A psicomotricidade na educação infantil e sua importância

Publicado em: 07/07/2011 |Comentário: 0 | Acessos: 5,120 |

INTRODUÇÃO

A Psicomotricidade vem interagindo com as demais ciências da saúde, educação e desportos, fazendo jus a exigência de um atendimento integral, com qualidade, ao indivíduo. O espaço e a liberdade reservados para esta prática permitem à criança, em seu mundo imaginário, estabelecer relações com objetos e outras crianças, o que gera um amadurecimento maior.

O objetivo deste artigo é refletir sobre a psicomotricidade priorizando aspectos referentes à
aprendizagem e citando sua contribuição para o desenvolvimento infantil, por meio de domínios psicomotores, cognitivos e afetivos. No que diz respeito ao domínio psicomotor para Schinca (1991), a psicomotricidade baseia-se nos princípios de desenvolver as faculdades sensoriais e mentais da criança de forma equilibrada, abrindo um campo de livre expressão, necessário para incentivar sua criatividade, seu potencial interior e a inter-relação ativa e positiva com as demais crianças. Ignorar estas questões faria dos movimentos uma mera repetição mecânica dos gestuais, por mais belos e perfeitos que possam ser.

Já nos primeiros meses de vida a criança começa a perceber elementos do seu corpo e das pessoas que a cercam. Olhando para suas mãos e pés, lentamente consegue levá-los a boca. As informações sobre a forma, cor, gosto, vão associar-se a outras que se referem à postura adotada por alguma parte do corpo ou a movimentos que se realize. É um processo que se realiza lentamente, com o acúmulo progressivo de experiências da visão do próprio corpo, sentindo esse corpo, essa mão que vejo e sinto é minha. Na construção do esquema corporal, além da maturação neurológica e sensorial estimuladas pelos exercícios e pela
experimentação, é de suma importância a experiência social, porque antes de conhecermos o nosso corpo, conhecemos o corpo do outro.

De acordo com Vygotsky (2007), é a partir dos dois aos cinco anos de idade, que as crianças aumentam a qualidade de discriminação perceptiva em relação ao próprio corpo. O repertório de habilidades motoras aumenta com a compreensão mais exata, uma locomoção mais coordenada o que facilita a exploração do meio. As atividades psicomotoras auxiliam as crianças a adquirirem noção de espaço, lateralidade, orientação em relação a seu corpo às
pessoas e objetos. O ritmo traduz uma organização dos fenômenos sucessivos, tanto no plano da motricidade, quanto no plano da percepção dos sons emitidos no curso da linguagem (LE BOUCH, 1998, p. 100).

Os educadores têm necessidade de conhecer todos os aspectos do desenvolvimento da criança, para colocar em prática um trabalho global, dinâmico, flexível, e, sobretudo, recreativas, para atender as suas reais necessidades determinadas pelo nível de maturação. 

A PSICOMOTRICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL E SUA IMPORTÂNCIA

O estudo da psicomotricidade surgiu na França, segundo Buganha (2010) e sua evolução veio da psiquiatria, onde a partir daí a psicomotricidade tornou-se uma forma muito atuante com visão de ciência e técnica. Muitas questões, advindas da percepção da complexidade das ações humanas, têm sido trazidas por esse outro campo científico. Pode-se observar, por exemplo, a atividade física a partir de uma visão mais ampla, em que o homem, cada vez mais, deixa de ser percebido como um ser essencialmente biológico sendo concebido a uma visão mais abrangente, na qual se considera o processo social, histórico e cultural.

Os temas sobre psicomotricidade são muito abordados em pesquisas teóricas fixadas no desenvolvimento motor da criança, mas ao passar dos tempos, essas pesquisas passaram a abranger a relação entre o atraso no desenvolvimento motor e o intelecto da criança, fazendo assim, surgirem novos estudos sobre o desenvolvimento da habilidade manual e aptidão motora em função da idade, fazendo com que nos dias atuais, esses estudos ultrapassem os problemas motores.

Sabe-se que o ser humano é um complexo de emoções e ações, propiciadas por meio do contato corporal nas atividades psicomotoras, que também favorecem o desenvolvimento afetivo entre as pessoas, o contato físico, as emoções e ações ao observarmos o comportamento de uma criança, percebemos como é o seu desenvolvimento.

O comportamento e a conduta são termos adequados para todas as reações, sejam elas reflexas, espontâneas ou aprendidas, dessa maneira assim como o corpo cresce, o comportamento evolui. No processo de desenvolvimento a criança evolui física, intelectual e emocionalmente, e suas primeiras evidências de desenvolvimento normal são as manifestações motoras.

Na medida em que ocorre a maturação do sistema nervoso, o comportamento se diferencia e também se modifica. A criança apresenta uma coordenação global ampla inicialmente, que são desenvolvidas por grandes feixes de músculos, os quais à medida que são usados, faz com que a criança desenvolva uma coordenação fina. O desenvolvimento motor se completa em torno dos 7 anos, ocorrendo posteriormente um refinamento da integração perceptivo motora com o desenvolvimento do processo intelectual propriamente dito. A psicomotricidade contribui para a formação e estruturação do esquema corporal facilitando a
orientação espacial e suas relações com a educação física baseiam-se nas necessidades das crianças, onde por meio da educação psicomotora, a educação física passa a ter como objetivo principal incentivar a prática do movimento em todas as etapas da vida de uma criança.

