ÁS CRIANÇAS E OS NÚMEROS

Publicado em: 04/05/2010 |Comentário: 0 | Acessos: 9,600 |

Título: "Ás Crianças e os números"

Professora: Keilla Michelle Correia Passos

 

Resumo

O objetivo deste trabalho foi investigar as relações estabelecidas pelas crianças entre os números presentes em seu cotidiano, fora da escola, e os números apresentados pela escola em seus diferentes aspectos. Hoje os tempos são outros e as concepções de Educação Matemática também mudaram. Por isso cabe ao professor oferecer oportunidades , para que as crianças descobriam os números desta façam experiências e descobertas com sua observação e, muitas vezes, orientação, pois, assim elas poderão desenvolver suas habilidades intelectuais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1-INTRODUÇÃO

 

Todos começamos a aprender muito cedo, muito antes de trilharmos os caminhos da escola, nosso aprendizado é construído desde quando nascemos. Com isso podemos resumir nosso processo aprendizado como:

Estamos diante de uma situação, problemas, ficamos inseguros, ansiosos, entramos em desequilíbrio, processo de assimilação/acomodação, mudanças em nossas estruturas e com esta terá acontecido a Aprendizagem. Analisando assim, nos professores na função de Educador e temos de criar novas oportunidades significativas para mostrar o conceito dos números de uma forma significativa, ilustrativa.

Para aumentar nossa probabilidade de sucesso em sala de aula, precisamos conhecer quem são nossos alunos; eles possuem características próprias, conseqüência de distintos fatores, tais como: meio cultural nível socioeconômico, herança genética, educação familiar.

Os conceitos numéricos não podem ser ensinados pela transmissão social, pelo simples fato de que, no conhecimento lógico matemático, a base fundamental é a própria criança, deve aprender a pensar, a observar ao invés de repetir o que foi dito pelo educador.

As palavras um, dois, três, quatro são exemplos de conhecimento social, mas não a quantificação de valores. Onde as crianças repetem o que dizem, mas ao perguntar, por exemplo, o que significa cinco estes não sabe responder.

Segundo Piaget, O fato de ter aprendido a contar verbalmente não significa o domínio do conceito de número. No período intuitivo, a avaliação numérica permanece ligada à disposição dos elementos de um conjunto; basta alterar a distância entre os objetos para que a criança considere que houve alteração do número deles.

Para Piaget, o número era construído sobre conceitos lógicos, tendo como pré-requisitos: O raciocínio transitivo, a conservação do número e a habilidade de área de Matemática constituem um referencial para construção de uma prática que favoreça o acesso área de Matemática constituem um referencial para a construção de uma prática que favoreça o acesso ao conhecimento matemático que possibilite de fato a inserção dos alunos como cidadãos, no mundo do trabalho, das relações sociais e da cultura.

Segundo Constance Kamii,

"O objetivo para "ensinar" o número é o da construção que a criança faz da estrutura mental do número. Uma vez que esta não pode ser ensinada diretamente, o professor deve priorizar o ato de encorajar a criança a pensar ativa e autonomamente em todos os tipos de situações.

Uma criança que pensa ativamente, à sua maneira, incluindo quantidades, inevitavelmente constrói o número. "A tarefa do  professor é a de encorajar o pensamento espontâneo da criança, o que é muito difícil porque a maioria de nós foi treinada para obter das crianças a produção de respostas certas"

2-Desenvolvimento:

 

Nós professores, devemos fazer as coisas acontecerem, conduzir as crianças ao pensamento reflexivo, colocando todas as coisas em todos os tipos de relação.

Devemos propor pensamentos com autonomia

Exemplos de atividades desenvolvidas na demonstração dos números.

 

 

● Boliche

Consiste em contar quantas garrafas será colocado, quantas cada um derrubou quem ganhou etc..

●Cartela Quadriculada

 

Cada jogador (ou cada dupla) tem a sua cartela. Joga o dado e coloca as tampinhas.Ganha quem, preencher a cartela primeiro.

 

●Encaixe de caixas de fósforos

 

Várias caixas de fósforos; na parte de fora o desenho de quantidades representadas e, na parte de dentro numeral. Separar as caixas nas mesas de trabalho. Ganha o jogo o grupo que encaixar primeiro, combinando os números com suas quantidades respectivas.

