ALFABETIZAÇÃO: Fatores que levam ao fracasso escolar na leitura e na escrita

Publicado em: 07/06/2011 |Comentário: 0 | Acessos: 2,682 |

1 INTRODUÇÃO

 

O artigo será abordado os principais fatores que levam a alfabetização ao fracasso escolar na leitura e na escrita, pois se faz necessário que seja discutido temas como esse que são relevantes para a educação, pois ao longo da história se discute esse  assunto, uma vez que o mesmo não se esgota, o problema continua sempre presente. Assim é que questões que se relacionam com o fracasso escolar se tornaram freqüentes. Embora tenham sido desenvolvidos diversos debates e pesquisas  relativos à problemática em questão, a mesma ainda se constituí como um dos principais temas de discussões entre educadores e entidades educacionais.

Por isso passamos a nos questionar: quais os fatores  que colaboram para  o fracasso escolar principalmente na leitura e na escrita? E logo surgem as hipóteses: a falta de conhecimento dos professores, a falta de metodologias pedagógicas, má formação de professores. Assim, decidimos fazer uma pesquisa qualitativa com papel bibliográfico, onde temos como objetivos fazer estudos sobre alguns autores que tratam das questões referentes ao fracasso escolar e identificar os principais elementos que favorecem o fracasso na leitura e na escrita.

Justificando assim a importância desse trabalho, pois, será através do conhecimento adquirido sobre o problema em questão que nos possibilitará uma melhor compreensão de suas causas e efeitos  e será possível apresentarmos sugestões de mudanças da realidade pesquisada.

Então podemos dizer que as questões que se relacionam com o fracasso escolar vêm ganhando destaque e são motivos de estudos. É grande a preocupação pedagógica para sugerir metodologias de ensino que venham ajudar os alunos, veremos ainda que, historicamente, o fracasso escolar  foi justificado  e reforçado pela própria escola e ainda foi visto como uma  característica herdada pela genética (GOMES apud SENA, 2000, p.07).

Para muitos, a única forma de vencer na vida é através dos estudos, porém ficou estiguimatizado que, se fracassar nos estudos, será um fracassado na vida. Apareceram diversas teorias que explicavam o fracasso escolar, cada uma levando em consideração alguns aspectos isolados, sem fazer uma análise mais abrangente do fenômeno e, geralmente, direcionando a culpa do fracasso e da não aprendizagem para o aluno.

 

Com a obrigatoriedade escolar, tem-se percebido consideráveis aumentos de crianças e adolescentes que apresentam dificuldades de aprendizagem, isso se deve à abertura e a possibilidade de ingresso de uma classe social desfavorecida, que antes não tinha o acesso à educação escolar gratuita e ainda podemos dizer que com o surgimento da televisão a criança passa maior parte de seu tempo em frente desse aparelho, ficando assim de lado a leitura e a escrita.

                   

2 TEORIAS QUE JUSTIFICAVAM  O FRACASSO ESCOLAR

 

Para Darwin, na chamada teoria "darwinismo social", a qual teve uma grande  influencia  na educação, justificava que as desigualdades eram pessoais e biologicamente determinadas. As primeiras explicações para os problemas de aprendizagem e, conseqüentemente, para o fracasso escolar, foram fortemente marcadas pelas teorias raciais, surgidas no campo médico, onde eles foram os primeiros a se preocuparem com os problemas de aprendizagem. Segundo eles  "... todas as perturbações que não fossem causadas por lesão cerebral, disfunções neurológicas ou a retardos de maturação imputados a um equipamento genético defeituoso" Bossa (2002, p.23). Suas justificativas eram realizadas com base em noções congênitas e de hereditariedade. Logo, podemos perceber que o compromisso em aprender era de inteira responsabilidade apenas do aluno,pois seu cérebro já trazia todas as condições de se desenvolver ou não,assim surgia a suposição de que a inteligência era herdada sendo que tal condição já estava instalada em seu cérebro,e de forma discriminatória as crianças eram identificadas como as de pouca inteligência  sempre coincidia com as de classe baixa.

