O Papel Dos Jogos E Brincadeiras Na Educação Física Escolar

Publicado em: 21/09/2009 |Comentário: 1 | Acessos: 14,854 |

O papel dos Jogos e brincadeiras na Educação Física Escolar

      A vida da criança sempre esteve permeada de jogos e brincadeiras das mais diversas classes, instigando todo o momento a curiosidade e criatividade, favorecendo com estes o seu processo de desenvolvimento, pois muito se descobre através de jogos e brincadeiras que se potencializam habilidades e competências preparando estas crianças para a convivência adulta. Dessa forma, busca-se o entendimento do significado, as possibilidades e controvérsias do jogo e das brincadeiras, a partir de diferentes enfoques. Utilizando-se de uma visão bibliográfica, partiu-se de uma definição de termos como jogo, brincadeira em diferentes fases do desenvolvimento da criança, bem como o brinquedo enquanto objeto e suas qualidades, na tentativa de compreender a atividade lúdica infantil nos dias atuais, diante da atividade lúdica e os prejuízos de sua ausência.

      A educação eficiente deve proporcionar às crianças momentos com estas atividades de forma orientada e uma educação voltada para a autonomia, onde estas crianças possam usufruí-la nas diversas fases de sua vida, de maneira a atender suas necessidades intrínsecas. Deve-se destacar que o contato com a variedade de brinquedos e brincadeiras e jogos estimula a ação, a representação e a imaginação da criança, ajudando-a superar diferentes barreiras e proporcionando o desenvolvimento de habilidades e competências.

      O simples ato de brincar é uma característica comum aos seres humanos. Sua linguagem é de fácil assimilação por todas as crianças e exige uma concentração durante uma determinada quantidade de tempo, que vai variar de acordo com a etapa de desenvolvimento em que a criança se encontra. Para Friedmann (1996) e Volpato (1999), a brincadeira refere-se ao comportamento espontâneo ao realizar uma atividade das mais diversas naturezas. Os autores entendem que quando esta brincadeira envolve certas regras elaboradas pelos próprios participantes, passa a possuir características de um jogo.

      A brincadeira apresenta um fator de grande importância no processo de desenvolvimento e socialização da criança, proporcionando-lhe novas descobertas a cada momento, refletindo diretamente no contexto social onde está inserida. A diversidade de brinquedos e brincadeiras na atual era tecnológica parte do resgate de valores tradicionais até as mais avançadas tecnologias eletrônicas. Esses aspectos afetam diretamente a vida da criança, influenciando diretamente na qualidade da atividade lúdica infantil. Considerando esta relevância e de como a criança reflete e interage com o mundo através da brincadeira, devemos levar em conta a maneira como esta brincadeira está sendo inserida no contexto escolar e praticada por esta criança no âmbito escolar.      

      Segundo Friedmann (1996), Kishimoto (1997) e Volpato (1999), apesar do “conteúdo social da brincadeira” ter se alterado no decorrer do tempo, a essência da brincadeira dificilmente se modificará, mantendo as mesmas características lúdicas presentes nos mais variados tipos de brincadeiras existentes.

      HAIDT (2000), afirma que o jogo é uma atividade física ou mental organizada por um sistema de regras. É uma atividade lúdica, pelo fato de se jogar pelo prazer de realizar esse tipo de atividade, de buscar satisfação própria. O autor considera que quando estamos envolvidos num jogo nos desligamos do mundo, nos preocupando momentaneamente, exclusivamente com o prazer proporcionado por este. Analisando friamente o jogo é possível perceber o tamanho de sua contribuição para a formação de cidadãos, responsáveis, conhecedores das regras sociais, com respeito e dignidade ao próximo, solidários e cooperativos. É inquestionável o poder de formação do caráter que possui o jogo, trabalhando nossa concentração, atenção, conhecimento e desafiando nossa criatividade e testando nossos limites, oferecendo modelos de convivência grupal, sem falar do trabalho da competência de lidar com o emocional.

      Através dos jogos se quebram regras e objetivos rígidos e objetivos ao mesmo tempo com a curiosa e contraditória ligação com a liberdade, pois os envolvidos neste processo aceitam estas condições livremente, sem imposições. Outra característica do jogo é um fim específico em si mesmo, envolvendo os praticantes num mundo lúdico, praticando diversas ações com vontade, e às vezes até com excessivo vigor, mas com a certeza da volta ao mundo real quando o jogo terminar.

