Resumo do livro Pedagogia da Autonomia - Paulo Freire

Publicado em: 24/10/2012 |Comentário: 0 | Acessos: 4,215 |

Capítulo 1:        Não há docência sem discência

            O autor no capítulo 1 comenta sobre a prática docente de educadoras ou educadores críticos, pela prática educativa em si mesma e da importância da reflexão crítica sobre a prática.

            O uso de termos como epistemologia (estudo crítico dos princípios, hipóteses e resultados das ciências já constituídos); gnosiologia (estudo das fontes, limites e valor do conhecimento humano; teoria do conhecimento) e que o formador é o sujeito em relação ao objeto.

            François Jacob constata que os homens são seres programados para aprender e, Paulo Freire menciona que,  quanto mais os homens exerçam a capacidade de aprender desenvolvem, o  denominado de      " curiosidade epistemológica".

1.1   Ensinar exige rigorosidade metódica

      A importância do papel do educador, o mérito da paz com que viva a certeza de que faz parte de sua tarefa docente não apenas ensinar os conteúdos, mas também ensinar a pensar certo. Freire destaca que o professor não é um mero transmissor do saber, aquele que lê horas a fio, relata sua leitura como se recitasse suas memórias, não percebendo o que realmente acontece ao seu redor. Não lê criticamente. Quem pensa errado, às vezes, pode ensinar o certo e quem está com dúvidas pode ensinar a pensar certo também.

 1.2   Ensinar exige pesquisa

      Ensino porque busco, porque perguntei. A pesquisa é um contínuo buscar, conhecer e comunicar o novo. Formação permanente o professor como um pesquisador.

 1.3   Ensinar exige respeito aos saberes do educando

             Paulo Freire destaca o dever não só do professor, mas da escola de respeitar os saberes dos educandos das classes populares, o de discutir s sua realidade.

 1.4   Ensinar exige criticidade

            A curiosidade ingênua está associada ao saber do senso comum. A mesma curiosidade que buscamos para conhecer o objeto desejado.Esse processo denomina-se teoria do conhecimento.

1.5   Ensinar exige estética e ética

             A prática educativa tem de ser, em si, um testemunho rigoroso de decência e de pureza.

            As mulheres e homens que são seres histórico-sociais capazes de comparar, valorizar, intervir, escolher, decidir, romper, conforme Freire, por tudo isso, são seres éticos e não há como pensar certo à margem de princípios éticos sem coerência.

  1.6 Ensinar exige a corporeificação das palavras pelo exemplo

           Pensar certo é fazer certo. È buscar seriamente a segurança na argumentação. O professor ensina vivenciando suas palavras.

1.7  Ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação.

             A prática preconceituosa de raça, de classe, de gênero ofende a substantividade do ser humano e nega radicalmente a democracia. Freire argumenta que o homem e a mulher constituem-se social e historicamente e que faz parte da própria natureza deles pensar. Pensar certo implica a existência de sujeitos, um ato comunicante, ou seja, a tarefa do educador é desafiar o educando com quem se comunica e a quem comunica produzir sua compreensão do que vem sendo comunicado. O pensar certo é dialógico.

 1.8  Ensinar certo exige reflexão crítica sobre a prática

        A prática docente crítica, implica no pensar certo, envolve o movimento dinâmico, dialético, entre o fazer e o pensar sobre o fazer.

       O fenômeno vital é que um aprendiz de professor com sua curiosidade ingênua através da reflexão sobre a prática torna-se um professor critico.

       É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática.

       O discurso teórico tem de ser concreto para que se confunda com a prática tornando-se uma curiosidade epistemológica.

 1.9  Ensinar exige o reconhecimento e assunção da identidade cultural

        Uma das tarefas mais importantes da prática educativo - crítica é propiciar as condições em que os educandos em suas relações uns com os outros e todos com o professor ensaiam a experiência profunda de assumir-se. A assunção é assumir-se. A relação do objetivo e suas consequências.

