Recuperação De Final De Ano

Publicado em: 21/12/2009 |Comentário: 3 | Acessos: 6,027 |

Final de Ano e a história se repete. Chega a hora do Conselho de Classe, que vai decidir a vida dos(as) discentes que foram para a recuperação e não foram aprovados. Discussões entre docentes, evidências de que a indisciplina social dos(as) discentes (Luckesi, 2006, pg. 67) é uma  variável que alguns/algumas docentes usam no momento de avaliar, estão pre    sentes no Conselho de Classe.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Era de se esperar que poder público, gestores de estabelecimentos de ensino e docentes cumprissem o que ela preconiza. Porém, o que pode ser visto em nossas escolas públicas, embora a Lei tenha sido promulgada em 20/12/1996, é que há um completo desconhecimento do seu teor.

Esse desconhecimento já é visível no Art. 12, que no seu inciso V diz que os estabelecimentos de ensino terã a incumbência de prover meios para recuperação dos alunos de menor rendimento, o que não ocorre. Por sua vez, o Art. 13 através do inciso IV nos mostra, que cabe ao docente criar estratégias de recuperação para discentes de menor rendimento. Quantos(as) docentes têm conhecimento desse dever? Quantos(as) o cumprem?

Ouvimos sempre a mesma justificativa, que o(a) docente em razão dos baixos salários, tem que trabalhar os três turnos, o que não permite rever os conteúdos ministrados. Surge então o poder público, como parte integrante do "status quo" em que se mantém a educação pública no nosso país, educação de péssima qualidade, bem como desobedece ao inciso V do Art. 3º da LDB, ao não valorizar o(a) docente.

E então, seguimos por esse prisma, ou faremos alguma coisa para mudar? Como uma ajuda para encontrar a resposta à nossa indagação, reproduzimos um parágrafo de Werneck do seu livro Como Vencer na Vida Sendo Professor - Depende de Você:

quem deve amar, em primeiro lugar, a sua profissão é você mesmo.                                Nenhuma outra pessoa deveria prezar tanto a sua profissão quanto

você. Se não der prioridade a ela, outros poderão esquecê-la e você

levará a pior como profissional. Não espere pelos outros, faça

acontecer. (Werneck, 2007, pg. 13)

É evidente que o nosso dia a  dia em sala de aula, nos mostra que vários são os fatores  que levam discentes à recuperação ou à conservação, dentre eles podemos destacar: falta de estudo, não cumprimento de tarefas, desestímulo, faltas às aulas, absenteísmo e desestímulo de parte dos(as) docentes, inobservância da LDB.

O Art. 24 no seu inciso V, diz que a avaliação é contínua e cumulativa com os aspectos qualitativos prevalecendo sobre os quantitativos e os resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais. Ora, sabe-se que há docentes que não atribuem qualitativo e há os que atribuem apenas um ponto. Qual a consequência? Maior número de discentes na recuperação de final de ano.

Como ocorre essa recuperação? Algumas escolas estabelecem cinco dias para as aulas e a avaliação. Há discentes que fazem recuperação de todas as matérias ou de maior parte delas e são aprovados. Houve realmente aprendizado? A resposta a esse questionamento, enseja a formulação de outro artigo.

Por que então, não usar a recuperação dos conteúdos dentro de cada unidade? Coordenação pedagógica e docentes devem estabelecer estratégias para a recuperação paralela nos casos de baixo rendimento. Em assim agindo, a escola estará cumprindo o estabelecido na letra "e", inciso V do Art. 24, favorecendo aos discentes de baixo rendimento.

Cremos que o pouco que fizermos por aqueles e aquelas, que têm dificuldades de entendimento, será muito. Lembremo-nos do que escreveu Freire: "Mudar é difícil mas é possível". (Freire, 2006, pg.79)

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/recuperacao-de-final-de-ano-1609153.html

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    recuperacao

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    Comentar sobre o artigo

    marlucia pontes gomes de jesus

    O texto discute a recomendação do Conselho Nacional de educação de que os alunos do ensino fundamental não sejam retidos nos dois primeiros anos de estudos, principalmente levando em consideração a grande rejeição da progressão continuada por professores e até mesmo pela população. Nesse contexto, faz uma distinção entre progressão continuada e progressão automática, procurando demonstrar a importância da recuperação contínua para que a sua adoção tenha sucesso.

