A Inclusão de Crianças com Síndrome de Down na Educação Física

Publicado em: 22/08/2011 |Comentário: 0 | Acessos: 1,605 |

INTRODUÇÃO

Este estudo, situado no âmbito da Educação, pauta-se na inclusão das crianças com Síndrome de Down na educação física, e que tem como intuito retratar a realidade do cotidiano dos envolvidos neste contexto. Sabendo-se que a educação inclusiva busca inovações nas metodologias que são aplicadas nessas aulas, promovendo assim a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças, o processo de aprendizagem delas e um pouco mais lento com relação às outras que não possuem nenhuma necessidade educativa especial.
O que motivou a escrever sobre este tema foram nossas vivências em escolas da rede publica e a necessidade de esclarecimento sobre tema exposto, onde percebemos que as crianças com síndrome de Down não eram incluídas nas aulas de educação física. No entanto elas não tinham interesse algum em participar das atividades propostas e o professor não buscava formas de atraí-las para as aulas. Assim, percebemos que isto prejudicava ainda mais seu desenvolvimento integral.
A exclusão pode afetar o emocional, traçando uma auto-exclusao, e pode comprometer o relacionamento, as tornando agressivas com as outras crianças, professores e familiares. Se o docente não incentiva, não estimula a participação dessas crianças nas aulas, os colegas acabam por não ajudá-las, fazendo com que elas não se integrem na classe, comprometendo o rendimento e a socialização.
Com esse estudo, espera-se contribuir para reflexões da sociedade e dos professores sobre o processo de ensino e promover o desenvolvimento das crianças com Síndrome de Down na Educação Física. Ao Identificar os meios de ensino e aprendizagem promovidos pela disciplina, onde serão coligados os benefícios das atividades físicas para crianças com Síndrome de Down, e possível verificar se elas possuem algum atendimento especializado. E preciso analisar se o que esta estabelecido na legislação acontece realmente no processo de ensino-aprendizagem das mesmas e procurar também quais são as atividades mais indicadas para elas, e que conteúdos deve-se trabalhar, pois se tratam de crianças que possuem algumas dificuldades no decorrer de seu aprendizado.
Fundamentados em renomados autores entre eles Stainback e Stainback (1999):
Ressaltam os três componentes básicos que necessitam esta interligados no processo inclusivo. O primeiro e o componente educacional, incluindo direção, coordenação, supervisão e toda a rede de apoio; o segundo e o trabalho em equipe, no qual docentes e técnicos trabalham junto no planejamento e na implementação de programas visando a integração de todos os alunos e, o terceiro, esta relacionado ao ambiente em sala de aula, que deve ser acolhedor e facilitador a todos os alunos a aquisição de habilidades indispensáveis pertinentes aquele contexto social.
A escola que abre portas para a inclusão deve estar preparada e identificar suas condições físicas e de funcionários, como direção, coordenação, professores e etc., para que essa criança sinta-se em casa sem nenhum receio ou restrição. O professor e uma peca fundamental no processo de interação desses alunos junto às demais crianças.
Sassaki (1997) concorda com Stainback e Stainback (1999) afirmando que:
A Inclusão, como processo social amplo, vem acontecendo em todo o mundo, fato que vem se efetivando a partir da década de 50. A inclusão e a modificação da sociedade como pré-requisito para que pessoa com necessidades especiais possa buscar seu desenvolvimento e exercer a cidadania.
A educação inclusiva pode ser considerada um processo que atende os alunos que possuem necessidades educativas especiais, juntamente com as crianças que não possuem deficiência. Ao se definir a Educação Inclusiva como "para todos e para cada um", os professores procuram desenvolver e construir modelos educativos que rejeitem a exclusão e promovam uma aprendizagem livre de barreiras.
Como Mendes (2001 p.39) relata, Ge preciso ousar em direção a construção de uma proposta de Educação Inclusiva que seja ao mesmo tempo racional, responsável e responsiva, em todos os níveis das instancias de gerenciamento a sala de aula. 
A inclusão deve acontecer acompanhada de requisitos que darão suporte ao desenvolvimento de potencialidades particulares e coletivas na vida de todos, onde o grande desafio e evitar que a exclusão permaneça entre todos, principalmente no meio escolar. Portanto, a inclusão pode ser responsável por garantir a participação de todas as crianças independente de qualquer limitação e da presença ou não de qualquer tipo de deficiência, pertencendo a qualquer raça, credo ou orientação sexual ou ainda possuindo qualquer compleição física. Assim, demonstra-se que o problema não esta nelas e sim nas pessoas que os julga.
A Educação Física enquanto parte integrante e inalienável do currículo tem se mantido a margem deste movimento inclusivo.
Pois, para Morais (1986 p.63)
 [...] comumente a escola torna-se um ambiente aversivo gerador de ansiedade, pois e nesse local que a criança se depara frente a frente com seus problemas e com as exigências de ter uma boa produção para poder passar de ano. As dificuldades acumuladas a cada etapa de aprendizagem, as cobranças dos pais e profissionais e os risos dos colegas contribuem para o desenvolvimento de comportamento agressivos frente ao ambiente escolar, inibições, timidez e ansiedade.
A abrangência do processo avaliativo e diferenciado para as crianças com síndrome de Down, a qual tem como avaliação o seu desempenho no âmbito escolar, diferentemente das demais, que são avaliadas por provas e trabalhos bimestrais ligados a diversos assuntos que são abordados durante o bimestre. Os alunos que possuem essa e outras especificidades apresentam algumas debilidades e limitações, assim o trabalho pedagógico deve respeitar primordialmente o ritmo da criança e propiciar-lhe estimulação adequada para desenvolvimento de suas habilidades. Devem ser criados programas de implementação de acordo com as necessidades especificas das crianças, tal como ressalta Le Boulch (1983)
A criança com necessidades educativas especiais encontram dificuldades em realizar operações mentais a partir do abstrato, necessitando para o seu aprendizado partir de situações concretas, objetivas, para atingir aquele nível de operacionalização.
Falta o acompanhamento do serviço técnico juntamente com a direção para monitorar o planejamento das aulas junto aos professores, verificando assim, as falhas e os acertos dos mesmos, possibilitando que ele inove a cada aula. Com essa organização, os docentes terão um melhor desempenho e articulação perante os alunos, constatando as dificuldades e buscando maneiras de alcançar novos objetivos no rendimento individual, permitindo que o próprio professor aprimore sua atuação e, com isso, oportunize perspectivas de um melhor ensino, para que as crianças vivenciem os princípios da educação inclusiva, tal como e estabelecido no 1o artigo que diz: sejam bem acolhidas e respeitadas pelas escolas de ensino regular.
Segue trecho do parecer CNE/CEB No. 13 de 2009 que institui Diretrizes Operacionais para a Educação Especial e orienta os sistemas de ensino para a institucionalização da oferta do atendimento educacional especializado, conforme o Decreto no 6.571, de 17 de setembro de 2008 do que surge com o intuito de garantir o direito de todo cidadão de pertencer, aprender e participar da escola.
Art.1o: Os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, com transtornos globais do desenvolvimento e com altas habilidades/superdotação em escola de ensino regular e ofertar o atendimento educacional especializado - AEE, promovendo as condições para que eles possam ter seu desenvolvimento em classe comum.
Com base nos seguintes autores Stainback & Stainback (1999), Mendes (2001), Sassaki (1997), Shwatzman (1999), Morais (1986), Le Boulch (1983) e vários outros a serem mencionados no decorrer deste artigo, que relatam em suas literaturas os seguintes assuntos, tais como a inclusão, educação especial e a educação física, desenvolvemos este respectivo trabalho. Tendo também como base as diretrizes operacionais para a educação especial, os Parâmetros curriculares nacionais e a Lei de Diretrizes e Bases permitindo assim a discussão sobre o tema proposto.
O ensino inclusivo não deve ser confundido com educação especial, que se apresentam em grande variedade de formas, incluindo também as escolas especiais, pequenas unidades de ensino e a integração das crianças com apoio especializado. Mas, na maioria das vezes, a própria escola se recusa a atender essas crianças e usa como desculpa as instalações dos prédios que não são próprias para atendê-los ou ate mesmo dizem que os professores não estão aptos a lidar com essas crianças. Como esta estabelecido na Lei de Diretrizes Operacionais para Educação Especial que:
A educação inclusiva embasa uma nova concepção de educação especial centrada na mudança das praticas educacionais e sociais para a garantia do direito de pleno acesso e participação das pessoas com deficiência nos espaços comuns de aprendizagem. Esta concepção exige do poder publico a efetivação de políticas de formação, de acessibilidade e a articulação entre o ensino regular e a educação especial para o atendimento as necessidades especificas dos alunos [...] (Decreto 6.571,09/2008).
O professor de educação física como parte integrante no processo de ensino-aprendizagem dos alunos deve tomar bastante cuidado em suas aulas, pois e ali que ele devera buscar a inclusão de todos. Este procedimento não ocorre com freqüência em nossa sociedade, pois, conjugado com a falta de preparo em sua formação, o professor de Educação Física se encontra desassistido para responder aos desafios da Inclusão. Contudo, não se deve colocar a responsabilidade somente aos professores, já que a família também faz parte desse processo. Torna-se determinante quando a criança possui algum tipo de deficiência ou no decorrer da sua vida venha adquirir alguma condição excepcional.
E muito importante que haja uma parceria entre familiares e escola, pois os pais são portadores de informações preciosas que podem colaborar bastante com o planejamento das intervenções educacionais nas aulas de educação física com crianças que possuem Síndrome de Down. A parceria entre família e escola e enfatizada pela Declaração de Salamanca. (UNESCO 1994)
A escola se caracterizaria como a segunda família, entretanto, para alguns acaba sendo a primeira em virtude do mundo do trabalho que impossibilita a participação ativa dos pais para com seus filhos.
A intima relação entre pais e/ou responsáveis e instituições asseguraria uma ativa participação na tomada de decisões e no planejamento educacional dos filhos, com a adaptação de uma comunicação clara e aberta. De maneira geral, os pais têm criticas a fazer em relação às escolas que não atendem, de forma ampla, as suas expectativas. No entanto, a maioria dos familiares considera que a escola e um lócus privilegiado para o desenvolvimento global dos filhos. Na perspectiva da educação inclusiva, a Resolução CNE/CP no1/2002 que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação de professores da educação básica, define que as instituições de ensino superior devem prever em sua organização curricular formação docente voltada para a atenção a diversidade e que contemple conhecimentos sobre as necessidades educacionais especiais. Mantoan (1997) diz que:
A adaptação ou (re) construção de currículos; o uso de novas técnicas e recursos específicos para essa clientela; o estabelecimento de novas formas de avaliação; o estimulo a participação de pais e da comunidade nessa nova realidade social e educacional.
A criança com Síndrome de Down, por apresentar algumas debilidades e limitações, na maioria das vezes são encaminhadas a escolas especializadas ou centros de apoio como, por exemplo, a Associação Pais e Amigos dos Excepcionais. APAE e o Centro de Educação Especial Raimundo Nonato. Estes centros não se limitam a atender somente a eles, mas sim a crianças que também não possuem deficiências. No entanto desenvolvem atividades e projetos para a estimulação das habilidades e procuram também ajudar em suas dificuldades, buscando alternativas para que os mesmos venham a ter uma melhor qualidade de vida já que o ensino regular não tem como suprir estas particularidades pela falta de interesse dos docentes pela sua formação continuada.
Entre outras deficiências que acarretam repercussão sobre o desenvolvimento neurológico da criança com síndrome de Down, podemos determinar dificuldades na tomada de decisões e iniciação de uma ação; na elaboração do pensamento abstrato; no calculo; na seleção e eliminação de determinadas fontes informativas; no bloqueio das funções perceptivas (atenção e percepção); nas funções motoras e alterações da emoção e do afeto. (SCHWARTZMAN, 1999, p. 247).
Com relação à grande variação das habilidades e dificuldades das crianças com Síndrome de Down, programas individuais devem ser considerados e nestes enfatiza-se as possibilidades de aprendizagem de cada criança e a motivação necessária para o desenvolvimento das mesmas. O professor deve conhecer as diferenças de aprendizagem de cada criança de forma a organizar seu trabalho e programação didática.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O estudo foi desenvolvido utilizando-se a pesquisa bibliográfica, que tem como objetivo procurar auxiliar na compreensão de um problema a partir de referencias publicadas em documentos e com abordagens qualitativas onde foram utilizados literaturas diversas e artigos científicos que focam diretamente na realidade das crianças com síndrome de Down e fazendo assim criticas construtivas relacionadas ao que acontece na sociedade. Busca conhecer e analisar as contribuições culturais ou cientificas do passado sobre determinado assunto, tema ou problema (CERVO E BERVIAN ,1983, p. 55).
Levou-se em conta o que dizem as diretrizes e a constituição federal a respeito dessas crianças e procurou-se estabelecer uma discussão dialética que levasse em conta os problemas vivenciados pelas crianças que tem a síndrome de Down.