 "Assumir – se como ser social e histórico como ser           pensante, comunicante, transformador, criador, realizador de sonhos, capaz de ter raiva porque capaz de amar. Assumir-se como sujeito porque capaz de reconhecer-se como objeto. A assunção de nós mesmos não significa a exclusão dos outros [...]"

 A questão da identidade cultural (histórica, política, cultural e social dos homens) de que fazem parte a dimensão individual e a de classe dos educandos é fundamental é um problema que não pode ser desprezado, na prática educativa progressista. 

O professor pode representar mais ao aluno do que se imagina. Freire comenta sobre os trabalhos que um dia o professor levava à escola e chamando um por um, devolvia-os com o seu julgamento. O gesto que esse professor fez(p.43) de só olhar para o aluno sem dizer uma palavra balançando somente a cabeça fez que com o aluno/autor acreditasse nele e seguisse o caminho de trabalhar e produzir.

P.44, o autor comenta sobre o que um gesto pode fazer. A sua importância. (Lembro-me que um gesto vale mais que mil palavras.)

Capítulo 2

ENSINAR NÃO É TRANSFERIR CONHECIMENTO

  

       Numa perspectiva progressista, saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção – este saber necessário ao professor – não apenas precisa ser aprendido por ele e pelos alunos nas suas razões – ontológica, política, ética, epistemológica, pedagógica, mas também precisa  ser constantemente testemunhado, vivido.

Pensar certo (p.49)

       2.1 Ensinar exige consciência do inacabamento

 O inacabamento do ser humano é próprio da experiência vital.

A experiência humana no mundo muda de qualidade com à relação à vida animal no suporte.

O suporte é o espaço, restrito ou alongado necessário ao crescimento e que delimita seu domínio.

É o espaço que treinado, adestrado, "aprende" a sobreviver, a caçar, a atacar, defender-se.

  • Quanto mais cultural é o ser maior a sua infância, sua dependência de cuidados especiais.

O autor comenta sobre o suporte, espaço, ética entre os homens porque entre animais não existe.

A invenção da existência envolve: a linguagem, a cultura, a comunicação em níveis mais profundos e complexos como a espiritualização do mundo.

(p.52) No momento em que os seres humanos, intervindo no suporte foram criando o mundo, inventando a linguagem. Já não era possível existir sem assumir o direito e o dever de optar, decidir, lutar, de fazer política.

2.2 Ensinar exige o reconhecimento de ser condicionado

Diferença entre o ser condicionado do ser determinado.

Do ser inacabado que não se sabe como tal e o inacabado que histórica e socialmente alcançou a possibilidade de saber-se inacabado.

A presença no mundo não se faz isoladamente.

(p.54) Um dos caminhos para por em prática a curiosidade epistemológica é a conscientização.

       2.3 Ensinar exige respeito à autonomia do ser do educando

" O inacabamento de que nos tornamos conscientes nos fez seres éticos."

Mas é preciso deixar claro que a transgressão comentada pelo autor jamais pode ser vista ou entendida como virtude, mas como ruptura com a decência.

       2.4 Ensinar exige bom censo

Refletir sobre a prática.

"Não é sinal de autoritarismo da minha parte: exercer a minha autoridade de professor na classe, tomando decisões, orientando atividades, estabelecendo tarefas, cobrando a produção individual e coletiva do grupo não é sinal de autoritarismo de minha parte."

" É A MINHA AUTORIDADE CUMPRINDO O SEU DEVER" (p.61)

(p.62)  O exercício do bom senso: por em pratica  de forma metódica a nossa capacidade de indagar, de comparar, de duvidar, de aferir, tanto mais eficazmente curiosos nos podemos tornar e mais critico se pode fazer o nosso bom senso.

(P.64) Respeito. Quanto mais me torno rigoroso na minha pratica de conhecer mais, porque critico, respeito deve guardar pelo saber ingênuo a ser superado pelo saber produzido através do exercício da curiosidade epistemológica.

