Um Olhar Reflexivo Sobre A Importância Da Leitura Do Livro Paradidático

Publicado em: 16/08/2009 |Comentário: 4 | Acessos: 15,812 |

A importância do livro paradidático para o desenvolvimento da leitura

Ler é essencial. Através da leitura, testa-se os próprios valores e experiências com as dos outros. No final da leitura de cada livro, fica-se enriquecido com novas experiências, novas idéias, novas pessoas. Eventualmente, fica-se conhecendo melhor o mundo, e um pouco mais de si mesmo.

O livro pode ser entendido como um documento escrito e assinado pela mão da humanidade, que registra a vitória do saber sobre a calamidade da ignorância. Ele é o documento do passado, do presente e uma visão profética do futuro, que ajuda a pessoa a entender o mundo, a vida e a si mesmo. (MENEGOLLA, 1991, p. 100).

Ler é estimulante. Tal como as pessoas, os livros podem ser intrigantes, melancólicos, assustadores, e por vezes, complicados. Os livros transportam as pessoas para outros tempos, outros lugares, outras culturas. Os livros possibilitam que se vivencie em situações e dilemas que nunca poderia imaginar encontrar. Os livros ajudam a sonhar e pensar.

Nada desenvolve mais a capacidade verbal que a leitura de livros. Na escola aprende-se gramática e vocabulário. Contudo, essa aprendizagem nada é comparada com que se pode absorver de forma natural e sem custo através da leitura regular de livros.

Alguns livros são simplesmente melhores que outros. Alguns autores vêem com mais profundidade o interior de personagens estranhas, e descrevem o que eles vêem e sentem de uma forma mais real e efetiva. As suas obras podem exigir mais dos leitores: consciência das coisas implicadas em vez de meramente descritas, sensibilidade às nuances da linguagem, paciência com situações ambíguas e personagens complicadas, vontade de pensar mais profundamente sobre determinados assuntos. Mas o esforço vale a pena, pois esses autores podem proporcionar aventuras que permanecem na memória para toda a vida.

É essencial perseverar. A maioria da boa escrita é multi-facetada e complexa. É precisamente essa diversidade e complexidade que faz da literatura uma atividade recompensatória e estimulante.

Muitas vezes um livro tem que ser lido mais de uma vez e com abordagens diferentes. Estas abordagens podem incluir: uma primeira leitura superficial e relaxada para ficar com as principais idéias e narrativas; uma leitura mais lenta e detalhada, focando as nuances dos textos, concentrando-nos no que nos parece ser as passagens chave; e ler o texto de forma aleatória, andando para trás e para frente através do texto para examinar características particulares tais como temas, narrativa, e caracterização dos personagens.

Segundo Ferreiro:

A necessidade de ler, de se informar, de estar atento aos grandes e pequenos temas, de abandonar a passividade e opinar sobre tudo que nos cerca. A leitura nos dá a segurança na construção da linguagem clara dizendo o que queremos dizer. A informação nos garante um nível satisfatório de argumentos. (FERREIRO, 2004, p.27)

Todo leitor tem a sua abordagem individual, mas o melhor método, sem dúvida, de extrair o máximo de um livro e lê-lo várias vezes.

A leitura é importante em todos os níveis educacionais. Portanto, deve ser iniciada no período de alfabetização e continuar nos diferentes graus de ensino. Ela constitui-se numa forma de interação das pessoas de qualquer área do conhecimento.

A leitura é uma atividade essencial a qualquer área do conhecimento. Está intimamente ligada ao sucesso do ser que aprende. Permite ao homem situar-se com os outros. Possibilita a aquisição de diferentes pontos de vista e alargamento de experiências. É também um recurso para combater a massificação executada principalmente pela televisão. Para o educando, o livro é ainda um importante veículo para a criação, transmissão e transformação da cultura.

Através do hábito da leitura, o homem pode tomar consciência das suas necessidades, promovendo a sua transformação e a do mundo.

O livro pode ser considerado como precioso recurso de ensino. No entanto, não é tão popular como o giz, o quadro negro, o lápis e o caderno. É grande o número de livros aditados, com inúmeros títulos diferentes que poderiam, se bem utilizados, concorrer para a melhoria da qualidade do ensino, Campos (1987, p. 38) enfatiza que:

O professor tem a liberdade de escolher as obras didáticas para seus alunos em função do conhecimento que tem dos livros, da escola e dos alunos. Pode ainda usar de materiais impressos para o ensino de sua disciplina: dicionários, revistas, jornais e outros e, até mesmo, elaborar seus próprios textos, incentivando assim as muitas formas de ler.

É necessário que se lembre que a educação do ser humano envolve sempre dois fatores, como nomeia Ferreiro (1985); formação e informação. Por isso, os conhecimentos transmitidos às novas gerações devem ser trabalhados com os valores e costumes para que ocorra a sobrevivência e evolução da cultura. Os textos podem ser utilizados na realização de objetivos educacionais tanto para formar como para informar.

A aprendizagem da leitura sempre se apresenta intencionalmente como algo mágico, senão enquanto ato, enquanto processo da descoberta de um universo desconhecido e maravilhoso. Freire (1985 p.43) diz: “ninguém educa ninguém, como tampouco ninguém educa a si mesmo; os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo”. Refletindo melhor, se poderia dizer: ninguém ensina ninguém a ler. O aprendizado é em última instância, se desenvolva na convivência, cada vez mais com os outros e com o mundo, naturalmente!

Os objetivos da leitura

Segundo Brown (1984, 42), “os objetivos da leitura determinam a forma em que um leitor se situa frente a ela e controla a consecução do texto”. Existe um acordo geral sobre o fato de que os bons leitores não lêem qualquer texto da mesma maneira, e que este é um indicador da nossa competência: a possibilidade de utilizar as estratégias necessárias para cada caso.

Sobre a importância da leitura Silva (1995, p.12) nos afira que “o ato de ler é, fundamentalmente, um ato de conhecimento. E conhecer significa perceber mais contundentemente as forças e as relações existentes no mundo da natureza e no mundo dos homens”. Explica os objetivos dos leitores com relação a um texto podem ser muito variados, e ainda que fossem enumerados, nunca se poderia pretender que essa lista fosse exaustiva; haverá tantos objetivos como leitores, em diferentes situações e momentos. Dessa forma, serão mostrados alguns objetivos gerais cuja presença é importante na vida adulta e que podem ser trabalhados na escola:

- Ler para obter uma informação precisa

É a leitura que se realiza quando se pretende algum dado que interessa. Este tipo de leitura caracteriza-se pelo fato de que, na busca de alguns dados, ocorre, concomitantemente, o desprezo por outros, não poderia ser de outra maneira, pois caso contrário, a atuação seria muito pouco eficaz. Exemplos característicos de leitura para localizar uma informação concreta são os seguintes: a busca de um número telefônico em uma lista; a consulta do jornal para descobrir em que cinema e horário será projetado um filme a que queremos assistir; a consulta de um dicionário ou de uma enciclopédia etc.

O ensino da leitura para obter uma informação precisa requerer o ensino de algumas estratégias, sem as quais este objetivo não será atingindo. Nos exemplos propostos, é preciso conhecer a ordem alfabética e saber que as listas telefônicas, os dicionários e as enciclopédias (embora nem todas) estão organizadas conforme essa ordem; também deve-se saber que os jornais destinam páginas especiais aos espetáculos e que geralmente existe um índice para mostrar o número da página em que se encontra a informação buscada. Contudo, os textos a serem consultados para obter informações precisas podem ser muito variados.

