O papel do coordenador pedagógico e seus desafios no cotidiano escolar

Publicado em: 07/11/2012 |Comentário: 0 | Acessos: 4,486 |

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO FACULDADE DE EDUCAÇÃO

O PAPEL DO COORDENADOR PEDAGÓGICO E SEUS DESAFIOS NO COTIDIANO ESCOLAR

Trabalho de conclusão de Curso submetido à Faculdade de Educação da Universidade Federal de Mato Grosso como requisito do Curso de Especialização

RESUMO

Essa pesquisa propôs como tema de estudo o papel do coordenador pedagógicos e seus desafios no cotidiano escolar. O intuito desta pesquisa foi o de contribuir para que coordenadores pedagógicos observassem grandes mudanças ocorridas no cenário educacional ao longo do tempo. Para o desenvolvimento deste estudo, inicialmente foi feita uma revisão bibliográfica para descrever teorias que abordassem sobre o papel do coordenador, de modo que pudessem ser desenvolvidas. A bibliografia levantada serviu de fundamento para a pesquisa que teve por finalidade descrever sobre a função do coordenador. O trabalho proporcionou um maior conhecimento da área que atuo e fez com que convivesse mais próximo com o pensamento dos docentes e dos alunos no decorrer da especialização.

Palavras-chave

: Coordenador pedagógico; Ensino-aprendizagem; Atuação Profissional. 7

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO..................................................................................................08

CAPÍTULO I - Relato sobre o cotidiano do trabalho do Coordenador Pedagógico..................................................................................................10

CAPÌTULO ll - O Papel do Coordenador Pedagógico.....................................13

CAPÌTULO lll - O que muda no pensar e no fazer pedagógico(relação teoria e prática) ..........................................................................................................21

CONSIDERAÇÕES FINAIS..............................................................................22

REFERÊNCIAS................................................................................................32

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INTRODUÇÃO

Na contemporaneidade muito se fala sobre o coordenador pedagógico e sua atuação na comunidade escolar, como aquele que tem a função de, entre tantas outros, cuidar para o desenvolvimento pessoal e profissional do professor. Mas, também se pergunta: Ele, de fato, é necessário no ambiente escolar? Quem é, na verdade, esse especialista, que carrega consigo a responsabilidade de, efetivamente, promover a formação dos docentes, assumindo esse papel, que é seu por excelência? Não cabe aqui, neste trabalho esgotar todo o potencial de trabalhos, desafios, conquistas, dificuldades e contribuições que permeiam a ação do coordenador pedagógico, no entanto, é pertinente elaborar outras questões referentes a este especialista, tais como: como ele atua? De que forma seu trabalho contribui para a melhoria do ensino? Como se dá a interação entre o coordenador e as práticas educativas? Como se relaciona o coordenador pedagógico com o ensino contemporâneo?

Por essas indagações, dúvidas, anseios e questionamentos que serão abordadas ao longo deste trabalho, é que se percebe a necessidade de refletir a atuação do coordenador pedagógico como fio condutor da ação educativa, senti a necessidade de aprofundar mais sobre a questão da função do coordenador pedagógico, processo educativo dentro da escola. O nosso campo de atuação é muito vasto, envolvendo atividades relacionadas aos componentes curriculares, aprendizagem e construção de conhecimento, disciplina, ética, avaliação, materiais didáticos e a interação com a comunidade. Destaca-se também, a reflexão sobre o papel da escola como espaço de aquisição de saberes e de interação social e como se desenvolve a ação educativa do coordenador frente aos paradigmas institucionais. Explanam-se, ainda, questões sobre a função deste especialista junto ao corpo docente, abordando elementos constitutivos do processo de ensino aprendizagem. Destaca-se, também, a importância do trabalho coletivo como desencadeador de uma nova postura educativa, acreditando-se que é necessário e urgente acontecer um redirecionamento na ação do coordenador pedagógico. As reflexões, ideias e propostas citadas e pontua lizadas, bem como a metodologia utilizada na construção desta

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monografia, baseiam-se em observações do cotidiano escolar desse profissional. É cabível, também, uma revisão de literatura que se alicerçam em pressupostos de teóricos no decorrer da especialização, que se dedicaram ao estudo da ação desse especialista, configurando-se esses referenciais em ampla contribuição para o entendimento da atuação própria do coordenador pedagógico.

A relevância da atuação desse especialista, ainda tão pouco valorizado, ganha evidência nesta monografia, visto que, sua função é ainda pouco definida e, por vezes, mal interpretada. Havendo, portanto, a necessidade de um aprofundamento sobre as suas práticas e, consequente reflexão da sua ação na esfera escolar. Através de tópicos que evidenciam a ação do coordenador pedagógico em diversas dimensões do processo de ensino aprendizagem, vinculando elementos que são relevantes para sua prática, torna-se possível perceber as especificidades a ele atribuídas, e como se dá a interação e o envolvimento desse profissional no contexto educacional.

A educação de qualidade é uma busca constante, para que isso se torne realidade são necessárias ações que sustentem o trabalho em equipe.

