A importância de uma prática pedagógica lúdica na educação infantil

Publicado em: 08/02/2012 |Comentário: 0 | Acessos: 13,750 |

Introdução

 A presente pesquisa monográfica tem por finalidade conscientizar o educador de que os problemas referentes à educação infantil podem estar relacionados aos métodos de ensino e a solução pode ser uma prática lúdica e prazerosa.

Observa-se que os docentes, atualmente necessitam da utilização do lúdico na educação infantil, pois ao apartar o espaço adulto do infantil, e ao diferenciar o exercício da brincadeira, encontra-se a importância da criança que brinca e joga para a construção da sua conduta.

 A decorrência do lúdico começou a ser investigada por renomes que evidenciaram que ela está elencada a metacomunicação, ou seja, a probabilidade da criança entender o pensamento e a linguagem do outro. O brincar e jogar relaciona-se com a cognição e o seu potencial para interferir no desenvolvimento infantil podendo ser considerado um instrumento para a construção do conhecimento do aluno.

A escola deve ser facilitadora da construção da aprendizagem através de atividades lúdicas favorecedoras do processo de aquisição de autonomia de aprendizagem. Entretanto, o saber escolar deve ser valorizado pela sociedade para que a cognição dos educandos seja construída através de um aspecto dinâmico e criativo por meio de jogos, brinquedos, brincadeiras e musicalidade.

O professor deve usar desses recursos pedagógicos para inserir conteúdos no seu plano de aula em momentos oportunos, para que as crianças possam desenvolver o seu raciocínio e construir o seu conhecimento de forma descontraída.

As atividades lúdicas facilitam tanto o progresso de sua personalidade integral da criança como, como o avanço de cada uma de suas funções psicológicas, intelectuais e morais.

A escola deve partir de exercícios e brincadeiras simples para incentivar a motricidade e as habilidades normais da criança em um período de adaptação para, depois, gradativamente complicá-los um pouco possibilitando um melhor aproveitamento geral.

Com as atividades lúdicas, espera-se que a criança desenvolva a coordenação motora, a atenção, o movimento ritmado, conhecimento quanto à posição do corpo, direção a seguir e outros; participando do desenvolvimento em seus aspectos biopsicológicos e sociais; desenvolva livremente a expressão corporal que favorece a criatividade, adquira hábitos de práticas recreativas para serem empregados adequadamente nas horas de lazer, adquira hábitos de boa atividade corporal, seja estimulada em suas funções orgânicas, visando ao equilíbrio da saúde dinâmica e desenvolva o espírito de iniciativa, tornando-se capaz de resolver eficazmente situações imprevistas.

Tais questões poderão ser contempladas na elaboração deste projeto, que certamente encontrará um novo caminho para reorientar suas práticas pedagógicas: como o processo lúdico influencia na aprendizagem das crianças na alfabetização?; Quais as dificuldades encontradas pelo professor diante da utilização dos jogos em cada sala de aula?; Quais os benefícios das atividades lúdicas em uma escola tradicional?

Sendo assim a presente monografia foi organizada em quatro capítulos, que são:

Capítulo I – O lúdico na educação infantil segundo a perspectiva dos teóricos;

Capítulo II – Metodologias lúdicas envolvendo educação emocional no cotidiano escolar;

Capítulo III – O lúdico na construção da aprendizagem; e,

Capítulo IV – O jogo inserido na prática pedagógica.

Esta pesquisa tem como objetivo geral, refletir a importância da ludicidade na prática pedagógica como facilitador do ensino, aprendizagem do aluno na alfabetização e, como objetivos específicos, identificar e analisar as necessidades existentes dentro da escola para implantar a cultura do lúdico; reconhecer as dificuldades encontradas pelo professor diante da utilização dos jogos em sala de aula e; apontar os benefícios das atividades lúdicas em uma escola tradicional.


CAPÍTULO I  O lúdico na educação infantil segundo a perspectiva de teóricos.

A compreensão de criança é uma noção erigida e invariavelmente que vem mudando ao longo dos tempos, não se apresentando de forma igual nem  numa mesma sociedade e tempo.

                Boa parte das crianças brasileiras enfrentam um cotidiano bastante adverso do que é esperado para a vida de uma infantil. A fome, as precárias condições de vida, o trabalho infantil, o abuso e exploração por parte de adultos, têm sido um cenário comum pra muitos.

Entretanto, existe um grupo de crianças que são protegidas de muitas maneiras, recebendo de suas famílias e da sociedade em geral cuidados necessários ao seu desenvolvimento. O Estatuto da Criança e do Adolescente (1990, p.912) expressa no caput do art. 53, que:

A criança e o adolescente tem direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho,...

 

O mesmo artigo em seus incisos I ao V, assegura-lhes:

I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

II – direito de ser respeitado por seus educadores;

III – direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer a instâncias escolares superiores;

IV – direito de organização e participação em entidades estudantis;

V – direito à escola pública e gratuita próxima de sua residência.

A criança possui direitos mesmo antes do seu nascimento, entretanto nem sempre estes são concedidos. As dificuldades se fazem presentes e por muitas vezes atrapalham o processo de ensino-aprendizagem.

Diante de todo o pluralismo encontrado nas escolas, há de se considerar a necessidade de práticas pedagógicas diferentes e lúdicas, que prendam a atenção dos educandos, principalmente na educação infantil, que é o segmento que servirá de pilar para o contínuo processo educacional que ficará estabelecido dali em diante.

