Alunos com transtorno de déficit de atenção hiperatividade - tdah

Publicado em: 01/07/2011 |Comentário: 0 | Acessos: 2,572 |

INTRODUÇÃO

O trabalho em relação ao transtorno de déficit de atenção e hiperatividade foi desenvolvido através de pesquisas bibliográficas de acordo com o referencial teórico, visto que é um problema muito sério que dificulta o trabalho do professor, pois, a criança sem limites possui comportamentos parecidos com os da criança hiperativa.

É comum pais, professores e outras pessoas que convivem com esse tipo de criança, apresentar um auto nível de estresse e se sintam perdidos na maneira de como lidar com elas, também ocorre muitas frustrações nos alunos com esse tipo de deficiência e em seus pais, sendo que a criança com TDAH é muitas vezes considerada problemática, bagunceira, malcriada, indisciplinada e até mesmo pouco inteligente.

Em relação ao TDAH o maior problema encontrado é o fato de que o conhecimento sobre ele seja muito pequeno entre pais, professores e até mesmo nas áreas médicas e psicológicas. A maioria das pessoas com TDAH passa a vida inteira sendo acusadas injustamente de mal-educadas, preguiçosas, loucas, desequilibradas e temperamentais, quando, na verdade, são portadoras de uma síndrome que, simplesmente, as faz agir de maneira impulsiva, desatenta e às vezes, até mesmo caótica.

Desta maneira a criança que possui este tipo de transtorno não tem que carregar um estigma que a exclua da escola e do direito de aprender, essas crianças necessitam que a sociedade tome consciência e que lhes assegure; respeito a sua individualidade e ao reconhecimento de suas possibilidades e competência para não deixá-los fracassarem.

 O artigo em questão contribui para que o professor possa identificar quando o aluno realmente possui ou não a deficiência, tratando-o como os demais sem preconceito, respeitando suas dificuldades e buscando novas práticas para sanar suas dificuldades em sala.

 Os objetivos desta pesquisa é o de investigar e o de compreender os processos em relação ao ensinar e o aprender, a partir da proposta da diversidade e da inclusão da criança na escola, enfatizando questões relacionadas aos alunos portadores de TDAH, agregando assim esforços para que a criança com dificuldade de aprendizagem não carregue um estigma que a exclua da escola e do direito de aprender.

Para que o aluno não seja prejudicado no seu rendimento escolar e para que ele tenha um convívio harmonioso com todos os que o cercam é necessário que os pais, professores direção da escola e principalmente os profissionais da saúde estabeleçam uma estrutura de relacionamento organizado.

Sendo assim sobre o TDAH, enfatizam-se os problemas que os alunos com essa deficiência têm que enfrentar como preconceitos e até mesmo rejeição pelos colegas. Também se apresenta um breve histórico sobre as características que, esses alunos apresentam, além de definir o comportamento da criança com TDAH.   

A hiperatividade vem afetando o rendimento escolar do aluno, fazendo com que ele fracasse na vida escolar, com isso é de extrema importância que eles sejam motivados pelos professores, onde as salas de aula devem ser organizadas e estruturadas, com regras claras e material pedagógico diversificado. 

Sendo assim sobre a Dificuldade de Aprendizagem em Sala com Alunos com TDAH, enfatizam-se os problemas que os alunos com essa deficiência têm que enfrentar como preconceitos e até mesmo rejeição pelos colegas. Também se apresenta um breve histórico sobre as características que, esses alunos apresentam, além de definir o comportamento da criança com TDAH.   

 

1. Alunos Portadores de Transtorno de Déficit de Atenção Hiperatividade – TDAH.

           

            O TDAH manifesta-se através das características centrais da hiperatividade, do distúrbio de atenção (ou concentração), da impulsividade e da agitação. Como conseqüência desses sintomas, surgem, muitas vezes, outros graves problemas, como distúrbios emocionais e dissociais de aprendizagem e aproveitamento, (ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE PSIQUIATRIA, 2002).

As crianças portadoras deste distúrbio parecem sempre estar em movimento, não conseguem ficar paradas, ainda que outras pessoas as pressionem neste sentido, e exerçam uma força enorme neste sentido. Os pais são os que mais sofrem com o comportamento inquieto destas crianças, são eles que vivem o maior estresse nesta situação. Se de um lado estão os professores, os familiares e a sociedade de um modo geral, exigindo um comportamento mais calmo e sereno de seus filhos, do outro está a criança, resistente a todas as tentativas de mudança de atitude. Como se esta situação não fosse suficiente, muitas vezes, os pais ainda tem que arcar com outros problemas como os prejuízos acarretados por danos causados a terceiros pelos filhos.

