Refletindo Metodologias De Ensino Nos Livros Didáticos De Língua E Literatura

Publicado em: 05/02/2010 |Comentário: 0 | Acessos: 2,408 |

O livro Português-Leitura, Produção, Gramática, de Leila Lauar Sarmento foi recomendado e fornecido pelo MEC, através do PNLD. Adotado pelo Instituto Estadual de Educação Borges do Canto, como um dos instrumentos de ensino da Língua Portuguesa na 5ª e 6ª série do Ensino Fundamental.

A estrutura interna da obra apresenta-se da seguinte maneira: a exploração de aspectos referentes à imagem através da leitura e análise de textos visuais (obras de arte). Logo após, os textos escritos são apresentados de maneira diversificada, através de diferentes gêneros e tipos de textos, onde são introduzidos alguns conteúdos gramaticais, nos quais as tiras humorísticas e os textos narrativos têm papel importante. A seção “A palavra é” realiza o estudo do vocabulário. Após temos a “Oficina de produção”. Nessa, a obra propõe a produção de textos diferenciados a fim de proporcionar ao aluno diferentes modalidades da escrita. Na seção “Conversas sobre o texto” e “Extrapolação de idéias”, encontramos propostas de reflexão a partir da temática do texto. Outro tópico relevante é “Linguagem e interação”, no qual os usos de recursos lingüísticos do texto auxiliam na construção dos efeitos de sentido. A seção “Linguagem” é destinada ao estudo de tópicos da gramática normativa, através da exposição de conceitos gramaticais. Na subseção “Resumo e aplicação”, contamos com uma síntese de idéias que servem de auxílio no momento de estudar. Todos os capítulos se encerram com a seção “De olho no mundo” (proposta de pesquisa visando maior exploração do tema estudado), seguida da indicação de livros, filmes e sites na seção “Favoritos”.

Segundo os critérios propostos pelo PNLD o livro didático deve apresentar “fruição estética e a apreciação crítica da produção literária associada a língua portuguesa, em especial a da literatura brasileira” (p.12). Diante desse critério podemos evidenciar que as atividades de literatura obedecem a uma estética literária, pois trabalham com poetas renomados como Carlos Drummond de Andrade (p.193) e Clarice Lispector (p.278) . Mas convém observar que não há um tratamento especifico ao estudo da literatura brasileira.

Outro aspecto relevante das normas do Plano Nacional do Livro Didático é quanto à qualidade dos textos em circulação na sociedade: “Relativo à natureza do material textual o livro deve oferecer ao aprendiz uma amostra de qualidade e o mais representativa dos textos em circulação social” (p.14). A obra tem como foco a exploração de diversos gêneros textuais, tanto na leitura quanto na produção. Dentre eles podemos citar: textos literários (poemas, contos, crônicas, textos dramáticos, etc.), textos de cunho jornalístico (notícias, reportagens, tiras, entrevistas, artigos), textos burocráticos (requerimentos, manifesto popular, cartas comerciais) e textos publicitários (anúncios, jingles, etc.).

Na análise feita pelo PNLD o livro de Leila Sarmento é descrito como uma obra que prioriza a exposição de conceitos gramaticais:

 

                                       [...] o trabalho com os conhecimentos lingüísticos é, quase sempre, descontextualizado e excessivamente apegado a tradição, com descrições exaustivas de tópicos gramaticais (classificação de alguns fenômenos lingüísticos á luz da gramática tradicional) e prescrições relativas à norma-padrão. As oportunidades de reflexão sobre o uso da língua são raras, acontecendo em algumas atividades da seção Linguagem e interação. (PNLD 2008-Guia de Livros Didáticos, p.67).

 

Entretanto, ao analisarmos o livro da 6ªsérie do Ensino Fundamental encontramos uma proposta de atividade para trabalhar pontuação, que colabora na reconstrução do sentido do texto pelo leitor. Vejamos o exemplo de um fragmento (p.249-250):

A ausência de pontuação pode acarretar sérios problemas de compreensão e de interpretação num texto. Leia o testamento a seguir, e veja a confusão causada pela falta de pontuação.

