Que Saco? Plastico!

Publicado em: 10/09/2009 | Comentário: 1 | Acessos: 111

Que saco? Plástico!

 

Faço aqui um manifesto ecológico em favor das sacolas de plástico. E não estou louco – a não ser de ira contra os aproveitadores!!!

Um equívoco está se alastrando: a necessidade de por fim às sacolas plásticas, no comércio. Isso é engodo em nome do lucro. Reafirmo, logo nas primeiras linhas: essa onda das empresas comerciais entrarem na onda do ecologicamente correto não está sendo feita em nome da ecologia, mas em nome do lucro; a onda é de busca pelo lucro e não pela preservação ambiental. Eles querem diminuir despesas e aumentar os lucros, às custas dos consumidores. Cuidado!

Outra vez: Cuidado! Não caia nesse engodo, em nome da ecologia! Pois essa onda não é ecológica, mas um golpe a mais em nome do capital.

Pense comigo!!!

Há muito tempo os comerciantes vendem produtos e se vêem na obrigação de fornecer a embalagem. Houve tempos em que se embrulhava tudo num grosseiro papel de bobina que o comerciante tinha que comprar para embrulhar a mercadoria – e, por vezes embrulhar o cliente! Depois teve um esperto que difundiu o uso do jornal, como papel de embrulho – provavelmente mais barato que aquelas pesadas bobinas de papel que enfeavam os balcões dos antigos armazéns – precursores do supermercado. Nesse contexto ainda se usavam caixas de papelão – aquelas em que vinham as mercadorias – para embalar as compras.

Mas teve um sujeito pragmático que, em nome da reciclagem dos dejetos do petróleo, inventou o plástico: recriou o mundo! E ganhou muito dinheiro com isso. E tem gente que continua ganhando, não só com o plástico vindo do petróleo, mas com materiais reciclados de materiais recicláveis, como o plástico. E foi nesse meio – a reciclagem – que um cara, muito esperto, inventou as sacolas de plástico, com o plástico já existente. Também ganhou muito dinheiro e diminuiu a derrubada de árvores para fazer papelão e papel de embrulho. A utilização do jornal não conta como consumo de árvores para produzir papel de embrulho, uma vez que sua utilização já é reciclagem, pois o cara, depois de ler o jornal, tende a atira-lo no lixo; assim, usando o jornal como papel de embrulho, diminui bastante o consumo de papelão e papel de embrulho fabricado para embrulho, pois o embrulho é embrulhado com jornal que não havia sido feito para embrulho.

Mas aí veio a sacolinha de mercado. A maravilha da reciclagem dos dejetos transformando montões de plástico, que iria emporcalhar o mundo, em sacolinhas de mercado – de plástico. Foi mais uma sobrevida para aquilo que emporcalharia o mundo, sendo reaproveitado como material de embrulho: as sacolinhas de plástico. Não exatamente de embrulho, pois no mercado, o empacotador vai “tafuiando” tudo na sacolinha. E a gente passou a levar aquele monte de mercadoria, não mais embrulhada, agora empacotada, ensacolada.

A sacolinha salvou muitas árvores. Portanto não é justo fazer essa campanha de difamação contra ela, dizendo que está pesteando todo canto. Não é a sacola que suja o mundo, somos nós, os humanos que emporcalhamos tudo!

É claro que o ser humano, como sinal de progresso, criou o plástico – e muito lixo. Para resolver o problema do lixo, a inteligência humana, além do lixão – onde, carinhosamente,é guardado o lixo nosso de todo dia – criou meios de transportar o lixo até os lixões. E é justamente nos mercados que a inteligência humana passou a vender – novamente em nome do lucro – sacos de plástico para ensacar lixo. Repetindo: sacos de plástico para ensacar lixo.

Essa prática estava encarecendo as compras que as donas de casa faziam nos mercados que vendiam os sacos de lixo – plástico. E a inteligência humana, desta vez a inteligência humana presente na criatividade da dona de casa, descobriu um meio de baratear as compras: em vez de continuar comprando saco de plástico para ensacar lixo; em vez de continuar amontoando sacolinhas de plástico, nos cantos da casa; em vez de encarecer suas compras, comprando saco de plástico, as donas de casa transformaram a sacola de mercado em saco de lixo (já que a compra vinha ensacada na sacola). Estava inventada uma nova forma de reciclagem: as sacolas que só iam para o lixo, passaram a ser descartadas contendo lixo, sem necessidade de comprar saco de lixo. A sacola de mercado, substituta do papel que dependia de árvores, foi reciclada pelas donas de casa: virou saco de lixo.

E isso diminuiu as vendas de sacos de plástico. Isso diminuiu o lucro, pois vendia menos sacos; e encareceu a embalagem que o comerciante fornece ao cliente. Esse é a verdadeira  situação que está levando os donos de mercado a se engajar freneticamente – com o bolso dos clientes – na cruzada contra as sacolinhas de mercado.

Outra vez: malefício do emporcalhamento do mundo não está acontecendo por causa das sacolinhas, mas porque as pessoas não aprenderam a cuidar do mundo.

E não nos esqueçamos que deixar de usar as sacolinhas não diminuirá as embalagens de plástico, sendo usadas como meio de empacotar o lixo; não havendo mais saclinhas de mercado – de plástico – as donas de casa comprarão mais sacos – de plástico – para embalar o lixo. O os lixões, que hoje são esbranquiçados pelas sacolinhas de mercado, ficarão mais escuros por causa dos sacos de lixo – de plástico – pois aumentarão em volume, substituindo as sacolas.