Talvez o maior problema que ocorre em relação ao transtorno de déficit de atenção hiperatividade (TDAH), está no fato de que o conhecimento sobre este seja muito pequeno entre profissionais que vão se deparar com crianças que trazem consigo características peculiares, de acordo com as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (2001, p. 31-32):

 

- Perceber as necessidades educativas especiais dos alunos;

- Flexibilizar a ação pedagógica nas diferentes áreas de conhecimento;

- Avaliar continuamente a eficácia do processo educativo;

- Atuar em equipe, inclusive com professores especializados em educação especial.

                 

Esse distúrbio é um dos mais freqüentes na educação infantil e nas primeiras séries do ensino fundamental. Caracteriza-se por um nível de atividade motora excessiva e crônica, déficit de atenção e falta de auto-controle. Inicialmente foi definido como um distúrbio neurológico, vinculado a uma lesão cerebral (disfunção cerebral mínima). As dificuldades pra objetivar a existência dessa lesão provocaram uma mudança importante na conceituação do distúrbio.

Assim o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é uma doença cercada de controvérsia. Por atingir principalmente crianças, muito pais enxergam problemas onde eles não existem, sintomas isolados são comuns nesta fase da vida. Também há quem não preste atenção ao conjunto de sintomas que a caracterizam: quadros de desatenção, hiperatividade e impulsividade de maneira exacerbada. Há um grande número de crianças com a doença,  reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo dados da Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), cerca de 3% a 5% das crianças brasileiras sofrem de TDAH, das quais de 60% a 85% permanecem com o transtorno na adolescência. (VEJA, 2001 Rosário, Maria Conceição).

De acordo com os autores pesquisados, Topcdziwski (1999), Barros (2002), funayama (2000), Meichenbaum (1979), são diversos os problemas causados à criança de hiperatividade infantil, mais precisamente de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Segundo Topcdziwski (1999), ressalta o sofrimento dos hiperativos nas rejeições pelos colegas, justificada pelo fato de não respeitarem regras e atrapalharem as brincadeiras. Os estudos de Barros (2002), apontam que as crianças hiperativas sofrem diante dos rótulos e preconceitos, apresentando uma desadaptação ao meio em vivem.

Já funayama (2000), afirma que devido à baixa auto-estima as crianças poderão desenvolver sentimentos de fracassos, levando-as a transtornos depressivos.

A orientação familiar, assim como as modalidades de modificações de comportamento, são sempre necessárias. A estruturação do ambiente, e a educação com limites podem ajudar a diminuir o nível de ansiedade e a desorganização da pessoa com TDAH, Meichenbaum (1979).

Senso assim, os pais, os professores e os profissionais da saúde mental devem estabelecer uma estrutura de relacionamento organizada, previsível de recompensas e punições. Os familiares devem ser orientados no sentido de compreender que a permissividade, a compaixão e a falta de limites não úteis para a criança. Ela não se beneficia por ser dispensada das exigências, expectativas e planejamentos, encontrados na vida diária de qualquer outro indivíduo.

Esses procedimentos são especialmente adequados para contribuir com o desenvolvimento do potencial de atenção e concentração, estimulando o aumento geral dos resultados. Com tudo isso, pode-se diminuir o grau de sofrimento, tanto da criança como das pessoas que convivem com ela no seu dia-a-dia.

 

1.1-            Histórico sobre alunos portadores de TDHA.

 

O TDAH manifesta-se através das características centrais de hiperatividade, do distúrbio de atenção (ou concentração), da impulsividade e da agitação. Como conseqüências desses sintomas surgem, muitas vezes, outros graves problemas, como distúrbios emocionais e dissociais de aprendizagem e aproveitamento.

De acordo com a Associação Americana de Psiquiatria APP (2002, p. 112-113), esse transtorno é assim definido:

 

Alguns sintomas hiperativo-impulsivos que causam prejuízo devem ter estado presentes antes dos sete anos, mas muitos indivíduos são diagnosticados depois, após a presença dos sintomas por alguns anos. Algum prejuízo, devido aos sintomas, deve estar presente em pelo menos dois contextos (por ex. em casa e na escola ou trabalho). Deve haver claras evidências de interferências no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional apropriado em termos evolutivos. A perturbação não ocorre exclusivamente durante o curso de um transtorno evasivo de desenvolvimento, esquizofrenia ou outro transtorno psicótico e não é mais bem explicada por outro transtorno mental (por ex. transtorno do humor, transtorno de ansiedade, transtorno dissociativo ou transtorno de personalidade).

