A importância da leitura nas séries iniciais. A leitura representa grande poder nas mãos daqueles que apropriam dela, ler é colher conhecimento

Publicado em: 24/11/2011 |Comentário: 0 | Acessos: 7,763 |

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA NAS SÉRIES INICIAIS

     AURILENE FERREIRA BARROS RODRIGUES*,

LIDIANE BARBOSA FERREIRA*,

                

RESUMO

Através da leitura testamos nossos próprios valores e experiências com os outros, a leitura é um dos principais instrumentos para que o indivíduo construa seu conhecimento e aprenda a exercer cidadania, daí a importância de despertar o prazer pela leitura nas crianças das séries iniciais. Esse trabalho deve ser feito em conjunto, pais, criança e professores, cada um desses tem um papel fundamental na construção desse novo leitor. È relevante dizer que pesquisas do mundo todo mostram que a criança que lê desde cedo, principalmente se for acompanhada pelos pais, é beneficiada em diversos sentidos, ela aprende melhor, pronuncia melhor as palavras, desenvolve a criatividade, a imaginação, e adquire cultura.

Palavras-chave: Criança. Estímulo. Leitura. Pais. Professor.

ABSTRACT

Through the reading we tested our own values and experiences with the other ones; the reading is one of the main instruments so that the individual builds its knowledge and learn how to exercise citizenship, of there the importance of waking up the pleasure for the reading in the children of the initial series. That work should be made together, parents, child and teachers, each one of that he/she has a fundamental paper in that new reader's construction. Researches of the whole world show that the child that reads early, mainly if it be accompanied by the parents, it is benefitted in several senses, she learns better, he/she pronounces the words better, it develops the creativity, the imagination, and he/she acquires culture. Márcia Tim Prof.ª off Literature off the Colégio Augusto Laranja off São Paulo says (SP).

Key Words: Reading. Child. Teacher. Incentive. Parents.

     

* Acadêmicas do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia, pela Universidade Vale do Acaraú UVA Amapá, sob orientação da Profª Drª Rosangela Lemos da Silva.

1  INTRODUÇÃO

O presente artigo tem como tema a importância da leitura para as séries iniciais, enfatizando como o professor deve aprimorar suas dificuldades de trabalhar com as diversidades de textos, como despertar o hábito de leitura nos alunos que  encontram-se no processo de alfabetização, para atender as dificuldades que o aluno tem em se interessar pela leitura, outro fator que se destaca são as dificuldades do professor e do aluno em se depararem com leituras de textos que não vem despertar qualquer tipo de estimulo, pois, é vasta a falta de interesse que transparece no indivíduo pela leitura.

Como estender a todos os indivíduos de forma satisfatória o alcance à leitura? Para que se lê? O que deve fazer em classe o professor das séries iniciais? Qual a importância da leitura para a aquisição do conhecimento? Esses são alguns dos questionamentos que nos induziram a escolher este tema imprescindível e que nos motivou a produzir este trabalho.

 Portanto, a leitura possibilita uma boa formação na vida do leitor, pois, sabemos que o mundo vive em constantes mudanças e todos precisam está inseridos nessas transformações, e a leitura funciona como peça fundamental para a construção do saber e de um mundo melhor. De acordo com essa situação é de suma importância que exista professores interessados pela leitura e que venham trabalhar esta prática com os alunos nas series iniciais, porém, este tipo de atividade possibilitará a inserção maior do aluno na sociedade, não como forma de submissão, mas novas formas de ação com eles e para eles, pois, é necessário que aconteça um processo de interação entre o autor e o leitor, da mesma forma entre o professor e o aluno.

 Contudo, é importante ressaltar que ao se trabalhar com textos na sala de aula o professor precisa escolher textos que estejam incorporados no cotidiano do aluno estimulando a curiosidade e abrindo um mundo de exploração e descobertas, fazendo com que eles viajem nesse mundo fantástico, gostoso, maravilhoso, emocionante e envolvente da leitura, além, de acontecerem todos esses episódios a leitura vai desbravando aos poucos seus segredos, seus mistérios e torna-se cheia de suspense.