O coordenador pedagógico atua como o facilitador do processo pedagógico, na instituição escola, esse profissional tem que ir além do conhecimento teórico, pois para acompanhar o trabalho pedagógico e estimular os colegas professores para a percepção e sensibilidade para identificar as necessidades dos alunos e professores, tendo que se manter sempre atualizados, buscando fontes de informação e refletindo sobre sua prática focando seu olhar nessa relação entre professor e aluno e entender que, às vezes, alguns professores não sabem como se constrói o conhecimento. Torna-se fundamental então que o coordenador aja como professor, ajudando os professores na compreensão de sua

práxis educativa. 10

Capítulo I

RELATO SOBRE COTIDIANO DO TRABALHO DO COORDENADOR PEDAGÓGICO

Atuo na função de Coordenadora Pedagógica na Escola Estadual 19 de Dezembro a mesma localizada na rua Maranhão nº100,centro da cidade de Nova Ubiratã estado do Mato Grosso.

Iniciei esta função no inicio do ano letivo de 2011 sou professora contratada na função de Coordenadora Pedagógica para o ano letivo de 2011 e 2012..Nesta escola contamos com 748 aluno sendo 438 alunos na sede e 310 alunos nas salas anexas atualmente somos em 14 professores na sede ,mais 14 professores nas anexas contamos com funcionários do TAE e AEE.

Na escola trabalhamos em 02 coordenadoras pedagógicas, temos carga horária de 30 horas semanais, trabalho 10 horas no matutino e 20 horas no vespertino e minha colega coordenadora também realiza 30 horas em horários opostos aos meus.

A escola possui 07 salas de aula a cada periodo,01 laboratório de informática,01 biblioteca,01 sala MT Preparatório,01 sala de livros utilizados em sala pelos alunos,01 sala dos professores,01 sala da diretora,01 sala da coordenação,01 cozinha ,refeitório ,banheiros em bom estado,01 quadra esportiva ,diversos recursos tecnológicos ,entre outros.

O Coordenador Pedagógico hoje atua como integrador entre professores e a direção da escola numa trajetória impregnada de desafios, compromisso, perspectivas, conhecimentos, minhas atribuições efetivamente desenvolvidas na função de coordenadora vão muito além daquelas definidas pelo Regimento Escolar e PPP desta escola, que não somente pedagógicas e que acabam por se traduzirem também em focos de trabalho influenciados na organização escolar, muitas vezes acumulamos funções que não são nossas, entre elas, onde é um trabalho complexo, mas ao mesmo tempo,essencial na construção de alternativas para as ações pedagógicas,como coordenadora não posso deixar de diagnosticar os problemas e propor alternativas possíveis para qualificar o corpo docente e um ensino de qualidade, nos cabe os desafios pertinentes ás práticas pedagógicas,

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minha busca constante do melhor caminho que a escola necessita para acompanhar o trabalho docente e a escolha de qual a melhor estratégia de ação a qual dependerá de uma escolha coletiva dos colegas.

Preciso estar atentas as práticas utilizadas em sala de aula,capacitando este grupo numa linha de ação conjunta e integradora.Garantir os registros da área pedagógica dando continuidade ao processo de construção do conhecimento,acompanhamento dos diário eletrônicos. Assessorar a Diretora Lucy quanto algumas decisões como organização do horário de aula e utilização de recursos didáticos da escola. Organizar reuniões de pais e responsáveis. Atendimento aos pais e responsáveis dos nossos alunos na verificação de notas e indisciplina ou qualquer outro problema eventual. Substituir professores faltosos, muitas vezes cuidar do portão, limpeza dos banheiros, acompanhamento ao recreio dos alunos. Acompanhar entrada e saída de alunos, registrar no livro ata entradas atrasadas e saídas antecipadas, alunos indisciplinados em sala ou no espaço escolar, levar alunos no postinho de saúde. No período vespertino temos 70% alunos oriundos de fazendas, assentamentos que saem de suas localidades a partir da 10:00 horas ficando muito tempo dentro dos ônibus, chegando a escola cansados,com fome ,doentes entre outros.

Proponho melhorias das relações interpessoais na escola sede e nas 04 (quatro) salas anexas,

A mediação da coordenação pedagógica torna-se fundamental porque pode articular os profissionais e os seus saberes, tendo em vista o planejamento coletivo e a interdisciplinaridade. Além disso, a integração das práticas e dos saberes dos profissionais possibilita uma escuta mais acurada das experiências dos estudantes, fazendo com que a interação social da escola seja aprofundada de forma mais reflexiva, porque é capaz de estabelecer e analisar as inúmeras relações perpassadas no cotidiano da comunidade.

Para que a gestão democrática seja vivenciada no cotidiano escolar, as relações de poder precisam ser explicitadas e enfrentadas com o fim de superar a rigidez da hierarquização e torná-las mais bem distribuídas entre a comunidade escolar. Geralmente, a instituição educacional reproduz as formas de controle presentes na sociedade, naturalizando-as, sem refletir sobre elas e nem mesmo questionar se tais formas combinam com a natureza do papel social da escola.

Analisar ,construir e acompanhar projetos a aprovar o programa politico pedagógico,os Projetos especiais e Calendário Escolar,organizar reuniões

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Pedagógicas,acompanhar e supervisionar o funcionamento da escola sede e anexas,zelando pelo cumprimento da legislação,normas educacionais e pelo padrão de qualidade de ensino,oferecer alternativas para superação problemas enfrentados,contando com o conselho deliberativo através de decisões,promover eventos que ensejem a formação.

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Capítulo II

O PAPEL DO COORDENADOR PEDAGÓGICO

O Coordenador Pedagógico é o facilitador do processo pedagógico na instituição, percebemos que para o trabalho desenvolvido cotidianamente por esse profissional no espaço escolar, é imprescindível que o coordenador tenha um planejamento do fazer pedagógico diário, assim como fazem os professores, para que tenha um norte e possa cumprir sua rotina - considerando sempre as urgências.

