ÁS CRIANÇAS E OS NÚMEROS

04/05/2010 • Por • 9,821 Acessos

Título: "Ás Crianças e os números"

Professora: Keilla Michelle Correia Passos

 

Resumo

O objetivo deste trabalho foi investigar as relações estabelecidas pelas crianças entre os números presentes em seu cotidiano, fora da escola, e os números apresentados pela escola em seus diferentes aspectos. Hoje os tempos são outros e as concepções de Educação Matemática também mudaram. Por isso cabe ao professor oferecer oportunidades , para que as crianças descobriam os números desta façam experiências e descobertas com sua observação e, muitas vezes, orientação, pois, assim elas poderão desenvolver suas habilidades intelectuais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1-INTRODUÇÃO

 

Todos começamos a aprender muito cedo, muito antes de trilharmos os caminhos da escola, nosso aprendizado é construído desde quando nascemos. Com isso podemos resumir nosso processo aprendizado como:

Estamos diante de uma situação, problemas, ficamos inseguros, ansiosos, entramos em desequilíbrio, processo de assimilação/acomodação, mudanças em nossas estruturas e com esta terá acontecido a Aprendizagem. Analisando assim, nos professores na função de Educador e temos de criar novas oportunidades significativas para mostrar o conceito dos números de uma forma significativa, ilustrativa.

Para aumentar nossa probabilidade de sucesso em sala de aula, precisamos conhecer quem são nossos alunos; eles possuem características próprias, conseqüência de distintos fatores, tais como: meio cultural nível socioeconômico, herança genética, educação familiar.

Os conceitos numéricos não podem ser ensinados pela transmissão social, pelo simples fato de que, no conhecimento lógico matemático, a base fundamental é a própria criança, deve aprender a pensar, a observar ao invés de repetir o que foi dito pelo educador.

As palavras um, dois, três, quatro são exemplos de conhecimento social, mas não a quantificação de valores. Onde as crianças repetem o que dizem, mas ao perguntar, por exemplo, o que significa cinco estes não sabe responder.

Segundo Piaget, O fato de ter aprendido a contar verbalmente não significa o domínio do conceito de número. No período intuitivo, a avaliação numérica permanece ligada à disposição dos elementos de um conjunto; basta alterar a distância entre os objetos para que a criança considere que houve alteração do número deles.

Para Piaget, o número era construído sobre conceitos lógicos, tendo como pré-requisitos: O raciocínio transitivo, a conservação do número e a habilidade de área de Matemática constituem um referencial para construção de uma prática que favoreça o acesso área de Matemática constituem um referencial para a construção de uma prática que favoreça o acesso ao conhecimento matemático que possibilite de fato a inserção dos alunos como cidadãos, no mundo do trabalho, das relações sociais e da cultura.

Segundo Constance Kamii,

"O objetivo para "ensinar" o número é o da construção que a criança faz da estrutura mental do número. Uma vez que esta não pode ser ensinada diretamente, o professor deve priorizar o ato de encorajar a criança a pensar ativa e autonomamente em todos os tipos de situações.

Uma criança que pensa ativamente, à sua maneira, incluindo quantidades, inevitavelmente constrói o número. "A tarefa do  professor é a de encorajar o pensamento espontâneo da criança, o que é muito difícil porque a maioria de nós foi treinada para obter das crianças a produção de respostas certas"

2-Desenvolvimento:

 

Nós professores, devemos fazer as coisas acontecerem, conduzir as crianças ao pensamento reflexivo, colocando todas as coisas em todos os tipos de relação.

Devemos propor pensamentos com autonomia

Exemplos de atividades desenvolvidas na demonstração dos números.

 

 

● Boliche

Consiste em contar quantas garrafas será colocado, quantas cada um derrubou quem ganhou etc..

●Cartela Quadriculada

 

Cada jogador (ou cada dupla) tem a sua cartela. Joga o dado e coloca as tampinhas.Ganha quem, preencher a cartela primeiro.

 

●Encaixe de caixas de fósforos

 

Várias caixas de fósforos; na parte de fora o desenho de quantidades representadas e, na parte de dentro numeral. Separar as caixas nas mesas de trabalho. Ganha o jogo o grupo que encaixar primeiro, combinando os números com suas quantidades respectivas.

 

 

 

●Jogo da bandeja

É necessário que cada criança tenha uma bandeja ou caixa de papelão contendo 15 objetos, que podem ser sucatas as mais variadas, e um dado tradicional adaptado com relevo ou de material emborrachado.

Cada criança jogará o dado, na sua vez, retirando de sua bandeja a quantidade de objetos indicadas pelo dado. Ganhará o jogo quem primeiro conseguires vaziar a bandeja.

Pode-se usar o princípio da reversibilidade e da mesma forma encher novamente a bandeja. Também é possível chamar a atenção para o tempo gasto na atividade.

 

●Ovos recheados

 

 Os materiais necessários são: caixas de ovos, um dado tradicional com um bom relevo e um recipiente com grãos para cada aluno. As caixas deverão ser divididas em fileiras de 6 cavidades que serão marcadas de 1 a 6.

