Pressupostos Teóricos E Metodológicos Da Educação Infantil

Publicado em: 14/10/2009 |Comentário: 1 | Acessos: 7,806 |

 

INTRODUÇÃO:

 

               Este artigo apresenta o resultado de um esforço de reunir uma parte do conhecimento que tem contribuído através, basicamente, de experiências, estudos de tópicos enviados do curso, de livros pesquisados, contatos com profissionais de diversos setores educacionais da Educação Infantil. Coube uma tentativa de síntese interdisciplinar e interprofissional, o que se buscaram dominadores comuns de atividades na teoria social dos grupos e comunidades, analisando assim, a metodologia aplicada no cotidiano das crianças da Educação Infantil, quanto a sua prática e a sua avaliação.

               Após largo hiato de indiferença pelos aspectos democráticos do desenvolvimento, pela formação de lideranças, pelos processos educacionais ancorados aos propósitos estabelecidos, assistimos hoje à promissora renovação das liberdades fundamentais e a um amplo anseio de mudanças e participações, que por si só, bastam justificar a presente apresentação deste artigo.

 

 

 

POLÍTICAS EDUCACIONAIS:

 

 

 

               Política para a Educação Infantil tem uma abordagem histórica. Analisando historicamente, a Constituição e a difusão de instituições de Educação Infantil, trazem elementos para reflexões acerca das recentes políticas públicas de educação e ainda, contribui para a discussão dessas políticas e  de  suas práticas atuais.

              Redigir sobre a Educação Infantil brasileira e no mundo tem trazido uma crescente evolução nas últimas décadas, constata a possibilidade do nascimento de uma Pedagogia da Educação Infantil que apresenta como resposta a várias tensões. Nos anos 70,  o despertar dos novos movimentos sociais, trouxe o tema  para a agenda de suas reinvindicações. Nos anos 80, pressões em diferentes sentidos provocam, de um lado, a expansão da Educação Infantil seguido, de modo geral, um modelo “a baixo custo” e, de outro, a consciência social da Educação Infantil como um direito das crianças à educação e um direito de assistência aos filhos de pais e mães trabalhadoras (Constituição de 1988). As tensões e suas consequências  que se faz  na história contemporânea brasileira como: a fase de expansão durante o governo militar; as inovações trazidas pela Constituição de 1988; o impacto das reformas educacionais contemporâneas. A descrição e análise desses momentos serão efetuadas no contexto de modelos propugnados pelas organizações multilaterais.

              A expansão da educação infantil no Brasil e no mundo tem sido de forma muito crescente, porque a sociedade está mais consciente da importância das experiências na mesma, o que motiva demandas por uma educação institucional.

               Na transição do século XIX para o XX, a escolarização começava também a ser alvo de discurso. Permitiu-se analisar as perespectivas recentes de áreas, indicando no campo pedagógico, o estudo das relações educativas na Educação Infantil, os contornos sociais e as dimensões culturais que constituem os sujeitos – crianças pelos profissionais e suas famílias, e ainda, as políticas sociais.

              O objetivo é entender o contexto social e cultural mais amplo no qual essa questão é mantida sob permanente tensão, em razão de algumas mudanças que marcam acentuadamente o avanço tecnológico brasileiro e que a Educação Infantil está inserida neste contexto social.

              A união destes fatores oferece um movimento da sociedade e de órgãos governamentais para que o atendimento às crianças da Educação Infantil fosse reconhecido na Constituição de 1988. A partir disto, a educação infantil passou a ser um ponto de vista legal, um dever do Estado e um direito da criança (artigo 208, inciso IV). O estatuto da Criança e do Adolescente, de 1990, destaca também o direito da criança a este atendimento.

               Com as mudanças, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional, Lei nº 9.394, promulgada em dezembro de 1996, estabelece de forma incisiva o vínculo entre o atendimento às crianças da Educação Infantil a educação. Apresentam no texto, diversas referências específicas à Educação Infantil.

              A Educação infantil é considerada a primeira etapa da educação básica (título V, capítulo II, seção II, art. 29), tendo como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade. O texto legal marca ainda a complementaridade entre as instituições de educação infantil e a família.

              Nesse contexto, os meios audiovisuais entre eles – a televisão – têm compartilhado cada vez mais com a família e com a escola em sua função educativa, ocasionando assim, para ambas, um grande desconforto , fazendo-se necessário mais do que nunca, repensar o lugar social que ocupam.