O lúdico está presente em toda faze da vida dos seres humanos, sendo essencial para sua existência, fazendo-se presente e acrescentando um elemento mister na inter-relação social e possibilitando o desenvolvimento da criatividade.

Cada teórico tem sua própria forma de ver o processo de construção do lúdico, se tomarmos como modelo a doutrina de DANTAS (1998, p. 111) "o termo lúdico refere-se à função de brincar (de uma forma livre e individual) e jogar (no que se refere a uma conduta social que supõe regras)".

De acordo com  Andrade e Sanches, 2005: "o jogo é como se fosse uma parte inerente do ser humano, sendo encontrado, na Filosofia, na Arte, na Pedagogia, na Poesia (com rimas de palavras), e em todos os atos de expressão."

A habilidade de brincar desenvolve nos educandos um ambiente para resolução das dificuldades que as rodeiam.

[...] A educação lúdica é uma ação inerente na criança e aparece sempre como uma forma transacional em direção a algum conhecimento, que se redefine na elaboração constante do pensamento individual em permutações constantes com o pensamento coletivo. [...] (ALMEIDA, 1995, p.11)

Para Vygotsky (1984), o ato de brincar possui um papel de grande relevância na constituição do pensamento infantil. Para este teórico é brincando e jogando, que a criança desvenda sua situação cognitiva, visual, auditiva, tátil e motora, além do jeito ao qual aprende a entrar em uma relação com eventos, pessoas, coisas e símbolos.

É a partir da brincadeira que, a criança constrói o seu próprio pensamento. De acordo com as perspectivas de Vygotsky a elocução, possui respeitável função no alargamento cognitivo da criança na medida que sistematiza seus conhecimentos, colaborando na disposição dos processos em curso.

... a brincadeira cria para as crianças uma "zona de desenvolvimento proximal" que não é outra coisa senão a distância entre o nível atual de desenvolvimento, determinado pela capacidade de resolver independentemente um problema, e o nível atual de desenvolvimento potencial, determinado através da resolução de um problema sob a orientação de um adulto ou com a colaboração de um companheiro mais capaz. Vygotsky (1984 p.97):

 

Por meio das atividades lúdicas, a criança inicia um processo de representação do cotidiano por meio da combinação entre experiências atuais e passadas, originado novas interpretações e reproduções do real, de acordo com suas afeições, necessidades, desejos e paixões.

 Para Vygotsky (1984) o desenvolvimento não é linear e sim evolutivo e, nesse trajeto, a imaginação se alarga. Quando a criança brinca e desenvolve a capacidade para determinado tipo de conhecimento. Esta dificilmente perde a sua capacidade imaginária. É com a formação de conceitos que se dá a verdadeira aprendizagem e é no brincar que está um dos maiores espaços para a formação de conceitos.

 Por isso o professor deve ser estimulador do prazer pela aprendizagem através do lúdico, para que assim os educando possam ter mais interesse pelo espaço escolar.

Brincar e jogar é aprender, pois geram espaço para reflexão, originando um avanço no raciocínio, no desenvolvimento e no pensamento, além de estabelecer relações sociais que ajudam a compreender o meio, satisfazer desejos, desenvolver habilidades, conhecimentos e a criatividade. 

DALLABONA  e MENDES (2004) "As crianças estão brincando cada vez menos por inúmeras razões: uma delas é o amadurecimento precoce; outra é a redução violenta do espaço físico e do tempo de brincar, ou seja, o excesso de atividades atribuídas, tais como escola, natação, inglês, computação, ginástica, dança, pintura, etc."

Tudo isso toma o tempo das crianças, que começam a não ter mais tempo para brincar, e muitas vezes consideram ficar horas em frente à televisão, divertindo-se com jogos violentos e rodeados de brinquedos eletrônicos, brincadeiras, entretanto as interações ficam determinadas pelo brinquedo. DALLABONA  e MENDES (2004, p.05)

 A criança começa a não mais interagir com o meio e com o social, passa a ser sujeito da interação dos meios, e é um mero expectador dos seus próprios desejos. O mais grave é que todos estão esquecendo a importância do brincar.

O bom e o velho brinquedo virou supérfluo, agora os presentes são diferentes, um tênis, um mp4, uma roupa de grife, um videogame, um celular...todos esses substituíram o que antes era o divertimento da criançada.

De acordo com DALLABONA e MENDES (2004, p.06) "É preciso quebrar alguns paradigmas e entender que o brinquedo é um investimento em crianças sadias no ponto de vista psicossocial".

 1.1 Os estágios do lúdico para o desenvolvimento infantil.

A inserção do lúdico no cotidiano escolar do educando é uma forma atraente de transcorrer pelo universo infantil e ensinar-lhe sobre o universo adulto. Assim eles conheceram os conhecimentos e as formas de interação das pessoas.

No desenvolvimento escolar, faz-se muito relevante a atividade lúdica, tendo em vista que ela muito importante para o desenvolvimento sensório motor e cognitivo. A ludicidade tem como premissa tornar-se uma maneira inconsciente de se aprender, de forma prazerosa e eficaz.

A aplicabilidade do lúdico deve enfatizar a importância dos educadores terem em mente os objetivos dos jogos e brincadeiras desenvolvida nas suas aulas, compreendendo a sua aplicabilidade lúdica, cognitiva, sócio-cultural.

O professorado deve observar as condutas dos educandos para que possam diagnosticar, avaliar e elaborar estratégias de trabalho para poder identificar as dificuldades e os avanços dos educandos.