(P.66) O autor comenta sobre o respeito ao espaço pedagógico.

 O professor tem o dever de dar suas aulas, de realizar sua tarefa docente.

Para isso, precisa de condições favoráveis: higiênicas, espaciais, estéticas, sem as quais se move menos eficazmente no espaço pedagógico.

 O desrespeito a esse espaço é uma ofensa aos educando e aos educadores.

        2.5 Ensinar exige humildade, tolerância e luta em defesa dos direitos dos educadores.

 O autor comenta sobre os salários e de não fazer bem a tarefa de lecionar.

(P.68) é na competência que se organiza politicamente que está talvez a maior força dos educadores. Não no desanimo. Lutar invertendo o papel. Repensar sobre as armas com que se luta.

        2.6 Ensinar exige apreensão da realidade

O autor comenta sobre apreender. Ao transferir o conhecimento o educando será somente um paciente da transferência. Não será um sujeito critico, epistemologicamente curioso, que constrói o conhecimento do objeto ou participa da construção.

Comenta também que homens e mulheres são os únicos que podem apreender e por isso podem construir reconstruir, constatar para mudar, o que não se faz sem abertura do risco e à aventura do espírito.

(p.69) "...toda a prática educativa demanda da existência de sujeitos, um que ensinando aprende, outro que, aprendendo ensina, daí o seu cunho gnosiológico; a existência de objetos, conteúdos a serem ensinados e aprendidos; envolve o uso de métodos, de técnicas, de materiais, implica, em função de caráter diretivo, objetivo, sonhos, utopias, ideais. Daí sua politicidade, qualidade  que tem a pratica educativa de ser política, de não poder ser neutra."

(p.70) Minha opção é progressista igual a do autor.

Devo ficar atento a passagem da heteronomia para autonomia. Minha presença pode ser tanto auxiliadora como perturbadora para essa superação.

Não posso negar ou esconder minha postura,  mas não posso desconhecer o seu direito de rejeitá-la.

       2.7 Ensinar exige alegria e esperança

O autor comenta sobre a relação que existe entre alegria necessária à atividade educativa e a esperança.

A esperança que o professor e alunos juntos podemos aprender, ensinar, inquietarmos, produzir e  juntos igualmente resistir aos obstáculos a nossa alegria.

O autor comenta sobre suas andanças nas favelas. Lembrou-me um filme que é referente pessoas que comem lixo e sobrevive do lixo. Continua ele comentando sobre pessoas que sobrevivem e retiram do lixo o que comer.

       2.8 Ensinar exige a convicção de que a mudança é possível

Presença = convivência

Estar no contexto= estar com ele

Possibilidade # determinação

O mundo não é = o mundo está sendo

No mundo da história, da cultura, da política, constato não para adaptar mas para mudar

Estudar:

Ninguém pode estar no mundo e com o mundo de uma forma neutra.

A acomodação para mim é apenas o caminho para a inserção (decisão, escolha, intervenção na realidade)

P. 77  Há perguntas a serem feitas insistentemente por todos nós e que nos fazem ver a impossibilidade de estudar por estudar.

Em favor de que estudo? Em favor de quem? Contra que estudo? Contra quem estudo?

A rebeldia é o ponto de partida para a revolucionária.

Mudar é difícil, mas é possível.

O êxito de educadores está na certeza que é possível mudar.

"Como alfabetizar sem conhecimentos precisos sobre a aquisição da linguagem, sobre linguagem e ideologia, sobre técnicas e métodos do ensino da leitura e da escrita? Por outro lado como trabalhar, não importa em que campo, no da alfabetização, no da produção econômica em projetos cooperativos, no da evangelização ou no da saúde sem ir conhecendo as manhas com que os grupos de humanos produzem sua sobrevivência?" (p.81)

O autor comenta sobre as experiências do saber, sua explicação do mundo de que faz parte para a compreensão de sua própria presença no mundo. E ele diz a  leitura do mundo precede a leitura da palavra. (p.81).

