A importância da família no convívio escolar

Publicado em: 20/01/2013 |Comentário: 0 | Acessos: 968 |

1 INTRODUÇÃO

A relação de pais e professores é uma colaboração na formação do ser humano. Dessa forma, as iniciações das pessoas na cultura, nos valores e nas normas da sociedade começam na família. Para que o desenvolvimento da personalidade das crianças seja harmonioso é necessário que seu ambiente familiar traduza uma atmosfera de crescente progresso educativo. Todavia, nota-se que todas as instituições e especialmente a escola deve não só apoiar e respeitar os esforços dos pais e responsáveis pelos cuidados, atenção e educação das crianças, e que devem também colocar-se em posição efetiva de gerar iniciativas dirigidas à elevação e aprimoramento social e educacional de seus educandos e respectivas famílias.

A presença da família na escola serve para dar suporte ao professor, demonstrar um compromisso dos pais para com a educação de seus filhos, fazendo com que o professor sinta-se mais compromissado com a educação, uma vez que os pais dos alunos vão à escola cobrar uma melhor metodologia para o ensino de seu filho.

A inter-relação família-escola e escola-família de forma mais estreita significa construir e desenvolver comunidades nas quais pode-se satisfazer necessidades básicas ao aspirar uma melhor qualidade de vida para as gerações futuras. Mas para isso, precisa-se não só aprender sobre os princípios de convivências comunitárias, como também exercitar esses princípios por meio de relações mais frutíferas e compromissadas com o desenvolvimento educacional e social do educando. É partindo daí que o presente artigo pretende discorrer sobre a família na escola, o papel social da escola e refletir sobre a importância da família no convívio escolar, entendendo assim, qual a contribuição que a mesma exerce na formação de cidadãos com personalidade e caráter proficiente, capaz de se desenvolver-se intelectualmente nos meios ao qual está inserido.

2 A FAMÍLIA NA ESCOLA

 A família é constituída basicamente por um grupo de pessoas ligadas por laços de casamento ou parentesco (pai, mãe, filho), onde o pai, como chefe de família e a mãe como sua adjuntora tem o papel de cuidar dos seus estirpes, zelando da sua conduta moral, social, intelectual e educacional, mostrando-lhe as diretrizes da sociedade à qual pertencerá. Com quanto, no processo educativo a família deve estar unida para dar suporte tanto ao filho como à escola, para que seja desempenhado um bom relacionamento no processo ensino aprendizagem.

No mundo escolar, encontra-se todo o tipo de pai. O pai atento e preocupado, que vai à escola com regularidade, que participa nas reuniões de pais, nas atividades da escola; o pai que só vai à escola quando é convidado a ir, que não aparece nas reuniões porque não tem tempo, não participa nas atividades porque considera ser uma perda de tempo; o pai perfeitamente despreocupado com o filho, que não sabe e nem quer saber se está tudo a correr bem na escola, que anda completamente alheado dos problemas do filho; e depois há ainda aquele pai que fica de repente muito preocupado com o seu filho, quando lhe aparece em casa uma participação grave do seu educando, então vai culpar escola pelos desastres cometidos pelo seu filho e claro, não foi essa a educação que lhe deu, tenta justificar-se e ao mesmo tempo fugir de tal desastre.

No entanto, diante da atual realidade social em que a sociedade é acometida, com atos de rebeldia e violência juvenil que reinam em todas as classes sociais e que acabam por se infiltrar nas escolas, diante da dificuldade organizacional por que passam as instituições públicas, por falta de recursos humanos e financeiros, a presença dos pais como voluntários da educação, seria um grande passo em favor da melhoria da qualidade do ensino no Brasil, mas o que realmente seria louvável era se os pais tivessem a preocupação de participar da vivencia escolar de seu filho, indo sempre à escola para conhecer e avaliar a metodologia do professor, dialogar com o mesmo sobre o comportamento do filho, ajudar os filhos na lição de casa e acompanhá-lo sempre que necessário em suas atividades extraclasse.

[...] a dificuldade da criança em enfrentar seus medos diante de situações novas e desconhecidas, podem ser oriunda da privação afetiva impedindo o prazer em penetrar no mundo das ideias, dificultando novas aquisições (CHAMAT, 1997, p. 86).

A presença dos pais na escola, torna-os membros coadjuvantes da organização escolar, o que implicará em um envolvimento, comprometimento e colaboração com desenvolvimento e expansão da qualidade do ensino. Dessa maneira os mesmos (pais) estarão atentos às dificuldades não só cognitivas, mas também comportamentais dos seus filhos, devendo estar prontos para intervir da melhor maneira possível, visando sempre o bem de mesmo, mesmo que isso signifique dizer sucessivos "nãos" às suas exigências. Em outros termos, a família deve ser o espaço indispensável para garantir a sobrevivência e a proteção integral dos filhos e demais membros, independentemente do arranjo familiar ou da forma como se vêm estruturando (KALOUSTIAN, 1988). Tal iniciativa por parte da família irá incentivar mais ainda a escola para que prime por uma melhor qualidade de ensino.

