O Mito Como Forma De Explicar A História

Publicado em: 18/10/2009 |Comentário: 1 | Acessos: 523 |

O Mito como forma de explicar a História

As narrações míticas estão povoadas dos deuses, fenômenos da natureza divinizados, heróis e seres fantásticos, nos quais se vê implícita a consciência coletiva de uma nação, bem como sua concepção de homem.

Os textos míticos, obviamente, em virtude dos elementos acima descritos, não apresentam o rigor lógico-epistemológico das obras históricas. Porém, sob certo ponto de vista, são mas ricas que as mesmas, porque de seus próprios elementos fantásticos se depreende o grau de desenvolvimento intelectual a que chegou tal povo, a unidade, amplitude do nacionalismo, e outros temas abordados que fornecem dados imprescindíveis aos estudo de qualquer povo ou civilização.

Tomando como exemplo (mais uma vez a nação helênica, por ser a de maior brilhantismo intelectual de todos os tempos), se percebe, em Hesíodo, o alto grau de abstração alcançada pela rapsódia de seu tempo, as quais redundaram na brilhante em sempre atual cosmologia pré-socrática.

Homero descreve uma batalha que realmente ocorreu, nas regiões hoje pertencentes a Itália e Turquia, sendo que em duas epopéias foi muito além da simples narração histórica e heróica, demonstrando detidamente os conflitos internos e universais do homem, a Providência Divina na história, o código moral do povo grego, bem como suas condições sócio-econômicas, relação com outras nações, desenvolvimento literário e artístico, e seu próprio declínio.

A Odisséia é a consolidação da Nação Helênica pós guerra de Tróia, e um tratado acerca da virtude, sem prejuízo de elementos descritos por outros exegetas.

Neste ponto, cabe o testemunho preciso do historiador Heródoto acerca de tão grandes poetas e homens da humanidade:

“Parece-me que Hesíodo e Homero, quanto à idade, foram mais velhos do que eu em quatrocentos anos, e não mais. Eles são os que compuseram a Teogonia para os gregos, deram os nomes aos Deuses, distinguiram-lhe as honras e artes, e indicaram suas figuras.” [1]

[1] HERÓDOTO II, 53.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/o-mito-como-forma-de-explicar-a-historia-1352510.html

    Palavras-chave do artigo:

    mito

    ,

    real

    ,

    fabula

    Comentar sobre o artigo

    Francisca Samara Teixeira

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    Rosilene Coimbra Costa Pinto

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    Ivan Guedes

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    Por: Ivan Guedesl Religião & Esoterismo> Evangelhol 03/01/2011 lAcessos: 396
    FABRÍCIO DE CARVALHO PIMENTA

    Este artigo propõe uma releitura da história de vida de Cristo, a partir do livro "O Evangelho segundo Jesus Cristo", de José Saramago, e pretende promover uma reflexão sobre a figura assexuada de Jesus, e questionar essa imagem criada e difundida pela Igreja Católica com o objetivo de reprimir a consciência da corporeidade e, portanto, criar a repressão da sexualidade humana.

    Por: FABRÍCIO DE CARVALHO PIMENTAl Literatura> Ficçãol 14/05/2009 lAcessos: 952

    Este artigo tem como tema "A importância dos contos para a formação de valores e o desenvolvimento psíquico Infantil", abordando, a relevância que a contação de história demonstra na dimensão lúdica nos aspectos que favorecem o desenvolvimento infantil. Apresenta uma abordagem teórica, que favorece a reflexão e análise do tema. O questionamento que motivou a escolha dessa temática foi: qual é a importância da fantasia no desenvolvimento infantil? A pesquisa bibliográfica fundamentou a elaboração

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    Rogério de Sousa

    Ao longo de nossos debates me posicionei firmemente pelo Idealismo do Sócrates de Platão. Estes dois homens se tornaram divisores de águas no que diz respeito à Piadéia. Antes deles imperava a busca pela sabedoria. Após, reina o amor à sabedoria. Antes deles existia a Poesia e a Retórica. Após, nasce a Filosofia.

