Orientar para a importância do lúdico na educação infantil

Publicado em: 11/01/2012 |Comentário: 0 | Acessos: 1,162 |

ORIENTAR PARA A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Rosimeire Moreira Quintela

Orientadora Prof. Ms Jussara Isabel Stockmanns.Pedagoga, Especialista, Psicopedagogia, Tutoria em EaD, Metodologia de ensino religioso,informática na Educação e Mestre em Engenharia da Produção. Professora na UNICENTRO e Professora Tutora na FACINTER.

RESUMO

Esta pesquisa visa transformar métodos tradicionais contidos na escola levando os professores a participarem de pesquisas, práticas pedagógicas, inovações para que suas aulas se tornem mais criativas e produtivas. O objetivo é de auxiliar na superação do fracasso escolar em relação à leitura, pois se acredita na possibilidade de sucesso de todas as crianças, independente de raça ou gênero. Colocar a criança mais próxima de um livro é nosso dever, pois a leitura também auxilia na sua própria identidade e instrumentalizar para um maior entendimento do mundo. Através dessa visão, o aluno começa a ser considerado o principal centro da produção de conhecimento na escola e, portanto, deve ser estimulado a ir além da memorização, ele precisa buscar o prazer nas descobertas, nas formulações e nas práticas experimentais. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da educação nacional, em seu artigo 3°, um dos princípios do ensino é garantir a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. Portanto, se relacionarmos o jogo, a criança explorará suas reações emocionais e sensíveis através do lúdico, pois o mundo real às vezes pode chocar sem oportunizar essa exploração de sentimentos e reações, como a fantasia de uma estória vivida ou de uma brincadeira. A literatura infantil procura pelos olhos da criança e é capaz de levá a outros mundos e dar vida aos seus sonhos. A leitura é o caminho da espontaneidade, da busca e do prazer, podendo ainda criar um hábito de modo significativo dentro e fora da escola, através disso, exerce uma influência pedagógica e educacional sobre o indivíduo.

 

Palavras–Chave: Práticas, pedagógicas, inovações, Leitura, Aprendizado.

    

INTRODUÇÃO

              A necessidade da realização desta pesquisa se deu em virtude das práticas tradicionais que infelizmente alguns profissionais da educação buscam para o desenvolvimento de seus conteúdos sobre leitura em seus planejamentos.

 Estudos a respeito do aprender brincando revelam a importância do aprendizado desse tipo de leitura, propondo a tais profissionais um grande desafio: a inclusão do exercício de jogos, imagens, revistas em quadrinhos entre outras estratégias que, quanto mais cedo usadas e adaptadas no conteúdo do professor, mais cedo formaremos cidadãos críticos e questionadores por um crescente número de informações que recebem no dia-a-dia.

 A finalidade da educação infantil segundo a LDB visa "proporcionar condições para o desenvolvimento físico, psicológico e intelectual da criança em complementação à ação da família".

O referencial teórico que fundamenta a ação pedagógica está pautado nas ciências, permitindo a criticidade nas diversas formas pelas quais o conteúdo é tratado. Tendo os vários referenciais de conhecimento adquiridos na escola ou fora dela, os alunos terão oportunidades de selecionar e optar por práticas culturais através das reflexões ao longo da vida.

Este teve como objetivo, fornecer alguns parâmetros para que o profissional da Educação Infantil englobe em seus conteúdos, uma maneira prática de ensinar com resultados cada vez mais eficazes.

No capítulo 1 deste trabalho, afirma-se que quanto mais cedo à criança começar

a ler, decifrar imagens, formas, fazer sua leitura de mundo, mais cedo dará bons resultados, e que a leitura é essencial na vida do indivíduo, pois é através dela que ampliamos novos horizontes.

            No capítulo 2, indica os recursos a serem utilizados para que a aula se torne prazerosa e eficaz tanto para o aluno quanto para o professor e a preparação do mesmo.

           No capítulo 3, relata-se a importância do hábito de ler em família e a influência que a esfera familiar traz para a valorização e estímulo da literatura no país, concluindo que o exercício da leitura coletiva no ambiente familiar não precisa ser necessariamente no livro, mas outros meios como: jornais, revistas, histórias em quadrinhos, além de outros.

          No capítulo 4, argumenta-se que, através da magia da fantasia e do conto, a criança percebe que existe um espaço do mundo dos sonhos e tais sonhos são possíveis de serem realizados. Com isso, a criança sente prazer em ler, viajar através da leitura e passa a gostar da mesma definitivamente em todas as etapas da sua vida.

 DESENVOLVIMENTO

1 A ESCOLA E A LEITURA

 A forma de leitura através da Literatura nasceu, desenvolveu-se e cresceu com o homem. Com isso, o homem aprendeu a criar disponibilidade para seu próprio conhecimento, descobriu e cultivou seus valores, fazendo-se admirado e respeitado. A arte é fenômeno de interação, o homem descobriu-se pelo instinto estético. A arte é revelação e descoberta da vida e do homem.

           Ninguém imaginava que pela literatura conseguimos despertar as crianças para os valores estéticos e humanos, a partir da recreação, oferecendo entrosamento, lazer e aprendizagem. O importante na leitura é interessar a criança sob todos os aspectos: intelectuais, emocionais, sociais e psicológicos.

           Para que o desempenho da leitura na educação infantil seja visto sempre no aspecto positivo e também esse comportamento possa permanecer nas séries posteriores, o profissional da educação necessita ter sobre si a consciência de que está em um mundo contemporâneo sujeito a mudanças constantes. Para que o educador possa utilizar essas mudanças como ferramenta a favor da concepção de leitores, ele pode criar inovações em sala de aula que acompanhem todas essas transformações no mundo, para um melhor desenvolvimento da leitura e assim ele contribuirá para formação de verdadeiros leitores.

          De acordo com Barbosa (1994, p.64) a pedagogia, patrimônio das antigas sociedades tradicionais e autoritárias, parece carregar, ainda hoje, o signo da imposição, pois vem sempre associada a sistema fechados, conceitos rígidos, modelos prontos e fórmulas acabadas. Naquelas sociedades predominava uma pedagogia de imposição, caracterizada pela ênfase nas questões do ensino, nos problemas da transmissão, nos procedimentos do mestre e pela ausência absoluta das questões da aprendizagem e dos processos de assimilação do aprendiz. Como o reflexo dessa concepção, os problemas da alfabetização se resumiam à busca do método de ensino infalível: a fórmula mágica que, através de passos formais rígidos - como uma receita - permitisse ao mestre transmitir aos alunos os segredos da língua escrita.

 Do século XVI até o XIX, a pedagogia centrada nessa perspectiva, formulou e experimentou todos os sistemas possíveis para o ensino escolar da leitura e produção escrita.

              Além do fato de que esse modelo pedagógico estava inserido num modelo de sociedade autoritária e fechado, outro fator pode explicar a centralização da questão do ensino e a ausência do aprendiz nas elaborações teóricas: não existia aprendizagem porque não existia esse ator singular do processo ensino aprendizagem, a criança. O conceito de criança, como domínio do saber, se esboça no século XIX e se firma nos inícios do século XX, com a instituição de um novo campo do conhecimento humano, a psicologia e, especificamente, com a psicologia educacional.