O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN

As crianças que não nascem com Síndrome de Down possuem mais facilidade no aprendizado. Isso não significa que elas não possam ter alguma necessidade educativa especial ou qualquer limitação. Seu raciocínio e mais rápido e ela atende facilmente as propostas do professor. Entretanto, as crianças que tem Síndrome de Down possuem um raciocínio considerado mais lento e deve-se ter paciência e dedicação no de correr de seu ensino, pois isso não significa que sejam incapazes de ter um bom desempenho na escola.
De acordo com o que Sassaki (1997) superficialmente mencionou sobre a busca do desenvolvimento para as pessoas com necessidades especiais,
Schwatzman (1999, p. 246) da ênfase a discussão de que:
O fato de a criança não ter desenvolvido uma habilidade ou demonstrar conduta imatura em determinada idade, comparativamente a outras com idêntica condição genética, não significa impedimento para adquiri-la mais tarde, pois e possível que madure lentamente.
A Síndrome de Down faz parte do cotidiano e seu nome deriva do medico inglês Langdon Down que em (1866) escreveu pela primeira vez sobre as características de uma criança que possuía essa síndrome.
Conforme a ciência sabe-se que as crianças com Síndrome de Down apresentam 47 cromossomos no núcleo de cada célula e os que não têm a Síndrome, possuem 46 herdados do pai e da mãe (23 de cada um). Sendo que os cromossomos possuem herança genética e o extra se localiza no par 21.
De acordo com o Pediatra e sanitarista Ruy do Amaral Pupo Filho (2000).
Diferentemente do que muitas pessoas pensam, a síndrome de Down não e uma doença, mas sim uma alteração genética que ocorre por ocasião da formação do bebe, no inicio da gravidez. Mas o que e uma alteração genética? Todos os seres humanos são formados por células. Essas células possuem em sua parte central um conjunto de pequeninas estruturas que determinam as características de cada um, como: cor de cabelo, cor da pele, altura, etc. Essas estruturas são denominadas cromossomos. O numero de cromossomos presente nas células de uma pessoa e 46 (23 do pai e 23 da mãe), e estes se dispõem em pares, formando 23 pares. No caso da síndrome de Down, ocorre um erro na distribuição e, ao invés de 46, as células recebem 47 cromossomos. O elemento extra fica unido ao par numero 21. Dai também, o nome de Trissomia do 21.
A identificação de uma criança que possui Síndrome de Down pode ser feita ate mesmo antes do nascimento através de exames feitos entre a 8a e 11a ou 14a e 16a semanas de gravidez. E apos o nascimento vem à confirmação da criança possuir essa síndrome ou não. De acordo com Ruy Pupo Filho (2000) que cita a geneticista Mayana Zatz que afirma:
Uma combinação de exame de sangue com ultra-sonografia pode ser capaz de diagnosticar a Síndrome de Down no feto durante o primeiro trimestre de gravidez. Geralmente, os exames que detectam a doença são feitos no segundo trimestre. O estudo, desenvolvido nos NTD Laboratories, em Nova York, foi feito com dez mil mulheres. Quando apenas os exames de sangue foram utilizados, os cientistas só conseguiram identificar 63% dos fetos anormais. No caso da ultra-sonografia utilizada de forma isolada, foram detectados 74% dos casos. Já quando os dois exames foram feitos em conjunto, os cientistas conseguiram detectar 91% dos casos de Síndrome de Down. Os resultados dos testes foram melhores do que a media encontrada nos exames feitos no segundo trimestre de gravidez, que variavam de 76% a 89%.
A criança com Síndrome de Down tem idade cronológica diferente da idade funcional, desta forma, não devemos esperar uma resposta idêntica a resposta dos que não apresentam a Síndrome.
Segundo Schwartzman (1999),
A Síndrome de Down e marcada por muitas alterações associadas, que são observados em muitos casos. As principais alterações orgânicas, que acompanham a síndrome são: cardiopatias, prega palmar única, baixa estatura, atresia duodenal1, comprimento reduzido do fêmur e úmero, bexiga pequena e hiperecongênica2, ventriculomegalia cerebral3, hidronefrose. E dismorfismo da face e ombros.
Esta deficiência decorre de lesões cerebrais e desajustes funcionais do sistema nervoso. As crianças possuem também alterações fisiológicas, orgânicas onde ambas trazem problemas e varias dificuldades no processo de aprendizagem. Porem isso não faz dela uma pessoa incapaz, pois tem todas as chances de ter uma vida social, tendo direitos e deveres como qualquer outra pessoa, o que falta são as oportunidades, negadas pela sociedade.
E importante lembrar que a síndrome de Down não possui diferentes graus, o que vai de encontro com que a sociedade afirma. Pois o que faz a diferença entre um Down e outro e o comprometimento intelectual, ou seja, alguns possuem mais que outros no decorrer do seu desenvolvimento. Dessa forma, a criança que o recebe acaba se destacando entre os demais. Então as pessoas insistem em dizer que algumas crianças possuem um grau mais leve de síndrome de Down. Na verdade, elas não possuem um dito cientifico ou ate mesmo não sabem o que e realmente a síndrome de Down, e assim acabam rotulando essas crianças, jovens e adultos.
Segundo a Terapeuta Ocupacional Claudia Werneck (2010)
Não há classificação de graus para a Síndrome de Down, porém, o comprometimento intelectual presente e muito variável. Nota-se que se encontram pessoas com sinais clínicos e desenvolvimento motor e mental diferentes, como diversas são todas as pessoas.
As características de uma criança que possui síndrome de Down são as mais visíveis possíveis, pois elas apresentam: nos olhos. Pálpebras estreitas levemente obliquas com prega de pele no canto interno chamadas de prega epicantica. Na Iris. pequenas manchas brancas chamadas de manchas de Brushfield. Na cabeça. Geralmente menor e a parte posterior levemente achatada. Na boca. Pequena e muitas vezes se mantém aberta com a língua projetando-se para fora. Nas mãos. curtas e largas. Na musculatura. de modo geral mais flácida. Nas orelhas - pequenas e conduto auditivo estreito. Nos dedos dos pés. geralmente curtos com espaço maior entre o dedão e o segundo dedo. Algumas crianças têm pés chatos.
Como relata Shwartzman (1992, p 15)
A síndrome de Down e uma condição clinica caracterizada por retardo mental, baixa estatura, alteracoes esqueléticas, imunológicas, vários estigmas fenótipos, bem como anormalidades em outros sistemas e órgãos; os pacientes afetados apresentam vários indícios de um processo precoce de envelhecimento

