Recuperação De Final De Ano

Publicado em: 21/12/2009 |Comentário: 3 | Acessos: 5,976 |

Final de Ano e a história se repete. Chega a hora do Conselho de Classe, que vai decidir a vida dos(as) discentes que foram para a recuperação e não foram aprovados. Discussões entre docentes, evidências de que a indisciplina social dos(as) discentes (Luckesi, 2006, pg. 67) é uma  variável que alguns/algumas docentes usam no momento de avaliar, estão pre    sentes no Conselho de Classe.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Era de se esperar que poder público, gestores de estabelecimentos de ensino e docentes cumprissem o que ela preconiza. Porém, o que pode ser visto em nossas escolas públicas, embora a Lei tenha sido promulgada em 20/12/1996, é que há um completo desconhecimento do seu teor.

Esse desconhecimento já é visível no Art. 12, que no seu inciso V diz que os estabelecimentos de ensino terã a incumbência de prover meios para recuperação dos alunos de menor rendimento, o que não ocorre. Por sua vez, o Art. 13 através do inciso IV nos mostra, que cabe ao docente criar estratégias de recuperação para discentes de menor rendimento. Quantos(as) docentes têm conhecimento desse dever? Quantos(as) o cumprem?

Ouvimos sempre a mesma justificativa, que o(a) docente em razão dos baixos salários, tem que trabalhar os três turnos, o que não permite rever os conteúdos ministrados. Surge então o poder público, como parte integrante do "status quo" em que se mantém a educação pública no nosso país, educação de péssima qualidade, bem como desobedece ao inciso V do Art. 3º da LDB, ao não valorizar o(a) docente.

E então, seguimos por esse prisma, ou faremos alguma coisa para mudar? Como uma ajuda para encontrar a resposta à nossa indagação, reproduzimos um parágrafo de Werneck do seu livro Como Vencer na Vida Sendo Professor - Depende de Você:

quem deve amar, em primeiro lugar, a sua profissão é você mesmo.                                Nenhuma outra pessoa deveria prezar tanto a sua profissão quanto

você. Se não der prioridade a ela, outros poderão esquecê-la e você

levará a pior como profissional. Não espere pelos outros, faça

acontecer. (Werneck, 2007, pg. 13)

É evidente que o nosso dia a  dia em sala de aula, nos mostra que vários são os fatores  que levam discentes à recuperação ou à conservação, dentre eles podemos destacar: falta de estudo, não cumprimento de tarefas, desestímulo, faltas às aulas, absenteísmo e desestímulo de parte dos(as) docentes, inobservância da LDB.

O Art. 24 no seu inciso V, diz que a avaliação é contínua e cumulativa com os aspectos qualitativos prevalecendo sobre os quantitativos e os resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais. Ora, sabe-se que há docentes que não atribuem qualitativo e há os que atribuem apenas um ponto. Qual a consequência? Maior número de discentes na recuperação de final de ano.

Como ocorre essa recuperação? Algumas escolas estabelecem cinco dias para as aulas e a avaliação. Há discentes que fazem recuperação de todas as matérias ou de maior parte delas e são aprovados. Houve realmente aprendizado? A resposta a esse questionamento, enseja a formulação de outro artigo.

Por que então, não usar a recuperação dos conteúdos dentro de cada unidade? Coordenação pedagógica e docentes devem estabelecer estratégias para a recuperação paralela nos casos de baixo rendimento. Em assim agindo, a escola estará cumprindo o estabelecido na letra "e", inciso V do Art. 24, favorecendo aos discentes de baixo rendimento.

Cremos que o pouco que fizermos por aqueles e aquelas, que têm dificuldades de entendimento, será muito. Lembremo-nos do que escreveu Freire: "Mudar é difícil mas é possível". (Freire, 2006, pg.79)

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/recuperacao-de-final-de-ano-1609153.html

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    Comentar sobre o artigo

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    Por: Rosimeire Moreira Quintelal Educação> Ensino Superiorl 14/01/2012 lAcessos: 790
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    Por: Neusa Amoriml Educação> Ensino Superiorl 26/08/2011 lAcessos: 1,902

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    Jaguaracy Conceição

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    Objetiva discorrer, através de uma busca à história, sobre a escravidão afro-indígena no Brasil

    Por: Clecia Pachecol Educação> Ensino Superiorl 13/12/2010 lAcessos: 751

    Neste artigo, apresenta-se algumas relações entre a ditadura militar, as tendências pedagógicas e os reflexos do regime e das tendências na Educação contemporânea.

