Projeto de Pesquisa

30/09/2011 • Por • 640 Acessos

TEMA DA PESQUISA

Nos últimos anos, a questão de renovar ou reinventar a escola, tem se tornado a palavra de ordem na América latina e na Europa. Muitos são os debates que vem cada vez mais demonstrando o ensino quase decadente e a necessidade de repensá-lo, abrindo uma nova perspectiva pedagógica principalmente no que diz respeito a prática da literatura infantil, posto que a arte de contar e ouvir histórias tem sido brutalmente substituída por jogos da internet que não possibilita o resgate cultural do indivíduo. Deste modo opta-se neste projeto pelo tema "Subsídios às práticas pedagógicas da literatura infantil: Ênfase a história oral", no qual se busca uma forma simples, mas coerente resgatar uma literatura infantil que seja motora da fantasia e do faz de conta, num processo didático que valorize a história oral e o contexto dos indivíduos.

 

PROBLEMATIZAÇÃO

 

Uma vez que a arte de contar e ouvir histórias na escola tem perdido o seu caráter formador e vem cada vez mais sendo substituída por jogos da internet e outros oferecidos pelas novas ferramentas tecnológicas, que tem extinguido com as rodas de conversas, as histórias da vovó e outros momentos que se constituem em fortes ferramentas pedagógicas. Busca-se neste projeto questionar o fato de o ato de contar histórias, pouco fazer parte do fazer pedagógico neste presente século ao que também apresentar algumas possibilidades de se trabalhar essa categoria da literatura infantil na escola. Apresentar ferramentas de como introduzir as histórias de autores como Monteiro Lobato, Clarice Lispector, Cecília Meirelles, Eva Furnari, na prática pedagógica.

 

OBJETIVO GERAL

 

Estudar possibilidades de se trabalhar a literatura infantil na escola, dando ênfase a história oral como principal ferramenta para se trabalhar os valores do humanismo e da solidariedade no cotidiano escolar, bem como apresentar ferramentas capazes de introduzir as histórias de autores como Monteiro Lobato, Clarice Lispector, Cecília Meirelles, Eva Furnari e outros, na prática pedagógica.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

 

Teorizar sobre a prática pedagógica da literatura infantil no Brasil; Estudar meios de vivenciar a arte de contar histórias na escola; Apresentar ferramentas de para utilização da literatura infantil; Propor possibilidades de se contar histórias.

 

JUSTIFICATIVA

 

A escolha deste tema se justifica na constante necessidade que tem a escola de repensar e reinventa a prática pedagógica com relação à literatura. Seja a literatura contida em livros, ou aquela que faz parte da oralidade dos povos. É que esta transmite a cultura e a maneira de enxergar o mundo, contada por pessoas da família ou da comunidade onde a escola está inserida. È, pois função da escola repensar esta ação cognoscente. Introduzir histórias na aprendizagem escolar é de fundamental importância para o desenvolvimento cognitivo. Os envolvidos na situação de ensino e aprendizagem têm a possibilidade de dar novos significados para a vida. Isso se dá pelo fato de que o homem cria e recria a sua história a todo instante. Assim a história contribui para a formação da identidade do indivíduo. O que se propõe é o estudo deste fazer pedagógico, a saber, a arte de contar histórias, afim de que se possa apresentar ferramentas de implementação do mesmo. Deste modo pode - se perceber o quanto este trabalho é relevante para o processo de resignificação da prática docente. Por outro lado sua importância se mostra pelo envolvimento no estudo de diferentes pedagogias.

 

REVISÃO LITERÁRIA

 