SÍNDROME DE DOWN AOS OLHOS DA SOCIEDADE

Já e possível encontrar pessoas com Síndrome de Down nos mais variados cargos. Desta forma, pode-se constatar que o processo de inclusão esta acontecendo positivamente para essas pessoas, e a sociedade também já esta começando a olhar para elas de outra forma, sem compará-las. Vale à pena lembrar que se pode encontrar pessoas com síndrome de Down em qualquer lugar do mundo, fazendo as mais diversas atividades como estudar, trabalhar e casar, como qualquer outra pessoa.
A maior limitação para que os portadores de Síndrome de Down se tornem adultos integrados, produtivos, felizes e independentes não e imposta pela genética, mas sim pela sociedade. (WERNECK, 2009).
Ainda e possível identificar que alguns pais possuem preconceito em relação à criança com alguma necessidade educativa especial, pois acham que a inclusão pode vir a acarretar num baixo rendimento de seus filhos, por acreditarem que o professor teria que dar mais atenção para as crianças com deficiência nas escolas regulares. A procura pelas escolas especiais e ainda maior porque ainda ha muitas restrições em algumas instituições de ensino, ou seja, a visão dos responsáveis limita o processo de aprendizagem em função de que seus filhos com a deficiência tenham autonomia e o preconceito dos demais atrasam a transformação da sociedade.
A integração não pode ser vista simplesmente como um problema de políticas educacionais ou de modificações pedagógico- curriculares na educação especial. Integração e um processo subjetivo e inter-relacional. (GLAT, 1997, p.199).
A sociedade em geral deveria dar mais valor a essas pessoas, pois na realidade ninguém escolhe que seu filho venha ao mundo com alguma deficiência ou síndrome. Mas para alguns pais esse problema que essas crianças trazem pode ser contagioso e por isso recomendam que seus filhos não entrem em contato com elas, causando assim a exclusão e o preconceito entre todas. Assim, alguns pais deixam de matricular seus filhos na rede regular de ensino. Dando ênfase o estatuto da CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. Lei no 8.069/90, artigo 55, reforça os dispositivos legais supracitados, ao determinar que gás pais ou responsáveis tenha a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino.

QUAL O PAPEL DA ESCOLA E O QUE O PROFESSORES TEM FEITO PARA ATENUAR OS PRECONCEITOS E ELIMINAR A EXCLUSÃO?

As pessoas com Síndrome de Down podem freqüentar da mesma forma que um aluno não deficiente a escola de ensino regular. Apesar de seu desenvolvimento ser mais lento, estas crianças tem a mesma capacidade de aprendizado. Basta incentivo. E, também, as escolas começarem a ser mais acolhedoras a essas pessoas, pois, assim haverá a socialização entre ambas as partes, onde as mesmas podem ser inclusas nas atividades com as outras crianças e isso depende muito do professor de educação física que esta acompanhando o desenvolvimento delas em suas aulas. Segundo Le Boulch (1983) o educador deve ser flexível com o planejamento, a fim de atender as demandas apresentadas pelas crianças durante as aulas.
O convívio entre as crianças que não possuem Síndrome de Down com as outras que possuem, pode ser positiva para elas e também para os professores, porque dessa forma faz crescer ainda mais o respeito entre as diferenças e sem nenhum tipo de restrições em seu circulo de amizade, seja por aparência, raça, religião ou ate mesmo por nacionalidade.
O preconceito inicia na própria casa, onde os pais acreditam que seus filhos não têm capacidade de engrenar no ensino regular ou chegar ao nível superior e ingressar no mercado de trabalho. Eles deveriam ser os primeiros a acreditarem no potencial de seus filhos. Como pode ser visto na sociedade, o preconceito ainda e muito grande com relação às crianças com Síndrome de Down no convívio delas com as demais que não possuem a deficiência. Este contato ainda e pouco e acaba causando um receio para quem não conhece exatamente o que e a Síndrome. Esta crendice parte também dos pais das crianças que não possuem a deficiência, pois os mesmos não deixam seus filhos conviverem ou ate mesmo interagirem com elas, por pensarem que essas crianças venham a transmitir e ate mesmo agredi-la.
Este preconceito deve ser eliminado, e a própria escola pode vir a auxiliar neste processo, onde se tem que orientar para que as crianças respeitem umas as outras através de brincadeiras saudáveis, que trabalhem a socialização, o trabalho em equipe e diversas outras atividades onde todas participem das mesmas sem exceções.
O professor de Educação Física ao trabalhar com essas crianças deve ser bastante cauteloso, pois boa parte dos que nascem com síndrome de Down possuem problemas de saúde tais como: auditivos, cardiológicos, oculares e outros, acarretando assim as dificuldades no seu desempenho escolar já que o numero de crianças que nascem com este problema e muito grande. De acordo com o blog Superando Deficiências Annymy (2010) ressalta que:
O numero de crianças que possuem problemas auditivos e de g80% a 90% das crianças com síndrome de Down. Avaliações audiologicas precoces e exames de seguimentos são indicados. E de 30% a 40% dessas crianças tem alguma doença congênita no coração. Muitas delas terão que se submeterem a uma cirurgia cardíaca e precisarão de um acompanhamento cardiológico ao longo prazo, sendo que a boa parte possui problemas oculares como catarata, estrabismo, miopia e variam outras, que podem levar as crianças a usarem óculos ou ate mesmo passarem por cirurgia.
As crianças que nascem com a deficiência podem apresentar diversas dificuldades tais como realizar tarefas, desenvolver, reter e transferir certas habilidades e idéias, ocorrendo assim alguns atrasos no seu processo de ensino aprendizagem. Desta forma, todo aprendizado deve ser incentivado pelas pessoas que passam boa parte do tempo com elas, sendo eles pais ou ate mesmo os próprios professores e assim consolidar o conhecimento das mesmas.
A criança com necessidades educativas especiais encontram dificuldades em realizar operações mentais a partir do abstrato, necessitando para o seu aprendizado partir de situações concretas, objetivas, para atingir aquele nível de operacionalização. (LE BOULCH 1983)
Nas aulas de educação física os professores deverão explorar alem de tudo o trabalho de vivencias corporais delas, onde devem ser enfatizados também os seguintes aspectos: o equilíbrio, a orientação espacial, a coordenação de movimentos, o ritmo, exercícios respiratórios de vários outros que como esses são de grande importância no dia-a-dia de suas vidas.
Em relação ao professor ressalta que um educador, a partir de um bom conhecimento do desenvolvimento do aluno, poderá estimulá-lo de maneira que todas as áreas, como psicomotricidade, cognição, afetividade e linguagem, estejam interligadas. ( OLIVEIRA 2002 p37).
No decorrer de sua vida, vários aspectos acabam contribuindo para algum tipo de preconceito, e, no entanto ainda se perpetua, pois a sociedade continua não dando valor e nem atenção a essas pessoas, ou seja, os pais, professores e parte da sociedade como antigamente ainda não acreditam no potencial das mesmas. Mas atualmente sabe-se que essas pessoas possuem apenas um desenvolvimento cognitivo mais lento e assim e possível alfabetizá-las sim.
Muitos professores isentam-se de qualquer responsabilidade, culpando o meio socioeconômico e cultural do aluno, afirmando que a; incapacidade esta no mesmo ou, ainda, que o aluno não e dedicado ou não se esforça para aprender o que lhe e ensinado. Acreditar que as classes especiais ou escolas especiais será sempre a melhor opção para as crianças com deficiência significa limitar seus processos de aprendizagem. (OLIVEIRA, 2002)
Com relação à grande variação das habilidades e dificuldades das crianças com Síndrome de Down, programas individuais devem ser considerados e nestes enfatizar-se as possibilidades de aprendizagem de cada criança e a motivação necessária para o desenvolvimento das mesmas. O professor deve conhecer as diferenças de aprendizagem de cada criança de forma a organizar seu trabalho e programação didática.

