Formação Continuada

Publicado em: 18/07/2010 |Comentário: 1 | Acessos: 480 |

A formação continuada é necessária e de fundamental importância em todas as profissões e com a docência não deve ser diferente. Assim, é de fundamental importância que o(a) docente seja o(a) responsável pela sua formação contínua.

O avanço tecnológico vem fazendo com  que as novas gerações adquiram conhecimentos que grande parte dos(as) docentes não possuem. Apesar disso, há no seio do corpo docente quem espera o aperfeiçoamento via poder público. É evidente que não pode ser negada a responsabilidade do poder público na formação continuada, conforme preceitua o Art. 67 da Lei Nº 9.394/96, Lei de Diretrizes e Bases (LDB), assim expresso: "Os sistemas de ensino promoverão a valorização dos profissionais de educação, assegurando-lhes, inclusive nos termos dos estatutos e dos planos de carreira do magistério público:

I - ...

II - aperfeiçoamento profissional continuado, inclusive com licenciamento periódico, remunerado para esse fim;

III - ...

IV - progressão funcional baseada na titulação ou habilitação e na avaliação do desempenho;" (LDB, 1996).

É sabido que o poder público não mostra vontade e decisão de promover as necessárias capacitações para que haja o aperfeiçoamento docente. resta-nos então, sermos os(as) responsáveis pelo nosso aperfeiçoamento, pois se assim não o fizermos permaneceremos estagnados no tempo. Porém o que mais causa perplexidade, é observarmos que há docentes que zombam dos(as) que buscam o auto-aprefeiçoamento.

Perrenoud (2000) nos fala que o ofício de professor está em transformação. Ora, para que essa transformação realmente ocorra é necesário que novos conhecimentos sejam adquiridos, a fim de que se possa acompanhar a evolução constante da tecnologia.

De acordo com Perrenoud(2000) a autoformação é resultado de uma reflexão, devida a um projeto - pessoal ou coletivo - do que uma probabilidade clara da instituição(Perrenoud, 2000 p. 179). O que está explicitado, só reforça o nosso argumento de que deve o o(a) docente responsabilizar-se pelo seu aperfeiçoamento constante.

No início desse artigo fizemos alusão ao avanço tecnológico. Como então avançar no uso das novas tecnologias, sem capacitação para tal mister? Perrenoud(2000) cita duas declarações que são atribuídas a Patrick Mendelsohn, responsável pela unidade das Tecnologias da Formação na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Genebra: "As crianças nascem em uma cultura em que se clica, e o dever dos professores é inserir-se no universo de seus alunos"; "Se a escola ministra um ensino que aparentemente não é mais útil para uso externo, corre um risco de desqualificação. Então, como vocês querem que as crianças tenham confiança nela?"

Cremos que essa desqualificação já ocorre nos dias atuais. Não sei se podemos classificar de desqualificação, mas, observa-se que grande parte do corpo discente não se sente atraída pela escola.

Perrenoud nos mostra que a escola não pode ignorar o que se passa no mundo. Dessa forma, utilizar as Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação(NTCI) é de fundamental importância para uma nova maneira de pensar, de decidir e de trabalhar.

Tem-se observado a grande batalha travada entre direção, docentes e discentes a respeito do celular, sendo que há estados que já legislam com o fito de proibir o seu uso em sala de aula. Perguntamos: é essa a medida mais acertada ou deve-se aproveitar o celular como ferramenta de ensino e aprendizado na sala de aula? Há uma Operadora de Celular, que promove capacitação para que o aparelho seja utilizado como ferramenta para a produção de vídeos, fotos e textos. Relatam docentes que já passaram por essa capacitação, que os resultados tem sido satisfatórios e os(as) discentes aprovaram a idéia.

Observa-se então, que uma melhor qualificação profissional, poderá promover uma melhor educação, bem coomo servirá para a ascenção docente.

Encerraremos esse artigo com uma citação de Perrenoud: "O exercício e o treino poderiam bastar para manter competências essenciais se a escola fosse um mundo estável. Ora, exerce-se o ofício em contextos inéditos, diante de públicos que mudam, em referência a programas repensados, supostamente baseados em novas abordagens e novos paradigmas. Daí a necessidade de uma formação contínua, que em italiano se chama aggiornamento, o que ressalta o fato de que os recursos cognitivos mobilizados pelas competências devem ser atualizados, adaptados a condições de trabalho em evolução". (Perrenoud, 2000 p. 155/156)

Referências

PERRENOUD, Ph. 10 Novas Competências para Ensinar. Porto Alegre: ARTMED Editora, 2000.