Os indivíduos com este transtorno podem não prestar muita atenção em detalhes ou podem cometer erros por falta de cuidados nos trabalhos escolares outras tarefas. O trabalho freqüentemente é confuso e realizado sem meticulosidade nem consideração adequada. Os indivíduos freqüentemente têm dificuldade para manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas e consideram difícil persistir em tarefas até seu término. Eles freqüentemente dão a impressão de estarem com a mente em outro local, ou de não escutarem o que recém foi dito. Os indivíduos diagnosticados com este transtorno podem iniciar uma tarefa, passar para outra, depois voltar à atenção para outra coisa antes de completarem qualquer uma de suas incumbências. Eles freqüentemente não atendem as solicitações ou instruções e não conseguem completar o trabalho escolar, tarefas domésticas ou outros deveres. O fracasso para completar tarefas deve ser considerado, ao fazer o diagnóstico apenas se ele for devido à desatenção, ao invés de outras possíveis razões (por ex. um fracasso para compreender instruções). As tarefas que exigem um esforço mental são vivenciadas com desagradáveis e acentuadamente aversivas.

 

Segundo a mesma associação, esses indivíduos em geral evitam ou têm forte antipatia por atividades que exige dedicação ou esforço mental prolongado ou que exigem organização ou concentração (por ex. trabalhos escolares ou burocráticos). Os hábitos de trabalho freqüentemente são desorganizados e os materiais necessários para a realização da tarefa com freqüência são espalhados, perdidos ou manuseados com descuidos e danificados. Os indivíduos com este transtorno são facilmente distraídos por estímulos irrelevantes e habitualmente interrompem tarefas em andamento para dar atenção a ruídos ou eventos triviais que em geral são facilmente ignorados por outros (por ex. buzina de um automóvel). Eles freqüentemente se esquecem de coisas nas atividades de diárias (por ex. faltar a compromissos marcados, esquecer de levar o lanche para escola). Nas situações sociais, a desatenção pode manifestar-se por freqüentes mudanças de assunto, falta de atenção aos que os outros dizem, distração durante as conversas e falta de atenção a detalhes ou regras em jogos ou atividades.

A AAP, ainda destaca que em adolescentes e adultos, os sintomas de Hiperatividade assumem a forma de sensações de inquietação e dificuldades para envolver-se em atividades tranqüilas sedentárias.

As manifestações comportamentais geralmente aparecem em múltiplos contextos, incluindo a própria casa, a escola, o trabalho ou situações sociais. O sinal do transtorno pode ser mínimos ou estar ausentes quando o indivíduo se encontra sobre um controle rígido, está em um contexto novo, está envolvido em atividades especialmente interessantes, em uma situação a dois (por ex. no consultório médico) ou enquanto recebem recompensas freqüentes por um comportamento apropriado.

Não se conhece ainda as causas do transtorno de déficit de atenção – hiperatividade – TDAH. Na maioria dos casos, não se observam evidências de amplas lesões estruturais ou doenças no sistema nervoso.

De acordo com ( FACION, 1991, p. 7-24) há uma série de hipóteses relacionas com esse transtorno. São elas:

 

-          Defeitos orgânico-cerebrais

 

Aqui se supõe um distúrbio da função do cérebro na primeira infância, provocado por uma lesão pré, peri ou pós natal no SMC Sistema Nervoso Central.

Esta poderia ter sido causada por problemas circulatórios, tóxicos, metabólicos etc.; ou por estresse e problemas físicos no cérebro durante a primeira infância, provocados por infecção, inflamação e traumatismo. Muitas vezes são sinais bem sutis e subclínico.

Porem, não se sabe bem ainda sobre a total validade desta correlação, visto que os fatores de risco estão presentes em outros distúrbios diferentes, além de nem todas as crianças portadoras desse transtorno terem sido vítimas esses fatores de risco.

 

-          Fatores neuroquímicos

 

Através de experiências clínicas com o uso de estimulantes (anfetaminas, entre outros) ou drogas tricíclicas (como exemplo a desiplamina), pode-se conseguir resultados terapêuticos evidentes em crianças hiperativas. Por isso supõem-se uma ação desequilibrada dos centros excitatórios e inibidores do sistema nervoso central, causada por distúrbios no metabolismo de animoácidos e dos neurotransmissores: noradrenalina, serotonina e edopamina. Não existem evidências claras implicando um único neurotransmissor no desenvolvimento do TDAH. Muitos neurotransmissores podem estar envolvidos no processo.