Esse profissional tem que ir além do conhecimento teórico, pois para acompanha trabalho pedagógico e estimular os professores é preciso percepção e sensibilidade para identificar as necessidades dos alunos e professores, tendo que se manter sempre atualizado, buscando fontes de informação e refletindo sobre sua prática.

Segundo NÓVOA (2001), a experiência não é formadora nem produtor. È a reflexão sobre a experiência que pode provocar a produção do saber e a formação"com esse pensamento ainda é necessário destacar que o trabalho deve acontecer com a colaboração de todos,assim o coordenador deve estar preparado e flexível para mudanças e sempre pronto a motivar sua equipe.Dentro das diversas atribuições está o ato de acompanhar o trabalho docente,sendo responsável pelo elo de ligação entre os envolvidos na comunidade educacional.A questão do relacionamento entre o coordenador e o professor é um fator crucial para uma gestão democrática,para que isso aconteça com estratégias bem formuladas o coordenador não pode perder seu foco.

O coordenador precisa estar sempre atento ao cenário que se apresenta a sua volta valorizando os profissionais da sua equipe e acompanhando os resultados,essa caminhada nem sempre é feita com segurança,pois as diversas informações e responsabilidades o medo e a insegurança também faz parte desta trajetória,cabe ao coordenador refletir sobre sua própria prática para superar os obstáculos aperfeiçoar o processo de ensino-aprendizagem. O trabalho em equipe é fonte inesgotável de superação e valorização do profissional.

O supervisor é visto como um dos membros gestores,na gestão da educação que responde aos ditames da contemporaneidade possui o principio

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que, segundo PARO(1986:87) "

Se fundamenta em objetivos educacionais representativo dos interesses das amplas camadas da população e leva em conta a especificidade do projeto pedagógico escolar,processo esse determinado pelos mesmos objetivos." Desta forma os objetivos educacionais devem ser formulados dentro do contexto real e dos conhecimentos que derivam das experiências. A acomodação é expressão da desistência da luta pela mudança. São autênticos produtores diretos da educação. Esses fatos colocam a importância do conhecimento diagnóstico do contexto escolar,fundamentação das dimensões pedagógicas e os métodos e técnicas administrativas,mais adequadas á promoção da racionalidade interna e externa.

A elaboração da proposta curricular deve ser contextualizada na discussão para a construção da identidade da escola através de um processo dinâmico de reflexão e elaboração continua.Trata-se de coordenar o processo de organização das pessoas no interior da escola, buscando a convergência dos interesses dos seus vários segmentos e a superação dos conflitos decorrentes deles.

Decorrente da intensa mobilização dos educadores para buscar uma educação critica a serviço das transformações sociais, econômicas e politicas, firma-se no meio educacional a pedagogia libertadora e a pedagogia crítico-social dos conteúdos. Precisamente é ai que esbarra a dimensão da função do supervisor na educação contemporânea, em que tanto o especialista quanto os professores ainda estão em reflexão das teorias para colocá-las em prática e, consequentemente, deverá haver um redimensionamento dessas práticas dentro da construção coletiva do projeto pedagógico da escola.

Portanto, o coordenador escolar deve ser habilitado e capacitado para realizar suas atividades no interior da escola.

A proposta educacional de uma escola que promova os fins da educação dentro de seus princípios básicos está totalmente voltada para inserção social da escola na comunidade e da comunidade para a escola.Assim a exigência de mudanças e atitudes do professor para o desempenho satisfatório do papel do educador,em função das transformações que se operam na sociedade advém da criação desses cursos,mediante as necessidades do momento.

No cotidiano escolar o coordenador pedagógico confronta-se consigo mesmo ao repensar, reavaliar e redirecionar suas ações, além disso, ele confronta-se também com o outro, com sua cultura, seus saberes, suas práticas, seus valores, suas expectativas e desejos. E essas são situações em que o

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coordenador pedagógico precisa ter muita habilidade para enfrentar.

Para tanto, o coordenador não pode desprezar no seu trabalho cotidiano a existência (PLACCO, 2006) das importâncias, das urgências, das rotinas e, sobretudo, das pausas, indispensáveis para reflexão e realimentação do corpo e da mente, para que gerem ações conscientes, significativas e criativas no enfrentamento dos obstáculos e problemas que emergem no trabalho cotidiano. Isso impõe ao coordenador pedagógico a necessidade de uma gama de saberes para atuar conscientemente nas diversas situações que permeiam o espaço escolar, dentre elas destacamos o processo ensino/aprendizagem; o desenvolvimento, implantação e implementação do Projeto Pedagógico da Escola; a formação de professores; a utilização de métodos/estratégias e recursos pedagógicos mais adequado para o desenvolvimento dos alunos e a promoção de ações que contribuem para o equilíbrio das relações interpessoais. Esses saberes, inerentes ao coordenador pedagógico, (ANDRÉ; VIEIRA, 2006), são eles: saberes gerenciais; saberes profissionais, éticos, políticos; saberes relacionais; saberes curriculares, técnico-profissionais, afetivo e experienciais. Nesse contexto salientamos, que o domínio desses e de muitos outros saberes, torna o coordenador pedagógico hábil para intervir em situações diversas no seu cotidiano.