3 O PAPEL SOCIAL DA ESCOLA

A escola é tida como um estabelecimento de ensino, um conjunto de professores e alunos, onde se reúnem para compartilhar ou desenvolver conhecimentos, métodos e práticas adquiridas ao longo da vida. No entanto, a mesma foi pensada e projetada como uma agência para apoiar e dar suporte à família no século XVII. Porém, da mesma forma que os pais procuravam estabelecimentos comerciais para suprir suas necessidades alimentícias, indumentárias e móveis, também deveriam procurar as escolas para suprir a necessidade educacional dos seus filhos, ou seja, o surgimento da escola se deu para complementar a família, bem como seu relacionamento intelectual e interpessoal.

Muitas escolas conseguiram frear a violência, também, graças à atuação de pais referendando, junto aos alunos, posturas disciplinares, morais, impondo respeito, dando exemplo de luta na própria pessoa, atitudes que acabam por influenciar os filhos e os demais colegas. Eles trazem, ainda, a considerada contribuição de a escola se tornar mais autêntica, mais representativa de sua comunidade, conhecendo, entre outros, as crenças, os valores, o trabalho, alcançando mais claramente a identidade cultural do aluno.

Entretanto, a escola sozinha não é capaz de solucionar os problemas sociais, porque seu objetivo é contribuir com o processo de mudanças significativas para melhorias no meio social; mas para que isso aconteça, faz-se necessário esclarecer o papel da escola, dos pais e comunidade.

O professor não tem o papel terapêutico em relação à criança e sua família, mas o de conhecedor da criança, de consultor, apoiador dos pais, um especialista que não compete com o papel deles. Ele deve possuir habilidades para lidar com as ansiedades da família e partilhar decisões e ações com ela (OLIVEIRA, 2005, p. 181).

Compreende-se que quando a criança apresenta problemas na aprendizagem, a maneira como a família reage, pode tornar-se um agravamento, ou então ajudar em sua recuperação escolar. Pois para Beatriz Scoz (1994, p. 145), "para que se possa ter informações sobre os fatores que interferem na aprendizagem e buscar caminhos adequados para ajudar a criança, é necessário o contato com as famílias". Porém, os pais, independentemente da classe social que pertence, não querem em hipótese alguma, que a escola apenas instrua seus filhos, e sim, que lhes sejam transmitidos valores morais, princípios éticos e padrões de comportamento.

Conforme Szymanski:

A escola, entretanto, tem uma especificidade, a obrigação de ensinar (bem) conteúdos específicos da área do saber, escolhidos como sendo fundamentais para a instrução de novas gerações. O problema de as crianças aprenderem fração é da escola. Família não tem nenhuma obrigação. Por outro lado, professor algum tem de dar "carinho maternal" para seus alunos (SZYMANSKI, 2009, p. 99).

Uma das reclamações comum da escola é a dificuldade em atrair, para si, os pais. Mesmo nas solicitações das reuniões de Pais e Mestres são poucos os que se fazem presentes. Observa-se que um grande fator influente na qualidade do ensino é o ambiente escolar cujo espaço deve ser de proteção para as crianças, adolescentes e até mesmo adultos, que por ela é envolvida com a preocupação de promover o desenvolvimento educativo com qualidade e admiração. As escolas, toda via, são consideradas ambientes desafiadores, compreendendo tarefas didáticas em grupo, individuais, monitoradas por professores, sequências programadas do currículo da escola. Porém a adaptação da criança à escola fica a cargo da qualidade da relação interpessoal da escola.

É interessante observar que, em situações informais de aprendizado, as crianças costumam utilizar as interações sociais como forma privilegiada de acesso à informação: aprendem regras dos jogos, por exemplo, através dos outros e não como resultado de um empenho estritamente individual na solução de um problema. Qualquer modalidade de interação social, quando integrada num contexto realmente voltado para a promoção do aprendizado e do desenvolvimento, poderia ser utilizada, portanto, de forma produtiva na situação escolar (OLIVEIRA, 2005, p. 64).

De acordo com a realidade da atual sociedade brasileira, são vários os fatores que provocam ou motivam um distanciamento entre a família e a escola. No entanto, é papel da escola, promover atividade que estimulem essa aproximação, e, se é que já existia, reativá-la. Outro fator detectado é que algumas famílias as vezes sentem-se desencorajadas ou temerosas de participarem da vida escolar dos filhos por terem escolaridade média baixa, ou seja, em alguns casos por serem analfabetas. E, quando são chamados na escola, essa relação acontece de forma ou maneira forçosa, por algum problema disciplinar, gerando uma situação tensa.

Para que a relação escola/família e família/escola seja ativa, é necessário dispor de estratégias, uma vez que se faz necessário a presença da família em tal ambiente; tal aproximação pode ser atraída por meio de projetos pedagógicos que lhes envolvam. Falar com eles (família) com uma linguagem esclarecida como a escola concebe a educação e planeja seu trabalho pedagógico. Planejar também encontros, reuniões bimestrais coletivas e individuais, além de palestras e oficinas abordando questões pedagógicas, cuidados, festas e passeios, com o intuito de criar laços de amizade entre ambas, sempre estando à disposição para receber críticas e opiniões, pois é dessa maneira que escola e família poderão trabalhar juntas, podendo melhorar suas relações e também buscar soluções em conjunto.