Pode-se afirmar que esse tipo de leitura caracteriza-se por ser muito seletiva – à medida que deixa de lado grande quantidade de informação como requisito para encontrar a necessária – por sua rapidez, quando se “passa os olhos” pela informação não-relevante, e por ser, ao mesmo tempo, muito minucioso, quando se encontra o que busca. Assim o fomento da leitura como meio para encontrar informações precisas tem a vantagem de aproximá-la de um contexto de uso real tão freqüente que nem somos conscientes disso e, ao mesmo tempo, oferecer ocasiões significativas para trabalhar aspectos de leitura, como a rapidez, muito valorizados na escola.

- Ler para seguir instruções

Neste tipo de tarefa, a leitura é um meio que deve nos permitir fazer algo concreto: ler as instruções de um jogo, as regras de uso de um determinado aparelho, a receita de uma torta, as orientações para participar de uma oficina de experiência etc.

Quando se lê com o objetivo de “saber como fazer”, é imprescindível compreender o texto lido, e no caso de fazer uma coisa coletiva, deve-se garantir que essa compreensão seja compartilhada. Assim no caso anterior, o leitor selecionava o que precisava ou não ler, enquanto agora é absoluta mente necessário ler tudo e compreendê-lo, como requisito para atingir o fim proposto.

Nestes casos, uma vantagem inegável é que a tarefa é completamente significativa e funcional: a criança lê porque é preciso, e além disso tem a necessidade de controlar sua própria compreensão. Não é suficiente ler, mas garantir a compreensão do que se leu. Por este motivo, a leitura de instruções, receitas, regras de funcionamento, etc., constituem um meio adequado para incentivar a compreensão e o controle da própria compreensão – a metacompreensão, estão lembrados? – , especialmente se as orientações lidas devem ser compartilhadas por um grupo de alunos.

- Ler para obter uma informação de caráter geral

Esta é a leitura que é feita quando se quer “saber de que trata” um texto, “saber o que acontece”, ver se interessa continuar lendo. Quando se lê para obter uma informação geral, não há uma pressão por uma busca concreta, nem é preciso saber detalhadamente o que diz o texto; é suficiente ter uma impressão, com as idéias mais gerais. Pode-se dizer que é uma leitura guiada, sobretudo pela necessidade do leitor de aprofundar-se mais ou menos nela, e neste ponto ela difere um pouco das anteriores.

No entanto, quando ao pegar um jornal, não se lê cada notícia ou matéria. No caso das primeiras, é bastante provável que se leia a manchete; às vezes, essa simples leitura já é suficiente para passar para outra notícia. Em outras ocasiões, a manchete parece sugestiva e então passa-se ao cabeçalho, em que se sintetiza a notícia. Pode-se ficar por ai ou talvez desejemos aprofundar um pouco mais, neste caso, tem-se a opção de ler toda a notícia ou “saltear”e procurar o parágrafo que trata de algum ponto concreto que suscita interesse. No caso das matérias, muitas vezes se é mais drástico: dependendo do autor, do título e das colunas que ocupa, pode-se decidir se será lida ou não.

Este tipo de leitura, muito útil e produtivo, também é utilizado quando é feita uma consulta a algum material com propósitos concretos; por exemplo, se é preciso elaborar uma monografia sobre algum tema, geralmente lê-se com todos os detalhes o que dizem sobre o mesmo diversas obras e enciclopédias, livros de ficção, etc. antes de decidir a ler em profundidade as obras capazes de ajudarem nas tarefas, tenta-se ter uma visão ampla e depois selecionar o que mais interessa.

Este é um tipo de leitura muito usado na escola – pense no Ensino Médio, em que são habituais os trabalhos sobre determinados assuntos, sobretudo em algumas áreas –, mas que geralmente não se ensina, porque não se criam as ocasiões em que ele deve ser feito. Entretanto, como visto anteriormente, é muito útil. O incentivo deste tipo de leitura é essencial para o desenvolvimento da “leitura crítica”, em que o leitor lê segundo seus próprios interesses e propósitos, formando uma impressão do texto, e sabe tanto o que tem com relação a eles quanto o que pode opor-se. Chall (1979) considera que este é o tipo de leitura mais elevado, cuja aprendizagem – no caso de ser realizada – nunca termina. Assim, seria desejável que ocupasse na escola um lugar maior do que geralmente lhe é concedido, pois com ele o aluno assume plenamente sua responsabilidade como leitor.

- Ler para aprender

Quer seja por decisão pessoal ou para acatar decisões de outros, o aluno lê para aprender, sua leitura possui características diferentes das formas de ler dominadas por outros objetivos. Isto é, quando se estuda, pode-se realizar uma leitura geral do texto para situá-lo em seu conjunto, e depois as depois as idéias que ele contém são aprofundadas.

No caso da leitura, o leitor sente-se imerso em um processo que leva a se auto-interrogar sobre o que lê, a estabelecer relações com o que já sabe, a rever os novos termos, a efetuar recapitulações sínteses freqüentes, a sublinhar, a anotar... Quando se lê para estudar, é comum – e de grande ajuda – elaborar resumos e esquemas sobre o que for lido, anotar todas as dúvidas, ler o texto ou outros que possam contribuir para a aprendizagem etc. quando lemos para aprender, as estratégias responsáveis por uma leitura eficaz e controlada atualizam-se de forma integrada e consciente, permitindo a elaboração de significados que caracterizam.

Ainda que ler para aprender seja uma finalidade em si mesma, sua consecução pode ser muito facilitada se o aluno tiver alguns objetivos concretos de aprendizagem. Ou seja, que não saiba apenas que lê para aprender, mas que saiba o que se espera que ele aprenda concretamente. As orientações para a leitura e as discussões prévias podem ser de grande ajuda neste sentido.

-  Ler para revisar um escrito próprio

Este é um tipo de leitura muito habitual em determinados grupos – aqueles que utilizam a escrita como instrumento de seu trabalho – , embora seja muito restrito fora deles. Quando lê o que escreveu, o autor/revisor revisa a adequação do texto que elaborou para transmitir o significado que o levou a escrevê-lo; neste caso, a leitura adota um papel de controle, de regulação, que também pode adotar quando se revisa um texto alheio, mas não é mesma coisa. Quando lê-se o que se escreve, sabe-se o que se quer dizer e tem-se que se pôr simultaneamente em seu lugar e no do futuro leitor, isto é, você. Por isso, às vezes os textos são tão difíceis de entender – é possível que o autor tenha se posto apenas em seu próprio lugar e não no dos possíveis leitores; por isso algumas ocasiões também é tão difícil revisar os próprios textos – parece tão claro o que quer-se dizer, que não percebe-se que não se diz claramente!

É uma leitura crítica, útil, que nos ajuda a aprender a escrever e em que os componentes metacompreensivos tornam-se muito evidentes. No contexto escolar, a auto-revisão das próprias redações escritas é um ingrediente imprescindível em um enfoque integrado do ensino da leitura e da escrita, útil para capacitar as crianças no uso de estratégias de redação de textos.

 

-  Ler por prazer

Em geral, a leitura por prazer associa-se à leitura de literatura. É natural que isso aconteça, pois os textos literários, cada um em seu nível adequado dos alunos, poderão “enganchá-los” com maior probabilidade. Entretanto, também é muito freqüente que a leitura do texto literário seja associada ao trabalho sobre estes textos – questionários de  comentários de texto, análise da prosa etc. – que por outro lado, é totalmente necessário. Por isso seria útil distinguir entre ler literatura – e aqui tem sentido, por exemplo, que todos os alunos leiam um mesmo fragmento – para realizar determinadas tarefas que, se abordada adequadamente, não só não interferirão no primeiro objetivo, como também ajudarão a elaborar critérios pessoais que permitam aprofundá-los.

