O Ato De Avaliar A Aprendizagem
Geiza Fernandes Prado ¹
O professor de pós-graduação em Educação na UFBA, Carlos Cipriano Luckesi, divulga seu artigo, O que é o ato de avaliar a aprendizagem, onde defende a diferença entre avaliação e exames.
A avaliação da aprendizagem, segundo o autor, está diretamente ligada com as praticas educativas e é um recurso útil e necessário para auxiliar cada educador e cada educando. Não se pode confundir avaliação da aprendizagem com exames, pois a avaliação inclui porque é amorosa, dinâmica e construtiva, ao contrario dos exames, que são por sua vez, excludentes, não construtivos e classificatórios.
O próprio Carlos Luckesi divulgou uma entrevista concedida à Aprender a Fazer, de publicação da Editora Gráfica Expoente, relatando que:
“a questão básica é distinguir o que significam as provas e o que significa avaliação. As provas são recursos técnicos vinculados aos exames e não à avaliação. Importa ter-se claro que os exames são pontuais, classificatórios, seletivos, antidemocráticos e autoritários; a avaliação, por outro lado, é não pontual, diagnóstica, inclusiva, democrática e dialógica. Como você pode ver examinar e avaliar são práticas completamente diferentes. As provas (não confundir prova com questionário, contendo perguntas abertas e/ou fechadas); este é um instrumento; provas são para provar, ou seja, classificar e selecionar.”
Na segunda parte do artigo, o autor relata que é necessário conhecer o aluno para a partir daí, termos um ponto de partida e decidirmos o que é melhor para se fazer. E com relação ao julgamento, é necessário sermos acolhedores primeiramente, porque se julgarmos previamente, estaremos excluindo e não acolhendo. Na terceira parte, chegamos à conclusão de que o ato de avaliar consiste em dois processos: o diagnosticar e o decidir. E não há avaliação sem constatação.
Na seção, avaliação da aprendizagem escolar, temos a noção do que é realmente avaliar a aprendizagem do educando, onde o educador precisa acolhe-lo primeiramente, e depois ver por qual processo o educando esta passando, para ver o que esta acontecendo, pois sem o acolhimento haverá a recusa e posteriormente a impossibilidade de realização de um trabalho educativo com esse educando. Luckesi defende a avaliação do ensino-aprendizagem, dizendo que nós educadores não podemos focar em dados secundários e sim nos que realmente interferem na conduta ensinada e aprendida pelo educando.
Uma questão é abordada em seu artigo, a de quê como estamos utilizando os instrumentos de avaliação com nossos educandos? A resposta sugerida pelo autor é que simplesmente podemos e devemos utilizá-los como um recurso de coleta de dados sobre o aprendizado do educando. Mas atualmente, esses instrumentos de avaliação da aprendizagem vêm adquirindo outras formas, como por exemplo, recurso para manter a disciplina através de ameaças de reprovação, submissão e gerando até medo.
A teoria pedagógica citada por Luckesi, esta ligada a prática educativa, assim como o planejamento do ensino está ligado às duas citadas acima. Uma depende da outra para alcançar o sucesso.
Por fim, avaliar a aprendizagem escolar, segundo o autor, significa estar disponível para acolher os educandos no estado em que eles se encontram e a partir daí, começar uma longa trajetória de auxilio na vida dessa pessoa. Enfim, como foi exposto acima nesse estudo, avaliar a aprendizagem consiste na busca do melhor para todos os educandos e não simplesmente na seleção e exclusão de muitas pessoas, como fazem os exames.
Geiza Fernandes Prado é aluna do 7º período do curso de Letras da PUC Minas. ¹
(Artigonal SC #1831541)
Diário de Bordo apresentando alguns pontos sobre AVALIAÇÃO FORMATIVA NA COMPLEXIDADE DO PROCESSO ENSINO E APRENDIZAGEM E CONTEXTO ESCOLAR.
Resumo: Este artigo visa esclarecer os principais alicerces que o educador deverá fundamentar a sua proposta de avaliação da aprendizagem objetivando uma prática realmente fidedigna e válida. Sendo assim, ao longo da discussão abordaremos a questão do ato avaliativo focando nos seus principais objetivos educacionais, e analisando reflexivamente a prova um instrumento eficaz para auxiliar o educador sobre a aprendizagem efetivada pelo aluno.
Este texto tem por objetivo mostrar ao professor que não se deve apenas aprovar ou reprovar o aluno mas sim servir como base para o professor descobrir as dificuldades do aluno e procurar técnicas diferenciadas para ajudar o aluno na aprendizagem.
RESUMO Neste artigo lançou-se um olhar reflexivo sobre O Papel da Avaliação da Aprendizagem Aplicada na Região da CREDE 07, nas escolas que compõem os municípios de Canindé, Caridade, Paramiti, Itatira e Santa Quitéria. A presente pesquisa surgiu da necessidade de refletirmos sobre a importância da avaliação no processo de ensino-aprendizagem, onde avaliar seja um ato desenvolvido de forma processual, contínuo e diário.
Breve reflexão: O lugar da avaliação no currículo. A importância da avaliação para um processo educativo inclusivo e não classificatório. O lugar do professor neste processo.
Apresentação das aprendizagens obtidas na Disciplina Avaliação no Contexto Educacional.
Há tempo que o processo de aprendizagem vem sendo discutido entre vários estudiosos. Tendo em vista a sua relevância na vida do ser humano, a qual se processa através da ação sobre o meio físico e a interação com o meio social. No âmbito escolar a aprendizagem acontece de forma sistematizada, embora não atinja a todos de forma homogênea, devido a diversidade cultural presente na sala de aula. Ressalta também, a existência de fatores que interferem na aprendizagem dos alunos, sendo estes: escolares, familiares e individuais, porém, geralmente a escola não leva em consideração estas situações, podendo muitas vezes, dificultar a aprendizagem, sobretudo, na medida em que a escola desconhece essas situações particulares e trata os alunos como se fossem todos iguais, com os mesmos problemas, as mesmas aspirações, as mesmas situações familiares.
A Doxa e o juizo de gosto; do impulso ao output: a razão corrosiva no discurso da estesia e o rigor da prática teórica.
Uma pequena reflexão sobre a brevidade da vida
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Escrito em 2008, em conjunto com o professor João Batista Araújo e Oliveira, mostra como é injustificável a celebração do Governo para os resultados da Prova Brasil e IDEB. Foi publicado no Blog do Noblat e do professor Simon Schwartzman
Histórico da Escokla de Ensino Fundamental e Médio Mosenhor Vicente Bezerra
Como bons patriotas, é importante compreendermos corretamente a letra do hino de nosso país. O amor genuíno a nosso próprio país ajuda-nos em nossa autoestima.
Saber o que é educação, de quem é a obrigação de educar, o que pensam os autores, o que fazer para melhorar a educação? São perguntas que todos fazem, mas as respostas nem sempre modificam o quadro atual.
Na contemporaneidade, as questões referentes a inclusão têm ocupado um lugar de destaque, principalmente no cenário educacional. Assim, pode-se pensar nas articulações da modernidade, que ao traçar a identidade do sujeito pedagógico como estável buscam a demarcação da diferença, de modo que esta possa ser capturada e pensada em relação a certos padrões de normalidade. Busca-se discutir o delineamento dos processos de inclusão e exclusão ao posicionarem a diferença no espaço da diversidade.
Este artigo tem por objetivo descutir as noções básicas de como se faz a avaliação da aprendizagem dos educandos. Texto base: O que é mesmo o ato de avaliar a aprendizagem de Cipriano Carlos Luckesi.

