O LÚDICO NA ALFABETIZAÇÃO

Publicado em: 01/11/2010 |Comentário: 0 | Acessos: 2,456 |

"O Lúdico é eminentemente educativo no sentido em que constitui a força impulsora de nossa curiosidade a respeito do mundo e da vida, o princípio de toda descoberta e toda criação." (Santo Agostinho)

No caso específico de jogos e brincadeiras, no entanto, quando direcionados para a alfabetização e o ensino de língua materna, isso é perfeitamente possível. Por meio deles integram-se o prazer e o aprender, sabor e saber. Nesse sentido, o jogo tem a função de auxiliar o educador para promover tanto a apropriação do Sistema de Escrita Alfabética quanto prática de leitura, escrita e oralidade significativas, portanto é necessário  que a escola ofereça aos alunos,desde os primeiros momentos, oportunidades de contato com a leitura e a escrita como práticas sociais, ou seja, revestidas de significado, nas quais se busca a interação com o outro.

A organização de espaços adequados para estimular brincadeiras e jogo constitui atualmente uma das preocupações da maioria de educadores e profissionais de instituições escolares.

A docente Maria Célia R.M Campos (2005), da Universidade Presbiteriana Mackenzie,ressalta que o uso dos jogos no contexto educacional  só pode ser situado corretamente  a partir da compreensão dos fatores que colaboram para uma boa aprendizagem ativa,ou,seja,mais do que o jogo em si , o que vai promover uma boa  aprendizagem é o clima de discussão e troca,com o professor permitindo tentativas e respostas divergentes ou alternativas tolerando os erros,promovendo novas analises.

De acordo com Campos dependendo  de como  é conduzindo,o jogo ativa e desenvolve os esquemas de conhecimento,aqueles que colaborarão na aprendizagem de qualquer novo conhecimento os procedimentos usados no jogo com o planejamento,a previsão,a antecipação o método de registro e contagem...

Através de jogos é possível apreender aspectos importantes da constituição psíquica de uma criança assim seu nível de desenvolvimento social e cognitivo. Nesse sentido, o jogo pode ser utilizado tanto no diagnostico psicopedagógico quando recursos  para posterior  intervenção psicopedagogica : o jogo favorece a analise de processo de pensamentos utilizados pelo aluno (criança ou mesmo adulto ) e das relações que se estabelece com parceiro com as regras de seres estabelecidas .

O momento de introduzir o jogo deve ser estudado cuidadosamente o educador deverá respeitar o limite de cada educando  a introdução de uma atividade que não esteja de acordo com o nível do educando poderá provocar frustração,trazendo desinteresse pela mesma .

O papel do educador será propiciar a utilização dos jogos e brincadeiras de tal forma que possibilite ao educador descobrir vivenciar, modificar e criar as regras e acompanhar o educando durante a pratica da atividade mediando às situações, facilitando sua integração ao ambiente e participando do mesmo como elemento estimulado em todas as oportunidades cuidando para que tudo esteja em harmonia. Pois a ludicidade é importante para o ser humano em qualquer idade, então, propiciar situações com jogos é garantir prazer, desafio  e melhor desempenho dos alunos em diversas áreas do conhecimento. Muitos teóricos e estudiosos destacam a importância do lúdico. Piaget e Vygotsky têm sido referências básicas na área educacional e deram destaque, em seus estudos, à aplicabilidade educativa, marcando as propostas de ensino em bases mais científicas. Segundo seus estudos, os jogos têm importância fundamental para o desenvolvimento físico e mental da criança, auxiliando na construção do conhecimento e na socialização.

 

Bibliografia

 

CAMPOS, M.R.M. A Importância do Jogo na Alfabetização. 2005

PIAGET, J: A Formação do Símbolo na Criança: jogo e sonho,imagem representação.Zahar,Rio de Janeiro:1971.

