Inclusão? Só Se For Com Aprendizagem!

Publicado em: 20/01/2010 |Comentário: 0 | Acessos: 1,255 |

1- INTRODUÇÃO

Cada vez mais se discute o paradigma da inclusão escolar. Além da sistematização do aporte teórico sobre o ensino educação especial, dados obtidos em diversos documentos oficiais do MEC (PCN’s, 2000) e nos conteúdos do programa da Secretaria Estadual de Educação, especialmente as habilidades e competências, analisou-se in loco o objeto de estudo, observando informalmente alunos surdos incluídos, a fim de estabelecer um contato mais próximo entre as diversas barreiras da inclusão: Atitudes negativas em relação à deficiência por sujeitos que tem atuado na educação dos surdos; pois essa tem sido uma das principais dificuldades para que as escolas adotem a inclusão efetivamente, não só pelo imperativo moral e legal, como também pelo desempenho acadêmico do aluno surdo, tanto quanto de qualquer outro.

2- PROBLEMA

Muitas dificuldades são encontradas para a inclusão de surdos no ensino regular.

De forma substancial, no final da década de 90 no Brasil há um crescente estímulo ao uso de sinais, enquanto Língua oficial da comunidade surda brasileira (e de cada país). Hoje em dia a lei garante a LIBRAS como primeira língua da comunidade surda sendo seguida pela Língua portuguesa. (GOLDFELD, 2002)

Hoje o Movimento de inserção, educação, inclusão do surdo é o denominado Bilingüismo, que justamente estimula as duas formas de comunicação do surdo, de modo complementar: a fala/leitura labial e o uso da LIBRAS. 

3.- OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Compreender a importância do ensino de LIBRAS para os sujeitos com surdez incluídos no ensino regular.

Compreender o papel do professor inclusivo do ensino regular, não-especializado em Deficiência Auditiva, e que portanto, não domina LIBRAS, na inclusão do surdo.

Entender o paradigma da inclusão dos surdos na perspectiva histórica do oralismo e do bilingüismo.

4- JUSTIFICATIVA

Estamos com os dias contados segundo a lei federal de número 10.436 de 24 de abril de 2002, no que concerne ao domínio da LIBRAS no contexto da escola inclusiva. Por estarmos a caminho do profissionalismo educacional precisamos dominar a Língua Brasileira de Sinais para a facilitação da comunicação com pessoas surdas, bem como a ensinar aos demais alunos a forma adequada de fazê-la, por meio da língua natural dos surdos que é composta de gestos e expressões.

5- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

5.1- LIBRAS: LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS

Muitas pessoas acreditam que as línguas de sinais são somente um conjunto de gestos que interpretam as línguas orais. Acredita-se também que somente existe uma língua de sinais no mundo, mas assim como as pessoas ouvintes em países diferentes falam diferentes línguas, também as pessoas surdas por toda parte do mundo que estão inseridas em “culturas surdas”, possuem suas próprias línguas, existindo portanto, muitas línguas de sinais diferentes, como: língua de sinais francesa, chilena, portuguesa, americana, argentina, venezuelana, japonesa, chinesa. O estudo dos surdos mostra-nos que boa parte do que é distintivamente humano em nós é a capacidade de linguagem e pensamento. Essa mudança alterou na postura tanto do aluno surdo como em toda equipe pedagógica da escola inclusiva.

Os sinais são formados à partir da combinação do movimento das mãos com um determinado formato em um determinado lugar, podendo este lugar ser uma parte do corpo ou um espaço em frente ao corpo.

A lei nº 10.436 de 24 de abril de 2002, dispões a LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais reconhecendo a mesma como meio legal de comunicação e expressão da comunidade surda do país. Nenhum ano foi desperdiçado até agora pela maioria dos países. A inclusão social depende da igualdade ou das diferenças?

As duas coisas. Cabe ao professor reconhecer essa nova função e lutar pelos necessários recursos para participar do planejamento e complementações das tarefas dos alunos com necessidades educacionais especiais. A aprendizagem da LIBRAS implica além das relações didáticas efetivas, traduzidas na presença, no mínimo, do intérprete na sala de aula inclusiva, mesmo que exista um único aluno surdo sequer, e ainda: o despertar as emoções, reflexões dos valores por outros jeitos de pensar/agir através da língua de sinais. Nesse sentido é importante a família priorizar quanto mais cedo conseguir, questões relacionadas à aquisição de desenvolvimento da linguagem oral, concomitantemente ao aprendizado da Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS.

Algumas investigações atuais acerca da inclusão dos surdos, abordam a compreensão da língua portuguesa como segunda língua e a língua brasileira de sinais como língua materna da comunidade surda, conforme já citado, e a partir disso aprofundam análises no aprendizado da leitura e escrita da língua portuguesa pelo surdo, bem como a interpretação por parte destes. Isto tem se constituído uma das maiores mazelas na inclusão do surdo: o ensino aprendizagem da língua portuguesa, assunto que deverá ser abordado e estudado cada vez mais pelos pesquisadores do tema.