No início do século XX, surgem os primeiros testes de inteligência. Segundo Bossa (2002), a partir daí o fracasso escolar foi associado ao déficit intelectual e à baixa inteligência (ou ao baixo Quociente de Inteligência - QI), surgindo assim a concepção cognitivista.De acordo com Patto (1996):

 

 

 

A psicologia veio contribuir para a sedimentação desta visão de mundo, na exata medida em que os resultados nos testes de inteligência, favorecendo via de regra os mais ricos, reforçavam a impressão de que os mais capazes ocupavam os melhores lugares sociais". Esta teoria instituiu a prática de submeter a diagnósticos médicos e psicológicos as crianças que não respondiam ao esperado pela escola. Criou-se, com isto, uma verdadeira fábrica de rótulos, reproduzidos no interior das escolas. (PATTO ,1996, P.40)

 

 

           Para Griffo as teorias atuais de cunho sociocultural elas trazem justificativas e:

 

 

Tentam explicar o fracasso na escola, atribuindo como causa principal para esse fenômeno, as carências ou diferenças culturais, que vão desde os hábitos cotidianos de um grupo até sua "incompetência lingüística". Um grande número de estudos, embasados nesta teoria, aborda as relações existentes entre carência cultural e baixo desempenho escolar no sentido de um encaminhamento "natural" para o fracasso escolar. (GRIFFO, 2000, p.40).

 

 

As justificativas e explicações para o fracasso escolar sempre destacam e indicam principalmente para as crianças das camadas sociais mais baixa e populares, as mais variadas deficiências e privações, culpando a criança e a sua família pelo fracasso escolar na escola. Conforme a pesquisadora Patto, que fez uma pesquisa onde seus estudos  foi direcionado para as  pesquisas da década de setenta  que foram  feitas sobre o fracasso escolar,nas pesquisas que ela analisou trazem em suas considerações  que:

                                       

A causa principal do fracasso escolar encontrava-se no aluno, cabendo à escola uma parcela de responsabilidade por não se adequar a este aluno de baixa renda. Na verdade, as causas intra-escolares do fracasso escolar e a crítica ao sistema de ensino haviam sido secundarizadas no marco desta concepção. PATTO (1996, p.112)

                                                                    

E em sua pesquisa  ela percebe que o professor tinha  em sua prática pedagógica o anseio de encontrar em sala de aula  o aluno perfeito ,com suas capacidades intelectuais desenvolvidas e capazes de se desenvolver  sem entraves, eles aguardavam o aluno inteligente, sadio e disciplinado e, principalmente, o que já vinha para a escola preparado para assimilar uma grande quantidade de informações sistematizadas no contexto escolar.  Conforme todas estas teorias que explicam e justificam as causas do fracasso escolar, instituiu-se, na escola, uma cultura do fracasso, que tem sido justificada das mais diversas maneiras: falta de prontidão da criança, carência cultural, problemas orgânicos e psicológicos da criança, conflito entre o contexto cultural familiar e a cultura da escola, entre outras. Tendo como  base essas justificativas remete para uma ou outra das teorias apresentadas até aqui. Percebe-se, portanto, que, quando se fala de fracasso escolar, tais teorias continuam influenciando o pensamento e as condutas da grande maioria dos professores. Isto é, ainda hoje, a maior parte das explicações sobre as causas do fracasso escolar e das dificuldades na aprendizagem continuam recaindo sobre a criança e/ou sobre sua família, seu meio sociocultural e econômico.

Para Arroyo (2001), existe uma cultura escolar  que se construiu no decorrer dos anos  e se interage com  nossa cultura e que acaba exercendo um efeito diante do fracasso ou do sucesso escolar,assim:

 

Falar em cultura escolar é mais do que reconhecer que os alunos e os profissionais da escola carregam para esta suas crenças, seus valores, suas expectativas e seus comportamentos, o que sem dúvida poderá condicionar os resultados esperados. Aceitar que existe uma cultura escolar significa trabalhar com o suposto de que os diversos indivíduos que nela entram e trabalham adaptam seus valores, às crenças, às expectativas e aos comportamentos da instituição. Adaptam-se à sua cultura materializada no conjunto de práticas, processos, lógicas, rituais constitutivos da instituição. ARROYO (2001, p.17)

 

Podemos perceber que conforme esta visão, o autor  nos diz que o sucesso ou o fracasso escolar foi e continua sendo construído  pelo sistema de ensino e pela cultura escolar. Na verdade trata-se de uma escola cuja prática está permeada por uma ideologia que legitima as desigualdades sociais e étnicas e reforça a crença de que crianças pobres não aprendem, logo, o fracasso escolar acaba excluindo da escola, e conseqüentemente da sociedade, pois a grande maioria dos alunos pertence a classe sociais de baixa renda.

