Resenha Do Tratado Sobre A Educação De Kant

Publicado em: 11/01/2010 |Comentário: 0 | Acessos: 1,397 |

KANT, Immauel. Sobre a Pedagogia. (Título Original Ueber Paedagogie revisado por Alexandre Bragion) trad. Francisco Cock Fontanella. Piracicaba Ed. UNIMEP, 1999. (p.107)

O autor é filósofo de origem alemã considerados por muitos como um dos últimos grandes filósofos do período moderno, além de ser considerado como um dos mais influentes. Depois de um longo período como professor secundário de geografia, começou em 1755 a carreira universitária ensinando Ciências Naturais. Em 1770 foi nomeado professor catedrático da universidade de Königsberg, cidade da qual nunca saiu, levando uma vida monotonamente pontual e só dedicada aos estudos filosóficos. Realizou numerosos trabalhos sobre ciência, física, matemática, etc. Entre as suas principais obras são: A Crítica da Razão Pura, Crítica da Razão Prática, Crítica do Juízo Estético, A Metafísica dos Costumes entre outros.

A presente obra é um tratado de pedagogia que foi escrita de uma forma corrida pelo filosofo alemão Immanuel Kant e que inicia sua reflexão dizendo que o homem é a única criatura que precisa ser educada. E a educação segundo o autor entende é o cuidado que se tem desde infância a disciplina e instrução como formação. Em seguida afirma que o ser humano diferente dos animais precisa de cuidados. Diz que a disciplina é a diferença que existe entre os animais e os homens, pois o animal e instintivo e precisa somente disso para poder sobreviver diferente dos homens que precisão da razão para sobreviver à disciplina leva a humanidade já a selvageria consiste em viver independente. Por isso o ser humano deve desde a tenra idade se acostumar com a disciplina, porque o homem tem necessidade de cuidados e de formação, em seguida diz que a natureza da formação é a disciplina e a instrução. Pois o homem só se torna homem pela educação, e ele é o resultado daquilo que a educação faz dele, e esse resultado só são alcançados somente com a disciplina e a instrução. E diz que com o decorrer do tempo a educação se torna melhor de geração em geração, pois esta dá um passo de aperfeiçoamento da humanidade, e afirma que o projeto ideal da educação que é o aperfeiçoamento do ser humano é necessário além de ser nobre. E diz que o homem deve desenvolver disposições para o bem, por isso que educar-se é um dever, pois a arte de educar transmite suas experiências para geração posteriores e aperfeiçoa para as gerações seguintes. O autor diz que a arte da educação e subdividida em mecânica e racionalizada: a primeira é ordenada sem plano com as circunstancias e a segunda é quanto algo é aprendido que pode ser prejudicial ou útil ao homem, por isso que o objetivo da educação é tornar os homens melhores, e deve-se educar a criança para que essa tenha um estado melhor possível no futuro segundo o ideal de humanidade da sua inteira destinação. E enfatiza que uma boa educação é justamente fonte de todo o bem do mundo. As pessoas que devem dirigir a escolas são aquelas que são competentes e ilustres da sociedade, para que a educação nessa sociedade seja de excelente nível e que ajude a desenvolver melhor o meio em que vive, com as práticas pedagógicas executadas nesses estabelecimentos. A educação deve ser disciplinada, culta, prudente e ter uma moral. Deve se ensinar a criança o essencial, e a relação da moral devem ser deixados aos lideres religiosos, pois a educação não deve ser mecânica, sem nenhum principio, mas dever ser apóia em princípios, pois a educação almeja cuidados e formação, pois o direcionamento é a condição necessária para aquilo que se é ensinado, e diz que o educando deve ser submisso e obediente primeiramente para que em seguida possa usar a sua reflexão e sua liberdade, mas o ser humano só vai usar esses atributos quando ele possa governar a si mesmo, e coloca a principal questão sobre a educação que é a conciliação ente submissão a leis com o exercício da liberdade. E termina a apresentação do livro dizendo que a pedagogia e divida em duas partes: Física e Prática. A primeira consiste aquela que tem em comum com os animais e a prática é aquela que diz respeito na construção do homem para que possa viver livre. E com essa divisão que o autor vai apresentar o seu tratado em dois capítulos.

