EDUCAÇÃO E HUMANIZAÇÃO: o processo necessário para aprendizagem na educação inclusiva

Publicado em: 27/07/2010 |Comentário: 0 | Acessos: 1,369 |

INTRODUCAO

As ações humanas englobam muitas e diversificadas práticas profissionais, que vem sendo introduzidas no processo ensino aprendizagem, entre elas se destacam a psicopedagogia, arte e musica com seus variados métodos de trabalho, porēm na visão de Freire, "ninguém educa ninguém, (ninguém educa sozinho; todos educamos no relacionamento)". (FREIRE apud GANDIN: 1997, p.94). Praticas essas que devem passar primeiro pelo mais nobre sentimento humano, o amor.

Amar é responder pela relação, é estar atento às necessidades do outro, respeitando, escutando, dando respostas às indagações "razão de ser maior de nossa existência" (SILVA: 1999, p.60).  Para amar é preciso prestar atenção em nossa maneira de tratar o outro. É preciso ter o despertar de nossa consciência que "corresponde à noção que temos de nosso eu, ou seja, aquilo que pensamos que somos" (SILVA: 1999,  p.27).

Ao ensinamento, com relação ao aspecto técnico-científico, cabe a responsabilidade do educador, do professor, ensinar ao aluno de forma competente, aplicar o que aprendeu e trazer para a sala de aula um currículo adaptado às necessidades desse alunado utilizando-se da ética, respeito e dignidade pra si e para ele.

Alguns professores merecem destaque pelo empenho em seu trabalho pedagógico aos aspectos da educação inclusiva. "Em âmbito estadual e municipal foram efetivadas as políticas educacionais norteadas por planos e ações estratégicas decorrentes das necessidades existentes em cada local" (JUNKES: 2006, p.58). A rede municipal e estadual merece o reconhecimento de seu alunado bem como das famílias pelo esforço no desenvolvimento de um trabalho enriquecedor que tem sido desenvolvido no estado de Rondônia. Destaque deve ser dado ao colégio "Ruth Rocha" na cidade de Ji-paraná.

Dentro dessa perspectiva os currículos foram adaptados para "se construir uma escola inclusiva e uma sociedade inclusiva" (LIMA: 2006 p. 31) dentro da própria escola. A musica, a arte, os brinquedos, voltados para a aprendizagem muito têm contribuído para a evolução desse alunado e também para o amadurecimento desses professores, que cada vez mais se aperfeiçoam e interessam-nos particularmente uma vez que "as definições não se apresentam essencialmente positivas ou negativas: incluem esses dois aspectos no brincar" (LIMA: 2006, p.133) aprender, na diversidade das formas de expressões.

Na visão dessas autoras a Educação inclusiva caminha sim para o desenvolvimento de praticas em diferentes formas. Esses profissionais estão buscando métodos e técnicas para o desenvolvimento de suas aptidões e habilidades na sala de aula, assim como os paises mais desenvolvidos já fazem. Neste aspecto convém lembrar que a reivindicação dos pais e dos próprios alunos para uma qualidade de ensino eficaz trouxe para a sala de aula a luta e o reconhecimento do desenvolvimento das intelectualidades em ambas as partes.

As autoras ainda enfatizam a importância de se obter  "informações sobre o sujeito incluído, as condições físicas da escola, se há atendimento para as crianças dentro ou fora das salas de aula, se o aluno veio ou não de escola especial" (NUNES: 2006, p.130). Esta disposição para a importância do respeito da individualidade dos alunos estabelece um grau de adaptação e mudança, e em compensação abre espaço para a criatividade tão fundamental no relacionamento entre aluno e professor, afinal, "a educação é vista como um todo". (JUNKES: 2006, p.39).

Na escola atualmente tem se falado sobre a afetividade, em como usar as habilidades, ter confiança em si, escutar, ter empatia, estimular e motivar, respeitar as diferenças, humanizar-se. Os seres humanos são seres de relações, seres emocionais capazes de amar e realizar seu trabalho com amor. "A força educativa da cultura volta a definir a política do poder, a natureza da política da representação e a centralidade da pedagogia como um principio que define a mudança social" (IMBERNON: 2000, p.71).

A criatividade aplica-se em todas as ações da educação, pois o ato de ensinar é perceber o todo, é enxergar de uma forma global, criativa e criadora. Temos que mudar a forma como aprendemos e a forma como agimos. Como educadores é importante levarmos em consideração o ato de criar e de cuidar, como princípio na humanização do ser humano, afinal " o direito de aprender é como o direito a vida" (DEMO: 2005, p. 62). E esse resgatar no ensino e ao cuidado é um privilegio de todos.