BIBLIOGRAFIA

GOLDEFELD, Márcia. A criança surda. São Paulo: Plexus editora, 2002.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/inclusao-so-se-for-com-aprendizagem-1752007.html

    Palavras-chave do artigo:

    libras ensino de lingua portuguesa para surdos inclusao

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    Com a inclusão de deficientes auditivos nas escolas regulares, põe-se a questionar sobre a qualificação dos profissionais da educação em letras, sabendo-se que a língua portuguesa, por ser a língua pátria, e a de maior importância para a vivência, é uma forma de uma melhor inserção de conhecimentos e de adaptação. Buscam-se assim formas de melhor preparar estes profissionais para o convívio e o ensino qualificados destes cidadãos.

    Por: JAQUELINE BERNARDI TRENTINIl Educação> Ensino Superiorl 09/10/2012 lAcessos: 227
    Elisangela de Jesus

    Esta pesquisa foi realizada pela necessidade do mundo atual de alfabetização dos deficientes auditivos para uma melhor comunicação com a sociedade ouvinte, de forma, a garantir a socialização e a preparação para a vida profissional. Diante da evidencia que o problema da alfabetização de alunos surdos na escola existe e que os educadores não sabem como agir com essa dificuldade, considera-se importante que exista um estudo que mostre como trabalhar com alunos portadores de deficiência auditiva.

    Por: Elisangela de Jesusl Educação> Educação Infantill 22/06/2011 lAcessos: 7,369

    O presente trabalho visa contribuir para as discussões em torno da importância das línguas de sinais na formação do indivíduo surdo. Para tanto, pretende abordar como o surdo é visto na sociedade ouvinte, qual a importância da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) para a formação do sujeito surdo, como se dá o processo de aquisição da LIBRAS e qual o resultado de um retardamento nesse processo de aquisição.

    Por: Tathiany Andradel Educação> Línguasl 14/10/2008 lAcessos: 2,221 lComentário: 3

    Dalva Aparecida Lira de Araújo RESUMO: O presente artigo tem por objetivo conhecer os métodos usados pelos professores que atuam nas escolas inclusivas de ensino fundamental e que trabalham com crianças com deficiência auditiva e nunca freqüentaram um curso de libras (Língua Brasileira de Sinais). Trata-se de um estudo bibliográfico onde se conclui que a Libras ainda seja um tabu para muitos professores que ainda não tiveram a oportunidade de conhecê-la dentro da unidade escolar em que atua.

    Por: Dalva Aparecida Lira de Araújol Educação> Ensino Superiorl 21/09/2010 lAcessos: 1,143
    Inez Kwiecinski

    A ação docente para trabalhar com os surdos deve ser criativa, responsável e interativa. O Decreto º 5626 de 22/12/05, trata da inclusão da LIBRAS como disciplina curricular nos cursos de formação de professores, entretanto grande número de professores se mostram inadequadamente preparados para absorver esta preparação, seja por desconhecem ou por não se considerarem com habilidades adequadas para o uso desta língua.

    Por: Inez Kwiecinskil Educação> Línguasl 24/10/2010 lAcessos: 1,094 lComentário: 1

    O presente artigo tem como proposta trazer temas questionadores e atualizados com relação á Deficiência Auditiva. No passado, costumava-se achar que a surdez era acompanhada por algum tipo de déficit de inteligência. Entretanto, com a inclusão dos surdos no processo educativo, compreendeu-se que eles, em sua maioria, não tinham a possibilidade de desenvolver a inteligência em virtude dos poucos estímulos que recebiam e que isto era devido à dificuldade de comunicação entre surdos e ouvintes.

    Por: LUCIANA DE SOUSA SANTOSl Educação> Ensino Superiorl 01/11/2012 lAcessos: 261

    A língua de sinais tem como objetivo promover a comunicação entre as pessoas surdas e ouvintes. A Libras, após anos de lutas, foi oficialmente reconhecida como segunda língua oficial do país, com a promulgação da Lei nº 10.436/02 e do Decreto n° 5.626/05, que propõe alterações nos currículos dos cursos de licenciaturas e Fonoaudiologia, como isso a pessoa surda passa a ganhar mais espaço na sociedade como cidadão.

