O Mito Como Forma De Explicar A História

Publicado em: 18/10/2009 |Comentário: 1 | Acessos: 520 |

O Mito como forma de explicar a História

As narrações míticas estão povoadas dos deuses, fenômenos da natureza divinizados, heróis e seres fantásticos, nos quais se vê implícita a consciência coletiva de uma nação, bem como sua concepção de homem.

Os textos míticos, obviamente, em virtude dos elementos acima descritos, não apresentam o rigor lógico-epistemológico das obras históricas. Porém, sob certo ponto de vista, são mas ricas que as mesmas, porque de seus próprios elementos fantásticos se depreende o grau de desenvolvimento intelectual a que chegou tal povo, a unidade, amplitude do nacionalismo, e outros temas abordados que fornecem dados imprescindíveis aos estudo de qualquer povo ou civilização.

Tomando como exemplo (mais uma vez a nação helênica, por ser a de maior brilhantismo intelectual de todos os tempos), se percebe, em Hesíodo, o alto grau de abstração alcançada pela rapsódia de seu tempo, as quais redundaram na brilhante em sempre atual cosmologia pré-socrática.

Homero descreve uma batalha que realmente ocorreu, nas regiões hoje pertencentes a Itália e Turquia, sendo que em duas epopéias foi muito além da simples narração histórica e heróica, demonstrando detidamente os conflitos internos e universais do homem, a Providência Divina na história, o código moral do povo grego, bem como suas condições sócio-econômicas, relação com outras nações, desenvolvimento literário e artístico, e seu próprio declínio.

A Odisséia é a consolidação da Nação Helênica pós guerra de Tróia, e um tratado acerca da virtude, sem prejuízo de elementos descritos por outros exegetas.

Neste ponto, cabe o testemunho preciso do historiador Heródoto acerca de tão grandes poetas e homens da humanidade:

“Parece-me que Hesíodo e Homero, quanto à idade, foram mais velhos do que eu em quatrocentos anos, e não mais. Eles são os que compuseram a Teogonia para os gregos, deram os nomes aos Deuses, distinguiram-lhe as honras e artes, e indicaram suas figuras.” [1]

[1] HERÓDOTO II, 53.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/o-mito-como-forma-de-explicar-a-historia-1352510.html

    Palavras-chave do artigo:

    mito

    ,

    real

    ,

    fabula

    Comentar sobre o artigo

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    Este artigo realiza uma reflexão sobre a literatura infantil, focando sua análise na questão da função da mesma. Faz um rápido levantamento diacrônico, após abordar o problema conceitual e conclui que a literatura infantil ideal tem como função específica ajudar no despertar crítico dos futuros leitores adultos. Convida você para uma viagem ao universo da literatura infanto-juvenil.

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    O presente texto possui uma abordagem reflexiva simples e ao mesmo tempo um foco informativo sobre as três áreas de "ciências" Psicopedagogia, Psicologia Transpessoal e Educação, numa prespectiva relacionada á Educação de maneira prática e explicativa.

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    Victor Alexandre Araujo Abrantes

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    Victor Alexandre Araujo Abrantes

    Este artigo trata da questão do Construtivismo, da Interdisciplinariedade e dos mesmos aplicado aos métodos de ensino, avaliação e pesquisa, nos ambientes escolar e acadêmico. Entende-se por "Construtivismo" o paradigma espistemilógico segundo o qual o aluno é o sujeito do conhecimento. Interdisciplinaridade é a abrodagem dos objetos de estudo transmitidos através do diálogo entre as disciplinas. A Filosofia Clássica, destacando-se Sócrates, já preconizava tais métodos.

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    valentina 10/08/2010
    O Mito Como Forma De Explicar A História
    Por: Victor Alexandre Araujo Abrantes
    O Mito como forma de explicar a História
    As narrações míticas estão povoadas dos deuses, fenômenos da natureza divinizados, heróis e seres fantásticos, nos quais se vê implícita a consciência coletiva de uma nação, bem como sua concepção de homem.
    Os textos míticos, obviamente, em virtude dos elementos acima descritos, não apresentam o rigor lógico-epistemológico das obras históricas. Porém, sob certo ponto de vista, são mas ricas que as mesmas, porque de seus próprios elementos fantásticos se depreende o grau de desenvolvimento intelectual a que chegou tal povo, a unidade, amplitude do nacionalismo, e outros temas abordados que fornecem dados imprescindíveis aos estudo de qualquer povo ou civilização.
    Tomando como exemplo (mais uma vez a nação helênica, por ser a de maior brilhantismo intelectual de todos os tempos), se percebe, em Hesíodo, o alto grau de abstração alcançada pela rapsódia de seu tempo, as quais redundaram na brilhante em sempre atual cosmologia pré-socrática.
    Homero descreve uma batalha que realmente ocorreu, nas regiões hoje pertencentes a Itália e Turquia, sendo que em duas epopéias foi muito além da simples narração histórica e heróica, demonstrando detidamente os conflitos internos e universais do homem, a Providência Divina na história, o código moral do povo grego, bem como suas condições sócio-econômicas, relação com outras nações, desenvolvimento literário e artístico, e seu próprio declínio.
    A Odisséia é a consolidação da Nação Helênica pós guerra de Tróia, e um tratado acerca da virtude, sem prejuízo de elementos descritos por outros exegetas.
    Neste ponto, cabe o testemunho preciso do historiador Heródoto acerca de tão grandes poetas e homens da humanidade:
    “Parece-me que Hesíodo e Homero, quanto à idade, foram mais velhos do que eu em quatrocentos anos, e não mais. Eles são os que compuseram a Teogonia para os gregos, deram os nomes aos Deuses, distinguiram-lhe as honras e artes, e indicaram suas figuras.” [1]
    [1] HERÓDOTO II, 53.
    Perfil do Autor
    Professor de Filosofia, Biólogo, Advogado, Artista Plástico, pos-graduando em Arte e Educação e especializando em Neurociência, que busca em sua razão, pura e prática (nos termos de Kant) enquadrar-se na Paidéia, com as devidas adaptações de seu tempo.(Artigonal SC #1352510)
    Fonte do Artigo - http://www.artigonal.com/educacao-artigos/o-mito-como-forma-de-explicar-a-historia-1352510.html
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