       2.9 Ensinar exige curiosidade

Nenhuma curiosidade se sustenta no exercício da negação de outra curiosidade. (p.85)

Sem a curiosidade que insere na busca, conforme o autor,  não aprendo nem ensino.

A construção ou a produção do conhecimento do objeto implica o exercício da curiosidade.

(P.86) Estimular a pergunta, a reflexão crítica sobre a própria pergunta, o que se pretende com a pergunta.

O fundamental é que o professor e alunos saibam que a postura deles, do professor e dos alunos, é dialógica, aberta, curiosa, indagadora.

O que importa é que professores e alunos se assumam epistemologicamente curiosos.

                                                              Capitulo 3

Ensinar é uma especificidade humana

       A segurança que se expressa na firmeza com que atua é uma das qualidades essenciais que a autoridade docente deve revelar. Segura de si exerce com indiscutível sabedoria.

       3.1 Ensinar exige segurança, competência profissional e generosidade

(P.92) O professor que não leve a sério sua formação, que não estude,  que não se esforce para estar à altura de sua tarefa não tem força moral para coordenar atividades de sua classe. Conforme o autor, a incompetência profissional desqualifica a autoridade do professor.

A generosidade é outra qualidade profissional indispensável.

O clima de respeito que nasce de relações justas, sérias, humildes, generosas, em que a autoridade docente e as liberdades dos alunos se assumem eticamente, autentica o caráter formador do espaço pedagógico. 

A autonomia (94) penosamente construída com a liberdade que preenche o espaço antes habitado por sua dependência,  funda-se na responsabilidade que vai sendo assumida.

(P.95) O outro saber indispensável á pratica docente é a impossibilidade de desunir o ensino dos conteúdos da formação ética dos educandos, de separar pratica da teoria, autoridade de liberdade, ignorância de saber, respeito ao professor de respeito aos alunos, ensinar de aprender.

(P.96) O repeito que devemos como professores aos educandos dificilmente se cumpre, se não somos tratados com dignidade e decência pela administração privada ou publica da educação.

       3.2 Ensinar exige comprometimento

(P.97) A percepção que o aluno tem de mim não resulta exclusivamente de como atuo, mas também de como o aluno entende como atuo.

( digo e faço).

        3.3 Ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo

A compreensão mecanicista da História que reduz a consciência a puro reflexo da materialidade e de outro o subjetivismo idealista. (p.99)

Do ponto de vista dos interesses dominantes, a educação deve ser uma pratica imobilizadora e ocultadora de verdades.

(P.103) Não posso ser professor sem me achar capacitado para ensinar certo e bem os conteúdos de minha disciplina .Não posso, por outro lado, reduzir minha pratica docente ao puro ensino daqueles conteúdos.

O importante para o autor é a ética ao ensinar. É a decência com que faz. A preparação cientifica com a humildade; respeito, coerência entre o que diz e faz e escreve.

3.4 Ensinar exige liberdade e autoridade

(P.105) questão dos limites sem os quais a liberdade se perverte em licença e a autoridade em autoritarismo.

Conforme o autor a liberdade não está acima de qualquer limite. A liberdade sem limite é tão negada quanto à liberdade asfixiada ou castrada.

O grande problema que se coloca aos educadores de opção democrática é como trabalhar no sentido de fazer possível que a necessidade do limite seja assumida eticamente pela liberdade.

(P.106/107) Responsabilidade dos pais

Faz parte do aprendizado a assunção das consequências do ato de decidir. Não há decisão a que não se sigam efeitos esperados, poucos esperados ou inesperados. Por isso a decisão é um ato responsável.

(P.106) Uma das tarefas pedagógicas dos pais é deixar óbvio aos filhos que sua participação no processo de tomada de decisão não é uma intromissão, mas um dever.

