Problemas de Aprendizagem

Publicado em: 10/12/2012 |Comentário: 0 | Acessos: 105 |

PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM

       Os problemas de aprendizagem que podem ocorrer tanto no início como durante o período escolar surgem em situações diferentes para cada aluno, o que requer uma investigação no campo em que eles se manifestam. Qualquer problema de aprendizagem implica amplo trabalho do professor junto à família da criança, para analisar situações e avaliar características, visando descobrir o que está representando dificuldade ou empecilho para que o aluno aprenda.

 A noção do normal

       O termo normal apresenta várias definições devido à imensa gama de autores que tratam este assunto. Mielnik formula a definição mais adequada quando afirma que para podemos conceituar o que é normal, devemos buscar-nos progressos da criança, em sua evolução e desenvolvimento, comparando-a com suas próprias habilidades e capacidades em épocas diversas. Como o movimento da criança para a liberdade e autonomia acontece gradativamente (através da superação de cada crise de desenvolvimento), cabe então reconhecer as características próprias do comportamento infantil em cada faixa etária.

Problemático ou patológico?

      Para que a criança se desenvolva bem, ela precisa de um ambiente afetivamente equilibrado, onde ela receba amor autêntico e onde lhe permitam fazer as necessidades próprias de seu estado infantil. Quando isso não acontece, inicia-se uma luta entre o ambiente em que a criança vive e as exigências que ela apresenta o que fatalmente levará a uma situação de desequilíbrio, possível geradora de comportamentos problemáticos ou até patológicos. De acordo com Mielnik, a situação problemática abrange especialmente o relacionamento difícil com o meio e as pessoas. Na criança, ela se manifesta em dificuldades emocionais, supersensibilidade, sentimento de rejeição, sensação de pânico em determinadas circunstâncias, ansiedade, regressão ou infantilização. Ainda segundo o autor, quando essas reações apresentam um evidente agravamento, deve-se considerar o quadro como tendendo a anormal ou patológico. Nesse caso a criança passa a apresentar atitudes destrutivas de maneira compulsiva, medo excessivo de tudo, extrema agitação (ou então torpor e sonolência), desintegração ou mesmo ausência de relacionamento pessoal. O comportamento anormal ou patológico pode ter origem na própria criança (fator genético) ou no ambiente (fator social). Para caracterizá-lo, Mielnik afirma que devem ser considerados os seguintes fatores:

- idade- constituição física

- desenvolvimento (período em que a criança se encontra)

- ambiente cultural

- conduta e personalidade dos pais e irmãos

- tensões e traumas da vida cotidiana dos qual a criança fica exposta

- tendências internas e defesas psíquicas do ego infantil

- influências de pressões externas e internas

- meio de adaptações a essas pressões

- processos envolvidos na maturação da personalidade infantil

Quando se detecta alguma anormalidade após esta verificação de todos esses fatores, é necessário ainda que se faça uma análise a respeito da permanência das características apresentadas. A criança pode estar vivendo uma fase difícil, que será provisória ou não, dependendo de suas condições em superá-la.

                            O que são problemas de aprendizagem

         Os problemas de aprendizagem referem-se às situações difíceis enfrentadas pela criança normal e pela criança com um desvio do quadro normal, mas com expectativa de aprendizagem em longo prazo.
        Segundo J. Paz podemos considerar o problema de aprendizagem como um sintoma, no sentido de que não aprender não configura um quadro permanente, mas ingressa numa constelação peculiar de comportamentos, nos quais se destaca como sinal de descompensação. Esclarecer claramente os limites que separam "problemas" de aprendizagem dos chamados "distúrbios" de aprendizagem é uma tarefa muito complicada, que fica a critério do especialista na área em que a deficiência se apresenta. Existem inúmeros fatores que podem desencadear um problema ou distúrbio de aprendizagem:- Fatores Orgânicos = saúde física deficiente, falta de integridade neurológica (sistema nervoso doentio), alimentação inadequada etc.- Fatores psicológicos = inibição, fantasia, ansiedade, angustia, inadequação á realidade, sentimento generalizado de rejeição etc.- Fatores ambientais = o tipo de educação familiar, o grau de estimulação que a criança recebeu desde os primeiros dias de vida, influência dos meios de comunicação etc.

Tratamento

         Cabe a escola com toda sua equipe analisar todas as situações escolares que possam agravar os problemas de saúde física e mental das crianças; procurar sanar estes problemas, conhecendo os recursos assistenciais da comunidade e os de fora dela; notificar doenças contagiosas às autoridades sanitárias; orientar as famílias no desenvolvimento de atividades educativas ligadas á saúde do escolar. Cabe ao professor, portanto identificar os problemas e as queixas; observar a freqüência e a continuidade da manifestação; conhecer as condições familiares; encaminhar para assistência especializada; acompanhar cada caso, informando-se sobre as prescrições dos profissionais de saúde e dos resultados do tratamento; propiciar o desenvolvimento de atitudes, hábitos e habilidades favoráveis à saúde física e mental. O trabalho docente, quando responsável e profissional, não deve envolver excessos de mimo e dependência, mas sim segurança e firmeza; a criança deve sentir-se amada, porém com exigência sóbria daquele que sabe o que ela realmente pode fazer. Respeitar a criança é sobretudo apontar os seus limites e, ao mesmo tempo, estimulá-la a alcançar o vôo maior da criatividade individual. Para o êxito não há receitas e sim a segurança, o amor e a dedicação à criança, seja ela normal ou não.