 

 

 

●Jogo da bandeja

É necessário que cada criança tenha uma bandeja ou caixa de papelão contendo 15 objetos, que podem ser sucatas as mais variadas, e um dado tradicional adaptado com relevo ou de material emborrachado.

Cada criança jogará o dado, na sua vez, retirando de sua bandeja a quantidade de objetos indicadas pelo dado. Ganhará o jogo quem primeiro conseguires vaziar a bandeja.

Pode-se usar o princípio da reversibilidade e da mesma forma encher novamente a bandeja. Também é possível chamar a atenção para o tempo gasto na atividade.

 

●Ovos recheados

 

 Os materiais necessários são: caixas de ovos, um dado tradicional com um bom relevo e um recipiente com grãos para cada aluno. As caixas deverão ser divididas em fileiras de 6 cavidades que serão marcadas de 1 a 6.

Para jogar, cada aluno, na sua vez, lançará o dado e conforme o número indicado, por exemplo, se for 4, ele terá que colocar 4 grãos na cavidade que simboliza o número 4. Ganhará o jogo quem conseguir preencher primeiro todas as cavidades, ou o jogo terminará quando todos concluírem a atividade.

 

Tente imaginar quantas situações assim você pode criar em sua sala de aula e anote-as. Faça uma lista quando você estiver preparando sua aula de matemática.

 

Entretanto, atenção para o seguinte: devemos auxiliar as crianças, mas não responder por elas. Elas devem usar a própria cabeça. A idéia de número não se explica. Ela vai se formando, pouco a pouco, dentro de cada criança. Utilize, pedras, bolas de gude, moedas, garrafas vazias, anúncios de jornal(reconhecimento dos números), botões, dentre outros.O importante é que o professor use a criatividade, a imaginação na hora de demonstrar os números.

Os resultados confirmaram que a aprendizagem se insere num processo mais amplo que o espaço escolar, o que não minimiza o papel da escola na construção do conhecimento, mas revela a necessidade de compreendermos melhor o que as crianças nos "dizem" e sobre como ocorre o processo de aprendizagem, além de contribuir para que lancemos "novos olhares" para o que de fato devemos priorizar no processo de ensinar/aprender matemática.

Hoje, o que se evidencia é quem mesmo que o professor ressalte a importância do conhecimento construído pelas crianças na interação social, este conhecimento, muitas vezes, não tem sido levado em consideração no interior da sala de aula. Isso, no entanto, não ocorre por mero descaso do professor, visto que esse profissional também expôs sua preocupação em como desenvolver o fazer pedagógico de modo a contribuir para que as crianças construam o conhecimento matemático, no caso específico dos números, de maneira significativa. Não raro, o professor demonstrou necessidade de aprofundar sua formação sobre o tema em questão, para assim entender melhor "como" as crianças elaboram esse conhecimento.

Essa constatação fica evidente quando descrevemos a opinião de professores que

Consideram importante saber qual o "repertório numérico" com o qual as crianças chegam à escola, mas verificamos que esta questão não é considerada por eles ao encaminharem o processo de ensinar/aprender matemática, uma vez que as atividades que eles descreveram compreendem somente os aspectos históricos do contar e do medir. Ao agirem desta maneira, os professores perdem valiosa oportunidade de conhecer os questionamentos que as crianças trazem de sua vivência para o contexto escolar, os quais podem contribuir sobremaneira na efetivação do processo de ensinar/aprender matemática.

 

3-Conclusão

            Refere à necessidade de dar ao professor a oportunidade de refletir sobre sua prática pedagógica, propiciando- lhe aprofundar seus conhecimentos sobre o quê, para quê, para quem e como se deve ensinar, a fim de que não cometa o risco de "distorcer" ou ensinar de maneira "equivocada" um conceito às crianças, como atribuir uma função que não existe a determinado aspecto do número.

Também é indispensável que o professor entenda a escrita numérica que as crianças realizam como um objeto social, construído por elas na interação com os diversos significados do número com os quais convivem no "mundo real".

Um professor de Educação Infantil necessita ser, antes de mais nada, um observador atento e um interventor oportuno.É preciso refletir sobre a nossa pratica pedagógica.E que este  avalie constantemente seu trabalho,para que possamos no futuro ter uma Educação Matemática de qualidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bibliografia:

DISCUSSÕES Sobre Modelagem E O Ensino-Aprendizagem. Resumo.