Fröebel justifica o brincar no processo educativo, como responsável pelo  desenvolvimento dos aspectos físicos, morais e cognitivos, tal como a necessidade da orientação do adulto para a ocorrência de tal desenvolvimento.

Pode-se ressaltar que na brincadeira as crianças aprendem a construir a conduta reflexiva e experenciar situações novas ou cotidianas, pois a ação do brincar está elencada a ocupação das necessidades infantis que percutem em tudo que é motivo para ação.

Segundo Illich (1976) "As brincadeiras são importantíssimas para o desenvolvimento infantil, tanto para os aspectos físicos e intelectuais, quanto para os sociais. A brincadeira desenvolve na criança quatro tipos de benefício":

  • O benefício físico, é o que satisfaz as necessidades do crescimento e gera a competitividade da criança.
  • O benefício intelectual, o brinquedo torna-se agente responsável pela desinibição e produção de um estímulo mental e altamente fortificante.
  • O benefício social, os jogos simbolizam uma realidade inalcançável.
  • O benefício didático, as brincadeiras revelam certas facilidades de conteúdos considerados desinteressantes, ao qual através da aplicação do lúdico, ficam mais prazerosos. Além de contribuir para a questão disciplinar, pois, quando há interesse pelo que está sendo ensinada, a disciplina acontece. (ibid)

Conforme, MACEDO, PETTY & PASSOS (2005, p.10) estudar as relações entre as atividades lúdicas e o desenvolvimento humano é uma tarefa complexa, e para facilitar o estudo classificou-se o desenvolvimento em três fases distintas: aspectos psicomotores, aspectos cognitivos e aspectos afetivo-sociais.

O que significa desenvolvimento? Para uma reflexão sobre este termo, propomos a decomposição nas quatro partes que constituem des + en + volvi + mento. O sufixo – mento expressa processo, algo que está em curso e que se realiza dinamicamente. O verbo – volvi significar voltar, retornar. O prefixo –en, de natureza espacial topológica, indica aproximação, direção em relação a algo. O prefixo des-, ao contrário do anterior marca um movimento para fora, que tira, expande ou nega aquilo que lhe sucede, ou seja, tem uma conotação temporal, histórica. Portanto, desenvolvimento refere-se a um processo construtivo ao se voltar para dentro, incluir ao mesmo tempo aplica-se e desdobra-se por fora. MACEDO, PETTY & PASSOS (2005, p.10):

 

Estudos de Bittencourt e Ferreira (2002) revelam que os benefícios didáticos do lúdico são procedimentos de suma importância, mais que um passatempo, são os meios indispensáveis para promoção da aprendizagem disciplinar. Incutem no aluno comportamentos básicos, necessários à formação de sua personalidade.

Os benefícios psicomotores ocasionam o desenvolvimento de várias habilidades musculares e motoras na manipulação de objetos, escrita e nos aspectos sensoriais.

Os benefícios cognitivos dependem do processo de aprendizagem e maturação que variam de pequenas lembranças da aprendizagem até a formulação e combinação de idéias, além da possibilidade de estar propondo soluções e delimitando problemas.

Os benefícios no âmbito afetivo-social são a conduta quanto aos sentimentos, emoções, atitudes de aceitação e rejeição de aproximação ou de afastamento.

Em geral os três aspectos são interdependentes, sendo assim, para se sentir um indivíduo feliz e completo, a criança necessita do conjunto. Logo, pode-se levar em consideração que durante a educação infantil, pais e educadores, devem levar em conta a integração entre o jogo e o jogador; o próprio corpo humano e os jogos de aquisição. Devem expor a importância moral do jogo, bem como afetivos, motores e sociais.

 CAPÍTULO II  Metodologias lúdicas envolvendo a educação emocional no cotidiano escolar.

Atualmente, um aspecto que deve ser levado em consideração no espaço escolar é a educação emocional, tendo em vista a ausência da família e o fracasso escolar.

Para isso, a proposta escolar deve ter como base a criação de um ambiente positivo e incentivador aos alunos, para que os mesmos possam imaginar soluções, além de explorar possibilidades, explicar seu raciocínio, levantar hipóteses e autenticar suas próprias conclusões.

O educador deve estimular a autonomia e os erros devem fazer parte do feedback para repensar o processo de aprendizagem, devendo explorar e utilizar os conteúdos gerando novos conhecimentos e novas questões, de forma que estimule um processo permanente de aprimoramento das idéias discutidas.

O trabalho educativo não deve ser realizado de maneira eficaz, apenas quando existir uma situação de classes cooperativas, ou seja, o educando deve sentir-se em um ambiente que o permita agir, discutir, decidir, realizar e avaliar, adquirindo condições para a aprendizagem e vivendo situações favoráveis a ela.

Cabe aqui o comentário de Goleman (1995, p. 279):

É assim que o aprendizado emocional se entranha; à medida que as experiências são repetidas, o cérebro reflete-as como caminhos fortalecidos, hábitos neurais a aplicar em momentos de provação, frustração, dor. E, embora a substância quotidiana das aulas de alfabetização emocional possam parecer banais, o resultado - seres humanos decentes - é mais crítico que nunca para nosso futuro.

É necessário que os alunos, se sintam estudando em um local dotado de significados, podendo desenvolver-se na própria aprendizagem.

