O 7 De Setembro Que A Escola Esqueceu

Publicado em: 08/09/2009 | Comentário: 1 | Acessos: 162

14h30, dia 4 de Setembro de 1969: A mulher do comandante Souto Maior(da marinha) bem que havia percebido que o movimento dos carros na rua era estranho. Ligou para a polícia. A polícia apareceu para conferir a coisa, consultou as placas e constatou que os carros não eram roubados e foi embora. Os carros eram roubados sim. Mas graças a uma técnica chamada Marta-Rocha, os sequestradores se deram bem. Marta-Rocha era uma técnica que consistia em apagar parte dos números das placas usando uma borracha. Ao contrário da gurizada que transforma os 3 dos boletins em 8, os sequestradores transformavam 8 em 3.
Charles Elbrick atrasou mas o sequestro saiu. José Sebastião Rios de Moura levantou o jornal quando o carro com o embaixador entrou na Rua São Clemente. João Lopes Salgado e Vera Sílvia Araújo de Magalhães entraram no Fusca vermelho e seguiram o Cadillac. Antes, Vera sílvia ainda havia seduzido o chefe de segurança da casa do embaixador e obtido as informações sobre o veículo e o trajeto. Mais à frente, um Fusca azul tranca o Cadillac antes dele entrar na Rua Capistano de Abreu. Na direção estava Cid de Queiroz Benjamim e, no banco de trás, Franklin de Souza Martins. Paulo de Tarso Venceslau e Cláudio Torres da Silva atacaram pela esquerda. Manoel Cyrillo de Oliveira Netto e Virgílio Gomes da Silva(comandante militar da operação) atacaram pela direita.
Algum tempo depois. O jovem jornalista do Jornal do Brasil, Fernando Nagle Gabeira, usando o nome de guerra de Honório Mateus, desce correndo as escadas para abrir rapidamente a garagem. Gabeira vê um homem sair da Kombi embrulhado num saco. Ele se encosta na parede e diz: “Meu Deus, sequestramos o embaixador dos Estados Unidos”.
O que o governo brasileiro diria ao governo americano agora? Bem, eles teriam que fazer o que os sequestradores pediam. Se algo acontecesse com o embaixador as consequências pouco seriam mínimas. Os sequestradores deixaram um bilhete junto com o motorista do embaixador, pedindo a libertação dos 15 prisioneiros políticos e que o bilhete fosse lido pelos principais órgãos da mídia do país. Foi o que o governo fez, sem pensar duas vezes.
A Dissidência Comunista da Guanabara e a ALN(Ação Libertadora Nacional) foram os responsáveis pela ação memorável. Mas no bilhete constava que a união era do MR-8 e ALN. MR-8 foi uma provocação aos militares e uma homenagem ao Movimento Revolucionário, já que eles haviam acabado com o MR-8 original. Os militares soltaram os presos mas exigiram que os sequestradores fossem mandados para o México. Porém, Franklin Martins foi pra Cuba, João Sebastião, João Lopes e Sérgio Rubens foram para o Chile. Joaquim e Virgílio foram torturados e mortos.
Dia 7 de Setembro, as 18h30, o embaixador foi solto.

(Artigonal SC #1209648)

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    Fonte do artigo: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/o-7-de-setembro-que-a-escola-esqueceu-1209648.html

    Palavras-chave do artigo:

    Estados Unidos

    ,

    seqüestro

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    ditadura militar

    ,

    embaixador

    ,

    Charles Elbrick

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    1. pamella September 09, 2009
    Pode ter sido uma coisa certa ou pode ter sido errada... mas a certeza que temos é de que foi uma acontecimentos dos mais importantes da história do Brasil.
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