Psicopedagogia

13/10/2009 • Por • 4,603 Acessos

 

INTRODUÇÃO:

 

 

              Buscando dar continuidade dos estudos, houve uma crescente necessidade por questões pessoais e/ou profissionais. Delas necessitaram de motivação a realizar trabalhos cada vez mais , considerando assim, uma das áreas de conhecimento que se têm grande continuidade de estudos, entre os profissionais envolvidos e os psicopedagogos.

              Uma das áreas mais atuantes tem se dado no objeto de estudo ao processo de aprendizagem e suas interfaces, com vários campos de conhecimentos. Ela também contribui para uma área de conhecimento interdisciplinar. Ela valoriza a construção da educação mais ampla que pode interagir as diversas áreas de conhecimentos, na construção dos saberes do aluno, atuando assim, como caráter preventivo que evita ou minimiza situações de insucessos.

                            Este recurso oferece ao professor juntamente com o Psicopedagogo um recurso auxiliador no trabalho, atuando diretamente nos problemas da aprendizagem, amenizando-o, porque  oferece ao aluno  a prender a atenção e concomitantemente também o conteúdo trabalhado, tendo assim, algumas das dificuldades solucionadas no ambiente escolar, minimizando a freqüência de encaminhamento a consultórios, diminuindo também, o desgaste do aluno e da família.

              Veremos também de que forma a Informática Educativa, uma das mais novas técnicas usadas entre outras, pode ajudar ao professor em sala de aula, com alguns conhecimentos e ajuda do Psicopedagogo, restringindo-se a Instituição Escolar.

 

 

 

 A BASE TEÓRICA DA PSICOPEDAGOGIA:

 

              A base principal da manutenção do trabalho do Psicopedagogo na aprendizagem,  é todo o conhecimento transmitido o conhecimento do outro.

              Para Sara Paim a definição se dá pela transmissão de conhecimentos e que a aprendizagem está sempre ligada sem sujeito e nem sujeito sem aprendizagem.

              Os componentes que vão conciliar o estudo são os mesmos da aprendizagem, ou seja: aquele que aprende; aquele que ensina e o conhecimento.

              A aprendizagem tem a ver com a harmonia que se efetua no sujeito quando enfrenta coisas vinculadas com o conhecer. Isto acontece coma estrutura cognitiva/inteligente que torna possível ao sujeito processar os conteúdos  dos conhecimentos em função de sua organização lógica e entre a desiderativa/significante que orienta a eleição do objeto – conhecimento, dando assim, o desejo de um objeto de conhecimento.

              As estruturas são, todavia, necessárias para a elaboração do conhecimento. É a estrutura cognitiva que vai permitir a construção da objetividade daquilo que está fora do sujeito.

              A estrutura dramática e a do desejo  têm que ver com a constituição da subjetividade, aquilo que o sujeito faz, a fantasia do que lhe é próprio.

              O conhecimento, assim se dá pelo sentido da cognição, enquanto que o desejo produz a significação.

 

 

A PROPOSTA DE INTERVENÇÃO:

 

 

              Partindo da idéia de que a posição da psicopedagogia é jogar um papel intermediário entre as fraturas do aprender e a aprendizagem em relação ao professor, aluno e o conhecimento.

              A intervenção psicopedagógica acontece com as denúncias das fraturas por não poder acender ao conhecimento necessário, isto é, quando um aluno não consegue lidar com a informação para transformá-la em conhecimento. Quando isto acontece o aluno não consegue assimilar a informação transmitida.

              Da forma que é dada ou emitida a informação, ela explicita ou sustenta uma teoria de aprendizagem.

              A posição nos remete a dois pontos primordiais a respeito do lugar do professor na passagem do conhecimento. O outro mais ligado à idéia da criador do instrumento para que este conhecimento possa ser dialetizado onde as experiências escolares se tornem perguntas.

              Entretanto, a posição do psicopedagogo é escutar o discurso do professor presentificado na fala  que ele faz do seu aprendente numa proposta como esta: Não aprende por que...