 

- Ler para comunicar um texto a um auditório

Este tipo de leitura é própria de grupos de atividades restritos; ler um discurso, um sermão, uma conferência, uma aula magistral; ler poesias em uma apresentação . Sua finalidade é que as pessoas para as quais a leitura é dirigida possam compreender a mensagem emitida, e para isso o leitor pode utilizar toda uma série de recursos – entoação, pausas, exemplos não – lidos, ênfase em determinados aspectos... – que envolvem a leitura em si e que estão destinados a torná-la amena e compreensível.

Neste tipo de leitura, os aspectos formais são muito importantes; por isso, um leitor experiente nunca lerá em voz alta um texto para o qual não disponha de uma compreensão, ou seja, um texto que não tiver lido previamente, ao qual não dispuser de conhecimentos suficientes.

A leitura eficaz em voz alta requer a compreensão do texto, como ocorre com a leitura rápida, que é um produto e não um requisito da compreensão. Você mesmo pode comprovar que, se decidir ler as duas páginas seguintes em voz alta, sua compreensão diminuirá com isso, pois ficará preocupado com outros aspectos – entoação, respeito à pontuação, clareza na dicção. Mas ao mesmo tempo, é bastante provável que também tenha problemas na oralidade. Todos esses aspectos resolvem-se muito melhor se o que deve ser lido em voz alta for previamente conhecido, por exemplo, se ler as duas páginas anteriores.

- Ler para praticar a leitura em voz alta

Na escola este objetivo preside com grande freqüência as atividades de ensino de leitura, às vezes mesmo com exclusividade. Em síntese, pretende-se que os alunos leiam com certeza, rapidez, fluência e correção, pronunciado adequadamente, respeitando as normas de pontuação e com a entonação requerida.

De fato, todas essas exigências fazem com que, inclusive para o aluno, o primordial da leitura seja respeitá-las, e nestes casos a compreensão se situa em nível secundário. No entanto, o professor costuma acrescentar aos objetivos apontados o da compreensão; por isso, é freqüente que, depois de uma atividade de leitura realizada em voz alta, ele faça perguntas sobre o conteúdo do texto.

Trata-se de compreender um texto, o aluno deve ter a oportunidade de lê-lo com essa finalidade; neste caso, deve haver uma leitura individual silenciosa, permitindo que o leitor siga seu ritmo, para atingir o objetivo “compreensão”. Não se pode esperar que a atenção dos alunos (especialmente nas etapas iniciais de aprendizagem da leitura) possa distribuir-se da mesma maneira entre a construção do significado e a necessidade de organizar bem. Portanto, não parece muito razoável organizar uma atividade cuja única justificativa seja treinar a leitura em voz alta  para depois querer chegar ao que se compreendeu.

Por outro lado, sabe-se que, para ler com eficácia em voz alta, requer-se a compreensão do texto. Em muitas classes isso se soluciona fazendo com que as crianças leiam em voz alta textos cujo conteúdo conhecem, embora não os tenham lido previamente – por exemplo, história que conhecem por tradição oral. O problema é que, quando esses textos e esse tipo de leitura se generalizam ou se tornam exclusivos, os alunos podem ir construindo uma idéia bastante pitoresca sobre a leitura: ler é dizer em voz alta o que está escrito em livros cujo conteúdo já conhecia antes de começar a ler.

De qualquer forma, a leitura em voz alta não passa de um tipo de leitura que permite cobrir algumas necessidades, objetivos ou finalidades de leitura. A “preparação” da leitura em voz alta, permitindo que as crianças façam uma primeira leitura individual e silenciosa, antes da oralidade, pode ser um recurso que deveria ser bem utilizado.

Naturalmente, uma condição para que a leitura em voz alta tenha sentido, tanto para o leitor como para os ouvintes, relaciona-se ao fato de que estes não podem ter acesso ao conteúdo emitido de outra maneira; em outras palavras, escutar alguém lendo – exceto no caso da rapsódia, em que se diz como a forma com que se diz – pode ser pouco interessante e custoso, se tivermos na nossa frente o texto que está sendo lido.

- Ler para verificar o que se compreendeu

Ainda que quando se enfrenta um texto se tenha algum propósito, este pode implicar a compreensão total ou parcial do texto lido. Um uso escolar da leitura, muito aplicado, por outro lado, consiste em que alunos e alunas devem dar conta da sua compreensão, respondendo a perguntas sobre o texto ou recapitulando-o através de qualquer outra técnica.

É importante que os professores avaliem se realmente houve compreensão, pois esta constitui um objetivo que se pretende alcançar. No entanto, não se tem certeza de que mediante uma série de perguntas/respostas, possa se avaliar de fato a compreensão do leitor. Desta forma é necessário que os métodos adotados pelo professor sejam convenientemente planejados. Uma visão ampla da leitura, e um objetivo geral que consista em formar bons leitores não só para o contexto escolar, mas para a vida, exige maior diversificação nos seus propósitos, nas atividades que a promovem e nos textos utilizados como meio para incentivá-la.

Mesmo sabendo que alguns dos objetivos acima descritos não são extensivos ao conjunto da população, mas que devem ser levados em conta que para formar bons leitores, todos eles devem ter seu uso fomentados na escola, em atividades significativas de leitura. E para que isto possa ser possível, algumas atividades podem ser propostas pelo professor para facilitar tais objetivos como:

- trabalhar com jornais na sala de aula;

- revisar as relações realizadas;

- consultar diversas obras para pequena pesquisa;

- organizar uma sessão de leitura de poesia;

- ler um texto em silêncio e compartilhar as dúvidas e perguntas suscitadas por ele;

- realizar alguma tarefa a partir de instruções;

- incentivar a escolha de livros  de uma biblioteca ou de um cantinho de leitura;

- perguntar às crianças que objetivos perseguem com a leitura de um determinado texto.

É preciso levar em conta que ao ensinar as crianças a ler com diferentes objetivos, com o tempo, elas mesmas serão capazes de colocar objetivos de leitura que lhes interessem e que sejam adequados. O ensino seria muito pouco útil se, quando o professor desaparecesse, não pudesse se usar o que se aprendeu. Convém refletir sobre isso, uma vez que na escola, o objetivo principal – implícito, na maioria das vezes – das tarefas de leitura é “responder a perguntas sobre o texto lido”.

METODOLOGIA

A metodologia utilizada para o desenvolvimento desta pesquisa seguiu duas vertentes sendo que a primeira é uma pesquisa de predomínio bibliográfica, à luz de Ferreiro (1999), Teberosky (1979), Grossi (1995), Freire (1973) entre outros autores que com suas obras tanto contribuíram para a realização desta pesquisa. A segunda vertente foi uma pesquisa de campo em caráter experimental, qualitativa e quantitativa, composta de atividades realizadas com os alunos e a leitura de livros paradidáticos da coleção Literatura em Minha Casa. Realizou-se uma análise dos gráficos e das entrevistas com professores da referida escola sobre a importância de trabalhar a leitura com o auxílio dos livros paradidáticos.