 

-          Fatores genéticos

 

Investigações com familiares e gêmeos de crianças com TDAH indicaram uma alta correlação hereditária das crianças atingidas (Rohde; Benczik 1999). No caso de famílias com mais de um hiperativo foram encontrados alcoolismo e distúrbio sociopátas nos pais e distúrbios histéricos nas mais. Em conseqüência disso, supõem-se aqui uma sucessão poligenético (Facion, 1991).

Outros estudos sugerem que existe uma prevalência superior dos transtornos do humor e de ansiedade, transtornos da aprendizagem, transtorno relacionado as substâncias e transtornos da personalidade anti-social nos membros das famílias de indivíduos com TDAH.

 

 

1.2-            Características de crianças com TDAH.

 

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade torna-se o grande responsável pela frustração de pais de filhos portadores deste transtorno, por que estas crianças  são injustamente rotulados de intolerantes, avoadas, problemáticas, malcriadas, indisciplinadas, desmotivadas, irresponsáveis e até mesmo pouco inteligentes. Diante de tantos rótulos Goldstein (1994) descreve que os portadores de TDAH chegam à maturidade apresentando problemas no ambiente familiar, no trabalho e na comunidade, e conseqüentemente com um grande índice de problemas emocionais, inclusive ansiedade e depressão.

Sabe-se que a criança hiperativa pode ter muitos problemas. Apesar da dificuldade de aprendizado, essa criança é geralmente muito inteligente, sabe que determinados comportamentos não são aceitáveis, mas, apesar do desejo de agradar e de ser educada e contida, a criança hiperativa não consegue se controlar, mesmo sabendo que é inteligente, não consegue desacelerar o sistema nervoso, a ponto de utilizar o potencial mental necessário para concluir uma tarefa.

Até os dois anos de idade, a atenção é controlada e dirigida por determinadas configurações de estímulos, não existindo controle voluntário por parte da criança. Entre dois e cinco anos, surge o controle da atenção. A criança já consegue concentrar – se, de forma seletiva, em alguns aspectos da estimulação externa, mas a sua atenção, ainda, é dominada pelas características mais centrais e salientes dos estímulos; é por isso que, de certa forma, continua sendo dirigida para o exterior. 

A partir dos seis anos, ocorre uma mudança notável. O controle de atenção passa a ser interno. A criança já é capaz de desenvolver estratégias para atender, seletivamente, os estímulos que ela considera relevantes para a solução de determinados problemas, sejam eles ou não os aspectos mais centrais da estimulação externa.

Os resultados de estudos experimentais, realizados com indivíduos hiperativos, demonstram que estes processos encontram-se alterados. Por um lado, pode-se afirmar que as crianças apresentam dificuldades para concentrar sua atenção durante períodos contínuos de tempo. Por outro lado, o processo de evolução não chega a ser controlado por estratégias internas, que ajudariam a criança a se concentrar, de forma seletiva, nos aspectos pertinentes para solução eficaz dos problemas; ao contrário, o processo de atenção continua sendo dirigido à estimulação externa.

Estas dificuldades intensificam-se nas situações grupais, já que elas exigem atenção mais sustentada e seletiva, para poder manejar a grande quantidade de informação que é gerada.  

 

1.3- Tratamento dos portadores de TDAH

 

O Tratamento do TDAH deve ser uma combinação de medicamentos, orientação aos pais e professores, além de técnicas específicas que são ensinadas ao portador. A medicação é parte muito importante do tratamento. A psicoterapia que é indicada para o tratamento do TDAH chama-se Terapia Cognitiva Comportamental. Não existe até o momento nenhuma evidência científica de que outras formas de psicoterapia auxiliem nos sintomas de TDAH. O TDAH não é um problema de aprendizado, como a Dislexia e a Disortografia, mas sim nas dificuldades em manter a atenção, a desorganização e a inquietude atrapalham bastante o rendimento dos estudos. É necessário que os professores conheçam técnicas que auxiliem os alunos com TDAH a ter melhor desempenho (Associação Americana de Psiquiatria, 2002).

Segundo Dr. Russel Barkley, um dos importantes pesquisadores neste tipo de transtorno, explica que o TDAH é um transtorno de base genética caracterizada por um metabolismo deficiente dos neurotransmissores, que precisa receber um tratamento adequado.

            De acordo com Barkley (1995, p.146):

           

A atividade cerebral que comanda a inibição do comportamento, a auto- organização, o autocontrole e a habilidade de inferir o futuro está prejudicada por um metabolismo deficiente dos neurotransmissores, levando à incapacidade de administrar eficazmente os aspectos críticos do dia a dia.
 

Transtorno Déficit de Atenção Hiperatividade envolve uma abordagem múltipla em relação ao tratamento, englobando intervenções psicossociais e psicofarmacológica.