              O desafio da psicopedagogia se aproxima cada vez mais em poder lidar com o sujeito do conhecimento, avançando cada vez mais por caminhos não tão explorados, porque parte-se do pressuposto de que precisa-se indagar e compreender o que ocorre na transmissão do conhecimento e até que ponto o professor pode distanciar-se para, a partir deste distanciamento, aprender do  e com o seu trabalho pedagógico, tornando-se sempre um desafio ao professor um trabalho com maior criatividade e outros. Porque não se ensina qualquer coisa, mas se elege a informação de tal forma que esta possa ser assimilada e não simplesmente dada.

              A postura do psicopedagogo de intervenção é sempre assegurada ao professor o lugar que ele ocupa na transmissão do conhecimento.

              A questão do conhecimento não é só objetivo, mas envolve o subjetivo, isto é, o sentido,  a significação que tem para cada um o conhecimento.

 

 

 

APRENDER:

 

 

 

               O trabalho de psicopedagogia teve sua origem numa intervenção psicopedagógica como assessoramento prestado aos professores, alunos e pais e/ou responsáveis;

              O desafio, que se apresenta, ´a respeito da aprendizagem> é possível aprender sobre uma situação de aprendizagem? O que do cotidiano da sala de aula pode ser conteúdo de estudo para psicopedagogia?  De que a psicopedagogia tem que dar conta?

              O que marca o aprender, em qualquer situação da aprendizagem, é a presença do outro, que tem conhecimento e está autorizado a transmitir esse conhecimento. Este “outro” pode ser o professor, o pai, a mãe etc.

              A ausência da função paterna caracterizada pelo contexto familiar e escolar, forma, portanto, mais um elo na cadeia de significante em que não vão assimilar a ruptura entre o desejo de saber a demanda de aprender.

              Uma demanda adequada de aprender vai implicar em uma situação do prazer de aprender.

              Esta mudança ocorre usando a energia psíquica que, neste momento, está sendo investida para o aprender.

              Tudo isto tem a ver coma função do desejo que destrva a função da ignorância, ou ainda, com a construção de suas estruturas lógicas cognitivas.

              Esta é uma reflexão, a partir da prática psicopedagógocia , constituindo-se numa maneira de “agarrá-lo”. Alguém que a ache interessante dentro de sua história, tendo de contrapartida o outro com o qual se possa contar na instauração permanente do desejo de saber. Aqui incluo o professor, especialmente porque ele é uma das partes – desejantes, ou não deste processo.

              Já para a psicanálise, todo o ensino e transmissão de saber, de um sujeito a outro, se produz mediante a uma transferência de trabalho . Seu produto e efeitos são conseqüências da maneira como os sujeitos, que se implicaram neste trabalho, estabeleceram vínculos, de como foi operada a transferência por aqueles que direcionaram o processo de ensino e de como os laços estruturantes estiveram determinados, segundo os conceitos fundamentais do respectivo campo teórico.

              Uma posição construtivista pós-piagetiana é aquela em que o sujeito, retornando sobre seus próprios passos, elucida o processo traçado, se depara com seus impasses e relança suas próprias interrogações.

 

 

 

O QUE É A PSICOPEDAGOGIA E O SEU DIGNÓSTICO:

 

 

              A Psicopedagogia estuda o processo de aprendizagem e suas dificuldades, tendo , portanto, um caráter preventivo e terapêutico.  Preventivamente deve atuar não só no âmbito escolar, mas alcançar a família e a comunidade, esclarecendo sobre as diferentes etapas do desenvolvimento, para que possam compreender e entender suas características evitando assim cobranças de atitudes ou pensamentos que não são próprios da idade.  Ela também deve, terapeuticamente identificar, analisar, planejar, intervir, através das etapas de diagnóstico e tratamento.

              O diagnóstico sempre poderá confirmar ou não as suspeitas do psicopedagogo. O profissional poderá identificar outros  problemas e aí ele poderá indicar um tratamento com psicólogos, com fonoaudiólogos, com neurologistas, ou outro profissional a depender do caso indagado e constatado.

 

 

 

O TRATAMENTO DO PSICOPEDAGOGO:

 

 

              O tratamento do psicopedagogo, se procede  através do diagnóstico  feito  e já analisado.  Durante o tratamento em instituição escolar, o aluno sem perceber o que está sendo realizado, tem diversas atividades, com o objetivo de identificar a melhor forma de se aprender e o que poderá está causando este bloqueio da aprendizagem. Para isto, claro, o psicopedagogo utiliza vários recursos como: jogos, desenhos, brinquedos, computador e outras situações que puderem ser necessárias e eficaz, para revelar a causa de sua dificuldade, criando com isto, também, mais maturidade, concentração, maior atenção etc. Ele também pode de forma amigável e descontraída ensinar ao aluno, a  melhor forma de como ele pode  estudar,  se organizar, fazer as tarefas de casa e outros.