Enfatizamos ainda que, as múltiplas atribuições exercidas pelo coordenador pedagógico e o fato de sua função estar envolvida em uma cadeia hierárquica na instituição escolar, obriga-o muitas vezes a submeter-se a exigências e interesses de órgãos superiores, isto se dá pelo fato de seu trabalho estar articulado com vários setores do espaço escolar (direção, pais, alunos, funcionários e comunidade), deixando portanto, brechas para a inserção de atribuições que não lhes são pertinentes. Dessa forma, ao traçar em linhas gerais a história do processo de escolarização no âmbito de reformas de ensino Mate afirma que,

[...] a função do PCP pode significar mais um elo de reforço na hierarquia escolar já estruturada e não necessariamente uma transformação em si mesmo. [...], pois entende o espaço do PCP como uma responsabilidade que não é unicamente da função, mas de todo um funcionamento em que se interpenetram formas de poder de professores, administradores escolares, funcionários [...] (2003, p. 75)

Assim sendo, percebemos que o coordenador pedagógico atua em um campo muito delicado, que exige habilidades para se relacionar com as diferentes formas de poder que ultrapassa sua função no espaço escolar.

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Na sua trajetória histórica o coordenador vem buscando a sua identidade profissional, nessa trajetória de luta pela afirmação da importância de seu trabalho, o coordenador pedagógico atuou (AUGUSTO, 2006) como fiscal e atendente, desempenhando um papel de pouca ou nenhuma expressividade no processo pedagógico, porém, nos anos 90 o trabalho do coordenador pedagógico mostrou-se significativo, Fernandes (2004) afirma, no resumo da sua dissertação de mestrado que:

A função de professor coordenador pedagógico, que se apresentou como novidade nas reformas educacionais da década de 1990, tem uma trajetória anterior que nos permite evidenciar que em outros momentos onde ocorreram movimentos de inovação pedagógica e de reforma educacional ela também esteve presente.

Dessa forma, a presença do coordenador pedagógico em diferentes momentos na história no período da reforma educacional, revela a importância do trabalho desse profissional no âmbito educacional. As diferentes denominações atribuídas ao coordenador (inspetor, orientador, supervisor, professor coordenador pedagógico, especialista) e a falta de clareza do campo de atuação nas unidades de ensino, são fatores que acompanham a trajetória desse profissional assim como a utilização da sua função como instrumento de manipulação para atender interesse político vigente, a esse respeito a autora diz ainda que:

[...] a presença do professor coordenador pedagógico está inserida em um contexto contraditório marcado pelo jogo sutil que existe entre as reformas educacionais dos anos 90 e a presença de uma visão progressista de educação, herança dos anos 80.

É nesse contexto, que historicamente o coordenador pedagógico se faz presente. Hoje ele ainda não tem um campo específico de atuação, sobrecarregado com tantos afazes o coordenador pedagógico muitas vezes sucumbido pelas urgências, ou seja, apagar focos de incêndios no dia-a-dia, não consegue desenvolver eficientemente o trabalho pedagógico, gerando assim, más interpretações quanto as suas reais atribuições no espaço escolar, ainda mais grave, é o sentimento que essa falta de identidade gera nesses profissionais como, frustração, mal-estar, sensação do dever não cumprido, insatisfação "

[...] desencadeando um processo de estresse e ansiedade que , em vez de lhe permitir maior adequação de seu trabalho, mais produz deturpações, ineficiências e desvios dos objetivos." (PLACCO, 2006, p. 50) 17

Além disso, o coordenador pedagógico enfrenta cotidianamente sérios obstáculos que impedem a realização do seu trabalho, como:

[...] o desvio de função; a ausência de identidade; a falta de território próprio de atuação no ambiente escolar; o isolamento do trabalho; a convivência com uma rotina de trabalho burocratizada; a utilização da função na veiculação, imposição e defesa de projetos da Secretaria de Educação; a presença de traços autoritários e julgadores e a fragilidade de procedimentos para a realização de trabalhos coletivos. (FERNANDES, 2004).

O quadro brevemente descrito, nos mostra alguns fatos vivenciados pelos coordenadores na instituição escolar, evidenciando que o trabalho do coordenador depende de muitas variáveis para ser realizado. As questões apontadas anteriormente, mostram o quanto o coordenador pedagógico precisa estar atento aos obstáculos que impedem o alcance de seus objetivos, pois este implica em o coordenador ter clareza da determinação regulamentar de suas atribuições, a fim de que as muitas atividades cotidianas não acabem por sucumbir o seu real papel no espaço escolar impedindo-o de realizar seu trabalho com eficiência, ética e profissionalismo. Para isso, é preciso que o coordenador dedique tempo para análise e avaliação diagnóstica, envolvendo nesse processo os múltiplos agentes da instituição, objetivando identificar os problemas e encaminhar soluções.

Acreditamos que a presença deste profissional é indispensável para o bom andamento do processo pedagógico. O coordenador é o principal responsável pela elaboração, implementação e acompanhamento do Projeto Político Pedagógico da Unidade de Ensino. Além disso, é ele quem define as linhas norteadoras da proposta curricular, princípios metodológicos, procedimentos didáticos, concepção de avaliação, bem como a assunção de outros procedimentos que resultam em melhoria do desempenho dos alunos (Art. 7º da Lei Nº 7.023, de 23 de janeiro de 1997).