A psicomotricidade, desde seus primórdios, compreendia o corpo nos seus aspectos neurofisiológicos, anatômicos e locomotores, coordenando-se no espaço e tempo, para emitir e receber significados. Atualmente, a psicomotricidade é o relacionar-se através da ação, como um meio de tomada de consciência que une o ser corpo, mente espírito, natureza e o ser sociedade. A psicomotricidade está associada à afetividade e à personalidade, porque o indivíduo utiliza seu corpo para demonstrar o que sente. A psicomotricidade conquistou, assim, uma expressão significativa, já que se traduz em solidariedade profunda e original entre o pensamento e a atividade motora. Fonseca (2004, p. 8) comenta que a psicomotricidade é atualmente concebida como a integração superior da
motricidade, produto de uma relação inteligível entre a criança e o meio. Para Ajuriaguerra (1970, p. 19), é a ciência do pensamento através do corpo preciso, econômico e harmonioso.

Segundo Coste (2002, p. 23), é a ciência encruzilhada, onde se cruzam e se encontram múltiplos pontos de vista biológicos, psicológicos, psicanalíticos, sociológicos e linguísticos. Para Vayer (1992, p. 20), a educação psicomotora é uma ação pedagógica e psicológica que utiliza os meios da educação física com o fim de normalizar ou melhorar o comportamento da criança.

De Meur y Staes (1992, p. 39) define a psicomotricidade como a posição global do sujeito. Pode ser entendido como a função de ser humano que sintetiza psiquismo e motricidade com o propósito de permitir ao indivíduo adaptar de maneira flexível e harmoniosa ao meio que o cerca. Pode ser entendido como um olhar globalizado que percebe a relação entre a motricidade e o psiquismo como entre o indivíduo global e o mundo externo. Pode ser entendido como uma técnica cuja organização de atividades possibilite à pessoa conhecer de uma maneira concreta seu ser e seu ambiente de imediato para atuar de maneira adaptada.

Psicomotricidade é a técnica ou grupo de técnicas que tendem a interferir no ato intencional significativo, para estimular ou modificá-lo, usando como mediadores a atividade corporal e sua expressão simbólica. O objetivo, por conseguinte, é aumentar a capacidade de interação do sujeito com o ambiente (NUÑEZ Y FERNÁNDEZ, 1996, p. 34). 

Berruezo (2002) diz que a psicomotricidade é um foco da intervenção educacional ou terapia cujo objetivo é o desenvolvimento da capacidade motriz, expressivas e criativas a partir do
corpo, o que a leva centrar sua atividade e se interessar pelo movimento e o ato, que é derivado da: disfunções, patologias, estímulos, aprendizagem, etc.

A psicomotricidade é uma disciplina educativa e terapêutica, concebida como diálogo que considera o ser humano como uma unidade psicossomática e que atua sobre sua totalidade por meio do corpo e do movimento no ambiente, por meio de métodos ativos de mediação principalmente corporal, com o propósito de contribuir a seu desenvolvimento integrante
(MUNIÁIN, 1997). 

A psicomotricidade é a integração do indivíduo, utilizando, para isso, o movimento e levando em consideração os aspectos relacionais ou afetivos, cognitivos e motrizes. É a educação pelo movimento consciente, visando melhorar a eficiência e diminuir o gasto energético
(BARRETO, 2002, p. 2). 

A criança em idade escolar é dinâmica, espontânea e com múltiplas habilidades físicas, sendo que as habilidades motoras são utilizadas para expansão de seu desenvolvimento.

Conforme Tani (at al 2006, p. 50) a progressão do organismo, desde a concepção até a maturidade plena, compreende dois aspectos: crescimento e desenvolvimento. Por crescimento se entende o aumento no número ou tamanho das células, e por desenvolvimento, as transformações funcionais que ocorrem nas mesmas. Crescimento e desenvolvimento são inter-relacionados. Ao longo do desenvolvimento, o indivíduo sofre mudanças que não são apenas quantitativas, mas principalmente qualitativas.

Durante os primeiros meses de vida, as crianças crescem muito rapidamente; antes de completarem um ano essa taxa de crescimento diminui; nos cinco anos seguintes, ele será bem menos acelerado (GRANGER, 1981). Complementando Manning (2001, p. 29), coloca que o corpo de uma criança se desenvolve a ritmos diferentes, de acordo com tabelas individuais geneticamente determinadas. Todavia, a seqüência de crescimento é a mesma para a maioria dos seres humanos.

O desenvolvimento normalmente se processa obedecendo a dois padrões segundo Manning (2001) e Tani at al (2006) primeiro céfalo caudal e o segundo, próximo distal, no qual o céfalo caudal tem início perto do cérebro e prossegue ao longo do resto do corpo; o próximo distal determina que o desenvolvimento se processe da medula espinhal para fora. Os bebês aprendem a controlar o tronco e a região abdominal, antes de poderem controlar os braços e
pernas. De acordo com estes autores, as células cerebrais, em sua maioria, já estão formados em vida uterina; entretanto, só após o nascimento as vias de comunicações entre as células se tornam mais numerosas e mais complexas.

Conforme Manning (2001, p. 32) a princípio o tronco cerebral e a medula espinhal exercem a maior influência sobre o comportamento como essas partes do cérebro são responsáveis pelo comportamento involuntário, como a respiração, a digestão e o metabolismo, quase todas as atividades do recém-nascido são reflexas. À medida que o bebê vai crescendo, a parte do cérebro que preside tanto os movimentos voluntários como o pensamento passa a desempenhar papel cada vez maior e muitos reflexos desaparecem. 