As escolas, adaptando-se aos novos tempos, tem que programar-se para atividades fora das salas de aula. O modelo antigo de educação, com professores só cumprindo o currículo, não satisfaz mais ao aluno e ao conhecimento amplo, diversificado, que o mundo de hoje exige. Ademais, as atividades extraclasses tornam o ensino mais atrativo. Nessas atividades, como nas excursões, a presença dos pais é aspecto valioso para a consecução dos objetivos, permitindo um melhor resultado.

Faz-se necessário que escolas e pais se encontrem, se harmonizem e prosperem juntos em benefício da educação. A escola não é mais uma redoma de vidro; é imprescindível para a sua subsistência que se abra à comunidade, que crie mecanismos de parcerias, que se renove, ajustando-se ao mundo moderno. Nessa sua empreitada, os pais podem tornar-se amuletos, estímulos na abertura de caminhos.

4 A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NO CONVÍVIO ESCOLAR

Todo educador sabe o quanto é importante a participação dos pais dos alunos no desempenho escolar. Todo professor gosta de ter pais cooperativos e atentos ao desempenho escolar dos seus filhos.

Silva (1996) argumenta que a comunidade tem um papel importante na construção da autonomia da escola pública, porque essa ocorrerá na medida em que a escola esteja a serviço dos interesses autênticos da população. Já Paro (1997), por outro lado, argumenta que a ausência da comunidade na escola pública torna mais difícil a avaliação do ensino oferecido. Os pais e os alunos, como usuários da escola, são capazes de apontar problemas e dar sugestões para a resolução dos mesmos. Embora o autor considere que a simples execução de tarefas (participar na organização de festas, rifas, etc.) possa ser o início de um processo de participação mais crítica na escola, argumenta que é necessário efetivar a partilha do poder, possibilitando à comunidade participar na tomada de decisões. Complementando essa ideia, Estevão (2003) afirma que a participação dos pais nas escolas não deve ser encarada como sendo debilidade, último recurso quando as coisas não andam bem (mau comportamento ou notas baixas), ou como necessária apenas nos eventos festivos promovidos pelas escolas. No entanto, a interação deve ser encarada como sendo uma possibilidade de enriquecimento mútuo e de ampliação do espaço democrático na escola.

O acompanhamento das atividades escolares dos filhos pelos pais, parece ser um importante recurso que a escola poderia ou pode valer-se para atender e amenizar histórias de problemas escolares. Ainda que haja índices frequentes de que algumas das causas das grandes dificuldades de aprendizagem encontradas pelos alunos estejam situadas no seio familiar, tais como: dificuldades conjugais, psicopatologias parentais, estresse do dia a dia, dentre outros, cujo reconhecimento há também de que o envolvimento e auxílio dos pais ao aluno em casa pode ser um fator determinante do sucesso escolar. É por isso que Fehrman (1987) ponta que o envolvimento dos pais tem um efeito direto e positivo nas notas dos filhos e um efeito significativo também no tempo que as crianças desprendem fazendo tarefas escolares em casa, tendo também um efeito indireto positivo nas notas alcançadas por estas crianças.

Em relação ao melhoramento do envolvimento dos pais na vida escolar, Maimone (2001) e Jesse (1995), apontam que a definição sobre essa relação é muito variada. De acordo com os autores alguns estudos indicam o envolvimento parental para a realização escolar como "o grau em que os pais participam das atividades associadas à vida escolar do filho", principalmente nas tarefas e trabalhos escolares, verificando sempre o caderno do filho; dessa forma, o mesmo estará contribuindo com um bom desempenho escolar de seu filho, sem deixar de enfatizar as visitas regulares à escola, para saber como está o comportamento do filho. Com essas atitudes estará demonstrando parceria com a escola e preocupação com a aprendizagem de seu filho.

O processo ensino aprendizagem da criança começa em casa, junto à família e, em conjunto com a escola, (que é a responsável por dar continuidade a esse processo), irão instruir a criança durante toda sua vida, porque a escola sozinha não conseguirá moldar o comportamento da criança, mas a presença da família no ambiente escolar favorecerá o grande desenvolvimento educacional da criança. De acordo com Lançom (1980, apud Bock, 1989, p. 143):

[...] a importância da primeira educação é tão grande na formação da pessoa que podemos compará-la ao alicerce da construção de uma casa. Depois, ao longo da sua vida, virão novas experiências que continuarão a construir a cada/indivíduo, relativizando o poder da família (BOCK, 1989, P. 143).

De acordo com o autor, se a família cuidar em dar uma boa educação ao seu filho, e, cuidar disso bem cedo, o mesmo não dará trabalho na escola e nem na sociedade, pois essa é uma questão que merece, por parte de todos os envolvidos, uma reflexão, não só profunda, mas também crítica. Portanto, também não se pode continuar ignorando a importância fundamental da família na formação e educação das crianças e adolescentes, de maneira que contribua grandemente com o processo de ensino aprendizagem dos mesmos em conjunto com a escola.

A presença da família na escola é importante para dar força e sustentação ao docente. Entretanto, faz-se necessário analisar a sociedade moderna quanto a essa questão, observando-se que uma das mudanças mais significativas quanto à presença da família na escola, é a forma como a mesma se encontra estruturada. Aquela família tradicional, constituída de pai, mãe e filhos tornou-se uma raridade; pois com as separações e novos casamentos, aquele núcleo familiar mais tradicional tem dado lugar a diferentes famílias vivendo sob o mesmo teto que consequentemente afetará a educação do filho, seu nível de aprendizagem, seu comportamento e relacionamento interpessoal na escola e também no seio social, que é refletido pela vivência familiar que não é sadia e harmoniosa.