Para tanto, é preciso que o coordenador pedagógico articule-se com os atores envolvidos no processo de ensino e aprendizagem, visando a construção coletiva do Projeto Pedagógico a fim de tê-lo como norteador de suas ações no interior da escola. O trabalho do coordenador pedagógico não deve acontecer solitariamente, dessa forma, para se ter resultados efetivos no trabalho pedagógico, é preciso que (PLACCO, 2006) as responsabilidades, tanto pelo processo quanto pelos resultados sejam partilhados. Assim sendo, cabe ao

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coordenador pedagógico mobilizar a equipe escolar para o exercício de ações solidárias na construção de projeto coletivo, pois somente dessa forma é possível despertar em cada um dos sujeitos envolvido o sentimento de pertencimento e a assim caminhar em busca de metas em comum, nesse contexto vale lembrar que

[...] ficam cada dia mais evidentes a dificuldade e a ineficácia do trabalho isolado. É em torno de um projeto de escola, com claros objetivos de formação do aluno e do cidadão, que professores, diretores e outros profissionais da Educação devem-se congregar para um trabalho significativo junto aos alunos. (PLACCO, 2003, p. 27)

É a partir dessa concepção democrática, que o coordenador pedagógico construirá as bases do seu trabalho com vistas na qualidade da prática pedagógica, e consequentemente do desenvolvimento e sucesso dos alunos.

Segundo Orsolon (2003), algumas atitudes do coordenador são capazes de desencadear mudanças no professor. São elas:

•Promover um trabalho de coordenação em conexão com a gestão escolar. Quando os professores percebem essa integração, sentem-se sensibilizados para a mudança, já que o planejamento do trabalho se dá de forma menos compartimentalizada.

•Realização de trabalho coletivo. A mudança só acontece se todos se unirem em torno de um objetivo único, pois será mais fácil compartilhar concepções e dúvidas, buscando uma construção coletiva.

•Mediar a competência docente. O coordenador pedagógico deve considerar o saber, as experiências, os interesses e o modo de trabalhar dos professores, criando condições para questionar essas práticas e disponibilizando recursos para auxiliá-los.

•Desvelar a si cronicidade do professor e torná-la consciente. O coordenador tem que propiciar condições para que o professor análise criticamente os componentes políticos, humano-interacionais e técnicos de sua atuação, para que perceba a necessidade ou não de uma mudança em sua prática.

•Investir na formação continuada do professor na própria escola. A formação continuada possibilita, no interior da escola, que o professor faça de sua prática objeto de reflexão e pesquisa, transformando-a sob a direção do projeto de transformação da escola.

•Incentivar práticas curriculares inovadoras. É importante que o

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coordenador proponha aos professores uma prática inovadora e acompanhe-os na construção e vivência de uma nova forma de ensinar e aprender. No entanto, é preciso que essas práticas sejam compatíveis com as convicções, anseios e modo de agir do professor, pois é preciso que ele acredite na importância dessa inovação para que seu trabalho, de fato, se modifique.

•Estabelecer parceria com o aluno. O aluno deve ser incluído no processo de planejamento do trabalho docente. Criando oportunidades para que os estudantes participem com opiniões, sugestões e avaliações do processo de planejamento do trabalho docente, o coordenador possibilita que a aprendizagem seja mais significativa para alunos e professor, pois os alunos ajudarão o professor a redirecionar a sua prática.

•Criar oportunidades para o professor integrar sua pessoa à escola. É necessário que sejam criadas situações para que o docente compartilhe suas experiências, se posicionando de forma integral enquanto pessoa, cidadão e profissional, aprendendo com as relações no interior da escola.

•Procurar atender às necessidades reveladas pelo desejo do professor. O coordenador precisa estar sintonizado com os contextos sociais, educacionais e o da escola onde o professor atua para que capte essas necessidades e possa atendê-las.

•Estabelecer parceria de trabalho com o professor. Esse trabalho possibilita tomada de decisões passíveis de serem realizadas pois, se sentindo apoiado, o professor se compromete mais com o seu trabalho, com o aluno e consigo mesmo.

•Propiciar situações desafiadoras para o professor. As expectativas dos alunos em relação ao curso, uma nova proposta de trabalho ou as ações do coordenador podem provocar uma desinstalação do professor, que irá despertá-lo para um processo de mudança.

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Capítulo III

0 QUE MUDA NO PENSAR E NO FAZER DO COORDENADOR

O coordenador que busca a elaboração de uma nova visão de mundo, responde também pela oportunidade da analise consciente e pela irradicação do arbítrio, e do dogmatismo. O coordenador não conseguirá isso sozinho, e é a própria impossibilidade de ação individual que deverá orientá-lo para as necessidades do trabalho coletivo e do respeito ás necessidades da maioria. Se for este seu compromisso politico, será em torno desse compromisso que sua competência deverá se manifestar.

A educação é a chave para uma sociedade mais justa e igualitária, quando nos remetemos ao termo "educação", lembramos que existem várias formas de educar seja ela direta ou indiretamente, ela aparece sempre que há relações entre pessoas e intenções de ensinar-e-aprender, diante disso,a escola onde atuo procura sempre respeitar todas as diversidades culturais que encontramos em nosso meio, procuramos trabalhar com projetos que visa todos estes aspectos: culturais, artísticos e movimentos sociais.

A escola, enquanto uma instituição social é um dos espaços privilegiados de formação e informação, em que a aprendizagem dos conteúdos deve estar em consonância com as questões sociais que marcam cada momento histórico, ou seja, relacionada ao cotidiano dos alunos, desde o aspecto local ao global. Assim, ela além de possibilitar aos alunos a apropriação dos conteúdos de maneira crítica e construtiva, precisa valorizar a cultura de sua própria comunidade, contribuindo para o exercício de cidadania.

