Literatura infantil e os contos de fadas na construção de valores e formação das crianças

Publicado em: 26/05/2011 |Comentário: 0 | Acessos: 5,445 |

INTRODUÇÃO

O presente trabalho busca oferecer dados sobre a importância dos contos de fadas na formação das crianças, tanto no que diz respeito à aquisição de valores, como na construção do aprendizado e no despertar do interesse pela leitura de maneira intrínseca.

É nesse universo do imaginário que as crianças mergulham no intuito de aproximar sua realidade aos contos da Literatura Infantil e se descobrem enquanto sujeitos da leitura que se apropriam. Acredita-se que os contos de fadas permitem as crianças identificarem-se ou não com as dificuldades ou alegrias de seus heróis, cujos feitos narrados expressam, a condição humana frente às provações da vida.

Acredita-se que as crianças encontram por intermédio dos contos de fadas uma melhor maneira de viver.

Dessa forma, algumas questões tornam-se pertinentes na discussão do papel dos contos de fadas no processo de ensino e aprendizagem das crianças, e que são de certa forma, respondidas de maneira sugestiva para que se possibilitem novos embates sobre o tema abordado. Como surgiram os contos de fadas? Qual sua importância na formação das crianças? A que fatores podem atribuir sua permanência na vida infantil e adulta? Como podemos incorporar os contos no currículo formal das escolas?

As questões nos permitem inúmeras reflexões, todavia, o foco primordial desta pesquisa é analisar documentos que permitem entender a genuinidade dos contos de fadas na vida das crianças e oferecer mais uma ferramenta indispensável para seu processo de formação e aprendizado.

LITERATURA INFANTIL E OS CONTOS DE FADAS NA CONSTRUÇÃO DE VALORES E FORMAÇÃO DAS CRIANÇAS

Os estudos de Pimentel (1999, p. 25) realizados sobre literatura infantil demonstram que a literatura infantil se transformou nos países industrializados em um rico filão para ser explorado, na área de alfabetização visando uma boa escolarização da criança. Tendo em vista que esse gênero literário se destina a recrear e emocionar a criança, segundo a autora, é importante pontuar que um bom livro seria agradável e apreciado tanto por adultos como por crianças. Nesse sentido a escritora conclui que existem livros, que são aceitos como fazendo parte da literatura infantil que são pueris, tem uma linguagem carregada de diminutivos, não oferecem um sentido à trama e têm diálogos frágeis, ou seja, são livros que tratam a criança como se ela fosse um ser sem inteligência. A autora explica que é no encontro com qualquer forma de literatura que os homens têm a oportunidade de ampliar, transformar ou enriquecer sua própria experiência de vida. Mas, demonstra também, que a literatura infantil, por iniciar o homem no mundo literário, é utilizada como instrumento para a sensibilização da consciência, servindo como meio de transmissão de valores e ideias de
submissão. Explica ainda que quando são desvendadas as ideias que existem subjacentes a histórias, nos contos de fadas, é possível se expandir a capacidade da pessoa de pensar, refletir e raciocinar. Esse entendimento possibilita ao leitor entender as ideias e lhe dá uma maneira nova de analisar o mundo. Desta maneira, assevera que é fundamental perceber que a literatura precisa ser encarada sempre, por professores, psicóloga e estudiosa em geral, de modo global e complexo, em toda sua ambiguidade e pluralidade.

Até bem pouco tempo, segundo Coelho (2003) a literatura infantil era considerada como um gênero secundário, e vista pelo adulto como algo pueril, uma história sem outro valor senão
distrair e encantar as crianças. Para investir na interpretação do texto literário dentro dessa realidade, é necessário conhecer as obras infantis que abordem questões e problemas universais, inerentes ao ser humano. Por meio do prazer ou das emoções que as histórias proporcionam, o simbolismo que está implícito nas tramas e nos personagens vai agir no inconsciente, atuando pouco a pouco para ajudar a resolver conflitos interiores, os quais são normais nas crianças.

Segundo Bernardo (apud ARCURI 2004, p. 121) toda vez que a pessoa se abre ao inusitado, ao novo, dando asas à imaginação e ao seu poder criador ela se permite ser transformada em seu crescimento e no seu autoconhecimento. Essa abertura não se esgota apenas em seu "eu", na sua própria pessoa, mas estende laços que se entrelaçam com outras pessoas, caminhando até o infinito. Essa é segundo o autor, uma maneira de se tecer o próprio destino, recompondo a vida no resgate dos arquétipos herdados dos ancestrais e permitindo-se se ver sem máscaras ou fantasias. A literatura infantil tem também esse poder de resgatar sonhos e fantasias que estão incrustadas no inconsciente, pois logo que a criança começa a andar e explorar o mundo que se estende à sua volta ela se depara com alguns problemas complexos, que é a formação de sua identidade.

A criança se olha ao espelho, vê alguém semelhante a si mesma, segundo Bettelheim (1992, p. 177) uma figura que está colocada atrás do vidro do espelho. Tenta descobrir quem a está mirando, busca entender se a outra criança é como ela, movendo-se no mesmo ritmo e fazendo as mesmas coisas e trava o primeiro contato com o dilema de sua identidade. O autor explica que nascem outras dúvidas relativas à vida, sobre a criação de homens e mulheres, pessoas e animais, sobre a bondade e a justiça, e até uma preocupação sobre o que a vida lhe reserva. Essas são questões que deixam confusa a criança e para as quais apenas os contos de fadas oferecem respostas, pois toma consciência delas ao acompanhar a narrativa do adulto.

