Construção da pátria: o papel dos pais dos alunos e dos professores

16/05/2011 • Por • 192 Acessos

CONSTRUÇÃO DA PÁTRIA: O PAPEL DOS PAIS DOS ALUNOS E DOS PROFESSORES

 

Existe uma frase de Cristovam Buarque, senador atuante no senado brasileiro, que em um discurso, não recordo quando, atingiu a missão que escolhi percorrer durante a minha passagem por esta vida: "Uma nação se faz com os soldados que a defendem e com os professores que a constroem". Sinto que a primeira parte desta frase cabe a todo cidadão que se diz brasileiro, e sabe de forma sábia e justa defender não apenas o lugar que escolheu para passar os seus dias enquanto aqui estiver, mas também a gente com a qual escolheu conviver.

Ao povo carioca, acredito que sabedoria e justiça não residem em todos que escolheram aquele lugar. Pode estar nos soldados que defendem a terra e nos moradores dela, porém muitos destes moradores, por não terem atribuído à escola o valor que a mesma possui, partiram em busca de um estilo de vida diferente: drogas e armas. A proteção da venda das mesmas reside no que atualmente está acontecendo com aquele povo. Acredito que se encaixam aqui também palavras de Cristovam Buarque: "O Brasil, atualmente é formado por uma pequena elite cultural e uma grande massa de analfabetos". Se o educador Paulo Freire ainda estivesse conosco, acredito que a palavra "analfabetos" já não era mais conhecida pelos brasileiros.

Porém, ela ainda está presente neste país, e como ainda existe, o que cabe a todo bom educador? Tentar eliminá-la, assim como tentou Paulo Freire, que apesar de não ter conseguido, ganhou vários discípulos, não apenas no Brasil, mas lá fora também. Cristovam Buarque, neste país, é um deles. Este é um soldado assim como você, professor: Foi professor também, ama a arte de ensinar e, dia após dia tenta, em seus discursos, valorizar os professores que se entregam de corpo e alma para a construção de uma pátria digna daqueles que a escolheram.

Acredito que quando se educa as crianças ou os jovens para adquirirem conhecimentos sem compaixão, é muito provável que a atitude deles para com as outras crianças ou jovens venha a ser uma combinação de inveja daqueles que ocupam posições superiores às suas, competitividade agressiva para com seus pares e desdém pelos menos afortunados, o que leva a uma propensão para a ganância, para a presunção, para os excessos e, muito rapidamente, para a perda da felicidade. Como será que vem trabalhando os educadores e até mesmo os pais dos educandos do Rio de Janeiro e de outros estados que já possuem crianças ou jovens embutidos no mundo das drogas? Conhecimento é importante. Muito mais, porém, é o uso que lhe damos.

Ao professor, cabe um repasse dos conhecimentos que adquiriu em toda a sua vida de estudante. Mas será que este repasse é feito ao educando com amor e paixão?

Aos pais cabe ensinar-lhes a viver. Vale ressaltar que muitos pais são verdadeiros catedráticos da anulação, doutores singulares da castração do extraordinário potencial humano de que a criança é dotada. Depois reclamam de que seus filhos adolescentes são agressivos, não os respeitam. Não será isso fruto do que eles mesmos plantaram? Será que os filhos receberam destes pais o espírito de defesa da pátria onde residem?

Quem merece descrédito: os professores mal pagos ou os pais, pela educação errada que receberam? O ano letivo está aí, a escola continua no seu lugar. Não está na hora de pensar, professor? Pense, depois chame os pais de seus alunos para pensarem juntos. Um pensamento conjunto sempre traz melhores resultados. Vá em frente!

 

 

 

 

 

 

 

 

Perfil do Autor

ivonete frasson

Graduação em Letras. Mestrado em Educação. Escritora e professora de cursos de pós-graduação.