BRASIL, Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases. Brasilia. 1996

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/formacao-continuada-2850605.html

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    novas tecnologias

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    Leudimila Parcianello

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    Por: Leudimila Parcianellol Educação> Ensino Superiorl 17/07/2011 lAcessos: 1,290
    shirleidy de sousa freire

    Este artigo enfoca informações referentes às práticas pedagógicas no âmbito da sociedade atual, a chamada sociedade da informação e do conhecimento, uma sociedade pautada no uso das novas tecnologias da informação. Faz referência ao papel do professor nesse contexto, como este profissional pode agir no sentido de aliar as novas tecnologias às metodologias utilizadas em sala de aula, como forma de melhorar os processos de ensino e de aprendizagem. Enfoca ainda o papel da família nesse contexto.

    Por: shirleidy de sousa freirel Educaçãol 16/06/2011 lAcessos: 2,916

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    Por: Rafhael Brum Werlangl Educaçãol 02/12/2008 lAcessos: 18,680 lComentário: 1
    Francisco Ivanilson da Costa

    A escola, sendo o âmago das tranformações sociais, deve estar "sintonizada" com as mudanças socioculturais da sociedade. Não pode parar no tempo e ignorar o surgimento de novas formas de ensinar e aprender na Era Digital.

    Por: Francisco Ivanilson da Costal Educação> Educação Onlinel 10/12/2011 lAcessos: 896
    Antonio Carlos Machado

    Neste artigo discutiremos a presença das Tecnologias Educacionais de Informação e Comunicação para o eficaz processo de ensino-aprendizagem para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) no caráter de inclusão digital, cujo objetivo investigar as ações desenvolvidas no cotidiano escolar, que visem à inserção dos alunos da EJA dentro desse novo contexto de mudanças sociais e do avanço da tecnologia, de forma a garanti-lo sua inclusão no mundo digital e no mercado de trabalho.

    Por: Antonio Carlos Machadol Educação> Educação Onlinel 03/12/2011 lAcessos: 1,141

    Este artigo constituiu-se a partir da necessidade de conhecer um pouco mais acerca do uso das novas tecnologias da informação e comunicação no ensino-aprendizagem em Nível Superior. A partir das percepções acerca dos modos como a criatividade se faz necessária a inserção de recursos computacionais que, atrelados às tecnologias tradicionais, possam potencializar os mecanismos de ensino-aprendizagem em diversos níveis de uso no ensino Superior.

    Por: moises lucasl Educação> Ensino Superiorl 14/07/2011 lAcessos: 700

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    Por: Adriana Spindola De Ataidesl Educação> Ensino Superiorl 13/09/2009 lAcessos: 1,717 lComentário: 1

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    Daniel Motta

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    Por: Daniel Mottal Educação> Ensino Superiorl 05/11/2010 lAcessos: 4,616 lComentário: 1

    A tecnologia mais especificamente a tecnologia de informação e comunicação assume papel no desenvolvimento humano como ferramenta de leitura e práxis social numa intervenção libertadora na perspectiva social sobre a tecnologia num processo de diminuição das disparidades sociais na criação de políticas publica para a formação de uma cidadania. Atuando numa dimensão social e política através de programas sociais de inclusão digital para reduzir os problemas sociais relativos à marginalização e pob

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    Didasko Centro Educacional

    Sempre vemos muita gente com muitas dúvidas sobre a funcionalidade do ENEM,segue explicativo.

    Por: Didasko Centro Educacionall Educaçãol 26/02/2015
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    Propriedade vocabular é muito importante na hora de redigir o texto, uma vez que saber empregar as palavras mais adequadas no momento enriquece muito o conteúdo do texto e, além disso, torno-o mais clara e objetivo. Mesmo que o texto seja um mero exercício escolar, antes de construí-lo, pergunte-se: para quem escrevo? O tipo de receptor determina a forma de sua mensagem. Um panfleto dirigido a crianças precisa ter uma linguagem fácil, direta, sem rebuscamento.

    Por: Professor Leol Educaçãol 19/02/2015

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    Por: Alexandrina M. P. de Fariasl Educaçãol 16/02/2015

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    Por: Elonir dutra terral Educaçãol 13/02/2015

    Diante dos agravos causados pela violência doméstica, tais entraves se estendem também ao processo educacional da criança e adolescente. Por outro lado, esta situação nem sempre é conhecida pelos seus educadores no campo acadêmico, causando assim uma lacuna no campo da avaliação pedagógica que, muitas vezes, abrangem somente o campo intelectual. Este trabalho tem por objetivo fazer uma análise sobre os impactos da violência doméstica no processo ensino-aprendizagem.