Tanto para o professor como para o adulto que se ocupa em contar a história e lhe dar vida, as respostas que os contos de fadas oferecem são fantásticas e não correspondem à realidade, pois suas soluções sob o ponto de vista do adulto são erradas. Por isso, muitos adultos, inclusive professores, segundo Bettelheim (1992, p. 60) se negam a transmitir para criança o que denominam de "falsas noções". O autor, porém comprova por meio de experiências com crianças de idades variadas que as explicações realistas, com cunho
científico é que são incompreensíveis para criança, porque elas ainda não dominam conceitos abstratos.

As pessoas adultas consideram que devem entrar em detalhes científicos quando estão explicando algo à criança, mas Bettelheim (1992, p. 63) enfatiza que as explicações científicas necessitam de pensamento objetivo, algo que a criança ainda não tem. A literatura infantil e, principalmente, os contos de fadas podem ser fundamentais para a formação da
criança em relação a si mesma e ao mundo à sua volta. Segundo Coelho (2003, p. 33) "O maniqueísmo que divide as personagens em boas ou más, belas ou feias, poderosas ou fracas, facilita à criança a compreensão de valores básicos da conduta humana ou convívio social".

Isso ocorre, conforme Bettelheim (1992, p. 15) porque é uma característica presente nos contos de fadas colocarem dilemas existenciais de maneira categórica. Essa forma de apresentar os problemas simplifica todas as coisas, torna para a criança, a vida menos
complexa, embora bem e mal sejam onipresentes e a propensão para acompanhar um ou outro caminho esteja constantemente gerando conflito para o homem.  Essa dualidade que existe durante toda a existência envolve o conceito de moral e exige do ser humano uma definição, é o que lembra o autor.

Nos contos de fadas o mal comporta uma sedução, ele atrai as pessoas, e por um espaço de tempo ele se manifesta vitoriosamente (o poder maléfico da madrasta, que engendra o seu mal no intuito que o príncipe não encontre Cinderela para que experimente os sapatinhos de cristal). Por isso, Abramovich (1997, p. 122) considera fundamental que se respeite os elementos do conto, suas facetas de crueldade, angústia, pois entende que essa é uma maneira de se considerar a integridade dos contos, sua inteireza, o corpo da narrativa, pois é inadmissível para a autora, que o contador ou o leitor (no caso o professor ou a mãe) tente adocicá-lo retirando de sua essência conflitos necessários.

Abramovich (1997) enfatiza que não se mutila uma obra alheia, pois se removem dela todos os conflitos essenciais, transformando sua densidade e seu significado. A autora expressa à convicção que a dicotomia que é transmitida através de uma linguagem simbólica, não prejudica a formação da consciência ética da criança. O que as crianças encontram nos contos de fadas são, categorias de valor perenes. Os contos que surgiram no processo histórico de composição dos contos de fadas, por conter um ensinamento em sua base já se vinculavam à educação.

Para que isso aconteça, segundo Abramovich (1997, p. 20) tornou-se desejável que ao contá-lo houvesse um clima de encantamento envolvendo a criança em magia e sedução. A autora enfatiza que ainda hoje, os contadores de história precisam estar atentos à importância das pausas, dos intervalos de leitura, do respeito que se deve ter ao imaginário infantil. Lembra ainda que contar histórias é uma arte que pode ser aprendida e que deve ser levada a serio, com atenção e carinho. É esse cuidado ao narrar o conto, conforme Abramovich (1997) que permitirá à criança criar os cenários em sua imaginação, visualizar aquilo que está sendo relatado, muitas vezes, de uma forma tão vívida, que chega a dar oportunidade de experimentar os mesmos sentimentos que os personagens estão vivendo. Nesse clima, a criança, segundo ainda a autora produz um cenário especial, veste suas
princesas de encantamento e magia, pensa nos rostos que estão sendo descritos, dando-lhes feições e características e chega a sentir o vento que o galope do cavalo traz aos seus ouvidos.

Nesse pormenor, um detalhe é importante para a autora, que enfatiza o cuidado que deve ter o contador de histórias de evitar descrições dos detalhes, de modo longo e muito elaborado,
pois eles devem ficar restritos à imaginação infantil, à criação da mente da criança, permitindo vôos necessários. Além disso, é importante que o professor tenha conhecimento que o processo de criação das histórias nasceu da palavra viva e animada fornecida pelo mito, e deste evoluiu para o conto.

Através do conhecimento fornecido pelo mito e pelas analogias que eles permitem há possibilidade de um resgate das emoções e se iluminam potenciais que de outra forma permaneceriam escondidos da própria pessoa. Problemas como a riqueza, o trabalho, os poderes são elementos que se situam na base de todos os contos. Isso demonstra que
essas histórias não são apenas criações da imaginação, mas nasceram de acontecimentos reais que o povo recolheu e guardou e que mais tarde formou, na base, a moral da sociedade.

Historicamente o conto atuava como veículo de transmissão de ensinamentos de valores morais e éticos ou como concepções de mundo na tradição oral dos povos, sendo fortalecido na memória de consecutivas gerações como uma espécie de legado que passava de pai para filho. Nesse contexto, torna-se difícil estabelecer, precisamente, quantas e quais funções o conto deveria servir na estrutura das sociedades primitivas. Com ele, fundamentava-se a religião, passava-se noção do bem e do mal, estimulava-se a formação de um senso de justiça natural com o qual as crianças eram alimentadas. Havia nitidamente uma ação de ordem educativa, consciente e ao lado desta, uma necessidade básica de sonho e fantasia a que os contos de fadas correspondiam.