De acordo com Paro,

a escola deve utilizar todas as oportunidades de contato com os pais, para passar informações relevantes sobre seus objetivos, recursos, problemas e também sobre as questões pedagógicas. Só assim a família irá sentir-se comprometida com a melhoria da qualidade escolar e com o desenvolvimento de seu filho como ser humano (1997, p. 30).

Em se tratando da importância familiar no convívio escolar, não há como não citar o mestre Paulo Freire, quando diz:

 A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Se a opção é progressista, se não está a favor da vida e não da morte, da equidade e não da injustiça, da convivência com o diferente e não de sua negação, não se tem outro caminho se não viver a opção que se escolheu. Encarná-la diminuindo, assim, a distância entre o que se diz e o que se faz (1999, p. 18).

 Essa visão, certamente, contribui para que seja visto com maior clareza o que se pode fazer quanto à relação da família com a escola no conjunto do movimento social. No entanto, as ações de caráter pedagógico que as escolas podem dirigir para favorecer às famílias devem fazer parte de seu projeto, mas, para que isso aconteça, é fundamental que as ações em favor da família sejam desenvolvidas e presididas pelos princípios da convergência e da complementariedade que rege e apoie a relação da família com a escola, norteado pais e professores quanto à aprendizagem dos filhos.

A importância da família no convívio escolar está na necessidade que há da escola e família encontrarem-se, harmonizarem-se e prosperarem juntos em benefício da educação. A escola não é mais uma redoma de vidro; é imprescindível para a sua subsistência que se abra à comunidade, que crie mecanismos de parcerias, que se renove, ajustando-se ao mundo moderno. Com quanto, a escola não pode e nem deve desprezar a colaboração da família; precisa afastar-se do autoritarismo, do semblante monopolista do passado, da posição equidistante, e só chamar os pais para relatar aspectos negativos, faltas cometidas ou baixo rendimento escolar do filho. Ela precisa, sabiamente, aprender a trabalhar com a diversidade, com a pluralidade de concepções e de ideias, enriquecendo-se com a troca e com o diálogo familiar.

Se a família é assídua na escola, saberá entender e rever seus conceitos como cidadãos e participantes da escolarização de seus filhos, tais como:

  • Visitar a escola do filho sempre que puder;
  • Observar se as crianças estão felizes e cuidadas no recreio, na hora da entrada e da saída;
  • Conversar com os professores;
  • Perguntar como seu filho está nos estudos;
  • Pedir orientação, caso o filho esteja com alguma dificuldade na escola;
  • Procurar saber o que podem fazer para ajudar, conversando também com a direção e as outras pessoas da escola.

A criança cuja família participa de forma direta do convívio escolar, apresenta um desempenho superior em relação à que os pais estão ausentes do seu processo educativo. Ao conversarem com o filho sobre o que acontece na escola, cobrarem dele e ajudarem a fazer o dever de casa, falarem para não faltar à escola, tirar boas notas e ter hábitos de leitura, os pais estarão contribuindo para a obtenção de notas mais altas e relativamente, contribuindo com o desenvolvimento educacional do mesmo.

4.1 Qual a Relação da Família com a Escola?

A família, juntamente com a escola, forma uma espécie de equipe, onde uma supre a necessidade e/ou falha da outra. Porém, é fundamental que ambas sigam os mesmos princípios e critérios, bem como mesma direção em relação à educação da criança, que, no processo ensino aprendizagem, necessita tanto de apoio como incentivo de ambas as partes.

Mesmo tendo objetivos em comum, visando qualificar a educação do indivíduo, "cada uma deve fazer sua parte para que atinja o caminho do sucesso, que visa conduzir crianças e jovens a um futuro melhor" (CAIADO apud BERTRANO, 1999). O ideal seria que a família e a escola traçassem as mesmas metas de forma simultânea, propiciando ao aluno uma segurança na aprendizagem, de forma a criar cidadãos críticos, capazes de enfrentar a complexidade de situações surgidas na sociedade.

Assim sendo, é grande a importância e contribuição da escola e família na educação do discente, sendo que ambas podem contribuir com esse processo de diversas maneiras, propiciando, assim, o desenvolvimento pleno, respectivamente, dos seus filhos e efetivamente dos seus alunos.

Quanto à família, pode contribuir da seguinte maneira:

  • Selecionar a escola, baseado em critérios que lhe garanta a confiança de forma como ela procede diante de situações importantes;
  • Dialogar com o filho sobre o conteúdo que está vivenciando na escola;
  • Cumprir as regras estabelecidas pela escola, de forma consciente e espontânea;
  • Deixar o filho resolver por si só, determinados problemas que venham a surgir no ambiente escolar, em especial na questão de socialização;
  • Valorizar o contato com a escola principalmente nas reuniões e na entrega de resultados podendo se informar das dificuldades apresentadas pelo seu filho, bem como seu desempenho.