Dos dois aos cinco anos de idade o desenvolvimento sofre alterações que vão sendo impostas progressivamente pela imagem que a criança esta começando a formar de si mesma. (MANNING, 2001, p. 84).

Do um aos seis anos, as partes do corpo crescem com rapidez diferente, de modo que, aos poucos, a s pernas se tornam proporcionalmente mais compridas, enquanto o tronco e a cabeça vão ficando, proporcionalmente menores e, apesar da vontade que as crianças demonstram em crescer, o importante não é o tamanho, mas o maior controle sobre o uso das partes do corpo, que possibilitará um desenvolvimento adequado (GRANGER, 1981,
p. 17). 

Segundo Manning (2001, p. 32) todas as fibras musculares se formam provavelmente no feto. Por ocasião do nascimento, os músculos são relativamente pequenos, mas eles crescem continuamente até a idade adulta, tanto em comprimento como em
espessura. Os músculos próximos do cérebro são os primeiros a crescer, enquanto os dos membros se desenvolvem mais tarde. Os músculos da cabeça são os primeiros que os bebês aprendem a usar quando fazem movimentos voluntários. 

Para Manning (2001) durante a primeira infância, o desenvolvimento da criança está dirigido para a interação da maturação biológica e as forças ambientais. As crianças na primeira infância ingressam também para o estágio pré-escolar ou estágio pré-operatório de Piaget. Nos próximos anos, haverá um desvio gradual para o crescimento cognitivo e social, que será afetado mais pela autoconsciência crescente da criança. Neste estágio, o desenvolvimento perceptivo progride rapidamente, aprendem a usar símbolos abstratos e a linguagem aumenta prodigiosamente. 

A educação para a dança, e com ela a improvisação, não devem ser de forma alguma, somente um assunto específico, mas sempre um formador de personalidade; conseqüentemente, ela não é só atributo do conhecimento específico pragmático, mas também do campo emocional, comunicativo, criativo e cognitivo, tanto quanto uma solicitação pode ser feita neste âmbito, por meio do movimento. (HASELBACH, 1989, p. 29 apud GOMES, 2000). 

Ao entendermos o movimento como manifestação de um conhecimento próprio (adquirido), de possibilidades potenciais de o indivíduo apropriar-se e utilizá-lo como agente representativo de sentimentos e saberes, para melhor compreendê-lo, podem-se classificá-los da seguinte forma:

1) Desenvolvimento Motor - O desenvolvimento motor tem basicamente dois processos fundamentais, ou seja, o aumento da diversificação e da complexidade do comportamento (TANI, at al, 2006). No processo de diversificação do comportamento, surge o aumento na quantidade de elementos do mesmo; no aumento de complexidade, há interação entre estes mesmos elementos. Sendo assim, o autor coloca que uma criança primeira tem o padrão
fundamental de andar, desenvolve o andar diversificado em termos de formas, velocidades
e direções. A seguir, com base nestes padrões, desenvolve correr diversificado. 

Numa etapa posterior, estes elementos do comportamento como o andar... Interagem para formar estruturas mais complexas, dando origem para uma grande variedade de combinações que podem ser feitas, e estruturas mais complexas vão surgindo. (TANI at al, 2006, p. 87). 

Para Manning (2001), Granger (1981), Tani at al (2006), no decorrer do segundo e terceiro ano, as crianças aperfeiçoam a técnica do caminhar, aprendem a correr pular, subir e descer escadas, transpor obstáculos. Aos três anos conseguem andar de velocípede, erguer e carregar objetos relativamente pesados coordena suas atividades com precisão. Aos quatro anos a criança pode saltar e correr de uma forma mais regular, pular para frente utilizando os braços mais independentes do resto do corpo. Os movimentos das mãos e dedos estão mais sutis, conseguem desabotoar os botões. Aos cinco anos o senso de equilíbrio está consideravelmente amadurecido, permitindo-lhe subir, pular e saltar com maior habilidade.

A criança tem um desejo enorme de aprender, quer ver, tocar e até provar o que aparecer pela frente; entretanto, só se torna capaz de executar tarefas mais complexas, com o fortalecimento dos músculos, e a partir do momento em que o cérebro ficar mais capacitado para transmitir impulsos nervosos (a partir dos 3 anos - estágio pré-operatório (PIAGET, 1999). Os pequenos músculos aumentam com a idade e os movimentos das mãos e dedos se tornam mais sutis. Em relação ao equilíbrio e coordenação, no início não são perfeitos
(dois a três anos), mas os princípios já foram assimilados; ao final do estágio pré-operatório, já está em considerável amadurecimento (MANNING, 2001). 

Estudos mostram que dos seis aos sete anos de idade, o desenvolvimento motor da criança se caracteriza basicamente pela aquisição, estabilização e diversificação das habilidades básicas. É neste período que estas habilidades alcançam um padrão maduro observado nos adultos. Nos anos que se seguem, até aproximadamente 10 a 12 anos, o desenvolvimento se caracteriza pelo refinamento e diversificação na combinação estas habilidades, em padrões sequenciais cada vez mais complexos (TANI at al, 2006, p. 87) 

Com a análise destes estudos a dança apresenta-se como forma de complementar as habilidades e capacidades perceptivo motoras, que deverão ser desenvolvidas nas várias atividades quando se trabalhar com a criança. Como um dos objetivos da dança é o desenvolvimento da sensibilização e a conscientização do indivíduo, de suas posturas, atitudes, gestos e ações cotidianas, este trabalho propicia que a criança através de sua linguagem corporal, auto-expressão e criatividade, melhore o rendimento destas
habilidades e possibilite trabalhar  tanto as capacidades físicas quanto às perceptivo motoras.