Aspectos Históricos e Geográficos da Escola Pesquisada

A Escola de Ensino Fundamental Senador Carlos Jereissati está situada à Rua Euclides Barroso, Nº 1048, Bairro Santa Luzia, na sede do município de Canindé, tendo como unidade mantenedora a rede municipal de ensino. Onde no dia 09 de novembro de 1995, reuniram-se no pátio da escola, professores, funcionários, e toda a comunidade, sob a coordenação da secretária municipal de educação à época, Sra. Iracy Aguiar para realizar o processo de escolha do nome da escola. Isaac Rodrigues Barroso, Ester Magalhães e Carlos Jereissati, foram os nomes indicados. Com a maioria dos votos, foi escolhido o nome Senador Carlos Jereissati, em homenagem e gratidão ao Governador do Estado, na época Tasso Ribeiro Jereissati.

A escola fica ao lado do Abrigo São Francisco que atende romeiros e devotos do padroeiro do nosso município, sendo, portanto, este o principal ponto de referência desta escola, porque fica localizada em local de fácil acesso para os alunos.

Com base no Plano de Desenvolvimento da Escola Carlos Jereissati, esta objetiva propiciar o desenvolvimento intelectual do educando, contribuindo na formação do cidadão crítico, participativo, questionador, voltado para a construção de uma comunidade de liberdade, onde todos participam ativamente tornando uma sociedade mais igualitária.

A escola objetiva ainda, desenvolver nos alunos capacidades afetivas e sociais que lhes permitam compreender plenamente os conhecimentos assimilados, de modo que eles possam praticá-los ao longo de sua vida, independentemente de sua permanência na escola.

Partindo do princípio que a escola ajuda a despertar em cada educando a consciência de sua própria dignidade e sua capacidade de exercer a cidadania, acredita-se que a escola é o instrumento transformador podendo assim torná-los responsáveis pelo seu próprio progresso e pelo bem da coletividade.

A escola trabalha com as seguintes modalidades de ensino: Ensino Fundamental Menor de 1ª a 4ª Séries e de 5ª a 8ª Séries e educação de jovens e Adultos-EJA, divididos nos turnos: manhã, tarde e noite; totalizando em 1.156 ( mil cento cinqüenta e seis ) alunos.

Como viu-se, a referida escola, atender satisfatoriamente à comunidade e seus anseios. Portanto, por ser uma escola bastante procurada e possuir uma externa área livre para ampliação, poderá ocorrer modificações em sua estrutura física para assim melhor atender a sua demanda estudantil.

PESQUISA DE CAMPO

Concepções da pesquisa

Quando se fala em pesquisa o primeiro pensamento que vem à mente é de gráficos de jornais, de pessoas nos laboratórios bem equipados, dados probabilísticos.

Buscando a definição no dicionário encontramos a palavra pesquisa como busca minuciosa para averiguação da realidade, indagação, investigação, inquirir, informa-se a cerca de, investigar, como também significa um estudo sistemático com o fim de descobrir ou estabelecer fatos, princípios, relativos a um dado do conhecimento. Toda pesquisa, ao ser realizado tem um ou mais objetivos a serem alcançados. Esse objetivos variam de acordo com a necessidade ou interesse do pesquisador. Martins e Santos (2003. p. 07)

A pesquisa surgiu da necessidade de se estudar a importância do livro paradidático utilizado em sala de aula. Ele estaria sendo usado como um recurso pedagógico facilitador de novas aprendizagens, onde o aluno pudesse de forma prazerosa, desenvolver o hábito da leitura?

Por estas observações integra-se em volta desta pesquisa, que tem como ênfase a leitura de livros Paradidáticos.

A entrevista com os professores abordou questões relativas à sua visão acerca do processo de desenvolvimento da leitura, sua prática, qual a sua importância? Como o livro paradidático é trabalhado em sala de aula? Entre outras questões.

A identidade dos colegas está sendo preservada, por isso serão tratados pelas letras do alfabeto.

A Coleta de Dados

A pesquisa foi desenvolvida com professores e alunos da Escola de Ensino Fundamental Senador Carlos Jereissati.

Os trinta e cinco alunos pesquisados participaram das intervenções realizadas em forma de projeto, foram escolhidos por indicações dos professores que atuavam nas turmas de 5º ao 9º ano, e que tinham em suas turmas alunos com déficits cognitivos de aprendizagem na leitura.

Definiu-se que os alunos participariam das atividades da pesquisa da seguinte forma:

Local da pesquisa: Biblioteca da Escola Senador Carlos Jereissati.

Tempo de duração da pesquisa: A pesquisa durou três meses (abril, maio e junho 2007.)

Dias das aulas: Terça e quinta.

Horário das aulas de leitura: Matinal: 7:00 às 9:00

Vespertino: 13:00 às 15:00

A pesquisa era realizada em horário diferente do que o educando estavam em sala de aula, os alunos participaram de atividades de leitura diversificada como: A hora do conto, onde o aluno levava o livro paradidático para casa, o lia e na aula seguinte socializava a história do mesmo; realizavam dramatizações com as histórias lidas; confeccionavam cartazes e murais com as histórias trabalhadas da Coleção de Livros Paradidáticos Literatura em Minha Casa entre outras atividades.

As atividades eram sempre acompanhadas pelo professor coordenador da pesquisa: Walderclaudio Nascimento Santos, pelos professores que trabalham na biblioteca do referido estabelecimento e pelos professores que atuam nas salas de aula de origem dos alunos, Observa-se a evolução das competências e habilidades da leitura dos alunos pesquisados no desenvolvimento da leitura e quando a leitura era necessária para resolver uma situação problema, responder uma pergunta ou interpretar um texto.

Quanto à compreensão e o desenvolvimento de uma leitura de forma prazerosa verifica-se que com o desenvolvimento deste projeto o aluno escolhia o que queria ler o que lhe chamava atenção, e assim, a leitura era desenvolvida de uma forma espontânea e não obrigatória ou imposta e melhorava, assim, o entendimento dos textos e se desenvolvia o gosto pela leitura.

Análise de Dados

Resultados da Pesquisa Desenvolvida com os Alunos

Índices do aumento da leitura em alunos analisados pelo processo de amostragem.

NOME

ABRIL

MAIO

LUCIANA DE ALMEIDA

40%

85%

MARGARIDA FRANCELANE SOUSA LEMOS

40%

80%

VALDERI DA SILVA FERNANDES

10%

80%

NOME

ABRIL

MAIO

FRANCISCA ELENILDA PAULINO DA SILVA

15%

65%

FRANCISCO ROBERTO EVANGELISTA

20%

70%

A pesquisa inicial foi desenvolvida com 35 alunos do 5º ao 9º ano e durou 3 meses, onde obteve-se evasão  dos participantes igual a zero, os gráficos nos revelam que com o auxílio de Projetos como A Leitura do Livro Paradidático o índice de leitura dos alunos em sala de aula mais que dobrou e a escola constatou que os alunos que participaram do desenvolvimento da mesma tiveram uma aprendizagem mais significativa em cerca de 60%. Isto só vem a comprovar o que já tínhamos como hipóteses que quando a leitura é trabalhada de forma dinâmica e criativa. A aprendizagem do aluno, bem como todo processo educacional tornam-se mais significativos tanto para o professor quanto para o aluno.

Análise da Percepção dos Professores

A entrevista com os professores abordou questões relativas à sua visão acerca do processo de construção da leitura e da sua prática com o uso dos livros paradidáticos em sala de aula e as causas das dificuldades da leitura.  O instrumento utilizado para a coleta de dados foi o questionário estruturado.

Na primeira pergunta questionou-se: Como você vê o processo de construção da leitura na sala de aula? As respostas foram as seguintes:

A professora A, relata que o processo da leitura acontece com a construção dos conhecimentos do aluno, partindo do que ele já sabe sendo necessário o trabalho em grupo para enriquecer essa troca.