                                                         Testamento

Um homem rico, sentindo que estava chegando a sua hora, pediu à enfermeira um papel e uma caneta, onde redigiu o seu testamento da seguinte maneira:

    “Deixo os meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres”.

     Como a morte era iminente, não teve tempo suficiente para fazer as pontuações. Morreu. E agora???? A quem ele teria deixado a imensa fortuna que possuía???Eram quatro concorrentes.

     O sobrinho apresentou-se e fez estas pontuações numa cópia do testamento:

    “Deixo os meus bens a minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres”. 

A irmã do morto chega e, em seguida, apresenta outra cópia do testamento assim pontuada:

“Deixo os meus bens a minha irmã. Nada a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres”...

Assim seque o texto, com a manifestação de todas as pessoas envolvidas no Testamento, sendo que cada uma delas pontua a carta segundo “suas necessidades”. Essa atividade mostra o quanto o uso correto ou incorreto da pontuação altera o sentido do texto.

O livro didático apresenta uma seção que envolve a intertextualidade, através da leitura de três textos: Amor é fogo que arde sem se ver (Luis de Camões), Monte Castelo (música de Renato Russo) e Carta de Paulo aos Coríntios (Bíblia Sagrada). A atividade de comparação dos textos foi conduzida através da observação de suas semelhanças. A proposta de atividade foi a criação de um poema de caráter intertextual que mantivesse um diálogo com os textos apresentados.

Gostaríamos de destacar as propostas de atividades embasadas no texto de Marina Colasanti intitulado “A moça tecelã”, nas quais foram explorados tanto os aspectos de leitura e compreensão de texto, quanto a análise dos conhecimentos lingüísticos por parte dos alunos.

Quanto ao trabalho com a linguagem oral, os critérios classificatórios do livro didático nos orientam da seguinte forma: “Propiciar o desenvolvimento das capacidades envolvidas nos usos da linguagem oral próprios das situações formais e/ou públicas”. Diante desse critério, podemos relatar que a linguagem oral não é tratada, na obra, como objeto de ensino e aprendizagem, pois é apresentada através de um texto informativo, no qual constam apenas conceitos a respeito das formas de linguagem. Conforme podemos ver no trecho da página 256:

“A construção dos sentidos, na linguagem oral, é feita também por meio de gestos, da entonação, das pausas. Na linguagem oral o interlocutor está presente e, na escrita, não está. Na linguagem escrita, é necessário antecipar as dúvidas e reflexões do leitor para que todas as referências necessárias à compreensão estejam presentes no texto”. Como podemos evidenciar, não há orientações específicas que auxiliem o aluno na organização de sua fala, a fim de expor um ponto de vista ou apresentar um trabalho oralmente.

Outro aspecto relevante quando falamos em linguagem oral, é a questão da variação lingüística, pois o aluno precisa conhecer as diferentes variações dialetais para que aprenda a respeitar a heterogeneidade da língua. Segundo os PCNS do Ensino Fundamental, “o estudo da variação cumpre papel fundamental na formação da consciência lingüística e no desenvolvimento da competência discursiva do aluno, devendo estar sistematicamente presente nas atividades de Língua Portuguesa” (p.82). Diante dessas idéias, devemos ressaltar que a obra de Leila Sarmento não trabalha de forma sistemática com a variação lingüística, pois o livro traz somente uma seção tratando do assunto. Conforme a página 34, na qual consta um texto intitulado “O emprego da gíria”, juntamente com uma proposta de pesquisa para os alunos.

Através da realização desta análise percebemos que a obra é um instrumento de trabalho relevante para o professor que busca textos contemporâneos, diversificados, com informações e linguagem adequadas a faixa etária dos alunos. Além disso, o livro promove a discussão de temas e valores relativos à ética, á cultura, ao meio ambiente, entre outros.

