O Papel Do Gestor Escolar: Educar Para A Cidadania Ou Para A Liberdade?

27/04/2009 • Por • 24,698 Acessos

O PAPEL DO GESTOR ESCOLAR:

 educar para a cidadania ou para a liberdade?

 

O gestor que pretende educar para a cidadania, sabe que desde já  terá grandes responsabilidades nos sistemas educativos, os quais devem desenvolver nas novas gerações os saberes e as práticas duma cidadania ativa.

o gestor sabe que o exercício da cidadania é sustentado por um corpo de valores e de virtudes aceitáveis universalmente: a justiça, a verdade, a coragem e a liberdade,... e ela se constitui uma garantia da democracia e só se exerce em contextos democráticos.

Para uma Escola de cidadãos, onde se define o conceito de educação para a cidadania, a educação para a cidadania nas nossas escolas deve entender-se, em primeiro lugar, como a capacitação de cada criança e de cada jovem para estruturar a sua relação com a sociedade, de acordo com regras básicas de convivência que valorizem a autonomia , a responsabilidade individual e a participação informada.

Como certamente todos estarão de acordo, este é um caminho a fazer onde  coordenadores escolares, professores, pais alunos, funcionários e toda a comunidade escolar, devem dar-se as mãos para poder concretizar uma participação ativa tendo em vista a construção de um mundo melhor, no qual todos tenham lugar como pessoas iguais e diferente, por isso, é importante o modo como o Gestor e a  Escola se organizam, como funcionam, como garantem a comunicação e como facilitam a formação cívica do aluno: formação do caráter, formação para os valores, formação para a autonomia e a participação ativa na sociedade.

É, assim, necessário que os regulamentos e as leis palas quais o Coordenador e a Escola se orientam tenham em conta esta importância como fator decisivo na construção do cidadão adulto, favorecendo as relações interpessoais entre professores-alunos e os restantes elementos da comunidade escolar.

Os órgãos de gestão e orientação escolares devem estar muito atentos aos fatores de desequilíbrio do normal funcionamento da vida interna da Escola, o qual deve ser exercício e 'treino' para a vida social futura.

É, assim, importante que os agentes educativos procurem eliminar os fatores negativos prejudiciais ao franco progresso de uma cidadania equilibrada e corretamente exercida: discriminação da diferença, a humilhação, a ironia, a monopolização da palavra,... e encontrem fatores que promovam o respeito por si mesmo, pelos outros, pelo bem comum, a afetividade, manifestada no exercício de escuta e libertação da palavra do aluno, capacidade de escutar os outros, de falar de si mesmo.

Uma exigência séria para que o Gestor e a Escola possam ser veículo de educação para a cidadania é que ela se assuma como instituição de formação e de educação pelo reconhecimento de valores e das regras que os promovam e defendam. Assumir que a Escola está integrada no meio e que é fator de

socialização e é indispensável. Porém, ela está ao serviço da formação e educação de pessoas que são chamadas a renovar e a transformar o meio e o ambiente em que vivem, procurando sempre transmitir-lhe qualidade, dignidade e futuro.

O gestor que procurar educar para a liberdade deve oferecer, dentre outras coisas, condições ambientais onde a criança possa conquistar as suas aptidões, nos tempos e momentos certos, respeitando a maturidade completa, de cada aquisição.

O Coordenador deve ser um modelo de liberdade. Ele deve, no seu dia-a-dia, em sua gestão ir apresentando à Escola formas de seus professores e alunos, serem auto suficientes no mundo, podendo então executar diversas tarefas.

A pratica de educar começa na auto-educação, no refletir os hábitos e escolher com liberdade e consciência, o que em mim é digno de ser imitado, e o que posso, através da minha vontade e empenho modificar ou apreender como exemplo para o meu educando e meus professores. Certamente ninguém é perfeito, mas acredito que todos podem ser melhores em si mesmos, e o gestor é visto como um exemplo.

Gestor: ensinaremos melhor se mantivermos uma atitude, humilde e confiante com a vida, com os outros e conosco, tentando sempre aprender, comunicar e praticar o que percebemos até onde nos for possível em cada momento. Isso nos dará muita credibilidade, uma das condições fundamentais para que o ensino aconteça. Se inspirarmos credibilidade, poderemos ensinar de forma mais fácil e abrangente. A credibilidade depende de continuar mantendo a atitude honesta e autêntica de investigação e de comunicação. Só pessoas livres - ou em processo de libertação - podem educar para a liberdade, podem educar livremente. Só pessoas livres merecem o diploma de educadoras. Necessitamos de muitas pessoas livres na educação que modifiquem as estruturas arcaicas, autoritárias do ensino. Só pessoas autônomas, livres podem transformar a sociedade.

 

 

 

Perfil do Autor

WALERIA CAMINHA

21 Anos,natural de Aracati -CE.Formada em Letras pela Faculdade do Vale do jaguaribe - FVJ, Cursando PÓS-Graduação em Gestão e Coordenação...