O professor B, vê o processo lento, porque as crianças estão com a auto- estima muita baixa.

O Professor C, acha o processo deficitário, porque o aluno não lêr e nem escreve;

O professor D, diz que o processo de construção se dá sistematicamente no dia a dia da sala de aula;

Segundo o professor E, o aluno ao chegar à escola, já traz consigo um leque de informações, que poderão ser utilizadas dando prioridade a temas que sejam comum entre eles.

O professor F, acredita que a construção desse processo dá-se com o incentivo à leitura, a motivação, até o tratamento com os alunos pode influenciar nesse aprendizado, metodologias criativas e inovadoras, mas não esquecendo o tradicional.

O professor G, fez uma análise de como pensa os colegas e deu o seu ponto de vista em relação ao processo da construção leitura; quando observada as práticas de muitos colegas uma grande parcela a considera  como um processo mecânico, onde o professor tenta adivinhar se o aluno irá aprender ou não, ou que sua aprendizagem se deve a um estalo que mais cedo ou mais tarde pode acontecer. Ao contrário, penso que este processo é viável quando o professor ao saber em que situação ou nível o aluno se encontra, o acolher e provoca-lhe mudanças. Trabalhando em um processo dinâmico.

Os professores H e  I acham esse processo importante, produtivo e dinâmico, e que o aluno em parceria com o seu professor começa a vêr  e viver novos horizontes.

Os professores J e L, reconhecem como um processo riquíssimo, mas ainda é falho, precisa melhorar, falta uma preparação para os docentes, pois para trabalhar a leitura, requer-se do professor todo o conhecimento da didática e dos níveis psicogenéticos da língua escrita.

Na segunda questão foi indagado: Por que existem alunos que lêem um livro paradidático inteiro e outros que não conseguem?

As respostas foram as seguintes:

Professor A, Essa deficiência em uma das partes acontece, porque o professor não avalia o seu aluno e não consegue identificar o que precisa ser trabalhado.

Professor B, Porque não conseguiram habilidades necessárias para tal e não foram instigadas para superarem as dificuldades.

Professor C, Pode ter havido um processo de incentivo a um e outro não. E não aos dois juntos.

Professor D, Há inúmeros distúrbios como  a dislexia, disortografia, disgrafia, discalculia entre outros que podem dificultar a aprendizagem do aluno. Dentre eles estão os externos (de ordem como ambiente). E os de ordem internas (súbitos problemas emocionais, ou comportamentais).

Professor E, O aluno que não lê é caso muito grave é o mesmo que fazer apenas uma cópia, no livro ele não encontra sentido.

Professor F, A falta de experiência do docente, contribuem para que   haja momentos da aprendizagem do aluno, que não desenvolvesse a leitura de forma significativa.

Professor G (não respondeu por entender que a pergunta está embutida na anterior).

Professor H, é porque esse aluno foi trabalhado  algumas estruturas que fez com que ele aprendesse a leitura e por outro lado não foi trabalhado a escrita.

Professor I, porque existem processos educativos que não são levados a sério e acabam prejudicando os educandos.

Professor J, o aluno que lê, já tem o início do domínio da leitura e para tanto, resta-lhe pouco para ter o domínio da concentração e desenvolver a leitura do livro.

Professor L, afirma que todos os seus alunos lêem e são capazes de ler um paradidático inteiro, a partir das hipóteses que cada um ler o que gosta. Depende de como o professor encara esse processo.

Na terceira pergunta questionou-se: Sua prática na sala de aula, como você analisa as dificuldades das aprendizagens da leitura dos alunos?

Professor A, A grande dificuldade é descobrir o esquema de pensamento dos alunos com dificuldade para poder agir com eficácia.

Professor B, Acredito ser a falta de motivação externa e a incapacidade nosso (professor) como educador (es) de estimular esses alunos na tentativa de superar essas dificuldades.

Professor C, A auto – estima muito baixa do educando, que não foi estimulada até os seis anos de idade. Crianças que já vêm de famílias analfabetas, e não estão preocupadas com a educação e aprendizagem dos seus filhos,; e sim com a sobrevivência.

Professor D, Possibilitando aos alunos os conhecimentos lingüísticos comunicativos necessários ao exercício da cidadania, não desvinculando a aprendizagem da linguagem peculiar e coloquial dos educandos.

Professor E, As dificuldades na leitura são mais fáceis de serem identificadas através de textos informativos, humorísticos, jogos etc.

Professor F, Existem alunos que têm muitas dificuldades na hora da explicações, porque não conseguem ler o que está escrito na lousa.

Professor G, É uma questão de bom senso o professor trabalhar a leitura diversificada em sala de aula.

Professor H, Quando esse problema envolve adultos que já estão em séries mais adiantadas, dizem que eles foram mal alfabetizados. Agora, quando acontece em série iniciais, nós professores devemos procurar meios didáticos que venham solucionar esses problemas. Portanto é um problema da metodologia didática e compromisso dos educadores.

Professor I, Há carência de um processo político pedagógico sério.

Professor J, Prejudicar o processo de ensino – aprendizagem, sem esquecer que o aluno se sente desmotivado para permanecer na sala de aula, pois esse passa a fracassar em todas as disciplinas, quando isso não ocorre é uma exceção.

Professor L, Analiso que é preciso partir o ensino de onde o aluno está pensando, ou seja, a partir daquilo que já compreende sobre o que é ler  ( níveis psicogenéticos)

Na quarta pergunta questionou-se: Existem professores que conseguem ensinar e desenvolver o processo de leitura do livro paradidático com seus alunos. Outros já desenvolvem com dificuldades sem êxito na aprendizagem a que podemos atribuir essas falhas?

Professor A, Existem muitos professores que não conseguem ensinar com o auxílio do paradidático a todos, isso porque ainda estão apegados à metodologias ultrapassadas por medo de mudar, ou porque usam um pouco de todas que aparecem, quando conseguem ensinar, nem sabe o que deu certo.

Professor B, A falta de formação adequada para atuar com o paradidático conforme as necessidades dos alunos. Pode até haver boa vontade do professor, mas falta conhecimento específico.

Professor C, O Pensamento de muitos professores é que, podem ensinar o que sabem, e não estão preocupados com o que o aluno está procurando. Que por muitas vezes ele já leva alguma aprendizagem ou está querendo encontrar uma maneira de aprender alguma coisa. O aluno fica seguro quando é conscientizado que ele é capaz de aprender.

Professor D, Necessário se faz que a escola, esteja predisposta a aceitar a variedade de atividades que podem ser desenvolvidas com o auxílio do paradidático, considerando  que há diversas formas de expressão dentro da Língua  Portuguesa, convivendo  lado a lado , cumprindo seus papéis sem serem mutuamente excludentes.

Professor E, A formação do professor; a maneira como são repassados os projetos, técnicas e metodologias por pessoas que não tem formação adequada e que muitas vezes são escolhidas por conveniência ou manobra política e ao interesse de professores em obterem êxito no que fazem.

Professor F, O sistema tenta a cada dia mostrar aos professores métodos diferentes e com isso até os professores ficam confusos na hora de ensinar. Será por isso que nas escolas particulares os alunos aprendem mais. Pois é no tradicional que o aluno aprende.

Professor G, A estas falhas cito novamente a questão de pensar que todos os alunos são iguais e que todos aprendem da mesma forma e o pior de tudo é que sempre haverá alunos que não aprendem.

Professor H São falhas do próprio sistema que não busca melhorar a qualidade de seus profissionais e também dos próprios profissionais que se acomodam na mesmice.

Professor I, As falhas na utilização do paradidático vêm por falta de uma metodologia certa e bem aplicada.

