Escola e família: uma aproximação necessária

Publicado em: 29/10/2012 |Comentário: 0 | Acessos: 1,551 |

Com  base na relação entre escola e família, a discussão central deste trabalho trata da função social da escola e da educação oferecida pela família na formação de crianças e adolescentes, pessoas em formação e que merecem total apoio no processo educativo.Sabe-se que são pessoas em desenvolvimento, no entanto, repletas de conhecimentos, muitas vezes, resultantes de uma relação marcada pela desigualdade social, pela falta de cooperação e escassez de princípios essenciais na educação e transformação do ser humano. E por conhecer um pouco dessa situação-problema, fiquei motivado a estudar com maior profundidade os frutos da relação escola e família quando se trata da formação humana e contribuir para a minimização da falta de parceria e cumplicidade entre família e escola.

Sonhar com uma educação melhor, ou, como tem sido tão debatido, com uma "educação de qualidade", faz-se necessária a presença da família nas mais variadas atividades que os educandos venham a desenvolver no contexto escolar. Pois, através dessa interação, onde ocorra a troca de experiências, de conhecimentos e a ajuda mútua, poderemos sonhar com grandes chances de realizações no que diz respeito a uma educação que tenha vínculos com a promoção do ser humano. Nesse sentido, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (1996), adverte que a educação tem concepção ampla, estendendo-se assim, para além da educação escolar. Ou seja, atualmente, existe uma necessidade urgente em unir cada vez mais escola e família com relação às responsabilidades de ambas no processo educativo.Acerca dos desafios a serem superados pelos atores do processo educativo e, ainda, sobre a relevância da participação, Marçal (2001) defende:

Dessa forma, ao longo do trabalho são mostrados temas e citações de autores que defendem uma aproximação mais significativa entre escola e família do intuito de oferecer uma educação melhor aos discentes. Mesmo estando bem claro na Constituição Federal (1988) que a educação deve ser compartilhada, principalmente, entre escola e família, o que se observa na prática é um grande distanciamento entre essas duas instituições educadoras.

Assim, como todo sistema, a família tem a função psicossocial de proteger os seus membros e outra função muito importante, transmitir o conhecimento e criar mecanismos de adaptações as mais diversas situações. Considerando a importância dessas funções, Campos (1994), destaca:       

A família propicia as primeiras experiências a serem aprendidas pela criança. Os hábitos de higiene, os valores morais, o clima emocional e uma série de atitudes, de modos de encarar o mundo e as coisas vão ser aprendidas pela criança, oferecendo as direções em que seu potencial genético desenvolvido e seus comportamentos serão orientados. (CAMPOS, 1994, p.67). 

Entretanto, pode-se perceber facilmente que a classe dominante não tem dado condições para que as classes menos favorecidas eduquem seus filhos, pois, os obrigam a trabalhar muito e ganhar pouco e, assim, a educação fica deficiente. Desse modo é preciso que a escola crie mecanismos que orientem os pais na missão de educar.Nos cadernos do Progestão, Dourado (2001) faz a seguinte observação:Nas escolas, o enfrentamento de desafios e dificuldades deve efetivar-se como um processo conjunto, partilhado por professores, alunos, pais, funcionários e comunidade local. (DOURADO,2001.p.70.

A união da escola e família tem a finalidade de aproximar de maneira significativa e sustentável, podemos também considerar que a criança ou adolescente ao ir a escola não significa que o mesmo está totalmente apto à aprendizagem. Ou seja, é necessário que no momento do início da escolaridade, ela tenha a presença carinhosa dos pais ou de pessoas da família de modo a apoiá-la, ajudá-la e acompanhá-la, no processo educativo que será complementado qualitativamente pela escola. Esta ação conjunta, certamente, despertará no educando um ser mais seguro, decidido, crítico e confiante em seus planos e atos. Pois, família e escola devem caminhar juntas rumo a uma educação mais significativa e transformadora.

A abordagem sobre a forma de facilitação da educação infantil com a inclusão da escola e família serve para facilitar o desenvolvimento pedagógico educacional. Segundo Castro e Regattieri, a escola pública que deve ser capaz de garantir, a cada aluno, independentemente das condições de seu grupo familiar, o direito de aprender. E para que esse aprendizado seja efetivo, é necessário que a escola melhore seu conhecimento e compreensão sobre os alunos, aprimore sua capacidade de comunicação e promova uma adequação das estratégias didáticas e pedagógicas, aumentando assim as chances de um trabalho escolar bem-sucedido.