As aulas, para serem parte de um processo de construção afetiva, deve ser lúdica e interessante, propiciando o desenvolvimento da criatividade e pra isso é necessário que haja instrumentos úteis para a realização das atividades. É importante que a sala de aula, tenha um espaço reservado para organizar livros, jogos, material para recorte e colagem, quebra-cabeças etc.

É interessante também que o professor organize a classe de forma que possa desenvolver atividades em grupo ou oferecer condições para o professor voltar-se para toda classe.

O professor da educação infantil deve pretender inserir um clima favorável para troca, interação, dinamismo, cooperação e amizade entre seus educandos.

O importante é que na organização do espaço, tenha um lugar para a valorização da construção dos alunos, para que os mesmos se sintam estimulados a desenvolverem-se em suas construções cognitivas.

Os pré-escolares devem ter consciência dos seus papéis e atribuições no espaço escolar, compreendendo as funções inerentes a cada pessoa no processo escolar.

A comunicação desempenha um papel importante na construção emocional da criança e nas relações entre as representações físicas, verbais, gráficas e escritas em relação às diferentes noções e conceitos abordados nas aulas.

De acordo com (MORIN, 2000, p.62):

Interagir com os colegas auxilia os alunos a construir seu conhecimento, aprender outras formas de pensar nas idéias e tornar mais claro seu próprio pensamento – enfim, ajuda-os a construir significados, pois ensinar não é só falar, as se comunicar com credibilidade.

Segundo as perspectivas de Goleman há de se considerar que o representar, ouvir, falar, ler e escrever são aptidões básicas para o processo de comunicação.

É atraente que o ambiente de aula para a pré-escola contemple momentos para produção textual, trabalho em grupo, atividades envolvendo jogos, elaboração de representações pictóricas e elaboração e compreensão de livros pelos alunos.

As professoras da pré-escola podem desenvolver em pequenos espaços de tempo alguns assuntos necessários para o desenvolvimento emocional, aproveitando as situações de conflito e as constrangedoras que ocorrem no cotidiano escolar.

Deve-se extrair também a afetividade das situações de alegria e satisfação da turma, através de temáticas relacionadas à educação emocional, pois estas podem servir de motivação e para o compartilhamento.

A os alunos devem ser estimulados a refletirem sobre suas emoções, e a  relatarem os seus sentimentos.

Goleman (1995, p. 297) afirma que seria ideal começar a alfabetização emocional desde os primeiros anos de vida e fala que "o projeto ideal de programas de alfabetização emocional é começar cedo, ser apropriado à idade, atravessar os anos de escola e entremear os trabalhos na escola, em casa e na comunidade".

Goleman (1995, p. 305), considera a educação emocional da seguinte forma:

Eu entendo que emoção se refere a um sentimento e seus pensamentos distintos, estados psicológicos e biológicos, e a uma gama de tendências para agir.

 O aspecto emocional quando é abordado em sua complexidade pode atentar circunstâncias vividas a partir do cotidiano escolar. Assim, os professores podem tornar-se construtores de saberes que desenvolvam a sensibilidade, a fraternidade, a amizade e a empatia. Para isso, Goleman (1995, p. 20) contribui para o  entendimento da temática, quando revela que:

 Todas as emoções são, em essência, impulsos para lidar com a vida que a evolução nos infundiu. A própria raiz da palavra emoção é movere, ‘mover' em latim, mais o prefixo ‘e'-, para denotar ‘afastar-se', indicando que uma tendência a agir está implícita em toda emoção. Que as emoções levam a ações, é mais óbvio observando-se animais ou crianças; só nos adultos ‘civilizados' encontramos tantas vezes a grande anomalia no reino animal: emoções – impulsos arraigados para agir – divorciadas de uma reação óbvia.

O entendimento sobre estes termos podem auxiliar no momento do educador refletir como a educação emocional e sua aplicabilidade em aulas lúdicas podem contribuir para os pré-escolares.

 CAPÍTULO III  O lúdico na construção da aprendizagem.

De acordo com Macedo, Petty e Passos (2005, p. 08) no dicionário eletrônico Houaiss, entre outros significados, em sua versão latina, escola quer dizer "divertimento, recreio" e, em sua versão grega, descanso, repouso, lazer, tempo livre, hora de estudo, ocupação de um homem com ócio, livre do trabalho servil". Uma de nossas hipóteses é que uma compreensão dos processos de desenvolvimento e aprendizagem, como formas independentes de conhecimento, poderia recuperar esses sentidos da escola que se perderam com o tempo (Macedo, 1997). A outra suposição é que, para isso, teríamos de cuidar da dimensão lúdica das tarefas escolares e possibilitar que as crianças pudessem ser protagonistas, isto é, responsáveis por suas ações, nos limites de suas possibilidades de desenvolvimento e dos recursos mobilizados pelos processos de aprendizagem.

Tendo como parâmetro os conceitos sobre a origem da palavra da escola, pode-se considerar que esta é o espaço de construção da aprendizagem através da diversão, lazer, descanso e compreensão do espaço ao qual seu educando se encontram inseridos.

De acordo com Almeida, (2009):

O lúdico tem sua origem na palavra latina "ludus" que quer dizer "jogo". Se se achasse confinado a sua origem, o termo lúdico estaria se referindo apenas ao jogar, ao brincar, ao movimento espontâneo. O lúdico passou a ser reconhecido como traço essencial de psicofisiologia do comportamento humano. De modo que a definição deixou de ser o simples sinônimo de jogo. As implicações da necessidade lúdica extrapolaram as demarcações do brincar espontâneo."