Ninguém é autônomo primeiro para decidir depois (p.107)

A autonomia vai se constituindo na experiência de várias, inúmeras decisões que vão sendo tomadas.

Conforme o autor, ninguém é sujeito da autonomia de ninguém.

3.5 Ensinar exige tomada consciente de decisões

(p.109) O autor comenta sobre educação como intervenção.

Intervenção – mudança na sociedade; economia; relações humanas; propriedade; direito ao trabalho; à terra; à educação; à saúde ou;

Imobilizar a História de forma injusta.

(p.110) A educação é política

O autor comenta o que pretende não é a neutralidade da educação, mas o respeito aos educandos, educadores e às educadoras por parte da administração pública ou privada, também.

Lutar pelo direito que tenho de ser respeitado e pelo dever que tenho de reagir a que me destratem.

(p.112) Como posso ser neutro diante das situações?

O educador critico não podem pensar que, a partir do curso que coordenam ou do seminário que lideram, podem transformar o país. Mas podem demonstrar que é possível mudar. E isto reforça no educador a importância de sua tarefa político - pedagógica.

3.6 Ensinar exige saber escutar

(P.113) Saber escutar

Não é falando aos outros de cima para baixo, mas é escutando que aprendemos a falar com eles.

(P.115) A desconsideração total pela formação integral do ser humano e a sua redução a puro treino fortalecem a maneira autoritária de falar de cima para baixo. (Falar com)

(p.116) O autor comenta sobre o método de avaliação pedagógica de alunos e professores. Resistir aos métodos silenciadores como vem sendo realizada.

A questão comentada pelo autor é lutar a favor da compreensão e da prática de avaliação enquanto instrumento de apreciação do que fazer de sujeitos críticos a serviço, por isso mesmo da libertação e não da domesticação.

Avaliação em que se estimule o falar a como caminho do falar com.

(p.120) é escutando bem que me preparo para melhor me colocar ou,  melhor me situar do ponto de vista das ideias.

O autor comenta sobre a humildade. O ser humilde.

(p.122) É preciso que, assumindo com gravidade a minha impotência na relação de poder entre mim e ele, fique sublinhada sua covardia. É necessário que se fisicamente pode golpear-me e seus golpes me causam dor, não tem , contudo, a força suficiente para dobrar-me a seu arbítrio.

(P123) O autor comenta sobre a maneira correta que tem o educador de, com o educando e não sobre ele, tentar a superação de uma maneira mais ingênua por outra mais critica de inteligir o mundo.

Respeitar a leitura do mundo do educando significa tomá-la como ponto de partida para a compreensão do papel da curiosidade, de modo geral, e da humana.

3.7 Ensinar exige reconhecer que a educação é ideológica

(p.126) O autor comenta sobre o poder da ideologia.

A capacidade de nos amaciar que tem a ideologia, conforme o autor é aceitar que a globalização da economia é uma invenção dela mesma ou de um destino que não poderia se evitar.

...Fala-se em globalização da economia como um momento necessário da economia mundial que não é possível escapar.

(p.127)...Pega-se o trem da economia como se não precisasse discutir as condições anteriores e atuais das diferentes economias.

(p.129) O autor comenta sobre ética e natureza humana que prefere ser criticado como idealista e sonhador apostando no ser humano do que se bater por uma legislação que o defenda contra as arrancadas agressivas e injusta de quem transgride a própria ética. A liberdade do comercio não pode estar a acima da liberdade do ser humano.

(p.132)...Não podemos escutar sem um mínimo de reação critica ao discursos que o autor menciona do cotidiano como por exemplo: "Você sabe com quem está falando".

Exemplifica (p.133):" No discurso critico de minha resistência ao poder da ideologia, vou gerando certas qualidades que vão virando sabedoria indispensável à minha prática docente".  Continua dizendo que "quanto mais me dou à experiência de lidar sem medo, sem preconceito, com as diferenças, tanto melhor me conheço e construo o meu perfil".