Disponível em www.somatematica.com.br. Acesso em 05 de julho

De 2007.

EVES, H. Introdução à História da Matemática. Ed. Unicamp, 2004.

FREIRE, P. Pedagogia da Esperança. Paz e Terra, 1992

GUELLI, O. Contando a História da Matemática. Coleção, ed. Ática, 1997.

HELLMAN, H. Grandes Debates da Ciência. Ed. Unesp, 1999.

KRULIK, Stephen; REYS, Robert e. Organizadores. Artigos. A Resolução De

Problemas Na Matematica Escolar. 5.ed. São Paulo. Saraiva,

2005.

MEDEIROS, C.F. Por Uma Educação Matemática Como Intersubjetividade.

In: BICUDO, M.A.V. Educação matemática. São Paulo: Cortez,

1987. p. 13-44.

MIGUEL, A; MIORIN,M. A.. A História na Educação Matemática: Propostas e

Desafios. Belo Horizonte. Autêntica, 2004

FERNANDES, C. T. {et al.) Educação Inclusiva – A Construção do Conceito de

Número e o Pré-Soroban. 1. ed. Brasília: MEC, 2006.

GOULART, Í. B.. Piaget – Experiências Básicas para Utilização pelo Professor.

Petrópolis: Vozes, 1983.

KAMII, C.. A Criança e o Número. 2. ed. Campinas: Papirus, 1985.

KAMII, C. com JOSEPH, L. L. Aritmética: Novas Perspectivas – Implicações da

Teoria de Piaget. 6. ed. Campinas: Papirus, 1997.

 

 

 

 

 

 

 

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-infantil-artigos/as-criancas-e-os-numeros-2297990.html

    Palavras-chave do artigo:

    educacao matematica

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    Regivaldo Cláudio de Freitas

    O objetivo central do trabalho é promover uma discussão estabelecendo paralelos entre a forma como a Matemática é tradicionalmente trabalhada (como forma de exclusão) e a Matemática Libertadora a serviço da transformação social. E, discutir a importância da integração da tecnologia ao currículo. Os principais autores utilizados foram Vygotsky e Ubiratan D' Ambrósio. A metodologia utilizada baseia-se no paradigma hermenêutico cuja pesquisa é de natureza qualitativa.

    Por: Regivaldo Cláudio de Freitasl Educação> Ensino Superiorl 29/01/2012 lAcessos: 940
    Eduardo Henrique Gaspar

    Ela dá suporte para aplicações da matemática do cotidiano, motivando os estudantes da disciplina, visto que adequa a matemática a situações reais que ocorrem com os alunos. A resolução de problemas deve ser feita através do raciocínio lógico e não de forma mecânica, pois deve-se incentivar, instigar o aluno a pensar no processo de resolução e não usar fórmulas sem saber o porque está usando.

    Por: Eduardo Henrique Gasparl Educaçãol 07/12/2009 lAcessos: 3,770 lComentário: 2
    Leocádia Karache

    O presente trabalho surgiu da preocupação com o repensar do processo educacional, voltado ao ensino da matemática, onde através de recursos ministrados na aula, pode-se ter alunos ativos e participantes, para isso é preciso que haja mudanças na preparação do processo ensino-aprendizagem desses alunos. Partindo desse princípio, este trabalho tem como objetivo investigar a etnomatemática como recurso na disciplina de matemática.

    Por: Leocádia Karachel Educação> Educação Infantill 03/11/2014 lAcessos: 46

    Este é um Trabalho de Conclusão de Curso de Pedagogia da Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Universitário de Rondonópolis do Instituto de Ciências Humanas e Sociais – UFMT/CUR/ICHS.O interesse pela temática foi despertado por meio da minha participação ativa no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID, nas atividades da prática na sala de aula na escola pública conveniada e, ao mesmo tempo, nas disciplinas estudadas no curso de Pedagogia durante os anos de forma

    Por: Roselene Batista Gill Educaçãol 26/11/2014
    Manoel Aparecido Martins

    A ludicidade faz parte do ser humano desde seu nascimento, é brincando que a criança vai conhecendo o mundo ao seu redor, vai se identificando, vai fazendo parte. O lúdico pode e deve ser utilizado no ensino de todas as disciplinas, até mesmo de forma interdisciplinar. Portanto é de fundamental importância um estudo mais aprofundado da natureza e importância desta disciplina nos dias atuais, bem como seu histórico e a aplicação do lúdico na mesma.

