Relações Interpessoais
VIVIANE AVELINO MARCELOS
Pedagoga/Criminóloga da Comumviver – Escola especializada
Professora da Rede Estadual MG – Escola especializada
Diretora Pedagógica – Colégio SEAL BH/MG –Ensino Regular/inclusivo
RELAÇÕES INTERPESSOAIS – REFLEXÕES A CERCA DO COTIDIANO ESCOLAR
A escola é um sistema social que resulta da interação de agentes individuais composta por uma rede de grupos culturais diferentes que se interage de forma sincrônica dentro do espaço e do tempo escolar. Todo indivíduo tem sua cultura independente da vida escolar. Existe uma cultura que é a escolar construída no dia a dia e na movimentação de todos os integrantes da escola. A cultura escolar é diferente em cada escola , pois cada uma cria uma identidade que fortalece as relações internas e podem influenciar o desenvolvimento da comunidade. Essa multiplicidade de culturas exige um trabalho de articulação e integração para que ações individuais contribuam efetivamente na consecução dos objetivos pedagógicos da escola. Além desse trabalho é importante a integração do aluno X professor, professor X professor, família X comunidade escolar. Cabe ao gestor, seja ele o diretor ou o especialista, o papel de articulador de conflitos. Desempenhando atitudes e ou atividades que evidenciem a integração entre as pessoas em dimensões políticas, pedagógicas e administrativas.
Política – Quando define com os professores objetivos e metas que fundamentam as ações de reflexão, orientação , coordenação , acompanhamento e articulação entre a comunidade escolar.
Pedagógica – Quando define com professores objetivos e metas para promover a qualidade do processo de ensino e aprendizagem.
Administrativa – Quando define objetivos e metas para a melhoria do funcionamento da escola integrando os profissionais , alunos e famílias.
O grande desafio do mundo moderno é desenvolver a qualificação e o potencial das pessoas para se obter maior comprometimento com resultados desejados , criando condições mais favoráveis à inovação e ao aprimoramento tanto pessoal quanto institucional. A educação, em especial a escola, não pode fugir a essa regra.
FATORES BLOQUEADORES E FACILITADORES DO RELACIONAMENTO ENTRE AS PESSOAS EM GERAL
Educar para a cidadania significa educar pessoas capazes de conviver, comunicar e dialogar num mundo interativo, dentro da perspectiva onde as pessoas reconhecem a interdependência dos processos individuais e dos processos coletivos.
O reconhecimento da diversidade possibilita a convivência harmônica e enriquecedora entre os indivíduos. O auto conhecimento é sobretudo resultado de um trabalho pautado no próprio conhecimento e principalmente no reconhecimento do outro nos ambientes de aprendizagem onde acontecem as relações. Atuar em conjunto para enfrentar problemas encaminhar soluções , realizar experiências inovadoras na escola, promovendo um clima satisfatório , é o grande desafio da gestão democrática. Isso significa que é preciso desenvolver competências para enfrentar desafios. Não apenas desenvolver as próprias habilidades , mas também favorecer o desenvolvimento de todos os envolvidos no processo de gestão.
O gestor, grande articulador da escola, deve esforçar-se por criar canais adequados de comunicação e interação e garantir o alcance dos objetivos da escola, mantendo um bom clima entre as pessoas que fazem parte da comunidade escolar e local.
A interação das pessoas passa também pelas dificuldades e divergências do cotidiano e não somente no trocar idéias ou dividir as tarefas do dia a dia. Um grupo de pessoas se transforma em uma equipe quando consegue criar um espírito de trabalho coletivo no qual as diversidades pessoais não se constituam em entraves, mas se transformam em riquezas unindo e se completando na busca de objetivos comuns. O gestor deve trabalhar a diversidade de pontos de vista ou comportamentos como fator de enriquecimento para o grupo e como forma de ampliar a visão particular de cada indivíduo na escola.
As pessoas convivem e interagem umas com as outras, despertam simpatia e antipatia, se aproximam ou se afastam , entram em conflito , competem , cooperam , estreitam amizade, são sinceras ou dissimuladas nas suas relações. Esses fatores podem fazer parte do seu cotidiano , tanto bloqueando ou facilitando o relacionamento das pessoas em geral.
ATITUDES FAVORECEDORAS PARA A QUALIDADE NO TRATAMENTO E NO RELACIONAMENTO INTERPESSOAL
O gestor é co-responsável pelo sucesso ou o fracasso de uma boa comunicação e, consequentemente por uma relação interpessoal de qualidade, pois é o articulador do processo e o incentivador do trabalho coletivo. Ao iniciar o processo de coordenação de um grupo o gestor precisa dar mais informações claras , organizar o tempo , o espaço , a rotina , as tarefas para facilitar o processo de inclusão das pessoas na equipe.