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    O projeto "Conquistando um sorriso" está sendo desenvolvido no segundo semestre do ano de 2014 na Escola Estadual 29 de Novembro pelos professores e alunos do ensino médio, turno matutino, visando ampliá-lo para o ano de 2015. Ele tem a perspectiva de mostrar aos alunos a importância de doar um pouco de si em projetos sociais, e ainda percebendo que a escola assume hoje um papel importante na sociedade é que nós decidimos colocar em prática este projeto.

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    Jaguaracy Conceição

    A cada Avaliação de final de Unidade um "tsunami" de notas baixas devasta a caderneta de rendimentos das turmas. Emerge daí uma série de especulações. Para o(a) discente e sua família a culpa é do(a) docente que não sabe ensinar; para o(a) docente a culpa é do corpo discente e da família que não acompanha a aprendizagem dos filhos.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educação> Ciêncial 02/05/2014 lAcessos: 33
    Jaguaracy Conceição

    O objetivo deste texto é estimular a procura pela melhoria da Avaliação Integrada que vem sendo implantada em algumas escolas. Para tal partiu-se de um acompanhamento feito por um docente de Educação Física em relação à área de Linguagens (Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Arte e Educação Física).

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 23/12/2013 lAcessos: 75
    Jaguaracy Conceição

    O presente texto tem o intuito de incitar os docentes a uma reflexão sobre a prática avaliativa, vez que, tem sido constatado que o que estamos fazendo é Verificação e não Avaliação. Sabemos que avaliação faz parte do processo ensino-aprendizagem e não pode continuar legitimando o fracasso discente.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 27/06/2013 lAcessos: 56
    Jaguaracy Conceição

    Se a Educação fosse um ser humano poderia haver uma feijoada ou churrasco fazendo "link" com cervejas geladas para prestigiar a efeméride. Como a realidade da Educação em nosso país é bastante controversa, a data poderá passar em brancas nuvens e quiça, tenha algo a festejar. Deixemos de lado comemorações e tais e vamos falar sério sobre Educação, nos reportando ao que explicita a Constituição da República Federativa do Brasil.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 28/04/2013 lAcessos: 18
    Jaguaracy Conceição

    A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, no seu Capítulo III trata DA EDUCAÇÃO, CULTURA E DO DESPORTO e a Seção I Da Educação. É possível perceber que ela vem sendo constantemente desrespeitada inclusive pelas autoridades públicas que detém o poder de administrar.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 15/04/2013 lAcessos: 35
    Jaguaracy Conceição

    Cotidianamente lemos, assistimos, ouvimos críticas à Escola Pública. As pessoas que fazem as críticas não têm a mínima preocupação em buscar os fatores que fazem com que ela não funcione a contento. Esses fatores são os mais variados possíveis e englobam o Governo, o corpo docente e o discente e a família.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 09/03/2013 lAcessos: 49
    Jaguaracy Conceição

    O Art. 3º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional(LDBEN) estabelece os princípios que devem ser ministrados pelo ensino. O seu inciso I nos mostra o seguinte: "igualdade de condições para o acesso e permanência na escola".

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 03/02/2013 lAcessos: 55
    Jaguaracy Conceição

    Não é preciso ser Especialista para observar que a Obesidade Infantil cresce vertiginosamente no Brasil. As escolas públicas e privadas não deixam dúvidas quanto ao que afirmamos. E então perguntamos: O que tem sido feito para frear esse crescimento?

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 24/01/2013 lAcessos: 44

    Comments on this article

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    Rita Medina 03/01/2010
    O articulista foi muito feliz na escolha,pois,o tema é bastante pertinente.Abro um viés,nas palavras do professor Marcelo Tavares ao dizer que frustrações salariais,limitações,deficiencias e posturas docentes, não justificam a acomodação principalmente dos profissionais mais experientes.Abro um adendo ao artigo do profor Jaguar e confirmo, que o poder público não só é integrante,mas chave mestra para fazer toda engrenagem educacional funcionar,com fiscalização e cobrança das práticas pedagógicas desenvolvidas pelos gestores das escolas.
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    Jaguaracy Conceição 23/12/2009
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    Lucimeyre Almeida Campos 22/12/2009
    É um artigo que muitos professores precisam tomar conhecimento.
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