VYGOTSKY, L.S. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

Autora

"O Lúdico é eminentemente educativo no sentido em que constitui a força impulsora de nossa curiosidade a respeito do mundo e da vida, o princípio de toda descoberta e toda criação." (Santo Agostinho)

No caso específico de jogos e brincadeiras, no entanto, quando direcionados para a alfabetização e o ensino de língua materna, isso é perfeitamente possível. Por meio deles integram-se o prazer e o aprender, sabor e saber. Nesse sentido, o jogo tem a função de auxiliar o educador para promover tanto a apropriação do Sistema de Escrita Alfabética quanto prática de leitura, escrita e oralidade significativas, portanto é necessário  que a escola ofereça aos alunos,desde os primeiros momentos, oportunidades de contato com a leitura e a escrita como práticas sociais, ou seja, revestidas de significado, nas quais se busca a interação com o outro.

A organização de espaços adequados para estimular brincadeiras e jogo constitui atualmente uma das preocupações da maioria de educadores e profissionais de instituições escolares.

A docente Maria Célia R.M Campos (2005), da Universidade Presbiteriana Mackenzie,ressalta que o uso dos jogos no contexto educacional  só pode ser situado corretamente  a partir da compreensão dos fatores que colaboram para uma boa aprendizagem ativa,ou,seja,mais do que o jogo em si , o que vai promover uma boa  aprendizagem é o clima de discussão e troca,com o professor permitindo tentativas e respostas divergentes ou alternativas tolerando os erros,promovendo novas analises.

De acordo com Campos dependendo  de como  é conduzindo,o jogo ativa e desenvolve os esquemas de conhecimento,aqueles que colaborarão na aprendizagem de qualquer novo conhecimento os procedimentos usados no jogo com o planejamento,a previsão,a antecipação o método de registro e contagem...

Através de jogos é possível apreender aspectos importantes da constituição psíquica de uma criança assim seu nível de desenvolvimento social e cognitivo. Nesse sentido, o jogo pode ser utilizado tanto no diagnostico psicopedagógico quando recursos  para posterior  intervenção psicopedagogica : o jogo favorece a analise de processo de pensamentos utilizados pelo aluno (criança ou mesmo adulto ) e das relações que se estabelece com parceiro com as regras de seres estabelecidas .

O momento de introduzir o jogo deve ser estudado cuidadosamente o educador deverá respeitar o limite de cada educando  a introdução de uma atividade que não esteja de acordo com o nível do educando poderá provocar frustração,trazendo desinteresse pela mesma .

O papel do educador será propiciar a utilização dos jogos e brincadeiras de tal forma que possibilite ao educador descobrir vivenciar, modificar e criar as regras e acompanhar o educando durante a pratica da atividade mediando às situações, facilitando sua integração ao ambiente e participando do mesmo como elemento estimulado em todas as oportunidades cuidando para que tudo esteja em harmonia. Pois a ludicidade é importante para o ser humano em qualquer idade, então, propiciar situações com jogos é garantir prazer, desafio  e melhor desempenho dos alunos em diversas áreas do conhecimento. Muitos teóricos e estudiosos destacam a importância do lúdico. Piaget e Vygotsky têm sido referências básicas na área educacional e deram destaque, em seus estudos, à aplicabilidade educativa, marcando as propostas de ensino em bases mais científicas. Segundo seus estudos, os jogos têm importância fundamental para o desenvolvimento físico e mental da criança, auxiliando na construção do conhecimento e na socialização.

 

Bibliografia

 

CAMPOS, M.R.M. A Importância do Jogo na Alfabetização. 2005

PIAGET, J: A Formação do Símbolo na Criança: jogo e sonho,imagem representação.Zahar,Rio de Janeiro:1971.

VYGOTSKY, L.S. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-infantil-artigos/o-ludico-na-alfabetizacao-3589919.html

    Palavras-chave do artigo:

    jogo

    ,

    aprendizagem

    ,

    pratica reflexiva

    Comentar sobre o artigo

    levar os sujeitos da escola, a refletirem sobre um novo paradigma, a de reformular o oficio do professor diante do novo perfil dos alunos na escola.