No âmbito psicossocial, o primeiro passo deve ser educacional, propiciando aos pais e à criança informações claras e precisas a respeito da patologia. Muitas vezes é necessário um programa de treinamento para os pais, a fim de que aprendam a manejar os sintomas dessas crianças e adolescentes, descobrindo quais são as melhores estratégias para ajudarem seus filhos na organização e planejamento das atividades.

O diagnóstico do TDAH é impossível sem um trabalho em conjunto com a escola. É de grande importância algumas intervenções através da escola e da família , num trabalho mútuo e não de competitividade.

A aluno também precisará de um reforço do conteúdo em determinadas disciplinas, o que facilitará o convívio e o aumento de sua auto-estima, tornando-o mais afetivo. Muitas vezes será necessário o acompanhamento psicopedagógico centrado em auxiliar na organização e no planejamento das atividades juntamente com os aspectos emocionais relacionados diretamente a auto-estima que normalmente é muito baixa.

Em relação às intervenções psicossociais centradas na criança, a psicoterapia individual comportamental, de apoio ou de relação analítica, está indicada, não para o tratamento do TDAH somente, mas sim para o manejo das co-morbidades, principalmente a depressão ou ansiedade; o manejo dos sintomas que acompanham o TDAH, como baixa auto-estima, dificuldade de controle dos impulsos e habilidades sociais muito pobres, provocando transtornos de comportamentos (Barkley, 1995).

Por fim, em relação às intervenções psicofarmacológicas, a medicação é a parte muito importante do tratamento, porém não age de forma isolada nenhuma dessas intervenções. Ritalina e Concerta são os nomes mais freqüentes na intervenção medicamentosa e são indicadas pelo médico neuropadiatra.

 

1.4  - Profissional que atua com a criança portadora com TDAH

 

A importância do papel do professor é fundamental para que se estabeleça a confiança e a auto-estima que o levará a desenvolver a proposta de ensino com satisfação.

            A proposta de trabalho deve presenciar um desafio ao seu pensamento, com o objetivo de proporcionar o alcance da autonomia moral, social e intelectual. As atividades devem favorecer a estruturação ou coordenação das próprias ações dos alunos, considerando que são capazes de criar, de criticar, de descobrir e de reinventar o conhecimento a partir de uma inter-relação com o meio.

É imprescindível que o professor e demais profissionais que atuam diretamente com as crianças que possuem TDAH estejam atentas as suas características, sabendo que elas podem se intensificar em propostas grupais, uma vez que atuar independentemente é um grande problema para tais crianças. É preciso, também, ter clareza de que estará em contato com pessoas que apresentam comportamento desigual e imprevisível, que muitas vezes ainda assumem o caráter de desafiador, Rohde e Benczik (1999).

            Considerando-se também que a motivação não é um dado racional, mas resultado de diversos fatores ligados à própria vida da classe, é importante que a sala de aula seja uns espaços acolhedores, proporcionados situações estimulantes, que façam as crianças agirem segundo suas possibilidades, de forma que as atividades propostas tenham realmente significado em suas vidas, permitindo-lhes construir suas próprias convicções.

Portanto para oferecer um ambiente rico em desafios, aponta a professora Vera Lúcia Goffredo (2011): "será preciso uma grande variedade de material pedagógico, lembrando que os materiais do mundo são mais estimuladores do que se fabrica, é muito bom o uso de sucata".

Ainda considera-se uma preocupação com a metragem da sala, recomendada por GOFFREDO (2001, p.15-20).

 

Para que as crianças manipulem tais materiais de forma bem livre, é imprescindível que o espaço tenha uma metragem que possibilite uma boa circulação dos alunos na sala, que possam coexistir atividades individuais e de grupos; a existência de armários, estantes, materiais de sucata, muitos jogos, tintas, pincéis, lápis, gravuras, embalagens variadas, contas de luz, gás etc., isto porque a organização deste espaço deve refletir os pressupostos em que se baseia esta prática educacional.

 

Esta proposta reforça a idéia de que é por meio dos estímulos que se propicia o interesse da criança pela atividade. É importante, porém, que o professor tenha o cuidado de não deixá-lo em fixar em apenas uma atividade, rotinizando sua ação, já que ele estará evitando que lhe tragam mais possibilidades, como de desenvolver suas habilidades. O fundamental, portanto, na ação pedagógica é que ela seja problematizadora, desafiando permanentemente o aluno a desenvolver suas potencialidades.