 

 

 

O TRABALHO DO PSICOPEDAGOGO NA INSTITUIÇÃO ESCOLAR:

 

 

 

              O Psicopedagogo pode utilizar de vários recursos na Instituição escolar como:

 

- ajudar aos professores, auxiliando-os da melhor forma possível na elaboração de plano de aula, para que os alunos possam identificar melhor as  atividades programática dadas;

-  ajudar na elaboração do projeto pedagógico da Instituição Escolar;

-  orientar aos professores da melhor forma possível de ajuda, em sala de aula, aqueles alunos com dificuldades de aprendizagem;

- realizar um diagnóstico institucional para averiguar possíveis problemas pedagógicos que possam estar prejudicando o processo ensino-aprendizagem;

 Encaminhar o aluno, quando necessário, para um profissional (psicopedagogo, psicólogo, fonoaudiólogo, etc), a partir de suas avaliações psicopedagógicas;

-  conversar com os pais e/ou responsáveis para que possam fornecer informações necessárias à Instituição Escolar, dando-nos suportes, orientações e outros;

-  auxiliar a direção a escola para que os profissionais da Instituição Escolar possam ter um bom relacionamento entre si;

-   conversar com os alunos, quando necessário de orientação e outros.

 

 

 

 

A ATUAÇÃO FUNDAMENTAL DO PSICOPEDAGOGO DENTRO DAS INSTITUIÇÕES ESCOLARES:

 

 

 

            É de real importância que o Psicopedagogo possa conhecer bem como e o que o aluno aprende, compreendendo o interjogo entre o desejo de conhecer, do saber e o de ignorar e desinteressar.

              O psicopedagogo  tem sempre que está preparado para lidar com possíveis reações frentes a algumas tarefas como: bloqueios, sentimentos, lapsos, resistência etc. E nunca desistir de busca, de conhecimento, de estudo, para entender formas mais adequada e completa dos alunos, já tão criticados por não corresponderem às expectativas dos pais e/ou responsáveis, professores, da comunidade em que ele convive e incluindo também seus colegas de turma.

 

 

 

O COMPUTADOR COMO UMA DAS TÉCNICAS INDISPENSÁVEIS NA EXECUÇÃO DA APRENDIZAGEM:

 

 

              Atualmente, com o avanço tecnológico, podemos envolver o computador no processo do ensino-aprendizagem. Mas infelizmente muitos ainda não consegue discernir e enxergar este elo e como ele pode funcionar de forma  adequada para a busca de qualidade ao processo da aprendizagem.

              Este recurso com seus softawares educacionais (Informática Educativa) podem, não só ajudar, mas também minimizar possíveis problemas que possam surgir e até prevenir.

              O computador é mais um dos recursos, ainda não tão explorados, como os outros, não devendo nunca ser desgastado, porque nem tudo precisa ser trabalhado no mesmo. O manuseio excessivo do mesmo, faz com que a sua prática não seja adequada e eficiente.

              Por lidar com uma realidade virtual, o computador não pode ser utilizado de forma a ameaçar a própria realidade e deve sempre ser utilizado para fortalecê-la ao processo de aprendizagem.

              Segundo Tikhomirow, o computador deve ser visto  como instrumento de aprendizagem. Ele é mediador entra o nosso pensamento e as ações. Transforma o raciocínio em coisas manipuláveis. Não desaparece com o pensamento humano, mas reorganiza-o.

              Vale ressaltar que com o computador a interdisciplinaridade, tão valorizada, pode ser desenvolvida e trabalhada tanto nos projetos de criação, quanto nos softwares fechados. As informações podem ser relacionadas, como na vida real, sem haver etapas estanques, de uma forma lúdica. As propostas não são compartimentalizadas.

