Inclusão? Só Se For Com Aprendizagem!

Publicado em: 20/01/2010 |Comentário: 0 | Acessos: 1,249 |

1- INTRODUÇÃO

Cada vez mais se discute o paradigma da inclusão escolar. Além da sistematização do aporte teórico sobre o ensino educação especial, dados obtidos em diversos documentos oficiais do MEC (PCN’s, 2000) e nos conteúdos do programa da Secretaria Estadual de Educação, especialmente as habilidades e competências, analisou-se in loco o objeto de estudo, observando informalmente alunos surdos incluídos, a fim de estabelecer um contato mais próximo entre as diversas barreiras da inclusão: Atitudes negativas em relação à deficiência por sujeitos que tem atuado na educação dos surdos; pois essa tem sido uma das principais dificuldades para que as escolas adotem a inclusão efetivamente, não só pelo imperativo moral e legal, como também pelo desempenho acadêmico do aluno surdo, tanto quanto de qualquer outro.

2- PROBLEMA

Muitas dificuldades são encontradas para a inclusão de surdos no ensino regular.

De forma substancial, no final da década de 90 no Brasil há um crescente estímulo ao uso de sinais, enquanto Língua oficial da comunidade surda brasileira (e de cada país). Hoje em dia a lei garante a LIBRAS como primeira língua da comunidade surda sendo seguida pela Língua portuguesa. (GOLDFELD, 2002)

Hoje o Movimento de inserção, educação, inclusão do surdo é o denominado Bilingüismo, que justamente estimula as duas formas de comunicação do surdo, de modo complementar: a fala/leitura labial e o uso da LIBRAS. 

3.- OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Compreender a importância do ensino de LIBRAS para os sujeitos com surdez incluídos no ensino regular.

Compreender o papel do professor inclusivo do ensino regular, não-especializado em Deficiência Auditiva, e que portanto, não domina LIBRAS, na inclusão do surdo.

Entender o paradigma da inclusão dos surdos na perspectiva histórica do oralismo e do bilingüismo.

4- JUSTIFICATIVA

Estamos com os dias contados segundo a lei federal de número 10.436 de 24 de abril de 2002, no que concerne ao domínio da LIBRAS no contexto da escola inclusiva. Por estarmos a caminho do profissionalismo educacional precisamos dominar a Língua Brasileira de Sinais para a facilitação da comunicação com pessoas surdas, bem como a ensinar aos demais alunos a forma adequada de fazê-la, por meio da língua natural dos surdos que é composta de gestos e expressões.

5- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

5.1- LIBRAS: LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS

Muitas pessoas acreditam que as línguas de sinais são somente um conjunto de gestos que interpretam as línguas orais. Acredita-se também que somente existe uma língua de sinais no mundo, mas assim como as pessoas ouvintes em países diferentes falam diferentes línguas, também as pessoas surdas por toda parte do mundo que estão inseridas em “culturas surdas”, possuem suas próprias línguas, existindo portanto, muitas línguas de sinais diferentes, como: língua de sinais francesa, chilena, portuguesa, americana, argentina, venezuelana, japonesa, chinesa. O estudo dos surdos mostra-nos que boa parte do que é distintivamente humano em nós é a capacidade de linguagem e pensamento. Essa mudança alterou na postura tanto do aluno surdo como em toda equipe pedagógica da escola inclusiva.

Os sinais são formados à partir da combinação do movimento das mãos com um determinado formato em um determinado lugar, podendo este lugar ser uma parte do corpo ou um espaço em frente ao corpo.

A lei nº 10.436 de 24 de abril de 2002, dispões a LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais reconhecendo a mesma como meio legal de comunicação e expressão da comunidade surda do país. Nenhum ano foi desperdiçado até agora pela maioria dos países. A inclusão social depende da igualdade ou das diferenças?

As duas coisas. Cabe ao professor reconhecer essa nova função e lutar pelos necessários recursos para participar do planejamento e complementações das tarefas dos alunos com necessidades educacionais especiais. A aprendizagem da LIBRAS implica além das relações didáticas efetivas, traduzidas na presença, no mínimo, do intérprete na sala de aula inclusiva, mesmo que exista um único aluno surdo sequer, e ainda: o despertar as emoções, reflexões dos valores por outros jeitos de pensar/agir através da língua de sinais. Nesse sentido é importante a família priorizar quanto mais cedo conseguir, questões relacionadas à aquisição de desenvolvimento da linguagem oral, concomitantemente ao aprendizado da Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS.

Algumas investigações atuais acerca da inclusão dos surdos, abordam a compreensão da língua portuguesa como segunda língua e a língua brasileira de sinais como língua materna da comunidade surda, conforme já citado, e a partir disso aprofundam análises no aprendizado da leitura e escrita da língua portuguesa pelo surdo, bem como a interpretação por parte destes. Isto tem se constituído uma das maiores mazelas na inclusão do surdo: o ensino aprendizagem da língua portuguesa, assunto que deverá ser abordado e estudado cada vez mais pelos pesquisadores do tema.