Podemos destacar, também, as atividades de leitura e produção de texto, que vêm precedidas por um trabalho de contextualização, ou seja, o aluno é motivado (previamente) a refletir sobre o tema a ser discutido. Isso estimula o posicionamento crítico e a ativação dos conhecimentos prévios.

 A revista Nova Escola dos meses de janeiro e fevereiro de 2009, apresentou algumas expectativas de aprendizagem no que se refere à escrita. Vejamos algumas delas: “... é importante que, no fim do 5º ano, o aluno saiba: re-escrever e/ou produzir textos de autoria utilizando procedimentos de escritor... revisar escritas (próprias e de outros), em parceria com os colegas...” (p.41). O livro de Leila Sarmento oferece ao aluno a oportunidade de autor e revisor dos textos, através da seção “Você é o autor” e “Avaliação e reescritura”.

A obra “Português – Leitura, Produção, Gramática” é um bom instrumento de trabalho para os professores de Língua e Literatura, mas, o livro didático não deve ser o único recurso utilizado pelo professor na preparação de suas aulas, e sim, um incentivo a trabalhos de pesquisa, pois os educadores devem refletir melhor a respeito dos materiais que utilizam em suas ações pedagógicas. Além disso, precisam estar em constante busca de recursos que venham a enriquecer a sua prática de ensino.

 

Referências Bibliográficas:

 

BRASIL. Secretaria da Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares de Língua Portuguesa- 3º e 4º ciclos. Brasília: 1998.

 

BRASIL. Ministério da Educação. Plano Nacional do Livro Didático, Língua Portuguesa - Séries/Anos Finais do Ensino Fundamental. Brasília: 2008.

 

GURGEL, Thais. Escrever de verdade. Nova Escola, São Paulo, n.219, p.39-45, jan./fev.2009.

 

       LAUAR SARMENTO, Leila. Português - Leitura, Produção, Gramática. 2ª. ed. São Paulo: Moderna, 2006.

 

 

[1] A subseção “Você é o autor”, explora as diferentes modalidades da escrita, pois são fornecidas orientações básicas para a produção e reescritura do texto.

[2] Contamos com a leitura e análise do conto “Felicidade Clandestina” de Clarice Lispector. Essa atividade é encerrada com a proposta de produção de um conto pelos alunos.

[3] Na seção “Linguagem e interação”, os conhecimentos lingüísticos são bem explorados, visando a produção dos efeitos de sentido presentes no texto.

Avaliar artigo
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 0 Voto(s)
    Feedback
    Imprimir
    Re-Publicar
    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/refletindo-metodologias-de-ensino-nos-livros-didaticos-de-lingua-e-literatura-1826712.html

    Palavras-chave do artigo:

    metodologia de ensino

    ,

    livro didatico

    Comentar sobre o artigo

    O presente artigo trata de aspectos da história e da cultura indígena e da forma como estes assuntos estão sendo abordados nas escolas, bem como a imagem do índio nos livros didáticos. A Lei n° 11.645/08 que torna obrigatório o ensino da história e da cultura indígena é uma iniciativa rica que vai gerar novas abordagens sobre o tema. Através desta perspectiva, comparou-se como o tema é discutido no material didático, apontando as deficiências e visões equivocadas e assim trazendo sugestões.

    Por: Ana Paula Delgadol Educação> Ensino Superiorl 11/04/2011 lAcessos: 3,557
    Natanael Vieira de Souza

    Afetados e contaminados pelas leituras da historiadora Maria Lígia Coelho Prado e, sobretudo na obra "América Latina no Século XIX. Tramas, Telas e Textos", busquem fazer uma análise dos manuais didáticos do ensino fundamental ou médio no que concerne à temática das independências da América Latina

    Por: Natanael Vieira de Souzal Educação> Ensino Superiorl 05/04/2012 lAcessos: 163

    Este artigo tem por objetivo fazer a análise do livro "Diálogo Língua Portuguesa", elaborado para alunos do 8º ano (antiga 7ª série), do Ensino Fundamental, tendo como autores: Eliana Beltrão, Maria Lúcia Velloso e Tereza Gordilho. Do livro em questão, primamos por analisar o conteúdo do módulo 05, constantes nas páginas 142 a 169, que aborda os estudos da sintaxe.

