O Mito Como Forma De Explicar A História

Publicado em: 18/10/2009 |Comentário: 1 | Acessos: 529 |

O Mito como forma de explicar a História

As narrações míticas estão povoadas dos deuses, fenômenos da natureza divinizados, heróis e seres fantásticos, nos quais se vê implícita a consciência coletiva de uma nação, bem como sua concepção de homem.

Os textos míticos, obviamente, em virtude dos elementos acima descritos, não apresentam o rigor lógico-epistemológico das obras históricas. Porém, sob certo ponto de vista, são mas ricas que as mesmas, porque de seus próprios elementos fantásticos se depreende o grau de desenvolvimento intelectual a que chegou tal povo, a unidade, amplitude do nacionalismo, e outros temas abordados que fornecem dados imprescindíveis aos estudo de qualquer povo ou civilização.

Tomando como exemplo (mais uma vez a nação helênica, por ser a de maior brilhantismo intelectual de todos os tempos), se percebe, em Hesíodo, o alto grau de abstração alcançada pela rapsódia de seu tempo, as quais redundaram na brilhante em sempre atual cosmologia pré-socrática.

Homero descreve uma batalha que realmente ocorreu, nas regiões hoje pertencentes a Itália e Turquia, sendo que em duas epopéias foi muito além da simples narração histórica e heróica, demonstrando detidamente os conflitos internos e universais do homem, a Providência Divina na história, o código moral do povo grego, bem como suas condições sócio-econômicas, relação com outras nações, desenvolvimento literário e artístico, e seu próprio declínio.

A Odisséia é a consolidação da Nação Helênica pós guerra de Tróia, e um tratado acerca da virtude, sem prejuízo de elementos descritos por outros exegetas.

Neste ponto, cabe o testemunho preciso do historiador Heródoto acerca de tão grandes poetas e homens da humanidade:

“Parece-me que Hesíodo e Homero, quanto à idade, foram mais velhos do que eu em quatrocentos anos, e não mais. Eles são os que compuseram a Teogonia para os gregos, deram os nomes aos Deuses, distinguiram-lhe as honras e artes, e indicaram suas figuras.” [1]

[1] HERÓDOTO II, 53.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/o-mito-como-forma-de-explicar-a-historia-1352510.html

    Palavras-chave do artigo:

    mito

    ,

    real

    ,

    fabula

    Comentar sobre o artigo

    Francisca Samara Teixeira

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    Rogério de Sousa

    Ao longo de nossos debates me posicionei firmemente pelo Idealismo do Sócrates de Platão. Estes dois homens se tornaram divisores de águas no que diz respeito à Piadéia. Antes deles imperava a busca pela sabedoria. Após, reina o amor à sabedoria. Antes deles existia a Poesia e a Retórica. Após, nasce a Filosofia.

    Por: Rogério de Sousal Educação> Ensino Superiorl 25/04/2011 lAcessos: 1,235
    carlos martins

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    Este artigo realiza uma reflexão sobre a literatura infantil, focando sua análise na questão da função da mesma. Faz um rápido levantamento diacrônico, após abordar o problema conceitual e conclui que a literatura infantil ideal tem como função específica ajudar no despertar crítico dos futuros leitores adultos. Convida você para uma viagem ao universo da literatura infanto-juvenil.

    Por: Darci Martinsl Educação> Educação Infantill 01/06/2012 lAcessos: 2,172
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    Com o advento da globalização, a educação é tida como o maior recurso de que se dispõe para enfrentar essa nova estruturação mundial. Objetiva-se evidenciar a importância dos alunos encontrarem na escola não só evidências de seu próprio mundo, mas também aparato capaz de os "cunharem" para uma participação social plena e não "fatiada", como sugere o estudo por disciplinas. Jovens e adultos, público cada vez mais informatizado, exige que as disciplinas deixem de ser apresentadas de forma isolada.

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    A expressão artística faz parte da história humana desde os tempos mais remotos. Sendo assim, a Arte é um dos modos de conhecimento ao qual os estudantes devem também ter acesso, assumindo-se como sujeitos capazes de apreciação estética e criação artística, articuladas aos processos e mediações da cultura contemporânea. Diante das mudanças pelas quais o ensino-aprendizagem de Arte passou, vê-se a necessidade de discorrer a respeito da presença desta disciplina no currículo escolar, revendo sua i

    Por: KÁTIA CÉLIA FERREIRAl Educaçãol 18/12/2014

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    As revela à existência de ações políticas e sociais que possam concretizar e promover a efetividade da inclusão social da pessoa com necessidade educacional especial. Vejo que a sociedade deve compreender como se dá o processo de ensino-aprendizagem da criança com Síndrome de Down na Educação Básica, as dificuldades enfrentadas e as possibilidades e mecanismos de reconhecimento e aceitação dessas limitaçõ

    Por: Rosely dos Santos Ferreiral Educaçãol 17/12/2014

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    Por: Rosely dos Santos Ferreiral Educaçãol 17/12/2014

    Apresento algumas características que identificam a criança Down, o conceito de Educação Inclusiva e Educação básica, e da diversidade na educação. Relacionam-se aspectos positivos da inclusão da criança Down na Educação Básica e como deve acontecer essa inclusão, enumerando as dificuldades no processo de inclusão da criança Down na Educação Básica. Conceitua-se a Síndrome de Down e sua identificação, bem como o tratamento e a motivação para inserir a criança com deficiência na Educação Básica.