2) Desenvolvimento Cognitivo - Para Tani (at al, 2006, p. 99), Piaget foi um dos estudiosos que mais contribuiu com a compreensão do desenvolvimento cognitivo, a inteligência. Suas pesquisas constituíram em diretrizes para o estudo deste desenvolvimento, e dentro do modelo piagetiano, tornou-se clara a importância dos movimentos na formação da inteligência. Piaget dividiu a seqüência do desenvolvimento cognitivo em estágios ou períodos. Os estágios estão determinados com a idade cronológica; entretanto, os escritos de Piaget deixam claro que os níveis de pensamento sofrem desvios, algumas crianças
não chegam ao fim da sequência do desenvolvimento, ou a atingem mais tarde ou mais cedo do que outras.

Pelo modelo de Piaget, os estágios são subdivididos em:

a) Sensório-motor (0 a 2 anos) no nascimento a criança não tem conhecimento de si, do mundo. Seus padrões inatos de comportamento são exercitados no ambiente, e modificados pela natureza dos objetos com que vai tendo contato. A partir de reflexos neurológicos básicos, o bebê começa a construir esquemas de ação para assimilar mentalmente o meio. A inteligência é prática. As noções de espaço e tempo são construídas pela ação. O contato com o meio é direto e imediato, sem representação ou pensamento. Exemplos: O bebê pega o que está em sua mão; "mama" o que é posto em sua boca; vê o que está diante de si. Aprimorando esses esquemas, é capaz de ver um objeto, pegá-lo e levá-lo a boca. O registro do pensamento é sensório-motor, ou seja, é o desenvolvimento inicial das coordenações e relações de ordem entre ações, início de diferenciação entre o próprio corpo e os objetos; aos 18 meses, mais ou menos, constituição da função simbólica, ou seja, a capacidade de representar um significado a partir de um significante. No estágio sensório-motor o campo da inteligência aplica-se a situações e ações concretas.

b) Pré-operacional (2 a 7 anos) mais ou menos de um ano e meio aos 5 anos, é o aparecimento do pensamento simbólico; conforme vai acontecendo o amadurecimento, ele vai se tornando mais eficiente. No pensamento sensório-motor, ao fim do período o bebê pode recriar imitações e produzir uma imagem mental.   Esta imitação interna provém da atividade externa, e essas imagens ampliam os símbolos, nos quais ocorre um maior desenvolvimento do pensamento. Há um aumento muito grande da linguagem neste período. Também chamado de estágio da Inteligência Simbólica. Caracteriza-se, principalmente, pela interiorização de esquemas de ação construídos no estágio sensório-motor. A criança deste estágio é egocêntrica, centrada em si mesma, e não consegue se colocar, abstratamente, no lugar do outro. Não aceita a idéia do acaso e tudo deve ter uma explicação. Já pode agir por
simulação. Possui percepção global sem discriminar detalhes. Deixa se levar pela aparência sem relacionar fatos. Exemplos: Mostram-se para a criança, duas bolinhas de massa iguais e dá-se a uma delas a forma de salsicha. A criança nega que a quantidade de massa continue igual, pois as formas são diferentes. Não relaciona as situações.

c) Limiar do pensamento operacional (4 aos 8 anos) maior envolvimento  social, maior intercâmbio de pensamento com os outros, descentralização, começa a se ver e ao mundo; consegue ter pontos de vista diferentes. Este período constitui o pensamento pré-operacional, que começa aos dois anos e aos sete ou oito se tornam representações mais
articuladas.

d) Pensamento operacional (8 a12 anos) operações concretas – por volta dos sete ou oito anos, o pensamento operacional concreto começa surgir. Segundo os estudos de Piaget (1999, p. 75) são ações mentais derivadas em primeiro lugar e ações físicas, que se tornam internas para a mente. É o aumento da complexidade de informações, através das operações concretas desenvolvidas. O intelecto assimila em si próprias novas experiências transformando-as de maneira a ajustarem-se a estrutura que já foi formada. Nesta fase a criança desenvolve noções de tempo, espaço, velocidade, ordem, casualidade, já sendo
capaz de relacionar diferentes aspectos e abstrair dados da realidade. Não se limita a uma representação imediata, mas ainda depende do mundo concreto para chegar à abstração. Desenvolve a capacidade de representar uma ação no sentido inverso de uma anterior, anulando a transformação observada. Exemplos: despeja-se a água de dois copos em outros, de formatos diferentes, para que a criança diga se as quantidades continuam iguais. A resposta é afirmativa uma vez que a criança já diferencia aspectos e é capaz de "refazer" a ação.

As crianças apresentam diferentes formas de falar, agir, brincar, nas diferentes idades, sendo que dificilmente uma criança de três anos participará de um jogo com uma criança de oito, compartilhando as regras do mesmo, ela poderá receber as informações, mas as rejeitará. De acordo com Piaget (1999), quando a criança começa a pensar simbolicamente, entra no estágio pré-operacional. Assim, aos dois anos uma criança pode formar uma
imagem mental, usar palavras como símbolos; mas é essencialmente egocêntrica, centralizadora. Dos três aos quatro anos aperfeiçoa seu funcionamento simbólico, integra-se aos brinquedos imitativos e imaginativos; não é capaz de compreender muitos princípios em relação a como classificar os objetos segundo sua forma ou cor, agrupá-los em termos de função ou de qualidade que lhe sejam comuns. A criança ainda continua com o pensamento egocêntrico e centralizador. Dos quatro aos seis anos os jogos imaginativos se tornam mais eficientes, fazem parte do repertório; entretanto, são incapazes de compreender quando uma pessoa está simulando, e não vêem nenhuma diferença entre a verdade e a mentira.