A EDUCAÇÃO INCLUSIVA

A inclusão, apesar de ser um assunto que tem conquistado espaço nacionalmente na área de educação física, possibilita o desenvolvimento, a construção do conhecimento, a socialização e a informação para que não haja tanto preconceito. A mesma pode ser um instrumento indispensável na aprendizagem, no desenvolvimento e na vida das crianças, como também pode ser uma alternativa para mobilizar a escola e sociedade, e, no entanto vem como auxilio e contribuição nos resultados por parte dos educadores interessados em fazer mudanças.
Com base nos Parâmetros Curriculares Nacionais de Educação Física (1997):
Por desconhecimento, receio ou preconceito, a maioria dos portadores de deficiência física foram (e são) excluídos das aulas de educação física. A participação nessa aula pode trazer muitos benefícios a essas crianças, particularmente no que diz respeito ao desenvolvimento das capacidades afetivas, de integração e inserção social. A aula de educação física pode favorecer a construção de uma atitude digna e de respeito próprio por parte do deficiente e a convivência com ele pode possibilitar a construção de atitudes de solidariedade, de respeito, de aceitação, sem preconceitos.
A partir da convivência, surge uma maior aceitação entre os colegas, estabelecendo assim a socialização e o respeito, deixando de lado o preconceito com as crianças que possuem a deficiência e sendo assim acaba entrando em cena a Educação Inclusiva.
A inclusão e um processo em que o professor tem de estar habituado para que ele acolha a todos sem exceção no âmbito escolar, passando segurança e conteúdos construtivos. Vale ressaltar que a formação do professor dever ser continuada com cursos, pesquisas e vivencias, nunca deixando de inovar em suas aulas.
Segundo Ferreira, (2006) desde a década de 1960, mais presente a partir dos anos 70, as reformas educacionais contemplaram a educação especial no âmbito da educação regular.
No entanto, previa níveis de atendimento adequado para cada tipo de necessidades e características dos alunos. Porem os resultados veio com a retirada de alunos das classes regulares, passando eles para as classes de ensino especial, então se pode notar que isso ia contra a proposta da Constituição Federal (1988).
Desde a primeira Constituição já se falava em educação para todos. Como isso não se evidenciava na pratica, criaram-se emendas constitucionais excluindo desse todo, pessoas que por motivos de saúde ou deficiência, não tivessem condições de freqüentar a escola. (JANNUZZI, 2004)
A escola e o principal lugar a ser feita a inclusão, para isso ela tem que se adaptar para atender as necessidades dos alunos e a mesma precisa oferecer atendimento educacional especializado paralelamente as aulas regulares. Tanto e que a educação física aparentemente pode ser considerada a disciplina mais fácil de fazer a inclusão, devido à presença da flexibilidade inerente aos seus conteúdos, o que conduziria a uma maior facilidade de fazer a inclusão a todos, porque a educação inclusiva não admite qualquer tipo de discriminação, principalmente aqueles que possuem qualquer tipo de deficiência. Ela implica também em mudanças no currículo, na formação dos professores e gestores e nas formas de avaliação de cada professor. Só assim pode se ver a grande importância da inclusão na vida escolar e social das pessoas com ou sem deficiência.
Assim como Ferreira 2006:
Delineia o perfil do novo professor da escola inclusiva: deve ser capaz de trabalhar colaborativamente, de refletir sobre sua pratica, de elabora novas praticas, avaliar sua efetividade e transformá-la de acordo com a exigência da escola, do seu aluno e da sociedade.
E muito importante que haja uma parceria entre familiares e escola, pois os pais são portadores de informações preciosas que podem colaborar bastante com o planejamento das intervenções educacionais. A parceria entre família e escola e enfatizada pela Declaração de Salamanca (Aiello, 2002), cujo desenvolvimento entre as duas partes asseguraria uma ativa participação dos pais na tomada de decisões e no planejamento educacional dos filhos, com a adoção de uma comunicação clara e aberta.
O processo inclusivo pode ser aplicado tanto em casa através de tarefas simples que podem ser executadas pelas crianças com Síndrome de Down fazendo com que elas comecem a adquirir responsabilidades e também mostrar para elas que são capazes de desenvolver tarefas que venham a serem uteis no seu dia-a-dia, já que na escola o processo inclusivo se da através da participação dessas crianças nas atividades que são aplicadas pelo professor, fazendo com que desenvolvam a interação com as demais, aceitando-a sem nenhum constrangimento.
Bueno (2001) afirma que:
A integração escolar implícita um visão acrítica da escola, pois pressupunha que a escola regular conseguia educar os considerados normais e que o problema das deficiências estava centrado nas crianças que as portavam. A inclusão escolar estabelece que as diferenças humanas são esperadas, no entanto reconhece que a escola atual tem provocado ou acentuado desigualdades associadas à existência das diferenças de origens pessoais, sociais, culturais e políticas e propõe como reação a reestruturação do sistema educacional prover uma educação de qualidade para todas as crianças.
O assunto inclusão vem sendo discutido não e de hoje, e veio com intuito de haver algumas modificações perante a sociedade, pois no mundo em que vivemos, existem pessoas cheias de egoísmo, desunião, preconceito e sem conhecimento algum, que acabam rotulando a inclusão como modo prejudicial a seus filhos no âmbito escolar. Tal como afirma Sassaki, (1997):
A Inclusão, como processo social amplo, vem acontecendo em todo o mundo, fato que vem se efetivando a partir da década de 50. A inclusão e a modificação da sociedade como pré-requisito para que pessoa com necessidades especiais possa buscar seu desenvolvimento e exercer a cidadania.
Dessa forma provoca certa barreira entre essas pessoas, onde as mais afetadas são as que possuem algum problema mental, pois os pais que não possuem conhecimento acham que seus filhos podem ter algum tipo de atrito ou um baixo índice de desenvolvimento. Os mesmos não sabem o mal que estão fazendo a essas crianças agindo dessa forma, pois havendo a socialização entre elas, seria ótimo para o desenvolvimento das que possuem alguma anomalia, e um excelente aprendizado para as que não possuem, pois iriam ter uma vivencia diferente, ate por que essas crianças quando vão para a escola regular, não são violentas e sim carentes de afeto. Mantendo esse convívio diariamente nas escolas seria diferente, porque seus coleguinhas iriam aprender a conviver, relacionar-se, comunicar-se porque elas iriam ter curiosidades ao saber como lidar com as mesmas, e procurar ajudá-las de alguma forma. E com a inclusão vinda desde a pré - escola seria uma forma das crianças crescerem aprendendo a conviver com essas diversidades e que no futuro não venham a ter preconceitos em relação a elas.
A filosofia da inclusão deixa claro que não devemos realizar uma leitura individual dos problemas e processos, mostrando que o problema não esta nos sujeitos e, sim na maneira como o sujeito e a sua deficiência são concebidos no seu ambiente social. (MRECH, 1998).
A inclusão das crianças com Síndrome de Down junto à tecnologia e uma boa ferramenta para o desenvolvimento das mesmas. De acordo com o artigo 21 e inciso II da lei de Acessibilidade afirma que: Ao desenvolvimento tecnológico orientado a produção de ajudas técnicas para as pessoas portadoras de deficiência. Como boa parte das crianças que tem a Síndrome não são alfabetizadas, então para que possamos ajudar as mesmas, podemos utilizar alguns utensílios tecnológicos, onde consigamos uma interação fazendo com que haja um ensino melhor ou até mesmo ajudar na alfabetização com o uso de: computadores, brinquedos educativos, aparelhos de telecomunicação e outros, que são instrumentos primordiais para que a criança consiga se comunicar com outras, no caso de brinquedos educativos, estarão incentivando na aprendizagem do alfabeto, números, figuras e jogos de raciocínio, e os outros aparelhos para que elas aprendam a manusear, pois nem sempre seus pais estarão por perto para ajudá-las.