A ludicidade, tão importante para a saúde mental do ser humano é um espaço que merece atenção dos pais e educadores, pois é o ambiente para expressão mais genuína do ser, é o espaço e o direito de toda a criança para o exercício da relação afetiva com o mundo, com as pessoas e com os objetos.

O convívio com a aprendizagem de forma lúdica e prazerosa proporciona a criança o estabelecimento de relações cognitivas através das experiências vividas.

O lúdico tem um valor educacional intrínseco inerente, que deve ser utilizado como recurso pedagógico.

Recentemente, conforme Silva (2008) " existem muitas razões para que os educadores recorram às atividades lúdicas para construção do processo de ensino-aprendizagem: a indisciplina falta de atenção, distúrbios neurológicos, dificuldades de aprendizagem, entre outros."

Cada dia, estas problemáticas estão presentes nas escolas e as atividades lúdicas devem ser inseridas, pois mobilizam esquemas mentais. Sendo uma atividade física e mental, a ludicidade aciona e ativa as funções psico-neurológicas e as operações mentais, estimulando o pensamento.

Por conta disso, o professor deve compreender que o educar não deve se  limitar ao repasse informações ou apresentar um único caminho, considerado pelo professor o mais correto. Ele deve ser facilitador da aprendizagem, ajudando com que seus educandos tomem consciência de si mesmos, além dos outros e da sociedade.

O espaço escolar deve oferecer ferramentas para que o educador e os educandos possam escolher entre muitos caminhos, aquele compatível com seus valores e sua visão de mundo e circunstâncias adversas.

 Através da brincadeira a educação infantil envolve-se criança envolve-se desenvolvendo a necessidade de partilhar com o outro. Mesmo quando a brincadeira é um jogo, que tem como temática a competição, o aluno educado quando estimulado a prática do lúdico, consegue fazer com que prepondere a parceria ao invés de relação adversária.

Este paradigma de brincadeira tem como princípios expor as potencialidades dos envolvidos, de forma que afete as emoções, colocando a prova às aptidões e testando limites, como forma de inserir conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais de forma sucinta e potencial.

Ensinar através do brinquedo proporciona um papel estimulante no momento da aprendizagem.  Na educação infantil o brinquedo pode ajudar no processo de memorização, compreensão das cores e formas, entendimento das partes do corpo, compreensão do papel de cada parte da família e da escola, bem como outras compreensões que a criança deve desenvolver até o final da educação infantil.

Educadores e educandos, ao interagirem, são capazes de transformar o conhecimento em um processo contínuo de construção. Os professores devem provocar situações adequadas para despertar curiosidade na criança e estimulá-la a desenvolver seu conhecimento sobre o tema abordado, nos projetos pedagógicos.

Na educação infantil, o dever essencial do professorado deve estar voltada para a seduzir o aluno ao conhecimento. Neste momento, os jogos contribuem para o desenvolvimento do pensamento lógico-matemático, lingüístico e espacial. Os jogos desafiam a cognição do aluno da educação infantil, e provocam desequilíbrio, que propicia do descobertas e invenções, no lugar da  memorização bancária.

De acordo com  Redin (2000):

A criança que joga está reinventando grande parte do saber humano. Além do valor inconteste do movimento interno e externo para os desenvolvimentos físicos, psíquicos e motor, além do tateio, que é a maneira privilegiada de contato com o mundo, a criança sadia possui a capacidade de agir sobre o mundo e os outros através da fantasia, da imaginação e do simbólico, pelos quais o mundo tem seus limites ultrapassados: a criança cria o mundo e a natureza, o forma e o transforma e, neste momento, ela se cria e se transforma (p.64).

                       A inserção da criança na educação infantil, deve marcar uma nova fase, em que desenvolve-se a capacidade de lidar com a realidade, simbolismos e  representações. Com o desenvolvimento de práticas lúdicas a criança satisfaz certas curiosidades e traduz o mundo dos adultos para a dimensão de suas possibilidades e necessidades.

 CAPÍTULO IV  O jogo inserido na prática pedagógica.

A procura pelo jogo não é menor que a procura pela comida, portanto, ele deve constituir, como esta, uma necessidade básica.(FREIRE, 2005b, p.7)

Ao adentrar a uma escola, pode-se evidenciar que a prática do jogo está presente na vida de todo alunado, no recreio e nos intervalos, pode-se observar os piques, o queimado, jogos com cartas, adoleta, adedanhas, forca, etc.

Na implicância do jogo está implícita uma espécie de busca do prazer, na qual o ser torna-se insaciável. Um dos desafios na prática educacional está em  ensinar as crianças a controlarem os seus desejos.

Faz-se importante ressaltar que e a busca pelo prazer não se limita à prática de jogos, tendo em vista que diversos são os meios para alcançar estados de excitação que não através do lúdico.

O jogo pode servir como uma espécie de fuga de uma realidade opressora que implica nas crianças se que condiz em sua realidade.

Embora os teóricos como Golleman e Freire acreditem que ambiente do jogo seja plural, deve-se compreender o significado do jogo no ambiente escolar, através de reflexões quanto à natureza do jogo.

O início do contato com o jogo deve ser proporcionado na educação infantil, quando a criança apresenta-se na rotina de incessante descoberta do ambiente, na busca da redefinição desse meio, por meio de brinquedos, brincadeiras, jogos ou mesmo pela manipulação de objetos.

Ao abordar o jogo como artefato cultural, é admissível abranger valores e significados completamente distintos de uma sociedade para outra.