Por essa razão, ainda hoje, torna-se fácil conhecer um conto de fadas, pois, em suas histórias os animais falam, as fadas madrinhas realizam desejos e os reis e as rainhas estão presentes, muitas vezes transpirando maldades. As histórias quase sempre começam pelo bordão "Era uma vez", se realizando muito longe daqui. Os nomes dos personagens são de fácil memorização e esse fato faz com que a narrativa seja apropriada à oralidade.

Essa fantasia pertence segundo estes autores, ao gênero literário mais rico do imaginário popular e como mecanismo psicológico auxilia o homem a vencer suas reais dificuldades, pois apresenta soluções para elas. Assim quando uma pessoa lê o conto "Cinderela" à
personagem representa o desejo que todo ser humano tem que o mais fraco vença as disputas e até inconscientemente que possa urdir uma vingança contra quem a maltrata, por ser a pessoa menos favorecida e mais frágil. As crianças se identificam com os heróis e experimentam múltiplas emoções quando ouvem um conto de fadas, sentem medo ao ver as irmãs maltratarem Cinderela, manifestam ódio à madrasta que impede Cinderela de ir ao baile, e vivem a mesma angústia detalhada no conto quando a personagem se vê sozinha em casa na noite do baile.

Um professor que deseja levar seus alunos a experimentar os sentimentos e as emoções dos personagens das histórias, precisa segundo Abramovich (1997, p. 20) modular sua voz ao dar vida às falas e representações: sussurrar quando o momento leva o personagem a falar baixinho, ou mesmo está pensando em alguma coisa extremamente importante para a
condução do foco narrativo. Também nos momentos de dúvida e de reflexão a entonação de voz deve acompanhar o movimento da história, assim como é importante o uso das onomatopéias, os espantos, o susto, a expressão facial que acompanha o relato, tudo deve concorrer para levar a criança ao encontro da magia que está expressa no conto de fadas.

Nessa maneira de relatar os contos, na confecção de máscaras que permitam a reconstituição da história torna-se possível reconhecer e dar voz a outras manifestações da própria personalidade, iluminando potenciais que se desmembraram ao longo da vida.

Para Machado (apud BENCINI 2005, p. 52) além da riqueza literária que representam os contos de fadas eles são essenciais para a formação da personalidade infantil, pois as crianças experimentam sentimentos negativos durante seu crescimento, e com o auxílio do
"Maravilhoso", "Mágico" aumentam seu repertório sobre o mundo e ampliam a força de suas emoções, enquanto interiorizam as normas sociais.

Para Abramovich (1999, p. 121) os contos de fadas estão envoltos no ambiente necessário para que a criança perceba que não pode viver indefinidamente no mundo da fantasia. Por isso eles mantêm uma estrutura fixa: parte de um problema que está ligado à realidade vivida pelo personagem (penúria, carência afetiva, conflitos familiares) algo que causa um
desequilíbrio ao clima de tranqüilidade com que se iniciou a narrativa. O desenvolvimento da história caminha em busca de uma solução, ainda no plano da fantasia, e nesse momento entram em cena elementos mágicos: anões, bruxas, magos, duendes e fadas que ou auxiliam ou atrapalham o desenrolar.

Logo a história segue para o seu desfecho quando acontece à restauração da ordem e se volta ao real. Partindo dessa trajetória os autores vão ao encontro do potencial imaginativo que a criança tem, mas também demonstram que ela não pode ficar indefinidamente no mundo da fantasia. Por isso, Abramovich (1999, p. 121) enfatiza: "por lidar com conteúdos da sabedoria popular, com conteúdos essenciais da condição humana, é que esses contos de fadas são importantes, perpetuando-se até hoje".

Os contos de fadas têm uma singularidade que os fazem diferentes das demais histórias e não é o fato de possuir duendes ou fadas atrapalhadas que fazem de "um conto qualquer" um "conto de fadas". Por isso Abramovich (1999, p. 121) declara que a "a magia não se encontra no fato de haver uma fada já anunciada no título, mas na sua forma de ação, de aparição, de comportamento, de abertura de portas". Essas ideias ganharam corpo após os estudos de Bruno Betelheim que declarou ser esse tipo de leitura o mais enriquecedor e satisfatório para ensinar sobre os
problemas internos dos seres humanos. O autor demonstra que os contos fazem as pessoas aceitarem suas diferenças intrínsecas e apresentam soluções em qualquer sociedade e em todos os tempos para os conflitos que são inerentes à pessoa humana.

Bettelheim (1992) enfatiza que para a criança aceitar essa diferenciação, que o auxilia, a crescer como pessoa, construindo sua própria identidade, ela precisa encontrar na leitura uma definição para as situações que acontecem no cotidiano, através das trocas de papéis que são experimentadas e vividas por ela ao se imaginar no lugar da personagem da história. Essa também é a ideia de Abramovich (1997, p. 30) ao demonstrar que alguns autores hoje utilizam elementos como estrelas, sinos, torres, gatas com óculos, lira no telhado para passear na imaginação dos leitores, com sugestões que devem ser digeridas devagar, dando perspectivas inteligentes ao olhar que se renova através do roteiro criativo e bem feito.