            Que os alunos vivenciam na escola em toda a sua totalidade, onde a sala de aula é um espaço privilegiado para se efetivar o processo educativo, não se discuti, porém, é preciso que haja participação destes alunos no cotidiano da escola. Para tanto, a elaboração do projeto político-pedagógico é de suma importância, já que ele assume o papel de referencial na construção das atividades condutoras do processo educacional, permitindo sua elaboração conjunta e um despertar de interesse para as ações propostas.

            De acordo com Paulo Freire "o caminho para a construção do conhecimento, de certo, não pode ser trilhado por um viajante solitário, portanto, o professor e seus alunos devem caminhar juntos nesta estrada".

            Conhecer bem a clientela, por meio de um diagnóstico de turma que lhe permita a elaboração de um plano que ajude seus alunos adquirirem os conteúdos de leitura e escrita, é de fundamental importância. Para tanto, há necessidade de que o professor assuma uma posição de orientador, de facilitador da aprendizagem, criando estratégias que envolvam sistematicamente os alunos.

            Desta forma é importante que o aluno com TDAH possa receber o máximo possível de atendimento individualizado, sendo colocado, na primeira fila de sala de aula, próximo ao professor e mais longe possível da janela. Num local com menor probabilidade de distrair-se e maior possibilidade de concentrar-se.   

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

A hiperatividade é marcada por um excesso de atividade corporal, que se mostra desorganizada e, na maior parte das vezes, sem relação com um objetivo. A polêmica se relaciona ao esquema de que o tratamento, que deve ser adotado para contornar as dificuldades apresentadas pelo indivíduo.

Com isso devemos considerar se o quadro clínico caracterizado pelo Déficit de Atenção Hiperatividade interferem negativamente na vida da pessoa, seja na questão familiar, escolar, social, e recreativa.

Em casa, geralmente há muitos desentendimentos entre os familiares, devido à inquietude, à dificuldade para sentar-se à mesa durante as refeições, a conseguir assistir ou deixar os outros assistirem a televisão.

Já na escola, não conseguem ficar quieto durante as aulas, além de se apresentarem dispersos e desatenciosos, o que interfere no bom aprendizado. Por conta disso, o rendimento escolar fica muito baixo da capacidade intelectual do aluno. A hiperatividade também interfere no relacionamento com os professores e com os colegas, que muitas vezes se sentem incomodados, pois o aluno hiperativo os atrapalha na realização das tarefas. É comum um aluno com TDAH dizer que os colegas não gostam dele, que não tem amigos na escola, que ninguém o chama para brincar ou para qualquer outra atividade.

Outras características são a impaciência para aguardar a vez, não aceitam perder, querem impor as próprias regras nas atividades e desejam ser atendido imediatamente nas suas necessidades. Muitas vezes tornam-se agressivos, tanto verbal, quando fisicamente. Essas alterações comportamentais, aliadas à dispersão e desatenção, acarretam grande prejuízo no aprendizado. Tudo faz que o aluno portador de TDAH se abale emocionalmente, pois geralmente ele se sente incapaz para o aprendizado escolar, imaginando ser menos inteligente que os outros.

Sendo assim a criança com TDAH não tem que carregar um estigma que a exclua da escola e do direito de aprender. Essas crianças necessitam que a sociedade lhes assegure: respeito à sua individualidade; reconhecimento de suas possibilidades e competência para não deixá-los fracassarem.    

 

REFERÊNCIAS

 

ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE PSIQUIATRIA. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-IV). 4. ed. Porto Alegre: ArtMed, 2002.

 

BARKLEY, RUSSEL, A. Transtornos de Déficit de Atenção Hiperatividade. Porto Alegre: Artmed. Editora, 2002. Fonte:http://www.webartigos.com/articles/146/1/Transtorno-De-Deficit-De-Atencao-E-Hiperatividade-O-Papel-Do-Educador-A-Crianca-E-O-Adulto/pagina1.html#ixzz1GidWrFhy

 

BARROS, J.M.G. Jogo infantil e hiperatividade - Rio de Janeiro: Sprint, 2002.

 

BRASIL. Leis Decretos. Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília, 1996.

 

BRASIL. Ministério da Educação e do desporto. Secretaria da Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para educação infantil Brasília: MEC/SEF, 1998. VI.

 

FACION, J. R. Síndrome de hipercinese: Uma revisão bibliográfica. Psicologia argumento, PUC Paraná, ano 4, n. 10, p.7-24,1991.

 

FUNAYAMA, C.A.R. Problemas de aprendizagem. São Paulo: Alínea, 2000.

 

FUNDAÇÃO VICTOR CIVITA. NOVA ESCOLA. Em busca da qualidade na educação, 2006. p. 74 .