EDUCAÇÃO FÍSICA RESSIGNIFICADA

Antes de expor a educação física ressignificada parte-se para a seguinte pergunta, O que e educação física?
[...] O termo educação física refere-se tão somente a disciplina/ atividade que se da na instituição escolar, e outra que considera a educação física como abrangendo diversas práticas sociais (escolares, desportivas, terapêuticas, de lazer etc.) e que, conseqüentemente, a educação física escolar e uma das diferentes praticas que envolvem a educação física. Isto e a primeira entende-a unicamente como componente curricular, enquanto a outra considera-a como abrangendo diversas práticas sociais. (CAPARROZ, 2005p.52).
Mas, como não existe conceito único para definir a educação física por ser um tema relevante e vasto, cabe ressaltar que cada autor procura elaborar seu conceito junto a sua experiência profissional, assim como para Cunha citado por Caparroz (1984, p 11-12) tem o seguinte argumento:
Sem duvida nenhuma a característica básica da educação física e o movimento. E este e o atributo que a diferencia das demais disciplinas. A ginástica, o jogo, o esporte e a dança são os seus elementos. Mas a simples pratica destas atividades não caracteriza a educação. Fazer educação física e relacionar o movimento com a inteligência [...].
Partindo para a educação física ressignificada, cuja mesma e uma nova maneira de aplicar a educação, onde alguns autores utilizam a seguinte nomenclatura: Educação Física Adaptada, que tem como englobar todas as crianças independentemente de ter alguma necessidade educativa especial. A educação física ressignificada e um elemento que vem para contribuir no processo de ensino aprendizagem e também na realização da integração de crianças que antes ficavam de fora das aulas de educação física e no meio delas estão aquelas que possuem alguma deficiência, onde as atividades devem ser bem estruturadas de maneira com que todos participem sem nenhuma restrição.
Com um bom planejamento a aula realizada terá uma boa proposta onde conseguira atingir seu objetivo, fazendo com que todos participem da atividade proposta pelo professor. Quando empregada em uma turma que tenha crianças com deficiência, as praticas escolares devem ser esquematizadas de acordo com as necessidades da turma, dessa forma o objetivo será concluído, para que todos participem, pois mesmo sendo inovada e tendo a participação de todos se deve tomar cuidado para que eles não venham extravasar e acabarem se lesionando.
A Educação Física Adaptada deve ensinar os alunos a fazer mudanças dentro de si, para conseguir isso, deve-se respeitar a individualidade de cada um, respeitar suas diferenças e limitações, trabalhar suas potencialidades, nunca subestimá-los, vibrar com suas conquistas, motivá-los a dar novos passos e oferecer oportunidade para que eles possam desfrutar da alegria proporcionada pela pratica recreativa e esportiva (ROSADAS, 1989).
As aulas devem apontar e aperfeiçoar propostas, onde o aluno sinta prazer em executá-las, também trabalhar com atividades do cotidiano escolar de forma que desperte interesse e satisfação das crianças.
Segundo Duarte; Lima (2003)
As atividades proporcionadas pela Educação Física Adaptada devem oferecer atendimento especializado aos alunos com necessidades especiais, respeitando as diferenças individuais, visando proporcionar o desenvolvimento global dessas pessoas, tornando possível não são só reconhecimento de suas potencialidades, como também, sua integração na sociedade.
E bom ressaltar que o docente tem que ter um relacionamento de companheirismo e confiança, pois dessa forma ele ira conhecer e focar nas dificuldades de acordo com a individualidade de cada um, sem contar que as atividades propostas pelo professor podem ajudam na formação de personalidades das crianças, auxiliando na reestruturação de cidadãos críticos, sendo eles deficientes ou não.
Na escola, os educandos com deficiência leve e moderada podem participar de atividades dentro do programa de Educação Física, com algumas adaptações e cuidados. A realização de atividades com crianças, principalmente aquelas que envolvem jogos, devem ter um caráter lúdico e favorecer situações onde a criança aprende a lidar com seus fracassos e seus êxitos. A variedade de atividades também prevê o esporte como um auxilio no aprimoramento da personalidade de pessoas portadoras de deficiência (BUENO E RESA, 1995).
Ainda hoje e possível encontrarmos professores com dificuldades para a realização de suas aulas inclusivas. Os mesmos ainda reclamam da falta de formação especializada e de apoio técnico no trabalho com alunos inseridos nas classes regulares, onde infelizmente se destacam a necessidade de orientação por equipe multidisciplinar, a formação continuada, a infra-estrutura e recursos pedagógicos adequados, experiência previa junto a alunos com necessidades especiais, atitude positiva dos agentes, alem de apoio da família e da comunidade. Vale à pena ressaltar que nas aulas de educação física todas as crianças têm que estar incluídas, independente de ser negro, branco, pobre ou rico, com alguma deficiência ou não, todos merecem ter o direito de receber um ensino de qualidade.
Estudos recentes sobre a atuação do professor em classes inclusivas apontam que o sucesso de sua intervenção depende da implementação de amplas mudanças nas praticas pedagógicas (O'DONOGHUE & CHALMERS, 2000).
Quando se fala de educação física revigorada, trata-se de uma nova maneira de expor as atividades de modo seguro e com sucesso aos alunos. Como todos sabem a educação Física e de grande importância no currículo escolar das crianças. Ela tem um papel indispensável no desenvolvimento global dos discentes. A mesma procura tratar do aluno sem que haja desigualdades, tornando a auto-estima e a autoconfiança mais elevada através da possibilidade de execução das atividades, conseqüentemente da inclusão. Na área da educação especial ela e muito bem vinda, pois incentiva a socialização e influencia na participação de todos e o foco dela também e trabalhar, principalmente a cultura corporal dessas crianças.
Com relação a conceito sobre a Educação Física Renovada de acordo com ROSADAS (1994, p. 05), "e a Educação Física aplicada em condições especiais, visando uma população especial que necessita de estímulos especiais de desenvolvimento motor e funcional.
A educação física revigorada também vem sendo considerada, de maneira geral como: atividades adaptadas as capacidades de cada um, respeitando suas diferenças e limitações, proporcionando as pessoas com deficiência a melhora do desenvolvimento perante a sociedade, conseqüentemente, da qualidade de vida.
Segundo Bueno e Resa (1995 apud Gorgatti; Costa, 2005)
A Educação Física Adaptada para pessoas com deficiência não se diferencia da Educação Física em seus conteúdos, mas compreende técnicas, métodos e formas de organização que podem ser aplicados ao individuo deficiente.
A falta de educação física para essas crianças pode vir a causar vários problemas em suas vidas, pois essa disciplina e de grande importância para todos. Dessa forma se for possível o professor fazer uma analise de sua turma, para que ele saiba na verdade quem são seus alunos e assim, aplicar atividades adequadas que ajudem no desenvolvimento da cultura corporal e vários outros aspectos para os mesmos, tendo em vista o potencial de cada criança, fazendo com que todos participem de suas aulas, sem que haja exclusão ou ate mesmo preconceito relacionados às crianças com Síndrome de Down.
Gorgatti; Costa, (2005) afirma que:
A Educação Física Adaptada e uma parte de Educação Física, cujos objetivos são o estudo e a intervenção profissional no universo das pessoas que apresentam diferentes e peculiares condições para a pratica das atividades físicas. Seu foco e o desenvolvimento da cultura corporal de movimento. Atividades como ginástica, dança, jogos e esportes, conteúdos de qualquer programa de atividade física, devem ser considerados tendo em vista o potencial de desenvolvimento pessoal (e não a deficiência em si).
De acordo com o que foi dito acima não se deve excluir absolutamente nenhuma crianças das aulas de educação Física, muito pelo contrario, elas devem ser inseridas em todas as atividades sem receios. A educação física e um elemento muito importante na área da educação especial, pois vem a contribuir no desenvolvimento de cada criança. O professor deve planejar suas atividades com muito cuidado, pois elas devem ser planejadas para que todos participem de maneira espontânea sem restrições, fazendo com que todos os alunos consigam realizar as atividades propostas. A respeito dos conteúdos escolhidos, deve-se considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões, não se restringindo aos simples exercícios, mas sim exercê-las de maneira social e culturalmente significativa. Concordamos com os Parâmetros Curriculares Nacionais (1997), quando ele diz que:
A Educação Física deve oportunizar a todos os alunos, independente de suas condições biopsicossociais, o desenvolvimento de suas potencialidades de forma democrática e não seletiva, visando o seu aprimoramento como seres humanos. Nesse sentido, cabe assinalar que os alunos com deficiência não podem ser privados das aulas de Educação Física.
A educação inclusiva esta ligada a educação especial que e também chamada tradicionalmente como atendimento educacional especializado, que e atribuído as crianças que nascem com alguma necessidade educativa especial. Esse ensino e principalmente visto em escolas que possuem alunos que necessitam de atendimento, e também e possível encontrá-los em instituições que prestaram serviços especializados em determinadas especificidades.
E importante frisar que estes atendimentos educacionais a essas pessoas que apresentam alguma deficiência, passaram a ser fundamentado pelas disposições da Lei de Diretrizes Bases da Educação Nacional no 4.024/61 que estabelece o direito dos excepcionais a ter acesso à educação e preferencialmente no sistema geral de ensino. Em algumas instituições de ensino regular não executam a organização de um sistema de ensino capaz de suprir as necessidades educacionais especiais desses alunos e então acabam forçando o encaminhamento dos mesmos as escolas de atendimento especial. Isso deveria acontecer como esta estabelecido na constituição federal de 1988 que define no artigo 206 inciso I a igual de condições e permanência na escola. A mesma traz como um dos seus objetivos fundamentais promover o bem de todos sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Pode-se dizer que a educação especial e considerada uma modalidade de ensino que procura estabelecer o desenvolvimento global a alunos que necessitam de atendimento especializado, orientando também seus professores quando preciso, nas turmas de ensino regular que possuem crianças com alguma especialidade.
Segundo Mills (apud Schwartzman, 1999, p. 233) a educação da criança e uma atividade complexa, pois exige adaptações de ordem curricular que requerem cuidadoso acompanhamento dos educadores e pais.
A educação especial e de grande e fundamental importância na vida das crianças com Síndrome de Down, devido a este problema algumas possuem dificuldades ao executar algumas atividades, assim como as motoras como exemplo. Por isso, determinadas crianças acabam desenvolvendo estratégias espontâneas, onde estas se farão presente durante sua aquisição de aprendizagem e também para o resto de sua vida.
Como já foi citada a educação especial e especificada na Constituição Federal que o estado tem como dever junto a educação a garantia de: atendimento educacional especializado aos portadores de deficiências, preferencialmente na rede regular de ensino. (art.208, caput, lll, CF)
E importante expor que a escola deve adotar uma proposta curricular onde foque principalmente a integração e o desenvolvimento da criança com Síndrome de Down, pois o ensino destas crianças deve acontecer de forma sistemática e organizada. Na pratica, o ensino não deve ser teórico e metódico porque a maioria não entende ou ate mesmo não presta atenção na hora em que o professor esta expondo o conteúdo. Este deve ser apresentado de forma agradável e que desperte o interesse e chame a atenção da criança. As dificuldades de aprendizagem, os distúrbios de conduta, a problemática de sua interação completam, mas não esgotam o quadro da educação do aluno com síndrome de Down (MILLS apud SCHWARTZMAN, 1999, p. 232).
Os pais também são parte importante neste processo de aprendizagem, pois os mesmos podem incentivá-la para que elas desenvolvam a sua própria autonomia em pleno o dia-a-dia. "A qualidade da estimulação no lar e a interação dos pais com a criança se associam ao desenvolvimento e aprendizagem de crianças com deficiência mental. (CRAWLE; SPIKER, 1983).
A educação especial definiu-se, pelo currículo, pois e a variação das atividades expostas e ofertadas aos alunos, os mesmos não se diferem para crianças deficientes, porem podem ter um planejamento diversificado do currículo comum, ou somente adaptações necessárias para atender as especificidades dos alunos. Assim como para Andre, (1999) diferenciar e ter a disposição de buscar estratégias para trabalhar com os alunos que apresentam maiores dificuldades.
Quando se fala em diferenças, modificações, inclusão não se direciona aos alunos que possuem necessidades educativas especiais, por isso as particularidades devem ser avaliadas para que o problema possa ser solucionado e as estratégias montadas. Claro que com os alunos com essas especificidades exigem mais atenção e adequações, proporcionando maior interação.
O ensino desde cedo para crianças com deficiência ajuda o seu desenvolvimento. Quando falamos em ensino não nos referimos só à escola! Os pais são de grande importância na escolarização dos seus filhos, pois, começando em casa, o ensino regular será mais fácil. Os pais precisam ficar atentos as dificuldades de seu filho para ajudar a superar as dificuldades da escola. Os professores são fundamentais na vida de seus alunos com necessidades educativas especiais, onde todos os dias querem a melhora de seus alunos, e isso os leva a melhorar cada vez mais seus conhecimentos, desempenhos e suas competências profissionais.
Para os autores De Carlo e Bartalotti, (2001)
A relação educativa estabelece a partir de medidas planejadas pelo professor que possibilite a aprendizagem. Para garantir a efetividade da relação de ensino aprendizagem e preciso conhecer o caminho percorrido por aquele individuo, sua cultura, seu meio social e suas experiências.
O reconhecimento de sua formação eleva sua auto-estima, enriquecendo seu currículo com diversidade para repassar aos seus discentes, procurando sempre novas metodologias para serem aplicadas no ensino e aprendizagem de seus alunos, sempre respeitando a cultura corporal de cada um.