Através desse processo ela vai adquirindo fontes de conhecimentos e informações, as interações entre o aluno e os textos mostram como é fértil esta construção e a troca de saberes. Portanto, esse trabalho transmite a importância de se ter uma boa leitura nas series iniciais, pois, a criança vai descobrir em si própria o prazer em adquirir o hábito de ler e a importância da leitura para sua vida contínua, mais toda essa descoberta não se dá em poucos minutos precisa-se de tempo para ser revelada.

Daí a importância desta pesquisa em adquirir uma reflexão sobre as questões relacionadas à leitura entre os alunos das séries iniciais. Pretendemos neste trabalho definir a importância da leitura independentemente do que lhe é exigido ao longo de sua formação, contudo, sabemos que é grande o trabalho que a leitura desenvolve em nossas vidas e na vida da criança e observar o hábito de leitura pelos alunos, nos leva crer que a mesma desempenha um papel muito importante na formação profissional e cultural do individuo.

O objetivo dessa pesquisa é analisar a importância da leitura para as séries iniciais, pois, percebemos que homens e mulheres, crianças e adolescente, adultos e velhos estão perdendo ou nunca conquistaram o hábito de leitura. Portanto, existem pessoas que iniciam a leitura de um livro, e poucos são os que conseguem chegar ao fim dessa leitura. Identificar e estimular os pontos positivos de desenvolver a leitura desde cedo. Avaliar o desenvolvimento da leitura com a participação de pais e professores levando em consideração estes objetivos, nossa proposta é intervir para que o olhar do leitor não seja empobrecido, mais que aprenda adquirir novas estratégias de interação com o mundo dos livros. 

Para a realização e desenvolvimento deste artigo, buscamos diversas fontes de estudos como Faria Coutinho, Rodrigues Adrados, Bamberger et all, Gazzaniga,  que relatam a interpretação de textos e a importância de se trabalhar desde cedo à prática de leitura nas crianças que estão no processo de alfabetização.

Sendo a pesquisa qualitativa bibliográfica, escrita, publicada via internet e socializada por meio de mesa redonda, para levar inúmeros conhecimentos a acadêmicos, professores, pesquisadores e em especial á sociedade brasileira e amapaense.

No presente trabalho propôs-se apresentar, Para que se lê? A formação de pequenos leitores. O papel da escola na formação de leitores.

2 PARA QUE SE LÊ?

São inúmeras as perguntas que fazemos em relação à leitura, vários são os questionamentos que se manifestam quando o assunto é leitura, por isso a criança deve está consciente que esse manifesto em sua vida tem grande importância e proveito, é preciso que esteja consciente em que visa à leitura, se é apenas prazer estético ou prazer lúdico, para tanto se sua busca é por conhecimento é preciso ler e fazer suas interpretações para poder se apropriar das ideias que contém no texto a produção do conhecimento hoje não dispensa nossa capacidade de dialogar, pois, o prazer que descobrimos com a leitura nos leva experimentar várias sensações, sendo elas ricas, imaginárias ou misteriosas.

De acordo com Bortone (2008) Ler é uma atividade que requer um controle consciente do processo da mente, de forma que, quanto maior for o nível de proficiência na leitura, maior será a probabilidade de desenvolvimento do pensamento reflexivo.

A leitura representa grande poder nas mãos daqueles que se apropriam dela adequadamente, por isso cabe ao professor das séries iniciais despertarem no aluno o interesse da leitura e prazer, incentivando-os a construírem, com eles, novas possibilidades na produção do conhecimento e a compreensão que o ato de ler vai lhe proporcionar na participação em meio à sociedade, um bom progresso, sendo assim, seus conhecimentos serão ampliados formando um caráter de cidadão crítico e consciente de seus objetivos. Portanto, ler é colher conhecimento, rapidez de raciocínio e tomada de decisões o indivíduo constrói outras séries de relação no mundo e vantagens pessoais.

Podemos declarar que o ato de ler está inserido em nosso cotidiano e tem papel fundamental em nossas vidas, porque frequentemente interagimos com ela, seja nos rótulos que encontramos nos mercados, nos avisos, nas roupas que vestimos, nas ruas, nas propagandas de carros, enfim existem diversos tipos de textos, pois, obtemos informações relevantes no dia-a-dia, às imagens, as palavras servem para orientar e dirigir nossos comportamentos. Portanto, para sairmos do individualismo, tão comum nos dias atuais, precisamos conviver com outros meios de comunicação que estão à desenvolver novas personalidade na ação e reação que provocam em nossas vidas.