 

DESENVOLVIMENTO

A política da educação enseja uma mudança social pela educação que se faz pela transformação do aluno em um ser autônomo, e determina no discente a medida exata da sua responsabilidade a partir de seus atos. O papel do professor se esgota no puro esforço de autonomizar atitudes e comportamentos. Habilitar o aluno, através do conhecimento a interpretar criticamente o seu mundo não significa tornar-se parceiro ou co-responsável de suas atitudes.

O professor na educação inclusiva deve ser humanizador e encarar essa realidade como desafio na prática pedagógica identificando as dificuldades de seus alunos e sanando-as assim como a incessante busca para o planejamento de suas atividades desenvolvendo-as e utilizando o velho vocabulário para reivindicar coisas novas, bem como na investigação, a busca de alternativas genuinamente autônomas.

As novas prāticas pedagógicas de ensino lançam para o desenvolvimento de sua criatividade o desafio ao aluno no momento em que se depara com a capacidade de pensar sobre determinado assunto e refletir sua pratica cotidiana estando presente o universo social, ético, educacional e psíquico, observado ao relacionamento humano. As ações da humanização envolvem um vínculo subjetivo, entre quem ensina e quem aprende. Afinal de contas ninguém esta livre do simples conceito de educar. Esta é uma tarefa para todos.

Já humanizar é acolher a necessidade de resgatar e articular os aspectos indissociáveis: o sentimento e o acolhimento, mais do que isso, humanizar é adotar uma prática na qual o professor que ensina encontre a possibilidade de assumir uma posição ética de respeito ao outro, de acolhimento ao educando, do imprevisível, do diferente do singular, reconhecendo os seus limites.

É preciso repensar as práticas das instituições de ensino, que preparam os profissionais da educação, no sentido de buscar alternativas de diferentes formas de aprendizagem, pois a humanização é um processo de construção gradual, realizada através do compartilhamento de conhecimentos e sentimentos. Então o profissional deve obter esta parceria entre o conhecimento e o sentimento para favorecer uma aproximação mais real e verdadeira entre professor/aluno.

Creio que sem o sentimento o estudo perde o seu sentido, por outro lado, sem estudo, sem conhecimento, o sentimento pode acabar empobrecido. Sentimento e estudo são como as asas dos pássaros, dos anjos, se auxiliam no equilíbrio para o vôo, há uma maior valorização da vida. Há uma maior valorização dos sonhos, e da construção do futuro de uma nação.  

BIBLIOGRAFIA

  1. DEMO P. A educação do futuro e o futuro da educação. 2005.
  2. GANDIN D. Planejamento como pratica educativa. São Paulo, 1997.
  3. IMBERNOM F. & COL. A educação no Século XXI. Porto Alegre, 2000.
  4. NUNES P. A. Educação Inclusiva e Igualdade Social. São Paulo, 2006.
  5. SILVA M. A. D. Quem ama não adoece: o papel das emoções na prevenção e cura das doenças. São Paulo, 1999.
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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-infantil-artigos/educacao-e-humanizacao-o-processo-necessario-para-aprendizagem-na-educacao-inclusiva-2913610.html

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    Comentar sobre o artigo

    Lorena Prado

    Baseado em estudos dos mais variados tipos de deficiências este artigo se trata de uma pesquisa bibliográfica e de campo e tem por objetivo de mostrar a importância da Educação Física no processo de desenvolvimento motor, intelectual e social de alunos com necessidades especiais da APAE de Sobral.

    Por: Lorena Pradol Educação> Educação Infantill 06/02/2013 lAcessos: 111
    JORGE ELISSANDER N. BALBINO

    Nesse estudo, procurou-se evidenciar a evolução do segmento de educação infantil especificamente no município de Juiz de Fora, Minas Gerais, analisando sobre a educação infantil no Brasil e no município e as relações entre os profissionais da educação infantil.

    Por: JORGE ELISSANDER N. BALBINOl Educação> Ensino Superiorl 16/02/2011 lAcessos: 1,927

    Qualquer que seja a definição adotada é possível entender a antropologia como uma forma de conhecimento sobre a diversidade cultural, isto é, a busca de respostas para entendermos o que somos a partir do espelho fornecido pelo "Outro"; uma maneira de se situar na fronteira de vários mundos sociais e culturais, abrindo janelas entre eles, através das quais podemos alargar nossas possibilidades de sentir, agir e refletir sobre o que, afinal de contas, nos torna seres singulares, humanos.