              O vínculo é algo extremamente importante no processo de aprendizagem. Com este ponto, então, o computador torna-se facilitador, pois, de maneira geral, atrai as atenções dos alunos fazendo  com que fiquem voltadas a ele e interessadas no seu trabalho. A maioria gosta de estar diante de uma máquina, isto acaba sendo um ponto positivo para o recurso que acaba atraindo a atenção dos alunos que nem percebem estar no processo de aprendizagem.

 

 

 

 

UMA ABORDAGEM PSICOPEDAGÓGICA DO COMPUTADOR:

 

 

              Segundo Vygotsky (1982), a atividade criadora é uma manifestação exclusiva do ser humano, pois só este tem a capacidade de criar algo novo a partir do que já existe.

              O ser humano é capaz, de partindo de uma situação real criar novas situações futuras. Logo, a ação criadora vai surgir do fato dele não estar acomodado na situação presente e buscar equilíbrio na construção de algo novo.

              É importante que exista a oportunidade de desenvolver esta ação criadora. O papel do computador é justamente ser auxiliador no desenvolvimento de atividades que ajudam na ordenação e coordenação de suas idéias e manifestações intelectuais.

              Os softwares educacionais apresentam diversas oportunidades de trabalho com os alunos de várias faixas etárias.

              Eles criam um ambiente de aprendizagem em que o lúdico, a solução de problemas, a atividade reflexiva e a capacidade de decisão são privilegiados.

              Desenvolvem a aprendizagem ativa, controlada pelo próprio aluno, já que possibilita representar idéias, comparar resultados, refletir sobre sua ação e tomar decisões, depurando assim o processo de aprendizagem.

              Seymour Papert, discípulo de Piaget, entusiasmado com o construcionismo deste, passou a aprofundar sua  pesquisa das estruturas intelectuais. Para ele, nós nos motivamos a aprender o novo quando este tem  alguma ligação com um conhecimento prévio ou significativo para nós. Acreditou que com a informática poderia desenvolver mudanças significativas na área educacional. É um processos de vai-e-vem constante das idéias, resultando não só no lado cognitivo, como também no afetivo, trabalhando inclusive sua auto-estima.

              Segundo Valente (1998), diante de uma situação problema, o aprendiz tem que utilizar toda sua estrutura cognitiva descrevendo para o computador os passos  para a resolução do problema, utilizando uma linguagem de programação (educativa). A descrição da resolução do problema vai ser executada pelo computador. Essa execução fornece um “feedback” somente daquilo que foi solicitado à máquina. O aprendiz deverá refletir sobre o que foi produzido  pelo computador; se os resultador não corresponderem ao resultado desejado, o aprendiz tem que buscar novas informações para repetir a operação.

              Os softwares fechados são aqueles em que não há intervenção da criança, apenas participação nas ações já previamente estabelecidas. Neles, encontramos jogos e desafios.

              Existem softwares como:  jogo, por exemplo, que gera prazer e interesse, ao mesmo tempo auxilia na aquisição do auto conhecimento, ensina a lidar com símbolos e a pensar por analogia. Ele trabalha a formação de conceitos e de desenvolvimento de habilidades para a construção de significados, estimulando a curiosidade e a investigação, por meio de diferentes modos de representação.

              O jogo é um importante instrumento didático que pode e deve ser utilizado na educação institucional.

              A presença do professor é fundamental para que o processo de ensino-aprendizagem ocorra, pois ele será mediador e estimulador deste processo. Um software por si só não promove a aprendizagem, e sim, apenas, a articulação do pensamento.

              A informática, quando utilizada num enfoque psicopedagógico, é um instrumento importante para facilitar a construção das funções: percepção, cognição e emoção. Ele possibilita o desenvolvimento do aprendiz unindo corpo-mente-emoção.

              Estimula ainda, funções neuropsicomotores que envolve diferentes aspectos: discriminação e memória auditiva e visual; memória seqüencial; coordenação espaço/temporal; controle de movimentos.

              A cognição é trabalhada através da capacidade de representação, passando do virtual para o real. Já na área da emoção, o uso de recursos da informática favorece a autonomia e independência; trabalha o erro de maneira construtiva, elevando a auto-estima; exige limites levando ao controle da ansiedade; o trabalho é motivador, pois  permite a consciência da própria cognição, atenção e memória.

              Além destes fatores, ainda desenvolvem a curiosidade,a autonomia, a rapidez de interpretação e resposta, a organização na realização das tarefas, desenvolvimento lógico-temporal e a concentração para perceber o que deve ser feito.