Bettelheim (1992, p. 161) demonstra que as reações das crianças ao ouvir histórias fantásticas são de segurança, de conforto, pois elas sentem que estão superando dificuldades que não compreendem quais são e onde se localizam, apenas sentem uma sensação de bem-estar. Por isso, estas histórias possuem méritos definitivos. O autor declara que algumas crianças conseguem contrabalançar o impacto difícil vivido pela realidade que se mostra árdua, com as esperanças e promessas contidas nos contos de fadas.

Por vezes, a realidade da vida é demasiado cruel para uma criança que pode estar atravessando momentos difíceis de perdas, entes queridos, novos relacionamentos, entrada de elementos estranhos em uma relação estável e com isso separação, divórcio, são momentos dolorosos, como demonstra no conto de Cinderela, o falecimento de seu pai, a crueldade de sua madrasta e suas filhas ao encarar uma nova realidade tão severa, mas que por seus doces méritos consegue lutar e vencer a crueldade. Fugir para a magia dos contos de fadas e se refugiar neles significam sentir renascer a esperança e viver através de convicções e certezas que sustentam e dão força à criança.

É possível entender que a criança em contato com o mundo dos contos de fadas encontra com mais facilidade o espaço pessoal para que sua identidade possa ser melhorada, e estimulada. Com isso, ela se sente mais confortável para exercer as múltiplas e diferentes funções que encontra em sociedade, aprendendo formas de comportamento que permitirão que interaja em sociedade, com os mais diversos tipos de indivíduos (BETTELHEIN, 1992, p. 162).

Para Abramovich (1999, p. 123) os contos de fadas falam dos medos que cada pessoa enfrenta na vida, daquilo que realmente a assusta e que é diferente do que causa medo ao seu vizinho. Traduzem os "medos dos silêncios imensos que abafam os gritos" segundo a autora ou então daquele medo que permite "procurar a pessoa amada atrás de uma máscara, mesmo tendo sido solicitado que ela nunca fosse retirada, acaba revelando ou provocando, ao não ser o pedido respeitado um momento de horror.

Com isso, também os contos retomam a eterna busca que move o ser humano na sua caminhada como lembra o conto de Andersen "Os sapatos vermelhos", conforme Abramovich (1999, p. 124). Na história a criança ao ficar órfã é recolhida por uma velha e enganando-a consegue comprar os sapatos vermelhos que sempre desejou que cobiçasse a vida toda. Mas os sapatos (que parecem de baile) a fazem dançar interminavelmente, sobre os mais diferentes pisos, destroçando os seus pés. O horror só termina quando um anjo se compadece dela e corta seus pés. De muletas, inválida e doente ela descobre que conquistou o perdão da aldeia, de sua mãe adotiva e com medo (da cobiça, do desejo, e também da culpa que carrega) ela jamais pergunta pelo sapato vermelho. A angústia causada por seu próprio medo oriundo da posse do objeto desejado (a culpa envolvida deve ser trabalhada pelo professor ao relatar o conto), assim como os valores que ela perde e encontra no interior da própria família, são elementos fortes que devem ser utilizados no momento do conto. Esses momentos permitem à criança entender e processar seus sentimentos, seus medos e suas fobias.

Os contos de fadas abrem a possibilidade de a criança perceber que a madrasta (a bruxa) que tem em casa é melhor que a bruxa (madrasta) do conto que lê e essa sensação fortalecem seus sentimentos dando-lhe valores que a sustentam. A satisfação fantasiada fornece combustível para a esperança de dias melhores, embora essas esperanças sejam limitadas e provisórias elas dão mecanismos compensatórios importantes para paz familiar
(BETTELHEIN, 1992, p. 161).

Para Abramovich (1997, p. 121) não só sobre o medo se aprende em família, riquezas, os sofrimentos que existem e fazem parte do cotidiano, as entregas, doações, valores, entre outros. Na sociedade atual a escola valoriza a hora da história, o momento do conto como uma atividade essencial para a criança, para através de ele promover o processo de mudança de um estágio para outro, superando a instabilidade que ela vive.

No decorrer de sua vida, a criança vive fases de instabilidade que se formam e levam a processos de separação-individualização. Isto é possível quando a criança aumenta seu repertório de conhecimentos sobre o mundo e transfere para os personagens seus principais dramas. Na infância, o que as crianças mais temem é a separação dos pais. Esse drama existencial surge no princípio de inúmeras historiam infantis, combinando e tecendo teias onde a agressividade, o descontentamento com irmãos e com os pais é vivenciado de uma
forma amena pela fantasia.

Rejeição, rivalidade são vistos e trabalhados em contos como Cinderela mostrando que esses sentimentos se modificam. A leitura de histórias infantis aponta padrões sociais e comportamentos que estão cristalizados em uma personalidade, sendo substituídos por outras atitudes e comportamentos com características novas, diferentes das anteriores. Assim o objetivo de moças ingênuas como Cinderela é encontrar seu príncipe e viver feliz para sempre, uma recompensa devida, pois ela é boa, paciente, meiga e amiga. Já os personagens maus (madrasta e sua filhas), se deparam com situações difíceis, dramáticas,
onde os finais nem sempre são muito agradáveis. Ou então falam de anseios, conforme Abramovich (1997, p. 126) momentos densos, de querência, de entendimentos silenciosos que as pessoas atravessam até chegar à plenitude do amor verdadeiro.