2.1 A FORMAÇÃO DE PEQUENOS LEITORES

A leitura é algo bastante amplo em nossas vidas, são instrumentos imprescindíveis para que o aluno possa elaborar conhecimentos, contudo, é preciso ser trabalhada com bastante intensidade com as crianças que estão se preparando para desenvolver seu papel em uma sociedade crítica, pois, acredita-se que a prática da leitura precisa ser despertada desde cedo na criança; precisamos preparar futuros leitores, para vivermos bem informados neste mundo global. Isto não é algo que se dá apenas nos primeiros momentos da vida, mas é um processo que se estende por longo prazo é preciso aprender a ler, pois, uma criança que assiste desenhos animados, canta, participa de atividades variadas, enfim que utiliza várias linguagens tem um horizonte bem mais ampliado e obtém uma visão de um mundo melhor. Para Garcez (2001), o bom leitor evidencia em seu texto suas leituras previas, desvelando autoria e criatividade.

Ler é realmente fascinante, estimula pensamento, transforma nossas idéias cabe ao professor ter boas ações metodológicas ao trabalhar com a leitura na sala de aula, pois, é ele quem vai formar leitores pensantes, contudo, podemos observar como é grande o desafio de muitos educadores em trabalhar com textos e despertar o interesse da leitura no aluno, portanto, os problemas que muitos professores enfrentam para a formação de leitores é grande, formar leitores competentes não é um sonho impossível de acontecer, mais motivar o prazer pela leitura não vem sendo uma tarefa muito fácil é preciso ter um compartilhamento entre o aluno-texto-professor.

Observamos hoje, que muitos professores vêm desenvolvendo hábito de ler nos alunos através da diversidade de bons textos, com o uso dos aspectos tecnológicos. Haja vista que para formar leitores é preciso ter uma união com todos os interessados em resolver esta situação. Pode-se afirmar que indivíduo algum gosta de fazer algo difícil, nem aquilo que não consegue resolver. Por isso, o ato de ler para muitas pessoas se torna muito cansativo passando ter uma barreira no caminho que impede o aluno ter o prazer em ler. Para Kleiman (1989), a leitura é uma atividade cognitiva, tem caráter multifacetado, multimensionado, sendo um processo que envolve percepção, processamento, memória, inferência, dedução.

Ensinar a ler não deve ser um ato obrigatório, pois, de certa forma o aluno se sente aprisionado. No momento em que os procedimentos de formar leitores passam a ser favorável à tarefa de formar aluno leitor se torna mais fácil, pois, é de suma importância que na escola, entre os professores e no meio familiar tenha uma estrutura adequada para dar sentidos a leituras para crianças. Um fato que precisa ser citado é que grande parte dos estudantes de classe sociais de nível baixo, só tem contato com livros a partir do momento que passam a frequentar uma escola, outro fator que distancia o aluno da leitura é que muitas escolas não possuem livros suficiente e tão pouco espaço que venha estimular no estudante o prazer pela leitura. Com isso ele se encontra desestimulado pela falta de contato com o mundo dos livros.

Para despertar na criança o interesse pela leitura, embora não seja uma tarefa muito fácil, precisa-se exigir também a dedicação e participação da família, pois, ela tem sobre a criança o poder de mediação do conhecimento sendo seu espelho. Porém, tem que partir dela o incentivo, pois, os pais são os responsáveis nesse processo de iniciação de leitor mesmo que os meios para a formação dos seus filhos tenham se ampliado muito, os pais são ainda os principais via de agente da aprendizagem das crianças fazendo com que a criança tenha agradáveis leituras e passe ser costumeira, por que são através das historinhas que são lidas pelos pais ao fazer a criança dormir que estes estímulos vão sendo trabalhados. É em casa junto com os pais que a criança vai aprendendo a gostar de ler através do som de sua voz ao fazer a leitura do texto, esta interpretação é importante, pois precisa envolver a criança na historia que está sendo contada a ela e assim desde cedo ela passa a perceber que o livro, a leitura é uma coisa boa e prazerosa de se fazer.