À escola cabe:

  • Cumprir a proposta pedagógica apresentada para os pais, sendo coerente nos procedimentos e nas atitudes do dia a dia;
  • Propiciar ao aluno liberdade para manifesta-se na comunidade escolar, de forma que seja considerado como elemento principal do processo educativo;
  • Receber os pais com prazer, marcando reuniões periódicas, esclarecendo o desempenho do aluno e, principalmente, exercendo o papel de orientadora mediante as possíveis situações que possam vir a necessitar de ajuda;
  • Abrir as portas da escola para os pais, fazendo com que eles se sintam à vontade para participar de atividades culturais, esportivas, entre outras oferecidas pela instituição, aproximando o contato entre família e escola.

Dessa maneira e com esses procedimentos é que se observa um compromisso e preocupação com a qualidade e responsabilidade com a aprendizagem do educando, tanto por parte da família como também da escola. Porém, a parceria da família com a escola sempre será fundamental para o sucesso da educação de todo e qualquer indivíduo, portanto, pais e educadores necessitam ser grande e fieis companheiros nessa nobre caminhada da formação educacional do ser humano. Por outro lado, a participação da família e da escola no processo educativo visa conhecer a criança, ou seja, no sentido progressivo e mútuo, comprometimento em auxiliar e orientar os pais e professores na busca de uma compreensão mais ampla da criança (BRASIL, 1990). Acredita-se que esta relação entre pais e professores contribui para que todos se sintam colaboradores e interessados em oferecer a melhor educação para a criança.

Por outro lado, a escola apresenta sua forma de trabalho para facilitar a compreensão e desenvolvimento do indivíduo (criança), que são as formas individuais, que serve para conhecer melhor a família do aluno bem como seu modo de vida, o sistema de educação da criança (BRASIL, 1990); para estabelecer a compreensão mútua e a confiança necessária, os professores podem utilizar formas, ou seja, maneiras diversificadas para trabalhar a ludicidade, podem ser mais dinâmicos e coerentes, deixando os alunos mais à vontade e relaxados, uma vez que o contato contínuo com o aluno permite-lhe conhecimento educativo progressivo, ajudando os pais na tranquilização dos mesmos a verem com segurança a permanência dos filhos na escola e com um auto índice de desenvolvimento educativo, que respalda no relacionamento interpessoal e familiar. Ai assim, é que se dá a importância da parceria da família com a escola.

4.2 A Parceria Escola e Família

As vivências na docência e a reflexão sobre a prática pedagógica, juntamente com os momentos de maior intercâmbio com a família, vinculados à constituinte escolar compõem, ou seja, compreende a relação existente entre o envolvimento da família com a vida escolar e a aprendizagem discente, como um pressuposto para um melhor desenvolvimento escolar. Entretanto, é a família que reflete os problemas da sociedade, bem como a presença ou ausência de valores nos diversos contextos humanos (escola, grupo de pares, associações) desse modo ou maneira, é importante que a relação social familiar contribua com o bom andamento /desenvolvimento escolar da criança. Kude (1992), acredita que as crianças mantém uma boa qualidade em sala de aula devido à motivação que vem de casa, ou seja, se os pais dão apoio ao filho em relação à sua conduta escolar, obviamente os mesmos irão refletir isso na sala de aula, junto aos seus colegas, através de comportamento e rendimento na aprendizagem.

Por outro lado, é possível observar que a interação entre família e escola não deveria ser reduzida apenas a reuniões formais e contatos rápidos, mas seria bom que a família acompanhasse de perto (na sala de aula) seus filhos, para ver como os mesmos se portam quando estão distantes de si, bem como seu interesse e participação nas aulas; é lamentável, no entanto, que esses encontros só ocorrem em momentos de maior intercâmbio, nos quais a família não participa efetivamente do cotidiano escolar do filho.

Salienta-se que o fracasso ou sucesso escolar de cada um, é influenciado por diversos fatores, onde o envolvimento da família com a escola é apenas um deles, haja vista que contam também com a cultura familiar, as oportunidades vividas por alunos. No entanto, as expectativas vividas por pais e mães em virtude do futuro dos filhos, são fatores que possivelmente podem cooperar ou não para que crianças e/ou adolescentes estejam sendo motivados a uma ambição escolar, de maneira tal que venha fluir em seu instinto intelectual a necessidade para aguçarem mais e melhores conhecimentos educacionais.

A parceria família e escola, no entanto, contribui para um desenvolvimento social digno, possibilitando a compreensão de que a desigualdade social é um problema a ser resolvido por todos, sendo uma realidade passível de mudanças. Pois nos dias atuais, a escola não pode viver sem a família e a família sem a escola; pensar em educação de qualidade, é necessário ter em mente que a família esteja presente na vida escolar de todos os alunos e em todos os sentidos, ou seja, faz-se necessário uma interação entre escola e família, uma vez que os mesmos formam os primeiros grupos sociais de uma criança.

É em família que uma criança constrói seus primeiros vínculos com a aprendizagem e forma o seu estilo de aprender. Nenhuma criança nasce sabendo o que é bom ou ruim e muito menos sabendo do que gosta e do que não gosta. A tarefa dos pais, dos professores e demais familiares é a de favorecer uma consciência moral, pautada em uma lógica socialmente aceita, para que, quando essa criança tiver que decidir, saiba como e por que está tomando determinados caminhos ou decisões (PAROLIN, 2007, p. 56).