              Enfim, acredito que a Informática Educativa está cada vez mais envolvida no ensino-aprendizagem e necessitando melhor de uma pesquisa mais aprofundada, projetos e outros.

 

 

 

CONCLUSÃO:

 

 

              A posição da psicopedagogia foi a de jogar um papel intermediário na aprendizagem. Esta posição remete a dois pontos primordiais a respeito do lugar do professor. Um, o de transmissor de conhecimento; o outro, mais ligado à idéia de criador de instrumentos para que este conhecimento possa ser dialetizado onde as experiências escolares se transformam em perguntas.

              É um processo em que são incluídas as significações subjetivantes e objetivantes do aprender e do ensinar, laçadas por outro componente que é o conhecimento expresso pelo conteúdo, isto é, a informação transmitida.

              O professor tem que ter uma cumplicidade com os alunos, mostrando o conhecimento, buscando com paixão situações de aprendizagens que são realimentadas, ora pelo desejo do professor, ora pelo desejo dos alunos.

              O papel intermediário da psicopedagogia ente fraturas do aprender e a  aprendizagem encontra neste lugar questões com os quais ele precisa investigar. Porque neste espaço de aprender fica evidenciada a modalidade de aprender de cada aluno. Para cada intervenção que o professor faz a seus alunos, também está por trás, uma posição de ensinar que o revela, inatista, empirista, construtivista etc.

              O espaço da psicopedagogia juntos aos professores e alunos fica em estudar, analisar como esta rede-modalidade de aprender, modalidade de ensinar, se processa. Isto vale também para o psicopedagogo cuja a intervenção pode esbarrar nas mesmas posições, criando assim, os problemas de aprendizagens escolares ou não.

              Reconhecemos, quanto à questão da psicopedagogia, que ainda é um espaço que demanda ser  explorado. Mas isto,  não marcamos como limite, mas especo de possibilidade de conhecer, saber, aprender.

              A questão da psicopedagogia é na verdade, continuar construindo caminhos, mapas, roteiros que nos levem a compreender a “não aprendizagem”. Que haja mais sujeitos aprendendo.

              Se a psicopedagogia trata de aprendizagem, então ela vai tratar de destravar o desejo de aprender, libertando a inteligência, o raciocínio ao acesso do conhecimento, na possibilidade de sempre vir-a-ser.

              Não há um único motivo para o fracasso escolar e/ou para as dificuldades que os alunos esbarram, mas alguns desses problemas podem sempre ser ajudados.

              Separar o aluno com suas dificuldades ou simplesmente rotulá-lo é fácil, o difícil é ter a percepção necessária no momento adequado e correto, para auxiliá-lo a ultrapassar esta fase.

              Não posso deixar de mencionar a mais moderna técnica, o computador, e ele pode realmente ter um auxílio primordial ao processo, para a descoberta de aprender e aprender, onde existe o respeito ao tempo individual do sujeito e a percepção de suas dificuldades. Isto pode conseguir superar através de sua própria análise, sem necessariamente depender do outro para isto.

              Além de tudo, o computador exerce um grande interesse aos alunos. Existe uma grande atração pela tecnologia moderna. De frente ao computador, o aluno relaxa e esquece que aquele também é um processo de “ensinagem”.

              O computador não pode deixar de estar inserido no contexto desafiador, porque ele pode não promover mudanças e nem crescimento.

              O aluno é que adquire a compreensão do significado e de sua utilidade daquilo que faz, pois ele é o agente criador, modificador e transformador do seu conhecimento.

              Concluo que o computador veio como uma das melhores técnicas modernas para os psicopedagogos, na construção da mudança radical para o desenvolvimento do aluno e consequentemente o aprendizado de conhecimento que são transmitidos.

              Precisamos com isto, pesquisar mais aprofundado esta técnica (Informática Educativa), e, aplicá-la cada vez mais na aprendizagem, para que ela venha a ser a forma mais eficiente e eficaz ao fracasso do ensino-aprendizagem nas Instituições Escolares.

 

 

 

 

 

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Perfil do Autor

Rosania Richa Virginio de Barros

Educadora desdeo primeiro segmento do ensino fundamental até a faculdade com pós-graduação e tentando retomar o mestrado emEducação na UERJ....