Considerações finais

... Deficiências, carências ou diferenças que vão desde comparações e atribuições valorativas de seus hábitos cotidianos até sua incompetência lingüística. Dessa forma, percebe-se afetados o campo físico (na inabilidade de utilizar objetos que ela não conhece, por exemplo), o sócio-afetivo (na inabilidade de se relacionar em determinados meios) e o campo intelectual (na inabilidade de se comunicar de forma eficiente ou aprender na escola) (GRIFFO, 2002, p.40).

        A dificuldade de aprendizagem pode gerar um circulo vicioso do fracasso, ou seja, quanto mais a criança se sente inferiorizada, mais ela estará suscetível ao insucesso, e menos poderá obter aprovação a partir de seu desempenho. Cabe ao educador trabalhar também com a motivação, maturação dos alunos, bem como metodologia, recursos e procedimentos para criar uma atmosfera agradável para aprender. O psicólogo deve identificar as causas dos distúrbios de aprendizagem e fazer com que a criança e a família possam superar suas dificuldades de aprendizagem e tenham uma perfeita adaptação escolar, gerando assim auto-estima e realização pessoal e profissional de forma a garantir e o sucesso da relação ensino e aprendizagem. Os educadores devem ser direcionados no sentido de uma reflexão crítica sobre a maneira preconceituosa a que alunos brasileiros com baixo rendimento escolar vêm sendo alvos, para transformar o discurso do aluno culpado pelo seu próprio fracasso escolar, numa atitude de confiança e credibilidade na sua própria capacidade para aprender a aprender e se tornar um aluno motivado e com consciência da própria aprendizagem (Boruchovitch,1999).

Referência Bibliográfica

Boruchovitch, Evely. Estratégias de aprendizagem e desempenho escolar: considerações para a prática educacional. Psicologia: Reflexão e Crítica. Porto Alegre. v.12 n.2 1999.

CORRÊA, Rosa M. Dificuldades no aprender: um outro modo de olhar. Campinas:Mercado de Letras, 2001.

GRIFFO, Clenice. Dificuldades de aprendizagem na alfabetização: perspectivas do aprendiz. In: SENA, Maria G. C.; GOMES, Maria F. C. Dificuldades de aprendizagem: na educação. 2ª ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2002.p.39-54

PAÍN, Sara. Diagnósticos e tratamentos dos problemas de aprendizagem. 4ª ed. Porto Alegre: Artes Medicas, 1992.

PAPALIA, Diane E.; OLDS, Sally W. Desenvolvimento humano. 7ª ed. Porto Alegre, 2000.

SENA, Maria G. C.; GOMES, Maria F. C. Dificuldades de aprendizagem: na educação. 2ª ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2002.

SILVA, Maria Cristina da. Saberes e dizeres diferentes de crianças que "fracassam" na escola. In: SENA, Maria G. C.; GOMES, Maria F. C. Dificuldades de aprendizagem: na educação. 2ª ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2002.p.55-67

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-infantil-artigos/problemas-de-aprendizagem-6347482.html

    Palavras-chave do artigo:

    aprendizagem

    ,

    diagnostico

    ,

    escola

    Comentar sobre o artigo

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    Ao se pensar em avaliação escolar associa-se este elemento a um problema de grande escala nas instituições de ensino. Neste procedimento, a avaliação é tida como aferição de resultados em provas e/ou exames. Apesar de grandes discussões sobre a temática, este instrumento tem sido utilizado como ferramenta e/ou demonstração de puro autoritarismo, sobrepondo-se à importância do conhecimento e de sua posterior difusão, imputando ao aluno a aprendizagem forçada por meio de pressão.

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    ÂNGELA COSTA MARQUES

    Este artigo tem a finalidade de mostrar que um dos diversos fatores que conduzem ao fracasso escolar está relacionado com o trabalho pedagógico desenvolvido pela escola. Neste sentido, sugere táticas que representam um papel facilitador no processo ensino-aprendizagem, seguindo uma proposta transdisciplinar. Para tal, é importante que o profissional da área de educação busque se aperfeiçoar em uma área que não seja específica a sua disciplina e que amplie seu conhecimento nas habilidades sociais

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    O presente artigo discute a importância da participação da família no processo educacional da criança na Educação Infantil. O artigo desenvolvido tem como objetivo discutir a importância da família na educação da criança, tanto no ambiente social da escola como no ambiente familiar, focalizando assim, o papel da família nesse processo.

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