Violência Nas Salas De Aula

03/04/2009 • Por • 4,768 Acessos

VIOLÊNCIA NAS SALAS DE AULA

A falta da educação doméstica contribui para o aumento da agressividade escolar.

 

Nos dias atuais, a violência nas escolas é uma realidade vivenciada tanto por profissionais da área, como pelos próprios estudantes. Todos os dias lemos notícias de agressões praticadas dentro do âmbito escolar, e parece que nada é feito para modificar essa situação. Em Salvador, além de episódios envolvendo alunos contra professores, há também casos de agressões entre os próprios jovens.

 

Quando se fala de educação pública no Brasil a primeira imagem que surge na mente é de um sistema educacional em degradação. Professores sem valorização, como consequência, sem dedicação. Alunos sem motivação. O ambiente escolar, antes considerado lugar protegido, hoje inspira insegurança entre alunos, professores e diretores, prejudicados com a violência praticada dentro ou no entorno das unidades. A escola deve ser vista como extensão do lar. Com a missão de ensinar, formar, informar e construir uma sociedade mais solidária, justa e humana, ela é a esperança e certeza de dias melhores. A escola é um espaço sagrado, onde as famílias veem como um local onde seus filhos irão aprender, crescer, evoluir e adquirir capacidades para enfrentar a vida, entretanto, devido à perda dos valores necessários para a formação dos indivíduos, ela está reduzindo-se a apenas um local para demonstração da agressividade.

 

Um dos principais motivos para a ocorrência de casos de violência em salas de aula é a falta de educação domestica. Quando os pais não impõem limites para os filhos desde criança estão contribuindo para formar um indivíduo que não respeitará normas e convenções, e, principalmente o outro. A constatação da necessidade de se impor limites é reconhecida pela pedagogia e pela psicologia como instrumentos para a formação equilibrada do jovem e uma contribuição fundamental para o futuro adulto.

 

A violência escolar já ultrapassa os limites das classes sociais, das faixas etárias e dos portões das instituições de ensino. Nas faculdades, os trotes violentos demonstram a falta dos valores impostos pela família. Os jovens se tornam agressivos cada vez mais jovens, chegando a ser crianças na maioria das vezes, e o tráfico de drogas entra nas escolas sem pedir licença, impondo as regras e arrebanhando todas as ovelhas que puder.

 

A escola não é lugar de praticar sexo, violência, vícios, uso e tráfico de drogas nem de fomentar desunião, ressentimentos e ódio. Não podemos aceitar a banalização da violência, como se fosse uma coisa normal, natural, como se fizesse parte inevitável da vida em sociedade. Naturalmente, isso contribui para a destruição da educação e para a redução das expectativas dos jovens acerca do mundo em que vivem.

 

 Cabe aos governantes oferecer condições dignas de trabalho aos educadores, valorizando e estimulando esses profissionais; cabe aos pais, cuidar mais dos filhos orientando e educando com os limites necessários, e cabe à comunidade uma integração cada vez maior no ambiente escolar e na participação efetiva nos debates para a solução dos problemas relacionados à educação.

 

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edna ferreira

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