O Adolescente E A Mídia

09/04/2008 • Por • 23,706 Acessos

O ADOLESCENTE E A MÍDIA

Por: Sonia das Graças Oliveira Silva

A adolescência é uma fase idealizada na nossa cultura e, sem dúvida refere-se à fase de conflitos, crises, dúvidas e angústias. Muitos pais planejam ocupar completamente o tempo de seus filhos, pensando em não sobrar espaços para os vícios, maus hábitos e coisas assim e para isso instalam verdadeiro regime militar, que antes não era exigido. Ou de tão difícil que acham aproximar-se do adolescente, preferem afastar-se e esperar a fase passar. O adolescente é alguém que está saindo da infância e ainda não chegou a idade adulta. É um ser em crise, em conflito. Esse momento é absolutamente necessário como etapa evolutiva. Não dá para se evitar. E no meio desse turbilhão de idéias e transformações, o jovem vai estabelecendo sua identidade. A instabilidade emocional, as tristezas ocasionais, os rompantes de ódio, as contestações, são parte do caminho para o crescimento. E em meio a tantos sentimentos diferentes emerge a mídia, a televisão, a internet, os videogames e esta vasta tecnologia digital, com telas coloridas, sinalizando a modernidade e o futuro.
É difícil pensar a sociedade sem trazer à cena os meios de comunicação social. Eles são presenças constantes onde quer que a vida aconteça. Refletir a esse respeito desenrola inúmeros fios de redes, nas quais se mesclam os relacionamentos sociais e tantas outras questões ligadas à sociedade e a nós mesmos. É real reconhecer que pela mídia eletrônica, especialmente pela televisão, o adolescente ingressa numa esfera pública que é comum ao adulto. Eles se configuram como um público que tem acesso aos temas da mídia, e é alvo de suas comunicações.

A mobilização da sociedade sobre o assunto nunca foi tão urgente, pois é visto que a audiência a qualquer custo está minando a qualidade e o estímulo a produções infanto-juvenis. Felizmente já podemos sentir que muitos pais e vários especialistas, assim como profissionais de mídia, mantêm uma preocupação em buscar a qualidade.
Neste contexto, torna-se fundamental fornecer subsídios para que os jovens questionem as ideologias que norteiam a produção midiática e estejam conscientes dos fatores que influenciam seu conteúdo. É preciso também que a juventude conheça as possibilidades de interagir com essas produções.
Na medida em que, os jovens de gerações recentes estão fortemente expostos às mensagens veiculadas pela televisão, torna-se fundamental discutir a leitura desse meio, tendo em vista suas múltiplas possibilidades de influência sobre o desenvolvimento adolescente.
A TV criada de forma a aproveitar ao máximo os conhecimentos gerados pelos outros meios de comunicação, como o cinema e o rádio, chega aos cinqüenta anos como uma fonte de estudos extensa e desafiadora.
Partindo da verdade de que a televisão é entretenimento, o jovem procura uma programação que o mantenha atento diante da tela. Ele quer sentir emoções, sem pedir por elas. Ele quer se sentir informado, sem se sentir ignorante. Ele quer aprender sem se sentir em uma escola. Sendo a TV formadora de opinião e de comportamento, ela reúne a velocidade da informação ao fascínio de suas imagens e integra todas as regiões do país, apesar de suas diferenças sociais, econômicas e culturais.

Perfil do Autor

SONIA OLIVEIRA SILVA

Empresária, Graduada em Ciências/matemática, Especialista em Educação Infantil pela FACED, Faculdade de Educação da UFJF (Universidade...