Quando a equipe já está mais organizada , o gestor passa a sugerir , discutir, emitir opiniões , valorizar a participação de cada um. Seu desafio é permitir o exercício do confronto, criar um clima de confiança e respeito pelas diferenças, sempre atento para que a equipe não se afaste de seu objetivo maior.
Se a equipe já demonstra traços de maturidade , o coordenador só intervém em momentos específicos, ampliando as discussões, trazendo subsídios teóricos, promovendo a avaliação e um novo planejamento conjunto das ações.
FERRAMENTAS COMPORTAMENTAIS PARA A QUALIDADE NO RELACIONAMENTO INTERPESSOAL
A presença de um líder é indispensável na vida de uma equipe e por este motivo deve ser democrático, aberto, inovador e flexível. Deve demonstrar desejo de aprender , receber auxílio das pessoas e conhecer os valores da equipe que lhe foi confiada. É importante que ouça mais e fale menos. Alguns aspectos favorecem as relações interpessoais:
v Empreendedor – para conseguir resultados;
v Flexível – para mudar comportamentos e pontos de vista;
v Atualizado – para acompanhar os avanços da sociedade;
v Adaptável – para enfrentar novas situações;
v Decidido – para enfrentar desafios e riscos;
v Técnico – para promover o “como fazer”;
v Dinâmico – para assimilar e aplicar novas técnicas e abordagens;
v Criativo – para desenvolver alternativas de problemas;
E ainda deve nortear seu trabalho com alguns princípios:
v Interação – união de idéias e ações buscando o respeito mútuo;
v Democracia – Todos têm a mesma oportunidade de participação;
v Liberdade responsável – Liberdade para pensar e ser, ser e fazer, e compreensão da liberdade do outro;
v Cooperação: pratica do dia a dia de forma compartilhada visando os resultados satisfatórios da equipe;
Alguns princípios devem ser mais trabalhados que outros o importante é que a equipe seja observada e avaliada pelo coordenador para em seguida definir as estratégias adequadas ao bom funcionamento do trabalho coletivo.
ASSERTIVIDADE NA COMUNICAÇÃO E A QUALIDADE COMO VALOR EMANADO DAS PESSOAS
As reações das pessoas são um complexo processo de interação humana expressada na forma de comportamentos verbais ou não verbais. Ao propor situações de trabalho coletivo é imprescindível que o gestor compreenda o modo de viver das pessoas, como se comportam, valores, visão de mundo respeitar a forma de ser de cada indivíduo, sem perder de vista os objetivos que precisam ser alcançados pela escola.
É necessário que o gestor esteja sempre atento ao processo comunicativo desenvolvido na escola. A comunicação é um dos aspectos mais relevantes e complexos, visto que a comunidade escolar é composta por pessoas com personalidades distintas e, portanto, com capacidades de percepção diferenciadas, o que pode oferecer barreiras à comunicação , fazendo com que pessoas entendam de forma diferente uma mesma mensagem ou idéia. Em reuniões onde serão tratados assuntos complexos ou serão apresentadas muitas informações, elaborar um pequeno documento escrito para apresentá-lo e em seguida estimular a troca de idéias, debates, esclarecendo dúvidas garante uma comunicação efetiva, evitando mal-entendidos. Sem dúvida a comunicação é um dos elementos de maior importância na participação coletiva. As comunicações da escola podem ser feitas por meio de avisos, circulares, memorandos, ofícios, portarias, requisições, que devem ser enviadas em linguagem clara, acessível e que permitam a compreensão da mensagem e maior integração da equipe. Quadro de avisos e jornalzinho são excelentes meios de comunicação que atingem toda a comunidade escolar desde que sejam criativos, dinâmicos, atualizados senão deixam de cumprir sua finalidade.
Referências Bibliográficas:
MARTINS, José do Prado. Administração Escolar: uma abordagem crítica do processo administrativo em educação. 2ª ed. São Paulo: Atlas, 1999.
VALERIEN, J. Gestão da escola fundamental. Tradução e adaptação José Augusto Dias. Brasília: MEC, Unesco , 1993.
MEC.INEP.Em aberto, vol. 17, nª 72. Gestão escolar e formação de gestores, jun.2000. 195p.
ABREU, Maria Vasques de. Progestão: como desenvolver a gestão dos servidores na escola?, módulo VIII / Mariza Vasques de Abreu, Esmeralda Moura;coordenação geral Maria Aglaê de Medeiros Machado. Brasília: CONSED – Conselho Nacional de Secretários de Educação, 2001.