    Por: marlucia pontes gomes de jesusl Educaçãol 25/07/2011 lAcessos: 1,847
    Jaguaracy Conceição

    Esse texto tem como base a entrevista publicada na Revista Nova Escola de dezembro de 2014 e que traz como título: "A escola é a estrutura estável de quem vive numa família instável". Nela o sociólogo francês Bernard Lahire diz que o meio social é crucial ao desenvolvimento das crianças, pois sozinhas elas não conseguem superar as dificuldades que se deparam.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 23/12/2014 lAcessos: 38

    Este texto tem por objetivo mostrar ao professor que não se deve apenas aprovar ou reprovar o aluno mas sim servir como base para o professor descobrir as dificuldades do aluno e procurar técnicas diferenciadas para ajudar o aluno na aprendizagem.

    Por: João do Rozario Limal Educaçãol 11/04/2008 lAcessos: 96,300 lComentário: 7
    Rosimeire Moreira Quintela

    A presente pesquisa pauta-se na organização do trabalho pedagógico escolar, bem como sua legislação. Buscou-se pressupostos teóricos para a aplicação nas instituições e em sala de aula, no que diz respeito à gestão democrática da educação amparada na legislação atual, especialmente na Constituição Federal de 1988 e LDB...

    Por: Rosimeire Moreira Quintelal Educação> Ensino Superiorl 14/01/2012 lAcessos: 824
    Neusa Amorim

    RESUMO A presente monografia teve como propósito conhecer e analisar a prática pedagógica desenvolvida no ambiente hospitalar e a atuação do Pedagogo numa ala pediátrica do Hospital de Base Ari Pinheiro, localizado no município de Porto Velho-RO, suas dificuldades e os demais aspectos de sua atuação. A presente pesquisa percorreu caminhos já trilhados por alguns autores como Fonseca (2003); Justi; Fonseca; Souza (2011); Mattos; Mugiatti (2008); entre outros, os quais foram utilizados para fund

    Por: Neusa Amoriml Educação> Ensino Superiorl 26/08/2011 lAcessos: 2,009

    1. Por que o regime de ciclos e a progressão continuada são tão criticados? 2. Qual a real eficácia da progressão continuada e quais são os problemas gerados por esta prática? 3. Quais suas implicações políticas? 4. Quais os aspectos negativos deste sistema? 5. Qual o papel do professor, do coordenador e supervisor escolar? 6. Qual a importância da avaliação neste processo?

    Por: EULER DE CASTRO SANTOSl Educaçãol 15/03/2015

    A violência na escola é um tema de grande relevância, inserindo no processo educacional. Muito se tem abordado sobre o referido assunto e muitas pesquisas foram direcionadas nesse campo. Partindo desse pressuposto, passa-se a estudar pessoas, idéias e atitudes que interferem na motivação e aprendizagem. Para a realização deste trabalho analisa-se a violência como um fator que interfere na aprendizagem e o papel da família, do Estado, da escola e do educador frente a essa problemática.

    Por: Maria José Esmeraldo Roliml Educaçãol 19/11/2008 lAcessos: 16,116 lComentário: 9

    As ações afirmativas e a aplicação da Lei 10.639/03 que determina que seja ensinada nas escolas a história e cultura dos povos africanos ,ainda são pouco difundidas e claras para a maioria dos educadores no Brasil.Assim,esse artigo procura fazer um exame dos motivos para tal paralisia e tenta apontar caminhos para suprir essas lacunas.