 

3  AFETIVIDADE  NA ESCOLA E NA FAMÍLIA

 

Aqui colocamos a afetividade em primeiro lugar, pois podemos relacionar afetividade e as intervenções para a formação e o desenvolvimento  cognitivo e o desenvolvimento da inteligência ,porém vale lembrar que isso não é o único motivo do fracasso escolar ,e a afetividade pode ser relacionado aos vários sentimentos do ser humano como o ódio,o amor ,a alegria,o prazer et all.

Levando em consideração que a falta de afetividade pode levar ao fracasso escolar podemos dizer que isso  inicia-se desde cedo, ainda no seio familiar a criança desenvolve suas estruturas cognitivas e afetivas que serão a base para o sucesso ou o insucesso nas aprendizagens, tanto escolares, como extra-escolares. Para Piaget, 1896 em seu livro, o Nascimento da Inteligência, ele diz que a criança com alguns meses, demonstra emoções ao sorrir. Mesmo sendo     comportamentos hereditários, demonstra os primórdios do reconhecimento que irá evoluir como um sinal social. Piaget ainda nos diz que não existe aprendizagem sem afeto e não existe afeto sem aprendizagem, dependendo um do outro  e a junção dos dois dão base para a construção do conhecimento,sendo assim, a  afetividade interfere no funcionamento da inteligência estimulando-a ou retardando-a através de ações  agradáveis ou desagradáveis tendendo a seguir para o fracasso ou o sucesso.Pois, a falta de afetividade em sala de aula  e na família  é um desafio a ser vencido:

 

É a afetividade que constitui o alicerce sobre o qual se constrói o conhecimento racional. É possível observar na prática como a crianças portadoras de bloqueios afetivos apresentam também inibições intelectuais, e como as que possuem uma boa relação afetiva: segurança, sentido de realidade, interesse pelo mundo exterior, tem o seu desenvolvimento intelectual facilitado (Barsa, 2000. CD-ROM).

 

Quando alguns pais levam seus filhos à escola,  mostram que essa atitude de ir a escola é uma obrigação, ao contrário, se fizessem uma exaltação mostrando os benefícios e o prazer que os conhecimentos podem trazer, certamente a criança veria a escola com outros olhos, com mais segurança e autoconfiança,a criança chega em casa apreensiva  para mostrar uma tarefa bem executada, uma descoberta ou uma boa nota e os pais não estão em casa ou não revelam nenhum interesse pelas novidades do filho, não querem ou não podem escutá-lo naquele momento, a decepção da criança é muito grande, e fatos como esses é que pode gerar um grande desinteresse  e transtornos para as crianças.

O desenvolvimento da afetividade nas escolas é de grande importância, pois podem influenciar na produção e no interesse dos alunos e facilitará o desenvolvimento de suas potencialidades, fica a cargo das escolas  uma mudança muito grande no sentido de desenvolver projetos em que reaproxime família, escola

 e aluno e que essas vislumbrem um novo caminho para o sucesso de suas crianças.

 

 4 AS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO COMO FERRAMENTAS  DE ALFABETIZAÇÃO

 

Não queremos aqui reduzir o significado de alfabetizar, pois, segundo Soares, 1998, é a ação de alfabetizar é tornar o indivíduo capaz de ler e escrever. É importante lembrar que  estamos nos referindo a crianças na faixa etária  de cinco à seis anos, isso implicaria em tornar as aulas a partir de  textos  que seja interessante para os alunos e desperte interesse  em participar das atividades.