BIBLIOGRAFIA

GOLDEFELD, Márcia. A criança surda. São Paulo: Plexus editora, 2002.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/inclusao-so-se-for-com-aprendizagem-1752007.html

    Palavras-chave do artigo:

    libras ensino de lingua portuguesa para surdos inclusao

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    Com a inclusão de deficientes auditivos nas escolas regulares, põe-se a questionar sobre a qualificação dos profissionais da educação em letras, sabendo-se que a língua portuguesa, por ser a língua pátria, e a de maior importância para a vivência, é uma forma de uma melhor inserção de conhecimentos e de adaptação. Buscam-se assim formas de melhor preparar estes profissionais para o convívio e o ensino qualificados destes cidadãos.

    Por: JAQUELINE BERNARDI TRENTINIl Educação> Ensino Superiorl 09/10/2012 lAcessos: 224
    Elisangela de Jesus

    Esta pesquisa foi realizada pela necessidade do mundo atual de alfabetização dos deficientes auditivos para uma melhor comunicação com a sociedade ouvinte, de forma, a garantir a socialização e a preparação para a vida profissional. Diante da evidencia que o problema da alfabetização de alunos surdos na escola existe e que os educadores não sabem como agir com essa dificuldade, considera-se importante que exista um estudo que mostre como trabalhar com alunos portadores de deficiência auditiva.

    Por: Elisangela de Jesusl Educação> Educação Infantill 22/06/2011 lAcessos: 7,316

    O presente trabalho visa contribuir para as discussões em torno da importância das línguas de sinais na formação do indivíduo surdo. Para tanto, pretende abordar como o surdo é visto na sociedade ouvinte, qual a importância da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) para a formação do sujeito surdo, como se dá o processo de aquisição da LIBRAS e qual o resultado de um retardamento nesse processo de aquisição.

    Por: Tathiany Andradel Educação> Línguasl 14/10/2008 lAcessos: 2,216 lComentário: 3

    Dalva Aparecida Lira de Araújo RESUMO: O presente artigo tem por objetivo conhecer os métodos usados pelos professores que atuam nas escolas inclusivas de ensino fundamental e que trabalham com crianças com deficiência auditiva e nunca freqüentaram um curso de libras (Língua Brasileira de Sinais). Trata-se de um estudo bibliográfico onde se conclui que a Libras ainda seja um tabu para muitos professores que ainda não tiveram a oportunidade de conhecê-la dentro da unidade escolar em que atua.

    Por: Dalva Aparecida Lira de Araújol Educação> Ensino Superiorl 21/09/2010 lAcessos: 1,137
    Inez Kwiecinski

    A ação docente para trabalhar com os surdos deve ser criativa, responsável e interativa. O Decreto º 5626 de 22/12/05, trata da inclusão da LIBRAS como disciplina curricular nos cursos de formação de professores, entretanto grande número de professores se mostram inadequadamente preparados para absorver esta preparação, seja por desconhecem ou por não se considerarem com habilidades adequadas para o uso desta língua.

    Por: Inez Kwiecinskil Educação> Línguasl 24/10/2010 lAcessos: 1,092 lComentário: 1

    O presente artigo tem como proposta trazer temas questionadores e atualizados com relação á Deficiência Auditiva. No passado, costumava-se achar que a surdez era acompanhada por algum tipo de déficit de inteligência. Entretanto, com a inclusão dos surdos no processo educativo, compreendeu-se que eles, em sua maioria, não tinham a possibilidade de desenvolver a inteligência em virtude dos poucos estímulos que recebiam e que isto era devido à dificuldade de comunicação entre surdos e ouvintes.

    Por: LUCIANA DE SOUSA SANTOSl Educação> Ensino Superiorl 01/11/2012 lAcessos: 252

    A língua de sinais tem como objetivo promover a comunicação entre as pessoas surdas e ouvintes. A Libras, após anos de lutas, foi oficialmente reconhecida como segunda língua oficial do país, com a promulgação da Lei nº 10.436/02 e do Decreto n° 5.626/05, que propõe alterações nos currículos dos cursos de licenciaturas e Fonoaudiologia, como isso a pessoa surda passa a ganhar mais espaço na sociedade como cidadão.