De acordo com Cattani e Aguiar (1988) cabe a escola a formação do desenvolvimento, do habito da leitura e seu papel é tão amplo quanto mais restrito for o da família, condicionando os socioeconômicos. A criança aprende desde cedo com seu meio familiar, por isso jamais a família deverá se descuidar da educação de seus filhos, repassando somente para escola a tarefa de educá-los, de ampliar seus desejos de conhecimentos e também os estímulos pela leitura, porém, os pais são os espelhos do filho.

É conveniente que os pais leiam literaturas infantis para seus filhos quando estão ainda caminhando para serem alfabetizado, pois o interesse pela leitura é algo que o ser humano vai adquirindo com o tempo no processo contínuo de sua vida, junto com o esforço dos pais a criança passa a descobrir as grandes riquezas que existe em um livro e o qual pode lhe proporcionar, é favorável que ele faça parte de seus brinquedos e de suas atividades cotidiana ele precisa estar sempre a seu alcance. Existe família que não apreciam o hábito de leitura e pouco o valoriza, toda essa situação é em decorrência de alguns fatores, como o problema econômico, falta de tempo, pois, muitos pais trabalham e passam a maioria do tempo longe de casa, outro fator que ajuda é que muitos pais são analfabetos nunca chegaram a porta de uma escola por falta de oportunidade, outros é a falta de conscientização que o ser humano tem da importância de se ler, seria ideal que os pais buscassem juntos aos filhos o contato com os textos.

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2.2 O PAPEL DA ESCOLA NA FORMAÇÃO DE LEITORES

A leitura encontra-se em todos ambientes, ou seja, está em vários lugares, lê-se em casa, no banco de uma praça, nas ruas, no ônibus, nas propagandas de lojas etc., são muitos os modelos de leituras que obtemos com diferentes textos, a escola tem por função ensinar a criança a ler e ampliar seus caminhos da leitura, pois, a criança precisa do apoio institucional, de uma boa biblioteca, depende também da habilidade de orientação por parte do professor, pois, cabe a ele ir trabalhando desde as series iniciais com as diversidades de textos.   

O trabalho prático com textos nas séries iniciais ajuda o aluno a interagir com o social, pois, as crianças gostam de contar fatos acontecimentos de seu dia-a-dia e histórias de suas vidas e despertar essa ação na criança são muito importantes. No espaço escolar a criança aprende muitas coisas e aprimora os conhecimentos que trás do meio social e familiar e vão aprimorando seus conhecimentos ao frequentarem as aulas, são inúmeras as atividades em que ela vai relacionar no seu cotidiano escolar e o convívio com outras crianças as levar a fazer trocas de experiências que são carregadas com elas.

A escola antes de tudo tem que criar projetos de leitura, oportunidade para se trabalhar a leitura na escola, tem que haver mudanças profundas no sistema de ensino, um número manejável de aluno na sala de aula, disponibilizar de bons materiais didáticos, um ambiente escolar favorável aos futuros leitores para que os alunos possam se beneficiar ao máximo, é necessário desenvolver sistematicamente essa estratégia, que pode se acrescenta desde as séries iniciais todo esse cortejo facilita melhor o desempenho das atividades do professor.

 Os saberes do professor não são alguma coisa solta, desenraizada, e todo esse saber se dá a partir de uma organização, para despertar o estimulo da leitura no aluno o professor precisa de todo um envolvimento com o mundo da leitura, pois, um professor que não gosta de ler como irá trabalhar nesse contexto com seus alunos, então ele precisa gostar de ler, para com isso despertar o gosto, o prazer da leitura nos alunos. Segundo os PCNs (2001), os alunos precisam de bons modelos de leitores e não é comum o professor realizá-la para seus alunos.

Texto faccioso tem que ter um teor narrativo, ao ser lido para as series iniciais, pois uma criança até seus quatro anos não conseguem fazer uma leitura de um texto, mais já sabe fazer uma leitura das imagens que nele compõe. É preciso nas series iniciais que o professor trabalhe com textos narrativos fazendo as análises da ilustração dos desenhos que vem acompanhando as histórias, pois, esse procedimento tem grande fundamento para uma melhor compreensão do texto. No decorrer da leitura o professor vai descobrindo junto com as crianças áreas que cruzam as ilustrações contidas nos textos, variadas toda essas ilustrações irão despertar na criança a vontade de ter um livro nas mãos.

