O Cenario Ambiental

18/03/2009 • Por • 1,856 Acessos

 

O Cenário ambiental

 

Gilmar dos Santos Nascimento*

                   As preocupações nesse início de século voltam-se para as transformações que o planeta vem passando com impactos visíveis. Discussões intermináveis estão ocorrendo por todas as partes. Os diversos segmentos da sociedade - políticos, econômicos e sociais - exercem cada um a sua maneira uma pressão um sobre o outro, numa demonstração clara, não de preocupação, mas de determinação de responsáveis pela questão da conservação.

                  No Brasil, as transformações já são visíveis pelo desequilíbrio climático, enchentes em regiões, seca em outras, o mar avançando sob as cidades litorâneas, quadro de ciclones e tempestades destrutivas, num país que se colocava como aquele que estava imune a essas intempéries. Embora apresentando-se como um dos maiores defensores da urgente necessidade no controle dos gás que provocam o efeito estufa, mesmo assim, encontra-se entre os que mais polui. Segundo o jornalista Wellingotn Novaes não é nossa matriz industrial, como em outros países, responsável pela colocação nesse rankin negativo, mas as queimadas e, pasmem, nosso plantel pecuário com a emissão de metano..

                  O que temos realizado para combater a emissão de gases? Os ecologistas cientistas jornalistas, enfim, a sociedade civil vem manifestando suas intenções, a sociedade política caminha  timidamente, o discurso é ampliado, mas as ações não apresentam resultados transparentes. O Brasil é hoje o quarto país em emissão de gases, embora não seja o quarto mais industrializado e rico do planeta.

                  A ação global, através de uma política intervencionista e protecionista, que interfere diretamente na geopolítica e na relação entre os países, como se fosse apenas prevencionista, evidencia o fato de que, num futuro não tão distante, assim, como ocorre hoje com os países Árabes, as pressões serão dirigidas para os países com disponibilidade de geração de matrizes energéticas renováveis e  com grandes reservatórios de água potável.

                  Aliás, a questão água passa ú ser outro fator determinante na preservação do planeta e da vida, a poluição, o desgelo, o aumento das águas do mar, as secas, entre outros, conseqüência do desequilibro, não deixam duvidas da necessidade de repensar nossa relação com o líquido potável. Não se trata apenas de cuidar do meio ambiente, trata-se de não ultrapassar limites que ameaçam a própria vida na terra.

                Em nome do meio ambiente, diferentes restrições poderão ser estabelecidas, desde as exigências de certificação de qualidade, a não compra de produtos de países onde existe o trabalho infantil, matança de baleia, escravismo, todas políticas paliativa, mero discurso, o clima vem aquecendo, desertificações, os  chamados desastres naturais ocorrem em regiões do planeta onde antes não se manifestavam É certo que os problemas ambientais afetam a  todos, chuva ácida, buraco na camada de ozônio, poluições radiativas, mortalidade nos rios, efeito estufa entre  tantos outros, define o cenário. Ser pessimista ou otimista, não muda o quadro em nada, mas temos o dever cívico de tentar. 

 

 

* Mestre em Sociologia

 

 

 

Perfil do Autor

Gilmar dos Santos Nascimento

Graduado em Histoira,Mestre em sociologia, desenvolve pesquisa na area de conhecimento sobre movimentos sociais, imaginario e migrações. Na docencia leciona Sociologia e Antropologia