Para Vygotsky (1991, p.133), ensinar a escrita nos anos pré-escolares requer  que a escrita seja relevante à vida, que as letras se tornem elementos da vida das crianças, assim como a fala, acontece quando a criança passa a gostar de uma história e pede  aos pais e educadores que seja repetida várias vezes,até que decorar a história. A linguagem escrita vai adentrando no mundo da criança pela literatura infantil, tornando-se tão normal e corriqueira quanto à linguagem oral. Começando-se com o que a criança gosta que são as histórias, logo ela irá se interessar em ler o mundo que a cerca e verificar como isso é possível.

Para Moran (2001) os meios de comunicação, operam imediatamente com o sensível, o concreto, principalmente a imagem em movimento. Combinam a dimensão espacial com sinestésica, onde o ritmo torna-se cada vez mais alucinante. Ao mesmo tempo utilizam a linguagem conceitual, falada e escrita, mais formalizada e racional. Imagem, palavra e música; integra-se dentro de um contexto comunicacional afetivo, de forte impacto emocional, que facilita e predispõe a aceitar mais facilmente as mensagens. (MORAN, 2001 p. 33-34).

Com o computador como ferramenta pedagógica, acreditamos que facilita  a questão do letramento, tão importante para a nossa cultura,valendo ressaltar que não adianta usar as ferramentas tecnológicas se não houver um planejamento anterior para que seja traçado objetivos a ser alcançados, pois, o usa dessa ferramenta deve ser com finalidades pedagógicas e não simplesmente para entretenimento e diversão e logo essas ferramentas terão finalidades de  apoiar a mediação do professor, tornando-se uma prática pedagógica materializada e mas concreta.

Por outro lado temos a presença da televisão ,onde de certa forma tem sido ao longo dos últims anos uma "escola", que vem instruindo milhares de pessoas que ficam "presas" as programações. E consequentemente as crianças  estão se transformando em  vítimas da televisão, e ela por sua vez está tirando deles o gosto pela leitura e até mesmo pelos estudos. Enfim, está de certa forma "comprometendo" o intelecto  e o seu desenvolvimento mental. Dentre os meios de comunicação, a televisão tem se destacado pela sua ampla capacidade de atingir as diversas classes sociais, difundindo os produtos, beneficiando as indústrias e incutindo a cultura e a ideologia dominante aos diferentes sujeitos sociais. Neste sentido, a TV tem servido como estratégia de marketing de tais produtos, bem como na veiculação de uma consciência ideologicamente voltada para a lógica de consumo.

Vale destacar que o uso da televisão para fins educativos tem um grande poder de compreenção e assimilação ,desde que seja utilisada de forma pedagógica e com responsabilidade ,ai sim a televião nos trará grandes benefícios  , e o mal acessoramento  os prejuízos que a televisão pode causar de forma significativa na vida das crianças  mal assessoradas por seus educadores e familiares, com suas programações inadequadas para serem assistidas. os recursos tecnológicos estão aí a cada dia mais presente em nossas vidas, e, quem as determina se esses recursos serão benéficos ou não para nossas vidas, somos nós mesmos, os usuários. Entretanto, é importante salientar a importância das instituições de ensino, dos professores e da família para a divulgação; instigação e monitoramento dos canais de TV's  que nossas crianças assistem e saber como usar pedagogicamente a televisão em sala de aula.

 

5  OUTRAS CAUSAS QUE INFLUENCIA NA DEFICIÊNCIA NA LEITURA E NA ESCRITA

 

São muitas as causa que podem afetar o desenvolvimento da criança quanto seu processo de aprendizagem  tanto na escrita quanto na leitura  as condições de vida das famílias também podem influenciar no processo de desenvolvimento educacional das crianças ,pois para Charmeux apud Freitas (1995), "a maneira como 'a coisa escrita' é recebida em casa determina em grande parte o modo pelo qual a criança vai recebê-la no contexto familiar vai determinar a impressão que a criança vai ter sobre ela". Sendo assim as  crianças que vivem em um ambiente no qual a família utiliza e valoriza a leitura e a escrita, tem mais facilidade para aprender,porém as que não têm esse ambiente podem apresentar maior dificuldade no desenvolvimento de suas capacidades  na leitura e na escrita.

O meio em que a criança está inserido pode influenciar  nos seus hábitos e costumes,não que seja uma regra ,no entanto pode ajudar ,a família que tem o hábito da leitura possibilitará o estimulo  da criança em ler e escrever, no seu dia a dia, no seu convívio familiar está rodeada de pessoas que têm o hábito de ler será levada facilmente a adquirir esse hábito e virá a ser um leitor.