Em todos os níveis de escolaridade deveria ter um tempo e espaço para o aluno ler, sentir o prazer pela leitura, ler para o seu crescimento conhecer os estilos de determinado escritores e para garantir todas essas qualidades a escola deve possibilitar que o aluno se sinta motivado a aprender, pois, requer um esforço pessoal e é preciso que a escola repasse isso para a criança, que ela veja a leitura um tanto interessante. O professor tem o papel muito importante na formação de futuro leitores e cabe a ele fazer grande esforço para alcançá-lo.

 Porém, pode-se dizer que o professor é o animador em uma sala de aula e o aluno o pesquisador, que vai a busca de informações. Dessa forma podemos ver que a leitura vem exercendo importantes funções, oferecendo aumento da capacidade de formar leitores. Portanto, professor e aluno estão intimamente ligados mais para continuar essa harmonia precisa ter um grande interesse partindo do aluno, pois, nada irá se realizar senão estiverem unidos. Os professores ensinam todos os dias, preparam suas aulas, explicam o que tem de ser aprendido, supervisionam os alunos, checam os resultados, aprendem a conviver com sua classe, modelam e influenciam os comportamentos, portanto, o professor facilita o desempenho do aluno.

3 A AFETIVIDADE COMO MOTIVAÇÃO NO PROCESSO DE LEITURA

Em todos os ambientes, seja ele, escolar, de trabalho, no lazer, na família, deve-se levar em conta aspectos cognitivos e afetivos para que haja implementação de um processo de ensino-aprendizagem. Segundo a teoria cognitivista esse processo se dá na relação do sujeito com o mundo externo e que tem conseqüências na organização interna do conhecimento (Bock 1999, pág.115).

 Essa organização na estrutura cognitiva do que foi aprendido se integra e se processa na memória a partir do armazenamento,onde se faz a retenção da representação mental codificada no sistema nervoso; da recuperação, onde se recorda a informação armazenada, para poder utilizá-la; da codificação, que é a representação mental da informação.

No entanto, apesar de todos esses aspectos cognitivos, é importante frisar o aspecto afetivo nesse processo, pois ele é extremamente essencial para a aprendizagem do aluno, na verdade ele vem em primeiro lugar, pois o aprender depende muito do gostar, ter interesse.

De acordo com Piaget (apud, Bock 1999), a afetividade é uma constante no processo de construção de conhecimento, é ela que de fato vai influenciar o caminho da criança na escolha de seus objetivos. Um dos fatores é que, eventos que produzem reações emocionais mais intensos, têm maior probabilidade de serem armazenados. Na evocação de memórias mais emocionantes, a adrenalina levará a uma liberação de glicose, que entra no cérebro e influencia o armazenamento dos fatos, (GAZZANIGA, 2005). Então, a partir dessa premissa, pode-se concluir que o aspecto afetivo é um facilitador de uma aprendizagem efetiva.

Sendo assim, a leitura depende em grande parte da motivação afetiva, as necessidades e os interesses da criança são mais importantes que qualquer outra razão para que ela se dedique a uma atividade. Os maiores problemas de relações interpessoais se dão no campo afetivo. Quando não há uma interação afetiva entre aluno e professor, provavelmente haverá apenas uma aprendizagem mecânica, porém, quando se dá essa interação, haverá aprendizagem significativa e também se processará a motivação.

Neste aspecto, a UNESCO (1991), também corrobora, pois diz que a afetividade exerce um fator preponderante no processo de ensino aprendizagem, toda criança tem necessidade de ser amada, apreciada encorajada, compreendida e aceita por um adulto atencioso e compreensivo, ou por aqueles que a rodeiam.

 Tendo isso assegurado, ela terá facilidade em desenvolver atitudes autônomas, poderá agir com mais espontaneidade e controle próprio sobre coisas colocadas a sua disposição, sem experimentar um sentimento de opressão, inibição ou constrangimento. Portanto é importante e necessário que o processo de ensino- aprendizagem esteja envolto em um clima de harmonia e confiança.