    Por: Mauricio Mendes de Oliveiral Educação> Educação Infantill 06/03/2015
    Jaguaracy Conceição

    Foi observada uma melhora acentuada na relação interpessoal bem como na intrapessoal, na participação em sala de aula, no cumprimento das atividades quer na classe quer nas de casa, mas, por questões de alguns décimos não conseguiu a aprovação nessa Unidade, coisa que não chega a preocupar, porque com certeza na seguinte a aprovação irá ocorrer.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 08/06/2012 lAcessos: 112
    Fernando Corrêa manarim

    afirmamos que existem outras formas de jogar xadrez além da competição, ou seja, que o xadrez é uma ferramenta que pode trabalhar o praticante pedagógica e terapeuticamente, ensinando a se conhecer, conhecer os outros e conhecer o mundo a qual pertence. Isso pode ser comprovado na Lenda de criação do xadrez, conhecida como a Lenda de Lahur Sessa, lenda que pode ser encontrada na obra de Malba Tahan, "O Homem que calculava".

    Por: Fernando Corrêa manariml Educaçãol 16/03/2015

    1. Por que o regime de ciclos e a progressão continuada são tão criticados? 2. Qual a real eficácia da progressão continuada e quais são os problemas gerados por esta prática? 3. Quais suas implicações políticas? 4. Quais os aspectos negativos deste sistema? 5. Qual o papel do professor, do coordenador e supervisor escolar? 6. Qual a importância da avaliação neste processo?

    Por: EULER DE CASTRO SANTOSl Educaçãol 15/03/2015

    RESUMO A violência é sem duvida, além de uma das grandes preocupações da sociedade, o grande problema a ser enfrentado, principalmente na dura realidade das escolas públicas do Brasil. Atinge a todos na escola, contudo a grande vitima deste problema é o professor, cada vez mais desmotivado e que se encontra quase sempre acuado e de mãos atadas diante do problema. Ocorre de maneira velada e de diversos modos, sendo, obviamente causada pela falta de limites e de ações efetivas para enfrentar o pro

    Por: EULER DE CASTRO SANTOSl Educaçãol 15/03/2015

    Nesta Sociedade de Informação a comunicação assume um papel no desenvolvimento humano como ferramenta de leitura social numa intervenção libertadora na perspectiva social sobre a tecnologia num processo de diminuição das disparidades sociais na criação de políticas publica para a formação de uma cidadania. Atuando numa dimensão social e política através de programas sociais de inclusão digital para reduzir os problemas sociais relativos à marginalização e pobreza

    Por: Daniela Rosseti silval Educaçãol 12/03/2015
    Alinne do Rosário Brito

    O presente artigo tem como finalidade analisar as fases de ensino nas aulas de educação física escolar tendo como base os PCN`S, para facilitar este processo nas instituições de ensino. Portanto é um convite para refletir sobre à pratica pedagógica , ou seja, o processo de alfabetização especificamente no ensino fundamental através deste componente curricular.

    Por: Alinne do Rosário Britol Educaçãol 11/03/2015

    O fundamentalismo islâmico é a maior ameaça a democracia e os direitos humanos desde o fim da Guerra Fria.Esse artigo tem por objetivo expor de forma breve,as suas origens durante o processo de partilha afro-asiática promovida pelos países europeu até a sua expansão na era da globalização sob a hegemonia dos EUA.

    Por: Mauricio Mendes de Oliveiral Educaçãol 09/03/2015
    Marlete Turmina Outeiro

    O artigo conta a história de uma família especifica, que venceram as adversidades e os preconceitos sociais, demonstraram a importância de unir-se em favor de um ideal coletivo, cujo objetivo apresenta memória histórica marco de 1985 a 2011, no Município de Abelardo Luz/SC. Os resultados discorrem a partir de um recorte da obra "A Inclusão Social pela Reforma Agrária: a saga de uma família sem-terra, escrito com base nos fatos que constam no diário da Sra. Rosa Turmina.