3.8 Ensinar exige disponibilidade para o diálogo

(p.135) È no respeito às diferenças entre mim e eles e elas, na coerência entre o que faço e o que digo que me encontro com eles ou com elas.

É na minha disponibilidade à realidade que construo a minha segurança, indispensável à própria disponibilidade.

(p.137) Como ensinar, como formar sem estar aberto ao contorno geográfico, social, dos educandos?"

 3.9 Ensinar exige querer bem aos educandos

O querer bem.

A afetividade não se acha excluída da cognoscibilidade.

O que não posso permitir é que minha afetividade interfira no cumprimento ético do meu dever de professor no exercício de minha autoridade.

(p.141) a minha disponibilidade à alegria de viver.

Mas é preciso, conforme o auto, p. 142, que permanecendo e amorosamente cumprido o seu dever, não deixe de lutar politicamente, por seus direitos e pelo respeito à dignidade de sua tarefa, assim como pelo zelo devido ao espaço pedagógico em que atua com seus alunos.

(p.144) O que não posso, por uma questão de ética e de respeito profissional, é pretender passar por terapeuta.

(p.145/146) O autor termina seu livro a "Pedagogia da autonomia" comentando sobre o fazer pedagógico. A importância da História como possibilidade e não como determinismo. A percepção do homem e da mulher como seres programados para aprender e para ensinar, para conhecer e para intervir.

A prática educativa como um exercício constante em favor da produção e do desenvolvimento da autonomia de educadores e educandos.

Profa. Vânia Paccico/2012

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/resumo-do-livro-pedagogia-da-autonomia-paulo-freire-6266125.html

    Palavras-chave do artigo:

    autonomia

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    paulo freire

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    ensinar e aprender

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    Por: Paccico, V.T.l Educação> Ciêncial 11/10/2012 lAcessos: 1,170
    Paccico, V.T.

    A história sobre a criança, a diferença entre adultos era somente pelo tamanho. Não havia distinção entre eles. Os autores comentam a didática (Comênio); a história sobre a infância e juventude (Cagnolati); Sentimento de infância (Ariés) e sobre o filme Abelardo e Heloísa, fazendo assim uma reflexão de antigamente com a modernidade.

    Por: Paccico, V.T.l Educaçãol 09/10/2012 lAcessos: 35
    Paccico, V.T.

    As reflexões são uma leitura dos três textos com o objeto de estudo os cadernos da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Perpasso pelo história do Peloponeso, gêneros da retórica de Aristoteles: presente, passado e futuro. O uso da persuasão.Conceito de Estado. A cultura do Renascimento na Itália e a individualidade.

    Por: Paccico, V.T.l Educaçãol 03/09/2012 lAcessos: 177
    Paccico, V.T.

    Aristóteles (Filosofo grego)384 A.C.- 322 A.C. Resumo do Livro 3 (capítulo) que comenta sobre o Estado, formas de governo, Leis e a Constituição.

    Por: Paccico, V.T.l Direito> Doutrinal 22/05/2012 lAcessos: 755
    Paccico, V.T.

    A Força Normativa da Constituição - Resumo do livro: Tradução de Gilmar Ferreira Mendes

    Por: Paccico, V.T.l Direito> Doutrinal 19/05/2012 lAcessos: 284
    Paccico, V.T.

    Parte II do trabalho realizado com a professora coordenadora sobre os cadernos da SEE/SP

    Por: Paccico, V.T.l Educação> Línguasl 18/05/2012 lAcessos: 231
    Paccico, V.T.

    Os cadernos do professor e do aluno foram feitos para auxiliar o professor na aplicação do Curriculo do Estado de São Paulo. Qual é o papel do professor coordenador quando um professor não sabe manusear o caderno da sua disciplina? Resumo do traabalho sem análise.

    Por: Paccico, V.T.l Educação> Línguasl 18/05/2012 lAcessos: 376
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