               Este artigo interessa a todos aqueles que são sensíveis à Educação da Educação Infantil, seja profissional que atua diretamente com as crianças, seja pesquisador que tenha interesse pela temática.

 

 

METODOLOGIA:

 

 

              Com a intenção de buscar um espaço de reflexão que possibilite um avanço de conhecimento e um aprofundamento de investigações sobre a Educação Infantil, temos que ressaltar sempre, as desigualdades entre as crianças, o seu contexto de vida etc.

              Conhecer as teorias e metodologias da Educação Infantil não é um fator isolado. Ela faz presente de um processo que se caracteriza fundamentalmente pela sua pessoalidade. Cada criança faz a sua própria construção, mas em constante troca com o outro, com o mundo em que  vive, com todo o contexto sócio-cultural que o cerca.

              Este artigo procura apresentar a construção de conhecimento que se refere ao ensino na Educação Infantil através de reflexão de criticada prática e de avaliação, ressaltando a importância do vínculo específico professor-aluno, no processo da aprendizagem, que compreende o aprender, o ensinar, o conhecer e o ouvir, através de uma pedagogia onde se exerce o desejo e a decisão.

 

 

 

REFLEXÃO SOBRE A PRÁTICA:

 

 

 

              A reflexão do educador infantil referente à escola, as crianças e a sua prática é fundamental para o aperfeiçoamento e, principalmente, a conscientização a respeito da importância deste artigo.

              Visando sempre a análise, sugerem-se algumas mudanças e/ou passos a serem adotados em um processo de reflexão do trabalho deste educador e a sua convivência com a criança. Além disto, mostra-se a importância que nem sempre os métodos adotados são eficientes para que a criança possa assimilar e com isto, acontecer a aprendizagem, buscando um caminho para que se possa atingir o objetivo da educação.

              O educador, por causa disto, às vezes, tem que modificar esses métodos no momento certo, instigando a  curiosidade de diversas formas, redefinir uma ação pedagógica que possa alcançar o desenvolvimento da criança, sendo sempre coerente ao “mundo” em que esta criança convive.

              Devemos sempre incentivar a criança, para que os objetivos possam ser sempre alcançados e acima de tudo, termos um conhecimento claro das mesmas. Se ocorrerem estes aspectos, estaremos cada vez mais próximos das crianças, acompanhando-as o ato da aprendizagem e da construção constante do seu conhecimento.

 

 

 

 

 

REFLEXÃO SOBRE A AVALIAÇÃO:

 

 

              A partir de estudos de dados coletado, à luz dos estudos teóricos e metodológicos realizados, foi possível destacar duas categorias para a reflexão: avaliação do desenvolvimento da Educação Infantil e as suas práticas de devolução da avaliação.

              Como já defendia Hoffmann (2000, p. 84) “Perceber a criança como centro da ação avaliativa consiste em observá-la curiosamente e refletir sobre o significado de cada momento de convivência com ela”.

              Refletir sobre a criança observando-a diariamente e seu acompanhamento da ação dessa criança deve ir seguido de observações e registros englobando todos os aspectos conjuntamente: campo afetivo, cognitivo e psicomotor. Estes três aspectos são indissociáveis no desenvolvimento infantil.

              Portanto não há como avaliar separadamente cada campo, no caso como ocorreu nos protocolos analisados (anteriormente), onde existe uma forte ênfase na “escolarização precoce”.

              Sem dúvida é urgente fomentar propostas para analisar o significado da avaliação no contexto próprio da Educação Infantil, resgatando seus pressupostos básicos e evitando tenazmente seguir modelos da prática classificatória do ensino.

              Diante do exposto, o ideal é olhar para a avaliação pensando na contribuição que esta venha trazer, desenvolvendo assim, o potencial máximo de cada criança, ampliar o nosso campo de observação e considerar as crianças não isoladamente, mas também, junto a outros aspectos, sobretudo uma atitude que conduz as diferenças das situações e as circunstâncias variadas.

              A avaliação tem servido como instrumento de controle social, pois produz seletividade e exclusão.

              Pode-se romper aos menos parcialmente, com essa visão ao ampliar a compreensão acerca das concepções do processo pedagógico, do acompanhamento da aprendizagem e também, ao repensar a ética e a responsabilidade social que temos como educador em avaliar, o ensinar e o transmitir de forma coerente com eficácia e eficiência, para depois sim, pensar na junção dos dados para cumprir a exigência dos procedimentos de fichas solicitadas pela Secretaria da Educação.