Na maior parte do período pré-operacional, o pensamento infantil se conserva ilógico, em virtude do princípio de realismo, que é a ideia de que tudo no mundo é uniformemente real, inclusive objetos, sonhos, ideias e palavras; portanto seu raciocínio não é correto. Dos seis aos oito anos a criança se torna mais perceptiva, saberá ter maior capacidade de seriar
conjuntos, e a centralização e egocentrismo diminuem bastante. Já conseguem ter uma visão do outro e de si mais apurada, e, portanto, seu pensamento se tornará mais abrangente e correto em relação aos problemas, com representações mais articuladas. Cabe aos pais um papel importante no desenvolvimento cognitivo de seus filhos nos primeiros anos de vida; porém, se a criança teve uma experiência desfavorável neste domínio, pode ter um efeito negativo e duradouro, e a impressão obtida de si e do mundo também poderá ter uma atribuição negativa, o que acarretará em comprometimento nos domínios afetivo e
social. As crianças devem ser encorajadas a desenvolver mais suas potencialidades, em nível de inteligência e raciocínio.

3) Desenvolvimento Afetivo-Social - O desenvolvimento do domínio social é importante para as crianças, porque durante a primeira infância, as experiências que pais e outras pessoas lhe proporcionam, determinarão muitas das atitudes que provavelmente a criança levará consigo durante a maior parte de sua vida. Apesar de estudos terem demonstrado que pelo menos parcialmente o temperamento de uma criança já está determinado no nascimento, a intervenção do meio é muito significante (MANNING, 2001).

É na primeira infância que as crianças se transformam numa pessoa relativamente autônoma. Assim, segundo o autor citado na medida em que se tornam menos depende dos pais, e mais cônscias de si, passam a perceber outras pessoas, aprendem novas formas de comportamento, que contribuem no aprendizado de desejos e emoções dos outros. De acordo com Piaget (1990), Manning (2001), Tani (at al, 2006), a criança de dois anos é egocêntrica, não tem paciência e sua relação é maior com a mãe. Sendo assim aos dois anos as crianças passam por uma importante transição no comportamento social, a partir
do momento que sua locomoção e linguagem mudam de uma forma acentuada. Entre os
dois e três anos, tornam-se capazes de aprender com os adultos, brincam de maneira paralela usando o mesmo material, brincam de forma independente, embora brinque com o amigo, a criança quer o seu brinquedo e ainda, continua egocêntrica.

Conforme os autores, aos três anos as crianças devem ter oportunidade de ampliar suas experiências sociais, de maneira a poder comparar entre si e os diferentes modos dos adultos. Após os três anos, aprendem a brincar de maneira cooperativa, já conseguem esperar sua vez, dividir com os outros seus brinquedos e posses. Cansam-se facilmente das
brincadeiras, porque não conseguem produzir mentalmente de maneira a tornar as mesmas mais interessantes; portanto é preferível que o período das diversões seja curto, pois não conseguem se fixar muito tempo nos mesmos.

Segundo Manning (2001, p. 117), as crianças a partir de quatro anos aprendem a lidar com seus pares no decorrer das atividades lúdicas. Eles assumem então diversos papéis e experimentam praticar várias habilidades sociais, a fim de determinar as que funcionem melhor em cada situação. Um aspecto importante desse aprendizado é o desenvolvimento de um conjunto de padrões morais ou consciência. 

Sobre a consciência, Freud apud Manning (2001), afirma que ela é adquirida através da identificação, em função da forte ligação com os pais; a criança nesta idade deseja assemelhar-se a eles, uma vez que os admira. Os castigos físicos, segundo os autores acima citados, são menos eficientes, desenvolvem relações não cordiais não promovem identificação forte com os pais; as crianças adotarão os padrões por medo dos castigos, e não por terem interiorizado o código moral. O autor complementa ainda que as crianças nessa faixa de idade são muito imaginativas, devem ser estimuladas em suas histórias,
que acreditam ser muito boas, e terão dificuldades em saber a diferença entre o certo e o errado, se forem reprimidas. Crianças que se mostram mais cooperativas e se relacionam aceitando as idéias, são carinhosas e dispostas a imitar o comportamento das outras crianças têm mais probabilidade de se tornarem populares. Ainda para Manning (2001), as crianças hostis e afirmativas não adquirem popularidade, bem como as muito tímidas; porém, às crianças deve ser permitido expressar seus sentimentos de ira, prazer ou afeição, de maneira a aceitá-los e orientá-los, bem como ensiná-las a conviver dentro dos limites
de compreensão, que lhes permite o seu desenvolvimento cognitivo, com seus pares e com os adultos.

Entre crianças de cinco anos, o que talvez seja mais impressionante, é o fato delas desde esta idade até a adolescência se relacionarem sexualmente de forma segregada, ou seja, brincam com crianças do mesmo sexo; embora interajam com crianças de ambos os sexos, a preferência é escolherem: meninas brincam com as meninas e os meninos com os meninos. As crianças formam grupos com líderes e seguidores, os quais mantêm regras e
rituais, embora sejam flexíveis em nível dos membros do grupo, eles vem e vão. No
final do estagio pré-operacional entre os sete a oito anos tornam-se entusiastas dos jogos competitivos. É também neste estágio, segundo os autores anteriormente citados, que passam a controlar e ter consideração pelas necessidades e princípios das outras pessoas, são capazes de agir de acordo com um conjunto interiorizado. O que se deve levar em consideração em qualquer atividade, é examinarmos as diferenças individuais da personalidade, e as interações sociais da criança, através dos padrões de desenvolvimento atingidos pela mesma.