Para jogar, cada aluno, na sua vez, lançará o dado e conforme o número indicado, por exemplo, se for 4, ele terá que colocar 4 grãos na cavidade que simboliza o número 4. Ganhará o jogo quem conseguir preencher primeiro todas as cavidades, ou o jogo terminará quando todos concluírem a atividade.

 

Tente imaginar quantas situações assim você pode criar em sua sala de aula e anote-as. Faça uma lista quando você estiver preparando sua aula de matemática.

 

Entretanto, atenção para o seguinte: devemos auxiliar as crianças, mas não responder por elas. Elas devem usar a própria cabeça. A idéia de número não se explica. Ela vai se formando, pouco a pouco, dentro de cada criança. Utilize, pedras, bolas de gude, moedas, garrafas vazias, anúncios de jornal(reconhecimento dos números), botões, dentre outros.O importante é que o professor use a criatividade, a imaginação na hora de demonstrar os números.

Os resultados confirmaram que a aprendizagem se insere num processo mais amplo que o espaço escolar, o que não minimiza o papel da escola na construção do conhecimento, mas revela a necessidade de compreendermos melhor o que as crianças nos "dizem" e sobre como ocorre o processo de aprendizagem, além de contribuir para que lancemos "novos olhares" para o que de fato devemos priorizar no processo de ensinar/aprender matemática.

Hoje, o que se evidencia é quem mesmo que o professor ressalte a importância do conhecimento construído pelas crianças na interação social, este conhecimento, muitas vezes, não tem sido levado em consideração no interior da sala de aula. Isso, no entanto, não ocorre por mero descaso do professor, visto que esse profissional também expôs sua preocupação em como desenvolver o fazer pedagógico de modo a contribuir para que as crianças construam o conhecimento matemático, no caso específico dos números, de maneira significativa. Não raro, o professor demonstrou necessidade de aprofundar sua formação sobre o tema em questão, para assim entender melhor "como" as crianças elaboram esse conhecimento.

Essa constatação fica evidente quando descrevemos a opinião de professores que

Consideram importante saber qual o "repertório numérico" com o qual as crianças chegam à escola, mas verificamos que esta questão não é considerada por eles ao encaminharem o processo de ensinar/aprender matemática, uma vez que as atividades que eles descreveram compreendem somente os aspectos históricos do contar e do medir. Ao agirem desta maneira, os professores perdem valiosa oportunidade de conhecer os questionamentos que as crianças trazem de sua vivência para o contexto escolar, os quais podem contribuir sobremaneira na efetivação do processo de ensinar/aprender matemática.

 

3-Conclusão

            Refere à necessidade de dar ao professor a oportunidade de refletir sobre sua prática pedagógica, propiciando- lhe aprofundar seus conhecimentos sobre o quê, para quê, para quem e como se deve ensinar, a fim de que não cometa o risco de "distorcer" ou ensinar de maneira "equivocada" um conceito às crianças, como atribuir uma função que não existe a determinado aspecto do número.

Também é indispensável que o professor entenda a escrita numérica que as crianças realizam como um objeto social, construído por elas na interação com os diversos significados do número com os quais convivem no "mundo real".

Um professor de Educação Infantil necessita ser, antes de mais nada, um observador atento e um interventor oportuno.É preciso refletir sobre a nossa pratica pedagógica.E que este  avalie constantemente seu trabalho,para que possamos no futuro ter uma Educação Matemática de qualidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bibliografia:

DISCUSSÕES Sobre Modelagem E O Ensino-Aprendizagem. Resumo.

Disponível em www.somatematica.com.br. Acesso em 05 de julho

De 2007.

EVES, H. Introdução à História da Matemática. Ed. Unicamp, 2004.

FREIRE, P. Pedagogia da Esperança. Paz e Terra, 1992

GUELLI, O. Contando a História da Matemática. Coleção, ed. Ática, 1997.

HELLMAN, H. Grandes Debates da Ciência. Ed. Unesp, 1999.

KRULIK, Stephen; REYS, Robert e. Organizadores. Artigos. A Resolução De

Problemas Na Matematica Escolar. 5.ed. São Paulo. Saraiva,

2005.

MEDEIROS, C.F. Por Uma Educação Matemática Como Intersubjetividade.

In: BICUDO, M.A.V. Educação matemática. São Paulo: Cortez,

1987. p. 13-44.

MIGUEL, A; MIORIN,M. A.. A História na Educação Matemática: Propostas e

Desafios. Belo Horizonte. Autêntica, 2004

FERNANDES, C. T. {et al.) Educação Inclusiva – A Construção do Conceito de

Número e o Pré-Soroban. 1. ed. Brasília: MEC, 2006.

GOULART, Í. B.. Piaget – Experiências Básicas para Utilização pelo Professor.

Petrópolis: Vozes, 1983.

KAMII, C.. A Criança e o Número. 2. ed. Campinas: Papirus, 1985.

KAMII, C. com JOSEPH, L. L. Aritmética: Novas Perspectivas – Implicações da

Teoria de Piaget. 6. ed. Campinas: Papirus, 1997.

 

 

 

 

 

 

 

Perfil do Autor

keilla michelle Passos

LICENCIATURA EM MATEMÁTICA   ESPECIALIZAÇÃO EM RECURSOS HUMANOS GRADUAÇÃO EM GESTÃO FINANCEIRA