Os contos para Bettelheim (1992, p. 161) também mostram para criança que não é necessário suprimir a fantasia, ainda que sejam fantasias de vinganças dos pais. Quando está em seus momentos mais lúcidos, suas idéias de vingança são reconhecidas como injustas, pois seus pais lhes fornecem carinho, abrigo, proteção. Se a criança se permite viver através dos contos de fadas as fantasias repreensíveis contra os pais ela não teme a retaliação e nem viver sentimentos considerados imorais. Por isso, por tantos séculos a idéia dos contos de fadas continua a manter um canal aberto para a criança vivenciar sentimentos que não consegue ou não pode expressar.

Para Bettelheim (1992), tanto no século XVII quando esses contos foram criados voltados para a vida camponesa, como na atualidade, as histórias vêm mostrar às jovens que não devem andar sozinhas, pois se colocam à mercê do Lobo Mau. Nessa afirmação ele demonstra que os contos servem para instruir e educar, muito mais que divertir. Assim como também são utilizados para romper, transgredir com a dureza que se instala no cotidiano e pode ser vista nas ciências, na política, na moda e que pode ser quebrada, rompida, estraçalhada, dependendo da vontade de quem está compondo a sua história.

Para isso Abramovich (1997, p. 137) explica que os contos de fadas demonstram que "imaginar é também recriar realidades",em momentos que eternizam o humor, a ironia, o engraçado. A autora enfatiza que existem autores que em sua criação permitem um ritmo frenético, uma agitação que contaminam o leitor, fazendo-o seguir o compasso da história e não conseguir se desligar dela.

Este processo físico e psicológico acontece de modo desigual em cada criança por um período indeterminado de tempo e os papéis que absorvem nas histórias infantis se cristalizam em inter-relações. Esta forma de proceder vai estar diretamente ligada à possibilidade da criança adquirir novos conhecimentos, buscando sua própria identidade e construindo sua personalidade. É usado nessa composição, o verso, a rima, o ritmo, a cadência que se torna importante fator da história. Os elementos auxiliam a compor ou a
desmantelar as expectativas de comportamento. Além disso, é preciso que se tenha em conta que, os conflitos são únicos, eles surgem como dimensão da construção da individualidade. Isso faz com que os indivíduos estejam continuamente avaliando suas relações e o equilíbrio existente entre a unidade familiar e o crescimento individual, favorecendo a compreensão geral.

Nos contos de fadas, acontece uma mistura de fantasia ilógica e de lógica na realidade assim como acontece na vida e na essência familiar. Demonstra que, da mesma forma, também na família há múltiplas maneiras de interação que, estão continuamente ocorrendo, por vezes de forma simultânea. Elas podem ser desencadeadas pela forma como os pais se relacionam, ou pela maneira como tratam seus filhos, e dependem do aspecto de modernização vivido pelos membros da família.

Esses relacionamentos são percebidos nos laços familiares, que assumem as diversificações que ocorrem no mundo ao redor das pessoas. Para a criança as ações dos mais velhos são incompreensíveis e ilógicas, algo que alguns autores trabalham com grande propriedade (ABRAMOVICH, 1997, p. 58).

Em seus contos, os escritores conseguem fazer com que a entrada e a saída das pessoas, a mistura de pessoas e animais que convivem sem preconceitos, as formas como essas personagens falam, resmungam, comem, cansam demonstram para as crianças que a vida pode comportar essa mistura sem que se percam os caminhos que existem para serem trilhados. Para Bettelheim (1992, p. 155)"à medida que a criança cresce consegue satisfações emocionais com pessoas, que não fazem parte de sua família e essa sensação supre a desilusão que ela tem com seus pais". O autor enfatiza que a criança se desencanta com os pais porque eles não suprem suas fantasias e expectativas infantis, o que faz com que sozinha ela se torne capaz de suprir necessidades que possui. Demonstra ainda, que o papel do conto de fadas também está centrado na aprendizagem das relações afetivas, sejam elas de amor e ódio, pois são elas que preparam o homem para estabelecer um tipo de laço afetivo da maturidade (BETTELHEIM, 1992, p. 161).

Essa criança vai adquirindo mais habilidade e pode realizar coisas que antes não fazia. Embora faça parte do crescimento à mudança de relações causa um grande desapontamento na criança e fica ainda mais grave porque ela é causada pelos pais que até esse momento eram os seus grandes provedores. Por isso sentimentos como frustração, desespero e decepção são experimentados por essa criança que manifesta explosões temperamentais, demonstrando assim que não consegue sozinha mudar as difíceis condições que atravessa. Conforme Bettelheim (1992, p. 157) esse é o momento em que a criança começa a fantasiar e acreditar nas fantasias que forma e vive mais presa ao futuro, fugindo das angústias de um presente que não a agrada. Nesse momento, segundo o autor ela começa a manejar os acontecimentos conforme deseja e antecipa as vitórias que quer
alcançar.

Bettelheim (1992)indica que a pessoa passa por diferentes etapas, onde suas relações com o mundo físico e social são determinadas pela familiaridade que tem com os contos de fadas, com o "Maravilhoso", com o fantástico em sua formação. A criança vive avanços e
retrocessos em seu desenvolvimento particular e os diferentes ritmos se constitui em uma forma sadia de crescer. Assim, muitas vezes ao sentir as insatisfações que surgem quando se vê dominada e cercada por adultos é comum que ela construa para si um reino imaginário, ali decida e dê suas ordens com autonomia.