 

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

             

 

Dessa maneira se exigirá do educador o conhecimento das reações das crianças, percebendo suas tentativas, limites e possibilidades, planejando a ação pedagógica a partir dessas observações e reflexões.

              Concebemos a aprendizagem como resultado de uma construção pessoal e coletiva, que resulta em compreender, manipular e reconstruir os objetos do mundo físico e social que cercam as curiosidades e as relações que as crianças estabelecem entre si.

              Para tanto, a tarefa educativa precisa ser considerada um processo que necessita ser amplamente documentado e analisado. Isto porque, neste processo cada sujeito tem um percurso pessoal e independente, e seu acompanhamento é a única forma de não valorizar apenas o produto final.

              Alguns dos subsídios mais significativos para se compreender a especificidade da ação pedagógica comprometida com a luta pelas transformações sociais é a atividade mediadora que instrumentaliza intencionalmente os educadores para a sua prática social.

              A educação que temos hoje é a expressão das contribuições da sociedade em que vivemos. Lutar pela educação é tratar de lutar também, pela transformação da sociedade, na qual ela está inserida. É a condição para que se restabeleça a devida importância da Educação Infantil.

              Torna-se sempre uma aventura, cabendo enquanto educadores, fazer da educação um instrumento de compreensão, de interpretação, de explicação, de socialização do conhecimento e de transformação da realidade.

              E, finalmente, não existe como o trabalho do educador não esteja inserido dialeticamente na prática e na teoria, e sempre, em busca constante de reformulação e construção de seu próprio pensar e fazer, para que aconteça a aprendizagem, vinculada necessariamente às experiências e vivências das crianças.

              Existem muitas mãos e muitos olhares, abrangendo sempre, uma postura crítica, transformadora da época, onde possa trazer miríades olhares sobre a Educação Infantil das crianças brasileiras.

 

 

 

 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

 

- BRASIL, LEIO 9394/96. Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

         Setembro de 1996. Editora do Brasil.

- FARIA, S. Histórias e políticas de educação infantil. In: C. Fazolo,

         E., Carvalho, M. C., Leite, M. I., Kramer, S. (orgs.). Educação em

         Curso. Rio de Janeiro: Rival, 1997

- DEIORS, Jaques. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cor-

         Tez Editora, 2001.

- DIDONET, V. Coerência entre avaliação a finalidades da educação

  1.          Infantil. In: Pátio Educação Infantil. Porto Alegre: Artemed Editora,  

         Ano IV, n. 10, 2006.

  1. Brasília: MEC/SEF, 1998   vol. 3.
  2. Da nova LDB ao novo Plano Nacional de Educação: por uma outra política educacional.   Campinas, SP: Autores Associados, 2000.
  3. Brasília: MEC/SEF, 1998   vol. 3.

- BARBOSA, M. C. S. O Acompanhamento das aprendizagens e a avaliação. In: Pátio Educação Infantil. Porto Alegre: Artemed Editora, Ano II, n. 4, p. 16-19, abr/jul, 2004.

- BASSEDAS, E. A Avaliação e a Observação. In: CRAIDY, Carmem M. A Política de Educação Infantil no Brasil. In: Simpósio Nacional de

Educação Infantil, 1, Brasília, 1994. Anais, p 18-21.

- CERISARA, Ana Beatriz A educação infantil e as implicações pedagógicas do modelo Histórico-Cultural. Cadernos CEDES, São Paulo, n.35, p. 65-77, 1995.

- KRAMER, S. A Política do pré-escolar no Brasil: a arte do disfarce. 5. ed. São Paulo: Cortez,

1995.

- PARO, V. H. Parem de preparar para o trabalho!!! Reflexões acerca dos efeitos do neoliberalismo sobre a gestão e o papel da escola básica. In: FERRETTI, C. J. et al. (orgs.) Trabalho, formação e currículo: para onde vai a escola. São Paulo: Xamã, 1999. p.101-120.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/pressupostos-teoricos-e-metodologicos-da-educacao-infantil-1339170.html

    Palavras-chave do artigo:

    educacao

    ,

    reflexao critica da pratica e da avaliacao

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    ediana lopes 15/04/2011
    todos esses artigos são ótimos.adorei todos os temas abordados.ediana lopes capistrano.
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