Motivação em sala de aula: estimular é preciso

Publicado em: 18/09/2012 |Comentário: 0 | Acessos: 168 |

Élia Santos Dantas¹

Marilene Julia dos Santos

Vanessa dos Santos

¹ Pedagogas formadas na Faculdade São Luís de França.

(elia.dantas@hotmail.com); (mari_se@ig.com.br); (vanessa.jnso@hotmail.com)

INTRODUÇÃO

A motivação consiste em apresentar a alguém estímulos e incentivos, que lhe favoreçam determinado tipo de conduta. No sentido didático, consiste em oferecer ao aluno os estímulos e incentivos apropriados para tornar a aprendizagem mais eficiente.

Os professores devem verificar que para se obter motivação escolar é necessário que ele reflita sobre sua forma de atuar em sala de aula. Para poder analisar se está dando os estímulos e incentivos necessários para que o aluno esteja motivado a aprender.

É necessário aos professores, tentar criar situações que auxilie seus alunos a conseguirem se sentir motivado a aprender. Um desses pontos é conseguir atrair a atenção dos alunos, criando possibilidades para que eles alcancem seus objetivos, permitindo discussões, debates e que sejam dadas condições para que eles avaliem o próprio desempenho em sala de aula. Tais experiências aumentam a auto-estima e conseqüentemente favorecem a aprendizagem.

A motivação não deve ser um aspecto necessário apenas aos alunos. É preciso que os professores também estejam motivados, pois, do contrário, será muito difícil que este consiga atrair a atenção dos alunos, fazendo com que estes sintam entusiasmo e interesse em realizar as tarefas.     

MOTIVAÇÃO EM SALA DE AULA: ESTIMULAR É PRECISO

A motivação é um dos aspectos mais importantes para que o professor consiga atingir seu objetivo maior, fazer com que os alunos consigam aprender e desenvolver ao máximo suas capacidades em todos os âmbitos.

Segundo Haidt (2003), para que haja aprendizagem efetiva e duradoura é preciso que existam propósitos definidos e auto-atividade reflexiva dos alunos. Assim, a autêntica aprendizagem ocorre quando o aluno está interessado e se mostra empenhado em aprender, isto é, quando está motivado. É a motivação interior do aluno que impulsiona e vitaliza o ato de estudar e aprender. Daí a importância da motivação no processo ensino-aprendizagem.  

De acordo com Tapia e Fita (2003) autores citados por Santos (2005, p. 37), "[...] a aprendizagem é uma construção que o aluno realiza sobre a base do estado inicial ao incorporar a nova informação em seus esquemas cognitivos". A aprendizagem é movida, entretanto, pelo estabelecimento de um interesse, de uma meta, de um objetivo. Daí a necessidade de se desenvolver a motivação em sala de aula.

Educação requer ação e como resultado dessa ação, há o aprendizado. Mas para que se realize a ação e esta resulte no aprendizado é necessário, inicialmente, que haja a vontade, nesse caso, a vontade de aprender por parte do aluno.

Para incentivar os alunos a estudar e aprender, o professor utiliza recursos ou procedimentos incentivadores. Esses recursos devem ser usados não apenas no inicio da aula, mas em todo o decorrer dela. Motivos e incentivos são importantes em todas as fases da aprendizagem, e não somente em seu momento inicial. Há muito professor que só se preocupa com a incentivação no inicio da atividade, sem se lembrar de que esta tem de ser reforçada no decorrer de todo o processo, a fim de que a motivação não decresça, a ponto de até se extinguir.  

Para que o processo de aprendizagem seja realizado é necessário haver uma situação estimuladora, que é a soma dos fatores que estimulam os órgãos dos sentidos da pessoa que aprende. Sendo assim, com base em Medel (2008), o professor deve descobrir estratégias, recursos, que podem despertar no aluno o interesse em aprender, em outras palavras, deve fornecer estímulos para que o aluno se sinta motivado a aprender.