           É a partir daí que a criança passa a ser foco do interesse especulativo e objeto de investigação sistemática. Fato marcante desse período é a inauguração em Genebra, em 1911, no Instituto Jean Jacques Rousseau, que estabelece como meta o estudo científico da criança e a formação do educador.

           Esses fatores provocaram a reavaliação dos pressupostos da pedagogia tradicional e a instituição dos princípios do movimento que convencionou denominar Escola Renovada ou Escola Nova. Esse movimento firma suas bases na questão da aprendizagem a partir dos estudos realizados sobre o sujeito dessa aprendizagem, a criança. E aqui talvez seja necessária uma distinção entre uma história das idéias sobre a alfabetização e uma história da alfabetização.

           Enquanto no terreno da prática - até então coerentes com as necessidades sociais e com a tradição imposta - a escola estava professando o modelo da alfabetização baseado na marcha sintética, no âmbito das idéias ocorreu uma revolução conceitual sobre esse processo: José Juvêncio Barbosa cita em seu livro Alfabetização e leitura que o professor e psicólogo belga, Ovide Decroly propôs um conjunto de princípios - não de fórmulas - como uma etapa de transição para um sonho maior de mudanças radicais no futuro.

          São todos representantes de uma corrente histórica da alfabetização escolar que acabaram por definir os princípios metodológicos básicos da aprendizagem da leitura e escrita, tal como foi concebida pela escola.

        No plano das técnicas, as concepções que permeiam essas formulações foram se cristalizado no tempo e, com isso, as inovações se caracterizam por uma evolução na continuidade, resultando - ora sim, ora não - num aperfeiçoamento da técnica de alfabetizar.

             As tentativas de ruptura, se não passaram de incidentes de percurso, foram assimiladas de tal modo que garantiram a continuidade do estabelecido. Já eram anunciados, em pleno século XVIII, os princípios básicos do método ideovisual que seriam retomados e radicalizados por Decroly no início do século XX, segundo José Juvêncio Barbosa (1994 p66). Diante de impasses, sempre se corre o risco de negar o passado sem mover o que se encontra inerte, ele permanece intacto, fincando suas raízes no presente.

           A concepção de alfabetização que professávamos repousa no centro do labirinto, intacta e imóvel. O segredo dessa concepção era não ter segredo. Presos na inércia do tempo acreditavam que, para aprender a ler, o único caminho era aquele concebido há séculos: ensina-se a família do b de "batata", a família do f de "farofa", a família do 9 de "gato", etc.

           A revolução desencadeada no começo do século permaneceu incompreensível e preferíamos o caminho da continuidade com estabilidade. Mas, a partir da década de 50, uma nova investida - dessa vez uma nova área que se firmava, Psicolingüística veio abalar aquela fortaleza conceitual.

           Quase sem perceber, passamos a viver num universo grafo cênico. Questionou-se o conceito de alfabetizado, concluindo-se que o alfabetizado era o indivíduo que conseguia ler as letras do alfabeto. Surgiu o conceito de analfabeto funcional, designado o indivíduo que, tendo sido alfabetizado, não consegue se inscrever no circuito da comunicação escrita.

           As descrições do comportamento do leitor no ato da leitura, fornecidas pela Psicolingüística, vieram demonstrar para a pedagogia a distinção entre leitor e alfabetizado. Por outro lado, a Psicologia cognitiva veio revelar a inabilidade no trato das questões do processo de aprendizagem da língua escrita pelo aprendiz: a Psicogênese da língua escrita estabeleceu novos parâmetros para as questões das intervenções da pedagogia no processo de aprendizagem do sistema alfabético.

          No campo teórico, revisitando o patrimônio de conhecimentos acumulados, encontra-se o centro do redemoinho: a concepção de Ovide Decroly de leitura ideovisual, é levada às últimas conseqüências.

          De outro lado, tendo como parâmetro as investigações realizadas por Emília Ferreiro e Ana Teberosky, ano 1989, sobre a Psicogênese da língua escrita, a escola ensaia. Uma nova didática para a prática alfabetizadora.

          No Brasil, as repercussões desses estudos também já ultrapassaram as reflexões teóricas e avançaram em direção às salas de aulas através de experiências pioneiras.

          A escola desvenda o profundo abismo que existe entre a decifração e a leitura. E, diante do novo saber ler, em que os olhos vão adivinhando, explorando e reorganizando o sentido intuído, busca reinventar sua atuação a partir da reflexão coletiva sobre o ato da leitura e sobre os labirintos da formação do leitor.

2 O QUE É LEITURA NA EDUCAÇÃO INFANTIL?

       O exercício da leitura vai além da decodificação de signos gráficos que a própria sociedade nos impõe a pensar ou a crer. Muitas vezes a escola é atropelada por tantas informações, inovações do mundo moderno e informatizado que acaba se perdendo neste aspecto fundamental que é a motivação pela leitura desde a Educação Infantil.

           Quanto mais cedo à criança começar a interpretar a leitura, ou seja, compreenda as idéias, desenhos, realize a interpretação de mundo, as conseqüências serão produtivas. E como a infância é tida e enfatizada como fase de evolução e formação, deve acreditar também no seu despertar para o universo da leitura.

           Quando abordamos a questão leitura na Educação Infantil nos deparamos com dois aspectos extremos no que diz respeito a alfabetização ou não alfabetização. De acordo com Kramer (1985, p.38), a alfabetização é um processo ativo de leitura e interpretação, onde a criança não só decifra o código, mas também o compreende, estabelecendo relações.

           Alfabetizar então, não se restringe a aplicações de rituais repetitivos de escrita, leitura e cálculo, mas começa no momento da sua própria expressão, quando as crianças falam de sua realidade e identificam os objetos que estão ao seu redor. Isto significa que uma criança se alfabetiza quando descobre que o mundo é feito de coisas que pode pegar cheirar, apertar, morder, entre outras e que pode ser representada: na imitação, na dramatização, na música, na expressão corporal, na montagem, na palavra falada e na palavra escrita.

Levando em conta que a leitura não se dá em instante e sim de acordo com a construção, devemos concluir que as formas representativas e de expressão sobre o universo vão se formalizando e diversificando aos poucos e se tornando cada vez complexas: Primeiramente são as sensoriais (surgem como ação), na seqüencia as simbólicas (surgem como imitação, construção, símbolos, desenhos, dramatização), mais tarde são as codificadas (surgem como leitura e escrita).

          Compreender que a alfabetização tem esse caráter dinâmico de construção significa então, entender que os mecanismos da leitura e da escrita se constituem numa parte integrante do processo que se beneficia se exploradas as etapas anteriores. Quanto mais forem trabalhadas, portanto, as formas de representação e expressão sensoriais, motoras e simbólicas, mais se contribuirá para a aprendizagem específica da escrita. Portanto, vê-se a importância de trabalhar com a criança desde as suas primeiras experiências na pré-escola.

           O professor da Educação Infantil é parte fundamental neste processo virtuoso que é o trabalho com a criança desde suas primeiras experiências nesta fase. É importante lembrar que este é o caminho que todas as crianças, independentemente de sua classe social, percorrem para aprender a ler e escrever e todas entram na escola em algum ponto dele, isto é, todas têm algumas hipóteses, alguma concepção de escrita, ao entrar na 1a série (e se esta não existir, então implica que não se deflagre este processo todo com ela).