    Por: JOSÉ CLÉCIO SILVA DE SOUZAl Educação> Línguasl 13/06/2012 lAcessos: 395
    Tania Maria da Silva Nogueira

    A Educação Integral aponta para a formação do individuo sob vários aspectos, inclusive a construção de valores que o acompanharão vida afora, dentro e fora da escola, conceitos que oportunizarão aluno interagir com o mundo, com a sociedade da qual ele faz parte, com o outro e com a cultura da qual interage através de construções historicamente formuladas

    Por: Tania Maria da Silva Nogueiral Educaçãol 01/09/2013 lAcessos: 69
    Laine Reis Araújo

    Reflexão sobre as contribuições da Lei 10.436 de LIBRAS é o tema de pesquisa deste artigo. Buscou-se, com base nos preceitos constitucionais e legais atinentes à matéria, elucidar o que a lei 10.436 representa contribuindo para que o tema seja conhecido e entendido, especialmente, dentro do contexto em que se inserem os surdos na sociedade atual. A lei 10.436 contribui diretamente para a fomentação de politicas de inclusão do surdo ao observar suas necessidades especiais.

    Por: Laine Reis Araújol Direito> Legislaçãol 04/03/2012 lAcessos: 8,696

    Este artigo é um relato da experiência de ensino e aprendizagem que foi desenvolvido com alunos da terceira fase do primeiro ciclo do ensino fundamental da Escola Municipal "José Evaristo Costa", situada na Rua: José Caleira Vila, S/N, Bairro: São Francisco, CEP: 78260-000, Tel: (65) 3261 – 2291 na cidade de Araputanga-MT, por duas professoras alfabetizadoras em formação no PNAIC, Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa. A sequência foi realizada no ano de 2013 e teve uma duração de

    Por: Silvana Bento de Melo Couto.l Educaçãol 30/01/2015
    CLEBERSON EDUARDO DA COSTA

    Existem muitas formas de desumanização e, uma delas, talvez a mais crucial, seja aquela que está sistematizada no desrespeito às diferenças, na medida em que esse desrespeito - no sentido micro - leva o indivíduo para longe da sua capacidade de coexistir e, consequentemente, para longe da possibilidade de aprendizagem, crescimento e desenvolvimento pessoal; no sentido macro, leva a sociedade para xenofobismos, nacionalismos exacerbados, genocidismos, biocidismos, apartheids, etc.

    Por: CLEBERSON EDUARDO DA COSTAl Educaçãol 22/01/2015
    Magno Fernando A. Nazaré

    Esse artigo busca analisar e compreender as implicações dessa remuneração para o trabalho docente. Para tanto, foi realizada uma pesquisa de caráter bibliográfico-documental com base em pesquisas relacionadas à remuneração docente e documentos relativos à temática elaborados por organismos internacionais.

    Por: Magno Fernando A. Nazarél Educaçãol 20/01/2015
    Jaqueline de Andrade

    O presente artigo tem como pretensão abordar de forma clara e objetiva a importância da boa relação entre professor e aluno em busca de uma aprendizagem significativa. Sabe-se que a afetividade inevitavelmente faz parte do trabalho docente.

    Por: Jaqueline de Andradel Educaçãol 20/01/2015

    Vivemos em um um país, que demonstra abertamente, que toda sociedade convive pacificamente e não há preconceito ou discrimanação racial, vendemos a ideia que no Brasil existe a Democracia Racial, onde negros e brancos, se relacionam amigavelmente sem qualquer preconceito ou discrimanação. Porém observamos que, o que existe de fato, é o mito da Democracia Racial, ou seja, uma falsa ideia que brancos e negros vivem harmonicamente. Neste sentido, vamos relatar brevemente sobre algumas expressões.

    Por: Simone Marial Educaçãol 17/01/2015 lAcessos: 16
    Instituto Fisiomar

    Profissionais com qualificação saem na frente no mercado de trabalho e principalmente qualificação técnica. O curso técnico é um bom investimento, pois é um investimento barato, de curto prazo e que dá um excelente retorno. Uma Instituição séria que temos em Santa Catarina é o Instituto Fisiomar, com Cursos Técnicos de Segurança do Trabalho, Petróleo e Gás, Estética, Massoterapia e Podologia.

    Por: Instituto Fisiomarl Educaçãol 08/01/2015

    Considerando que a Educação deve ser voltada para a construção da cidadania, para o desenvolvimento das potencialidades do educando e a preparação para o trabalho, como diz na LDB – Lei nº 9394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), pensa-se que escola deve ser tida em nossa sociedade como oportunidade para o desenvolvimento, não só permitindo possibilitar ao educando estudar conteúdos, mas também dele ampliar relações com o outro, portanto devendo ser de qualidade.

    Por: nilda flores schutzl Educaçãol 30/12/2014
    Jaguaracy Conceição

    Esse texto tem como base a entrevista publicada na Revista Nova Escola de dezembro de 2014 e que traz como título: "A escola é a estrutura estável de quem vive numa família instável". Nela o sociólogo francês Bernard Lahire diz que o meio social é crucial ao desenvolvimento das crianças, pois sozinhas elas não conseguem superar as dificuldades que se deparam.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 23/12/2014 lAcessos: 22
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