    Por: Rosely dos Santos Ferreiral Educaçãol 17/12/2014

    O estudo realizado teve como foco principal compreender os avanços no processo de construção do conhecimento dos alunos de uma turma de 3º ano, através dos jogos matemáticos, priorizando, desse modo, a ludicidade no ensino. A pesquisa foi desenvolvida durante o estágio realizado pela acadêmica e pesquisadora junto a uma turma de 3º ano.

    Por: Luziane Da Silva Costal Educaçãol 15/12/2014 lAcessos: 11
    Victor Alexandre Araujo Abrantes

    Anaxágoras concebou o "Nous" como sua "Arché", causa, material e formal da ordem cósmica. "Cosmos", na termologia clássica traz a idéia de ordem, leis pre-estabelecidas que regem os fenômenos. Há opiniões de que o Nous tem como polaridades, o "Ápeiron", o indeterminado, e o "Pneuma", força vital. São reflexões metafísicas não passíveis de experimentação nos moldes do positivismo, não obstante tais princípios serem, dia após dia, conformados pela Física.

    Por: Victor Alexandre Araujo Abrantesl Educaçãol 18/10/2009 lAcessos: 981
    Victor Alexandre Araujo Abrantes

    Este artigo trata da questão do Construtivismo, da Interdisciplinariedade e dos mesmos aplicado aos métodos de ensino, avaliação e pesquisa, nos ambientes escolar e acadêmico. Entende-se por "Construtivismo" o paradigma espistemilógico segundo o qual o aluno é o sujeito do conhecimento. Interdisciplinaridade é a abrodagem dos objetos de estudo transmitidos através do diálogo entre as disciplinas. A Filosofia Clássica, destacando-se Sócrates, já preconizava tais métodos.

    Por: Victor Alexandre Araujo Abrantesl Educaçãol 18/10/2009 lAcessos: 2,249

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    valentina 10/08/2010
    O Mito Como Forma De Explicar A História
    Por: Victor Alexandre Araujo Abrantes
    O Mito como forma de explicar a História
    As narrações míticas estão povoadas dos deuses, fenômenos da natureza divinizados, heróis e seres fantásticos, nos quais se vê implícita a consciência coletiva de uma nação, bem como sua concepção de homem.
    Os textos míticos, obviamente, em virtude dos elementos acima descritos, não apresentam o rigor lógico-epistemológico das obras históricas. Porém, sob certo ponto de vista, são mas ricas que as mesmas, porque de seus próprios elementos fantásticos se depreende o grau de desenvolvimento intelectual a que chegou tal povo, a unidade, amplitude do nacionalismo, e outros temas abordados que fornecem dados imprescindíveis aos estudo de qualquer povo ou civilização.
    Tomando como exemplo (mais uma vez a nação helênica, por ser a de maior brilhantismo intelectual de todos os tempos), se percebe, em Hesíodo, o alto grau de abstração alcançada pela rapsódia de seu tempo, as quais redundaram na brilhante em sempre atual cosmologia pré-socrática.
    Homero descreve uma batalha que realmente ocorreu, nas regiões hoje pertencentes a Itália e Turquia, sendo que em duas epopéias foi muito além da simples narração histórica e heróica, demonstrando detidamente os conflitos internos e universais do homem, a Providência Divina na história, o código moral do povo grego, bem como suas condições sócio-econômicas, relação com outras nações, desenvolvimento literário e artístico, e seu próprio declínio.
    A Odisséia é a consolidação da Nação Helênica pós guerra de Tróia, e um tratado acerca da virtude, sem prejuízo de elementos descritos por outros exegetas.
    Neste ponto, cabe o testemunho preciso do historiador Heródoto acerca de tão grandes poetas e homens da humanidade:
    “Parece-me que Hesíodo e Homero, quanto à idade, foram mais velhos do que eu em quatrocentos anos, e não mais. Eles são os que compuseram a Teogonia para os gregos, deram os nomes aos Deuses, distinguiram-lhe as honras e artes, e indicaram suas figuras.” [1]
    [1] HERÓDOTO II, 53.
    Perfil do Autor
    Professor de Filosofia, Biólogo, Advogado, Artista Plástico, pos-graduando em Arte e Educação e especializando em Neurociência, que busca em sua razão, pura e prática (nos termos de Kant) enquadrar-se na Paidéia, com as devidas adaptações de seu tempo.(Artigonal SC #1352510)
    Fonte do Artigo - http://www.artigonal.com/educacao-artigos/o-mito-como-forma-de-explicar-a-historia-1352510.html
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