E, mais uma vez, seremos massa de manobra, pagando a conta. Consumidores dando lucro até na compra da embalagem que o comerciante tem que oferecer para levarmos as mercadorias que acabamos de comprar. Mais uma palhaçada em nome do lucro. E tem gente embarcando nessa!

Espírito ecológico não é trocar de um produto poluente por outro, apenas para dar lucro para alguém. Como diria Jesus, cuidado com os espertalhões que, em nome da ecologia, enganam o povo!!!

Neri de Paula Carneiro – Mestre em Educação, Filósofo, Teólogo, Historiador.

Leia mais: <http://falaescrita.blogspot.com/>; <http://www.webartigos.com/authors/1189/Neri-de-Paula-Carneiro>;  

(Artigonal SC #1321450)

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    Fonte do artigo: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/que-saco-plastico-1321450.html

    Palavras-chave do artigo:

    ecologia

    ,

    meio ambiente

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    preservaÇÃo ambiental

    ,

    saco de lixo

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    Por: NERI P. CARNEIRO l Educação l 10/09/2009 l Acessos: 111 l Comentário: 1
    NERI  P. CARNEIRO

    Para nós que as enfrentamos ou sofremos suas conseqüências, as crises, catástrofes, cataclismos, tragédias, ou grandes acidentes – depende de como as queiramos denominar – não são bem vindas. Mas as tragédias são o prato principal, do qual se nutre a imprensa e são esperadas ou buscadas – ou fabricadas – para deleite do sensacionalismo, principalmente televisivo. Exemplo típico está ocorrendo agora.

    Por: NERI P. CARNEIRO l Educação > Ciência l 05/11/2009 l Acessos: 237
    NERI  P. CARNEIRO

    No livro de Atos dos Apóstolos encontramos uma das passagens mais controvertidas, discutidas e, ao mesmo tempo, belas, do Novo testamento. Trata-se At, 2,1-11 que se popularizou como fundamentação para a festa do Pentecostes.

    Por: NERI P. CARNEIRO l Religião & Esoterismo > Religião l 01/22/2009 l Acessos: 499 l Comentário: 1
    NERI  P. CARNEIRO

    Em se tratando de estudos bíblicos nem tudo são certezas e unanimidade. Existem contradições em relação às opiniões e conclusões. Uma delas é em relação a Lucas e à autoria do evangelho de Lucas e os Atos dos Apóstolos. A tradição cristã atribui tanto o texto do quarto Evangelho como o de Atos dos Apóstolos a Lucas, médico mencionado por Paulo em 2Tm 4,11; Cl 4,14 e Fm 24. Alguns autores, entretanto, preferem dizer que ambos são personagens distintos

    Por: NERI P. CARNEIRO l Religião & Esoterismo > Religião l 01/22/2009 l Acessos: 2,216
    NERI  P. CARNEIRO

    A historicidade da Bíblia é, muitas vezes, colocada como argumento de fé. Muitas vezes a Bíblia é usada de forma definitiva, sem considerar elementos simbólicos e textuais que não podem ser desconsiderados. Se for encarada dessa forma tanto a fé como a razão tem que se submeter a algumas contradições textuais que estão presentes no texto bíblico.

    Por: NERI P. CARNEIRO l Religião & Esoterismo > Religião l 01/22/2009 l Acessos: 1,105 l Comentário: 1
    NERI  P. CARNEIRO

    Os retratos das comunidades, que muitas vezes são utilizados par mostrar a perfeição da Igreja nascente em oposição aos pecados das nossas comunidades ou igrejas, na realidade são o que chamamos de sumários. Esses conjuntos de textos, pequenos resumos, aparentemente não são obra de Lucas e não faziam parte do texto original. São, sim uma espécie de síntese do que os redatores ou autores do texto pensavam a respeito de como estava organizada a comunidade cristã.

    Por: NERI P. CARNEIRO l Religião & Esoterismo > Religião l 01/22/2009 l Acessos: 748
    NERI  P. CARNEIRO

    A Igreja e os cristãos de hoje se acostumaram a idealizar a primeira comunidade cristã, a partir da afirmação de Atos 2,42-47 e de 4,32-37. Esses, como outros conjuntos de textos são chamados de sumários, pois são uma espécie de síntese do pensamento do autor do texto. Mas antes de analisarmos os sumários, vamos analisar esse “retrato” das comunidades, aparentemente perfeitas

    Por: NERI P. CARNEIRO l Religião & Esoterismo > Religião l 01/22/2009 l Acessos: 1,271

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    1. magda October 21, 2009
    Sou proprietária de um comércio que usa muitas sacolas plásticas, para mim, sairia muito mais barato o consumidor trazer sua sacola.
    Porém meu planeta chora, e por isso sugiro as pessoas que reutilizem as sacolas como sacos de lixo e, preferencialmente, que separem o lixo de forma reciclável.
    Uso vários sacos plásticos para colocar os meus produtos para reciclagem....só está faltando a coleta seletiva em minha região.
    Se a coleta dos materias recicláveis fosse feita de forma inteligente o problema estaria resolvido.
    Aproveito para informar que não é feita tanta propaganda contra as embalagem de plástico duro (garrafas pet, shampoo, produtos de limpeza em geral) além desse tipo de embalagem demorar mais para ser absorvida pela natureza é utilizada em larga escala pela população, mas ninguém comenta isso.....não entendo o por quê, já que ninguém obtem lucro com isso.
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