          Para KRAMER (1985), a Educação Infantil, mais precisamente a pré-escola, poderá dar sua parcela de contribuição garantindo às crianças a aquisição gradativa de novas formas de expressão, reconhecimento e representação. Ela deve agir no sentido de garantir que a criança compreenda "o que é ler" e simultaneamente que a criança confie na sua possibilidade de aprender a ler e escrever.

           Levamos em conta que a aprendizagem da leitura possui fundamentalmente uma função social e a pré-escola principalmente deverá transpor tal conhecimento e ir além das letras, escreverem o nome ou contar até dez, mas, sobretudo explorar mais o desenvolvimento geral do aluno.

          Compreende-se também que é de suma importância que a escola garanta para a criança a satisfação, o prazer no que diz respeito à leitura e favoreça o desempenho e autoconfiança num ambiente agradável e motivador para que a mesma nunca perca o interesse em buscar algo ainda maior.

2.1 COMO DESEMPENHÁ-LA?

          A leitura é essencial na vida do indivíduo, sendo ela um universo de significações que estabelece a comunicação e o diálogo entre o leitor e o que está sendo lido (jornal, livro, revista, etc.) é através deles que ampliamos horizontes.

          É fundamental que o aluno perceba no educador o prazer que ele tem ao repassar a mensagem que está sendo transmitida. Por exemplo, na hora do conto, por antecipação a sala deverá estar bem preparada, os recursos a serem usadas, as palavras, os gestos, tudo deverá ser feito de acordo com que a criança compreenda. Isso nos delega formas comuns e a competência de ensinar e transmitir conhecimentos, pois uma mensagem bem transmitida, bem direcionada, poderá ajudar no desenvolvimento da criança em vários aspectos da sua vida.

           O desenvolvimento do professor deverá sempre ter objetivos satisfatórios tanto para ele quanto para o aluno e nunca frustrante. Para a Educação Infantil a atividade lúdica proporciona prazer, curiosidades e interesse pela leitura.

O brinquedo proporciona o aprender fazendo e para melhor aproveitá-lo é conveniente que proporcione atividades dinâmicas e desafiadoras que exijam a participação ativa da criança. As situações – problemas centrados na manipulação de certos materiais se estiverem adequados às necessidades do desenvolvimento da criança, fazem-na crescer através da procura de soluções alternativas (CUNHA, 1986, p.9).

2.2 COMO DESENVOLVER NO MEU ALUNO DESDE CEDO O INTERESSE PELA

LEITURA?

           O aprendizado das crianças surge de acordo com o que elas participam seu dia a - dia. Essa tarefa é atribuída a família, as pessoas que estão a sua volta, as situações vividas e somamos também esse aprendizado quando há um ambiente que dispõe de jogos, revistas, livros, isto é, um ambiente totalmente lúdico. Quando essa situação não for possível dentro de casa, poderemos fazer a tempo real dentro da nossa escola ou em nossa sala de aula.

           Góes (1981), diz que as atitudes gratificantes e lúdicas (ou a ausência destas), que preparam a criança para o ato de ler, são as responsáveis pelas realidades: ler - não ler, gostar de ler - não gostar de ler, atitude positiva – atitude negativa, ler mais - ler menos. Com certeza as dúvidas surgirão no decorrer de toda a etapa escolar. É a partir de então que entra o educador usando seus métodos criativos, despertando a vontade dos alunos assimilarem através de dramatizações, contos, estórias, promovendo a vontade e curiosidade de que seu aluno seja cada vez mais independente, buscando algo de sua preferência. Mas para que esse crescimento aconteça, dependerá da nossa atitude como educador, pois através de nós poderão ter o gosto, e ainda mais, farão da leitura uma arte.

2.3 QUAIS OS RECURSOS USADOS NA LEITURA?

A leitura é essencialmente um ato denso de significações, pois estabelece o diálogo não só entre o leitor e o texto, mas através dele entramos no universo conceitual do outro. A partir daí é que percebemos a importância de mostrarmos ao aluno uma imensidão de discursos, pois será dessa diversidade de vozes que ele formará a sua própria voz. Cabe então à escola criar espaços para que a criança, através da leitura estabeleça diálogos com autores diversos, pois o leitor sobrevive deste diálogo ao extrair a sua fala futura.

          Temos consciência de que uma das formas mais comuns de demonstrar a leitura na escola é atribuir a competência de ensinar a ler ou transmitir conhecimento. Assim, são considerados bons livros os que trazem, explicita ou implicitamente, a mensagem de transformação das estruturas vigentes.

           É de fundamental importância ter um espaço para o manuseio de diversos tipos de livros literários ou a aula voltada com características lúdicas mesclando texto, ilustrações, trabalhando com elementos surpresa, humor, fantasia, porque dessa maneira a tendência e o gosto pela leitura se fortalecerão cada vez mais nas etapas das séries vindouras.

          O que traz ludicidade para a sala de aula é muito mais uma atitude lúdica do professor e dos seus alunos. Assumir essa postura implica na sensibilidade, envolvimento, uma mudança interna e não apenas externa, implica não somente uma mudança cognitiva, mas principalmente, uma mudança afetiva.

           Por meio da brincadeira, a criança se envolve no jogo e sente a necessidade de partilhar com outro. Brincando, compartilhando e jogando a criança terá oportunidade de desenvolver capacidades indispensáveis à sua futura atuação profissional, tais como: atenção, afetividade, o hábito de permanecerem concentradas outras habilidades perceptuais psicomotoras. Brincando, a criança se torna operativa. Uma forma de ensinar diferenciada sendo ela através de jogos, brincadeiras ou músicas torna mais fácil a aprendizagem.

           De acordo com Vigotsky (1984) é no brincar que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva. Segundo o autor, a criança comporta-se de forma mais avançada do que nas atividades da vida real, tanto pela vivência de uma situação imaginária, quando pela capacidade de subordinação de regras.

           Aprender brincando é uma necessidade do ser humano em qualquer idade e não pode ser vista apenas como diversão. O desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento social, pessoal e cultural colabora para uma saúde mental, prepara para o estado interior fértil, facilita os processos de socialização, comunicação, expressão e construção de conhecimento.

           Compreendermos que o papel dos jogos nessa relação afetivo-emocional e também de aprendizagem requer que percebemos estudos de caráter psicológico, como mecanismo mais complexo, típico do ser humano, com a memória, a linguagem, a atenção, a percepção e aprendizagem.

           Os recursos usados para que o desenvolvimento da criança seja satisfatório são diversos e começam ser trabalhados antes mesmo da sua escolarização.

Segundo Lucia Pimentel Góes (1991), a educação literária começa com a mãe cantando ao embalar o berço e narrando velhas histórias que passam de geração em geração.

Os jogos verbais como: domingo pé de cachimbo, cantigas de ninar, dedo minguinho, são importantes nessa fase. A criança nesta hora, embora não compreenda o que a mãe lhe conta, percebe os sons das palavras e as rimas.

Predominara nesse período a ação-limitação e o faz de contas. A criança brincará com a voz e entrará desse modo no campo da linguagem.

           Para a autora, outra estratégia que poderá também ser explorada pelas mães e que é altamente estimulante para as crianças é ler e contar histórias de tal maneira que ela se reconheça nelas em situações do dia-a-dia. Nessa idade as histórias devem ter o mínimo de narrativas.