    Por: Jiane Martins Soaresl Educaçãol 12/02/2015
    ÁUREA MARIA SOARES LIMA

    A educação é um direito humano substancial, e como tal, precisa ser garantido universalmente. As conquistas das mulheres brasileiras em relação á educação, vêm crescendo consideravelmente e com isso, reduzindo significativamente o analfabetismo. O número de mulheres no mercado de trabalho cresceu gradativamente e isso ocorreu devido à determinação para conquistar seu espaço, milímetro a milímetro, dentro e fora de casa, e especialmente do empenho em subir novos degraus de instrução.

    Por: ÁUREA MARIA SOARES LIMAl Educaçãol 10/02/2015 lAcessos: 12
    Jaguaracy Conceição

    Esse texto tem como base a entrevista publicada na Revista Nova Escola de dezembro de 2014 e que traz como título: "A escola é a estrutura estável de quem vive numa família instável". Nela o sociólogo francês Bernard Lahire diz que o meio social é crucial ao desenvolvimento das crianças, pois sozinhas elas não conseguem superar as dificuldades que se deparam.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 23/12/2014 lAcessos: 35
    Jaguaracy Conceição

    O Art. 26 - A da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional foi acrescido pela Lei nº 10.639/03 e com redação da Lei nº 11.645/08. De acordo com esse artigo todos os estabelecimentos de ensino fundamental e médio, públicos e privados são obrigados a estudar a história e cultura afro-brasileira e indígena.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 23/11/2014 lAcessos: 38
    Jaguaracy Conceição

    A cada Avaliação de final de Unidade um "tsunami" de notas baixas devasta a caderneta de rendimentos das turmas. Emerge daí uma série de especulações. Para o(a) discente e sua família a culpa é do(a) docente que não sabe ensinar; para o(a) docente a culpa é do corpo discente e da família que não acompanha a aprendizagem dos filhos.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educação> Ciêncial 02/05/2014 lAcessos: 38
    Jaguaracy Conceição

    O objetivo deste texto é estimular a procura pela melhoria da Avaliação Integrada que vem sendo implantada em algumas escolas. Para tal partiu-se de um acompanhamento feito por um docente de Educação Física em relação à área de Linguagens (Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Arte e Educação Física).

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 23/12/2013 lAcessos: 84
    Jaguaracy Conceição

    O presente texto tem o intuito de incitar os docentes a uma reflexão sobre a prática avaliativa, vez que, tem sido constatado que o que estamos fazendo é Verificação e não Avaliação. Sabemos que avaliação faz parte do processo ensino-aprendizagem e não pode continuar legitimando o fracasso discente.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 27/06/2013 lAcessos: 67
    Jaguaracy Conceição

    Se a Educação fosse um ser humano poderia haver uma feijoada ou churrasco fazendo "link" com cervejas geladas para prestigiar a efeméride. Como a realidade da Educação em nosso país é bastante controversa, a data poderá passar em brancas nuvens e quiça, tenha algo a festejar. Deixemos de lado comemorações e tais e vamos falar sério sobre Educação, nos reportando ao que explicita a Constituição da República Federativa do Brasil.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 28/04/2013 lAcessos: 24
    Jaguaracy Conceição

    A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, no seu Capítulo III trata DA EDUCAÇÃO, CULTURA E DO DESPORTO e a Seção I Da Educação. É possível perceber que ela vem sendo constantemente desrespeitada inclusive pelas autoridades públicas que detém o poder de administrar.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 15/04/2013 lAcessos: 42
    Jaguaracy Conceição

    Cotidianamente lemos, assistimos, ouvimos críticas à Escola Pública. As pessoas que fazem as críticas não têm a mínima preocupação em buscar os fatores que fazem com que ela não funcione a contento. Esses fatores são os mais variados possíveis e englobam o Governo, o corpo docente e o discente e a família.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 09/03/2013 lAcessos: 57

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    Frances Reis 28/07/2010
    É BOM LER UM ARTIGO COMO ESSE, POIS EVIDENCIA A NECESSIDADE PARTICULAR DO PROFESSOR PARA COM SEU APERFEIÇOAMENTO, NÃO MINIMIZO A RESPONSABILIDADE GOVERNAMENTAL, MAS SALIENTANDO QUE O QUERER INDIVIDUAL É O PRIMEIRO PASSO E CADA EDUCADOR SABE E CONHECE SUAS REAIS NECESSSIDADES QUE POR MUITAS VEZES NADA INTERESSA AO ESTADO... NÃO NOS CABE ALMEJAR POR CONSCIÊNCIA DE NENHUM SISTEMA SE A NOSSA ESTÁ TÃO PEQUENA.
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