No primeiro capitulo, sobre a educação física, (37-84) inicia sua reflexão sobre a alimentação das crianças na tenra idade fazendo uma relação com a obra do Emílio de Rousseau em que mostra a importância do leite materno para o desenvolvimento físico da criança, e diz que a mãe deve ter muito cuidado com alimentação dos bebês para que estes tenham uma boa constituição física, o apetite das crianças deve ser provocado pela atividade e ocupação. A cama do bebê deve ser fresca e dura, para que o bebê desde cedo passa usar seus membros, e critica os hábitos dos camponeses que embalam as crianças para dormirem, e ressalta que isso não é bom para a criança ser embalada, é importante que a criança chore, e diz se os pais não deixar as crianças chorar, e procurar aquietá-los para que cessem os choros, esse ato vai acostumar que o bebê a retirem a ação para conseguir impor sua vontade sobre os pais. Isso é prejudicial futuramente para corta seus caprichos e sua educação ficam comprometida. Se os pais quiserem desacostumar seus bebês de verem satisfeitas suas vontades imediatas, devem deixar que estes chorem até cansarem e acabar suas forças, pois a primeira perdição das crianças é se os pais se curvarem a sua vontade. Quando o filho fica um pouco maior Kant desaconselha que os pais ao baterem em seus filhos peçam que beije sua mão, pois isso vai deixar com mais raiva a criança, pois os golpes não são um bom presente para mostrar agradecimento. É importante que os pais não forcem as crianças a aprenderem antes do tempo, principalmente em relação ao aprender a caminhar, esta deve aprender sozinha, e se caso ela caia deve deixá-la usar suas mãos para se erguer, pois quando mais se usa meios artificiais mais os bebês ficam dependente deles, e não conseguem desenvolver suas habilidades naturais do corpo e os mesmos ficam frágeis. A educação deve impedir que as crianças cresçam muito delicadas, pois isso vai ser prejudicial para o seu desenvolvimento corporal e intelectual, pois quanto mais costumes o homem tem menos independente ele é, por isso desde cedo deve dormir certas horas para que não perturbe suas funções corporais. É importante também que se alimente em horas marcadas para educar o corpo, e diz que um leito duro é muito mais sadio para a criança que um macio, pois a educação rígida fortalece o corpo. Os pais não podem negar nada a seus filhos que eles precisam, só para que eles tenham paciência, mas dar o que necessário para o seu aprendizado, e caso a criança peça mais deve responder a ele que já tem o necessário, e não deve se gritar com a criança em tenra idade para chamar sua atenção, pois isso ajuda deixá-la envergonhada, pois educando sem gritos para que se torne livre sem ficar sem vergonha. E não colocar medo na criança em pegar sapo e aranha, pois esses animais não são nocivos aos homens. Quando a criança estiver aprendendo a caminhar não deve está preso a um carinho, é também importante a criança aprender a nadar, e afirma que a educação física é a relação com o corpo que significa o uso do movimento voluntario dos órgãos do sentido, se uma criança está aprendendo a andar os pais devem se lembrar que eles são mais leves que seus pais, por isso que se uma criação sofre uma queda são menos graves, e autor diz a importância dos jogos para que as crianças desenvolvam os sentidos como apresenta o exemplo à brincadeira chamada cabra cega. É importante forma bem a criança fisicamente do corpo para depois desenvolver a sabedoria. A criança deve perceber seus defeitos, e seus pais não devem chamar atenção que transpire com ar de superioridade, as crianças devem se ocupar desde cedo ocupações serias, e deve aprender a trabalhar e ter seu tem regulamentado com tempo para o recreio, e todo os seus potenciais não deve ser desenvolvido separadamente, mas integrada entre si a parte física como a parte cognitiva, e deve levar a razão como a faculdade mais importante do ser humano. É importante desenvolver a memória, pois o entendimento acontece porque guarda as impressões na memória, mas salienta que a memória só deve ser ocupada somente por conhecimentos que precisam ser conservados, recomenda as crianças que não se leia romances, pois tais leituras prejudicam a memorização e o raciocínio, e importante está atento que a criança não seja muito distraída por isso prejudica a concentração e memorização deve inculta nas crianças à idéia de bom e mal, e diz que a obediência é o elemento essencial do caráter de uma criança, deve submeter às crianças certa lei necessária, pois quando estes não são submetidos tornam-se rebeldes, e diz que os pais devem punir moralmente as crianças não as humilhando, mas recebe de uma frieza glacial, e não com punições físicas. E conclui esse capitulo dizendo que os pais devem combater as vaidades das crianças.

No segundo capitulo, sobre a educação prática, (85-107) diz que essa educação se baseia em um tripé que são a habilidade, a prudência e a moralidade. A primeira consiste em fundamentar na arte de pensar e para isso precisa-se de talento. Já a prudência é a arte que se aplica a habilidade de servir os demais para alcançar um objetivo e a moralidade diz a respeito do caráter, pois através dela é que se moldam as paixões. E para saber se as crianças têm caráter os pais devem dar dinheiro para elas para conhecê-las melhor. Volta à discussão sobre o conhecimento, que é necessário conhecer pouco, mas conhecer bem o do que conhecer muito e ser superficial no conhecimento. Em relação à questão da ética diz que aquilo que se promete deve ser comprido mesmo que essa promessa prejudique sua estabilidade econômica, pois aquele que não cumpre o que fala vai ficar interiormente prejudicado com o seu juízo, e fica sem credibilidade consigo mesmo. Afirma que as peregrinações não fazem milagre na mudança de conduta, mas com exemplos e regras que as crianças aprendem cumprir os seus deveres, e diz que a mentira é digna de desprezo, quando uma criança trata outra pobre com arrogância este deve se tratado pelo pai com a mesma arrogância para que ele aprenda a respeitar os outros, pois para poder educar essa criança os pais deve ter o dever consigo mesmo para o infante preserva a dignidade humana em sua própria pessoa. Torna-se moral apenas quando eleva a sua razão até aos conceitos do dever e da lei. E diz que a lei chama-se consciência e conclui que para orientar as crianças sobre a necessidade de examinar a sua conduta para que possa fazer uma apreciação do valor da vida.

A obra é um subsidio para os estudantes de licenciatura de uma maneira especial para aqueles que estudam Filosofia, Pedagogia e Ciências Sociais.

No Plano Estrutural usa o método persuasivo especulação filosófica em que fundamenta a sua teoria do Imperativo Categórico (lei moral dentro de mim) em que fundamenta a sua pedagogia além de ser fortemente influenciado por Platão e Rousseau no escrito desse trado.

A linguagem da obra é técnica além de fazer umas especulações filosóficas apesar dele te escrito essa obra de uma de uma forma bem rápida, por isso é necessário que o leitor tenha muita atenção, pois sua escrita não simples.

Enfim, esse tratado Kant desenvolve o que ele entende sobre a pedagogia e diz qual são os métodos pedagógicos que ele acredita que são necessários para que se tenha uma boa educação para que essa criança futuramente se torne um homem dono de si para poder governar sua vida e tomar as melhores decisões baseado no imperativo categórico (a lei moral dentro de mim).

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/resenha-do-tratado-sobre-a-educacao-de-kant-1700424.html

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    pedagogia

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    kant

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    lei moral

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