          Percebemos que essas atividades são lúdicas e proporcionam prazer, estando de acordo com a natureza do brinquedo. Partindo do princípio que o aprendizado das crianças acontece através do exemplo e do significado que atribuem as pessoas, objetos e situações da vida familiar e cotidiana, acredita-se que um lar altamente significativo quanto a presença de livros e jogos, em síntese, um espaço lúdico, é fundamental para que a criança perceba e assimile o ato de ler como um valor gratificante. Esse ambiente deve ser também estendido a creche e pré-escolas. Não devemos esquecer que na literatura de todos os povos existem livros infantis que são considerados clássicos da literatura infantil. Segundo Alice Campos Moreira (1991), as crianças devem ter acesso a eles independentemente do espaço geográfico que habitam, pois não a separam preconceitos ou ideologias. Esses contratos, em sua opinião, além de estabelecerem um elo entre as gerações identificando em sua origem os homens de todos os tempos, são gêneros mais adequados a primeira infância, pois alimentam sonhos e fantasias, sua imaginação.

          É preciso ficar claro que a ficção não é em si mesmo uma distorção, mas uma etapa de espírito e que o maravilhoso não impedirá que na idade certa a criança não se interesse pelo real.

2.4 PREPARAÇÃO DO PROFESSOR PARA QUÊ?

           Para que o nosso aluno se torne um bom leitor é necessário que o professor também goste de ler e transmita isso com clareza e entusiasmo para o estudante. Uma fundamentação teórica consistente dá o suporte necessário ao professor para o entendimento dos porquês de seu trabalho, indo mais longe ou mais fundo, o professor deve tomar novas atitudes, daí a necessidade de estarem envolvidos com o processo de formação de seus educandos, mudando muitas vezes categoricamente sua maneira de trabalhar, seu estilo e método de ensino, deixando o tradicional para procurar recursos inovadores fazendo com que seu real objetivo no processo ensino/aprendizagem que é o aluno, seja alcançado.

           Sabemos que isso não é tão fácil, pois implica romper com um modelo, com um padrão educacional.

           O Professor precisa explorar muito as atividades de reprodução oral pelas crianças das histórias lidas, devendo comportar-se não apenas como leitor, mas também como espectador das "leituras" reproduzidas por elas. Será, portanto, o elemento facilitador e incentivador do interesse delas pela leitura.

           Se tornarmos uma prática rotineira a leitura de histórias por parte do professor e conseqüentemente incentivo a reprodução oral delas pelas crianças, chegaremos então à parte primordial do processo que é o momento da criação. As situações       imaginárias estimulam a inteligência e desenvolvem a criatividade.

            A ação de criar permite um ato de amor, de afetividade, de sentimentos por onde transitam medos, sofrimentos, interesses e alegrias os quais fazem parte do crescimento e amadurecimento da criança. Uma relação educativa que pressupõe o conhecimento de sentimentos próprios e alheios que requerem do educador a disponibilidade corporal e o envolvimento afetivo, como também, cognitivo de todo o processo de criatividade que envolve a criança.

          A afetividade é estimulada por meio da vivência. Por seu intermédio, o educador estabelece um vínculo de afeto com o educando. A criança necessita de estabilidade emocional para se envolver com a aprendizagem. O afeto pode se chegar perto do educando, em parceria, em um caminho estimulador e enriquecedor para se atingir uma totalidade no processo de aprender.

A literatura infantil é como uma manifestação de sentimentos e palavras, que conduz a criança ao desenvolvimento do seu intelecto, da personalidade, satisfazendo suas necessidades e aumentando sua capacidade crítica. Esta literatura, como já foi expressa, tem o poder de estimular e/ou suscitar o imaginário, de responder as dúvidas do indivíduo em relação a tantas perguntas, de encontrar novas idéias para solucionar questões e instigar a curiosidade do leitor.

Nesse processo, ouvir histórias tem uma importância que vai além do prazer. É através de um conto e/ou de uma história, que a criança pode conhecer coisas novas, para que efetivamente sejam iniciados a construção da linguagem, da oralidade, idéias, valores e sentimentos, os quais ajudarão na sua formação pessoal.

           Considerando que o gosto pela leitura se constrói através de um longo processo e que é fundamental para o desenvolvimento de potencialidades, há a necessidade de se propor atividades diversas e diferenciadas para a formação do leitor crítico. De acordo com Zilberman (2003, p.30) o uso do livro na escola nasce, pois, de um lado da relação que se estabelece com seu leitor, convertendo-o num ser crítico perante sua circunstância.

            Muitos estudos e pesquisas têm evidenciado a importância das atividades literárias diferenciadas no contexto educacional para o bom desempenho da criança.

A utilização da literatura como recurso pedagógico pode ser enriquecida e potencializada pela qualidade das intervenções do educador. Assim, o educador preocupado com a formação do gosto pela leitura deve reservar espaços em que proponha atividades novas sem o compromisso de impor leituras e avaliar o educando. Trata-se de operacionalizar espaços na escola e na sala de aula onde a leitura por fruição-prazer possa ser vivenciada pelas crianças e jovens.

As várias atividades propostas podem ajudar no contexto educacional, se bem utilizadas a partir de um conto: o pintar, o desenhar no contexto da história, discutir sobre as partes da história que as crianças mais gostaram trocar experiências a partir da história contada, adivinhar o que vai acontecer e/ou imaginar finais e situações diferentes, fazer origami, colar, usar massa de modelar, usar bexiga, barbante, construir objetos com sucata, elaborar textos, encenar uma peça teatral, utilizar papéis diversos, confeccionar novos materiais, trabalhar em grupo, entre outros, podem contribuir para a formação de um ser criativo, crítico, imaginativo, companheiro e leitor.

Nesse contexto, o professor deve proporcionar várias atividades inovadoras, procurando conhecer os gostos de seus alunos e a partir daí escolher um livro ou uma história que vá ao encontro das necessidades da criança, adaptando o seu vocabulário, despertando esse educando para o gosto, deixando-o se expressar.

            Acredita-se assim que a proposta de atividades variadas é de grande valor para o processo de construção da autonomia e desenvolvimento da criança em formação.

2.5 O LUGAR DA LITERATURA NA ESCOLA

"É na escola que identificamos e formamos leitores" Bamberger (1988). Quando se fala em criança, pode-se perceber que a literatura é indispensável na escola como meio necessário para que a mesma compreenda o que acontece ao seu redor e para que seja capaz de interpretar diversas situações e escolher os caminhos com os quais se identifica. Entende-se que a leitura é um dos caminhos de inserção no mundo e da satisfação de necessidades do ser humano. No entanto, muitos professores desconhecem a importância da leitura e da literatura mais especificamente por ignorar seu valor e/ou por falta de informação. A prática educativa com a literatura nas séries iniciais do ensino fundamental quase sempre se resume em textos repetitivos, seguidos por cópias e exercícios dirigidos e mecânicos, onde o espaço para reflexão e compreensão sobre si e sobre o mundo raramente encontra lugar.

Não podemos nos referir à leitura como um ato mecânico sem a preocupação de buscar significados. Desse modo, é necessário que dentro do ambiente escolar o professor faça a mediação entre o livro e o aluno, para que assim sejam criadas situações onde o aluno seja capaz de realizar sua própria leitura, concordando ou discordando e ainda fazendo uma leitura crítica do que lhe foi apresentado. Daí a importância em se propiciar a leitura e a literatura de modo a permitir ao aluno criar e recriar o universo de possibilidades que o texto literário oferece.

