Imperadores Romanos
OS IMPERADORES ROMANOS
Segundo a tradição, Roma foi fundada em 734 a. C. Desde o início viveu uma situação muito conturbada. Em 29 a.C. Otaviano elimina seus rivais e torna-se imperador vitalício. Assumiu o nome de Augusto (venerável) ou César Augusto e governou o império romano de 30 a.C. a 14 d.C. Segundo se dizia: “Augusto era pessoa de grandes predicados pessoais: inteligente, diplomata, administrador eficentíssimo, e pessoa dotada de um grande encanto pessoal, mas firme e exigente no que se referia à execução dos seus planos. Soube cativar as várias categorias da população, desde as mais altas até as mais humildes, comenta Oliveira Leite Gonçalves. Deixou fama de ser um grande pacificador do mundo, embora haja muitas divergências neste sentido.
Antes de Otávio Augusto, Roma viveu um século inteiro de lutas e a população aspirava a paz. A aristocracia estava exausta e debilitada. O Senado estava sem condições de tomar medidas sérias. Foi fácil então para Otávio, como General máximo tornar-se imperador supremo. Com isto ele resolveu mudar a escala do poder. As instituições foram orientadas em sentido oposto ao regime anterior (República), os senadores perderam muito do seu poder, a burocracia se multiplicou. Isto facilitou a ascensão da classe dos cavaleiros na administração do império. Os novos administradores deviam tudo ao imperador e com isto lutavam para mantê-lo no cargo.
O maior problema do império foi o da sucessão no poder. Jamais existiu uma ordem sucessória bem definida. Depois de Otaviano, as famílias sucediam-se. Com isto conseguiram o poder, imperadores sem as mínimas condições de chefes de Estado. A instabilidade no império era constante
Tibérius Julius Caesar assume o poder em 14 d.C. até o ano de 37 d.C. Foi um dos períodos mais problemáticos do império romano, e foi em seu governo que houve a pregação e a crucificação de Jesus. A Roma imperial possuía um milhão de habitantes naquela época e uma aristocracia senatorial provida de fabulosas riquezas e uma imensa plebe urbana parasitando às expensas do Estado, nas imensas construções para seu prazer: anfiteatros, circos, termas, bebedeiras.
Tibério era enteado de Otaviano. Era um homem capacitado e bom administrador, mas enfrentou grandes dificuldades no seu governo criadas por seus colaboradores. Por isso, não pode evitar muitas crueldades surgidas na luta pelo poder. Por outro lado é muito indeciso. O historiador Suetônio descreve Tibério da seguinte forma; “na sua qualidade de imperador, procurou simular um caráter virtuoso, enquanto Germânico e Druso viviam. Também enquanto sua mãe estava viva, sua vida foi uma mistura de bem e de mal. Embora sua crueldade fosse execrável, ele sabia esconder suas concupiscências, enquanto amava ou temia Sejano. Por último, pondo de lado o pejo e o temor, deixou-se levar pela loucura e devassidão, obedecendo tão somente aos seus instintos agora liberados.”
Acabada a guerra contra os germânicos, Tibério se retira para um campo entrincheirado a fim de aguardar a chegada de algumas legiões ainda retidas pelos inimigos. Ali se torna um verdadeiro acampamento de diversões com bebedeiras, esfoliação das prisioneiras como passatempo, festas e todo tipo de devassidão. Febé era a sua companheira favorita e Sejano era o homem de confiança de Tibério.
Tibério se afasta para a ilha de Capri e ali dá as suas ordens através de Sejano. Este sentindo-se de posse do império, tudo faz para ser nomeado co-regente. Articula várias manobras para que Tibério o nomeie co-regente, mas Tibério acaba sabendo de suas façanhas e ordena a sua execução. Ordem que foi cumprida imediatamente. Seu cadáver foi entregue ao povo que o arrastou pelas ruas em meio a fanfarras e depois atirá-lo nas águas turvas do Tibre.
O fato mais marcante do império de Tibério foi o aparecimento de Jesus. Na verdade o imperador não teve opinião nenhuma sobre Jesus e apenas uma vez solicitou do senador Públio Lentulos, informações sobre o tal Jesus. A carta de Lentulos continua em Roma e o único documento que fala sobre as características do Mestre.
Tibérius falece e assume o poder um imperador ainda mais feroz denominado Calígula (37d.C. a 41 d.C) e em seguida Nero de 54 a 68 d.C.
Provavelmente houve muito exagero por parte dos historiadores quanto aos imperadores, uma vez que eles eram contrários a administração daqueles. Sabe-se hoje que muitas coisas não são verdadeiras e com isto quem perdeu muito foi a História que deve ser sempre imparcial.
Uma coisa, porém é certa: quase todos os imperadores foram muito violentos, abusados e aproveitadores. E usaram isto dentro do império, muitas vezes para satisfazer seus desejos animalescos. Comunidades inteiras foram trucidadas por tais senhores que se diziam representantes do povo.
Deixaremos de falar dos outros imperadores, por não terem nenhuma relação mais com o período inicial do Cristianismo.
(Artigonal SC #1822264)
Palavras-chave do artigo:
historia
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