Portanto, nas  famílias de classe mais baixa, escrever pode limitar-se somente a assinar o próprio nome ou, no máximo, a reproduzir listas de palavras e recados curtos. Para quem convive com esse mundo, escrever como a escola pretende pode ser esquisito, indesejável, desnecessário. Entretanto, os que convivem num meio social onde se lêem jornais, livros, revistas, no qual os adultos escrevem com freqüência e as crianças, desde pequenas, possuem seu estojo repleto de lápis, canetas, borrachas, entre outros;  consideram muito natural o que a escola realiza, porque, na verdade, significa um prolongamento do que já realizavam e esperavam que a escola realizasse. Conseqüentemente, alfabetizar classes sociais que vêem a escrita como uma mera garantia de sobreviver na sociedade é diferente de alfabetizar classes sociais que consideram a escrita, além de essencial, uma forma de manifestação individual de arte, de passatempo. (CAGLIARI, 2004).

Queremos aqui destacar outro fator que é  relevante para o  fracasso das crianças das classes menos favorecidas é a linguagem privilegiada pela escola, que é diferente daquela utiliza por eles no seu contexto social. Conforme Magda Soares:

 

 

 

 

A linguagem é também o fator de maior relevância nas explicações do fracasso escolar das camadas populares. É o uso da língua na escola que evidencia mais claramente as diferenças entre grupos sociais e que gera discriminações e fracasso: o uso, pelos alunos provenientes das camadas populares, de variantes lingüísticas social e escolarmente estigmatizadas provoca preconceitos lingüísticos e leva a dificuldades de aprendizagem, já que a escola usa e quer ver usada a variante-padrão socialmente prestigiada. (SOARES, 1991, p.17).

                                                         
             Por isso, a escola necessita levar em consideração o conhecimento que a criança, de classe menos favorecida ou não, já traz sobre a linguagem, que é um produto cultural. Assim, a escola não deve afirmar que essas crianças não sabem falar corretamente, e que como conseqüência, não aprenderam a ler. Elas aprenderam a falar dentro de seu contexto familiar e social, que é diferente do dialeto-padrão utilizado e valorizado pela escola.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Com todas essas informações contidas e fundamentadas  aqui apresentado, onde possibilitou  analisar alguns dos vários fatores que podem contribuir  para o fracasso escolar e que  podem dificultar o desenvolvimento da leitura e da escrita, percebemos que historicamente a questão do fracasso escolar assume uma determinada visão científica onde na atualidade, pois, a pedagogia sempre teve a preocupação de combater o fracasso escolar , assim temos aqui informações que poderão ajudar todos os envolvidos no processo educacional,assim a família ,pois sabemos que a família tem um papel fundamental em todo o processo educacional das crianças ,vimos também que os  meios de comunicação e tecnologias podem ajudar na missão de educar ,porém podem também ser prejudicial para o processo educacional ,o que determinará seu benefício será os planejamentos pedagógicos planejados anteriormente.

Acreditamos que a alfabetização apresenta muitos problemas em seu processo de desenvolvimento e que todos deveriam saber que o período escolar mais importante na vida do aluno é justamente no período de alfabetização,pois  dependendo do seu sucesso ele pode levantar mais ainda sua auto-estima e não desistir ,pois se  sentirá estimulado o suficiente para dar continuidade e prosseguir,por outro lado se o mesmo tiver insucesso o aluno poderá  desistir, aumentando as estatísticas da evasão escolar nos anos iniciais. Porém a escola, muitas vezes, não atribui o valor que ela merece, ensinando mecanicamente a decodificação do código lingüístico, sem desenvolver nos alunos, as estruturas cognitivas indispensáveis para a leitura e a escrita.

É de grande relevância enfatizarmos que  a necessidade da escola romper com a lógica do fracasso é a partir de uma discussão sobre o que vem a ser um aluno com sucesso ou com fracasso na escola e, mais ainda, o que significa aprender para os professores. Nesse sentido, é importante que todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem, passem a ver o que parece ser "natural" no cotidiano da vida escolar como algo "não-natural" e, portanto, possível de ser transformado. Também, é importante ressaltar que não cabe mais ‘culpar' a escola e os professores ou os alunos e seus familiares pelo fracasso escolar. Cabe, sim, estabelecer relações entre as práticas pedagógicas e as estruturas políticas e ideológicas que as sustentam.