A literatura tem sua importância no âmbito escolar devido ao fornecimento de condições que propicia à criança em formação. Essa literatura é um fenômeno de criatividade, aprendizagem e prazer, que representa o mundo e a vida através das palavras. Sabe-se que a literatura é um processo de contínuo prazer, que ajuda na formação de um ser pensante, autônomo, sensível e crítico que, ao entrar nesse processo prazeroso, se delicia com histórias e textos diversos, contribuindo assim para a construção do conhecimento e suscitando o imaginário.

Hoje se percebe também que quando bem utilizado no ambiente escolar, o livro de literatura pode contribuir ainda para o desenvolvimento pessoal, intelectual, conduzindo a criança ao mundo da escrita. Dessa forma, a literatura infantil tem sim importância na escola e torna-se indispensável por conter todos os aspectos aqui levantados, sendo de grande valor por proporcionar o desenvolvimento e a aprendizagem da criança em sua amplitude.

                                      

2.6 MÉTODOS DE LEITURA

De acordo com Lúcia Pimentel Góes (1984), na fase da pré-leitura, duas condições são essenciais para que o contato com a leitura seja uma atividade criativa e prazerosa:

1. Adulto ou professor ser um leitor entusiasmado para poder trabalhar criativamente e ter segurança na escolha do acervo para passar o prazer da leitura

2. No contato da criança com o livro é proibido proibir falar. Deve se deixá-Ia expressar-se livremente sobre o que ouviu e leu em especial na situação de sala de aula. Na hora da leitura as crianças devem poder falar á vontade, recontando ou inventando.

Como atividades criativas sugeridas nesta fase, destacamos as seguintes:

• Organização de um conto do livro na sala de aula, estimulado sempre que a criança o use.

• Leitura de histórias, permitindo a ilustração e possibilitando uma troca real e gostosa entre a criança e o professor.

• Brincadeiras de rimas: o professor deve recitar ou ler quadrinhos, poemas infantis, etc.

• Criar a "hora do conto": leitura de histórias curtas e apropriadas ao nível da criança.

• Entregar livros ilustrados e permitir que ou comentem livremente o que vêem.

• Estimular as crianças a desenharem personagens, cenários, etc.

• Leva-Ias a recriarem a história em modelagem em argila recorte em papéis coloridos, massinha, etc.

• Encenar com a criança a técnica de abrir e folhar o livro sem estragá-Io.

• Registrar sempre o vivido em sala de aula, ilustrar situações vividas, criar com as situações vividas histórias em quadrinhos.

Ninguém imagina que pela leitura (Literatura) conseguimos despertar na criança os valores estéticos e humanos, a partir da recreação, oferecendo entrosamento, lazer e aprendizagem.

O livro infantil torna-se ao mesmo tempo recreação e terapia, suporte e cultura. E o mais importante elemento de comunicação, mas, sobretudo, um instrumento de diálogo entre a criança e o adulto. A literatura infantil de hoje com suas novas implicações, caminha paralelamente com a literatura tradicional dos contos de fadas, porém jamais a substituirá.

A imaginação conduz a capacidade criadora da animação para atingir a combinação de imagem e movimentos que se manifestam no interesse pelo conto.

Verifica-se que através dos tempos, a literatura infantil vem refletindo, como já se disse anteriormente, os ideais educacionais da época, como tal, hoje se acredita que através desta, a criança poderá libertar emoções, desenvolver o espírito criativo à medida que se identifica com personagens, com os conflitos, buscando encontrar soluções. Pode-se dizer que esta deve fazer um trabalho contínuo e sistemático desenvolvido por educadores conscientes da necessidade da criança com relação ao imaginário.

Desde que nascemos à linguagem está presente em todos os momentos de nossas vidas, por isso ela tem um papel fundador. É importante então, pensarmos sobre o que a linguagem faz conosco e sobre o que fazemos com a linguagem, pensar na metodologia ideal para levarmos as crianças a compreenderem o funcionamento da língua, utilizando-a cada vez melhor. Como devemos fazer para que explorem a língua, com disposição, curiosidade e prazer, tanto na modalidade oral como escrita, com vistas às práticas sociais letradas. Qual é o melhor "método de alfabetização"? Conheçamos os pontos fundamentais dos principais métodos e teorias.

2.7 MÉTODOS GLOBAIS: MÉTODOS OU ORAÇÕES

Neste método partimos da análise das partes maiores (todo) para partes menores. Está baseado nos ideais escolas novistas, que são:

• Conhecer e respeitar os interesses e necessidades das crianças; Partir da realidade do aluno e estabelecer relações entre a escola e a vida social;

• Valorizar a leitura, as bibliotecas e o gosto pelos livros; A criança tem visão globalizada, percebe o todo. Alguns exemplos de métodos globais:

  • O Método de Contos:

Iniciamos a leitura a partir de pequenas histórias adaptadas ou criadas pelo professor.     O pressuposto é explorar o prazer de ouvir histórias para introduzir ao conhecimento da base alfabética. Assim, as cartilhas são recusadas por seu artificialismo e falta de relação com as experiências da criança.

• Método Ideovisual de Decroly: Ovide Decroly (1871-1932):

A filosofia é o respeito aos interesses e ritmo da criança. O programa escolar prevê a organização de centros de interesse, onde o aluno aprende por temas e não matérias isoladas; é fundamental que o professor tenha conhecimentos das necessidades básicas da criança no meio em que vive. As primeiras experiências pedagógicas aconteceram com crianças com deficiência visual, auditiva e outras. Mais tarde o método foi adaptado para escolas regulares: frases tiradas de canções, parlendas.

• Método natural Freinet: Celestin Freinet (1896-1966):

Professor primário que defendeu o método natural, criando uma rede de escolas freinetianas em vários países. No Brasil ainda é aplicado em instituições particulares valoriza a inteligência, os gestos e a sensibilidade, o desenvolvimento ocorre através da livre expressão, do trabalho manual, da experimentação. Sua pedagogia consiste em estimular a reflexão, a criatividade, o trabalho, a cooperação e a solidariedade. O material de trabalho são os textos livres lidos para os colegas - composição impressa pelas próprias crianças. Imersão na escrita/interesse/textos relacionados à experiência.

2.8 BASE LINGÜÍSTICA OU PSICOLINGÜÍSTICA

Este método é baseado na lingüística e psicologia. A leitura acontece a partir de orações reconstruídas com motivos lingüísticos. Iniciaram nos anos 70, os psicolingüistas defendem os seguintes preceitos:

• Respeitar a fase de desenvolvimento cognitivo em que a criança se encontra e tornar o aluno sujeito do processo, cabendo-lhe a iniciativa e a descoberta.

• Língua: objeto de estudo e ganhar consciência das regras já internalizadas.

• Trabalho com frases: ninguém fala por palavras isoladas. Saber uma língua é conhecer as possibilidades de arranjo de sons, palavras ou frases, conhecer as estruturas lingüísticas e suas regras.

• Destacar a oralidade e conscientizar a criança das operações sintáticas que pode realizar a partir de uma oração: modificar sujeito, objeto ou pronome.

• Alfabetização a partir de palavras-chave (palavração): palavras-chaves destacadas de uma frase ou texto mais extenso são desmembrados em sílabas, que recombinadas formam novos vocábulos. Exemplos: método, natural, Heloísa, marinho, e Paulo Freire.