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Considerações Finais

Ao final desta especialização, percebemos que estamos diante da "difícil dialética das relações entre" a identidade da função e a sua própria identidade para o exercício da função, a ambiguidade existente entre o ser e fazer do coordenador pedagógico tem sido um entreve no estabelecimento da identidade desse profissional, é preciso estar atento para que os caminhos percorridos por ele que inicia na sua formação acadêmica com a construção de uma consciência crítica política do seu fazer não se desvie do caminho inicial fragilizando sua profissional idade e deixando-o vulnerável às adversidades de condições de trabalho.

Sem dúvida, o coordenador pedagógico é o facilitador do processo pedagógico na instituição escolar, percebemos que para o trabalho desenvolvido cotidianamente por esse profissional no espaço escolar, tenha um norte e ele possa cumprir sua rotina - considerando sempre as urgências -, é imprescindível fazer planejamento diário - como fazem os professores! -, pois sem planejamento o coordenador não conseguimos ter uma visão do todo, na Escola Estadual 19 de Dezembro ,realizamos este procedimento.

O coordenador pedagógico age sempre num espaço em constante mudança, e isso deve impulsioná-lo a agir e provocar nos professores ações reflexivas e inovadoras de várias ordens, o que só será possível a partir da formação contínua de professores, pois nesta estão imbricados conhecimentos científicos, pedagógicos e psicológicos, principalmente, no que se refém aos relacionamentos interpessoais.

Portanto, a análise reflexiva da própria prática, tanto dos professores quanto do coordenador pedagógica, produz mudanças na postura, nas práticas e no modo de pensar, levando-os ao encontro do equilíbrio entre o ser, o estar sendo e o fazer.

Diante das questões aqui levantadas, talvez os coordenadores devessem se organizar para juntos refletirem e lutarem contra a descaracterização do seu papel dentro da instituição escolar e contra o conformismo vislumbrando um tempo vindouro cheio de possibilidade.

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Assumir responsabilidades, escolher e inventar novas formas de relações coletivas faz parte do processo de participação e trazem possibilidades de mudanças que atendam a interesses coletivos do coordenador pedagógico tenham um papel político, pedagógico e de liderança no espaço escolar. Diante disto, o coordenador precisa ser inovador, ousado, criativo, proativo e, sobretudo, um profissional de educação comprometido com o seu grupo de trabalho.

Enfim, a coordenação pedagógica não é um serviço de cunho burocrático, responsável por documentos: relatórios, gráficos e outros serviços próprios da secretaria. Ao contrário, esse especialista, deve estar envolvido diretamente na elaboração, articulação e concretização do Projeto Político Pedagógico, ou seja, subsidiando meios e instrumentos para desencadear uma ação sistematizada do trabalho integrado no contexto escolar.

Além disso, o seu compromisso e boa relação com a comunidade escolar implicará o surgimento de uma nova prática educativa, onde o processo ensino aprendizagem poderá ocorrer de forma alegre, amorosa e comprometida com a ação formadora e autônoma de cada aluno. Para que isso ocorra, é indispensável que o coordenador pedagógico esteja consciente de que sua ação é um ato político, que, ao realizar sua prática, está assumindo essa postura, embora, isso muitas vezes aconteça de forma inconsciente.

Apesar de todos esses riscos, questiona-se o destino desses especialistas no contexto escolar, uma vez que, existe a reclamação de que na verdade a função de coordenador pedagógico ainda não está muito bem definida, visto que estes acabam assumindo outras atribuições na escola: substituindo professores, em sala de aula, assumindo, eventualmente, a função de diretor e supervisor; atuando, outras vezes como mediador de conflitos entre alunos e ou professores, em alguns casos chegando a exercer funções meramente administrativas e burocráticas. Porém, é inegável a contribuição que o coordenador pedagógico realiza junto ao corpo docente da escola, preocupando-se com o ensino e buscando meios de auxiliar o professor no seu fazer docente.

Sendo assim, o coordenador precisa trabalhar o conflito existente entre pedagogos, que são educadores profissionais, e os professores de matérias específicas que, por dominarem suas respectivas áreas de formação superior, manifestam atitudes de resistência ao acolhimento de sugestões com relação a sua forma de atuar em sala de aula.

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O que se busca, então, apesar de tantos fatores desafiantes, é desencadear na escola um processo constante de formação, reflexão e ação sobre o ensino, resinificando as práticas pedagógicas

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Referências

AUGUSTO, Silvana. Desafios do coordenador pedagógico.

In: Revista Nova Escola, Ano XXI, nº 192 maio de 2006. 66 p.

ANDRÉ, Marli Eliza Dalmazo Afonso de; VIEIRA, Marli M. da Silva. O coordenador pedagógico e a questão dos saberes.

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NÓVOA, Antonio. Formação de professor e formação docente.

In: Nóvoa, Antônio (org). Os professores e sua formação. Lisboa:Dom Quixote,1992

ORSOLON, Luiza Angelina Marino. O coordenador/formador como um dos agentes de transformação da/na escola.

In: ALMEIDA, Laurinda Ramalho de e PLACCO, Vera Maria Nigro de Souza (orgs.). O Coordenador Pedagógico e o Espaço de Mudança. 5ª ed. São Paulo: Loyola, 2006. (1ª ed, 2001)

PLACO, Vera Maria Nigro de Souza. O coordenador pedagógico no confronto com o cotidiano da escola.