Observa-se que a primeira escola da criança é a família, no entanto a escola é uma instituição que completa a família, que juntas tornam-se lugares agradáveis para uma convivência harmoniosa e com respeito, e nessa convivência uma torna-se dependente da outra, na tentativa de alcançar o maior objetivo, qual seja, o melhor futuro para o filho e educando.

De acordo com as considerações do mestre Paulo Freire:

A educação sozinha não transforma a sociedade sem ela tampouco a sociedade muda. Se a opção progressista, se não se está a favor da vida e não da morte, da equidade e não da injustiça, do direito e não do arbítrio, da convivência com o diferente e não de sua negação, não se tem outro caminho se não viver a opção que e escolheu. Encarná-la, diminuindo, assim a distância entre o que se diz e o que se faz (1999, p. 18).

A educar não é tarefa fácil, exige esforço, conhecimento, paciência e tranquilidade do educador e compreensão por parte da família. Exige também o saber ouvir, saber calar-se durante o processo de ensino aprendizagem, sendo que o medo de magoar e/ou decepcionar deve ser substituído pela certeza de que o amor também é demonstrado como sendo firme no estabelecimento de limites e responsabilidades, fazendo compreensível das crianças, adolescentes e jovens, que seus direitos escolares, vem acompanhado de deveres, e que, para ser respeitado, deve-se também respeitar.

Para Isabel Parolin (2007, p. 61), "a escola é uma instituição potencialmente socializadora". A autora concorda que a mesma abra espaço para o conhecimento, a emoção, informação, respeito às outras verdades, tomadas de consciência e desenvolvimento da autoestima, que só é visível quando o conjunto de possibilidades pessoais desenvolvidas, não impede a pessoa de funcionar e sobreviver em um mundo desafiador, complexo e competitivo.

4.3 O que fazer para trazer os pais para a Escola

Existem muitas atividades escolares que podem ser aproveitadas pela presença dos pais na escola. Eles mesclam o ambiente escolar com o ambiente familiar, passam uma imagem de amor, de solidariedade, de força de trabalho, demonstrando, nessa participação, a intenção de ajudar a construir um mundo melhor, a partir da escola, a partir da sala de aula.

Há várias maneiras de se conquistar os pais, de fazê-los membros coadjuvantes da organização escolar. Iniciativas como festas nas escolas, apresentação de teatro, de coral, competições esportivas, campanhas culturais, excursões, atividades extracurriculares facilitam e favorecem o encontro, que se bem conduzido traz a conscientização dos pais que com essas manifestações vão-se abrindo os espaços em suas rotinas diárias para participar do cotidiano escolar do filho.

A reunião de pais também é um importante instrumento de aproximação entre a família do aluno e a escola. "Não é o único e tão pouco o mais importante dos instrumentos, mas pode ser fundamental para que os pais se aprimorem como educadores dos filhos e compartilhem com os professores e com outros pais, as dificuldades, desafios e soluções da educação" (CAVALCANTE, 1999). Para a autora, a importância das reuniões entre pais e mestres está ligada diretamente ao projeto educativo que a escola adota. Se o trabalho ficar restrito aos conteúdos formais, os professores podem simplesmente prestar conta aos pais do que ensinaram para as crianças. Porém, se o trabalho for mais amplo, as reuniões assumem outros sentidos e podem ter outros objetivos também.

5 CONCLUSÃO

A presença da família no seio escolar é algo intelectualmente racional e eficaz na aprendizagem do aluno, bem como para o desenvolvimento e motivação para o corpo docente que ora representa a escola. Conquanto a formação das estruturas afetiva, emocional e educacional da criança, inicia-se desde o primeiro contato do mesmo com a mãe. A forma como ela cuida é fundamental para a inicialização de uma relação forte e saudável que irá futuramente intervir em suas relações quando adulto.

A importância da família no convívio escolar da criança é algo muito especial, sendo que tanto os professores como as crianças irão se sentir mais segura, com o propósito de levar tal processo (educacional) a sério, esforçando-se (no caso do professor) para melhorar sua didática, retórica e metodologia, de maneira que as crianças agucem mais conhecimentos e com ais facilidades e dinamismo. Já no caso da criança, irá dedicar-se mais às atividades trazidas para casa, porque sabem que os pais têm conhecimento da mesma e não os deixarão brincar antes que a resolva. Nesse caso essa importância dá-se reciprocamente onde um ajuda o outro (escola e família) e quem tende a ganhar com essa relação é apenas o aluno.

Entende-se que a família e a escola precisam buscar estar na mesma sintonia, como se na verdade formássemos uma orquestra onde todos os instrumentos precisam estar em harmonia para apresentarem um belo concerto. Portanto é necessário estar claro que para que aconteça aprendizagem a escola precisa da família, como a família da escola; desta maneira poderemos obter com maior êxito o sucesso no processo de ensino aprendizagem. Os pais precisam conhecer toda a estrutura física, burocrática e humana da unidade escolar, pois é onde seu filho irá passar grande parte da sua vida.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA – Brasília, Distrito Federal, 1990.

BERTRANO, L. A. (org.). Cidadania e Educação: rumo a uma prática significativa. Campinhas: Papirus, 1999.

BOCK, Ana mercês Bahia et al. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. São Paulo: Saraiva, 1989.

CAVALCANTE, Zélia. Dicas para os professores de como aproveitar ao máximo o encontro com os responsáveis pelos alunos. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999.