CONSIDERAÇÕES FINAIS E RECOMENDAÇÕES

A Educação Física, como todos sabemos se da através de brincadeiras, jogos, exercícios e muito mais. Lembrando também que ela auxilia significativamente na formação do individuo. Assim como também ha grupos de pessoas que necessitam de uma Educação Física Especial, ou seja, apropriada as necessidades e dificuldades de cada um.
A partir dessa visão acredita-se que não existem muitas diferenças entre a Educação Física para as crianças com Síndrome de Down e também para aquelas que não têm a deficiência. Então temos que rever certos conceitos que são criados por pessoas que não possuem o conhecimento suficiente em nossa área, que levam em conta os ajustes somente para as aulas com crianças deficientes. Vale à pena ressaltar que a Educação Física adquire um papel importante na medida em que pode estruturar um ambiente facilitador e adequado para qualquer individuo, oferecendo a eles experiências que vão resultar num auxilio de seu desenvolvimento.
A Educação Física e seus professores precisam fundamentar-se teoricamente para justificar a comunidade escolar e a própria sociedade o que já sabem fazer, e, estreitando as relações entre teoria e pratica pedagógica, inovar, quer dizer, experimentar novos modelos, estratégias, metodologias, conteúdos, para que a Educação Física siga contribuindo para a formação integral das crianças, jovens e adultos.
Percebe-se que a inclusão das crianças com Síndrome de Down nas escolas regulares, de modo que revigoraram as aulas de educação física, são de grande importância para os educandos e educadores nas contribuições para o processo que se legitima a formação cidadã, pois na escola regular ela estará interagindo com outras crianças, e terá mais oportunidade de se tornar uma pessoa mais sociável e tendo um rendimento melhor nas atividades que for desenvolver. De acordo com as leituras nota-se também que graças à educação inclusiva, o índice de alunos com necessidades educativas especiais vem aumentando nas escolas regulares oportunizando o desenvolvimento, o aprendizado e o convívio no meio de tantas diferenças que ha em uma escola.
No inicio do artigo tinha-se definições totalmente desconhecidas com relação ao tema abordado e achava-se que as crianças com Síndrome de Down eram limitadas e não podiam fazer as mesmas atividades das crianças que não possuem a deficiência. O que motivou a realização da pesquisa foi à curiosidade em saber como lidar com essas crianças de maneira que se estimule o seu aprendizado, a socialização e de que maneira a sociedade os enxergava. Achava-se que a Síndrome de Down era dividida por grau e que de acordo com cada um seria formulada uma maneira de trabalhar e que no ensino regular deveria haver uma sala e um professor especializado para cada um. Imaginava-se que eles não praticavam todas as atividades físicas por achar que eles eram frágeis e também não eram aptos a tecnologia.
A partir desta pesquisa o ponto de vista mudou totalmente, hoje sabe-se que não basta uma sala e um professor especializado, tem que haver a inclusão das crianças com e sem a Síndrome de Down para que haja uma integração e não a discriminação e se percebeu o quanto a aula de educação física e importante na vida de todas as pessoas e como facilita na formação dos cidadãos buscando uma qualidade de vida melhor tanto na área familiar e profissional.
Na falta de informação, a sociedade acaba rotulando os deficientes como incapazes, e hoje em dia as pessoas que tem Síndrome Down estão ganhando espaço na sociedade. Alguns trabalham, estudam, e ate mesmo constroem famílias. Isso serve de exemplo para que a comunidade procure se atualizar, porque a maioria das famílias tem possibilidades de ter uma criança com a síndrome. No entanto, imaginava-se que a aula deveria ser toda modificada, mas depois que aprofundou-se nas literaturas percebeu-se o quanto essas crianças tem forca de vontade e perseverança, por enfrentarem o preconceito diário da sociedade e por serem capazes de superar seus limites. E importante lembrar que todos têm limitações e necessidades, afinal ninguém e igual e perfeito.