    Por: JOSÉ CLÉCIO SILVA DE SOUZAl Educação> Línguasl 13/06/2012 lAcessos: 400
    Tania Maria da Silva Nogueira

    A Educação Integral aponta para a formação do individuo sob vários aspectos, inclusive a construção de valores que o acompanharão vida afora, dentro e fora da escola, conceitos que oportunizarão aluno interagir com o mundo, com a sociedade da qual ele faz parte, com o outro e com a cultura da qual interage através de construções historicamente formuladas

    Por: Tania Maria da Silva Nogueiral Educaçãol 01/09/2013 lAcessos: 73
    Laine Reis Araújo

    Reflexão sobre as contribuições da Lei 10.436 de LIBRAS é o tema de pesquisa deste artigo. Buscou-se, com base nos preceitos constitucionais e legais atinentes à matéria, elucidar o que a lei 10.436 representa contribuindo para que o tema seja conhecido e entendido, especialmente, dentro do contexto em que se inserem os surdos na sociedade atual. A lei 10.436 contribui diretamente para a fomentação de politicas de inclusão do surdo ao observar suas necessidades especiais.

    Por: Laine Reis Araújol Direito> Legislaçãol 04/03/2012 lAcessos: 8,829

    A tecnologia mais especificamente a tecnologia de informação e comunicação assume papel no desenvolvimento humano como ferramenta de leitura e práxis social numa intervenção libertadora na perspectiva social sobre a tecnologia num processo de diminuição das disparidades sociais na criação de políticas publica para a formação de uma cidadania. Atuando numa dimensão social e política através de programas sociais de inclusão digital para reduzir os problemas sociais relativos à marginalização e pob

    Por: Daniela Rosseti silval Educaçãol 02/03/2015
    Didasko Centro Educacional

    Sempre vemos muita gente com muitas dúvidas sobre a funcionalidade do ENEM,segue explicativo.

    Por: Didasko Centro Educacionall Educaçãol 26/02/2015
    Genilda Vieira Rodrigues

    Este artigo tem por objetivo apresentar estudos aprofundados sobre a educação inclusiva dando ênfase à questão envolvida no que se refere ao trabalho do professor com alunos portadores de deficiência. No decorrer da produção serão expostos conceitos de Educação Especial e Educação Inclusiva pontuando o saber fazer e o aprender diante das dificuldades encontradas em trabalhar com alunos portadores de necessidades especiais, ressaltando ainda mostrar alguns dos recursos e as estratégias utilizados

    Por: Genilda Vieira Rodriguesl Educaçãol 21/02/2015

    Propriedade vocabular é muito importante na hora de redigir o texto, uma vez que saber empregar as palavras mais adequadas no momento enriquece muito o conteúdo do texto e, além disso, torno-o mais clara e objetivo. Mesmo que o texto seja um mero exercício escolar, antes de construí-lo, pergunte-se: para quem escrevo? O tipo de receptor determina a forma de sua mensagem. Um panfleto dirigido a crianças precisa ter uma linguagem fácil, direta, sem rebuscamento.

    Por: Professor Leol Educaçãol 19/02/2015

    Quando se ouve falar em educação, pensamos em escola, em educação formal. E quando o assunto é família temos vários pensamentos. Educação e Família são dois temas bastante complexos, porque educação é muito mais que escolarização, letramento e formação, sendo que família é a instituição mais antiga da sociedade e sofre constantes transformações. Ambas tem a função de socializar e transformar o homem biológico em um ser social.

    Por: Alexandrina M. P. de Fariasl Educaçãol 16/02/2015

    Propostas Pedagógica e a Participação da Família no Resultado. A progressão escola é um instrumento que pode mudar a realidade desses estudantes que estão fora da faixa etária escolar. Determinadas escolas contemplam dentro do seu projeto político pedagógico, o sistema de progressão. Para que funcione a progressão em uma escola é necessário que haja engajamento por parte dos docentes, dos estudantes e da família. É importante ressaltar, que a família também tem um papel fundamental...

    Por: Elonir dutra terral Educaçãol 13/02/2015

    Diante dos agravos causados pela violência doméstica, tais entraves se estendem também ao processo educacional da criança e adolescente. Por outro lado, esta situação nem sempre é conhecida pelos seus educadores no campo acadêmico, causando assim uma lacuna no campo da avaliação pedagógica que, muitas vezes, abrangem somente o campo intelectual. Este trabalho tem por objetivo fazer uma análise sobre os impactos da violência doméstica no processo ensino-aprendizagem.

    Por: Jiane Martins Soaresl Educaçãol 12/02/2015
    ÁUREA MARIA SOARES LIMA

    A educação é um direito humano substancial, e como tal, precisa ser garantido universalmente. As conquistas das mulheres brasileiras em relação á educação, vêm crescendo consideravelmente e com isso, reduzindo significativamente o analfabetismo. O número de mulheres no mercado de trabalho cresceu gradativamente e isso ocorreu devido à determinação para conquistar seu espaço, milímetro a milímetro, dentro e fora de casa, e especialmente do empenho em subir novos degraus de instrução.

    Por: ÁUREA MARIA SOARES LIMAl Educaçãol 10/02/2015 lAcessos: 11
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