CHAMAT, Leila Sara José. Relações vinculares e aprendizagem: um enfoque psicopedagogico. São Paulo: Vetor, 1997.

ESTEVÃO, C. Escola e Participação: o lugar dos pais e a escola como lugar do cuidado. Ensaio, vol. 11, nº 41, 2003.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

______________. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 11. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999.

OLIVEIRA, Zilma Ramos de. Educação Infantil: fundamentos e métodos. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2005.

PARO, Victor Henrique. Gestão democrática da Escola Pública. São Paulo: Ática, 1997.

PAROLIN, Isabel. Professores formadores: a relação entre a família, a escola e a aprendizagem. Curitiba: Positivo, 2007.

SCOZ, Beatriz. Psicopedagogia e realidade escolar: o problema escolar e de aprendizagem. Petrópolis: Vozes, 1994.

SILVA, J. M. A Autonomia da Escola Pública: a re-humanização da escola. Campinas, SP: Papirus, 1996.

SZYMANSKI, Heloisa. A relação família/escola. 2. ed. São Paulo: Liber editora, 2007.

KUDE, Vera Maria. A importância da parceria entre a escola e a família no ensino fundamental. São Paulo: Cortez, 1999.

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    aprendizagem

    Comentar sobre o artigo

    Hilton Andrade dos Santos

    A presente obra é uma síntese de tudo que foi aprendido em sala de aula, na disciplina Família e Aprendizagem, onde o trabalho acadêmico foi apenas um meio de desenvolver e aplicar tudo o que foi ensinado pela professora Michele Pereira, UNIABEU, que serviu de mediadora no processo ensino e aluno, por conseguinte ressonou em conceitos imprescindíveis na formação destes discentes em formação técnico e profissional, na área de psicopedagogia. O caso apresentado é real e os nomes foram alterados.

    Por: Hilton Andrade dos Santosl Educação> Ensino Superiorl 02/04/2011 lAcessos: 5,735

    O Presente artigo faz uma análise sobre as relações entre escola e família onde a relação baseiam-se na divisão do trabalho de educação de crianças no envolvimento e nas expectativas recíprocas. Quando se fala na desejável parceria escola–família e convoca-se a participação dos pais na educação, sobretudo pelo dever de casa como estratégia de promoção do sucesso escolar.

    Por: Edlene Maria da Silval Educação> Educação Infantill 26/11/2011 lAcessos: 1,007
    SONIA OLIVEIRA SILVA

    A escola não deveria viver sem a família e nem a família deveria viver sem a escola. Uma depende da outra na tentativa de alcançar o maior objetivo, qual seja, o melhor futuro para o filho e educando e, automaticamente, para toda a sociedade

    Por: SONIA OLIVEIRA SILVAl Educação> Ciêncial 09/07/2008 lAcessos: 630,517 lComentário: 46

    A política educacional recente vem cobrando uma maior participação da família no âmbito escolar por entender que esta, aliada às práticas pedagógicas, poderá auxiliar nas aprendizagens dos sujeitos. A participação da família no contexto da escola desperta nos alunos mais interesse nas atividades e compensação tanto nas dificuldades individuais quanto nas deficiências escolares. Porém, nem sempre isso ocorre, existem famílias que por vários motivos não se mostram presentes na escola de seus filho

    Por: Erica Campos de Souzal Educação> Ensino Superiorl 13/11/2012 lAcessos: 553

    O presente trabalho visa abordar a importância da Interação entre Escola e Família no Processo Pedagógico para uma educação de qualidade, sobre as atuações dos profissionais em educação e o que eles tem feito para que ocorra essa interação e sobre sugestões para que ambas as partes, tanto a escola quanto a família, alcancem um objetivo em comum.

    Por: Arlete Luiza de Souzal Educação> Educação Infantill 02/11/2014 lAcessos: 51

    Trata-se de um texto que produzi para orientar minhas reflexões no 2♂ Painel - Família e Educação Cidadã, no XX ENCONTRO ESTADUAL DE POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO DA EDUCAÇÃO, realizado em fortaleza/Ce. Tema: Escola, Família e Educação Cidadã. Período: 16 a 18/09/2009 2º Painel: Família e Educação Cidadã.

    Por: Francisca Francineide Cândidol Educaçãol 08/12/2009 lAcessos: 2,137 lComentário: 2

    Este artigo fala sobre os fatores que influenciam as dificuldades de aprendizagem, buscando compreender a interferência do sistema escolar, familiar e socioeconômico nos problemas de aprendizagem. A importância de pesquisar tal assunto estar em aprofundar o conhecimento sobre as dificuldades de aprendizagem, assim como ampliar a visão a partir da literatura sobre o tema, proporcionando entendimento das representações e compreensão sobre os problemas de aprendizagem.

    Por: Daniel Soaresl Psicologia&Auto-Ajuda> Auto-Ajudal 26/08/2014 lAcessos: 111
    Antonia Matos

    Este trabalho tem finalidade de fazer uma breve reflexão sobre o papel da escola e da família no processo ensino-aprendizagem, a importância do trabalho conjunto dessas duas instituições tendo objetivos, estratégias e planos de ação conjuntos objetivando o sucesso acadêmico de seus filhos/alunos. Também será analisado o papel do psicopedagogo neste processo.