    Por: Marlete Turmina Outeirol Educaçãol 07/03/2015 lAcessos: 12

    A tecnologia mais especificamente a tecnologia de informação e comunicação assume papel no desenvolvimento humano como ferramenta de leitura e práxis social numa intervenção libertadora na perspectiva social sobre a tecnologia num processo de diminuição das disparidades sociais na criação de políticas publica para a formação de uma cidadania. Atuando numa dimensão social e política através de programas sociais de inclusão digital para reduzir os problemas sociais relativos à marginalização e pob

    Por: Daniela Rosseti silval Educaçãol 02/03/2015
    Jaguaracy Conceição

    Esse texto tem como base a entrevista publicada na Revista Nova Escola de dezembro de 2014 e que traz como título: "A escola é a estrutura estável de quem vive numa família instável". Nela o sociólogo francês Bernard Lahire diz que o meio social é crucial ao desenvolvimento das crianças, pois sozinhas elas não conseguem superar as dificuldades que se deparam.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 23/12/2014 lAcessos: 38
    Jaguaracy Conceição

    O Art. 26 - A da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional foi acrescido pela Lei nº 10.639/03 e com redação da Lei nº 11.645/08. De acordo com esse artigo todos os estabelecimentos de ensino fundamental e médio, públicos e privados são obrigados a estudar a história e cultura afro-brasileira e indígena.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 23/11/2014 lAcessos: 42
    Jaguaracy Conceição

    A cada Avaliação de final de Unidade um "tsunami" de notas baixas devasta a caderneta de rendimentos das turmas. Emerge daí uma série de especulações. Para o(a) discente e sua família a culpa é do(a) docente que não sabe ensinar; para o(a) docente a culpa é do corpo discente e da família que não acompanha a aprendizagem dos filhos.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educação> Ciêncial 02/05/2014 lAcessos: 40
    Jaguaracy Conceição

    O objetivo deste texto é estimular a procura pela melhoria da Avaliação Integrada que vem sendo implantada em algumas escolas. Para tal partiu-se de um acompanhamento feito por um docente de Educação Física em relação à área de Linguagens (Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Arte e Educação Física).

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 23/12/2013 lAcessos: 86
    Jaguaracy Conceição

    O presente texto tem o intuito de incitar os docentes a uma reflexão sobre a prática avaliativa, vez que, tem sido constatado que o que estamos fazendo é Verificação e não Avaliação. Sabemos que avaliação faz parte do processo ensino-aprendizagem e não pode continuar legitimando o fracasso discente.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 27/06/2013 lAcessos: 71
    Jaguaracy Conceição

    Se a Educação fosse um ser humano poderia haver uma feijoada ou churrasco fazendo "link" com cervejas geladas para prestigiar a efeméride. Como a realidade da Educação em nosso país é bastante controversa, a data poderá passar em brancas nuvens e quiça, tenha algo a festejar. Deixemos de lado comemorações e tais e vamos falar sério sobre Educação, nos reportando ao que explicita a Constituição da República Federativa do Brasil.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 28/04/2013 lAcessos: 24
    Jaguaracy Conceição

    A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, no seu Capítulo III trata DA EDUCAÇÃO, CULTURA E DO DESPORTO e a Seção I Da Educação. É possível perceber que ela vem sendo constantemente desrespeitada inclusive pelas autoridades públicas que detém o poder de administrar.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 15/04/2013 lAcessos: 42
    Jaguaracy Conceição

    Cotidianamente lemos, assistimos, ouvimos críticas à Escola Pública. As pessoas que fazem as críticas não têm a mínima preocupação em buscar os fatores que fazem com que ela não funcione a contento. Esses fatores são os mais variados possíveis e englobam o Governo, o corpo docente e o discente e a família.

    Por: Jaguaracy Conceiçãol Educaçãol 09/03/2013 lAcessos: 57

    Comments on this article

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    Rita Medina 03/01/2010
    O articulista foi muito feliz na escolha,pois,o tema é bastante pertinente.Abro um viés,nas palavras do professor Marcelo Tavares ao dizer que frustrações salariais,limitações,deficiencias e posturas docentes, não justificam a acomodação principalmente dos profissionais mais experientes.Abro um adendo ao artigo do profor Jaguar e confirmo, que o poder público não só é integrante,mas chave mestra para fazer toda engrenagem educacional funcionar,com fiscalização e cobrança das práticas pedagógicas desenvolvidas pelos gestores das escolas.
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    Jaguaracy Conceição 23/12/2009
    Para consulta
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    Lucimeyre Almeida Campos 22/12/2009
    É um artigo que muitos professores precisam tomar conhecimento.
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