TRABALHO EM GRUPO COM ALUNOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS

24/02/2008 • Por • 13,278 Acessos

Estudos comprovam o que Vygotsky (1998) já havia preconizado, ao dizer que, com a influência de outras pessoas, os alunos e também os alunos especiais passam a desenvolver habilidades, atitudes e hábitos, que muito contribui para sua adaptação e aprendizagem.
Assim é fundamental trabalhar com o trabalho em grupo, tanto numa classe de escola especial quanto numa classe do ensino regular, tendo como foco quanto numa classe do ensino regular, tendo como foco problemático os seguintes questionamentos: Quais alunos podem estar compondo este grupo? Em que essa dinâmica de trabalho em grupo vem contribuir para a aquisição de sua autonomia, em termos de assimilar as regras da vida social, para que obtenha os conhecimentos necessários a sua participação, observarei como realmente acontece esse processo no ensino e aprendizagem, mais especificamente com as crianças com necessidades educacionais especiais.
Nesse contexto, é fundamental que o professor conheça cada membro do grupo, suas potencialidades e dificuldades, para ajudá-los a superar-se frente aos desafios propostos na sala de aula. Para tanto o professor precisa conhecer como se dá o processo grupal, passando a contribuir para que boa parte da formação profissional esteja sendo usufruída na sua práxis pedagógica.
No entanto, a realidade da política educacional brasileira não dispõe de subsídios necessários para que essa prática se concretize de forma plena.
A sala de aula é composta de relações dinâmicas, decorrentes da interação entre o professor e alunos, ocasionando no cotidiano da escola e a construção do conhecimento a esse passa a ser construído através da interação do sujeito com o meio. O desenvolvimento cognitivo se dá pela assimilação do objeto de conhecimento e pela acomodação dessas funções, especificamente, as pessoas com necessidades educacionais especiais se apoderam do conhecimento “agindo e interagindo” sobre ele, modificando, descobrindo e inventando novas formas de reformular algo. Nesse enfoque, a função do professor é propiciar situações para que a criança construa seu sistema de significação e uma vez organizado na mente será estruturado no papel ou oralmente.
A ação pedagógica do professor, portanto, deve ser baseada numa atitude que envolva a afetividade, para que o educando adquira segurança e manifeste suas idéias com convicção e autonomia, expondo assim suas necessidades, ansiedades e o conhecimento já adquirido. Tais informações são importantíssimas para que os professores e administradores planejem, pesquisem, desenvolvam juntas atividades a serem aplicadas durante o trabalho em grupo, e obtenham bons resultados, considerando que a prática do seu trabalho deve ser bem planejada e teoricamente embasada. O papel do professor é o de mediador, facilitador, que interage com os alunos.

Perfil do Autor

SANDRA VAZ DE LIMA

Graduada em Letras/ Inglês Especialista em Educação Especial e Psicopedagogia Clinica/institucional