      Porém a mais marcante característica do jogo é que dentro deste ambiente fechado e assumido livremente, os praticantes enfrentem múltiplos sentimentos e experiências educativas diferentes que podem ser repassadas para a vida cotidiana. Por isso os jogos são fundamentais ferramentas para a educação de diversas faixas etárias escolares, tanto para crianças, adolescentes e adultos, tanto no âmbito social, escolar, como empresarial. Neste pensamento CARVALHO, afirma que:

“desde muito cedo, o jogo na vida da criança é de fundamental importância, pois quando ela brinca, manuseia e explora tudo aquilo que está a sua volta, através de esforços físicos e mentais e sem se sentir coagido pelo adulto, começa a ter sentimentos de liberdade, portanto real valor e atenção as atividades vivenciadas naquele instante” (1992, p.14).

Mais adiante, acrescenta:

“e o ensino absorvido de maneira lúdica, passa a adquirir um aspecto significativo e afetivo no curso do desenvolvimento da inteligência da criança, já que ela se modifica de ato puramente transmissor a ato transformador em ludicidade, denotando-se portanto em jogo” (1992, p. 28).

Considerações Finais

         Considero  e sugiro que, com o perfil atual da educação comprometida, é indispensável que os educadores físicos revejam suas práticas pedagógicas no sentido da utilização de jogos e brincadeiras como ferramentas pedagógicas, sugerindo com educadores de outros eixos disciplinares as possibilidades de estarem realizando a ligação de seus conteúdos com a prática de jogos e brincadeiras. Devemos levar em conta esta possibilidade, considerando que no jogo educativo e na brincadeira, por serem praticados de forma lúdica e espontânea, os alunos buscam a alegria e o prazer e não há momento mais propício do que se desenvolver o aprendizado enquanto se brinca. 

 Referências Bibliográficas 

Jogos e brincadeiras na Educação Infantil, disponível em: http://www.webartigos.com/articles/11853/1/jogos-e-brincadeiras-na-educacao-infantil/pagina1.html. Acesso em: 12/09/2009. 

O papel do jogo na educação da criança, disponível em: http:// www.crmariocovas.sp.gov.br/dea_a.php?t=018.  Acesso em: 12/09/2009. 

O valor educacional dos jogos, disponível em: http://www.editorainformal.com.br/livros/jogando/livro-jogando-teoria.htm. Acesso em: 12/09/2009. 

A contribuição cultural dos jogos no âmbito escolar, disponível em: http://cev.org.br/biblioteca/a-contribuicao-cultural-dos-jogos-ambito-escolar. Acesso em: 12/09/2009. 

KISHIMOTO, T. M. Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. São Paulo: Cortez, 1997. 

FRIEDMANN, A. Brincar: crescer e aprender – o resgate do jogo infantil. São Paulo: Moderna, 1996. 

VOLPATO, G. O jogo, a brincadeira e o brinquedo no contexto sócio-cultural criciumense. 1999. Dissertação (Mestrado em Educação Física) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 1999. 

ALMEIDA, A.; SHIGUNOV, V. A atividade lúdica infantil e suas possibilidades. Revista da Educação Física/UEM, Brasil, 11 jun. 2008. Disponível em: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/RevEducFis/article/view/3793/2608. Acesso em: 15 set. 2009. 

A Brincadeira e o Jogo na Educação Infantil. Disponível em: http://www.projetospedagogicosdinamicos.com/artigo4.htm. Acesso em: 15/09/2009.

 

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-infantil-artigos/o-papel-dos-jogos-e-brincadeiras-na-educacao-fisica-escolar-1254743.html

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    O presente trabalho especifica que através dos jogos e brincadeiras a criança adquire aprendizagem significativa, pois o ato de brincar proporciona para a ela uma relação entre as coisas e pessoas e ao compará-las constrói o seu conhecimento, a sua percepção de mundo e a estruturação de seus aspectos sociais, culturais e familiares, retratando seu contexto e percebendo seus futuros papéis, favorecendo assim seu desenvolvimento cognitivo, social e emocional.