    Por: Manoel Aparecido Martinsl Educaçãol 17/06/2009 lAcessos: 14,985 lComentário: 4

    A resolução de problemas é um método importante e fundamental para o desenvolvimento do raciocínio lógico e cognitivo do aluno e para o ensino da Matemática, visto que em sala de aula constata-se um uso exagerado de regras e procedimentos desinteressantes e rotineiros que não desenvolvem a criatividade e a autonomia em Matemática de alunos e professores.

    Por: Suellen Hipolito Vieiral Educação> Ensino Superiorl 07/02/2011 lAcessos: 7,457 lComentário: 1

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    Por: Ana Carolinal Educação> Ciêncial 25/10/2010 lAcessos: 390

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    Por: Rosimar Nádila O. Saraival Educação> Educação Infantill 19/10/2010 lAcessos: 1,811

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    Por: Sandra Maria dos Reis Bernardol Educação> Educação Infantill 16/09/2014 lAcessos: 173

    Como obter as informações de que necessitamos para acompanhar os percursos dos estudantes? Como apreender os modos como eles representam os conceitos? Como saber o que pensam sobre o que ensinamos para pensarmos nas possibilidades pedagógicas que assegurariam a qualidade do ensino-aprendizagem? Como proceder para que os estudantes evidenciem seus avanços e suas dificuldades?

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    Por: Maria Cristinal Educação> Educação Infantill 18/11/2014 lAcessos: 23

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    Por: Maria Cristinal Educação> Educação Infantill 18/11/2014 lAcessos: 11

    A questão da inclusão de pessoas portadoras de necessidades especiais em todos os recursos da sociedade ainda é muito incipiente no Brasil. Movimentos nacionais e internacionais têm buscado um consenso para formatar uma política de inclusão de pessoas portadoras de deficiência na escola regular.

    Por: Jania Gasques bordonil Educação> Educação Infantill 17/11/2014
    Liamara Lucia de Almeida Cacho

    Nos anos iniciais, a disciplina que trabalha as noções históricas, de espaço e tempo é chamada de Estudos Sociais. Neste período o professor deve transmitir aos alunos noções fundamentais de organização da vida em sociedade, de como se organiza o próprio município, da atuação das autoridades, organizações e hierarquias, noções de respeito e educação cidadã, além dos deveres e direitos humanos.

    Por: Liamara Lucia de Almeida Cachol Educação> Educação Infantill 14/11/2014 lAcessos: 15
    Liamara Lucia de Almeida Cacho

    Como todos já sabem e ouviu-se muito falar, a educação autônoma é a mais viável e satisfatória nos dias de hoje. Com tantas transformações ocorrendo em tempo real, e em nível econômico, político e social, além de cultural também. Com base nisto, quero colocar alguns dos meus pensamentos sobre a educação.

    Por: Liamara Lucia de Almeida Cachol Educação> Educação Infantill 14/11/2014 lAcessos: 11
    Liamara Lucia de Almeida Cacho

    Há tempos busca-se formar integralmente o homem, provavelmente, nenhuma palavra expressa mais essa ideia de formação humana que a palavra, oriunda da Cultura Grega, Paídeia, que exprimia o ideal de desenvolver no ser homem aquilo que era considerado próprio da sua natureza, essa ideia perpassou o humanismo renascentista chegando até aos nossos dias atuais. Diante disso, cabe perguntar: O que significa essa totalização da formação humana? Pode ser definido em um único conceito?

    Por: Liamara Lucia de Almeida Cachol Educação> Educação Infantill 14/11/2014 lAcessos: 13

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    Por: Darci Martinsl Educação> Educação Infantill 14/11/2014 lAcessos: 19
    keilla michelle Passos

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    Por: keilla michelle Passosl Educaçãol 06/05/2010 lAcessos: 5,670 lComentário: 3
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    Por: keilla michelle Passosl Educação> Ensino Superiorl 02/05/2010 lAcessos: 2,871
    keilla michelle Passos

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    Por: keilla michelle Passosl Educação> Ciêncial 02/05/2010 lAcessos: 7,248
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