O CÉU DE OUTUBRO

23/02/2008 • Por • 42,292 Acessos

Um dos fatores que contribuíram para a escolha dos jovens foi a observação que realizaram do Foguete Sputnik, Homer ficou fascinado, ficou apaixonado pela grande tecnologia que o homem havia criado.
Após a observação do foguete sobre a cidade de Coalwood, o garoto decide construir um foguete, começa a pesquisar sobre o assunto e como não entende muito bem, resolve procurar um aluno que é muito discriminado e marginalizado em sala de aula, mas como queria muito fabricar seu foguete, passou por cima dos obstáculos e falou com o rapaz. Quando Homer chega perto de Quentim, o rapaz leva um susto pois ninguém se aproximava dele por ser o CDF da turma.
Homer comenta sobre sua fascinação sobre foguetes e lhe pede ajuda, Quentim é pronto a atendê-lo, o rapaz é um crânio e entende tudo sobre foguetes, os dois então começam a realizar pesquisas cada vez mais.
Para completar o grupo, juntam-se a eles Roy e Sherman, a cidade começa a chamá-los de “os fogueteiros”.
A cidade de Coalwood, é pequena, situada no estado de Virginia, a principal atividade realizada na cidade é a mineração de carvão, onde praticamente todos os homens trabalham, somente aqueles que têm oportunidade ingressam na faculdade e têm um futuro melhor. Senão a sina é fazer parte do grupo de mineração.
O pai de Homer apoiava muito o filho mais velho, que iria entrar para a universidade através de recebimento de uma bolsa de estudos dedicada ao esporte, como Homer não ia bem no futebol seu pai achava que a única solução era seguir os seus passos, dar continuidade ao seu serviço, a sua empresa de mineração.
Sua mãe demonstrava acreditar no filho, apesar de não chegar a dar sua opinião, ela fazia de tudo para ajudá-lo, cedendo até sua lavanderia para a fabricação do foguete.
Seu irmão achava que tudo aquilo era perca de tempo, Homer e seus amigos nunca conseguiriam nada, era puro desperdício.
O diretor não apoiava muito, não incentivava os alunos, achava que eles estavam perdendo tempo.
A professora dava maior apoio aos alunos, incentivou-os até a última hora, lutava pelos alunos, queria mostrar que eles tinham potencial e podiam ganhar o prêmio na feira de ciências.
Se na primeira repreensão, ou primeira crítica, os jovens tivessem desistido jamais teriam conseguido sua vitória. Assim somos nós, não devemos nos desanimar e nem dar ouvidos aos que falam, devemos persistir, correr atrás de nossos ideais, só assim mostraremos, para nós mesmos e para as outras pessoas, que somos capazes de realizar nossos sonhos.
A feira de ciências é uma oportunidade dos jovens expor suas idéias, seu comprometimento e dedicação aos estudos. No Brasil a questão de bolsas de estudos é diferente, a aplicação do vestibular dificulta a entrada das pessoas menos favorecidas na Universidade, além disso os alunos que tiveram condições de estudar em escolas particulares acabam concorrendo com aqueles que só estudaram em escolas públicas. Isso traz grandes transtornos na vida daquele que não têm condições de fazer uma faculdade particular. Esses jovens acabam tendo que deixar seus sonhos de lado e às vezes não fazem curso superior, e quando fazem, geralmente, não é o curso que gostaria de fazer.

Em relação ao número de vagas nas universidades públicas e particulares, é um absurdo, as universidades públicas cada vez mais diminuem suas vagas, enquanto isso as universidades particulares aumentam as vagas, com o intuito de ganhar cada vez mais.
Geralmente os alunos que estudam nas universidades públicas são aqueles que possuem melhor condições de vida, entraram porque tiveram maior preparação, enquanto aquele que pertence a classe baixa não consegue entrar para a universidade pois não tiveram a preparação adequada.
O que acontece muitas vezes, é que os jovens que não possuem condições, acabam tendo que trabalhar o dia todo, para pagar uma universidade particular, fazendo um curso que, geralmente, não gostaria, só para dizer que tem um curso superior.
Enquanto isso os jovens que possuem poder aquisitivo, estudam nas universidades públicas, e se tornam bons profissionais, evoluem. Em conseqüência disso, o rico fica cada vez mais rico, e o pobre acaba ficando na mesmice, sem ter oportunidades de avançar.
Uma das cenas que chamou a atenção foi aquela que mostrou a persistência dos jovens em lançar o foguete, pois apesar das criticas e de estarem acreditando em si mesmos sozinhos, eles não desistiram, até conseguiram mostrar para todos que eram capazes.
Outra cena interessante, foi a da professora, que demonstrava interesse ao estudo dos jovens, dando apoio e incentivando-os a dar continuidade a seus estudos.
O que mais emocionou foi o momento em que os jovens conseguem ganhar o prêmio na feira de ciências, a alegria de uma conquista, atingindo o maior objetivo, de mostrar às pessoas que eram capazes, que podiam fazer a diferença.
Ao ver os personagens reais, e suas realizações profissionais, emocionei-me muito, pois muitas vezes temos sonhos, e queremos realizar algo, mas tememos e não ousamos. O filme mostra que devemos ousar, experimentar, quem sabe também faremos a diferença na sociedade onde vivemos.
“O FAZER ACONTECER, A SOLIDARIEDADE, A COMPREENSAO, A AJUDA MÚTUA E O AMOR ENTRE AS PESSOAS, É O MAIS IMPORTANTE.... O RESTO VEM POR ARÉSCIMO.
É ESTE O SEGREDO DO SUCESSO”.

Perfil do Autor

SANDRA VAZ DE LIMA

Graduada em Letras/ Inglês Especialista em Educação Especial e Psicopedagogia Clinica/institucional