Embora a produção infantil possa se manifestar através de várias linguagens focaliza-se aqui o processo de produção verbal. Posto que seja sabido por todos que o processo de ensino e aprendizagem tem se caracterizado muito pela produção escrita. Somente nos anos 50 do século passado é que Cecília Meireles estabelece alguns pressupostos que marcou a reviravolta da literatura infantil, se tornando a responsável pelo rosto lúdico dado à literatura que a coloca no pódio de seriedade, cujos confetes são o prazer de fazer o que se faz. Ao atingir a maturidade, no início da década de 70 do século XX, a literatura destinada às crianças no Brasil encerra um ciclo começado quando foi publicado o volume de "Os Contos da carochinha", de Figueiredo Pimentel. A obra reunindo conto de origem européia colocava a indústria e a produção literária em sintonia com o que se apresentava ao público infantil no país. Outro autor que se destacou na área da literatura infantil, é Monteiro Lobato, e até hoje é lido por crianças de quase todo o mundo, por seus temas serem com muito humor e envolvente para o público a que destina. Lobato coloca em foco a fantasia, trabalhão folclore, e marca personagens que respondem a perguntas curiosas da criançada. Não podemos deixar de citar, os trabalhos de uma das mais importantes escritoras do teatro infantil do nosso país, que é a escritora Maria Clara Machado, que é autora de Pluft, o fantasminha, o cavalinho azul, e entre outras. O leitor que busca na leitura um alimento mais eficaz para o imaginário logo se decepciona com o arroz com feijão encontrado nos livros didáticos ou nas salas de aulas. Por outro lado podemos ver que para quem espera poeticidade nas imagens sonoras, encontra facilmente em textos como O Colar de Carolina de Cecília Meireles, ou na ludicidade da lição do alfabeto com Ruth Rocha, em palavras muitas palavras. Percebe-se também, a forte expressão de linguagem que se estabelece nas diferenças de classes encontradas em Os Colegas, de Lígia Bojunga, e a diferença de poder em Pinote, o fracote e Janjão, de Fernanda Lopes de Almeida. Enquanto Bojunga enfoca o conforto da cachorrinha Flor-de-lis com o contraste da vida dos cães que vivem na rua. Com Almeida vemos a transcrição dos valores absolutos em Pinote e Janjão. A comparação entre os trabalhos dos autores permite vislumbrar diferenças na forma de comunicação e na intenção literária entre suas obras. Não obstante terem sido escritas por adultos, vemos uma busca em ultrapassar a missão de ensinar. O real e o imaginário ficam evidenciados nos elementos filosóficos tratados por Bojunga em sua obra a bolsa amarela. Assim a literatura infantil revela seu caráter alfabetizador e politizador, trazendo através do lúdico e do imaginário as múltiplas faces da sociedade. Assim o repertório particular é intransferível da leitura e modo de compreensão do escrito. Seja para dialogar com a subjetividade, com a irreverência, com a capacidade de sentir prazer, e com a condição humana. Assim podemos dizer que a literatura infantil antes de tudo é a arte de escrever a vida, o mundo, o homem e a sua trajetória. Isso pode ser através da palavra falada ou escrita, onde funde os sonhos e a prática, o imaginário e o real, o possível e o impossível.

 

METODOLOGIA

 

Para realização deste projeto de pesquisa, será tomado por base todo o material bibliográfico disponível ao grupo que por sua vez se valerá da leitura e reflexão como ponto de partida para elaboração dos textos. Assim a mesma te uma natureza histórica, isso sem deixar para traz todas as observações feitas in loko durante os estágios. As propostas de implementação da literatura infantil serão fundamentadas através de experiências vividas por professores e ou grupos de apoio educacional. Desta forma pode-se afirmar que o caminho a ser percorrido é o da leitura de fontes bibliográficas históricas apartir dos anos 50. Análise de dados e de experiências cedidas por professores das redes municipal e estaduais, e posteriormente a produção textual.

 

REFERÊNCIAS

 

BOTH, Sérgio José, Claudinei J. de Souza. Metodologia cientifica- faça fácil a sua pesquisa. Tangará da Serra, MT: Editora São Francisco, 2004. BAJARD, Elie. Afinal, onde está a leitura? Cadernos de Pesquisa. São Paulo. Nº33,novembro, 1992 p. 13. BAMBERGER, Richard. Como incentivar o hábito de leitura. São Paulo: Abril, 1995. CASTRO, Cláudio de Moura. A prática de pesquisa. São Paulo; Mcgraw Hill do Brasil, 1977. DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. 6 ed. São Paulo:Autores Associados.1999. HEGEL, Georg W. F. Estética: A idéia e o ideal. 5 ed. São Paulo, 1991.(os pensadores) VIEIRA, José Guilherme Silva. Metodologia de pesquisa cientifica na prática/José Guilherme Silva Vieira – Curitiba – Editor Fael. 2010. ZIRALDO. A escola não está preparada para a mágica da leitura. Nova Escola,

Perfil do Autor

Paulo marcos Ferreira Andrade

Paulo Marcos Ferreira Andrade, nascido em 08/10/1976 em Arenápolis estado do Mato Grosso, Licenciado em pedagogia pela Universidade do...