In: PLACCO, Vera Maria Nigro de Souza; ALMEIDA, Laurinda Ramalho de (Org.). O coordenador pedagógico e o cotidiano da escola. 4. Ed. São Paulo: Edições Loyola, 2006. 183 p.

SAVIANI, Dermeval. A Supervisão educacional em perspectiva histórica: da função à profissão pela mediação da idéia.

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PIMENTA, Selma Garrido textos Nascimento Edson et al.

Saberes pedagógicos e atividade docente. São Paulo: Cortez, 1999.

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Coordenação do trabalho pedagógico: do projeto político pedagógico ao cotidiano da sala de aula. São Paulo: Libertard, 2002.

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    coordenador pedagogico

    ,

    ensino

    ,

    aprendizagem

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    Este artigo teve como finalidade investigar as dificuldades dos docentes do IFAC no tocante à avaliação do ensino-aprendizagem na modalidade PROEJA, como forma de auxiliar na orientação da prática pedagógica. Estuda os critérios avaliativos utilizados em sala de aula e sua relação com o planejamento de ensino global da Instituição. A pesquisa foi enriquecida com o trabalho de campo através de entrevistas semi-estruturadas e análise documental do projeto político-pedagógico dos cursos técnicos.

    Por: Gilmara Amorim de Moraesl Educação> Ensino Superiorl 01/12/2012 lAcessos: 149

    Dentro das inúmeras mudanças que ocorrem na sociedade atual, a escola, como instituição de ensino e de práticas pedagógicas, enfrenta muitos desafios que comprometem a sua ação frente às exigências que surgem.Assim, juntamente com a atuação de outros profissionais, o coordenador ganha destaque nessa dinâmica do trabalho pedagógico e a sua contribuição como articulador,formador e auxiliar na transformação da escola torna-se indispensável.

    Por: Suelen Silva Limal Educaçãol 06/03/2009 lAcessos: 504,936 lComentário: 96
    BIANCA TRINDADE DA FONSECA

    O presente artigo enfoca a importância do trabalho do Coordenador Pedagógico na instituição escolar. A presença deste profissional é indispensável para o bom andamento do processo pedagógico, pois é o principal responsável pela elaboração, implementação e acompanhamento do Projeto Político Pedagógico no estabelecimento educacional .

    Por: BIANCA TRINDADE DA FONSECAl Educação> Educação Onlinel 11/02/2011 lAcessos: 3,939

    Este artigo busca refletir a identidade do coordenador pedagógico.

    Por: Edméa Cristina Reis Ferreiral Educaçãol 29/10/2009 lAcessos: 2,723 lComentário: 1
    Paulo marcos Ferreira Andrade

    O presente texto enfoca a temática: O coordenador pedagógico frente aos desafios da gestão democrática.

    Por: Paulo marcos Ferreira Andradel Educação> Ensino Superiorl 04/07/2012 lAcessos: 4,945

    O presente trabalho aborda a questão da prática da coordenação na atualidade e identificar a função da coordenação pedagógica nas escolas, destacando a sua importância e as dificuldades enfrentadas. O trabalho pedagógico somente se desenvolve de maneira eficaz se envolver o coletivo, em uma troca de conhecimentos e práticas educativas. Para tanto, se faz necessário romper barreiras que acabam inibindo o trabalho de qualidade e a coletividade na escola.

    Por: Missilene Magalhãesl Educação> Ciêncial 17/04/2011 lAcessos: 4,491 lComentário: 1

    Este texto é parte do Projeto Pessoal Diário de um Pai na subcategoria Reflexões de um Paidagogo e é dedicado à Gabriel Aleixo de Oliveira. Trata-se de algumas reflexões em torno do papel do C.P (Coordenador Pedagogico).

    Por: Joilson Aleixo da Silval Educaçãol 15/04/2010 lAcessos: 486
    Jerry Adriano de Souza

    Este trabalho teve como objetivo apresentar um estudo sobre influência do pensamento de Paulo Freire para a educação popular na prática do professor de EJA. Trata-se de uma pesquisa de campo, de cunho qualitativo, na qual destacamos a visão dos professores, suas ideias pedagógicas e didáticas, e a comparação destas com o pensamento de Paulo Freire. O Estudo foi realizado na Escola Estadual Professora Alvani de Freitas Dias em Apodi/ RN.

    Por: Jerry Adriano de Souzal Educação> Ensino Superiorl 03/07/2012 lAcessos: 998
    Luis Cruz

    O objetivo deste trabalho é, através de questionamentos, alertar para a necessidade de uma escola que abra mão do teórico e se envolva nas questões sociais, econômicas, políticas, filosóficas, éticas e culturais que fazem parte do dia-a-dia de uma sociedade conturbada, conflituosa, em constante transformação. Que necessita urgentemente de uma escola formadora de seres de fato humanos – gente. Uma instituição que desnude e cumpra seu papel: Educar para a vida!

    Por: Luis Cruzl Educaçãol 01/09/2010 lAcessos: 2,750

    Neste artigo, apresenta-se algumas relações entre a ditadura militar, as tendências pedagógicas e os reflexos do regime e das tendências na Educação contemporânea.

    Por: Gustavo H. de Toledo Ferreiral Educaçãol 17/11/2014

    Velocidade escalar média é a relação entre uma variação de espaço e o intervalo de tempo no qual ocorreu esta variação. Os alunos no inicio do estudo referente a velocidade média tendem a ter um bloqueio de conhecimento, pois se trata de algo novo para eles pois os mesmos acabaram de sair do ensino fundamental.