De acordo com a teoria de PIAGET (1986) os jogos de exercício apresentam-se como o nascimento do jogo na vida da educação infantil, quando praticado desde os dezoito primeiros meses. A sua prática tem como característica uma longa repetição de atividade motora, que encontra como prazer em realizar a atividade a simples reprodução da mesma.

O jogo deve ser inserido no planejamento semanal, como forma de apresentação dos conteúdos curriculares, pois ele é promotor da aprendizagem, podendo ocorrer dentro e fora da escola. Nas mais diversas maneiras, ele auxilia no processo ensino-aprendizagem e no desenvolvimento psicomotor, tanto na motricidade fina quanto na ampla.

O jogo também tem funcionalidade no alargamento de habilidades do pensamento, na tomada de decisões, na criatividade, no levantamento de hipóteses, e na obtenção e organização de dados e a aplicação dos fatos e dos princípios a novas situações que tendem a ocorrer no momento do jogo.

De acordo com o Parâmetro Curricular Nacional da Educação Infantil (1998, p.235):

Pelo seu caráter coletivo, os jogos e as brincadeiras permitem que o grupo se estruture, que as crianças estabeleçam relações ricas de troca, aprendam a esperar sua vez, acostumem-se a lidar com regras, conscientizando-se que podem ganhar ou perder.

Segundo Rizzo (1997) algumas das características que podemos encontrar na incursão dos jogos no plano de aula é:

  • O estímulo da imaginação infantil;
  • A força socializadora
  • O auxílio no processo de interação social;
  • A aquisição da auto-estima;
  • A liberação da emoção infantil;
  • A o meio de facilitação da aprendizagem.

O jogo na escola permite momentos ricos em interação e aprendizagem, que podem auxiliar os educadores e educandos no processo de construção de saber, pois o ato de jogar possibilita sempre uma novidade fundamental para o interesse da criança, agindo como meios propícios à construção do conhecimento.

A partir do jogo, a criança utiliza a parte sensório-motora, a partir do acionamento do corpo e do pensamento de acordo com a atividade. Nesse contexto, a criança, passa a desenvolver as suas habilidades, e conhece a sua capacidade, o que aumenta a sua autoconfiança.

Planejar é um ato que deve ser repensado a cada dia, pois é a partir do plano de aula que o professor pode fazer o feedback e avaliar se conseguiu atingir seus objetivos educacionais.

Atualmente o tradicional não prende mais a atenção dos educandos e por conta disso, o cenário de planejamento vem se modificando para o profissional de ensino. É necessário adequar os planos de aula para a realidade cognitiva e emocional dos educandos e por conta disso o jogo tem sido uma alternativa lúdica de muito sucesso para atingir metas de aprendizagem.

O jogo pode ser inserido na prática de qualquer conteúdo, como: língua portuguesa, matemática, geografia, história, ciências e até mesmo para os fins educacionais não conteudísticos para trabalho de lateralidade, coordenação motora, concentração, memória, dentre outras necessidades.

A partir da aplicação do jogo no planejamento semanal é possível conseguir resultados mais rápidos e mais significativos, proporcionando aos seus educandos o prazer pelo lúdico.

 4.1 O que é jogo?

Segundo o artigo de Linetizinha (2010, p. 01), a diferença do jogo para o brincar está nas suas especificidades. Para a autora, um trabalho ou uma competição esportiva são considerados jogos, entretanto é necessário lembrar que uma mesma conduta pode ser ou não jogo em diferentes culturas dependendo do significado a ela atribuído.

Pode-se atribuir algumas diferenciações para os jogos, como:

1. Funciona dentro de um contexto social – cada sociedade, dependendo do lugar e da época, atribui uma imagem, um sentido ao jogo, possuindo significações distintas; como no Romantismo o jogo era tido como algo sério destinado a educação infantil. No Brasil jogo, brincadeira e brinquedo não possuem distinção e demonstram uma baixa conceituação neste campo.

2. Um sistema de regras – as regras são as estrutura seqüenciais que especificam as modalidades do jogo, quando alguém joga logo se deve obedecer as estas regras.

3. Objeto – caracterizam o jogo. No brinquedo não existe um sistema de regras. O brinquedo em si estimula a expressão de imagens que traduzem aspectos da realidade, no jogo é necessário o desempenho de certas habilidades definidas pelo próprio jogo e regras, o que não acontece no brincar com o brinquedo. Além disso, o brinquedo reproduz o mundo técnico e cientifico através dos aparelhos eletrodomésticos, naves espaciais, bonecos e robôs, incorporando características de tamanho, formas, antropomorfismo, se relacionando com a idade e publico destinado e o mundo imaginário e da ficção cientifica criado pelos desenhos animados e seriados de TV. Os fabricantes de brinquedos neles introduzem imagens que mudam de acordo com a cultura local e contém diversas vezes uma referência ao tempo de infância do adulto, com representações trazidas pela memória e imaginação Linetizinha (2010, p. 01)

No Dicionário Houaiss (2004, p.436) o jogo é:

1. nome comum a certas atividades cuja a natureza ou finalidade é recreativa; diversão, entretenimento. 2. Competição física ou mental sujeita a uma regra 3 atuação de um jogador 4 instrumento ou equipamento usado para jogar 5 conjunto de objetos  de mesma natureza ou de uso afim ..."