 

GOFFREDO, Vera Lúcia Flôr Sénéchal de. O cotidiano da sala de aula e o aluno com deficiência mental. In: Escola: excluindo diferenças. Rio de Janeiro: Secretaria de Estado de Educação, 2001, p.15-20.

 

GOLDSTEIN. Sam. Hiperatividade: Como desenvolver a capacidade a atenção da criança. Campinas: Papirus, 1994.

 

IESDE Brasil S.A, Fundamentos Teóricos e Metodológicos da Inclusão. Curitiba, 2008

ITDE. Transtornos Invasivos. p.15.

 

MEICHENBAUM, D. Kognitive verhaltensmodifikation. München: U&S, 1979.

 

REVISTA VEJA. Déficit de atenção: 8 sinais que os pais devem ficar atentos. Maio, 2005.

 

ROHDE, L. A. P.; BENCZIK, E. B. P. Transtorno de déficit de atenção: hiperatividade: o que é? como ajudar? Porto Alegre: ArtMed Sul, 1999.

 

TOPCZEWSKI, Abram. Aprendizado e suas habilidades - como lidar. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1999.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-infantil-artigos/alunos-com-transtorno-de-deficit-de-atencao-hiperatividade-tdah-4976576.html

    Palavras-chave do artigo:

    dificuldade

    ,

    impulsividade

    ,

    hiperatividade

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    Esse estudo objetivou-se fazer uma revisão bibliográfica sobre transtorno de déficit de atenção/hiperatividade focando na sua etiologia, diagnóstico e tratamento, além da prevalência. Essa pesquisa trouxe importantes contribuições para um melhor entendimento sobre o que seja o TDAH e suas causas.

    Por: Ana Cecília Melo de Mirandal Educação> Educação Infantill 05/03/2014 lAcessos: 102

    Indisciplinados, problemáticos, avoados e mal criados, são alguns rótulos que crianças, jovens com TDAH hiperativo. Pais e professores não sabem o que fazer quando a criança apresenta constante inquietação ou age de forma inesperada. Freqüentemente crianças pequenas são ativas ou ate mesmo distraídas nos primeiros anos escolares, baseando-se apenas em alguns sintomas não é possível fazer o diagnostico do transtorno.

    Por: Darci Martinsl Educação> Educação Infantill 13/07/2012 lAcessos: 607

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    Por: Silvana azevedol Educação> Educação Infantill 10/12/2011 lAcessos: 2,432
    Ana Paula Alves dos |Santos

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    Por: Ana Paula Alves dos |Santosl Educaçãol 19/03/2011 lAcessos: 1,839
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    Por: Abrew Amambahyl Educação> Ensino Superiorl 23/10/2010 lAcessos: 501

    O transtorno por déficit de atenção com hiperatividade caracteriza-se por falta de atendimento, hiperatividade e impulsividade. É o transtorno do comportamento que mais se diagnostica na infância e se calcula que afeta de 3% a 5% de os(as) meninos(as) em idade escolar. Ainda que geralmente o TDHA se diagnostica durante a infância, não é um transtorno que afete só a os(as) meninos(as) muitas vezes se prolonga até a adolescência e a etapas posteriores e freqüentemente não se diagnostica.

    Por: Claudio Nogueiral Educação> Ciêncial 10/02/2010 lAcessos: 3,215 lComentário: 1

    Este artigo sobre Hiperatividade mostra exemplos sobre comportamento hiperativo de uma criança em sala de aula, exige uma atenção especial por parte do professor e nada melhor que este esteja bem preparado para saber contornar o problema, como posicionar este aluno em sala de aula e como proceder nas tarefas e no relacionamento, sendo um mediador entre o portador de TDAH e os demais alunos. Boa Sorte! A Autora.

    Por: Dirce Portol Educação> Educação Infantill 10/07/2010 lAcessos: 8,321
    Joselene Beatriz soares Silva

    A hiperatividade é observada quando, por exemplo, a pessoa não se consegue ficar sentado por muito tempo, e enquanto está nessa situação fica se movimentando. As crianças com TDAH não se interessa em brincadeiras que tenha que ficar parada. O aumento dessa atividade motora é o que faz muitos pais e adultos ficarem ‘em estado de nervos' e até mesmo, desistir de tentar controlar a criança. O objetivo é demonstrar que entender os portadores de TDAH facilita a convivência.A revisão

    Por: Joselene Beatriz soares Silval Saúde e Bem Estar> Medicinal 31/05/2011 lAcessos: 1,221 lComentário: 1
    Carla Cardoso Gomes

    O presente artigo tem como objetivo apresentar os principais fatores que influenciam nas dificuldades dos discentes nos processos de aprendizagem. Uma pessoa que não conseguiu desenvolver todas as habilidades de leitura e noção matemática encontrará muitas dificuldades e desafios para relacionar-se com a sociedade de um modo geral. Quando a Escola não ajuda com um atendimento personalizado e especifico, a criança deixa de vivenciar situações de construção da identidade.