Professor J, O processo de leitura dos alunos é como alfabetizar, nem todo professor está qualificado ou tem êxito nessa tarefa, uma vez que requer doação, esforço e muita persistência.

Professor L, A falha está no pouco conhecimento do professor, que não consegue descobrir qual a metodologia que melhor conduz o seu aluno a aprendizagem, por isso, as não aprendizagens.

Na quinta pergunta questionou-se: Para você o que é ler de verdade?

Professor A, É quando o aluno tem capacidade de ler e compreender um pequeno texto e quando produz um texto que qualquer pessoa seja capaz de ler.

Professor B, É conseguir interpretar o que fala e transcrever para o papel com entendimento significado e sobretudo, tradução dos símbolos.

Professor C, Quando o aluno descobre que é capaz de fazer algo que ele não sabia , aprendendo com o outro ele faz com prazer, porque alguém acreditou nele.

Professor D, Entender o que se ler, utiliza a língua de modo variado e pertinente, desenvolver a competência lingüística é, consequentemente, produzir textos coerentes, adaptados às mais diversas situações de interlocução.

Professor E, É conseguir interpretar a informação através de um determinado texto e ser capaz de construir críticas de forma codificada e compreensiva, usando as regras da escrita de uma língua.

Professor F, Todos nós temos a facilidade de desenvolver o que nos passam.  A maneira com que recebemos. A produção de cada ser.

Professor G, Não é apenas decodificar códigos, mas interpretá-los de tal forma que haja uma compreensão por parte de quem ler .

Professor H, É saber escrever corretamente de acordo com  a gramática e ler interpretando, ou seja , ler e entender o que está escrito.

Professor I, Quando conseguimos interpretar.

Para o Professor J, Ler é pronunciar as palavras em um bom tom e com  segurança  enquanto  escrever é passar para o papel ou qualquer outro instrumento aquilo que o pensamento deseja , sem se preocupar  se a palavra é com  S ou Z, etc.

O Professor L, afirma que ler e escrever de verdade significa ler um pequeno texto de vinte linhas e escrever de forma que um outro indivíduo possa compreender a mensagem mesmo se for com erros ortográficos.

Análise das Respostas dos Professores

Diante das respostas dos professores entrevistados existe aqui depositado uma valiosíssima contribuição e divergentes opiniões, pois depende do olhar e sentimento de cada professor, como eles vêem o processo de construção da leitura, através do livro paradidático.

Outro ponto de muita relevância é à saída do professor das paredes de sua sala de aula, pois, o simples ato de levar os alunos para a biblioteca da escola pode motiva-los a desenvolver o ato de ler. As trocas em sala de aula com os outros e o trabalho em grupo. Wallon diz “nós somos geneticamente sociais”. ( 1994, p. 94)

A sala de aula é um espaço de construção social, onde acontece constantes trocas e construção de saberes; toda a nossa identidade como sujeito é produto das relações com os outros. A nossa história é sempre construída com a participação de outros indivíduos. Por isso é de fundamental importância priorizar essas vivências em sala de aula através dos grupos, projetos e aulas diversificadas, onde é possível acontecer às trocas, às relações e interações.

Um grupo se constrói enfrentando o medo, o diferente , o novo  provoca ,  educando o risco de ousar. Um grupo se constrói não na água estagnada no abafamento das explosões, dos conflitos, no medo de causar rupturas. A vida de um grupo tem vários sabores... A comida é um deles .( a merenda didática); E comendo juntos que os afetos são simbolizados; pois comer juntos, também é uma forma de conhecer o outro  e a si próprio. (MADALENA FREIRE 1992, p. 65)

O trabalho em grupos promove aprendizagem, porque os questionamentos feitos por um educando a outro do seu grupo são mais facilmente considerados pelo valor intrínseco dos argumentos apresentados, acontece aí uma relação desprovida de autoridade (professor).

O papel do professor passa a ser um problematizador, diante das provocações feitas pelo mesmo, dependendo de que o seu aluno necessite.

O professor passa a ser um observador para que a partir daí possa fazer o seu planejamento diário. A postura do professor passará por uma grande transformação de ensinante a aprendente.

“É impossível ensinar sem teoria, não se pode mais ensinar, sem refletir sobre o que é justo ou o que não é justo ensinar, se tal método serve ou não” Pain (2003, p. 65 ).

Há uma necessidade, na atualidade de que todos os docentes tentem se articular ou se constituem como um grupo de estudo, para que assim haja um pertencimento no grupo e consiga dar um novo rumo nas aprendizagens docentes e discentes, mas alguém tem que estudar, pesquisar não abstratamente, e sim partindo das dificuldades na prática docente. ”Só está vivo quem aprende” é na escola, sem a aprendizagem dos professores, os alunos não aprendem nada, porque “só ensina quem aprende” (FERREIRO, 1986, p. 03).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esta pesquisa teve por finalidade levar o educador a refletir sobre as práticas de leitura desenvolvidas com o apoio do livro paradidático em sala de aula, mostrando tipos de leitura e a importância de se desenvolver a mesma no espaço escolar, pois é através da leitura que o educando interage com os outros e desenvolve, assim, a suas habilidades cognitivas.

Essa interação proporciona o conhecimento da própria realidade social, cognoscitiva e tecnológica como um todo, pois uma triste realidade que podemos observar na escola, é que a maioria dos educadores utiliza o livro didático como único elemento chave da sua prática pedagógica. Sendo assim torna-se para o educando o ensino um processo doloroso. Onde o verdadeiro papel do nosso sistema educacional deveria ser o de acordar o homem para ter vez e voz, de concordar ou discordar, de falar e de calar, de defender seus direitos, quando isto for necessário. Proporcionar uma educação para a inclusão cognoscitiva, ensinando a estender a mão para salvar o homem e não para esmagá-lo. Educar não é oprimir. É libertar. É contestar.

De tudo o que se pode observar, um grande e importante objetivo para o ensino é a formação de um leitor maduro. A maioria dos autores consultados falam em leitor crítico. Tanto a primeira expressão quanto a segunda expressam o grau de aprendizagem do educando e a sua formação para um leitor consciente não depende somente de sua trajetória escolar.

Quanto se delimitou o tema, o que se quis estipular foi que, a superação das dificuldades, e mais especificamente com relação à leitura, não é tarefa de um uma única instituição social, mas de toda a Nação como um todo, através da definição de um projeto político, econômico e social que vise a melhoria das condições de vida da população e seu acesso aos bens socialmente produzidos, incluindo  o conhecimento elaborado.

É preciso que todos os profissionais envolvidos na educação tenham a consciência de que é fundamental que o poder público estabeleça uma política educacional clara, com objetivos bem definidos, que garanta atendimento escolar de boa qualidade a toda à população e, ao mesmo tempo, respeite as diversidades sócio-culturais.

Assim, nota-se que a dificuldade que se encontra com respeito à leitura e à está bem além das atividades escolares e dos procedimentos metodológicos adotados pelo professor. Essa dificuldade desencadeia uma série de outros problemas, ou melhor, é fruto de uma rota de deficiências no setor educacional.

Portanto, é responsabilidade de todos os segmentos sociais, adeptos de uma sociedade democrática, exigir o cumprimento, pelo Estado, dos dispositivos legais referentes à educação. E também, é papel das comunidades locais participar nas decisões relativas aos rumos, diretrizes e organização de suas escolas, bem com das superações das dificuldades, como forma de garantir uma educação de qualidade que possa ter continuidade, mesmo com as mudanças que constantemente se verificam em várias instâncias de nossos setores governamentais.