    Por: Flávia Regina Araujol Educação> Educação Infantill 25/11/2011 lAcessos: 1,204
    Nathália Alves de Oliveira

    O presente artigo busca demonstrar a importância do processo educativo lúdico na educação infantil, visto que jogos e brincadeiras são, conforme estudiosos, experiências afetivas mútuas para o ambiente e devem ser consagradas nas crianças em fase escolar. Embasada por significativos referenciais teóricos, a proposta apresentada permite afirmar a existência de jogos e brincadeiras infantis no processo que aumentam rendimento no processo escolar.

    Por: Nathália Alves de Oliveiral Educação> Educação Infantill 08/02/2012 lAcessos: 13,458

    Este texto tem por objetivo ajudar o professos uma forma mais recreativa para ensinar a Disciplina de Educação Fisica.

    Por: João do Rozario Limal Educaçãol 13/04/2008 lAcessos: 241,155 lComentário: 61
    ANGELA DA SILVA SOARES

    Este artigo tem como objetivo discutir as relações entre o brincar, a criança e a aprendizagem. Tendo como pressuposto a teoria sócio-interacionista, desenvolvida por Vigotsky e seus colaboradores Leontiev e Elkonin, esta teoria concebe a construção do conhecimento como um processo histórico-social, viabilizado pelas interações sociais, nas quais as crianças se apropriam da cultura, da forma dos homens de ser e agir no mundo.

    Por: ANGELA DA SILVA SOARESl Educação> Educação Infantill 31/03/2011 lAcessos: 6,197
    Fayson Merege

    Considerando que o movimento, a corporeidade e o lúdico são de suma importância para o desenvolvimento da criança e que a Educação Física é parte do processo de cultura e humanização da mesma, o presente estudo busca construir e consolidar uma parceria entre a Pedagogia e a Educação Física na Educação Infantil. Pela importância que a infância representa na formação da personalidade do indivíduo, buscam-se respaldos por uma "nova práxis pedagógica" que leve a uma organização didática.

    Por: Fayson Meregel Educação> Educação Infantill 13/06/2012 lAcessos: 648
    Alinne do Rosário Brito

    As questões identitárias deste componente curricular educação física sempre se articulou sobre uma perspectiva do esporte e dos valores sociais, neste texto se buscou compreender as mudanças ocorridas no campo da legislação , mas principalmente quanto ao aspecto pedagógicos aos quais vem transformando a práxis do mesmo.

    Por: Alinne do Rosário Britol Educaçãol 18/06/2014

    Este artigo trata da importância do lúdico desenvolvido nas escolas de educação infantil voltado para uma perspectiva das crianças, relatando a relevância no ambiente educacional.

    Por: Sandra Maria dos Reis Bernardol Educação> Educação Infantill 31/10/2012 lAcessos: 1,303

    O papel do educador na educação lúdica, aborda, o papel da escola em garantir espaços para atividades lúdicas, tanto em sala de aula como ao ar livre, pois a utilização das brincadeiras e dos jogos no processo pedagógico podem garantir o conhecimento dos conteúdos. O jogo e a brincadeira são experiências vivenciais prazerosas. Assim também a experiência da aprendizagem tende a se constituir em um processo vivenciado prazerosamente. Pode-se dizer que as atividades lúdicas, os jogos, permitem libe

    Por: Carine Fonseca da Silveiral Educação> Educação Infantill 13/02/2013 lAcessos: 279
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    RESUMO O artigo discute a contribuição da Educação Física no desenvolvimento bio-psico-social da criança na fase pré-escolar, contribuindo com o educador na realização de um trabalho onde se respeite o desenvolvimento sequencial e normal da criança. Também pretende colocar em evidencia a atividade física na pré-escola, visto ser importante no desenvolvimento global da criança, contribuindo assim com o desenvolvimento espacial, equilíbrio e postura do sujeito.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Educação Infantill 06/07/2011 lAcessos: 3,036
    Carla Cardoso Gomes

    O presente artigo tem como objetivo apresentar os principais fatores que influenciam nas dificuldades dos discentes nos processos de aprendizagem. Uma pessoa que não conseguiu desenvolver todas as habilidades de leitura e noção matemática encontrará muitas dificuldades e desafios para relacionar-se com a sociedade de um modo geral. Quando a Escola não ajuda com um atendimento personalizado e especifico, a criança deixa de vivenciar situações de construção da identidade.