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    carlos martins

    o niilismo diz respeito à experiência que Nietzsche resumiu na idéia da morte de Deus.

    Por: carlos martinsl Religião & Esoterismo> Religiãol 17/05/2011 lAcessos: 423

    Este artigo realiza uma reflexão sobre a literatura infantil, focando sua análise na questão da função da mesma. Faz um rápido levantamento diacrônico, após abordar o problema conceitual e conclui que a literatura infantil ideal tem como função específica ajudar no despertar crítico dos futuros leitores adultos. Convida você para uma viagem ao universo da literatura infanto-juvenil.

    Por: Darci Martinsl Educação> Educação Infantill 01/06/2012 lAcessos: 2,051
    Rosimeire Moreira Quintela

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    Erineia nascimento da Silva

    O lúdico proveniente da palavra latina "ludus" que significa jogos. Que segundo DANTAS, 1988, representa liberdade para brincar livremente, gratuitamente, prazerosamente. Tornando a brincadeira uma expressão máxima do lúdico, desde da antiga Roma e Grécia em períodos remotos da civilização ocidental utilizava os brinquedos na educação com base nas idéias de Platão e Aristóteles.

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    Sebastiana Braga

    A formação profissional não consiste apenas em ouvir palestra ou fazer determinados cursos. Pelo contrario, ela é um processo continuo e progressivo, onde através da aprendizagem se acumula conhecimento e este por sua vez vai sendo transformado em práticas bem sucedidas. Dessa forma deve ser pensado numa multiplicidade de saberes que através de um projeto para formação continuada que se complemente e que aborde um tema central a todas as áreas no intuito do melhoramento do ensino aprendizagem.

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    Edjar Dias de Vasconcelos

    Sei o quanto. Tudo isso não significa nada. Apesar da interminável beleza dos universos. Contínuos. Sei do insignificado das coisas. Do delírio dos deuses. Das franquezas das razões não lógicas. A metafísica não indutiva.

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    Amanda Souza Machado

    Este trabalho é uma continuação das discussões, pesquisas e reflexões ocorridas durante a elaboração do artigo científico sobre como os educadores exploram as fantasias das crianças, produzidas a partir dos programas de televisão. O artigo propõe-se a apresentar as influências da TV no imaginário das crianças e qual é o papel dos educadores neste momento.

    Por: Amanda Souza Machadol Educaçãol 23/10/2014

    O presente artigo é um estudo bibliográfico que tem como objetivo principal abordar conceitos educacionais e metodologias desenvolvidas em sala de aula usando o lúdico como alternativa de metodologia. O trabalho justifica-se pela necessidade de se entender e adequar a aprendizagem às atuais demandas da educação é necessário conhecer alguns caminhos já percorridos pelo ensino e que se levam a uma redefinição dos objetivos, conteúdo e metodológicos.

    Por: Graciele de Miranda Oliveiral Educaçãol 21/10/2014 lAcessos: 14
    Alinne do Rosário Brito

    O artigo busca pesquisar e relatar o que é o Programa Mesa Brasil SESC e dialogar com as ações do Governo do Estado do Amapá para que a segurança alimentar seja implementada atendendo as leis nacionais e as respectivas atuações das politicas públicas que o regem quanto a tentativa de diminuição da miséria na cidade de Macapá.

    Por: Alinne do Rosário Britol Educaçãol 21/10/2014 lAcessos: 17
    Tania R. Steinke

    Promover a valorização da formação continuada dos docentes e coordenadores pedagógicos que atuam no Ensino Médio das escolas públicas.

    Por: Tania R. Steinkel Educaçãol 19/10/2014

    Este artigo analisa de forma breve a teoria das Representações sociais, realizada por alguns estudiosos que contribuíram para a o avanço das representações sociais, bem como, os teóricos que tinham como base as investigações de como as pessoas transformam os conhecimentos científicos em conhecimento de senso comum na década de 60, e também a forma como adota a perspectiva comunicativa "genética" na apreensão do conhecimento veiculado a dinâmica do cotidiano.