Sabemos que em todo ambiente, que é permeado por alegria, amor, paz, carinho, atenção entre outros, nos sentimos bem, temos vontade de retornar, e esse processo não é diferente no que diz respeito à leitura, pois a mesma deve ser estimulada e motivada com afetividade, para que a criança sinta prazer ao ler, pois, partindo da leitura a criança novas e diferentes cultura, está sendo formado um leitor com habilidades para ler e interpretar o que lê, e não apenas decodificar caracteres.

Conforme Friedmann, (2006) a afetividade como motivação é um fator que influencia o desenvolvimento. Se ela for significativa, a criança vai se esforçar para desenvolver atividades mais complexas no campo da leitura. Se a criança estiver afetivamente perturbada, sofrerá um bloqueio no desenvolvimento geral, uma vez que os problemas afetivos consumirão suas energias.  Portanto, tendo em vista tantas afirmativas, podemos assegurar que a afetividade como motivação deve fazer parte do processo ou fazer pedagógico do professor.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          

CONSIDERAÇÕES FINAIS                                 

O tema estudado e apresentado neste trabalho nos remete a compreender que a leitura é um processo que se desenvolve por toda vida. Contudo no que se refere aos primeiros anos escolares em que indiciam as atividades relacionadas á alfabetização, o fazer pedagógico precisa de um encaminhamento favorável, observando-se a metodologia que melhor atenda as características do pequeno leitor. No desenvolvimento deste trabalho observamos que muitas são as dificuldades que professores e alunos enfrentam quando o assunto é leitura.

Contudo, formar leitores competentes não é um sonho impossível de se concretizar, ele está cada dia mais real, motivar o prazer pela leitura não é uma das tarefas mais fáceis, todavia, é uma das mais gratificantes que se possa conquistar ao longo da carreira de leitor.

Portanto, acreditamos que novos e melhores trabalhos devam ser feitos, projetos que envolvam a leitura, produção de livros literários a respeito desse tema, pois acreditamos que a leitura ainda vai ganhar muitos horizontes e mais importância no cenário social e educacional.

A Pesquisa pautada na hipótese e nos objetivos é verdadeira, pois nos leva a acreditar que a leitura nas séries iniciais é de grande relevância para a maturidade cognitiva e para o desenvolvimento educativo.

Segundo o MEC a leitura desenvolve o repertório, liga o senso crítico na tomada, amplia o nosso conhecimento em geral, aumenta o vocabulário, estimula a criatividade, emociona e causa impacto, muda sua vida e facilita escrita.

Sugerimos, portanto, que sejam realizadas outras pesquisas: A função educacional da leitura; Desenvolvimento de argumentação através da leitura; A historicidade da leitura, acerca do assunto trabalhado, pois entendemos que a leitura é de fundamental importância para o processo de ensino-aprendizagem. 

                                               

REFERÊNCIAS

ADRADOS, F. R. Lingüística estrutural. Gridos, 1972.

BANBERGER, R. Como incentivar o hábito de leitura. 4ª ed. São Paulo: Ática, 1988.

BOCK, M. B. A. Psicologias: Uma Introdução ao Estudo de Psicologia. Ed. Saraiva, 1999.

BORTONE, M. E.  MARTINS, C. R. A construção da leitura e da escrita do 6° ao 9° ano do ensino fundamental, 2008.

FRIEDMANN, A. O desenvolvimento da criança através do brincar. São Paulo: Moderna, 2006.

GARCEZ, L. H. Técnicas de redação: o que é preciso saber para escrever bem. São Paulo: 2001. 

GAZZANIGA, M.S. ET al. Ciência Psicológica: Mente, Cérebro e Comportamento. Porto Alegre: Artmed, 2007

WWW.WEBARTIGOS. Com/ anexos/ importância- leitura- séries iniciais, doc.

CITADOR. Weblog.com. PT/arquivo

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                     

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    O presente artigo discute a importância da participação da família no processo educacional da criança na Educação Infantil. O artigo desenvolvido tem como objetivo discutir a importância da família na educação da criança, tanto no ambiente social da escola como no ambiente familiar, focalizando assim, o papel da família nesse processo.

    Por: Sandra Maria dos Reis Bernardol Educação> Educação Infantill 26/09/2014 lAcessos: 48
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