REFERÊNCIAS

ADRIANO Maia; MAURI de Carvalho. (org.) Ensaios: Educação Física e esporte. Vitoria: UFES, Centro de Educação Física e Desporto, 1997, volume 5. 275p.
ANDRE, M. E. D. A. (org.). Pedagogia das diferenças na sala de aula. Campinas: Papirus, 1999.
Annymy. Síndrome de Down. Disponível em http://superandodeficiencias.blogspot. com/2010/12/síndrome-down.html. Postado em 17 de dezembro de 2010 as 09h30min. Acessado em 07 de maio de 2011 às 17h24min.
Avaliação Postural. Disponível em http://www.medidaseavaliacaopostural. Blogspot. com/. Postado em 23 de novembro de 2009 as 04h39min. Acessado em 15 de maio de 2011 às 14h57min.
BRASIL, Constituição da Republica Federativa do Brasil. Brasília: Imprensa oficial, 1988.
BUENO, J.G.S. A inclusão de alunos deficientes nas classes comuns do ensino regular. Tema sobre Desenvolvimento, São Paulo, v. 9, n 54, p.21-27, 2001.
CAPARROZ, Francisco E. Entre a Educação Física na escola e a Educação Física da escola. 2a ed. Campinas: Ed. Autores Associados, 2005.

Carta Brasileira de Educação Física. Disponível em http://crefpb.vilabol.uol. com. br/ carta2.htm. Acessado em 28 de maio de 2011 às 15h31min.
CHICON, Jose Francisco (org.). Educação Especial: fundamentos para a prática pedagógica vitoria EDUFES. CEFD, 2004. 142p.
COLL, Cesar. MARCHESI, Álvaro. PALACIOS, Jesus. Etal. Desenvolvimento psicológico e educação: transtornos de desenvolvimento e necessidades educativas especiais. 2. Ed. . Porto Alegre: Artmed, 2004. Vol. 3.
DE CARLO, M. M .R.;BARTALOTTI, C. C. (ORG.). Terapia ocupacional no Brasil: fundamentos e perspectivas. São Paulo: Plexus. Editora, 2001.
______.Declaração de Salamanca e linha de ação sobre as necessidades educativas especiais. Brasília: UNESCO, 1994.
______.Decreto no 6.571, de 17 de setembro de 2008. Regulamenta o parecer do CNE/CEB no 13/2009. Lei de Diretrizes operacionais para educação especial. Acessado dia: 23 de maio de 2011 às 10h29min.
Disponível em http://cristiana-recomecar.blogspot.com/2008/11/ventriculomegalia-cerebral-fetal-e.html?zx=64296a68efc7926. Postado em 16 de Novembro de 2008 as 06h48min. Acessado em 15 de maio de 2011 às 14h54min.
Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Prega_palmar_transversal_unica. Postado em 13 de outubro de 2010 às 23h59min. Acessado em 15 de maio de 2011 às 14h29min.

Disponível em http://www. manualmerck.net/?id=154&cn=1219&ss=hidroefrose. Acessado em 15 de maio de 2011 as 15h02min.
Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L10098.htm. Acessado em 14 de maio de 2011as 13h50min.
DUARTE, E; LIMA, S. T. Atividade Física para Pessoas com Necessidades Especiais. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.
______.Estatuto da Criança e do Adolescente no Brasil.Lei n 8.069,de 13de julho de 1990.
FERREIRA, J. R. Educação especial, inclusão e política educacional: notas brasileiras. In: RODRIGUES D. (org.) Inclusão e educação: Dose olhares sobre a educação inclusiva. Sao Paulo: Summus Editorial, 2006.
FRANCA,W.M.G. Atresia de Duodeno. Disponivel em http://www.drwilly. com.br/ index.php?option=com_content&task=view&id=22&Itemid=37. Acessado em 15 de maio de 2011 as 14h26min.
GIL. Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa- 5. Ed . Sao Paulo: Atlas, 2010.
GLAT, Rosana. Um novo olhar sobre a integracao do deficiente. In: MONTOAN, Maria Teresa Egler. (org.) A integracao de pessoas com deficiencia: contribuicoes para uma reflexao sobre o tema. Sao Paulo: Memnon;SENAC,1997.

Izabella Mendes SantfAna. Educacao Inclusiva: Concepcoes De Professores E Diretores. Disponivel em http://www.scielo.br/pdf/pe/v10n2/v10n2a09.pdf,acessado em 20 de abril de 2011 as 20h16min.
JANNUZZI, G.M. A educacao do deficiente no Brasil: dos primordios ao inicio do seculo XIX. Sao Paulo: Autores Associados, 2004.
______.Jose Francisco. Praticas psicopedagogica em criancas com necessidade educativas especiais abordagens psicomotoras. Espirito Santo: vitoria UFES 1999. 191p.
______.MENDES, E.G. Raizes historicas da educacao inclusiva. Texto produzido para o seminario avancado sobre educacao inclusiva . UNESP, 2001, Marilia, SP. Mimeo.
______.Ministerio da educacao Lei de Diretrizes e Bases da Educacao nacional, LDB 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
MONTOAN, Maria Tereza Egler. Inclusao escolar de deficientes mentais: que formacao para professores? In: MONTOAN, Maria Tereza Egler. (org.) A integracao de pessoas com deficiencia: contribuicoes para uma reflexao sobre o tema. Sao Paulo: Memnon; SENAC, 1997.
MRECH, L. M. O que e educacao inclusiva? Revista Integracao, Brasilia: Ministerio de Educacao, Secretaria de Educacao Especial, C. 8, p.37/40, 1998.
Ms. Aline Miranda Strapasson; Franciele Carniel. A Educacao Fisica na Educacao Especial. Disponivel em http://www.efdeportes.com/efd104/educacao-fisica-especial.htm. Acessado em 13 de junho de 2011as 15h43min.
NALA. A Ventriculomegalia cerebral fetal e a Hidrocefalia. Disponivel em http://cristiana-recomecar.blogspot.com/2008/11/ventriculomegalia-cerebral-fetal-e.
html?zx=d28e43a94efc1506. Postado em16 de Novembro de 2008 as 06h45min. Acessado em 15 de maio de 2011as 14h30min.
Neiva, Marli e Marilia. Sindrome de Down - Inclusao e Tecnologia Assistivas. Disponivel em http://sindromedownpuc.blogspot.com/. Postado quinta-feira, 23 de outubro de 2008 as 08h22min. Acessado em 11de maio de 2011 as 11h26min.
OLIVEIRA, G. C. Psicomotricidade: educacao e reeducacao num enfoque psicopedagogico. Petropoles, RJ:Vozes 2002.
______.Parametros Curriculares Nacionais: Educacao Fisica. Brasilia: MEC/SEF, 1997.
______.Politica Nacional de Educacao Especial na Perspectiva da Educacao Inclusiva. Brasilia: MEC/SEESP, 2008.
Revista Brasileira de Ciencia do Esporte. Disponivel http://www.rbceonline.org.br/ revista/index.php/RBCE. Acessado em 12 de maio de 2011 as 23h09min.

Roberta Nascimento Antunes Silva. A educacao especial da crianca com Sindrome de Down. Rio de Janeiro, 2002 disponivel em http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/ spds lx07.htm#refe.
Ruth Eugenia Cidade. Educacao fisica e inclusao: consideracoes para a pratica pedagogica na escola. Disponivel em http://mail.toledo.pr.gov.br/sites/default/files/ inclusao.pdf. Acessado em 14 de junho de 2011 as 19h45min.
SANDRA Soares D. F; ZENOLIA C. C. F. (org.) Ensaios: Educacao Fisica e Esporte, vitoria: UFES, Centro de educacao Fisica e Desporto, 1999, volume 6, 163p.
SASSAKI, Romeu K. Inclusao.