    Por: Carla Cardoso Gomesl Educação> Educação Infantill 05/08/2014 lAcessos: 59

    Como obter as informações de que necessitamos para acompanhar os percursos dos estudantes? Como apreender os modos como eles representam os conceitos? Como saber o que pensam sobre o que ensinamos para pensarmos nas possibilidades pedagógicas que assegurariam a qualidade do ensino-aprendizagem? Como proceder para que os estudantes evidenciem seus avanços e suas dificuldades?

    Por: Maria Cristinal Educação> Educação Infantill 18/11/2014 lAcessos: 12

    Aprender com prazer, aprender brincando, brincar aprendendo, aprender a aprender, aprender a crescer: a escola é, sim, espaço de aprendizagem. Assim, é fundamental que cada professor se sinta desafiado a repensar o tempo pedagógico, analisando se ensina o que é de direito para os estudantes e se a seleção de conteúdos, capacidades e habilidades é de fato importante naquele momento.

    Por: Maria Cristinal Educação> Educação Infantill 18/11/2014 lAcessos: 23

    A prática educativa está fortemente relacionada a processos de comunicação e interação entre os seres, que a utilizam para assimilar seus saberes, habilidades, técnicas, valores, atitudes, e, através disso, construir novos saberes. Sendo assim, não se pode reduzir a educação ao simples ato de ensinar e a pedagogia como um conjunto de métodos que possibilita o ensino. Sendo assim, surge um questionamento essencial a todo aquele que quer compreender, viver e fazer pedagogia: quem é o pedagogo?

    Por: Maria Cristinal Educação> Educação Infantill 18/11/2014 lAcessos: 12

    A questão da inclusão de pessoas portadoras de necessidades especiais em todos os recursos da sociedade ainda é muito incipiente no Brasil. Movimentos nacionais e internacionais têm buscado um consenso para formatar uma política de inclusão de pessoas portadoras de deficiência na escola regular.

    Por: Jania Gasques bordonil Educação> Educação Infantill 17/11/2014
    Liamara Lucia de Almeida Cacho

    Nos anos iniciais, a disciplina que trabalha as noções históricas, de espaço e tempo é chamada de Estudos Sociais. Neste período o professor deve transmitir aos alunos noções fundamentais de organização da vida em sociedade, de como se organiza o próprio município, da atuação das autoridades, organizações e hierarquias, noções de respeito e educação cidadã, além dos deveres e direitos humanos.

    Por: Liamara Lucia de Almeida Cachol Educação> Educação Infantill 14/11/2014 lAcessos: 15
    Liamara Lucia de Almeida Cacho

    Como todos já sabem e ouviu-se muito falar, a educação autônoma é a mais viável e satisfatória nos dias de hoje. Com tantas transformações ocorrendo em tempo real, e em nível econômico, político e social, além de cultural também. Com base nisto, quero colocar alguns dos meus pensamentos sobre a educação.

    Por: Liamara Lucia de Almeida Cachol Educação> Educação Infantill 14/11/2014 lAcessos: 11
    Liamara Lucia de Almeida Cacho

    Há tempos busca-se formar integralmente o homem, provavelmente, nenhuma palavra expressa mais essa ideia de formação humana que a palavra, oriunda da Cultura Grega, Paídeia, que exprimia o ideal de desenvolver no ser homem aquilo que era considerado próprio da sua natureza, essa ideia perpassou o humanismo renascentista chegando até aos nossos dias atuais. Diante disso, cabe perguntar: O que significa essa totalização da formação humana? Pode ser definido em um único conceito?

    Por: Liamara Lucia de Almeida Cachol Educação> Educação Infantill 14/11/2014 lAcessos: 13

    A educação inclusiva é voltada de todos para todos, os ditos "normais" e as pessoas com algum tipo de deficiência poderão aprender em conjunto. Uma pessoa dependerá da outra para que realmente exista uma educação de qualidade. A função de separar e classificar os alunos, rotulando-os como menos ou mais capazes, dá lugar a de escolher cada um, valorizando suas potencialidades, sua linguagem, suas diferenças, bem como os instrumentos que ampliam suas possibilidades de aprender, de comunicar e de i

    Por: Darci Martinsl Educação> Educação Infantill 14/11/2014 lAcessos: 19
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