Um outro ponto a ser observado é que para vencer as dificuldades e dominar a leitura, é importante realizar atividades as mais diversas com o apoio do livro paradidático, formando e despertando a criatividade do aluno, além de trabalhar o senso crítico, aproveitando as experiências culturais e sociais, para daí empreender a “leitura de mundo”.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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________ Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. (coleção Leitura)

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ZILBERMAN, Regina. Leitura: perspectivas interdisciplinares. São Paulo: Ática (Série Fundamentos)1988.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/um-olhar-reflexivo-sobre-a-importancia-da-leitura-do-livro-paradidatico-1131442.html

    Palavras-chave do artigo:

    leitura livro paradidatico

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    Esta pesquisa, analisou a leitura do livro paradidático desenvolvida na Escola de Ensino Fundamental Senador Carlos Jereissati, tanto no seu significado quanto a sua aplicabilidade. O presente estudo foi desenvolvido a fim de se entender como lidar com o conhecimento através do livro paradidático, necessário e indispensável à formação dos alunos. A escolha de trabalhar com o tema surgiu por se observar que a maioria dos educadores trabalham a leitura de forma mecânica e desvinculada da realidade

    Por: Walderclaudio Nascimento Santosl Educaçãol 16/08/2009 lAcessos: 12,143 lComentário: 2
    Vilma, Magna , Samara

    Resumo O cenário educacional brasileiro sempre foi um caso a se refletir em especial se o que esta na teoria tão presente em nossas universidades também se encontra na prática. O objetivo do presente trabalho é refletir sobre o processo de alfabetização enfocando os aspectos da oralidade, da leitura e da escrita, baseando-se em uma observação realizada em uma escola da rede pública da cidade de Fortaleza. Buscamos apresentar concepções teóricas articulando-as com o trabalho realizado pela educadora de uma turma do 1º ano, refletindo sobre a importância e o papel que a família e a sociedade desempenham no processo de construção e desenvolvimento de uma aprendizagem significativa para a vida e para a sociedade.

    Por: Vilma, Magna , Samaral Educação> Línguasl 04/10/2009 lAcessos: 12,150 lComentário: 3

    A atual política educacional brasileira orienta em superar o preconceito, a discriminação e o racismo que ainda imperam nas instituições de ensino. Dessa forma, as Leis 10.639/03 e 11.645/08 que incluem o ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Indígena propõem que se acabe com os estigmas que negros e indígenas ainda sofrem. Dessa forma, se pretende, através desse artigo, refletir sobre as imagens dos negros contidos nos livros didáticos e paradidáticos.

    Por: JOANA PESSOA CARVALHOl Educação> Educação Infantill 28/05/2013 lAcessos: 217
    Rubens

    Este artigo aborda concepções sobre a prática da leitura que devem ser realizadas na sala de aula e nas bibliotecas escolares.

    Por: Rubensl Educaçãol 28/03/2009 lAcessos: 6,597 lComentário: 1
    Gregório Guimarães

    Saber ler é saber o que o texto diz e o que não diz, o que o constitui significativamente; e mais ainda, quando principiamos a estabelecer relações entre as experiências e tentamos resolver os problemas que se nos apresentam, então podemos dizer que estamos procedendo à leitura, habilitando-se a ler toda e qualquer coisa. (apud SOARES, 1998, p.26). Ao realizar uma atividade acadêmica avaliativa através de seminário tendo como tema ESTRATÉGIAS DE LEITURA, ficou latente a necessidade de procurar i

    Por: Gregório Guimarãesl Educaçãol 02/02/2010 lAcessos: 5,290
    Jussilene de J. S. de Souza

    Utilizar os gêneros como suporte nas salas de aulas é explorar a diversidade textual e visual, o professor aproxima os alunos das situações originais de produções de textos como: os jornalísticos, os científicos, os literários e entre outros que estão nos grandes textos escolares nos quais os livros didáticos deram espaço para gêneros como as letras de músicas, rótulo de produtos e muitos outros, dando ênfase positiva em nosso dia-a-dia sobre a língua em seus mais diversos usos autêntico.

    Por: Jussilene de J. S. de Souzal Educação> Línguasl 15/06/2010 lAcessos: 2,048 lComentário: 1
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    Dissertou-se sobre algumas concepções pedagógicas da alfabetização, por acreditar que embora exista uma grande quantidade de professores, ainda falta uma demanda de alfabetizadores reais, que conheçam os princípios da alfabetização, os medos e conflitos que rodeiam os alfabetizandos, e assim, como, de forma clara e objetiva, sanar este problema. A escrita é outro dilema, pois embora acessível a todos, há um tabu entre o educando a escrita e a leitura.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Educação Infantill 28/12/2012 lAcessos: 163
    SANDRA VAZ DE LIMA

    Os materiais impressos podem e devem mediar a aprendizagem, pois permitem envolver os alunos em situações concretas de estudo, cuja realização implica a aprendizagem de procedimentos, valores e atitudes característicos do ofício de estudante.

    Por: SANDRA VAZ DE LIMAl Educaçãol 07/04/2011 lAcessos: 1,614
    Nathália Alves de Oliveira

    A pesquisa monográfica tem como objetivo definir qual a importância da contação de histórias para a educação infantil através do estudo bibliográfico de teóricos sobre a literatura infantil. O estudo revela ainda a importância do professor ao inserir a literatura no seu planejamento para o processo de construção de competências, criatividade e criticidade, revelando histórias que despertam a imaginação, trabalham a concentração, ensinam princípios, o conceito entre o bem e o mal ...

    Por: Nathália Alves de Oliveiral Educação> Educação Infantill 08/02/2012 lAcessos: 4,980

    Neste artigo, apresenta-se algumas relações entre a ditadura militar, as tendências pedagógicas e os reflexos do regime e das tendências na Educação contemporânea.

    Por: Gustavo H. de Toledo Ferreiral Educaçãol 17/11/2014

    Velocidade escalar média é a relação entre uma variação de espaço e o intervalo de tempo no qual ocorreu esta variação. Os alunos no inicio do estudo referente a velocidade média tendem a ter um bloqueio de conhecimento, pois se trata de algo novo para eles pois os mesmos acabaram de sair do ensino fundamental.

    Por: anacleil Educaçãol 17/11/2014

    Em 2014, dando continuidade ao projeto o tema escolhido foi cultura,que tem por objetivo resgatar as tradições artísticas, os costumes e a valorização do ser humano. Sendo assim foi proposta aos alunos dos primeiros e segundos anos do Ensino Médio uma pesquisa investigativa sobre o contexto histórico e cultural da cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade.

    Por: Lilian Fiirstl Educaçãol 14/11/2014
    Benedicto Ismael Camargo Dutra

    Enfrentamos a estagnação econômica que avança pelo mundo, e fica mais difícil sair do subdesenvolvimento. Faltam estadistas e melhor preparo. As novas gerações são impacientes, sem humildade, querem resultado imediato com mínimo esforço.

    Por: Benedicto Ismael Camargo Dutral Educaçãol 14/11/2014

    As atividades experimentais, quando bem planejadas, são recursos importantíssimos no ensino. As aulas práticas são mais um aprendizado na vida do estudante, pois além da teórica ele exercer o que lhe foi ensinado fará com que ele absorva melhor o conteúdo e leve adiante o conhecimento adquirido. (FALA et al 2010.) Para tanto, este trabalho visou analisar, pesquisar e apresentar a importância e tipos diferentes de aulas práticas em uma escola pública no município de Tangará da Serra.