2.9 MÉTODOS FÔNICOS

Nos métodos fônicos o professor dirige a atenção da criança para a dimensão sonora da língua, enfatizando os fonemas, que são as unidades mínimas de sons da fala representadas na escrita pelas letras do alfabeto. Ensina-se o aluno a produzir oralmente os sons representados pelas letras e a uni-Ios para formar as palavras.

Parte-se, diferentemente dos métodos globais, de unidades menores da língua e a ênfase recai na decodificação e na codificação.

Para Rizzo (1990), os métodos fônicos sofreram acentuada evolução, em virtude dos avanços da Psicologia e da Lingüística, tornando-se cada vez mais próximos de um processo analítico-sintético. Segundo a autora, houve uma preocupação em introduzir frases a fim de incentivar a compreensão. Assim, atualmente os métodos fônicos estão classificados como mistos, propondo associações visuais e auditivas com a forma e os sons das letras. Além dos métodos, é fundamental conhecermos a teoria sócio-construtivista, para embasarmos o trabalho de alfabetização e letramento na escola.

Pensa-se que nesta teoria, alfabetizar corresponde a compreender para que sirvam os sinais da escrita (letras, sinais, pontuação, separabilidade) e de que modo eles se articulam no tecido da escrita. É um complexo processo conceitual e não apenas perceptivo. Assim alfabetizar: decodificar + compreender+ utilizar na vida diária. E o professor não alfabetiza o aluno, ele é o mediador entre o aprendiz e a escrita, entre o sujeito e o objeto deste processo de apropriação do conhecimento.

Sintetizando a teoria e apresentando o seu principal representante, que muito contribui na contextualização da aprendizagem na escola, Lev Semyonovitch Vigotsky nasceu em Orsha, na Bielo-Rússia em 1896, mas foi criado em GomeI. Cursou as Faculdades de Medicina, Direito, Psicologia, Especialização em Literatura. Resumindo a seguir seus pressupostos teóricos:

• O desenvolvimento da inteligência é produto da convivência no ambiente cultural, crê que na ausência do outro o homem não se constrói homem.

• A criança nasce com funções elementares como o reflexo e a atenção involuntária, com o aprendizado cultural surgem às funções psicológicas superiores, como a consciência e o planejamento.

  3 LEITURA EM FAMÍLIA

Modificar profundamente nossas práticas pedagógicas nunca torna simples as relações com os pais de nossos alunos. Ao lado de alguns pais informados, disponíveis para as mudanças e de pais que confiam na escola como um meio de possível promoção para os seus filhos, a maioria dos pais mostram-se angustiados ante a incerteza das perspectivas de futuro escolar e profissional de seus filhos, embaraçados e perplexos em relação aos "métodos modernos" para os quais não tem mais os critérios de seu próprio passado escolar, preocupados ante o que eles vivenciaram repetidamente como a tolerância excessiva dessa nova escola na qual "as crianças só fazem o que querem", onde "só brincam", etc.

E não é por acaso que o processo de aprendizagem da leitura é um dos pontos de cristalização dessas preocupações: os pais sabem muito bem que domínio do ler escrever é um dos fatores determinantes do sucesso ou do fracasso escolar. Além disso, muitos são os que consideram como sendo ao mesmo tempo sua obrigação e seu prazer, "fazer ler" seus filhos, à noite, em casa: se não existe mais nenhum manual de leitura para "revisar os sons" do dia, reler o que foi visto de manhã na aula, o que há de ser feito então? Se não se lê mais em voz alta, sílabas após sílabas, como fazer? A pior das "soluções" consiste em comprar um manual e mandar as crianças, à noite, em casa, fazerem o contrário do que fazem durante o dia na escola, ou seja, oralizar e silabar.

Paralelamente, é preciso reconhecer que os docentes que tentam transformar suas práticas às vezes não têm segurança e hesitam ao enfrentarem as críticas dos pais, adotando posturas tensas ou defensivas. Ora, que eles se refugiem em suas torres - sejam elas experimentais - não é do interesse nem das crianças, nem dos pais, nem dos próprios docentes, isso faz apenas com que cresçam as incompreensões entre os adultos e as contradições às quais as crianças ficam presas.   Além disso, os pedidos dos pais, mesmo quando expressos com agressividade, parecem-nos legítimos: eles não estão "metendo o nariz onde não devem", estão é cumprindo seu papel de pais. Enfim, quando se vê o quanto uma colaboração, ainda que conflitante o que é normal, entre pais e docentes pode ajudar as crianças aprendizes-leitores, só podemos extrair disso a vontade deliberada e persistente de criar as condições de uma co-educação construtiva.

A questão que fica é: o que podemos fazer com os pais para ajudarem as crianças na sua abordagem da leitura.

Segundo a autora Josetle Jolibert em sua obra Formando Crianças Leitoras p.128, o que os pais querem entender "por que não se aprende mais a ler como antes" é legítimo. Ela propõe vários tipos de encontros de trabalho:

Em cada volta às aulas, pode ser feita uma apresentação global de nosso processo nos próprios locais que levam nossa marca: distribuição da aula em cantos, primeiros objetos e primeiras divisões de tarefas afixadas na parede, primeiros escritos encontrados, etc. Pode-se falar das estratégias de leitura que não passam nem pela oralização, nem pela decifração, tenta-se ao máximo ser preciso, sem recorrer ao nosso jargão pedagógico, deve-se cuidar para não monopolizar a palavra ao mesmo tempo em que se permite que os pais reforcem seu poder de palavra através de intercâmbios entre si.

Porém, sabe-se muito bem que nada é mais difícil do que entender a afirmação segundo a qual, aprender a ler não é aprender a decifrar, por isso é se propõe aos pais que venham as aulas para verem como as crianças fazem para questionar um texto, emitir hipóteses, coletar indícios, confrontar, conferir. Essa sessão é seguida por uma entrevista informal com as crianças e por uma sessão de trabalho entre adultos sobre o que acaba de ter lugar.

Para ir além da compreensão de "o que é ler", até pode-se convidar os pais a viverem, em seu nível de adultos, processos que lhes permitam tomar consciência de suas próprias estratégias de leitura. Para evitar situações nas quais os pais teriam a impressão desvalorizante de voltarem a serem alunos, há de se ter o cuidado de preparar essas sessões com alguns pais voluntários e de convidar – como participantes - professores das outras turmas que ainda não as viveram.

Com a finalidade de mostrar também que "o novo método" não é uma loucura própria da escola, podem ser convidadas para esses encontros, pessoas de fora da escola: colegas de outras escolas, formadores da escola de Magistério ou da região, bibliotecários, etc. Podem ser utilizadas as montagens audiovisuais ou filmes que ajudem a esclarecer a questão.

E claro que a informação não é unilateral e a cada dia pode acontecer de se passar pela experiência de que pais informados fazem docentes informados: os pais podem vir a falar com prazer das observações que fazem sobre as descobertas ou os bloqueios de seus filhos, de seu progresso com o passar dos dias, podem interpelar com suas perguntas pertinentes, inesperadas, etc. Darão novas sugestões de melhoras ou de atividades. Ousam. E devemos escutar.

Os pais dos anos anteriores podem ajudar: contando suas antigas angústias e suas descobertas com palavras e exemplos que falam melhor para os outros pais do que os nossos. Contam para os seus filhos hoje que gostam de ler e sabem ler.