Todo esse processo, segundo as autoras, passa pela participação consistente das famílias na vida escolar de seus filhos e pela compreensão da singularidade de cada aluno, percebido em seu contexto mais amplo. A conquista da tão desejada participação das famílias na vida escolar de alunos deve ser vista como parte constituinte do trabalho de planejamento educacional, preconiza a publicação. Pesquisas internacionais e nacionais têm demonstrado que quando a escola investe na compreensão do contexto de vida dos alunos, sua capacidade de comunicação e adequação das estratégias didáticas aumenta e com elas as chances de um aprendizado mais efetivo. 

Segundo Paro (2000), pesquisador que realizou um estudo sobre o papel da família no desenvolvimento escolar de alunos do ensino fundamental, o distanciamento entre escola e família não deveria ser tão grande, pois para ele, a escola não assimilou quase nada de todo o progresso da psicologia da educação e da didática, utilizando métodos de ensino muito próximos e idênticos aos do senso comum predominantes nas relações familiares. O autor se remete ao fato de que, a atual escola dos filhos, é bastante parecida com a escola que os pais freqüentaram, e por isso, estes últimos não deveriam sentir-se tão distanciados do sistema educacional, e também o professor, embora admita a necessidade da participação dos pais na escola, não sabe bem como encaminhá-la. Nas palavras do referido autor "parece haver, por um lado, uma incapacidade de compreensão por parte dos pais, daquilo que é transmitido na escola; por outro lado, uma falta de habilidade dos professores para promoverem essa comunicação".

Infelizmente, as pesquisas que relacionam as instituições escola e família são de número bastante reduzido, comparando-se à proporcionalidade deste número, a importância essencial dessa relação para o desempenho escolar das crianças.

Apesar da incompleta enumeração dos aspectos preponderantes na relação família escola, aspectos estes como se nota, principalmente de ordem afetiva e moral, vê-se que a tarefa de se construir uma parceria entre tais instituições se faz mister, uma vez que a escola não sustenta ou talvez jamais tenha sustentado a posição de substituta da família na função educadora, tão pouco, lhe caberá assumir uma postura de resistência e rivalidade, baseada em uma aproximação unilateral, que venha a submeter a família, a partir da exagerada consideração de uma possível ignorância e incapacidade desta última para educar e socializar.

Na verdade esta hegemonia da instituição escolar sobre a familiar, naquilo que concerne à formação e ou competência similar é irreal, pois o desenvolvimento do aluno depende entre tantos fatores, mas especialmente da boa solução desses aspectos apontados anteriormente. Entretanto o que se observa é exatamente a falta de iniciativa dos professores:

Quanto à falta de um necessário conhecimento e habilidade dos pais para incentivarem e influenciarem positivamente os filhos a respeito de bons hábitos de estudo e valorização do saber, o que se constata é que os professores, por si, não têm a iniciativa de um trabalho a esse respeito junto aos pais e mães. Mesmo aqueles que mais enfaticamente afirmam constatar um maior preparo dos pais para ajudarem seus filhos em casa se mostram omissos no tocante à orientação que eles poderiam oferecer, especialmente nas reuniões de pais, que é quando há um encontro que se poderia considerar propício para isso" (PARO, 2000, p.65).

A escola, portanto, também necessita dessa relação de cooperação com a família, pois os professores precisam conhecer as dinâmicas internas e o universo sócio-cultural vivenciados pelos seus alunos, para que possam respeitá-los, compreendê-los e tenham condições de intervirem no providenciar de um desenvolvimento nas expressões de sucesso e não de fracasso diagnosticado.

Precisam ainda, dessa relação de parceria para poderem também compartilhar com a família os aspectos de conduta do filho: aproveitamento escolar, qualidade na realização das tarefas, relacionamento com professores e colegas, atitudes, valores, respeito às regras.

A necessidade de se construir uma relação de intervenção na própria instituição escola, e buscar uma proposta de aproximação dela com a família, para "... planejar e estabelecer compromissos e acordos mínimos, que levem ao fim do bloqueio criado nesta situação" (BASSEDAS, 1996, p.35) se refere à construção de uma parceria que possa substanciar o papel da família no desempenho escolar dos filhos e o papel da escola na construção de personalidades autônomas moralmente e intelectualmente falando.

Quanto à parceria, precisa ser entendida enquanto uma relação de cooperação, e quando se fala em cooperação, o conceito de Piaget expresso pelas palavras de Menin (1996, p.52): "Cooperação para Piaget, é operar com... é estabelecer trocas equilibradas com os outros, sejam estas trocas referentes a favores, informações materiais, influências etc" é o mais apropriado. Conforme o sentido piagetiano, a relação escola-família prevê o respeito mútuo, o que significa tornar paralelos os papéis de pais e professores, para que os pais garantam as possibilidades de exporem suas opiniões, ouvirem os professores sem receio de serem avaliados, criticados, trocarem pontos de vista.