Considera-se decisivo que esse desenvolvimento se processe de forma integrada, através da interação com o adulto e com as demais crianças, pois nessas relações sua personalidade se constrói pouco a pouco. Na medida em que ela expressa seus pensamentos através de símbolos representando objetos e atividades ausentes, acrescentando novos valores, opiniões, atitudes à sua maneira de se expressar e aos comportamentos e valores que tinha desenvolvido, a criança combina, o velho e o novo, modifica e estrutura uma personalidade individual que vai mostrar características novas, diferentes das anteriores.

Egan (2007) acredita que a arte de ouvir histórias é um treino para a imaginação, e a habilidade de acompanhar histórias estimula e desenvolve o modo narrativo da mente e sua capacidade de criar sentido e significado, ao perceber que as histórias têm diferentes momentos, desenvolvidos por meio de ações sequenciais entre si, no qual as crianças podem dar vazão natural à organização de seus pensamentos, desenvolvendo e enriquecendo sua expressão verbal e escrita.

A criança entende que a história de contos de fadas garante a ela que um dia poderá construir seu reino, sua própria vida onde irá necessitar de toda força de sua personalidade, um momento em que seus conflitos estarão se resolvendo. Nesse "seu reino" poderá viver e agir sabiamente, conseguindo como os heróis que conheceu nos contos de fadas construírem sua maturidade. Este é um processo físico e psicológico que se estende de uma maneira desigual por um período longo e indeterminado de tempo. Essa mudança significa experiências e informações novas que ampliam sua criatividade e que a auxiliam a estabelecer harmonia em seu crescimento.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Considerando-se que o mito, a fantasia, o inusitado fazem parte da formação da pessoa humana, pois é através da simbologia que a pessoa representa e exprime seus pensamentos, desde muito nova. Por isso, os contos infantis ajudam na aquisição do conhecimento e levam a pessoa a conviver harmoniosamente consigo mesmo compreendendo seus conflitos e superando-os na medida em que cresce cognitivamente e estrutura sua personalidade.

Portanto, é essencial se compreender todo o potencial que está resguardado pela simbologia dos contos de fadas. Também é possível aos pais, avós e professores perceber que contar histórias é necessário, pois esse momento se converte em um precioso auxiliar do desenvolvimento infantil.

Conclui-se que os contos têm o poder de tocar profundamente as crianças, no seu desenvolvimento, e no momento que a criança passa a ter contato com os contos de fadas inicia-se um processo de construção do "eu", assim os contos despertam a fantasia e a imaginação sendo possível com que ela tenha seu processo de autovalorização, tornando consciência, por meio da fantasia e situações inconscientes.

REFERÊNCIAS

ABRAMOVICH, F. Literatura Infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Editora Scipione, 1997.

ABRAMOVICH, F. O estranho mundo que se mostra às crianças. São Paulo: Summus, 1999.

BENCINI, R. Era uma vez... O maravilhoso mundo dos contos de fadas e seu poder de formar leitores. Revista Nova Escola. São Paulo, nº. 185, p. 52-54, Setembro/ 2005.

BERNARDO, P. P. A mitologia criativa e o olhar. In: ARCURI, Irene. Arte terapia de Corpo e Alma. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004.

BETTELHEIM, B. Psicanálise dos contos de fadas. 9. ed. Trad. Arlene Caetano. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.

COELHO, N. N. Literatura infantil: teoria, análise, didática. São Paulo: Moderna, 2003.

CUNHA, M. A. A. Literatura Infantil teoria e prática. 18. ed. São Paulo: Ed. Ática, 2003.

EGAN, K. Por que a imaginação é importante na educação? In: FRITZEN, Celdon; CABRAL, Gladir da Silva. Infância, imaginação e educação em debate. Campinas: Papirus, 2007.

LOBATO, M. Contos de Grimm. São Paulo: Nacional, 2005

PIMENTEL, L. G. Introdução à literatura infantil e juvenil. São Paulo: Pioneira, 1999.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-infantil-artigos/literatura-infantil-e-os-contos-de-fadas-na-construcao-de-valores-e-formacao-das-criancas-4823064.html

    Palavras-chave do artigo:

    literatura infantil contos de fadas imaginacao linguagem

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    Este artigo tem como tema "A importância dos contos para a formação de valores e o desenvolvimento psíquico Infantil", abordando, a relevância que a contação de história demonstra na dimensão lúdica nos aspectos que favorecem o desenvolvimento infantil. Apresenta uma abordagem teórica, que favorece a reflexão e análise do tema. O questionamento que motivou a escolha dessa temática foi: qual é a importância da fantasia no desenvolvimento infantil? A pesquisa bibliográfica fundamentou a elaboração

    Por: Vilma vianal Educação> Educação Infantill 27/02/2014 lAcessos: 301

    O presente artigo tem como objetivo reconhecer a importância da literatura infantil e incentivar a formação do hábito de leitura na idade em que todos os hábitos se formam, isto é, na infância, é o que este artigo vem propor. Neste sentido, a literatura infantil é um caminho que leva a criança a desenvolver a imaginação, emoções e sentimentos de forma prazerosa e significativa

    Por: Sandra Maria dos Reis Bernardol Educação> Educação Infantill 31/10/2012 lAcessos: 461