    Por: Carlosl Educação> Ensino Superiorl 18/09/2013 lAcessos: 48
    Paulo R. da Silva Bastos

    Foram algumas as direções tomadas pelos teóricos interessados no casamento da Psicanálise com a Educação. Criar uma nova disciplina, a Pedagogia Psicanalítica, o esforço de transmitir a pais e professores a teoria psicanalítica, imaginando que de posse desse conhecimento, pudessem evitar que as neuroses se instalassem em seus filhos e alunos. uma tentativa mais difusa de transmitir a Psicanálise a todos os representantes da cultura interessados em ampliar a sua visão de mundo.

    Por: Paulo R. da Silva Bastosl Psicologia&Auto-Ajuda> Psicoterapial 06/04/2010 lAcessos: 5,809 lComentário: 1
    Michely Matias Lopes

    Esta obra tem como finalidade mostrar como os aspectos culturais, sociais, políticos e afetivos influenciam na prática da Educação Física escolar. E para fundamentar essa afirmação, trazemos ao longo do texto os conceitos que apontam para essa importância. As atividades com finalidades de lazer, expressão de sentimentos, afetos e emoções, manutenção da saúde e da qualidade de vida, atualmente são consideradas fundamentais para o desenvolvimento da cultura corporal.

    Por: Michely Matias Lopesl Educaçãol 30/10/2009 lAcessos: 16,367 lComentário: 5
    Hellen Bessa de Oliveira

    Este trabalho tem como objetivo apresentar uma leitura sobre como está sendo tratada a questão da sexualidade na escola.

    Por: Hellen Bessa de Oliveiral Educação> Educação Infantill 28/05/2013 lAcessos: 115
    Manoel Aparecido Martins

    A ludicidade faz parte do ser humano desde seu nascimento, é brincando que a criança vai conhecendo o mundo ao seu redor, vai se identificando, vai fazendo parte. O lúdico pode e deve ser utilizado no ensino de todas as disciplinas, até mesmo de forma interdisciplinar. Portanto é de fundamental importância um estudo mais aprofundado da natureza e importância desta disciplina nos dias atuais, bem como seu histórico e a aplicação do lúdico na mesma.

    Por: Manoel Aparecido Martinsl Educaçãol 17/06/2009 lAcessos: 14,922 lComentário: 4
    Silmara Marcela Dobjenski

    Segundo Pimenta, não basta produzir conhecimento, mas é preciso produzir as condições de produção de conhecimento. Ou seja, conhecer significa estar consciente do poder do conhecimento para a produção da vida material, social e existencial da humanidade. A partir de então, Pimenta salienta a necessidade da relação entre teoria e prática, no contexto do curso de Formação de Docentes, fato que auxilia na compreensão da realidade, servindo assim de referência em pesquisas futuras...

    Por: Silmara Marcela Dobjenskil Educação> Ciêncial 13/07/2012 lAcessos: 438

    Este artigo pretende fomentar discussões a respeito das condições para aprender na EJA. É preciso que os educadores dessa modalidade de ensino estejam abertos a essas mudanças e que busquem o mais rápido possível uma adequação as suas práticas. Portanto, esse estudo contribuirá para um repensar do educador que atua nessa modalidade de ensino, fazendo-o refletir sobre sua prática pedagógica.

    Por: Gilvânia Andrade do Nascimentol Educaçãol 17/01/2012 lAcessos: 1,077
    Elisangela de Jesus

    Esta pesquisa foi realizada pela necessidade do mundo atual de alfabetização dos deficientes auditivos para uma melhor comunicação com a sociedade ouvinte, de forma, a garantir a socialização e a preparação para a vida profissional. Diante da evidencia que o problema da alfabetização de alunos surdos na escola existe e que os educadores não sabem como agir com essa dificuldade, considera-se importante que exista um estudo que mostre como trabalhar com alunos portadores de deficiência auditiva.

    Por: Elisangela de Jesusl Educação> Educação Infantill 22/06/2011 lAcessos: 6,837
    Carla Cardoso Gomes

    O presente artigo tem como objetivo apresentar os principais fatores que influenciam nas dificuldades dos discentes nos processos de aprendizagem. Uma pessoa que não conseguiu desenvolver todas as habilidades de leitura e noção matemática encontrará muitas dificuldades e desafios para relacionar-se com a sociedade de um modo geral. Quando a Escola não ajuda com um atendimento personalizado e especifico, a criança deixa de vivenciar situações de construção da identidade.