O trabalho da educação psicomotora com as crianças deve prever a formação de base
indispensável em seu desenvolvimento motor, afetivo e psicológico, dando oportunidade para que, por meio de jogos, de atividades lúdicas, se conscientize sobre seu corpo. Através da educação física, a criança desenvolve suas aptidões perceptivas como meio de ajustamento do comportamento psicomotor. Para que a criança desenvolva o controle
mental de sua expressão motora, deverá realizar atividades considerando seus níveis de maturação biológica. A educação física, na sua parte recreativa, proporciona a aprendizagem das crianças em várias atividades esportivas que ajudam na conservação da saúde física, mental e no equilíbrio sócio afetivo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O artigo relatou por intermédio de revisões bibliográficas que a aprendizagem motora está relacionada com o desenvolvimento motor, em que as mudanças ocorrem no movimento do ser humano ao longo do seu ciclo de vida, de forma significativa e de acordo com o seu desenvolvimento maturacional e ao controle motor, pois constituem uma área integrada.

A criança é um corpo em movimento, possuidor da livre expressão, necessitando ser conduzido da melhor forma possível nesse processo de interação. A psicomotricidade surge como mediadora deste processo, organizando e até reorganizando os gestos motores necessários a evolução da aprendizagem, perfazendo o alicerce sensório perceptivo motor, indispensável no processo de educação e reeducação, organizando as sensações, percepções e ações do sujeito.

É no movimento que a criança conhece, encontra e apreende progressivamente tudo que a cerca. Conhece a si própria, o outro e o espaço, necessário ao ato motor, que são todas as ações do comportamento, caracterizando a conduta adaptativa, criativa e autônoma do sujeito. Os padrões de movimento não são inatos, mas sim adquiridos com o tempo e a vivência. Esse processo inicia-se em casa, nas brincadeiras realizadas no dia-a-dia e, portanto, a criança chega à escola dominando-os parcialmente. Para que ela possa se
aperfeiçoar, as aulas realizadas na Educação Infantil devem buscar o desenvolvimento desses padrões através de jogos e brincadeiras que envolvam os movimentos fundamentais.

É importante salientar que a aceleração do processo de aprendizagem de um movimento básico pode causar insucessos futuros. Devem-se respeitar os limites das crianças e jamais forçá-las a fazer alguma atividade sem que estejam preparadas para isso. Quando ocorre a estimulação dos padrões fundamentais do movimento, podemos desenvolver as habilidades motoras de cada criança e, através de jogos e brincadeiras que envolvam todos os alunos, desenvolver, também, as suas habilidades sociais. Afinal, não devemos ter somente a
preocupação de desenvolver os aspectos físicos de nossos alunos, mas também ensiná-los a viver em sociedade. Dessa maneira, podemos dar uma enorme contribuição para o desenvolvimento global das crianças. O desenvolvimento psicomotor é de suma importância na prevenção de problemas da aprendizagem e na reeducação do tônus, da postura, da direcional idade, da lateralidade e do ritmo. (BARRETO, 2002, p. 54).

Segundo a sociedade brasileira de Psicomotricidade (SBP, 2011), Psicomotricidade, é um termo empregado para uma concepção de movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pelo sujeito, cuja ação, é resultante de sua individualidade - sua linguagem e sua socialização. Conclui-se então, que através de atividades afetivas, psicomotoras e sócio-psicomotoras, constitui-se num fator de equilíbrio na vida das pessoas, expresso na interação entre o espírito e o corpo, a afetividade e a energia, o indivíduo e o grupo, promovendo a totalidade do ser humano. Possui também um impacto positivo no pensamento, no conhecimento e ação, nos domínios cognitivos, na vida de crianças e jovens.

REFERÊNCIAS

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TANI, G. et. al. Educação física escolar: fundamentos de uma abordagem desenvolvimentista. 1. ed .São Paulo: EPU, 2006.

VIEIRA, José Leopoldo; BATISTA, Maria Isabel Bellaguarda; LAPIERRE, Anne. Psicomotricidade relacional: a teoria de uma prática. 2 ed. Curitiba: Filosofart, 2005.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

VAYER, P. O diálogo corporal. A ação educativa para a criança de 2 a 5 anos. Rio de Janeiro: Vozes, 1992.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-infantil-artigos/a-psicomotricidade-na-educacao-infantil-e-sua-importancia-4998429.html

    Palavras-chave do artigo:

    psicomotricidade desenvolvimento educacao

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    Este estudo mostra a importância da psicomotricidade nas aulas de Educação Física escolar, a psicomotricidade tem uma revelância grandiosa na vida do individuou, algums dos seus inúmeros objetivos é motivar a percepção através de atividades, a integração dos movimentos corporais.

    Por: Tamiris Limal Educação> Educação Infantill 24/02/2010 lAcessos: 5,105 lComentário: 7

    O esquema corporal é um elemento básico indispensável para a formação da personalidade da criança. É a representação relativamente global, científica e diferenciada que a criança tem de seu próprio corpo.