 

Sendo assim, fica evidente que a criança através do jogo se diverte, constrói conhecimento, aprende a compartilhar, a competir e a estar sujeita a regras. A partir da existência das regras há a iniciação de uma conduta que a permite viver em sociedade além de formar moral e conceitos.

Os jogos podem ser classificados de diferentes formas, de acordo com o critério adotado. Vários autores se dedicaram ao estudo do jogo, entretanto Piaget elaborou uma "classificação genética baseada da evolução das estruturas". Piaget classificou os jogos em três grandes categorias que correspondem às três fases do desenvolvimento infantil.

  • Fase sensório-motora (do nascimento até os 2 anos aproximadamente): a criança brinca sozinha, sem utilização da noção de regras.
  • Fase pré-operatória (dos 2 aos 5 ou 6 anos aproximadamente): a criança adquire a noção de a existência de regras e começa a jogar com outras crianças os jogos de faz-de-conta.
  • Fase das operações concretas (dos 7 aos 11 anos aproximadamente): as crianças aprendem as regras dos jogos e jogam em grupos. Esta é a fase dos jogos de regra como futebol, damas, etc.

Assim Piaget classificou os jogos correspondendo a um tipo de estrutura mental:

  • Jogo  de  exercício sensório-motor;
  • Jogo simbólico;
  • Jogo de regras;
  • Jogos de exercício sensório-motor.

O jogo simbólico aparece predominantemente entre 2 e 6 anos. A função desse tipo de atividade lúdica, de acordo com Piaget, "consiste em satisfazer o eu por meio de uma transformação do real em função dos desejos" ou seja, tem como função assimilar a realidade. A criança reproduz nesses jogos as relações do seu meio ambiente e assimila a realidade de uma maneira de se auto-expressar. Esses jogos de imaginação possibilitam a criança a realização de sonhos e fantasias, revela conflitos, medos e angústias, aliviando tensões e frustrações.(Rizzi, 1997)

Entres os 7 e 12 anos, o simbolismo abate-se e se inicia o interesse por trabalhos manuais, construções com materiais e representações teatrais. Piaget não considera este estágio como um jogo, mas sim como estando entre jogos simbólicos e de regras.

O jogo de regras, começa a se manifestar por volta dos 5 anos, desenvolve-se principalmente na fase dos 7 aos 12 anos. Este tipo de jogo continua durante toda a vida da pessoa, como: esportes, trabalho, jogos de xadrez, baralho, RPG ( Role - Playing Game) , etc. Os jogos de regras são classificados em jogos sensório-motor – esportivo; e intelectuais – desportivo.

O jogo de regras caracteriza-se por haver um conjunto de leis impostas pelo grupo, sendo seu descumprimento normalmente coercitivo. Há forte predominância de competição entre os indivíduos.

Este jogo aparece quando a criança abandona a fase egocêntrica possibilitando desenvolver os relacionamentos afetivo-sociais.

O jogo é uma atividade que tem valor educacional intrínseco, sua utilização se dá em geral no ambiente escolar e traz muitas vantagens para o processo de ensino aprendizagem, tais como maior assimilação dos conteúdos e alcance dos objetivos de forma rápida e eficaz.

O jogo ajuda na motivação educacional da criança, que através do jogo obtém prazer realiza um esforço espontâneo e voluntário  para atingir seu objetivo. Ele tem propriedade de mobilizar esquemas mentais estimulando o pensamento e a ordenação tempo e espaço.

O jogo integra várias dimensões da personalidade: afetiva, social, motora e cognitiva, favorecendo na aquisição de condutas cognitivas e desenvolvimento de habilidades como coordenação, destreza, rapidez, força, concentração, desta forma a participação da criança no jogo, ajuda-a no processo educativo, motor, psicológico, social e motivacional.

4.2 Funções pedagógicas do jogo pra a construção do saber.

                   O brinquedo e a brincadeira estão diretamente relacionados no desenvolvimento da criança e não podem se confundir com o jogo. O brinquedo contém sempre uma referência ao tempo de infância do adulto com representações vinculadas pela memória e imaginações. O vocábulo "brinquedo" não pode ser reduzido à pluralidade de sentidos do jogo, pois conota a criança e tem uma dimensão material, cultural e técnica. Enquanto objeto, é sempre suporte de brincadeira.

Para que o jogo possa considerar-se jogo de fato, deve haver imposição humana voluntária para que seja, este tem um importante papel na formação mental e da realidade.

Para Linetizinha (2010), o jogo não é simplesmente um "entretenimento" para distrair os alunos, ele faz parte de uma intensa exigência do organismo e ocupa lugar de extraordinária importância na educação escolar, por estimular o crescimento e desenvolvimento, coordenação muscular, faculdade intelectual e iniciativa individual.

Para Linetizinha (2010) "O jogo é importante para o advento e o progresso da palavra, e a partir deste pode-se se expressar, testar hipóteses, explorar a espontaneidade e criatividade da criança."

O jogo acontece em um espaço e tempo determinado, com seqüência de brincadeira, onde há a liberdade de ação do jogador, a separação do jogo em limites e tempo, a incerteza que predomina e o caráter improdutivo de não criar, com relação a isto o que importa é o processo de brincar, a criança não se preocupa com a aquisição de conhecimento ou desenvolvimento de qualquer habilidade física ou mental. (Linetizinha, 2010, p. 01)

 

De acordo com os pressupostos de Silva (2003), nos jogos infantis há a predominância de cinco características essenciais:

  • Não-lateralidade;
  • Efeito positivo;
  • Flexibilidade;
  • Prioridade do processo de brincar;
  • Livre escolha.