    Por: Patrícia Maria Barros Piovezanl Educaçãol 14/11/2014 lAcessos: 11

    O jornalismo investigativo tem várias áreas a serem desenvolvidas. A Reprodução Simulada dos Fatos, mais conhecida como Reconstituição é uma dessas vertentes, onde o jornalista se expõe, e muitas vezes coloca em risco a sua integridade física em detrimento da função. A abordagem da temática tem relevância para uma melhor entendimento da atuação da perícia técnica, delegados, testemunhas e indiciados que podem mentir e o jornalista, compreendendo um pouco do assunto, poderá ter ferrament

    Por: Vânia Santosl Educaçãol 13/11/2014 lAcessos: 11

    O lixo eletrônico tem se tornado um problema bastante sério, pois cresce em ritmo acelerado devido aos avanços tecnológicos dos equipamentos tornando os mesmos ultrapassados em tão pouco tempo. Esses objetos têm sido descartados na maioria das vezes de forma incorreta, provocando contaminação e poluição ao meio ambiente e prejudicando a saúde das pessoas, já que possuem substâncias químicas (chumbo, cádmio, mercúrio, berílio, etc.).

    Por: Fernandal Educaçãol 13/11/2014

    O projeto "Conquistando um sorriso" está sendo desenvolvido no segundo semestre do ano de 2014 na Escola Estadual 29 de Novembro pelos professores e alunos do ensino médio, turno matutino, visando ampliá-lo para o ano de 2015. Ele tem a perspectiva de mostrar aos alunos a importância de doar um pouco de si em projetos sociais, e ainda percebendo que a escola assume hoje um papel importante na sociedade é que nós decidimos colocar em prática este projeto.

    Por: anacleil Educaçãol 13/11/2014 lAcessos: 11

    Geralmente visto como uma arte menor, os quadrinhos não costumam receber a mesma atenção de linguagens como a literatura, a fotografia, o cinema e o vídeo, por exemplo. O trabalho busca um olhar sobre este tipo especifico de produção imagética. As ferramentas teóricas utilizadas na construção desse olhar vêm da Semiótica e dos Estudos Culturais.

    Por: Walderclaudio Nascimento Santosl Educaçãol 16/08/2009 lAcessos: 7,552 lComentário: 2

    As Histórias em Quadrinhos originalmente surgidos na Inglaterra, na década de 1950, e trazendo na bagagem forte influência do estruturalismo francês, o interresse dos Estudos Culturais voltou-se primeiramente para os problemas da sociedade e da linguagem. Na década de 1980, com o surgimento do conceito de pós-moderno, ultrapassam as fronteiras da Grã-Bretanha, chamando a atenção de estudiosos de outros paises, sobretudo dos Estados Unidos da América.

    Por: Walderclaudio Nascimento Santosl Educaçãol 16/08/2009 lAcessos: 7,424

    O presente artigo tem como objetivo: levar-nos a refletir sobre a importância dos jogos, para o Ensino da Educação Física no Ensino Fundamental. A escolha de trabalhar este tema nasceu da necessidade de investigar a importância do jogo dentro do processo de ensino e aprendizagem da Educação Física. Como objetivos específicos; Observar o valor Pedagógico do Jogo; Lançar um olhar Reflexivo sobre os jogos e a Educação Física. Analisar o Paradigma Quebra-cabeça e Educação Física. Com o tema e os obj

    Por: Walderclaudio Nascimento Santosl Educação> Ensino Superiorl 16/08/2009 lAcessos: 10,804 lComentário: 2

    É através da brincadeira que o ser humano interage com os outros e com o seu meio. Essa interação proporciona o conhecimento da própria realidade. Considerando o anteriormente exposto, pode se concluir que a brincadeira contém as tendências do desenvolvimento intelectual de descobertas e relações.

    Por: Walderclaudio Nascimento Santosl Educação> Ensino Superiorl 16/08/2009 lAcessos: 11,128

    Esta pesquisa, analisou a leitura do livro paradidático desenvolvida na Escola de Ensino Fundamental Senador Carlos Jereissati, tanto no seu significado quanto a sua aplicabilidade. O presente estudo foi desenvolvido a fim de se entender como lidar com o conhecimento através do livro paradidático, necessário e indispensável à formação dos alunos. A escolha de trabalhar com o tema surgiu por se observar que a maioria dos educadores trabalham a leitura de forma mecânica e desvinculada da realidade

    Por: Walderclaudio Nascimento Santosl Educaçãol 16/08/2009 lAcessos: 12,143 lComentário: 2

    O objetivo primordial deste texto é lançar um olhar reflexivo sobre a importância da ação pedagógica do professor que atua nas salas de aceleração da aprendizagem. Onde iremos refletir um pouco sobre o abismo que separa as aulas planejadas sem significado para a vida do educando e a importância dos paradigmas: ação docente, conteúdo e realidade. O texto abaixo foi desenvolvido a partir das experiências educacionais de pesquisadores em salas de Aceleração da Aprendizagem.

    Por: Walderclaudio Nascimento Santosl Educação> Ensino Superiorl 03/10/2008 lAcessos: 29,534

    Neste relato de experiência exitosa lançou-se um olhar reflexivo sobre a avaliação da aprendizagem como parte do processo ensino aprendizagem que tem por fim, garantir a qualidade, verificar a fidelidade da execução dos pressupostos pedagógicos e dos objetivos que determinam a proposta metodológica, verificar o conhecimento que está sendo produzido e assimilado pelo aluno, na sua intensidade e na maneira que isso ocorre. Diante dessas observações que transitam em torna de avaliação educacional.

    Por: Walderclaudio Nascimento Santosl Educação> Ensino Superiorl 03/10/2008 lAcessos: 1,376

    RESUMO Neste artigo lançou-se um olhar reflexivo sobre O Papel da Avaliação da Aprendizagem Aplicada na Região da CREDE 07, nas escolas que compõem os municípios de Canindé, Caridade, Paramiti, Itatira e Santa Quitéria. A presente pesquisa surgiu da necessidade de refletirmos sobre a importância da avaliação no processo de ensino-aprendizagem, onde avaliar seja um ato desenvolvido de forma processual, contínuo e diário.

    Por: Walderclaudio Nascimento Santosl Educação> Ensino Superiorl 03/10/2008 lAcessos: 93,410 lComentário: 3

    Comments on this article

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    Railda 15/10/2011
    Maravilhoso esse blog, estou trabalhando com a turma do 9ª ano, e esse blog clareou minhas ideias referente à leitura.Parabéns Wanderclaudio.
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    EMANUELA ROCHA 29/10/2010
    QUE BOM ENCONTRAR ESTE BLOG. COMECEI A LECIONAR A POUCOS DIAS NUMA ESCOLA PERTO DE MINHA CASA. ESTOU CHEIA DE DÚVIAS E MEDOS.
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    SHARLENE SERRA 03/06/2010
    A leitura é o ponto de partida para todo aprendizado. E para as crianças a literatura infantil é a ponte para muitos conhecimentos, no entanto, ressalto que o professor é a parte primordial para que este processo aconteça.
    Aproveito a oportunidade para divulgar meu trabalho literário. no site www.bienaldolivrosp.com.br na parte de pré-lançamento. estarei na Bienal do livro em são paulo agosto de 2010. stand da EDUCOM-projetos educacionais e comunicação visual. espero todos vocês que acreditam na literatura como forma de aprendizagem. abraços, sharlene serra
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    JAQUELINE MARTINS 15/11/2009
    Fiquei feliz ao encontrar uma materia sua. Um abraço, continue sempre assim !!! Jaqueline Martins
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