Dessa maneira, os pais tranqüilizam e estimulam o gosto pela leitura pode vir desde cedo influenciado pela própria família, por isso os pais são os primeiros no incentivo a criança: o adulto que pega a criança no colo e embala com aquelas cantigas tradicionais, que brinca de contar estórias, adivinhações, rimas, que folheia um livro buscando figuras conhecidas e perguntando o nome delas, está colaborando muito para uma atitude positiva diante da leitura e todos podem compartilhar com esses momentos.

Ao conversar e dialogar com os filhos os pais estarão preparando-os para explorar verbalmente o mundo ao redor da criança. O som das palavras é muito importante, pois é falando e ouvindo em situações de prazer que a criança adquire o gosto pela linguagem, e que vai lhe servir de base para desejar ouvir estórias, ver e ler livros. A partir de estórias simples, a criança começa a reconhecer e interpretar sua experiência na vida real.

O momento de "curtir" um livro juntos, é hora de partilhar: Uma estória curta, bem curta, bem contada, ilustrada que faça rir, que tenha ação e emoção faz a criança ou até mesmo o adulto imaginar, criar, brincar, ficará marcada com certeza e jamais será esquecida.

O que podem fazer os pais para estimular o hábito da leitura em seus filhos?

• Valorizar a produção literária no país.

• Promover debates sobre as questões abordadas em jornais e revistas, trazendo efetivamente o hábito da leitura em família. Utilizar da leitura como leitura a pessoa tiver, melhor será sua condição social. Não é esse contexto que necessitamos do exercício da leitura, mas através dessa habilidade é possível ascender socialmente, entendendo-se por ascensão social através da leitura, a capacidade de entendimento do mundo em que se vive e de se fazer entender, seja no trabalho, escola, na vizinhança dentre outros espaços de convívio social.

Araújo (1999) relata em seu trabalho, como a família se relaciona com as diversas leituras, desde o tipo de material encontrado nessas residências até o uso social estabelecidos por eles.

Nas famílias pesquisadas a autora encontrou os seguintes materiais: jornais, revistas, livros e revistas em quadrinhos. Nesse contexto foi verificado que algumas funções sociais da leitura se apresentaram no ambiente das relações sociais, são elas: a escrita de cartas para família e conseqüentemente a leitura, cartas para sorteio, agenda de telefone, caderno de receitas, boletins da igreja e leitura da Bíblia.

 Constatou - se que as famílias se utilizam a leitura com as mais diversas finalidades e em vários momentos do convívio domestico.

  Nessas famílias também foi observada a freqüência da leitura nesses materiais e quais as pessoas os utilizavam. A pesquisa concluiu que na maioria das vezes o jornal foi citado várias vezes como suportes mais utilizados e com maior freqüência. As crianças utilizam o livro didático e as revistas em quadrinhos, além de revistas emprestadas por vizinhos. Percebemos que não é o ambiente socioeconômico que determina o gosto pela leitura, mas a convivência com esses materiais e o estimulo dos pais, seja através do jornal que lê para encontrar emprego ou no caderno de receitas. Todos os incentivos são válidos para construção do gosto pela leitura.

A leitura na família pode ser exercitada desde o momento em que a criança ainda é pequena no contato com os livros de borracha ou através da história contada pelos pais na hora de dormir, mas esses são apenas um dos aspectos que podem ser explorados no incentivo da leitura. Nesse contexto seria ideal explorar os níveis da leitura descritos por Martins (1982) em que o nível sensorial ao ser bem trabalhado nas famílias traria benefícios na formação de leitores, quanto mais cedo o contado da criança com a leitura, teremos mais leitores no futuro.

É importante que haja essa condução no contato com a leitura, pois ela é uma prática recheada de gestos, espaços e hábitos que são necessários no desenvolvimento desses leitores. O texto muda de acordo com o seu leitor, e é por isso que as famílias devem adequar os textos frente à sua realidade, pois não é o meio social que determina o gosto ou não pela leitura, mas a criação de oportunidades e estímulos.

4 FORMANDO LEITORES

É a leitura que abre espaços de interrogação, de mediação, pois é o estabelecimento de correspondência dela, não apenas com o livro, mas com o mundo interior, que se apresenta no mundo do livro, que permite ao indivíduo tornar se leitor. Sousa (2007) cita o exemplo de Paulo Freire. Em muitas situações ele discorreu sobre as experiências de sua infância, a casa em que viveu as árvores de seu quintal, o canto dos pássaros, as histórias dos mais velhos, seu medo de almas penadas e conclui que, embora ainda não soubesse ler a palavra escrita, tais experiências foram absolutamente significativas e constituíram o mundo de suas primeiras leituras.

E é nesse sentido que podemos afirmar, assim como ele, que a capacidade de perceber o mundo foi se ampliando a partir da tentativa de buscar compreender os "textos", as "palavras" e as "letras" do contexto de sua infância, nas relações com familiares. Na medida em que ia tornando-se mais íntimo de seu mundo, mais percebia e melhor o compreendia.

Para formar leitores é necessário o desenvolvimento de algumas habilidades dentre as quais a educação do ouvido, a sensibilidade, a inteligência, a língua, o respeito pelos outros, autor, co-autores do texto. Muitas dessas habilidades são, ou deveriam ter sido desenvolvidas na infância. O fato de não ter ocorrido essa aquisição de habilidades, pode prejudicar inclusive a inserção dessas pessoas na sociedade como cidadãos.

A socialização acontece utilizando a leitura, não apenas em seu aspecto teórico, com simples objetivo de obtenção de conhecimento, mas em sua função prática, reflexiva, em que se pode confrontar o conhecimento aprendido com aquele que foi construído e representa a base para novas aprendizagens. Alguém que é capaz de ler e entende precisa ampliar o leque de possibilidades, ou seja, ler muitas coisas diferentes e saber o que fazer com elas.

Na atualidade, vários professores e pesquisadores vêm salientando a dificuldade dos estudantes dos cursos de graduação, sem restrição de área, quanto à leitura, interpretação, compreensão de textos, formulação de hipóteses, idéias objetivamente, exposição de fatos, reflexões e pontos de vista, e a redação dos textos acadêmicos ou literários. Vários são os fatores que podem estar desencadeando essas situações:

• Não incentivo à leitura nas séries iniciais, ensino médio e graduação;

• O desinteresse (descaso) dos professores em promover oportunidades para o desenvolvimento da habilidade de leitura;

• A inadequação do material literário, considerando as características do leitor

(idade, sexo, qualidade da informação, grau de instrução);

• Família, seus hábitos e costumes. Nesse sentido o Círculo de Leitura torna-se uma oportunidade magnífica para minimizar os problemas relacionados à leitura.

"Ler em um círculo não é novo: novo é o uso do círculo para aproximar os leitores na troca de suas interpretações para o estímulo intensivo da própria experiência de dizer e dizer-se, como didática da leitura" (Yunes, 1999). Quando isso acontece os participantes estão organizando suas idéias, para torná-Ias lógicas, vencer a timidez, buscar a expressão e comunicar-se.

Essas ações, pouco a pouco, levam a descoberta da própria voz, e da própria vez e a construção do "eu" cotidianamente por meio das reflexões e intervenções.