    Por: Antonia Matosl Educação> Ensino Superiorl 15/10/2012 lAcessos: 1,308

    Na literatura encontram-se várias referências quanto à importância do meio familiar no processo de aprendizagem da criança. A influência do ambiente familiar no aprendizado escolar é amplamente reconhecida. Porém, não se deve atribuir a ela toda a carga de responsabilidade pelo desempenho escolar do aluno.

    Por: Giselle Arruda Marquesl Educação> Ensino Superiorl 23/10/2012 lAcessos: 239
    Simoni Caldeira da Fonseca

    O referente trabalho aborda a importância da gestão escolar para a organização pedagógica da Educação Infantil, pois a criança necessita de todo cuidado específico para sua idade e na escola ela deve encontrar este amparo. O gestor escolar tem a função de proporcionar à criança um ambiente todo aconchegante, colorido, organizado, com atividades permanentes, enfim, tudo o que é necessário para que ela tenha um desenvolvimento adequado.

    Por: Simoni Caldeira da Fonsecal Educação> Educação Infantill 11/12/2014

    COM A INTRODUÇÃO DA CRIANÇA NA ESCOLA INICIA-SE O PROCESSO DE SOCIALIZAÇÃO E COM ELE MUITAS VEZES EMERGEM OS PROBLEMAS DE COMPORTAMENTO. CABE AOS PAIS EM SINTONIA COM A ESCOLA BUSCAR ALTERNATIVAS PARA RESOLUÇÃO DO PROBLEMA, UMA DAS INDICAÇÕES É ATRAVÉS DA ORIENTAÇÃO A PAIS.

    Por: DABDA TAIS BORBAl Educação> Educação Infantill 10/12/2014
    marli frageri

    valorização de calculos na educação infantil sem sequencia logica.Cada criança cria a sua própria estratégia combinatória baseando no raciocínio logico multiplicativo contando sempre em sequencia descontinua ou seja números que para ela e de fácil pronuncia.

    Por: marli frageril Educação> Educação Infantill 04/12/2014 lAcessos: 12

    O presente resumo refere-se aos problemas relacionados a alunos da Escola 29 Novembro que tem problemas de comportamento e aprendizagem porque muitas os pais ou responsáveis não dão a devida atenção.

    Por: Sortineide Navarro Segural Educação> Educação Infantill 04/12/2014

    A musica esta dentro de cada cultura e tradição de um povo, a musica desenvolve vários fatores de uma criança.

    Por: Domingos Paulol Educação> Educação Infantill 04/12/2014 lAcessos: 15

    Compreende-se, que há inúmeras dificuldades dos alunos, relacionadas à capacidade de resolver operações matemáticas. Nesta área, a Discalculia, ganha destaque, pois afeta as condições de desenvolvimento da capacidade cognitiva do aluno, impedindo que tenha melhor construção de ações que facilite sua aprendizagem.

    Por: Soraya Borba E. Serranol Educação> Educação Infantill 03/12/2014 lAcessos: 13
    marli frageri

    a arte de nao esta emde sala mas tambem atraves de brincadeiras e materiais concretos, a criança ja vem de casa com uma bagagem de cpnhecimentos e cabe ao educador completar e enriquecer sua cultura.

    Por: marli frageril Educação> Educação Infantill 03/12/2014 lAcessos: 11
    marli frageri

    melhorias e sugestoes para uma melhor aprendizagem que tenhamos menas evasão nas escolas tudo depende de um excelente desempenho do professor que trabalhe e se dedique a cada educando com muito amor.

    Por: marli frageril Educação> Educação Infantill 03/12/2014
    Ribamar Pinho

    A dificuldade de aprendizagem da Língua Portuguesa nas séries finais do ensino fundamental constitui-se no ato de ler e escrever sempre desempenhando um importante papel muito importante em vários âmbitos da sociedade. Em nossa realidade, quando um indivíduo ingressa no mundo escolar, cria-se em torno dele um verdadeiro circuito de expectativas referentes a organização da leitura e da escrita. Porém, quando se percebe que algo de errado está ocorrendo, que o educando não consegue assimilar as n

    Por: Ribamar Pinhol Educação> Línguasl 09/01/2013 lAcessos: 375
    Ribamar Pinho

    A linguagem pode ser definida como a capacidade de comunicação, ou seja, sistema de signos, sinais, sons, gestos etc., suscetíveis de servirem de comunicação entre os indivíduos. A aquisição da linguagem se dá através de etapas, onde cada uma delas apresenta um momento em que a criança constrói certas estruturas cognitivas. Essas etapas estão divididas em quatro, que são: sensório-motor, pré-operatório, operatório-concreta e operatório-formal.

    Por: Ribamar Pinhol Educação> Línguasl 11/07/2011 lAcessos: 1,230
    Ribamar Pinho

    Língua Portuguesa: O Ensino de Gramática em uma perspectiva Textual, aborda a importância do papel da gramática, em especial na escola, a qual tem sido, muitas das vezes, apegado às regras da gramática normativa. O ensino da gramática apresenta constante problemas, tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio, por se tratar de um ensino muito complexo, que visa o desenvolvimento do educando. A gramática é considerada para os brasileiros, o manual da Língua Portuguesa.

    Por: Ribamar Pinhol Educação> Línguasl 05/07/2011 lAcessos: 3,923
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