    Por: Ivanill Educação> Educação Infantill 13/11/2012 lAcessos: 253
    Jennifer Silva e Silva

    Trata-se de uma análise de um dado capítulo de um livro didático. O professor não pode entender o livro didático como algo unificador da prática pedagógica e sim como uma ferramenta de ensino-aprendizagem

    Por: Jennifer Silva e Silval Educação> Ensino Superiorl 25/05/2012 lAcessos: 554

    Artigo, que procura fazer uma reflexão sobre o emprego da pedagogia histórico-crítica, para o ensino de sociologia, e versa sobre a instrumentalizaçao e possíveis caminhos para o desenvolvimento de uma metodologia de ensino própria para a sociologia.

    Por: Cristiano Pinheiro Corrêal Educação> Ciêncial 25/05/2013 lAcessos: 135
    Milena Queiróz Gonçalves

    Como o professor pode influenciar na formação de caráter de um indivíduo, e como fazer isso através do ensino de Português e Inglês.

    Por: Milena Queiróz Gonçalvesl Educação> Línguasl 03/01/2009 lAcessos: 5,223

    O presente artigo tem como objetivo conferir uma alternativa metodológica, leitura de textos que contextualizam o assunto corpo humano proporcionando uma aprendizagem significativa. O trabalho foi desenvolvido em uma turma de sétima série de uma escola estadual do município de Rio Grande. Os resultados demonstram que os educandos eram acostumados a leitura tradicional do livro didático e se surpreenderam com os novos textos que foram entregues a eles, provocando um grande interesse dos mesmos.

    Por: Camila Fonsecal Educação> Ciêncial 14/02/2011 lAcessos: 3,012

    O Desenvolvimento Sustentável vem se pulverizando desde o Relatório Brundtland, conquistando seguidores de diferentes classes sociais. Porém o que não é abordado por esses seguidores é a verdadeira funcionalidade do conceito que vem permear um discurso ideológico de uma classe dominante vigente, se utilizando de pensamentos conservacionistas para mascarar a crise ambiental em que vivemos na atualidade. São fatos como esses que levam o ensino de geografia a refletir o termo em nossa prática.

    Por: MARCOS VINICIUS N. DE MELOl Educação> Ensino Superiorl 18/06/2010 lAcessos: 1,771

    Ler é essencial. Através da leitura, testa-se os próprios valores e experiências com as dos outros. No final da leitura de cada livro, fica-se enriquecido com novas experiências, novas idéias, novas pessoas. Eventualmente, fica-se conhecendo melhor o mundo, e um pouco mais de si mesmo.

    Por: Walderclaudio Nascimento Santosl Educaçãol 16/08/2009 lAcessos: 15,804 lComentário: 4

    Neste artigo, apresenta-se algumas relações entre a ditadura militar, as tendências pedagógicas e os reflexos do regime e das tendências na Educação contemporânea.

    Por: Gustavo H. de Toledo Ferreiral Educaçãol 17/11/2014

    Velocidade escalar média é a relação entre uma variação de espaço e o intervalo de tempo no qual ocorreu esta variação. Os alunos no inicio do estudo referente a velocidade média tendem a ter um bloqueio de conhecimento, pois se trata de algo novo para eles pois os mesmos acabaram de sair do ensino fundamental.

    Por: anacleil Educaçãol 17/11/2014

    Em 2014, dando continuidade ao projeto o tema escolhido foi cultura,que tem por objetivo resgatar as tradições artísticas, os costumes e a valorização do ser humano. Sendo assim foi proposta aos alunos dos primeiros e segundos anos do Ensino Médio uma pesquisa investigativa sobre o contexto histórico e cultural da cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade.