    Por: Rosimar Nádila O. Saraival Educação> Educação Infantill 19/10/2010 lAcessos: 2,472
    SANDRA VAZ DE LIMA

    A Psicomotricidade caracteriza-se por uma educação que se utiliza do movimento para atingir outras aquisições mais elaboradas, como as intelectuais. Por meio do desenvolvimento dos elementos corporais, proporcionando a criança o desenvolvimento/ aprimoramento das qualidades físicas, do esquema corporal da estruturação espaço temporal, além de uma conscientização dos movimentos apresentados pelo seu corpo, sendo a base indispensável dos exercícios individuais e de conjuntos.

    Por: SANDRA VAZ DE LIMAl Educaçãol 23/02/2008 lAcessos: 670,184 lComentário: 123

    A criança ao se relacionar com o meio ambiente sente vontades, sentimentos e necessidades que são somadas à medida que o adulto lhe proporciona condições de explorar tudo o que a cerca, agindo de acordo com seu interesse. Essa conquista de espaço por parte da criança lhe dará suporte para um melhor conhecimento de seu corpo, de suas habilidades de movimento. Toda essa estimulação além de possibilitar uma adaptação motora favorece também o trabalho de um real desenvolvimento psicomotor. Dada a im

    Por: ROBERTO GIANCATERINOl Educação> Educação Infantill 07/02/2010 lAcessos: 2,870

    A lateralização, cujo termo vem do latim e quer dizer "lado", tem sido tema para muitos autores que se dedicam ao estudo da psicomotricidade, da linguagem e das dificuldades de aprendizagem. Segundo La Pierre (1986), é durante o crescimento que a lateralidade da criança se define naturalmente, podendo, também ser determinada por fatores sociais ainda muito marcantes nos dias de hoje em nossa sociedade.

    Por: Tayana Josepêl Educaçãol 22/06/2011 lAcessos: 3,413
    TALITA MARIA PEREIRA

    A ampliação e desenvolvimento da coordenação motora possibilita à criança descobrir e adquirir a consciência do esquema corporal através de diversas brincadeiras, oportunizando as mesmas de crescerem gradativa e integralmente, estimulando os movimentos, cognição, psicológico e relação social, bem como manter o corpo em equilíbrio. Nessa perspectiva, o presente estudo buscou investigar a importância da coordenação motora no desenvolvimento corporal da criança e na aprendizagem durante o período e

    Por: TALITA MARIA PEREIRAl Educação> Educação Infantill 13/11/2013 lAcessos: 77
    WALERIA MARTINS RIBEIRO

    RESUMO O movimento corporal utilizada como estratégia para a passagem da Educação Infantil para 1ª série/2º ano do Ensino Fundamental, possibilita articular a movimentação do corpo na busca do saber, o que fará com que a criança desenvolva a personalidade, a conscientização de suas possibilidades de agir e transformar o mundo a sua volta, incentivando uma relação saudável com o próprio o corpo e o uso dele na aprendizagem. Dessa forma a Psicomotricidade se torna um importante instrumento de apr

    Por: WALERIA MARTINS RIBEIROl Educaçãol 15/07/2009 lAcessos: 1,803
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    RESUMO O artigo discute a contribuição da Educação Física no desenvolvimento bio-psico-social da criança na fase pré-escolar, contribuindo com o educador na realização de um trabalho onde se respeite o desenvolvimento sequencial e normal da criança. Também pretende colocar em evidencia a atividade física na pré-escola, visto ser importante no desenvolvimento global da criança, contribuindo assim com o desenvolvimento espacial, equilíbrio e postura do sujeito.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Educação Infantill 06/07/2011 lAcessos: 3,123
    SANDRA VAZ DE LIMA

    O movimento é visto como um suporte que ajuda a criança a adquirir conhecimento do mundo que a rodeia por meio do seu corpo, onde o desenvolvimento motor na aprendizagem é importante, pois a intervenção com a psicomotricidade poderá contribuir para eliminar ou diminuir as dificuldades de aprendizagem. A psicomotricidade destaca a relação existente entre a motricidade, a mente e a afetividade e procura facilitar a abordagem global da criança até então vista como disciplina, técnica ou método.

    Por: SANDRA VAZ DE LIMAl Educação> Ciêncial 24/09/2010 lAcessos: 3,145 lComentário: 1
    Zilda Ap. S. Guerrero

    No método de Frotagem o artista utiliza um lápis ou outra ferramenta de desenho, e faz uma "fricção" sobre uma superfície texturizada. O desenho pode ser deixado como está, ou pode ser utilizado como base para aperfeiçoamento. Essa técnica foi desenvolvida pelo pintor, escultor e artista gráfico alemão, Max Ernst, em 1925. Ele foi um dos fundadores do movimento "Dada" e posteriormente um dos grandes nomes do Surrealismo.

    Por: Zilda Ap. S. Guerrerol Educação> Educação Infantill 18/09/2014 lAcessos: 76

    Ênfase no aprender não é de hoje que existe esse modelo de avaliação formativa. A diferença é que ele é visto com o melhor caminho para garantir a evolução de todos os alunos, uma espécie de passo á frente em relação á avaliação conhecida como somativa.

    Por: Jania Gasques bordonil Educação> Educação Infantill 17/09/2014

    Atualmente, o tema Educação Física na Educação Infantil vem sendo objeto de estudo de múltiplos pesquisadores. Essa "nova" área de estudo justifica-se pelo fato de que o movimento, a corporeidade e o lúdico são de suma importância para o desenvolvimento da criança.

    Por: Sandra Maria dos Reis Bernardol Educação> Educação Infantill 16/09/2014

    A verdadeira educação é aquela que instiga o desejo do indivíduo a explorar, observar, trabalhar, jogar e acreditar-se. Levando em conta essa perspectiva, a educação precisa organizar seus conhecimentos, partindo dos interesses dos alunos e, desse modo, levá-los a outros patamares de aprendizagem, que são primordiais à formação e ao exercício da cidadania.