            Vivemos hoje na sociedade da tecnologia e da informação. A velocidade é a principal característica das ações humanas, tendo em vista que tudo é transformado rapidamente. "A dificuldade de lidar com o tempo é uma das características mais marcantes da sociedade contemporânea" . Os valores parecem ter ficado para traz, a educação das crianças hoje é vista, equivocadamente, como responsabilidade apenas da escola, e não da família como deveria ser. (GUIMARÃES, 2007, p. 26 ).

            Na escola, as crianças bem amadas geralmente são participantes, interessadas,procuram compreender o que está acontecendo, são entusiasmadas com as atividades que acham interessantes e úteis. Em termos de convivência social, geralmente são respeitadoras dos outros, tem elevada autoestima, mas têm seus pontos de vista, que defendem e procuram difundir. Quando a criança vive com pais que não se amam e não as amam, o resultado pode ser catastrófico: os problemas dos pais, suas atitudes negativas diante da vida e dos outros passarão para os filhos.

Referências

MALDONADO, Maria Teresa. Comunicação entre pais e filhos: a linguagem

do sentir. São Paulo: Saraiva, 1997.

COLL, (1999) O papel da escola,

GUIMARÃES ( 2007), associação de escola e família,

MACEDO ( 1996), relação escola e família um aproximação necessária,

PARO ( 2000), o papel da família no desenvolvimento escolar de alunos do ensino fundamental

TOGNETTA ( 2002), RELAÇÃO ESCOLA E FAMÍLIA: UMA PROPOSTA DE PARCERIA

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-infantil-artigos/escola-e-familia-uma-aproximacao-necessaria-6274343.html

    Palavras-chave do artigo:

    aproximacao

    ,

    participacao

    ,

    educacao

    Comentar sobre o artigo

    EDINALVA COSTA DE ANDRADE

    O Gestor na Educação Infantil, atualmente é visto sob um novo paradigma,baseado na visão global do conhecimento.Assim sob o novo perfil, não se preocupa somente com a parte burocrática do ensino, como em todo o contexto que se situa o ensino a a aprendizagem.Deve ser um mediador de um trabalho democrático.Como gestor na educação infantil,ser conhecedor das novas perspectivas da organização dos espaços pedagógicos desse nível de ensino. Conhecedor da criança na sua faixa etária, 0 a 6 anos.

    Por: EDINALVA COSTA DE ANDRADEl Educação> Educação Infantill 20/11/2014
    Nathália Alves de Oliveira

    O presente artigo busca demonstrar a importância do processo educativo lúdico na educação infantil, visto que jogos e brincadeiras são, conforme estudiosos, experiências afetivas mútuas para o ambiente e devem ser consagradas nas crianças em fase escolar. Embasada por significativos referenciais teóricos, a proposta apresentada permite afirmar a existência de jogos e brincadeiras infantis no processo que aumentam rendimento no processo escolar.

    Por: Nathália Alves de Oliveiral Educação> Educação Infantill 08/02/2012 lAcessos: 14,168
    marlucia pontes gomes de jesus

    O artigo faz trata da legislação e dos documentos dos conselhos de educação que regulamentaram a obrigatoriedade da educação das relações étnicorraciais na educação básica, enfatizando a situação no Estado do Espírito Santo. O texto foi publicado no blog Damarlu Educação ( www.damarlueducar.blogspot) em 11 de maio de 2010.

    Por: marlucia pontes gomes de jesusl Educaçãol 13/03/2011 lAcessos: 1,681
    Ana Paula Pinto

    A análise da participação e dos direitos à juventude brasileira na atualidade se impõe como necessidade perante o grande contingente jovem e à situação de vulnerabilidade que se encontra grande parte desse contingente. Para enfrentar tal quadro os programas sociais dos governos, especificamente o Projovem no Brasil, tem sido uma das alternativas apontadas para estimular o protagonismo juvenil. sendo assim, procuramos apreender as perspecções política dos participantes do Projovem Adolescente.

    Por: Ana Paula Pintol Educaçãol 27/12/2010 lAcessos: 2,699 lComentário: 2
    DANIELY MARIA OLIVEIRA BARBOZA

    Esta pesquisa tem como pressuposto principal propor uma reflexão em torno da dinâmica e da realidade da Educação de Jovens e Adultos, uma vez que este campo de ensino fez e faz parte da história da educação brasileira. Diante disso, ao analisar todo o contexto desse campo de ensino, verificamos a dinâmica existente em cada momento que se consegue organizar uma sala de jovens e adultos na escola.

    Por: DANIELY MARIA OLIVEIRA BARBOZAl Educação> Ensino Superiorl 30/11/2013 lAcessos: 76
    Isabel Cristina

    Atualmente, a proposta de educação inclusiva tem gerado polêmicas discussões entre os que adotam uma posição integracionista, os que defendem a escola inclusiva ou ainda aqueles que sentem a importância de uma educação especializada para o aluno com necessidades educacionais especiais . No longo caminho a ser percorrido muitas são as dificuldades a serem enfrentadas, principalmente as que dizem respeito às barreiras físicas e atitudinais,constituídas dos estigmas, preconceitos e estereótipos.