Os recursos didáticos, procedimentos de ensino, o conteúdo, são fontes de incentivo, no entanto a personalidade do professor é a maior fonte. Por isso os alunos preferem as matérias lecionadas por professores amigos que utilizam métodos de ensino agradáveis.

Ainda para Rossini (2003) citado por Santos (2005, p. 40), "Os educadores devem, ter características especiais, pois em suas mãos está uma grande parcela de responsabilidade sobre a formação e também a aprendizagem da nova geração". Ou seja, a personalidade do professor é bastante importante para o desenvolvimento do aluno.

A motivação também tem que ocorrer fora do ambiente escolar. O aluno deve estar bem nas outras áreas que compõem sua vida em sociedade. Como a família e o trabalho. Devendo receber um alimentação saudável e ter na medida do possível uma boa qualidade de vida. Pois, se algum desses fatores não estiver indo bem, consequentemente comprometerá o processo de aprendizagem do aluno.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O que se deve buscar na escola é a criação de um clima de simpática acolhida, respeito humano, afeto, envolvendo docentes, funcionários em geral, alunos, pais, um clima que constitua incentivo à pessoa que está ali. As atividades devem ser atraentes e, através delas, deve ficar claro como o aluno pode satisfazer os motivos em oportunidades várias de sua vida. É preciso estar atento aos conflitos motivacionais do aluno, ajudando-o a estabelecer uma hierarquia de valores e a descobrir maneiras adequadas para atingi-los. É importante ajudar o aluno a diversificar os objetivos dentro de uma linha construtiva, orientar o aluno na construção efetiva do seu conhecimento de um modo geral.

Portanto, precisa  haver uma união entre alunos e professores, mas não só entre eles. A família e a sociedade têm que estar participando dessa relação, estimulando e incentivando para que todos tenham sucesso na aprendizagem, o professor em ensinar e o aluno em aprender. Pois, toda a sociedade tem a ganhar com esse sucesso.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

HAIDT, Regina Célia Cazaux. A interação professor-aluno. In: _____. Didática geral. 7. ed. São Paulo: Ática, 2003. p. 75-80.  

MEDEL, Cássia Ravena Mulin de Assis. Motivação na aprendizagem. Disponível em: < http://sitededicas.uol.com.br/art_motivacao.htm >. Acesso em: 20 de outubro de 2008.

PILETTI, Claudino. A motivação da aprendizagem. In: _____. Didática geral. 23. ed. São Paulo: Ática, 2004. p. 232 - 243.

PILETTI, Nelson. O que é aprendizagem. In: _____. Psicologia educacional. 17. ed. São Paulo: Ática, 2002. p. 32 - 47.

_____. Motivação da aprendizagem. In: _____. Psicologia educacional. 17. ed. São Paulo: Ática, 2002.  p. 63 - 77.

SANTOS, Gilvanete Vieira dos. Relação professor - aluno: refletindo sobre sua relevância na prática pedagógica sob a ótica da motivação. 2005. 50 f. Monografia (apresentada ao final do curso de pedagogia) - Faculdade São Luís, Aracaju.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/motivacao-em-sala-de-aula-estimular-e-preciso-6195499.html

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    Sei o quanto. Tudo isso não significa nada. Apesar da interminável beleza dos universos. Contínuos. Sei do insignificado das coisas. Do delírio dos deuses. Das franquezas das razões não lógicas. A metafísica não indutiva.

    Por: Edjar Dias de Vasconcelosl Educaçãol 25/10/2014
    Amanda Souza Machado

    Este trabalho é uma continuação das discussões, pesquisas e reflexões ocorridas durante a elaboração do artigo científico sobre como os educadores exploram as fantasias das crianças, produzidas a partir dos programas de televisão. O artigo propõe-se a apresentar as influências da TV no imaginário das crianças e qual é o papel dos educadores neste momento.

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