    Por: anacleil Educaçãol 17/11/2014

    Em 2014, dando continuidade ao projeto o tema escolhido foi cultura,que tem por objetivo resgatar as tradições artísticas, os costumes e a valorização do ser humano. Sendo assim foi proposta aos alunos dos primeiros e segundos anos do Ensino Médio uma pesquisa investigativa sobre o contexto histórico e cultural da cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade.

    Por: Lilian Fiirstl Educaçãol 14/11/2014
    Benedicto Ismael Camargo Dutra

    Enfrentamos a estagnação econômica que avança pelo mundo, e fica mais difícil sair do subdesenvolvimento. Faltam estadistas e melhor preparo. As novas gerações são impacientes, sem humildade, querem resultado imediato com mínimo esforço.

    Por: Benedicto Ismael Camargo Dutral Educaçãol 14/11/2014

    As atividades experimentais, quando bem planejadas, são recursos importantíssimos no ensino. As aulas práticas são mais um aprendizado na vida do estudante, pois além da teórica ele exercer o que lhe foi ensinado fará com que ele absorva melhor o conteúdo e leve adiante o conhecimento adquirido. (FALA et al 2010.) Para tanto, este trabalho visou analisar, pesquisar e apresentar a importância e tipos diferentes de aulas práticas em uma escola pública no município de Tangará da Serra.

    Por: Patrícia Maria Barros Piovezanl Educaçãol 14/11/2014 lAcessos: 11

    O jornalismo investigativo tem várias áreas a serem desenvolvidas. A Reprodução Simulada dos Fatos, mais conhecida como Reconstituição é uma dessas vertentes, onde o jornalista se expõe, e muitas vezes coloca em risco a sua integridade física em detrimento da função. A abordagem da temática tem relevância para uma melhor entendimento da atuação da perícia técnica, delegados, testemunhas e indiciados que podem mentir e o jornalista, compreendendo um pouco do assunto, poderá ter ferrament

    Por: Vânia Santosl Educaçãol 13/11/2014 lAcessos: 11

    O lixo eletrônico tem se tornado um problema bastante sério, pois cresce em ritmo acelerado devido aos avanços tecnológicos dos equipamentos tornando os mesmos ultrapassados em tão pouco tempo. Esses objetos têm sido descartados na maioria das vezes de forma incorreta, provocando contaminação e poluição ao meio ambiente e prejudicando a saúde das pessoas, já que possuem substâncias químicas (chumbo, cádmio, mercúrio, berílio, etc.).

    Por: Fernandal Educaçãol 13/11/2014

    O projeto "Conquistando um sorriso" está sendo desenvolvido no segundo semestre do ano de 2014 na Escola Estadual 29 de Novembro pelos professores e alunos do ensino médio, turno matutino, visando ampliá-lo para o ano de 2015. Ele tem a perspectiva de mostrar aos alunos a importância de doar um pouco de si em projetos sociais, e ainda percebendo que a escola assume hoje um papel importante na sociedade é que nós decidimos colocar em prática este projeto.

    Por: anacleil Educaçãol 13/11/2014 lAcessos: 11
    SANDRA MARA DALLE CORT DENARDI

    Esta pesquisa abrange os problemas relacionados aos distúrbios de aprendizagem de leitura, a dislexia. A dislexia é um distúrbio de aprendizagem que, por envolver áreas básicas da linguagem, pode tornar árduo esse processo; porém, com acompanhamento adequado, a criança pode redescobrir suas capacidades e o prazer de aprender. O disléxico é potencialmente um mau leitor, embora consiga ler. O disléxico lê, mas lê mal, sua leitura é lenta e sofrível. Jogos, leituras, compartilhadas, atividades espe

    Por: SANDRA MARA DALLE CORT DENARDIl Educação> Educação Infantill 18/01/2011 lAcessos: 6,054
    SANDRA MARA DALLE CORT DENARDI

    Pensar em novos modelos de educação a distancia implica em pensar também sobre os papéis dos principais sujeitos do processo de aprender e ensinar: alunos e professores.

    Por: SANDRA MARA DALLE CORT DENARDIl Educação> Ensino Superiorl 18/01/2011 lAcessos: 411
    SANDRA MARA DALLE CORT DENARDI

    O surgimento das novas tecnologias da informação e da comunicação deu um novo impulso á educação a distancia fazendo aparecer, através da internet, formas alternativas de geração e de disseminação do conhecimento. A educação a distância, antes centralizada no texto impresso, agora vai cedendo lugar para fontes eletrônicas digitais de informação, trazendo possibilidades quase inesgotáveis para a aprendizagem.

    Por: SANDRA MARA DALLE CORT DENARDIl Educação> Educação Onlinel 18/01/2011 lAcessos: 750
    SANDRA MARA DALLE CORT DENARDI

    Resumo O objetivo deste artigo é de discutir a importância da formação de tutores na EAD. Um dos grandes desafios da educação à distância nos dias de hoje, é o oferecimento de avisos que utilizem recursos tecnológicos avançados e garantam o auto-aprendizado do aluno a partir da utilização de estratégicas pedagógicas bem delineadas e refletidas.

    Por: SANDRA MARA DALLE CORT DENARDIl Educação> Educação Onlinel 18/01/2011 lAcessos: 439
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