    Por: Jorge Rocha Gonçalvesl Educação> Ensino Superiorl 23/05/2010 lAcessos: 693
    Evilasio Ferreira de Sousa

    O presente artigo busca apresentar e discutir as diferentes concepções que norteiam a prática avaliativa, buscando o aprofundamento teórico e uma reflexão constante sobre a prática pedagógica, o que implica num redimensionamento também da forma de se avaliar. Numa tentativa de umas a ter uma avaliação qualitativa, baseada em uma relação democrática. A pesquisa foi feita de natureza descrita, do tipo bibliográfico. Com referenciais teóricos para fundamentos a nossa pesquisa, valemo-nos de autores

    Por: Evilasio Ferreira de Sousal Educação> Educação Onlinel 29/09/2011 lAcessos: 480
    Alinne do Rosário Brito

    A função educativa por ter-se mostrado capaz, em diversos experimentos empíricos realizados, desenvolveM níveis diferentes de experiências pessoais e coletivas e a propiciar novas descobertas, além de contribuir na socialização. Neste trabalho, buscou-se aproximar as representações históricas do jogo, ás teorias que o balizam como atividade rica, prazerosa e motivadora da aprendizagem .

    Por: Alinne do Rosário Britol Educaçãol 18/07/2012 lAcessos: 1,456
    josé irlan das graças souza

    Esta pesquisa tem como objetivo geral analisar a pratica pedagógica dos professores de Educação Física com deficiência. Acreditamos ser de suma importância pesquisar sobre a inclusão profissional de um professor com deficiência e as dificuldades enfrentadas por ele. De que forma o professor de Educação Física com deficiência exerce sua prática pedagógica.

    Por: josé irlan das graças souzal Educação> Ciêncial 06/05/2010 lAcessos: 596
    Rogério Ferreira Leite

    Este trabalho contém as premissas básicas para que o educador atinja plenamente o objetivo de proporcionar aos seus alunos uma formação adequada às exigências do século XXI.(PARTE 1)

    Por: Rogério Ferreira Leitel Educação> Ciêncial 15/07/2010 lAcessos: 13,010

    As observações realizadas na prática de ensino revelam-nos a facilidade e modificações ocorridas na sala de aula, a partir da aplicação do currículo oficial, onde é aplicado sem nenhuma alteração pedagógica ou participação do professor. Pesquisa realizada de forma focal, observações realizadas no ambiente escolar, sem entrevista, validado pelo método de Survey.

    Por: Jorge Rocha Gonçalvesl Educação> Ensino Superiorl 01/05/2010 lAcessos: 3,389

    Este texto tem por objetivo ajudar o professos uma forma mais recreativa para ensinar a Disciplina de Educação Fisica.

    Por: João do Rozario Limal Educaçãol 13/04/2008 lAcessos: 241,616 lComentário: 61
    Nathália Alves de Oliveira

    O presente artigo busca demonstrar a importância do processo educativo lúdico na educação infantil, visto que jogos e brincadeiras são, conforme estudiosos, experiências afetivas mútuas para o ambiente e devem ser consagradas nas crianças em fase escolar. Embasada por significativos referenciais teóricos, a proposta apresentada permite afirmar a existência de jogos e brincadeiras infantis no processo que aumentam rendimento no processo escolar.

    Por: Nathália Alves de Oliveiral Educação> Educação Infantill 08/02/2012 lAcessos: 14,073
    DAILTON SIDNEI PICHININ

    Este trabalho visou pontuar algumas questões, a propósito de o uso do jogo na atuação pedagógica.

    Por: DAILTON SIDNEI PICHININl Educaçãol 15/07/2013 lAcessos: 51

    A pesquisa em questão trata de a importância de se trazer jogos para a sala de aula, no intuito de tirar o aluno da situação de simples expectador, fazendo com que ele possa atuar como participante - realizador das aulas, visto que o professor tenha oportunidade de motivar o aluno a articular a teoria e prática, sanando as dúvidas que possa surgir em relação ao conteúdo.

    Por: anacleil Educação> Ciêncial 16/11/2013 lAcessos: 95

    Como obter as informações de que necessitamos para acompanhar os percursos dos estudantes? Como apreender os modos como eles representam os conceitos? Como saber o que pensam sobre o que ensinamos para pensarmos nas possibilidades pedagógicas que assegurariam a qualidade do ensino-aprendizagem? Como proceder para que os estudantes evidenciem seus avanços e suas dificuldades?