    Por: Isabel Cristinal Educação> Educação Infantill 29/08/2014 lAcessos: 45
    Fábia Utsch

    No presente estudo tratei da inclusão apresentando o significado da palavra e trouxe o termo para a educação: escola e educação inclusiva. O termo inclusão se aplica em diversas situações e um cuidado especial precisa ser tomado para dar verdadeiro sentido à palavra na educação, pois se trata de aplicar o termo com pessoas. A partir dessa compreensão apresento algumas orientações para a inclusão na educação infantil.

    Por: Fábia Utschl Educação> Educação Infantill 28/11/2012 lAcessos: 152
    Hilsa Flávia A Coutinho

    Este trabalho tem o perfil de identificar fatores que traga uma qualidade de vida para a população, como objetivo principal à sistematização no cuidado da Assistência da Enfermagem para este grupo, descrever a qualidade de vida promovendo ações educativas com uma linguagem simples e de fácil compreensão.

    Por: Hilsa Flávia A Coutinhol Saúde e Bem Estarl 28/10/2011 lAcessos: 296

    Esse estudo é de cunho qualitativo, classificado como teórico-empirista que trás com problemática: durante a utilização das aulas de Educação Física quais as representações sociais dos professores de nível um, de uma escola municipal do Estado da Bahia sobre conteúdo/conhecimento dos jogos e das brincadeiras?

    Por: IVO NASCIMENTO NETOl Educação> Educação Infantill 03/04/2010 lAcessos: 1,168
    Simoni Caldeira da Fonseca

    O referente trabalho aborda a importância da gestão escolar para a organização pedagógica da Educação Infantil, pois a criança necessita de todo cuidado específico para sua idade e na escola ela deve encontrar este amparo. O gestor escolar tem a função de proporcionar à criança um ambiente todo aconchegante, colorido, organizado, com atividades permanentes, enfim, tudo o que é necessário para que ela tenha um desenvolvimento adequado.

    Por: Simoni Caldeira da Fonsecal Educação> Educação Infantill 11/12/2014

    COM A INTRODUÇÃO DA CRIANÇA NA ESCOLA INICIA-SE O PROCESSO DE SOCIALIZAÇÃO E COM ELE MUITAS VEZES EMERGEM OS PROBLEMAS DE COMPORTAMENTO. CABE AOS PAIS EM SINTONIA COM A ESCOLA BUSCAR ALTERNATIVAS PARA RESOLUÇÃO DO PROBLEMA, UMA DAS INDICAÇÕES É ATRAVÉS DA ORIENTAÇÃO A PAIS.

    Por: DABDA TAIS BORBAl Educação> Educação Infantill 10/12/2014
    marli frageri

    valorização de calculos na educação infantil sem sequencia logica.Cada criança cria a sua própria estratégia combinatória baseando no raciocínio logico multiplicativo contando sempre em sequencia descontinua ou seja números que para ela e de fácil pronuncia.

    Por: marli frageril Educação> Educação Infantill 04/12/2014 lAcessos: 12

    O presente resumo refere-se aos problemas relacionados a alunos da Escola 29 Novembro que tem problemas de comportamento e aprendizagem porque muitas os pais ou responsáveis não dão a devida atenção.

    Por: Sortineide Navarro Segural Educação> Educação Infantill 04/12/2014

    A musica esta dentro de cada cultura e tradição de um povo, a musica desenvolve vários fatores de uma criança.

    Por: Domingos Paulol Educação> Educação Infantill 04/12/2014 lAcessos: 13

    Compreende-se, que há inúmeras dificuldades dos alunos, relacionadas à capacidade de resolver operações matemáticas. Nesta área, a Discalculia, ganha destaque, pois afeta as condições de desenvolvimento da capacidade cognitiva do aluno, impedindo que tenha melhor construção de ações que facilite sua aprendizagem.

    Por: Soraya Borba E. Serranol Educação> Educação Infantill 03/12/2014 lAcessos: 13
    marli frageri

    a arte de nao esta emde sala mas tambem atraves de brincadeiras e materiais concretos, a criança ja vem de casa com uma bagagem de cpnhecimentos e cabe ao educador completar e enriquecer sua cultura.

    Por: marli frageril Educação> Educação Infantill 03/12/2014
    marli frageri

    melhorias e sugestoes para uma melhor aprendizagem que tenhamos menas evasão nas escolas tudo depende de um excelente desempenho do professor que trabalhe e se dedique a cada educando com muito amor.

    Por: marli frageril Educação> Educação Infantill 03/12/2014
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