Para Almeida (2006), quando nos tornamos leitores da palavra, estamos lendo o mundo que está sob influencia dela, considerando sua correlação, simbiose, quer queiramos ou não, entre a realidade e a ficção.

Há ainda questões relativas às políticas educacionais brasileiras. O Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) apresenta quatro eixos, dentre os quais se destaca aquele voltado para o fomento à leitura e formação. Esse eixo propõe como linha de ação, projetos sociais de leitura (envolvendo projetos para fomentar a leitura, maratonas, atividades de formação de leitores na escola e clubes de leitura) e estudos de apoio à pesquisa acadêmica nas áreas do livro e leitura (diagnóstico sobre Leitura).

Assim, os alunos aprendem uma única interpretação do fato, mesmo que haja outros a Círculo de Leitura, portanto aparece como uma oportunidade para desconstruir ou interromper esta seqüência autoritária de transmissão de conhecimento, pois permite. Ao estudante "apreendam os princípios de validade e se tornem progressivamente capazes de julgar o saber oferecido e, até mesmo, eventualmente, de preferir ou construir, por si mesmos, um saber diferente" (LAVILLE e DIANE, 1999, p.21).

Além disso, tem-se que considerar que a inteligência depende de fatores inatos, e que as capacidades intelectuais se desenvolvem, numa base organizada pela sociedade e seus membros para que seu desenvolvimento seja o melhor possível.

Para a formação de leitores são considerados elementos fundamentais a escola e a família. A mútua relação dessas instituições favorece o desenvolvimento da leitura e, sobretudo o gostar de ler. Segundo Zilberman (1986, p.56): o processo de formação do leitor está vinculado num primeiro momento à característica física (dimensões materiais) e social (interação humana) do contexto familiar, isto é, presença de livros, de leitores e situações de leitura que configura um quadro específico de estímulo sócio cultural.

A criança aprende a se situar no mundo e atribuir significado a alguma coisa no ambiente familiar. Por sua vez, no ambiente deve haver modelos ou exemplos de leitura para que a criança possa perceber o valor e a função social do ato de ler e movida por mecanismo, possa executar esse ato. Para Yunes (1985, p. 21): o hábito de leitura se inicia antes que a criança aprenda ler. Neste paradoxo se registra a decisiva influência de contar/ouvir história, para uma relação satisfatória com universo da ficção como complemento da redução da realidade que as práticas sociais impõem.

Portanto, caberia à família a iniciação da leitura entre as crianças, habituando as desde a mais tenra idade a ouvir cantigas de ninar, rimas, adivinhações, lendas, fabulações.

As histórias lidas ou contadas oportunizam o contato com livros e revistas, incentivando-as a folheá-Ias e a lê-Ios através de ilustrações. Esse ato leva, freqüentemente, a criança a visitar livrarias, bibliotecas e feiras de livros infantis.

Além do mais, se existe em casa um ambiente favorável para leitura, elas por sua vez procurarão imitá-Ios.

Por outro lado, a realidade da família brasileira não reflete esse ambiente para a leitura. Em função de uma variedade enorme de causas; a maioria dos pais vive em condições desfavoráveis e não têm ambiente adequado à leitura. Dessa forma, a família transfere para a escola toda a responsabilidade da formação do leitor.

Por sua vez, a escola não está preparada para desenvolver eficazmente o processo de leitura. Como se sabe a escola é uma instituição também problemática, porém, é ainda o espaço que oferece oportunidade concreta de atuação em favor da leitura, incentivando na criança e no jovem o hábito de ler.

De acordo com exposto, os livros têm sido portadores de conhecimento de uma geração para outra. A própria instituição escolar responsável pelo ensino concebe o livro como instrumento básico para atingir a meta e desenvolver a personalidade dos jovens. Segundo Silva (1981, p.32): Seria difícil conceber uma escola onde o ato de ler não estivesse presente - isto ocorre porque o patrimônio histórico, cultural científico da humanidade se encontra fixado em diferentes tipos de livros O acesso aos bens culturais, proporcionados por uma educação democrática, pode muitas vezes significar o acesso aos veículos onde bens se encontram registrados, entre ele os livros.

Portanto, é bom lembrar que dada à situação da família, a escola se constitui na única oportunidade que as crianças têm de entrar em contato com a leitura. Nesse sentido o ato de ler passa a ser concebido como uma tarefa e não como fonte de prazer.

Se o objetivo da escola é formar cidadãos capazes de compreender os diferentes textos com os quais defrontam, é preciso organizar o trabalho educativo para que experimentem e aprendam isso na escola. Principalmente quando os alunos não têm contato com bons materiais de leituras e com adultos leitores, quando não participam de práticas onde ler é indispensável. É preciso, portanto, oferecer-Ihes os textos do mundo.

Não se formam bons leitores solicitando aos alunos que leiam apenas durante as atividades na sala de aula, apenas no livro didático, apenas porque o professor pede. Eis a primeira e talvez mais importante estratégia didática para a prática de leitura: trabalhar com diversidade textual (BRASIL.1997, p.55). Incentivar o leitor à formação de um gosto que se dá através do contato prazeroso com o livro é tarefa do professor, da escola e dos pais. Esse gosto adquirido gradativamente levará conseqüentemente à formação do hábito de ler, possibilitando ao leitor condições de estar consciente no mundo. Quanto mais cedo à criança estiver contato com os livros, maiores serão as oportunidades de se tornar um leitor habitual. Apesar de todos os problemas funcionais e estruturais, é na escola que as crianças aprendem a ler.

Através da magia da fantasia e do conto, a criança percebe que existe um espaço para que os adultos também viagem por um instante para esse mundo de sonhos, de encanto onde tais sonhos são possíveis de serem realizados. Ao "retornarem" para o "mundo real", as crianças vêm com espírito renovado e cheio de forças para "enfrentar" "seus" "problemas" do cotidiano, isso enobrece e a faz amadurecer sem contar que essa viagem permite que elas estabeleçam relações entre o mundo literário e o seu mundo interior em que vivem.

Segundo Lúcia Pimentel Goes (1991) os períodos que a criança interessa-se por histórias de bichinhos, brinquedos, objetos, seres da natureza humanizados, e histórias infantis:

• De 3 a 6 anos - Fase mágica: Nesse período as crianças gostam de histórias e repetição acumulativa de histórias de fadas.

• 7 anos: Nessa idade a criança gosta de histórias de crianças, animais, mundo encantado e aventuras no ambiente próximo: família, comunidade, histórias de fadas.

• 8 anos: Período em que a criança gosta de histórias de fadas com enredo mais elaborado, e gostam de histórias humorísticas.

• 9 anos: Nesse período continua gostando de histórias de fadas e começa a gostar de histórias vinculadas à realidade.

• 10 anos: Nesta época a criança começa a gostar de histórias que envolvem aventuras, narrativas de viagens, explorações, invenções, fábulas, mitos e lendas.

4:1FASE MÁGICA

Quando a criança atinge esta fase, a sua imaginação torna-se criadora, verifica-se isto ao observá-Ia quando brinca, conversa com os brinquedos, inventa falas ao telefone, conversa sozinha com amigos imaginários, para quem até inventa nomes. Não se pode esquecer que não há rigidez na classificação, pois cada criança cresce com seu ritm

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-infantil-artigos/orientar-para-a-importancia-do-ludico-na-educacao-infantil-5563430.html

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