A primeira característica, a de não-lateralidade, se refere a predominância da realidade interna sobre a externa; a segunda, efeito positivo, diz respeito ao prazer e a alegria que são despertados na criança ao jogar e o alcance de efeitos positivos de ordem corporal, moral e social da criança; o terceiro, flexibilidade, trata-se da disponibilidade da criança produzir novos esquemas mentais ao efetuar os desdobramentos das atividades; a quarta, prioridade no processo de brincar, e referente a atenção e concentração e os seus efeitos no processo de construção da aprendizagem; e a última, livre escolha, faz referência a liberdade da criança escolher o jogo desejado.

Para Freire (2002), o jogo facilita o desenvolvimento das habilidades motoras, pois possui uma linguagem corporal que não é estranha à criança e seu desenvolvimento não apresenta características de monotonia ao contrário de exercícios propostos por alguns autores que não são adequados para o universo da cultura infantil.

Segundo Nicolau (1994), a experiência da criança com o jogo proporciona os seguintes aspectos:

 

  1. 1.   O contato com a realidade de forma espontânea;

2. resolução de situações problemáticas que enfrentamos durante a vida;
3. o descobrimento de novas maneiras de exploração corporal; e 
4. a construção interior do seu mundo
.

Sendo assim, a elaboração prévia do jogo e dos objetivos que se pretende alcançar com ele é indispensável para a prática pedagógica. Através de um plano de aula onde exista variações de atividades e aplicabilidade de jogos, pode-se trabalhar tanto os conteúdos quanto a formação moral e social dos educandos.

Finalmente Silva e Gonçalves (2010) O jogo apresenta os seguintes aspectos:

1. Exploração e cumprimento das regras;

2. maior envolvimento das emoções;

3. limites de espaço e tempo;

4. desafios envolvidos (motores, cognitivos e sociais);

5. espontaneidade na sua participação.

O professor ao explorar as regras do jogo, trabalha a honestidade, os limites, o respeito ao outro e o controle competitivo. Ele permite que o aluno explore emoções como auto-estima, excitação, autocontrole e a sensação de derrotas e vitórias. Sendo assim o aluno passa a produzir seu próprio conhecimento e se auto-estimula a desenvolver-se mais nos desafios impostos pelos jogos, no cumprimento e cobranças das regras e na espontaneidade no ato de participar

Através do percurso do jogo a criança tem que ter noção do espaço a  percorrer, tal como o tempo que apresenta ao longo do desenvolvimento da atividade. Diante do jogo, a criança estimula a sua espontaneidade e exercita a sua motricidade, cognição e socialização.

A socialização é um dos fatores mais importantes trabalhados pelo jogo na educação infantil como podemos constatar em Cunha (2008, p.76), diz que:

A trajetória do desenvolvimento intelectual, do pensamento sensório-motor às operações formais, é acompanhada pelo desenvolvimento da sociabilidade do indivíduo. Esse tópico do paradigma, usualmente menos comentado que os demais, é fundamental por que acrescenta relevantes contribuições a uma psicologia da educação inspirada na psicogênese piagetiana. Por seu intermédio, podemos entender com maior clareza a visão educacional e social de Piaget.

Considerações Finais

Percebe-se que é relevante levar o leitor a perceber e entender algumas considerações a respeito da inteligência da criança, por isso entende-se que inteligência é a investigação da novidade com adaptação contínua de situações novas.

Por tais fatos, há a necessidade de educar e ensinar os pré-escolares com a aplicação de atividades lúdicas.

Quando a criança brinca ou pratica exercícios motores, ela combina diferentes ações motoras entre si, divertindo-se em repetir várias vezes os mesmos esquemas, porém modificando cada repetição de um movimento.

Os movimentos da criança, são representados do seu cotidiano e sua percepção perante o espaço, a partir da leitura de mundo, a criança finge ações como: dormir, levar mão à boca como se estivesse comendo. Atitudes essas representantes da construção de esquemas mentais.

Esses esquemas simbólicos indicam um delineamento de representação ou evocação de uma situação afastada já vivida, marcando o início da representação e, considerando os exercícios motores simples e os símbolos lúdicos da brincadeira simbólica.

A criança necessita ter um desenvolvimento hormônio, lúdico, que inclui aprender a ouvir opiniões diferentes e a contra-argumentar, estabelecendo comparações objetivas entre várias maneiras de se compreender um mesmo fato, para que possa contribuir para torna-la apta, favorecendo a troca de experiências, por estar baseada na relação intrínseca.

Os conhecimentos, lingüísticos, sociais e cognitivos, adquiridos através da prática pedagógica lúdica constituem formas isoladas, que originam as práticas que ampliam as possibilidades de intervirmos nos aspectos do conhecimento infantil.

A participação em jogos contribui para a formação de atitudes sociais como respeito mútuo, cooperação, obediência às regras, senso de responsabilidade, senso de justiça, iniciativa pessoal e grupal. O jogo é uma forma de vínculo que une a vontade e o prazer durante a realização de uma atividade. O ensino utilizando meios lúdicos cria ambiente gratificante e atraente, servindo como estímulo para o desenvolvimento da criança.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-infantil-artigos/a-importancia-de-uma-pratica-pedagogica-ludica-na-educacao-infantil-5643572.html

    Palavras-chave do artigo:

    atividades ludicas

    ,

    educacao infantil

    ,

    jogos e brincadeiras

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