Avaliar artigo
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 4 Voto(s)
    Feedback
    Imprimir
    Re-Publicar
    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-infantil-artigos/a-inclusao-de-criancas-com-sindrome-de-down-na-educacao-fisica-5148914.html

    Palavras-chave do artigo:

    sociedade sindrome de down inclusao

    Comentar sobre o artigo

    TATIANE DA COSTA DIAS

    Este trabalho tem por objetivo analisar a prática docente no desenvolvimento da pessoa com Síndrome de Down, indicando os mecanismos e auxílios que deverão ser oferecidos pela instituição de ensino no processo de aprendizagem, tendo como aliada a participação ativa da família deste discente. Para tanto, procurou-se investigar e registrar as fases do desenvolvimento do Downiano, bem como suas necessidades especiais.

    Por: TATIANE DA COSTA DIASl Educaçãol 15/04/2012 lAcessos: 435

    Esta pesquisa aborda a importância da atividade física para o desenvolvimento motor da criança com Síndrome de Down (SD), na faixa etária de seis a dez anos. A SD caracteriza-se por uma alteração genética que ocorre durante a divisão celular do embrião, ocasionando um atraso no desenvolvimento das funções motoras e mentais do indivíduo. Deste modo, o bebê com está síndrome demora a adquirir determinadas habilidades devido a uma hipotonia generalizada que o afeta desde seu nascimento. Com o pas

    Por: Edvania Albuquerque Feitozal Educaçãol 04/09/2010 lAcessos: 1,462 lComentário: 1

    Esta pesquisa teve como objetivo investigar a experiência de inclusão escolar de uma criança com deficiência física. Partindo do processo histórico de construção das políticas públicas voltadas às necessidades educacionais especiais, problematizou-se o modo de formulação e implementação das políticas de inclusão, atentando para a necessidade de compreender sua efetivação concreta. Partindo de uma perspectiva fenomenológica, a pesquisa recorreu à reconstrução biográfica do processo de inclusão.

    Por: Flainyl Educação> Educação Infantill 09/01/2014 lAcessos: 77

    SÍNDROME DE DOWN - O USO CORRETO DA NOMENCLATURA – PESSOAS COM SÍNDROME DE DOWN X PORTADORES X MONGOLÓIDES Este artigo visa diferenciar as diversas nomenclaturas utilizadas para se referir às pessoas com síndrome de down. O autor relembra terminologias arcaicas, em desuso, até chegar a atual e mais correta nomenclatura sob a óptica do autor. A inclusão das pessoas com síndrome de down na rede regular de ensino também é abordada pelo autor.

    Por: Rodrigo Sabbagl Educaçãol 29/07/2009 lAcessos: 145
    Amanda Mª B. de S. Carvalho

    . Ao termino desse trabalho pode-se confirmar as hipóteses levantas e solucionar a problemática apresentada sendo assim a criança com síndrome tem somente um ritmo de aprendizagem mais lento, cujas etapas precisam ser respeitadas. Inteligência, memória e capacidade de aprender podem ser desenvolvidas com estímulos adequados

    Por: Amanda Mª B. de S. Carvalhol Educação> Educação Infantill 17/07/2012 lAcessos: 477
    Inez Kwiecinski

    A inclusão ou integração de crianças com necessidades educacionais especiais na rede regular de ensino é uma realidade imposta por várias diretrizes de políticas educacionais, porém ainda persistem muitas dúvidas e impasses sobre como deve ser o processo de escolarização desses alunos. Os portadores da Síndrome de Down são crianças que merecem especial atenção, a educação dessas crianças é um processo complexo e requer adaptações e, muitas vezes o uso de recursos especiais.

    Por: Inez Kwiecinskil Educação> Educação Infantill 25/01/2011 lAcessos: 4,360 lComentário: 1
    Ana Carolina S. Ravagnani

    Resumo: O trabalho tem por objetivo mostrar que alunos com Síndrome de Down podem ser alfabetizados, no entanto, as dificuldades na escola se devem em alguns casos ao despreparo do professor no ensino regular e em outros nas demais instâncias da instituição. A inclusão de crianças com déficit intelectual é um assunto delicado e que merece especial atenção entendendo que aprender não é tarefa fácil. Professores da escola pública estão vivendo momentos de reflexão e aprendizagem quando se trata da

    Por: Ana Carolina S. Ravagnanil Educação> Educação Infantill 07/07/2010 lAcessos: 3,430 lComentário: 2

    O presente trabalho aborda um assunto de estrema importância para o avanço dos direitos educacionais garantidos na Constituição Brasileira, quando se entende que a educação é direito de todos. Em um breve histórico, que versa sobre o contexto no qual fizeram parte as pessoas com deficiência rumo ao processo de inclusão na educação superior, buscaremos apresentar os avanços relacionados à inclusão dos mesmos, como também as atenções voltadas para esse público de discente.

    Por: Duanne Granjal Educação> Ensino Superiorl 21/07/2011 lAcessos: 567

    Este artigo tem por objetivo esclarecer sobre a síndrome de Down e explicar os fatores que causam a síndrome e sua patogenese. Faz-se tambem um breve histórico dessa síndrome e dos efeitos e da trissomia.Aborda-se ainda sobre a aceitação dos familiares e o papel da inclusão para os deficientes como o desenvolvimento destesna inclusão educacional.

    Por: Ingrid de Jesus R. Gonçalvesl Educação> Educação Infantill 14/03/2012 lAcessos: 200
    Zilda Ap. S. Guerrero

    No método de Frotagem o artista utiliza um lápis ou outra ferramenta de desenho, e faz uma "fricção" sobre uma superfície texturizada. O desenho pode ser deixado como está, ou pode ser utilizado como base para aperfeiçoamento. Essa técnica foi desenvolvida pelo pintor, escultor e artista gráfico alemão, Max Ernst, em 1925. Ele foi um dos fundadores do movimento "Dada" e posteriormente um dos grandes nomes do Surrealismo.

    Por: Zilda Ap. S. Guerrerol Educação> Educação Infantill 18/09/2014 lAcessos: 172

    Ênfase no aprender não é de hoje que existe esse modelo de avaliação formativa. A diferença é que ele é visto com o melhor caminho para garantir a evolução de todos os alunos, uma espécie de passo á frente em relação á avaliação conhecida como somativa.

    Por: Jania Gasques bordonil Educação> Educação Infantill 17/09/2014

    Atualmente, o tema Educação Física na Educação Infantil vem sendo objeto de estudo de múltiplos pesquisadores. Essa "nova" área de estudo justifica-se pelo fato de que o movimento, a corporeidade e o lúdico são de suma importância para o desenvolvimento da criança.

    Por: Sandra Maria dos Reis Bernardol Educação> Educação Infantill 16/09/2014

    A verdadeira educação é aquela que instiga o desejo do indivíduo a explorar, observar, trabalhar, jogar e acreditar-se. Levando em conta essa perspectiva, a educação precisa organizar seus conhecimentos, partindo dos interesses dos alunos e, desse modo, levá-los a outros patamares de aprendizagem, que são primordiais à formação e ao exercício da cidadania.

    Por: Sandra Maria dos Reis Bernardol Educação> Educação Infantill 16/09/2014

    O presente artigo objetiva investigar como Educação Infantil contribuem para o desenvolvimento da aprendizagem.

    Por: Sandra Maria dos Reis Bernardol Educação> Educação Infantill 15/09/2014 lAcessos: 14

    O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é uma doença cercada de controvérsia. Por atingir principalmente crianças, muito pais enxergam problemas onde eles não existem — sintomas isolados são comuns nesta fase da vida. Também há quem não preste atenção ao conjunto de sintomas que a caracterizam: quadros de desatenção, hiperatividade e impulsividade de maneira exacerbada.

    Por: Jania Gasques bordonil Educação> Educação Infantill 14/09/2014 lAcessos: 12

    Receber os estudantes com deficiência é um avanço. Mas faltam fazer da inclusão uma realidade e assegurar o direito à Educação

    Por: Jania Gasques bordonil Educação> Educação Infantill 14/09/2014
    Isabel Cristina

    Atualmente, a proposta de educação inclusiva tem gerado polêmicas discussões entre os que adotam uma posição integracionista, os que defendem a escola inclusiva ou ainda aqueles que sentem a importância de uma educação especializada para o aluno com necessidades educacionais especiais . No longo caminho a ser percorrido muitas são as dificuldades a serem enfrentadas, principalmente as que dizem respeito às barreiras físicas e atitudinais,constituídas dos estigmas, preconceitos e estereótipos.

    Por: Isabel Cristinal Educação> Educação Infantill 29/08/2014 lAcessos: 14
    Perfil do Autor
    Categorias de Artigos
    Quantcast