    Por: Lilian Fiirstl Educaçãol 14/11/2014
    Benedicto Ismael Camargo Dutra

    Enfrentamos a estagnação econômica que avança pelo mundo, e fica mais difícil sair do subdesenvolvimento. Faltam estadistas e melhor preparo. As novas gerações são impacientes, sem humildade, querem resultado imediato com mínimo esforço.

    Por: Benedicto Ismael Camargo Dutral Educaçãol 14/11/2014

    As atividades experimentais, quando bem planejadas, são recursos importantíssimos no ensino. As aulas práticas são mais um aprendizado na vida do estudante, pois além da teórica ele exercer o que lhe foi ensinado fará com que ele absorva melhor o conteúdo e leve adiante o conhecimento adquirido. (FALA et al 2010.) Para tanto, este trabalho visou analisar, pesquisar e apresentar a importância e tipos diferentes de aulas práticas em uma escola pública no município de Tangará da Serra.

    Por: Patrícia Maria Barros Piovezanl Educaçãol 14/11/2014

    O jornalismo investigativo tem várias áreas a serem desenvolvidas. A Reprodução Simulada dos Fatos, mais conhecida como Reconstituição é uma dessas vertentes, onde o jornalista se expõe, e muitas vezes coloca em risco a sua integridade física em detrimento da função. A abordagem da temática tem relevância para uma melhor entendimento da atuação da perícia técnica, delegados, testemunhas e indiciados que podem mentir e o jornalista, compreendendo um pouco do assunto, poderá ter ferrament

    Por: Vânia Santosl Educaçãol 13/11/2014

    O lixo eletrônico tem se tornado um problema bastante sério, pois cresce em ritmo acelerado devido aos avanços tecnológicos dos equipamentos tornando os mesmos ultrapassados em tão pouco tempo. Esses objetos têm sido descartados na maioria das vezes de forma incorreta, provocando contaminação e poluição ao meio ambiente e prejudicando a saúde das pessoas, já que possuem substâncias químicas (chumbo, cádmio, mercúrio, berílio, etc.).

    Por: Fernandal Educaçãol 13/11/2014

    O projeto "Conquistando um sorriso" está sendo desenvolvido no segundo semestre do ano de 2014 na Escola Estadual 29 de Novembro pelos professores e alunos do ensino médio, turno matutino, visando ampliá-lo para o ano de 2015. Ele tem a perspectiva de mostrar aos alunos a importância de doar um pouco de si em projetos sociais, e ainda percebendo que a escola assume hoje um papel importante na sociedade é que nós decidimos colocar em prática este projeto.

    Por: anacleil Educaçãol 13/11/2014
    Keila Soares de Quadros

    Resumo: O presente artigo visa estudar um famoso romance do Realismo português, tendo como ponto de partida á análise das características realistas presentes na obra, bem como o estudo das lutas entre as classes sociais (opressor e oprimido).

    Por: Keila Soares de Quadrosl Literatural 05/02/2010 lAcessos: 2,523
    Keila Soares de Quadros

    O presente artigo será baseado na análise dos critérios de avaliação de língua portuguesa e literatura. A metodologia adotada atende a perspectiva de Edgar Morin, presente na obra Educação e complexidade: Os sete saberes e outros ensaios, na qual o autor nos faz refletir acerca de sete lacunas presentes no sistema educacional.

    Por: Keila Soares de Quadrosl Educaçãol 01/02/2010 lAcessos: 2,524
    Keila Soares de Quadros

    RESUMO: A pesquisa realizada propõe-se a dinamizar uma reflexão a respeito da personagem na narrativa, destacando as semelhanças e diferenças entre “personagem e pessoa”, sua caracterização, bem como as suas funções dentro das narrativas literárias. O estudo teve como ponto de partida a leitura e análise das seguintes obras: Introdução a Análise da Narrativa, de Benjamin Abdala Junior, A Personagem, da autora Beth Brait e A Personagem de Ficção, de Antônio Cândido. Além disso, foram realizadas a

    Por: Keila Soares de Quadrosl Literatural 01/02/2010 lAcessos: 2,090
    Perfil do Autor
    Categorias de Artigos
    Quantcast