    Por: Sandra Maria dos Reis Bernardol Educação> Educação Infantill 16/09/2014

    O presente artigo objetiva investigar como Educação Infantil contribuem para o desenvolvimento da aprendizagem.

    Por: Sandra Maria dos Reis Bernardol Educação> Educação Infantill 15/09/2014

    O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é uma doença cercada de controvérsia. Por atingir principalmente crianças, muito pais enxergam problemas onde eles não existem — sintomas isolados são comuns nesta fase da vida. Também há quem não preste atenção ao conjunto de sintomas que a caracterizam: quadros de desatenção, hiperatividade e impulsividade de maneira exacerbada.

    Por: Jania Gasques bordonil Educação> Educação Infantill 14/09/2014

    Receber os estudantes com deficiência é um avanço. Mas faltam fazer da inclusão uma realidade e assegurar o direito à Educação

    Por: Jania Gasques bordonil Educação> Educação Infantill 14/09/2014
    Isabel Cristina

    Atualmente, a proposta de educação inclusiva tem gerado polêmicas discussões entre os que adotam uma posição integracionista, os que defendem a escola inclusiva ou ainda aqueles que sentem a importância de uma educação especializada para o aluno com necessidades educacionais especiais . No longo caminho a ser percorrido muitas são as dificuldades a serem enfrentadas, principalmente as que dizem respeito às barreiras físicas e atitudinais,constituídas dos estigmas, preconceitos e estereótipos.

    Por: Isabel Cristinal Educação> Educação Infantill 29/08/2014 lAcessos: 13
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    O artigo discute as dificuldades de aprendizagem sintetizando a dislexia como uma das principais causas. A caracterização da pesquisa se deu por meio de pesquisa bibliográfica sobre dificuldades de aprendizagem e dislexia, apresentando os distúrbios de e na leitura, escrita e articulação. Dissertando-se sobre a origem dos problemas relativos às dificuldades de aprendizagem na visão da psicanálise, apresentaram-se os problemas que interferem na alfabetização.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Educação Infantill 22/05/2014 lAcessos: 70
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    A pesquisa possibilitou-nos demonstrar a importância das atividades lúdicas na aprendizagem, visto que os jogos e brincadeiras são, conforme diversos estudiosos, experiências que se correlacionam ao ambiente e devem ser aplicadas as crianças em fase escolar, indiferente de idade e série. Ostentada por expressivos referenciais teóricos, a proposta de trabalho apresentada permite afirmar a existência de jogos e brincadeiras infantis, que se bem aplicadas, auxiliarão no desenvolvimento infantil.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Educação Infantill 15/05/2014 lAcessos: 137
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    O artigo discute as causas sobre as dificuldades de aprendizagem apontando a dislexia como uma das principais provedoras de dificuldades. Iniciou-se apresentando a origem do problema relativo às dificuldades de aprendizagem vista pela psicanálise, a partir daí apresentou-se os problemas que interferem na alfabetização, argumentou-se segundo as teorias dos vários autores pesquisados, sobre as dificuldades na leitura, além de dissertar sobre algumas concepções pedagógicas sobre alfabetização.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Educação Infantill 15/05/2014 lAcessos: 91
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    No livro "Transtorno do déficit de atenção: Estratégias para o diagnóstico e a intervenção psico-educativa" verificou-se que de acordo com os autores, o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) constitui um dos mais importantes transtornos do desenvolvimento dentre os problemas que afetam as crianças em suas relações com seu meio familiar, escolares e sociais.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Ensino Superiorl 10/11/2013 lAcessos: 98
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    Por meio de reflexão detalhada sobre alguns aspectos do uso da língua, Marcos Bagno (2002), conduz o leitor a questionar e mesmo analisar o preconceito linguístico resultante de um embate histórico entre língua e gramática normativa, fato que preocupa tanto linguistas quanto profissionais que trabalham com o ensino da língua materna.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Ensino Superiorl 10/11/2013 lAcessos: 157
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    O livro "O Diálogo entre o Ensino e a Aprendizagem" aponta como palavra de ordem "diálogo" e dialogar com ensino e aprendizagem é antes de tudo aprender; pois estabeler diálogo com as inquietações do professor e apresentar a fundamentação necessária para subsidiá-lo nas reflexões e na busca de ações criativas é o que propõe o livro.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Ensino Superiorl 10/11/2013 lAcessos: 202
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    No Brasil, assim como em vários países desenvolvidos observa-se um aumento significativo das doenças e agravos não transmissíveis. Diante da relevância desse agravo objetivou-se explorar quais são os cuidados de saúde dispensados precocemente ao paciente acometido por um Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). O tratamento no IAM deve ser cauteloso e preciso devendo ser tratado o mais precocemente dentro das primeiras 24 horas. Nessa linha procurou-se descrever o que provoca e como prevenir o infarto.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Saúde e Bem Estar> Medicinal 06/06/2013 lAcessos: 741
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    No Brasil, nos últimos tempos, o ensino da matemática tem vivido uma situação de colapso permanente em todos os graus de ensino, desde o Ensino Fundamental até o ensino superior, onde o insucesso atinge índices preocupantes. Não estamos pensando apenas nas reprovações, mas em um número crescente de educandos que não gostam de matemática, não entendem para que serve e não compreendem verdadeiramente a sua relevância.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Ensino Superiorl 16/01/2013 lAcessos: 107
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