    RESUMO: A presente pesquisa bibliográfica tem como objetivo abordar a importância dos contos de fadas na vida da criança; na formação de sua personalidade, principalmente no primeiro ciclo de sua infância; enfocar um trabalho em que a criança desenvolva o hábito e o prazer da leitura; principalmente dos “Clássicos Contos de Fadas”; tanto em casa quanto na escola, espera-se que o desenvolvimento deste trabalho venha ser de forma geral tanto nas leituras auditivas, quanto nas visuais

    Por: NILZA MARIA DE OLIVEIRA CARNEIROl Educaçãol 09/03/2009 lAcessos: 14,390

    Este artigo realiza uma reflexão sobre a literatura infantil, focando sua análise na questão da função da mesma. Faz um rápido levantamento diacrônico, após abordar o problema conceitual e conclui que a literatura infantil ideal tem como função específica ajudar no despertar crítico dos futuros leitores adultos. Convida você para uma viagem ao universo da literatura infanto-juvenil.

    Por: Darci Martinsl Educação> Educação Infantill 01/06/2012 lAcessos: 2,036
    Bruno Gomes

    Considera-se que a Literatura Infantil seja uma grande influenciadora no processo cognitivo do público ao qual se destina. Dessa forma, o livro "O Fantástico Mistério de Feiurinha" encontra importância exemplificadora peculiar, partindo da premissa de que toma o Princípio de Intertextualidade como forte aliado à intensificação do conhecimento da criança.

    Por: Bruno Gomesl Educação> Ensino Superiorl 24/05/2010 lAcessos: 4,169 lComentário: 8
    ELMA DOURADO NERY

    Este artigo emerge da necessidade em entender o desenvolvimento infantil partindo da contribuição dos estudos de Vygotsky, que são subsídios fundamentais para o professor que deseja estimular o conhecimento da criança, através do processo da interação sócio-histórica vygotskyana, estabelecendo uma relação dialógica com o aluno, com sua cultura e com sua realidade. Trabalhando a contação de história como elemento facilitador para uma instigação de sentidos que auxilie no desenvolvimento emocional

    Por: ELMA DOURADO NERYl Educação> Educação Infantill 23/05/2012 lAcessos: 3,859
    SANDRA VAZ DE LIMA

    Ao ingressar na escola, a criança adquire novas experiências, novos valores, que irão enriquecer o aprendizado já estabelecido e trazido do seu convívio familiar, ou seja, do seu mundo. Já que, cada criança é um ser único com sua bagagem pessoal de vivências.

    Por: SANDRA VAZ DE LIMAl Marketing e Publicidade> Marketing Internacionall 15/02/2010 lAcessos: 5,261 lComentário: 3

    O presente artigo aborda o sistema de ensino de língua portuguesa envolvendo o aluno com dislexia e os professores que atuam na 5º serie, no contexto educacional de nível fundamental II.Visa investigar, as metodologias adotadas em sala nas aulas de língua portuguesa e se são suficientes para proporcionar aulas apropriadas quão grandemente necessárias, para contemplar as especificidades do aluno disléxico, de maneira a assegurar o seu aprendizado.

    Por: Taynara Freitas de Souzal Educação> Educação Infantill 22/10/2014

    As conexões entre brincar, aprender e ensinar são perceptíveis quando o educador consegue conciliar os objetivos pedagógicos com os objetivos dos alunos. Ensinando a aprender contribuindo para o desenvolvimento da subjetividade, para a construção do ser humano autônomo e criativo, preparando para o exercício da cidadania e da vida coletiva incentivando a buscar justiça social e igualdade com o respeito à diferença.

    Por: Rosana Maciel Averl Educação> Educação Infantill 12/10/2014 lAcessos: 26

    Este artigo tem como objetivo apresentar a pesquisa sobre o impacto do programa escola da família na vida de crianças e adolescentes da Escola Vicente Minicucci na cidade de Franca . A pesquisa foi desenvolvida na Escola Estadual Vicente Minicucci, na cidade de Franca - SP. Seguindo os métodos de observação e questionário aplicados aos responsáveis e participantes do programa. Foi possível perceber que esse programa tem sido de suma importância pelo fato de tirar as crianças da rua, lugar

    Por: Leticia Oliveiral Educação> Educação Infantill 06/10/2014 lAcessos: 20

    Neste artigo apresentamos os resultados da pesquisa realizada na instituição Chácara Sorriso, na cidade de Patrocínio Paulista, na Av. Ronan Rocha. Onde destacamos a importância da música na aprendizagem e desenvolvimento sócio cultural da criança e do adolescente. O nosso objetivo foi trabalhar com a música, levando em conta aspectos histórico e sócio cultural, com o intuito de levar às crianças e aos adolescentes da instituição uma reflexão de cada música e do que elas representam em suas vida

    Por: Josianel Educação> Educação Infantill 28/09/2014 lAcessos: 38
    Zilda Ap. S. Guerrero

    A prática pedagógica do ensino de Ciências nas fases iniciais á formação autoral dos alunos como protagonistas de projetos vinculados á harmonia entre o homem e natureza de forma a construir um perfeito equilíbrio entre ambos. Portanto, as aulas de Ciências devem destacar o caráter de empresa vital, humana, fascinante, indagadora, aberta, promoção da argumentação criativa e analítica, a fim de comprovarem a veracidade da atividade científica, ou discordarem, promovendo teses, novos experimentos.