Para mudar esse quadro é necessário investir na formação inicial e continuada do professor; para desenvolver as competências inerentes à prática alfabetizadora. Mas para que essa formação seja de qualidade, os currículos dos cursos de Pedagogia precisam ser revistos e reformulados a fim de englobar também a realidade concreta de sala de aula.

 Em relação às crianças que não aprendem  acreditamos ser preciso uma Pedagogia diferenciada, ou seja, a individualização do ensino,porém, para colocar em prática a diferenciação do ensino, precisa-se modificar profundamente a escola, o que não é fácil, já que diferenciar o ensino é  lutar para que as desigualdades diante da escola atenuem-se e, simultaneamente, para que o nível de ensino se eleve,com a individualização do ensino, deve-se buscar acabar com as desigualdades dentro da escola, fazendo com que todos tenham as mesmas oportunidades de aprendizagem.

A escola deve conhecer a realidade dos alunos, pois cada um tem uma realidade diferente e deve ser levada em consideração a cultura individual de cada aluno, conhecendo essa verdade deve servir para a escola adaptar as práticas pedagógicas com a realidade de seus alunos , é necessário que a escola utilize esse conhecimento e modifique suas práticas, inclusive com novas ferramentas metodológicas como computador  e a televisão, e busque a causa do insucesso desses alunos na própria escola,e que não venha a cair do erro de justificar a causa do fracasso escolar  com as questões hereditárias ou orgânicas que no passado acontecia.

 

REFERÊNCIAS

 

GOMES, M. F. C. SENA, M. G. C. (orgs). Dificuldades de Aprendizagem na Alfabetização. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.

                                                                                       

BOSSA, N. A. Fracasso Escolar: um olhar psicopedagógico. Porto Alegre: Artes Médicas, 2002.

 

PATTO, Maria  Helena Souza. A Produção do Fracasso Escolar: histórias de submissão e rebeldia. São Paulo: T. A. Queiroz, 1996.

                                                                                                            

GRIFFO, C. Dificuldades de aprendizagem na alfabetização: perspectivas do aprendiz. In: GOMES, M. F. C. e SENA, M. G. C. (orgs).. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.

 

ARROYO, M. G. Fracasso-Sucesso: o peso da cultura escolar e do ordenamento da educação básica. In: ABRAMOWICZ, A. e MOLL, A. (orgs.) 4. ed. Campinas, SP: Papirus, 2001.

 

SOARES, Magda. Letramento e Alfabetização: as muitas facetas. Revista Brasileira de Educação, Jan. Fev. Mar. Abr/2004

 

MORAN, Jose Manuel. et al. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica., 3ª ed, Campinas, Papirus 2001.

 

VYGOTSKY, L.S. A Formação Social da Mente: o desenvolvimento dos Processos Superiores. 6ª ed. São Paulo: Martins Fontes. 1998-2003

 

CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e lingüística. 10ªed. São Paulo: Scipione, 2004.

CD ROM – Barsa 2000

PIAJET,Jean.O Nascimento da Inteligência na Criança. Trad. Alvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1970.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-infantil-artigos/alfabetizacao-fatores-que-levam-ao-fracasso-escolar-na-leitura-e-na-escrita-4874189.html

    Palavras-chave do artigo:

    fracasso leitura escrita tecnologia

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    marli frageri

    a arte de nao esta emde sala mas tambem atraves de brincadeiras e materiais concretos, a criança ja vem de casa com uma bagagem de cpnhecimentos e cabe ao educador completar e enriquecer sua cultura.

    Por: marli frageril Educação> Educação Infantill 03/12/2014 lAcessos: 11
    marli frageri

    melhorias e sugestoes para uma melhor aprendizagem que tenhamos menas evasão nas escolas tudo depende de um excelente desempenho do professor que trabalhe e se dedique a cada educando com muito amor.

    Por: marli frageril Educação> Educação Infantill 03/12/2014
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