    Por: Carla Cardoso Gomesl Educação> Educação Infantill 05/08/2014 lAcessos: 21
    Carla Cardoso Gomes

    O presente artigo é resultado de uma pesquisa para a obtenção do título de graduada do curso de Pedagogia pela Faculdade Evangélica Cristo Rei – FECR, realizada com alunos do Ensino Fundamental I, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Monsenhor José Borges. O objetivo dessa pesquisa é explicitar a concepção de leitura realizada por alunos do 4º Ano do Ensino Fundamenta I e também do professor.

    Por: Carla Cardoso Gomesl Educação> Educação Infantill 05/08/2014 lAcessos: 23

    O presente texto aborda as contribuições dos jogos no processo de ensino e aprendizagem, seu meio desafiador, estimulante e lúdico no contexto da sala de aula.

    Por: Elizabeth Melnyk de Castilhol Educação> Educação Infantill 23/07/2014 lAcessos: 16

    O gosto e o prazer pela leitura começam quando a criança se deslumbra com o maravilhoso emanado do livro, ou seja, com a história, pois não são as letras nem as sílabas que as extasiam, mas o enredo...Dessa forma, leitura é prazer, e por ser prazer, pode ser renovada a cada aula, a cada dia. Por isso, não pensar em leitura como hábito, pois hábito insinua repetição freqüente de um ato, mas pensar a leitura como objeto que leva ao gozo, à fruição... Daí advém a vontade de a ela sempre retornar,

    Por: ELKE EMILIA C.PAILOl Educação> Educação Infantill 22/07/2014 lAcessos: 12

    A linguagem oral deve ser estimulada ao longo da vida escolar de várias formas, através de apresentações de trabalhos orais, recitação de poemas, na leitura de textos e discussões em grupo sobre determinados temas propostos pelo professor. Esse tipo de trabalho estimula a oralidade, fazendo com que o aluno se expresse sem compromisso, sendo o mais espontâneo possível, mas nunca se esquecendo de contextualizar a linguagem com a situação da fala.

    Por: Maria Zilda da Silva Barbosal Educação> Educação Infantill 20/07/2014 lAcessos: 26

    Trabalhar com a questão da sexualidade é muito complexo tendo em vista a grande banalização do erotismo ocorrida pela mídia e meios de comunicação, são músicas com gestos promíscuos, letras detrativas, com teor de sexo implícito. Diante disso crianças são submetidas a uma cultura onde a sexualidade denota poder de comando e autoridade.

    Por: Maria Zilda da Silva Barbosal Educação> Educação Infantill 20/07/2014 lAcessos: 23

    A educação das crianças foi uma função considerada por muito tempo sendo uma responsabilidade das famílias ou de um determinado grupo social ao qual a mesma fazia parte, e assim ela aprendia, adquiria conhecimentos e era moldada seguindo as acepções que do meio. Porém com a grande transformação da sociedade e suas estruturas, logo o sistema educacional também sofreu muitas mudanças dando mais importância para a formação infantil.

    Por: Maria Zilda da Silva Barbosal Educação> Educação Infantill 20/07/2014 lAcessos: 38

    O presente texto aborda questões referentes à importância do currículo no campo educacional. Busca também, refletir o papel dos educadores quando se trata em trabalhar com o currículo e que implicações o mesmo traz para a escola e para todo o processo de ensino e aprendizagem.

    Por: Elizabeth Melnyk de Castilhol Educação> Educação Infantill 20/07/2014 lAcessos: 16
    Ana Carolina S. Ravagnani

    Resumo: O trabalho tem por objetivo mostrar que alunos com Síndrome de Down podem ser alfabetizados, no entanto, as dificuldades na escola se devem em alguns casos ao despreparo do professor no ensino regular e em outros nas demais instâncias da instituição. A inclusão de crianças com déficit intelectual é um assunto delicado e que merece especial atenção entendendo que aprender não é tarefa fácil. Professores da escola pública estão vivendo momentos de reflexão e aprendizagem quando se trata da

    Por: Ana Carolina S. Ravagnanil Educação> Educação Infantill 07/07/2010 lAcessos: 3,419 lComentário: 2
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