    Por: Zilda Ap. S. Guerrerol Educação> Educação Infantill 28/09/2014 lAcessos: 11
    Fagner Vieira

    Muito se fala sobre elas, sobre vestibulinho, curso técnico, empregabilidade e etc. Mas você sabe quanto ganha um técnico? Sabe como e onde se inscrever numa ETEC? Este artigo reúne em nove tópicos, todas as informações sobre vagas, vestibulinhos e resultados de provas. Aqui você também vai encontrar links, a unidade mais próxima de você e estatísticas.

    Por: Fagner Vieiral Educação> Educação Infantill 27/09/2014 lAcessos: 19

    No presente artigo apontaremos a indisciplina na Educação Infantil pelos docentes como um dos principais obstáculos ao trabalho pedagógico. O objetivo deste trabalho é tentar resgatar alguns aspectos da postura do professor em relação à manipulação e a falta de limites das crianças. Definir limites com os alunos, deixar claro o que é possível ser feito e em que situações eles poderão ser cobrados só auxilia em seu crescimento pessoal e em suas atividades estudantis.

    Por: Sandra Maria dos Reis Bernardol Educação> Educação Infantill 26/09/2014 lAcessos: 47

    O presente artigo discute a importância da participação da família no processo educacional da criança na Educação Infantil. O artigo desenvolvido tem como objetivo discutir a importância da família na educação da criança, tanto no ambiente social da escola como no ambiente familiar, focalizando assim, o papel da família nesse processo.

    Por: Sandra Maria dos Reis Bernardol Educação> Educação Infantill 26/09/2014 lAcessos: 49
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    O artigo discute as dificuldades de aprendizagem sintetizando a dislexia como uma das principais causas. A caracterização da pesquisa se deu por meio de pesquisa bibliográfica sobre dificuldades de aprendizagem e dislexia, apresentando os distúrbios de e na leitura, escrita e articulação. Dissertando-se sobre a origem dos problemas relativos às dificuldades de aprendizagem na visão da psicanálise, apresentaram-se os problemas que interferem na alfabetização.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Educação Infantill 22/05/2014 lAcessos: 80
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    A pesquisa possibilitou-nos demonstrar a importância das atividades lúdicas na aprendizagem, visto que os jogos e brincadeiras são, conforme diversos estudiosos, experiências que se correlacionam ao ambiente e devem ser aplicadas as crianças em fase escolar, indiferente de idade e série. Ostentada por expressivos referenciais teóricos, a proposta de trabalho apresentada permite afirmar a existência de jogos e brincadeiras infantis, que se bem aplicadas, auxiliarão no desenvolvimento infantil.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Educação Infantill 15/05/2014 lAcessos: 168
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    O artigo discute as causas sobre as dificuldades de aprendizagem apontando a dislexia como uma das principais provedoras de dificuldades. Iniciou-se apresentando a origem do problema relativo às dificuldades de aprendizagem vista pela psicanálise, a partir daí apresentou-se os problemas que interferem na alfabetização, argumentou-se segundo as teorias dos vários autores pesquisados, sobre as dificuldades na leitura, além de dissertar sobre algumas concepções pedagógicas sobre alfabetização.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Educação Infantill 15/05/2014 lAcessos: 112
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    No livro "Transtorno do déficit de atenção: Estratégias para o diagnóstico e a intervenção psico-educativa" verificou-se que de acordo com os autores, o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) constitui um dos mais importantes transtornos do desenvolvimento dentre os problemas que afetam as crianças em suas relações com seu meio familiar, escolares e sociais.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Ensino Superiorl 10/11/2013 lAcessos: 112
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    Por meio de reflexão detalhada sobre alguns aspectos do uso da língua, Marcos Bagno (2002), conduz o leitor a questionar e mesmo analisar o preconceito linguístico resultante de um embate histórico entre língua e gramática normativa, fato que preocupa tanto linguistas quanto profissionais que trabalham com o ensino da língua materna.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Ensino Superiorl 10/11/2013 lAcessos: 188
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    O livro "O Diálogo entre o Ensino e a Aprendizagem" aponta como palavra de ordem "diálogo" e dialogar com ensino e aprendizagem é antes de tudo aprender; pois estabeler diálogo com as inquietações do professor e apresentar a fundamentação necessária para subsidiá-lo nas reflexões e na busca de ações criativas é o que propõe o livro.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Ensino Superiorl 10/11/2013 lAcessos: 284
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    No Brasil, assim como em vários países desenvolvidos observa-se um aumento significativo das doenças e agravos não transmissíveis. Diante da relevância desse agravo objetivou-se explorar quais são os cuidados de saúde dispensados precocemente ao paciente acometido por um Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). O tratamento no IAM deve ser cauteloso e preciso devendo ser tratado o mais precocemente dentro das primeiras 24 horas. Nessa linha procurou-se descrever o que provoca e como prevenir o infarto.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Saúde e Bem Estar> Medicinal 06/06/2013 lAcessos: 914
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    No Brasil, nos últimos tempos, o ensino da matemática tem vivido uma situação de colapso permanente em todos os graus de ensino, desde o Ensino Fundamental até o ensino superior, onde o insucesso atinge índices preocupantes. Não estamos pensando apenas nas reprovações, mas em um número crescente de educandos que não gostam de matemática, não entendem para que serve e não compreendem verdadeiramente a sua relevância.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Ensino Superiorl 16/01/2013 lAcessos: 111
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