    Por: Elizabeth Almeida dos Santosl Educaçãol 14/10/2014 lAcessos: 12
    Victor Alexandre Araujo Abrantes

    Anaxágoras concebou o "Nous" como sua "Arché", causa, material e formal da ordem cósmica. "Cosmos", na termologia clássica traz a idéia de ordem, leis pre-estabelecidas que regem os fenômenos. Há opiniões de que o Nous tem como polaridades, o "Ápeiron", o indeterminado, e o "Pneuma", força vital. São reflexões metafísicas não passíveis de experimentação nos moldes do positivismo, não obstante tais princípios serem, dia após dia, conformados pela Física.

    Por: Victor Alexandre Araujo Abrantesl Educaçãol 18/10/2009 lAcessos: 967
    Victor Alexandre Araujo Abrantes

    Este artigo trata da questão do Construtivismo, da Interdisciplinariedade e dos mesmos aplicado aos métodos de ensino, avaliação e pesquisa, nos ambientes escolar e acadêmico. Entende-se por "Construtivismo" o paradigma espistemilógico segundo o qual o aluno é o sujeito do conhecimento. Interdisciplinaridade é a abrodagem dos objetos de estudo transmitidos através do diálogo entre as disciplinas. A Filosofia Clássica, destacando-se Sócrates, já preconizava tais métodos.

    Por: Victor Alexandre Araujo Abrantesl Educaçãol 18/10/2009 lAcessos: 2,233

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    valentina 10/08/2010
    O Mito Como Forma De Explicar A História
    Por: Victor Alexandre Araujo Abrantes
    O Mito como forma de explicar a História
    As narrações míticas estão povoadas dos deuses, fenômenos da natureza divinizados, heróis e seres fantásticos, nos quais se vê implícita a consciência coletiva de uma nação, bem como sua concepção de homem.
    Os textos míticos, obviamente, em virtude dos elementos acima descritos, não apresentam o rigor lógico-epistemológico das obras históricas. Porém, sob certo ponto de vista, são mas ricas que as mesmas, porque de seus próprios elementos fantásticos se depreende o grau de desenvolvimento intelectual a que chegou tal povo, a unidade, amplitude do nacionalismo, e outros temas abordados que fornecem dados imprescindíveis aos estudo de qualquer povo ou civilização.
    Tomando como exemplo (mais uma vez a nação helênica, por ser a de maior brilhantismo intelectual de todos os tempos), se percebe, em Hesíodo, o alto grau de abstração alcançada pela rapsódia de seu tempo, as quais redundaram na brilhante em sempre atual cosmologia pré-socrática.
    Homero descreve uma batalha que realmente ocorreu, nas regiões hoje pertencentes a Itália e Turquia, sendo que em duas epopéias foi muito além da simples narração histórica e heróica, demonstrando detidamente os conflitos internos e universais do homem, a Providência Divina na história, o código moral do povo grego, bem como suas condições sócio-econômicas, relação com outras nações, desenvolvimento literário e artístico, e seu próprio declínio.
    A Odisséia é a consolidação da Nação Helênica pós guerra de Tróia, e um tratado acerca da virtude, sem prejuízo de elementos descritos por outros exegetas.
    Neste ponto, cabe o testemunho preciso do historiador Heródoto acerca de tão grandes poetas e homens da humanidade:
    “Parece-me que Hesíodo e Homero, quanto à idade, foram mais velhos do que eu em quatrocentos anos, e não mais. Eles são os que compuseram a Teogonia para os gregos, deram os nomes aos Deuses, distinguiram-lhe as honras e artes, e indicaram suas figuras.” [1]
    [1] HERÓDOTO II, 53.
    Perfil do Autor
    Professor de Filosofia, Biólogo, Advogado, Artista Plástico, pos-graduando em Arte e Educação e especializando em Neurociência, que busca em sua razão, pura e prática (nos termos de Kant) enquadrar-se na Paidéia, com as devidas adaptações de seu tempo.(Artigonal SC #1352510)
    Fonte do Artigo - http://www.artigonal.com/educacao-artigos/o-mito-como-forma-de-explicar-a-historia-1352510.html
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