    Por: Carla Cardoso Gomesl Educação> Educação Infantill 05/08/2014 lAcessos: 21
    Carla Cardoso Gomes

    O presente artigo é resultado de uma pesquisa para a obtenção do título de graduada do curso de Pedagogia pela Faculdade Evangélica Cristo Rei – FECR, realizada com alunos do Ensino Fundamental I, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Monsenhor José Borges. O objetivo dessa pesquisa é explicitar a concepção de leitura realizada por alunos do 4º Ano do Ensino Fundamenta I e também do professor.

    Por: Carla Cardoso Gomesl Educação> Educação Infantill 05/08/2014 lAcessos: 23

    O presente texto aborda as contribuições dos jogos no processo de ensino e aprendizagem, seu meio desafiador, estimulante e lúdico no contexto da sala de aula.

    Por: Elizabeth Melnyk de Castilhol Educação> Educação Infantill 23/07/2014 lAcessos: 16

    O gosto e o prazer pela leitura começam quando a criança se deslumbra com o maravilhoso emanado do livro, ou seja, com a história, pois não são as letras nem as sílabas que as extasiam, mas o enredo...Dessa forma, leitura é prazer, e por ser prazer, pode ser renovada a cada aula, a cada dia. Por isso, não pensar em leitura como hábito, pois hábito insinua repetição freqüente de um ato, mas pensar a leitura como objeto que leva ao gozo, à fruição... Daí advém a vontade de a ela sempre retornar,

    Por: ELKE EMILIA C.PAILOl Educação> Educação Infantill 22/07/2014 lAcessos: 12

    A linguagem oral deve ser estimulada ao longo da vida escolar de várias formas, através de apresentações de trabalhos orais, recitação de poemas, na leitura de textos e discussões em grupo sobre determinados temas propostos pelo professor. Esse tipo de trabalho estimula a oralidade, fazendo com que o aluno se expresse sem compromisso, sendo o mais espontâneo possível, mas nunca se esquecendo de contextualizar a linguagem com a situação da fala.

    Por: Maria Zilda da Silva Barbosal Educação> Educação Infantill 20/07/2014 lAcessos: 26

    Trabalhar com a questão da sexualidade é muito complexo tendo em vista a grande banalização do erotismo ocorrida pela mídia e meios de comunicação, são músicas com gestos promíscuos, letras detrativas, com teor de sexo implícito. Diante disso crianças são submetidas a uma cultura onde a sexualidade denota poder de comando e autoridade.

    Por: Maria Zilda da Silva Barbosal Educação> Educação Infantill 20/07/2014 lAcessos: 23

    A educação das crianças foi uma função considerada por muito tempo sendo uma responsabilidade das famílias ou de um determinado grupo social ao qual a mesma fazia parte, e assim ela aprendia, adquiria conhecimentos e era moldada seguindo as acepções que do meio. Porém com a grande transformação da sociedade e suas estruturas, logo o sistema educacional também sofreu muitas mudanças dando mais importância para a formação infantil.

    Por: Maria Zilda da Silva Barbosal Educação> Educação Infantill 20/07/2014 lAcessos: 38

    O presente texto aborda questões referentes à importância do currículo no campo educacional. Busca também, refletir o papel dos educadores quando se trata em trabalhar com o currículo e que implicações o mesmo traz para a escola e para todo o processo de ensino e aprendizagem.

    Por: Elizabeth Melnyk de Castilhol Educação> Educação Infantill 20/07/2014 lAcessos: 16
    IDELCÓPIO VARANDA

    Raciocínio análogo pode ser desenvolvido em relação à exclusão dos índios da nossa sociedade. Em que pese à enorme simpatia que goza a causa indígena entre os intelectuais e professores brasileiros e mesmo contando o Brasil com uma enorme comunidade de antropólogos das mais expressivas em todo o Sul do mundo, as universidades federais entre outros segmentos da sociedade brasileira, ainda muito pouco têm feito para abrir as suas portas aos jovens índios que buscam ingressar ou ampliar a sua formação acadêmica. Quando levamos esta discussão para o ensino superior, é ainda mais larga a parcela de vantagem das outras etnias, visto que, o contingente de indígenas brasileiros com condições de cursar o terceiro grau é ainda, baixíssimo, o que não se torna um número significável em se tratando do contingente altíssimo de alunos que ingressam anualmente nas instituições de ensino superior.

    Por: IDELCÓPIO VARANDAl Educaçãol 23/08/2009 lAcessos: 993

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    SILVESTRE 18/05/2011
    Muito criativo este seu artigo! Parabéns pelo artigo!
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