever dos professores é inserir-se no universo de seus alunos"; "Se a escola ministra um ensino que aparentemente não é mais útil para uso externo, corre um risco de desqualificação. Então, como vocês querem que as crianças tenham confiança nela?"

Cremos que essa desqualificação já ocorre nos dias atuais. Não sei se podemos classificar de desqualificação, mas, observa-se que grande parte do corpo discente não se sente atraída pela escola.

Perrenoud nos mostra que a escola não pode ignorar o que se passa no mundo. Dessa forma, utilizar as Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação(NTCI) é de fundamental importância para uma nova maneira de pensar, de decidir e de trabalhar.

Tem-se observado a grande batalha travada entre direção, docentes e discentes a respeito do celular, sendo que há estados que já legislam com o fito de proibir o seu uso em sala de aula. Perguntamos: é essa a medida mais acertada ou deve-se aproveitar o celular como ferramenta de ensino e aprendizado na sala de aula? Há uma Operadora de Celular, que promove capacitação para que o aparelho seja utilizado como ferramenta para a produção de vídeos, fotos e textos. Relatam docentes que já passaram por essa capacitação, que os resultados tem sido satisfatórios e os(as) discentes aprovaram a idéia.

Observa-se então, que uma melhor qualificação profissional, poderá promover uma melhor educação, bem coomo servirá para a ascenção docente.

Encerraremos esse artigo com uma citação de Perrenoud: "O exercício e o treino poderiam bastar para manter competências essenciais se a escola fosse um mundo estável. Ora, exerce-se o ofício em contextos inéditos, diante de públicos que mudam, em referência a programas repensados, supostamente baseados em novas abordagens e novos paradigmas. Daí a necessidade de uma formação contínua, que em italiano se chama aggiornamento, o que ressalta o fato de que os recursos cognitivos mobilizados pelas competências devem ser atualizados, adaptados a condições de trabalho em evolução". (Perrenoud, 2000 p. 155/156)

Referências

PERRENOUD, Ph. 10 Novas Competências para Ensinar. Porto Alegre: ARTMED Editora, 2000.

BRASIL, Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases. Brasilia. 1996

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/formacao-continuada-2850605.html

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    novas tecnologias

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    Por: Rafhael Brum Werlangl Educaçãol 02/12/2008 lAcessos: 18,676 lComentário: 1
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    Por: Antonio Carlos Machadol Educação> Educação Onlinel 03/12/2011 lAcessos: 1,108

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    Por: Silvana Bento de Melo Couto.l Educaçãol 30/01/2015
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    Por: Magno Fernando A. Nazarél Educaçãol 20/01/2015
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    Profissionais com qualificação saem na frente no mercado de trabalho e principalmente qualificação técnica. O curso técnico é um bom investimento, pois é um investimento barato, de curto prazo e que dá um excelente retorno. Uma Instituição séria que temos em Santa Catarina é o Instituto Fisiomar, com Cursos Técnicos de Segurança do Trabalho, Petróleo e Gás, Estética, Massoterapia e Podologia.

    Por: Instituto Fisiomarl Educaçãol 08/01/2015

    Considerando que a Educação deve ser voltada para a construção da cidadania, para o desenvolvimento das potencialidades do educando e a preparação para o trabalho, como diz na LDB – Lei nº 9394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), pensa-se que escola deve ser tida em nossa sociedade como oportunidade para o desenvolvimento, não só permitindo possibilitar ao educando estudar conteúdos, mas também dele ampliar relações com o outro, portanto devendo ser de qualidade.

    Por: nilda flores schutzl Educaçãol 30/12/2014
    Jaguaracy Conceição

    Esse texto tem como base a entrevista publicada na Revista Nova Escola de dezembro de 2014 e que traz como título: "A escola é a estrutura estável de quem vive numa família instável". Nela o sociólogo francês Bernard Lahire diz que o meio social é crucial ao desenvolvimento das crianças, pois sozinhas elas não conseguem superar as dificuldades que se deparam.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 23/12/2014 lAcessos: 24
    Jaguaracy Conceição

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    O Art. 26 - A da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional foi acrescido pela Lei nº 10.639/03 e com redação da Lei nº 11.645/08. De acordo com esse artigo todos os estabelecimentos de ensino fundamental e médio, públicos e privados são obrigados a estudar a história e cultura afro-brasileira e indígena.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 23/11/2014 lAcessos: 35
    Jaguaracy Conceição

    A cada Avaliação de final de Unidade um "tsunami" de notas baixas devasta a caderneta de rendimentos das turmas. Emerge daí uma série de especulações. Para o(a) discente e sua família a culpa é do(a) docente que não sabe ensinar; para o(a) docente a culpa é do corpo discente e da família que não acompanha a aprendizagem dos filhos.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educação> Ciêncial 02/05/2014 lAcessos: 36
    Jaguaracy Conceição

    O objetivo deste texto é estimular a procura pela melhoria da Avaliação Integrada que vem sendo implantada em algumas escolas. Para tal partiu-se de um acompanhamento feito por um docente de Educação Física em relação à área de Linguagens (Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Arte e Educação Física).

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 23/12/2013 lAcessos: 81
    Jaguaracy Conceição

    O presente texto tem o intuito de incitar os docentes a uma reflexão sobre a prática avaliativa, vez que, tem sido constatado que o que estamos fazendo é Verificação e não Avaliação. Sabemos que avaliação faz parte do processo ensino-aprendizagem e não pode continuar legitimando o fracasso discente.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 27/06/2013 lAcessos: 65
    Jaguaracy Conceição

    Se a Educação fosse um ser humano poderia haver uma feijoada ou churrasco fazendo "link" com cervejas geladas para prestigiar a efeméride. Como a realidade da Educação em nosso país é bastante controversa, a data poderá passar em brancas nuvens e quiça, tenha algo a festejar. Deixemos de lado comemorações e tais e vamos falar sério sobre Educação, nos reportando ao que explicita a Constituição da República Federativa do Brasil.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 28/04/2013 lAcessos: 21
    Jaguaracy Conceição

    A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, no seu Capítulo III trata DA EDUCAÇÃO, CULTURA E DO DESPORTO e a Seção I Da Educação. É possível perceber que ela vem sendo constantemente desrespeitada inclusive pelas autoridades públicas que detém o poder de administrar.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 15/04/2013 lAcessos: 39
    Jaguaracy Conceição

    Cotidianamente lemos, assistimos, ouvimos críticas à Escola Pública. As pessoas que fazem as críticas não têm a mínima preocupação em buscar os fatores que fazem com que ela não funcione a contento. Esses fatores são os mais variados possíveis e englobam o Governo, o corpo docente e o discente e a família.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 09/03/2013 lAcessos: 54

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    Frances Reis 28/07/2010
    É BOM LER UM ARTIGO COMO ESSE, POIS EVIDENCIA A NECESSIDADE PARTICULAR DO PROFESSOR PARA COM SEU APERFEIÇOAMENTO, NÃO MINIMIZO A RESPONSABILIDADE GOVERNAMENTAL, MAS SALIENTANDO QUE O QUERER INDIVIDUAL É O PRIMEIRO PASSO E CADA EDUCADOR SABE E CONHECE SUAS REAIS NECESSSIDADES QUE POR MUITAS VEZES NADA INTERESSA AO ESTADO... NÃO NOS CABE ALMEJAR POR CONSCIÊNCIA DE NENHUM SISTEMA SE A NOSSA ESTÁ TÃO PEQUENA.
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