NETO, Armando Correa de Siqueira. Um novo paradigma para a motivação. Revista Linha Direta, Ano 11. fev.2008. p56
ARAÚJO, Andréia. O fortalecimento da gestão educacional. Revista Linha Direta, Ano 11. mar.2008. p14
(Artigonal SC #729010)
RESUMO: Muitas vezes, os professores não se dão conta de que existe um descompasso entre o que pensam e o que fazem. Cada pessoa tem uma historia de vida, uma maneira de pensar a vida e assim também o trabalho é visto de sua forma especial. Há pessoas mais dispostas a ouvir, outras nem tanto. Há pessoas que se interessam em aprender constantemente, outras não, enfim as pessoas têm objetivos diferenciados e nesta situação muitas vezes priorizam o que melhor lhes convém e ás vezes estará em confl
O supervisor é visto como um dos membros gestores, na gestão da educação que responde aos ditames da contemporaneidade possui o princípio que, segundo PARO (1986:87) “Se fundamenta em objetivos educacionais representativo dos interesses das amplas camadas da população e leva em conta a especificidade do projeto pedagógico escolar, processo esse determinado pelos mesmos objetivos”. Desta forma os objetivos educacionais devem ser formulados dentro do contexto real e dos conhecimentos que derivam das experiências. A acomodação é expressão da desistência da luta pela mudança. São autênticos produtores direitos da educação. Esses fatos colocam a importância do conhecimento diagnóstico do contexto escolar, fundamentação das dimensões pedagógicas e os métodos e técnicas administrativas, mais adequadas à promoção da racionalidade interna e externa.
Uma pequena reflexão sobre a brevidade da vida
A TV Globo está errando demais, na tela. Agora, no site sobre artigos, está re-publique. Quem disse que tem hífen?
Escrito em 2008, em conjunto com o professor João Batista Araújo e Oliveira, mostra como é injustificável a celebração do Governo para os resultados da Prova Brasil e IDEB. Foi publicado no Blog do Noblat e do professor Simon Schwartzman
Histórico da Escokla de Ensino Fundamental e Médio Mosenhor Vicente Bezerra
Como bons patriotas, é importante compreendermos corretamente a letra do hino de nosso país. O amor genuíno a nosso próprio país ajuda-nos em nossa autoestima.
Saber o que é educação, de quem é a obrigação de educar, o que pensam os autores, o que fazer para melhorar a educação? São perguntas que todos fazem, mas as respostas nem sempre modificam o quadro atual.
Na contemporaneidade, as questões referentes a inclusão têm ocupado um lugar de destaque, principalmente no cenário educacional. Assim, pode-se pensar nas articulações da modernidade, que ao traçar a identidade do sujeito pedagógico como estável buscam a demarcação da diferença, de modo que esta possa ser capturada e pensada em relação a certos padrões de normalidade. Busca-se discutir o delineamento dos processos de inclusão e exclusão ao posicionarem a diferença no espaço da diversidade.
Este trabalho tem por objetivo mostrar que a ética está no dia-a-dia das pessoas. Está inserida no cuidado com o material escolar; na atenção com os colegas;no respeito aos familiares e educadores;na valorização do patrimônio cultural e histórico;no cuidado com o ambiente.
cONHEÇA UM POUCO SOBRE AS LEGISLAÇÕES QUE REGULAMENTAM A EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL E ENTENDA COMO INICIARAM AS DISCUSSÕES NO MUNDO.
A violência considerada hoje uma das principais preocupações da sociedade é o ato de transgressão da ordem e das regras da vida em grupo e pode atingir a integridade física das pessoas. As agressões físicas, psicológicas e simbólicas entre os diversos atores do cotidiano escolar: professores, pessoal de apoio, alunos, e direção são perceptíveis. A escola recebe gera violência e têm dificuldade de lhe dar com limites e autoridade. As estatísticas criminais vêm aumentando de forma assustadora e a escola ao gerenciar os conflitos existentes em seu espaço pode reforçar o aumento da criminalidade ou até contribuir para sua diminuição.
ENTENDER A VIOLÊNCIA QUE ACONTECE NA ESCOLA NOS DIAS ATUAIS SIGNIFICA ABRIR ESPAÇO PARA UMA REFLEXÃO EM TORNO DA MUDANÇA DE POSTURA DO PROFESSOR NO COTIDIANO ESCOLAR. O EDUCADOR QUE COMPREENDE SEU PAPEL VISUALIZA NA ESCOLA UM IMPORTANTE ESPAÇO DE PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA.
aLGUMAS DICAS IMPORTANTES SOBRE RELAÇÕES INTERPESSOAIS NA ESCOLA E O PAPEL DO DIRETOR NA INTEGRAÇÃO ENTRE AS PESSOAS NAS DIMENSÕES POLÍTICA, PEDAGÓGICA E ADMINISTRATIVA.O GESTOR, GRANDE ARTICULADOR DA ESCOLA, DEVE ESFORÇAR-SE POR CRIAR CANAIS ADEQUADOS DE COMUNICAÇÃO E INTERAÇÃO E GARANTIR O ALCANCE DOS OBJETIVOS DA ESCOLA, MANTENDO UM BOM CLIMA ENTRE AS PESSOAS QUE FAZEM PARTE DA COMUNIDADE ESCOLAR E LOCAL.