    Por: Maria Cristinal Educação> Educação Infantill 18/11/2014 lAcessos: 12

    Aprender com prazer, aprender brincando, brincar aprendendo, aprender a aprender, aprender a crescer: a escola é, sim, espaço de aprendizagem. Assim, é fundamental que cada professor se sinta desafiado a repensar o tempo pedagógico, analisando se ensina o que é de direito para os estudantes e se a seleção de conteúdos, capacidades e habilidades é de fato importante naquele momento.

    Por: Maria Cristinal Educação> Educação Infantill 18/11/2014 lAcessos: 21

    A prática educativa está fortemente relacionada a processos de comunicação e interação entre os seres, que a utilizam para assimilar seus saberes, habilidades, técnicas, valores, atitudes, e, através disso, construir novos saberes. Sendo assim, não se pode reduzir a educação ao simples ato de ensinar e a pedagogia como um conjunto de métodos que possibilita o ensino. Sendo assim, surge um questionamento essencial a todo aquele que quer compreender, viver e fazer pedagogia: quem é o pedagogo?

    Por: Maria Cristinal Educação> Educação Infantill 18/11/2014

    A questão da inclusão de pessoas portadoras de necessidades especiais em todos os recursos da sociedade ainda é muito incipiente no Brasil. Movimentos nacionais e internacionais têm buscado um consenso para formatar uma política de inclusão de pessoas portadoras de deficiência na escola regular.

    Por: Jania Gasques bordonil Educação> Educação Infantill 17/11/2014
    Liamara Lucia de Almeida Cacho

    Nos anos iniciais, a disciplina que trabalha as noções históricas, de espaço e tempo é chamada de Estudos Sociais. Neste período o professor deve transmitir aos alunos noções fundamentais de organização da vida em sociedade, de como se organiza o próprio município, da atuação das autoridades, organizações e hierarquias, noções de respeito e educação cidadã, além dos deveres e direitos humanos.

    Por: Liamara Lucia de Almeida Cachol Educação> Educação Infantill 14/11/2014 lAcessos: 14
    Liamara Lucia de Almeida Cacho

    Como todos já sabem e ouviu-se muito falar, a educação autônoma é a mais viável e satisfatória nos dias de hoje. Com tantas transformações ocorrendo em tempo real, e em nível econômico, político e social, além de cultural também. Com base nisto, quero colocar alguns dos meus pensamentos sobre a educação.

    Por: Liamara Lucia de Almeida Cachol Educação> Educação Infantill 14/11/2014
    Liamara Lucia de Almeida Cacho

    Há tempos busca-se formar integralmente o homem, provavelmente, nenhuma palavra expressa mais essa ideia de formação humana que a palavra, oriunda da Cultura Grega, Paídeia, que exprimia o ideal de desenvolver no ser homem aquilo que era considerado próprio da sua natureza, essa ideia perpassou o humanismo renascentista chegando até aos nossos dias atuais. Diante disso, cabe perguntar: O que significa essa totalização da formação humana? Pode ser definido em um único conceito?

    Por: Liamara Lucia de Almeida Cachol Educação> Educação Infantill 14/11/2014 lAcessos: 13

    A educação inclusiva é voltada de todos para todos, os ditos "normais" e as pessoas com algum tipo de deficiência poderão aprender em conjunto. Uma pessoa dependerá da outra para que realmente exista uma educação de qualidade. A função de separar e classificar os alunos, rotulando-os como menos ou mais capazes, dá lugar a de escolher cada um, valorizando suas potencialidades, sua linguagem, suas diferenças, bem como os instrumentos que ampliam suas possibilidades de aprender, de comunicar e de i

    Por: Darci Martinsl Educação> Educação Infantill 14/11/2014 lAcessos: 17

    Esse artigo tem o objetivo mostrar, as diferentes possibilidades de produção da escrita. O papel do professor, nesse sentido, é contribuir para que a prática de ler e de escrever seja, para o aluno, um ato de consciência, uma forma de demonstrar seus conhecimentos do mundo traduzidos em signos; um ato de descoberta, no caso de leitura, e de revelação dessa descoberta, no caso da produção de textos. Essas práticas exigem uma ação reflexiva e dão espaços a múltiplas interpretações da realidade.

    Por: elenice alves de oliveiral Educação> Línguasl 01/11/2010 lAcessos: 403
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